NEW
Font size
WorksheetsRevisão para AT2 - Estilística
Total questions: 34
Worksheet time: 24mins
"Muito bom aquele encanador. Colocou em nossa casa vários canos furados."
Metonímia
Ironia
Prosopopeia
Antítese
"Não tenho mais Maizena em casa"
Metonímia
Metáfora
Prosopopeia
Ironia
"Chorei rios de lágrimas"
Eufemismo
Prosopopeia
Hipérbole
Metáfora.
"Não se deve faltar com a verdade."
Prosopopeia
Eufemismo
Ironia
Metonímia
"O sol beijava o alto das montanhas."
Eufemismo
Hipérbole
Prosopopeia
Comparação
"Ele passou desta para a melhor."
Comparação
Eufemismo
Hipérbole
Metonímia
“As mãos que dizem adeus são pássaros que vão morrendo lentamente.”
Comparação
Metáfora
Metonímia
Eufemismo
"Eu morri de rir com aquela história. "
Eufemismo
Metonímia
Hipérbole
Comparação
"Minha filha mais nova já é mocinha. "
hipérbole
eufemismo
ironia
Metonímia
"O amor é como uma velha canção nos teus ouvidos."
Ironia
Comparação
Metáfora
Prosopopeia
"Criou os filhos com muito suor"
Prosopopeia
Metonímia
Hipérbole
Eufemismo
"Para dar brilho em alumínio, Vera usa bombril"
Eufemismo
Ironia
Metáfora
Metonímia
"O livro me olhou"
Metonímia
Metáfora
Eufemismo
Prosopopeia
Perfeição
[...]
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror de tudo isto
Com festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou essa canção"
A mensagem explícita da canção é diferente de sua mensagem implícita. Pode-se inferir que o eu lírico da canção deixa clara a sua verdadeira intenção no verso
“Vamos celebrar o horror de tudo isto”.
“Está tudo morto e enterrado agora”.
“A estupidez de quem cantou essa canção”.
“Com festa, velório e caixão”.
“Nosso descaso por educação”.
Na crônica apresentada, pai e filho dialogam em torno de um assunto. Na última fala transcrita, os sinais de pontuação demonstram que o pai
concedeu ao filho a chance de reformular a pergunta.
desistiu de dar uma resposta objetiva e reafirmou sua fala anterior
ficou impaciente e depois corrigiu seu tom de voz para dar a resposta.
repensou a resposta que havia dado antes e percebeu que estava incorreta.
pensou em encerrar a conversa, mas queria alimentar a curiosidade do filho.
No texto I, o uso dos substantivos ruazinha e estrelinhas, no grau diminutivo,
deixa evidente que a dimensão física é a única coisa que importa ao eu lírico.
revela a visão pragmática e redutora da natureza e das coisas pelo eu lírico.
é perfeitamente natural, pois o eu lírico, está se dirigindo a uma criança.
indica que o eu lírico sente-se responsável pela segurança dos moradores
é aceitável devido ao sentimento de afeição do eu lírico em relação às coisas e à natureza.
Na tirinha de Mafalda, é perceptível a presença da ironia, figura de linguagem utilizada para dizer o contrário daquilo que se pensa. A sua aplicação se dá, muitas vezes, com o objetivo de denunciar, criticar ou censurar algo. Esse recurso é fator determinante para o humor da tirinha, pois
mostra que Mafalda não é apreciadora de música eletrônica.
apresenta a noção de que Mafalda rejeita qualquer inovação cultural.
investe na ideia de que a música eletrônica não é viável para rádios antigos.
critica a música eletrônica, causa constante de problemas em aparelhos de rádio.
demonstra que Mafalda, embora não goste de ouvir rádio, é fã de música eletrônica.
O humor da tira decorre da reação de uma das cobras com relação ao uso de pronome pessoal reto, em vez de pronome oblíquo. De acordo com a norma padrão da língua, esse uso é inadequado, pois
contraria o uso previsto para o registro oral da língua.
contraria a marcação das funções sintáticas de sujeito e objeto.
gera inadequação na concordância com o verbo.
gera ambiguidade na leitura do texto.
apresenta dupla marcação de sujeito.
O poema de Carlos Drummond de Andrade se caracteriza por uma repetição considerada estilística, porque é claramente feita para produzir um sentido.
Pode-se dizer que a repetição da expressão são iguais é empregada para reforçar o sentido de:
afirmação da igualdade no mundo de hoje
subversão da igualdade pelo raciocínio lógico
valorização da igualdade das experiências vividas
constatação da igualdade entre fenômenos diversos
Um leitor pode relacionar o conteúdo da construção “com tantos universitários saindo para o mercado de trabalho...” com o que é mencionado pelo coordenador do curso de Comunicação Social da UNITAU. No entanto, essa leitura torna-se problemática, pois o leitor poderia esperar, a partir daquela construção, uma
a) conseqüência.
b) causa.
c) finalidade.
d) condição.
e) proporção.
Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para conhecer o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.
Amyr Klink, Mar sem fim.
A repetição de “precisa viajar” acentua, no contexto, o valor daquelas experiências que
se traduzem na exploração de nossa plena capacidade imaginativa.
concretizam o aprendizado das diferenças que formam a identidade pessoal.
ratificam a convicção de quem julga conhecer o que apenas imaginou.
acabam comprovando a importância de se viver tudo o que se planejou.
reforçam a simplicidade do prazer de um cotidiano sem surpresas.
Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E deixa os portugais morrerem à míngua
“Minha pátria é minha língua”
Fala, Mangueira!
Flor do Lácio, Sambódromo
Lusamérica, latim em pó.
O que quer
O que pode Esta língua?
(...)
Caetano Veloso, em determinado ponto do texto, refere-se à Língua Portuguesa de modo geral, sem considerar as peculiaridades relativas ao uso do idioma no Brasil e em Portugal. Para fazer tal referência, utiliza-se da seguinte expressão:
Língua de Luís de Camões.
Lusamérica.
Minha língua.
Flor do Lácio.
Latim em pó.
A crônica muitas vezes constitui um espaço para reflexão sobre aspectos da sociedade em que vivemos.
“Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora. Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua.
Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão. (...) Na verdade não existem meninos De rua. Existem meninos NA rua. E toda vez que um menino está NA rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua. E por quê."
COLASSANTI, Marina. In: Eu sei, mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco,1999.
Em "...não existem meninos De rua. Existem meninos NA rua.", a troca de De pelo Na determina que a relação de sentido entre "menino" e "rua" seja
de localização e não de qualidade.
de origem e não de posse.
de origem e não de localização.
de qualidade e não de origem.
de posse e não de localização.
Pronominais
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.
(ANDRADE, Oswald de. Seleção de textos. São Paulo: Nova Cultural, 1988.)
“Iniciar a frase com pronome átono só é lícito na conversação familiar, despreocupada, ou na língua escrita quando se deseja reproduzir a fala dos personagens (...)”.
(CEGALLA. Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. São Paulo: Nacional, 1980.)
Comparando a explicação dada pelos autores sobre essa regra, pode-se afirmar que ambos:
a) Condenam essa regra gramatical.
b) Acreditam que apenas os esclarecidos sabem essa regra.
c) Criticam a presença de regras na gramática.
d) Afirmam que não há regras para uso de pronomes.
e) Relativizam essa regra gramatical.
O mundo é grande
O mundo é grande e cabe
Nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
Na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
No breve espaço de beijar.
ANDRADE, Carlos Drummond de.Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1983.
Neste poema, o poeta realizou uma opção estilística: a reiteração de determinadas construções e expressões linguísticas, como o uso da mesma conjunção para estabelecer a relação entre as frases. Essa conjunção estabelece, entre as ideias relacionadas, um sentido de:
oposição
comparação
conclusão
alternância
finalidade
Quando o falante de uma língua depara um conjunto de duas palavras, intuitivamente é levado a sentir entre elas uma relação sintática, mesmo que estejam fora de um contexto mais esclarecedor.
Assim, além de captar o sentido básico das duas palavras, o receptor atribui-lhes uma gramática – formas e conexões. Isso acontece porque ele traz registrada em sua mente toda a sintaxe, todos os padrões conexionais possíveis em sua língua, o que o torna capaz de reconhecê-los e identificá-los. As duas palavras não estão, para ele, apenas dispostas em ordem linear: estão organizadas em uma ordem estrutural.
A diferença entre ordem estrutural e ordem linear torna-se clara se elas não coincidem, como nesta frase que um aluno criou em aula de redação, quando todos deviam compor um texto para outdoor, sobre uma fotografia da célebre cabra de Picasso: “Beba leite de cabra em pó!”. Como todos rissem, o autor da frase emendou: “Beba leite em pó de cabra!”.
Pior a emenda do que o soneto.
(Flávia de Barros Carone. Morfossintaxe, 1986. Adaptado.)
De acordo com o texto, a ordem estrutural diz respeito à macroestrutura da frase e a or- dem linear à manifestação concreta, palavra após palavra, dos constituintes da oração. Assinale a alternativa em que, no par de pa- lavras em destaque, em texto de Paulo Cesa- rino Costa, publicado na Folha de S.Paulo de 02.08.2012, há coincidência entre essas duas ordens.
a) Exceto pelo fato de que dividirão, com outras dezenas de esportes, as atenções de TVs e rádios, portais de internet, jornais e revistas nos pró- ximos dias numa rara disputa, de onde sairão dois retratos do Brasil.
b) Nas paredes do Instituto Moreira Salles, po- de-se ver diferentes concepções de fotojornalis- mo: da beleza pouco comprometida com a veraci- dade de Jean Manzon à objetividade das imagens de guerra de Luciano Carneiro.
c) Num mundo cada vez mais dominado pela reprodução eletrônica e imagética dos aconteci- mentos, há uma interessante oportunidade de resgatar o momento em que a imagem começou a questionar o poder da palavra.
d) A revista O Cruzeiro seguia a cartilha da re- vista norte americana Life, que preconizava “um novo jornalismo, no qual as imagens formam o texto e as palavras ilustram as imagens”.
e) Serão 11 estrelas na tela, mas os ministros do STF e suas capas negras pouco têm a ver com os 11 amarelinhos de Mano Menezes na busca do ouro olímpico.
Ambiguidades, uso inadequado de conectores e frases mal elaboradas comprometem a coerência...
sintática.
semântica.
pragmática.
genérica.
A estilística está atrelada diretamente à todos esses aspectos da língua, EXCETO:
organização sintática
seleção vocabular
argumentatividade
organização fonológica
Na estilística linguística a análise se volta para:
os aspectos estéticos da língua
os aspectos fonológicos da língua, apenas.
os aspectos estruturais da língua
os aspectos sintáticos da língua, apenas.
Carnavália
Repique tocou
O surdo escutou
E o meu corasamborim
Cuíca gemeu, será que era meu, quando ela passou por mim?
[...]
ANTUNES, A.; BROWN, C.; MONTE, M.
Tribalistas
, 2002 (fragmento).
No terceiro verso, o vocábulo “
corasamborim”, que é a junção coração + samba + tamborim, refere-se, ao mesmo tempo, a elementos que compõem uma escola de samba e à situação emocional em que se encontra o autor da mensagem, com o coração no ritmo da percussão.
estrangeirismo, uso de elementos linguísticos originados em outras línguas e representativos de outras culturas.
neologismo, criação de novos itens linguísticos, pelos mecanismos que o sistema da língua disponibiliza.
gíria, que compõe uma linguagem originada em determinado grupo social e que pode vir a se disseminar em uma comunidade mais ampla.
regionalismo, por ser palavra característica de determinada área geográfica .
termo técnico, dado que designa elemento de área a de atividade
Até quando?
Não adianta olhar pro céu
Com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer
E muita greve, você pode, você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão
Virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus
Sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer!
GABRIEL, O PENSADOR. Seja você mesmo (mas não seja sempre o mesmo). Rio de Janeiro: Sony Music, 2001 (fragmento).
As escolhas linguísticas feitas pelo autor conferem ao texto
caráter atual, pelo uso de linguagem própria da internet.
cunho apelativo, pela predominância de imagens metafóricas.
tom de diálogo, pela recorrência de gírias.
espontaneidade, pelo uso da linguagem coloquial.
originalidade, pela concisão da linguagem.
Como se sabe,a língua não é apenas um código,mas também um fato social .Há palavras que podem ser consideradas equivalentes sob o ponto de vista do sentido,mas não do ponto de vista da valorização social. Uma instituição de ensino superior de São Paulo publicou na revista veja (10 dez.1999) uma propaganda que abre com a seguinte chamada:
* Seja promovido de Zé para senhor José Carlos em apenas 2 anos
Sobre esse anúncio, assinale a alternativa correta.
É possível associar o anúncio ao contexto de igualdade social que vem permeando o Brasil nos últimos anos.
Não faria sentindo alguém alegar preconceito no anuncio, visto que a intenção é simplesmente valorizar o Ensino Superior.
O anúncio não foi bem sucedido ao explorar a redução de José para Zé, criando ambiguidade.
É possível identificar, através desse anúncio, traços de organização social associados à divisão de classes.
Mostra-se ,com esse anúncio, que o diploma de ensino superior não é mais suficiente para o sucesso profissional.
Já na segurança da calçada, e passando por um trecho em obras que atravanca nossos passos, lanço à queima-roupa:
— Você conhece alguma cidade mais feia do que São Paulo?
— Agora você me pegou, retruca, rindo. Hã, deixa eu ver… Lembro-me de La Paz, a capital da Bolívia, que me pareceu bem feia. Dizem que Bogotá é muito feiosa também, mas não a conheço. Bem, São Paulo, no geral, é feia, mas as pessoas têm uma disposição para o trabalho aqui, uma vibração empreendedora, que dá uma feição muito particular à cidade. Acordar cedo em São Paulo e ver as pessoas saindo para trabalhar é algo que me toca. Acho emocionante ver a garra dessa gente.
R. Moraes e R. Linsker. Estrangeiros em casa: uma caminhada pela selva urbana de São Paulo. National Geographic Brasil. Adaptado.
No terceiro parágrafo do texto, a expressão que indica, de modo mais evidente, o distanciamento social do segundo interlocutor em relação às pessoas a que se refere é
"disposição para o trabalho"
"vibração empreendedora"
"feição muito particular"
"saindo pra trabalhar"
"dessa gente"
Quanto ao tempo verbal, é CORRETO afirmar que, no texto abaixo,
João e Maria
Agora eu era herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cawboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e os seus canhões
Guardava o meu bodoque
Ensaiava o rock
Para as matinês (...)
(CHICO BUARQUE DE HOLANDA)
a relação cronológica, no primeiro verso, entre o momento da fala e "ser herói" é de anterioridade.
o pretérito imperfeito indica um processo concluído num período definido no passado.
o pretérito imperfeito é usado para instaurar um mundo imaginário, próprio do universo infantil.
o conflito entre a marca do presente - no advérbio "agora" - e a do passado - nos verbos - leva à intemporalidade
O pretérito imperfeito é usado para exprimir cortesia
