WorksheetsGRÉCIA ANTIGA
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A soberania dos cidadãos dotados de plenos direitos era imprescindível para a existência da cidade-estado. Segundo os regimes políticos, a proporção desses cidadãos em relação à população total dos homens livres podia variar muito, sendo bastante pequena nas aristocracias e oligarquias e maior nas democracias.
CARDOSO, C. F. Acidade-estado clássica. São Paulo: Ática, 1985.
Nas cidades-estado da Antiguidade Clássica, a proporção de cidadãos descrita no texto é explicada pela adoção do seguinte critério para a participação política:
Controle da terra.
Liberdade de culto.
Igualdade de gênero.
Exclusão dos militares.
Exigência da alfabetização.
Os gregos sentiram paixão pelo humano, por suas capacidades, por sua energia construtiva. Por isso, inventaram a polis: a comunidade cidadã em cujo espaço artificial, antropocêntrico, não governa a necessidade da natureza, nem a vontade dos deuses, mas a liberdade dos homens, isto é, sua capacidade de raciocinar, de discutir, de escolher e de destituir dirigentes, de criar problemas e propor soluções. O nome pelo qual hoje conhecemos essa invenção grega, a mais revolucionária, politicamente falando, que já se produziu na história humana, é democracia.
(Adaptado de Fernando Savater, Política para meu filho. São Paulo: Martins Fontes, 1996, p. 77.)
Assinale a alternativa correta, considerando o texto acima e seus conhecimentos sobre a Grécia Antiga.
Para os gregos, a cidade era o espaço do exercício da liberdade dos homens e da tirania dos deuses.
Os gregos inventaram a democracia, que tinha então o mesmo funcionamento do sistema político vigente atualmente no Brasil.
Para os gregos, a liberdade dos homens era exercida na polis e estava relacionada à capacidade de invenção da política.
A democracia foi uma invenção grega que criou problemas em função do excesso de liberdade dos homens.
Leia o texto.
Aos 7 anos: deixava sua família para iniciar a educação militar.
Aos 20: era admitido num grupo de outros guerreiros; a participação era obrigatória.
Aos 30: ganhava poder de voto na Apela, assembleia militar que indicava o conselho dos anciãos.
A partir dos 60: se fosse um membro da aristocracia, podia ser indicado para o conselho de anciãos, a Gerúsia.
(Flavio Campos e Regina Claro, Oficina de História)
As informações fazem referência a um
meteco ateniense.
nobre troiano.
cidadão espartano.
escriba egípcio.
tribuno romano
– São uma formosura os governantes que tu modelaste, como se fosses um estatuário, ó Sócrates! [...]
– Ora pois! Concordais que não são inteiramente utopias o que estivemos a dizer sobre a cidade e a constituição; que, embora difíceis, eram de algum modo possíveis, mas não de outra maneira que não seja a que dissemos, quando os governantes, um ou vários, forem filósofos verdadeiros, que desprezem as honrarias atuais, por as considerarem impróprias de um homem livre e destituídas de valor, mas, por outro lado, que atribuem a máxima importância à retidão e às honrarias que dela derivam, e consideram o mais alto e o mais necessário dos bens a justiça, à qual servirão e farão prosperar, organizando assim a sua cidade?
(Platão. A República, 1987.)
O texto, concluído na primeira metade do século IV a.C., caracteriza
a predominância das atividades econômicas rurais sobre as urbanas e enfatiza o primado da racionalidade.
a organização da pólis e sustenta a existência de um governo baseado na justiça e na sabedoria.
o caráter aristocrático da pólis durante o período das tiranias em Atenas e defende o princípio da igualdade social.
a estruturação social da pólis e destaca a importância da democracia, consolidada durante o período de Clístenes.
a importância da ação de legisladores, como Drácon e Sólon em Atenas, e apoia a consolidação da militarização espartana.
O aparecimento da pólis constitui, na história do pensamento grego, um acontecimento decisivo. Certamente, no plano intelectual como no domínio das instituições, só no fim alcançará todas as suas consequências; a pólis conhecerá etapas múltiplas e formas variadas. Entretanto, desde seu advento, que se pode situar entre os séculos VIII e VII a.C., marca um começo, uma verdadeira invenção; por ela, a vida social e as relações entre os homens tomam uma forma nova, cuja originalidade será plenamente sentida pelos gregos.
JeanPierre Vernant. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 1981. Adaptado.
De acordo com o texto, na Antiguidade, uma das transformações provocadas pelo surgimento da pólis foi
o declínio da oralidade, pois, em seu território, toda estratégia de comunicação era baseada na escrita e no uso de imagens
o isolamento progressivo de seus membros, que preferiam o convívio familiar às relações travadas nos espaços públicos
a manutenção de instituições políticas arcaicas, que reproduziam, nela, o poder absoluto de origem divina do monarca
a diversidade linguística e religiosa, pois sua difusa organização social dificultava a construção de identidades culturais
a constituição de espaços de expressão e discussão, que ampliavam a divulgação das ações e ideias de seus membros
É a partir do século VIII a.C. que começamos a entrever, em diferentes regiões do Mediterrâneo, o progressivo surgimento das cidades-Estados ou pólis. Elas formaram a organização social e política dominante das comunidades organizadas ao longo do Mediterrâneo nos séculos seguintes.
(Norberto Luiz Guarinello, História Antiga, 2013, p. 77. Adaptado)
Nas pólis, é correto
assinalar a crescente importância da mulher e da família nos espaços públicos.
reconhecer a presença de espaços públicos, caso da ágora.
destacar uma característica: a inexistência de espaços rurais
identificar a acumulação de capital pela ação do Estado.
apontar para a sua essência: a organização urbana estruturada para a guerra.
A partir do século VII a.C., muitas comunidades nas ilhas, na Grécia continental, nas costas da Turquia e na Itália construíram grandes templos destinados a deuses específicos: os deuses de cada cidade.
As construções de templos foram verdadeiramente monumentais. [...] Tornaram-se as novas moradias dos deuses. Não eram mais deuses de uma família aristocrática ou de uma etnia, mas de uma pólis. Eram os deuses da comunidade como um todo. A religião surgiu, assim, como um fator aglutinador das forças cooperativas da pólis. [...]
A construção monumental foi influenciada por modelos egípcios e orientais. Sem as proezas de cálculo matemático, desenvolvidas na Mesopotâmia e no Egito, os grandes monumentos gregos teriam sido impossíveis.
(Norberto Luiz Guarinello. História antiga, 2013.)
Segundo o texto, um papel fundamental da religião, na Grécia antiga, foi o de
eliminar as diferenças étnicas e sociais e permitir a igualdade social.
estabelecer identidade e vínculos comunitários e unificar as crenças.
mpedir a persistência do paganismo e afirmar os valores cristãos.
eliminar a integração política, militar e cultural entre as cidades-estados.
valorizar as crenças aristocráticas e eliminar as formas de culto populares.
O que implica o sistema da pólis é uma extraordinária preeminência da palavra sobre todos os outros instrumentos do poder. A palavra constitui o debate contraditório, a discussão, a argumentação e a polêmica. Torna-se a regra do jogo intelectual, assim como do jogo político.
VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Bertrand, 1992 (adaptado).
Na configuração política da democracia grega, em especial a ateniense, a ágora tinha por função
agregar os cidadãos em torno de reis que governavam em prol da cidade.
permitir aos homens livres o acesso às decisões do Estado expostas por seus magistrados.
constituir o lugar onde o corpo de cidadãos se reunia para deliberar sobre as questões da comunidade.
reunir os exércitos para decidir em assembleias fechadas os rumos a serem tomados em caso de guerra.
congregar a comunidade para eleger representantes com direito a pronunciar-se em assembleias.
TEXTO I
Olhamos o homem alheio às atividades públicas não como alguém que cuida apenas de seus próprios interesses, mas como um inútil; nós, cidadãos atenienses, decidimos as questões públicas por nós mesmos na crença de que não é o debate que é empecilho à ação, e sim o fato de não se estar esclarecido pelo debate antes de chegar a hora da ação.
TUCÍDIDES. História da Guerra do Peloponeso. Brasília: UnB, 1987 (adaptado).
TEXTO II
Um cidadão integral pode ser definido por nada mais nada menos que pelo direito de administrar justiça e exercer funções públicas; algumas destas, todavia, são limitadas quanto ao tempo de exercício, de tal modo que não podem de forma alguma ser exercidas duas vezes pela mesma pessoa, ou somente podem sê-lo depois de certos intervalos de tempo prefixados
ARISTÓTELES. Política. Brasília: UnB, 1985.
Comparando os textos I e II, tanto para Tucídides (no século V a.C.) quanto para Aristóteles (no século IV a.C.), a cidadania era definida pelo(a)
a)
prestígio social.
acúmulo de riqueza.
participação política.
local de nascimento.
grupo de parentesco.
O termo “bárbaro” teve diferentes significados ao longo da história. Sobre os usos desse conceito, podemos afirmar que:
Bárbaro foi uma denominação comum a muitas civilizações para qualificar os povos que não compartilhavam dos valores destas mesmas civilizações.
tre os gregos do período clássico o termo foi utilizado para qualificar povos que não falavam grego e depois disso deixou de ser empregado no mundo mediterrâneo antigo.
Bárbaros eram os povos que os germanos classificavam como inadequados para a conquista, como os vândalos, por exemplo.
Gregos e romanos classificavam de bárbaros povos que viviam da caça e da coleta, como os persas, em oposição aos povos urbanos civilizados.
Na Assembleia, (...) que se reunia mais ou menos 40 vezes por ano, os atenienses discutiam e votavam os principais problemas do Estado – declaravam guerra, firmavam tratados e decidiam onde aplicar os recursos públicos. Do mais pobre sapateiro ao mais rico comerciante, todos tinham oportunidade de expressar a sua opinião, votar e exercer um cargo no governo.
(Flavio de Campos e Renan Garcia Miranda, A escrita da história)
As mulheres atenienses
não detinham prerrogativas nas atividades públicas, mas possuíam direito de voto nessa Assembleia quando a
decisão envolvia guerras externas.
participavam de todas as atividades públicas de Atenas, mas só tinham voz nessa Assembleia se estivessem acompanhadas pelo marido ou filho.
não podiam participar dessa Assembleia, da mesma forma como não tinham direito de exercer cargos administrativos, além da restrição a herança e posse de bens.
ganharam o direito de voz e voto nessa Assembleia a partir das reformas de Sólon, e com Clístenes seus direitos foram ampliados.tomavam parte dessa instância política, mas suas ações se limitavam aos temas relacionados com a família e a formação moral e militar dos filhos.
ganharam o direito de voz e voto nessa Assembleia a partir das reformas de Sólon, e com Clístenes seus direitos foram ampliados.
No contexto da polis grega, as leis comuns nasciam de uma convenção entre cidadãos, definida pelo confronto de suas opiniões em um verdadeiro espaço público, a ágora, confronto esse que concedia a essas convenções a qualidade de instituições públicas.
MAGDALENO, F. S. A territorialidade da representação política: vínculos territoriais de compromisso dos deputados fluminenses. São Paulo: Annablume, 2010.
No texto, está relatado um exemplo de exercício da cidadania associado ao seguinte modelo de prática democrática:
Direta.
Sindical.
Socialista.
Corporativista.
Representativa.
A Odisseia choca-se com a questão do passado. Para perscrutar o futuro e o passado, recorre-se geralmente ao adivinho. Inspirado pela musa, o adivinho vê o antes e o além: circula entre os deuses e entre os homens, não todos os homens, mas os heróis, preferencialmente mortos gloriosamente em combate. Ao celebrar aqueles que passaram, ele forja o passado, mas um passado sem duração, acabado.
(François Hartog. Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo, 2015. Adaptado.)
O texto afirma que a obra de Homero
valoriza os mitos em que os gregos acreditavam e que estão no fundamento das concepções modernas de tempo e história.
questiona as ações heroicas dos povos fundadores da Grécia Antiga, pois se baseia na concepção filosófica de physis.
é fundadora da ideia de história, pois concebe o passado como um tempo que prossegue no presente e ensina os homens a aprenderem com seus erros.
identifica uma forma do pensamento mítico e uma visão de passado estranha à ideia de diálogo entre temporalidades, que caracteriza a história.
desenvolve uma abordagem crítica do passado e uma reflexão de caráter racionalista, semelhantes à da filosofia pré-socrática.
São características do período arcaico (séculos VIII-VI a.C.), na Grécia Antiga:
desenvolvimento dos oikos e expansão creto-micênica
desenvolvimento das póleis e expansão pelo Mediterrâneo
rivalidades entre Esparta e Atenas e Guerra do Peloponeso.
enfraquecimento das póleis e expansão macedônica
guerras entre gregos e persas e o fim da democracia ateniense.
Sobre a Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.), é correto afirmar que
as suas origens encontram-se num momento especial da história ateniense, pois a sua democracia atingia então o seu máximo desenvolvimento.
a vitória militar de Atenas permitiu a ampliação dos direitos de cidadania, com a incorporação dos estrangeiros nas instâncias da democracia ateniense.
a sua mais importante decorrência foi a criação da democracia ateniense, fruto do contato de Atenas com a cidade-Estado de Esparta.
a vitória de Atenas, aliada aos tebanos, permitiu que a democracia fosse levada a todas as cidades-Estado, além de aumentar o poderio militar grego.
a surpreendente vitória de Corinto permitiu o seu expansionismo territorial pela Ásia Menor e a consolidação da democracia em Esparta.
Segundo Aristóteles, “na cidade com o melhor conjunto de normas e naquela dotada de homens absolutamente justos, os cidadãos não devem viver uma vida de trabalho trivial ou de negócios — esses tipos de vida são desprezíveis e incompatíveis com as qualidades morais —, tampouco devem ser agricultores os aspirantes à cidadania, pois o lazer é indispensável ao desenvolvimento das qualidades morais e à prática das atividades políticas”.
VAN ACKER, T. Grécia. A vida cotidiana na cidade-Estado. São Paulo: Atual, 1994.
O trecho, retirado da obra Política, de Aristóteles, permite compreender que a cidadania
possui uma dimensão histórica que deve ser criticada, pois é condenável que os políticos de qualquer época fiquem entregues à ociosidade, enquanto o resto dos cidadãos tem de trabalhar.
era entendida como uma dignidade própria dos grupos sociais superiores, fruto de uma concepção política profundamente hierarquizada da sociedade.
estava vinculada, na Grécia Antiga, a uma percepção política democrática, que levava todos os habitantes da pólis a participarem da vida cívica.
tinha profundas conexões com a justiça, razão pela qual o tempo livre dos cidadãos deveria ser dedicado às atividades vinculadas aos tribunais.
vivida pelos atenienses era, de fato, restrita àqueles que se dedicavam à política e que tinham tempo para resolver os problemas da cidade.
Em seu discurso em honra dos primeiros mortos na Guerra do Peloponeso (séc. V a.C.), o ateniense Péricles fez um longo elogio fúnebre, exposto na obra do historiador Tucídides. Ao enfatizar o respeito dos atenienses à lei e seu amor ao belo, o estadista ateniense tinha em mente um outro tipo de organização de Estado e sociedade, contra o qual os gregos se haviam batido 50 anos antes e que se caracterizava por uma administração eficiente que concedia autonomia aos diferentes povos e era marcada pela construção de grandes obras e conquistas.
PRADO, A. L. A.,Tucídides, História da Guerra do Peloponeso, Livro I, São Paulo, Martins Fontes (com adaptações).
O “outro tipo de organização de Estado e sociedade” ao qual Péricles se refere era
o mundo dos impérios orientais, que rivalizava comercialmente com a Atenas de Péricles.
o Império Persa, que, apesar de possuir um vasto território, tentou, em vão, conquistar a Grécia.
o universo dos demais gregos, que não viviam sob uma democracia, já que esta era exclusividade de Atenas.
o Alto Império Romano, que, se destacava pela supremacia militar e pelo intenso desenvolvimento econômico.
o mundo dos espartanos, que, desconhecendo a escrita e a lei, eram guiados pelo autoritarismo teocrático de seus líderes.
De cidade em cidade, de civilização em civilização, a ciência viaja com as caravanas de mercadores, os exércitos invasores e os viajantes solitários. A matemática dos gregos, entre eles Pitágoras, chegou até nós por meio de Alexandria, cidade egípcia às margens do Nilo. Ali um grego chamado Euclides, que chegou à cidade no ano 300 a.C., escreveu um dos livros mais copiados e traduzidos de toda a História: Elementos de Geometria.
A história dessa cidade e da “viagem” do conhecimento grego se confunde com a trajetória dos macedônios.
(Flavio Campos e Renan Garcia Miranda, A escrita da História)
A respeito dos macedônios, pode-se afirmar que foram
um povo guerreiro, que acabou dominado pelos exércitos romanos de César e Marco Antônio, após décadas de resistência.
grandes matemáticos, que souberam aplicar seus conhecimentos na construção de algumas das maravilhas da Antiguidade.
conquistadores da Grécia, que expandiram seu império para o Oriente e promoveram o que passou a ser conhecido como Helenismo.
precursores da cultura grega; atribui-se aos seus filósofos e pensadores a criação do pensamento mítico.
grandes mercadores, responsáveis por disseminar junto aos gregos os avanços técnicos da arquitetura egípcia.
