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Interpretação de texto

Total questions: 10

Worksheet time: 2hrs 40mins

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1.

Fraudador é preso por emitir atestados com erro de português

Mais um erro de português leva um criminoso às mãos da policia. Desde 2003, M.O.P., de 37 anos, administrava a empresa MM, que falsificava boletins de ocorrência, carteiras profissionais e atestados de óbito, tudo para anular multas de trânsito. Amparado pela documentação fajuta de M.O.P., um motorista poderia alegar às Juntas Administrativas de Recursos de Infrações que ultrapassou o limite de velocidade para levar uma parente que passou mal e morreu a caminho do hospital.

O esquema funcionou até setembro, quando M.O.P. foi indiciado. Atropelara a gramática. Havia emitido, por exemplo, um atestado de abril do ano passado em que estava escrito aneurisma “celebral” (com I no lugar de r) e “insuficiência” múltipla de órgãos (com um I desnecessário em “insuficiência” – além do fato de a expressão médica adequada ser “falência múltipla de órgãos”)

M.O.P. foi indiciado pela 2° Delegacia de Divisão de Crimes de Trânsito. Na casa do acusado, em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo, a polícia encontrou um computador com modelos de documentos.


Língua Portuguesa, n. 12, set. 2006 (adaptado).


O texto apresentado trata da prisão de um fraudador que emitia documentos com erros de escrita. Tendo em vista o assunto, a organização, bem como os recursos linguísticos, depreende-se que esse texto é um(a):

a)

Conto, porque discute problemas existenciais e sociais de um fraudador.

b)

Notícia, porque relata fatos que resultaram no indiciamento de um fraudador.

c)

Crônica, porque narra o imprevisto que levou a polícia a prender um fraudador.

d)

Editorial, porque opina sobre aspectos linguísticos dos documentos redigidos por um fraudador.

e)

Piada, porque narra o fato engraçado de um fraudador descoberto pela polícia por causa de erros de grafia.

2.

QUESTÃO 100

O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.

ROSA, J. G. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.


No romance Grande sertão: veredas, o protagonista Riobaldo narra sua trajetória de jagunço. A leitura do trecho permite identificar que o desabafo de Riobaldo se aproxima de um(a):

a)

Diário, por trazer lembranças pessoais.

b)

Fábula, por apresentar uma lição de moral.

c)

Notícia, por informar sobre um acontecimento.

d)

Aforismo, por expor uma máxima em poucas palavras.

e)

Crônica, por tratar de fatos do cotidiano.

3.

A tirinha denota a postura assumida por seu produtor frente ao uso social da tecnologia para fins de interação e de informação. Tal posicionamento é expresso, de forma argumentativa, por meio de uma atitude:

a)

Crítica, expressa pelas ironias.

b)

Resignada, expressa pelas enumerações.

c)

Indignada, expressa pelos discursos diretos.

d)

Agressiva, expressa pela contra-argumentação.

e)

Alienada, expressa pela negação da realidade.

4.

Os tipos cheios de si

O difícil é encontrar quem nunca cruzou com (ou se passou por) um desses on-line.


De acordo com esse infográfico, as redes sociais estimulam diferentes comportamentos dos usuários que revelam:

a)

Exposição exagerada dos indivíduos.

b)

Comicidade ingênua dos usuários.

c)

Engajamento social das pessoas.

d)

Disfarce do sujeito por meio de avatares.

e)

Autocrítica dos internautas.

5.

Nesse cartaz, o uso da imagem do calçado aliada ao texto verbal tem o objetivo de:

a)

Criticar as difíceis condições de vida dos refugiados.

b)

Revelar a longa trajetória percorrida pelos refugiados.

c)

Incentivar a campanha de doações para os refugiados.

d)

Denunciar a situação de carência vivida pelos refugiados.

e)

Simbolizar a necessidade de adesão à causa dos refugiados.

6.

Campanhas publicitárias podem evidenciar problemas sociais. O Cartaz tem como finalidade:

a)

Alertar os homens agressores sobre as consequências de seus atos.

b)

Conscientizar a população sobre a necessidade de denunciar a violência doméstica.

c)

Instruir as mulheres sobre o que fazer em casos de agressão.

d)

Despertar nas crianças a capacidade de reconhecer atos de violência doméstica.

e)

Exigir das autoridades ações preventivas contra a Violência doméstica.

7.

O texto tem o formato de uma carta de jogo e apresenta dados a respeito de Marcelo Gleiser, premiado pesquisador brasileiro da atualidade. Essa apresentação subverte um gênero textual ao:

a)

Vincular áreas distintas do conhecimento.

b)

Evidenciar a formação acadêmica do pesquisador.

c)

Relacionar o universo lúdico a informações biográficas.

d)

Especificar as contribuições mais conhecidas do pesquisador.

e)

Destacar o nome do pesquisador e sua imagem no início do texto.

8.

A internet proporcionou o surgimento de novos paradigmas sociais e impulsionou a modificação de outros já estabelecidos nas esferas da comunicação e da informação. A principal consequência criticada na tirinha sobre esse processo é a:

a)

Criação de memes.

b)

Ampliação da blogosfera.

c)

Supremacia das ideias cibernéticas.

d)

Comercialização de pontos de vista.

e)

Banalização do comércio eletrônico.

9.

Blues da piedade

Vamos pedir piedade

Senhor, piedade

Pra essa gente careta e covarde

Vamos pedir piedade

Senhor, piedade

Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

CAZUZA. Cazuza: o poeta não morreu. Rio de Janeiro:

Universal Music, 2000 (fragmento).


Todo gênero apresenta elementos constitutivos que condicionam seu uso em sociedade. A letra de canção identifica-se com o gênero ladainha, essencialmente, pela utilização da sequência textual:

a)

Expositiva, por discorrer sobre um dado tema.

b)

Narrativa, por apresentar uma cadeia de ações.

c)

Injuntiva, por chamar o interlocutor à participação.

d)

Descritiva, por enumerar características de um personagem.

e)

Argumentativa, por incitar o leitor a uma tomada de atitude.

10.

Você pode não acreditar

Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que os leiteiros deixavam as garrafinhas de leite do lado de fora das casas, seja ao pé da porta, seja na janela.

A gente ia de uniforme azul e branco para o grupo, de manhãzinha, passava pelas casas e não ocorria que alguém pudesse roubar aquilo.

Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que os padeiros deixavam o pão na soleira da porta ou na janela que dava para a rua. A gente passava e via aquilo como uma coisa normal.

Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que você saía à noite para namorar e voltava andando pelas ruas da cidade, caminhando displicentemente, sentindo cheiro de jasmim e de alecrim, sem olhar para trás, sem temer as sombras.

Você pode não acreditar: houve um tempo em que as pessoas se visitavam airosamente. Chegavam no meio da tarde ou à noite, Contavam casos, tomavam café, falavam da saúde, tricotavam sobre a vida alheia e voltavam de bonde às suas casas.

Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que o namorado primeiro ficava andando com a moça numa rua perto da casa dela, depois passava a namorar no portão, depois tinha ingresso na sala da família. Era sinal de que já estava praticamente noivo e seguro.

Houve um tempo em que havia tempo.

Houve um tempo.

SANT’ANNA, A. R. Estado de Minas. 5 maio 2013 (fragmento).


Nessa crônica, a repetição do trecho “Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que…” configura-se como uma estratégia argumentativa que visa:

a)

Surpreender o leitor com a descrição do que as pessoas faziam durante o seu tempo livre antigamente.

b)

Sensibilizar o leitor sobre o modo como as pessoas se relacionavam entre si num tempo mais aprazível.

c)

Advertir o leitor mais jovem sobre o mau uso que se faz do tempo nos dias atuais.

d)

Incentivar o leitor a organizar melhor o seu tempo sem deixar de ser nostálgico.

e)

Convencer o leitor sobre a veracidade de fatos relativos à vida no passado.