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WorksheetsSCM - Feira do Conhecimento - Quizz 3 - 17/09/22.
Total questions: 36
Worksheet time: 20mins
Algumas regiões do Brasil passam por uma crise de água por causa da seca. Mas uma região de Minas Gerais está enfrentando a falta de água no campo tanto em tempo de chuva como na seca. As veredas estão secando no norte e no noroeste mineiro. Ano após ano, elas vem perdendo a capacidade de ser a caixa d'água do grande sertão de Minas. (VIEIRA, C. Degradação do solo causa perda de fontes de água de famílias de MG. Disponível em: https://g1.globo.com/. Acesso em: 13 set. 2022)
As veredas têm um papel fundamental no equilíbrio hidrológico dos cursos de água no ambiente do Cerrado, pois
Constituem um sistema represador de água na chapada.
Contribuem para o aprofundamento dos talvegues à jusante.
Formam os leques aluviais nas planícies das bacias.
Colaboram para a formação de vegetação xerófila.
As plataformas ou crátons correspondem aos terrenos mais antigos e arrasados por muitas fases de erosão. Apresentam uma grande complexidade litológica, prevalecendo as rochas metamórficas muito antigas (Pré-Cambriano Médio e Inferior). Também ocorrem rochas intrusivas antigas e resíduos de rochas sedimentares. São três as áreas de plataforma de crátons no Brasil: a das Guianas, a Sul-Amazônica e a do São Francisco.
ROSS, J. L. S. Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 1998.
As regiões cratônicas das Guianas e a Sul-Amazônica têm como arcabouço geológico vastas extensões de escudos cristalinos, ricos em minérios, que atraíram a ação de empresas nacionais e estrangeiras do setor de mineração e destacam-se pela sua história geológica por
serem esculpidas pela ação do intemperismo físico, decorrente da variação de temperatura.
apresentarem áreas arrasadas pela erosão, que originaram a maior planície do país.
apresentarem áreas de intrusões graníticas, ricas em jazidas minerais (ferro, manganês).
corresponderem ao principal evento geológico do Cenozoico no território brasileiro.
Em um engenho sois imitadores de Cristo crucificado porque padeceis em um modo muito semelhante o que o mesmo Senhor padeceu na sua cruz e em toda a sua paixão. A sua cruz foi composta de dois madeiros, e a vossa em um engenho é de três. Também ali não faltaram as canas, porque duas vezes entraram na Paixão: uma vez servindo para o cetro de escárnio, e outra vez para a esponja em que lhe deram o fel. A Paixão de Cristo parte foi de noite sem dormir, parte foi de dia sem descansar, e tais são as vossas noites e os vossos dias. Cristo despido, e vós despidos; Cristo sem comer, e vós famintos; Cristo em tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. Os ferros, as prisões, os açoites, as chagas, os nomes afrontosos, de tudo isto se compõe a vossa imitação, que, se for acompanhada de paciência, também terá merecimento de martírio.
VIEIRA, A. Sermões. Tomo XI. Porto: Lello & Irmão, 1951 (adaptado).
O trecho do sermão do Padre Antônio Vieira estabelece uma relação entre a Paixão de Cristo e
a função dos mestres de açúcar durante a safra de cana.
o trabalho dos escravos na produção de açúcar.
o sofrimento dos jesuítas na conversão dos ameríndios.
a atividade dos comerciantes de açúcar nos portos brasileiros.
O uso da água aumenta de acordo com as necessidades da população no mundo. Porém, diferentemente do que se possa imaginar, o aumento do consumo de água superou em duas vezes o crescimento populacional durante o século XX.
TEIXEIRA, W. et al. Decifrando a Terra. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 2009.
Uma estratégia socioespacial que pode contribuir para alterar a lógica de uso da água apresentada no texto é a
adoção de técnicas tradicionais de produção.
ampliação de sistemas de reutilização hídrica.
expansão da irrigação por aspersão das lavouras.
criação de incentivos fiscais para o cultivo de produtos orgânicos.
Como se chama e qual é a altitude da 2ª maior montanha do Brasil?
Monte Pareci, na chapada dos Parecis (MT), com 3.154 m.
Monte Anhanguá, na Serra do Cachimbo (AP), com 4.110 m.
Monte Roraima, na serra da Pacaraíma (RR), com 2.810 m.
Monte Caparaó, na serra do Caparaó (ES/MG), com 2.745 m.
A soma do tempo gasto por todos os navios de carga na espera para atracar no porto de Santos é igual a 11 anos — isso, contando somente o intervalo de janeiro a outubro de 2011. O problema não foi registrado somente neste ano. Desde 2006 a perda de tempo supera uma década.
Folha de S. Paulo, 25 dez. 2011 (adaptado).
redução da exportação de gêneros agrícolas em função da dificuldade para o escoamento.
realocação das exportações para o modal aéreo em função da rapidez.
estagnação da indústria de alta tecnologia em função da concentração de investimentos na infraestrutura de circulação.
priorização do comércio com países vizinhos em função da existência de fronteiras terrestres.
Portadora de memória, a paisagem ajuda a construir os sentimentos de pertencimento; ela cria uma atmosfera que convém aos momentos fortes da vida, às festas, às comemorações.
CLAVAL, P. Terra dos homens: a geografia. São Paulo: Contexto, 2010 (adaptado).
No texto, é apresentada uma forma de integração da paisagem geográfica com a vida social. Nesse sentido, a paisagem, além de existir como forma concreta, apresenta uma dimensão
natural de composição por elementos físicos do espaço.
política de apropriação efetiva do espaço.
simbólica de relação subjetiva do indivíduo com o espaço.
econômica de uso de recursos do espaço.
Mas uma coisa ouso afirmar, porque há muitos testemunhos, e é que vi nesta terra de Veragua [Panamá] maiores indícios de ouro nos dois primeiros dias do que na Hispaniola em quatro anos, e que as terras da região não podem ser mais bonitas nem mais bem lavradas. Ali, se quiserem podem mandar extrair à vontade.
Carta de Colombo aos reis da Espanha, julho de 1503. Apud AMADO, J.; FIGUEIREDO, L. C. Colombo e a América: quinhentos anos depois. São Paulo: Atual, 1991 (adaptado).
O documento permite identificar um interesse econômico espanhol na colonização da América a partir do século XV. A implicação desse interesse na ocupação do espaço americano está indicada na
fundação de cidades para controlar a circulação de riquezas.
opção pela policultura para garantir o povoamento ibérico.
imposição da catequese para explorar o trabalho africano.
expulsão dos indígenas para fortalecer o clero católico.
Considere o texto e o gráfico abaixo.
A cada três dias, em média, uma denúncia de intolerância religiosa chega à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Entre 2011 e 2014, 504 queixas desse tipo foram relatadas à pasta pelo Disque 100 – canal de denúncias para violações dos direitos humanos, que são repassadas à polícia e ao Ministério Público. [...] Em 2013, 45 episódios relatados de intolerância religiosa envolveram violência física (20% dos casos do ano). Até julho de 2014, outros 18 haviam sido registrados (12%). Fiéis de religiões de matriz africana (candomblé e umbanda) são os alvos mais comuns dos relatos de intolerância recebidos pelo serviço – um terço dos episódios em que há esse tipo de detalhamento. (Folha de S. Paulo, 27/06/2015. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/06/1648607-a-cada-3-dias-governo-recebe-uma-denuncia-de-intolerancia-religiosa.shtml>. Acesso em 04 de agosto de 2017.)
Levando em consideração os dados apresentados, assinale a alternativa correta.
As religiões de matriz africana foram as únicas que não tiveram aumento no número de adeptos no período de 2000 a 2010.
Os casos de intolerância religiosa registrados pelo Disque 100 influenciaram a perda de adeptos das religiões que são o principal alvo dos relatos de intolerância, entre os anos 2000 e 2010.
A diminuição do número de adeptos da religião católica apostólica romana entre 2000 e 2010 demonstra que o Brasil vem se tornando um país mais aberto à diversidade religiosa.
As principais vítimas de intolerância religiosa no Brasil pertencem aos grupos religiosos com menor número de adeptos.
Próximo da Igreja dedicada a São Gonçalo nos deparamos com uma impressionante multidão que dançava ao som de suas violas. Tão logo viram o Vice-Rei, cercaram-no e o obrigaram a dançar e pular, exercício violento e pouco apropriado tanto para sua idade quanto posição. Tivemos nós mesmos que entrar na dança, por bem ou por mal, e não deixou de ser interessante ver numa igreja padres, mulheres, frades, cavalheiros e escravos a dançar e pular misturados, e a gritar a plenos pulmões “Viva São Gonçalo do Amarante”.
Barbinais, Le Gentil. Noveau Voyage autour du monde. Apud: TINHORÃO, J. R. As festas no Brasil Colonial. São Paulo: Ed. 34, 2000 (adaptado).
O viajante francês, ao descrever suas impressões sobre uma festa ocorrida em Salvador, em 1717, demonstra dificuldade em entendê-la, porque, como outras manifestações religiosas do período colonial, ela
seguia os preceitos advindos da hierarquia católica romana.
demarcava a submissão do povo à autoridade constituída.
harmonizava as relações sociais entre escravos e senhores.
afirmava um sentido comunitário de partilha da devoção.
“Beneficiados pela migração das indústrias do centro para cidades vizinhas, os municípios da periferia das 15 maiores regiões metropolitanas brasileiras, aos poucos, alcançam desenvolvimento econômico compatível com o das principais cidades. Isso está fazendo com que os municípios que integram grandes centros deixem de ser cidades-dormitório ou bolsões de pobreza.
Os dados constam de estudo do Conselho Federal de Economia (Cofecon). Em alguns casos, os municípios periféricos ultrapassaram os núcleos principais no Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas produzidas) das regiões metropolitanas. Gradualmente, as cidades principais se especializam na economia de serviços, enquanto os municípios vizinhos adotam perfil industrial”.
MÁXIMO, Wellton. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br. Acesso em: 01 jun. 2015.
O desenvolvimento das metrópoles e das regiões metropolitanas no Brasil acarreta também as transformações socioespaciais descritas na reportagem acima, que assinala:
o recrudescimento dos núcleos principais.
a intensificação da migração pendular.
o desenvolvimento das cidades-satélites.
a descentralização dos investimentos públicos.
“O processo de gentrificação aparece como um dos elementos de uma permanente de (re)estruturação urbana. Processo esse que é parte da organização do espaço urbano, de acordo com as necessidades do modo de produção dominante na economia e que está em sintonia com os propósitos da estrutura dominante da sociedade em um período histórico determinado”.
FURTADO, Carlos Ribeiro. Intervenção do Estado e (re)estruturação urbana. Um estudo sobre gentrificação. Cadernos Metrópole, São Paulo, v. 16, n. 32, nov 2014. p.342 (adaptado) (grifo nosso).
O termo em destaque no trecho acima vem se apresentando como um aspecto recorrente nas metrópoles brasileiras atuais e instrumentaliza-se:
pela fragmentação das atividades econômicas nos bairros centrais.
pelo reordenamento da cidade que culmina na elitização da paisagem.
pela autossegregação espacial praticada pelas classes dominantes.
pelo recrudescimento espacial do perímetro urbano.
“Os migrantes no Brasil têm preferido as cidades consideradas médias no interior do país às grandes metrópoles. A constatação é da pesquisa Deslocamentos Populacionais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), elaborada com base no Censo 2010.
(…) O estudo mostra que, das cidades com altas taxas de crescimento populacional influenciadas também pelo fluxo migratório (o equivalente a 8% do total de municípios brasileiros), nenhuma tem mais de 500 mil habitantes.
De acordo com o levantamento, o crescimento dessas cidades tem sido observado nos últimos 30 anos, mas ficou mais evidente no último censo demográfico, embora tenha sido constatado também que as grandes cidades ainda concentram 30% da população brasileira – taxa considerada expressiva”.
VIERA, Isabela. Disponível em: http://memoria.ebc.com.br/. Acesso em: 01 jun. 2015 (com adaptações).
O fenômeno abordado pela reportagem é representativo de um processo migratório atualmente em curso no âmbito das metrópoles brasileiras, chamado de:
desmetropolização
distribuição habitacional.
evasão demográfica.
interiorização.
Na América do SuI, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) lutam, há décadas, para impor um regime de inspiração marxista no país. Hoje, são acusadas de envolvimento com o narcotráfico, o qual supostamente financia suas ações, que incluem ataques diversos, assassinatos e seqüestros. Na Ásia, a AI Qaeda, criada por Osama bin Laden, defende o fundamentalismo islâmico e vê nos Estados Unidos da América (EUA) e em Israel inimigos poderosos, os quais deve combater sem trégua. A mais conhecida de suas ações terroristas ocorreu em 2001, quando foram atingidos o Pentágono e as torres do World Trade Center.
A partir das informações acima, conclui-se que
as organizações mencionadas identificam-se quanto aos princípios religiosos que defendem.
o apoio internacional recebido pelas Farc decorre do desconhecimento, pela maioria das nações, das práticas violentas dessa organização.
tanto as Farc quanto a AI Qaeda restringem sua atuação à área geográfica em que se localizam, respectivamente, América do Sul e Ásia.
os EUA, mesmo sendo a maior potência do planeta, foram surpreendidos com ataques terroristas que atingiram alvos de grande importância simbólica.
Considere o texto e o gráfico abaixo.
A cada três dias, em média, uma denúncia de intolerância religiosa chega à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Entre 2011 e 2014, 504 queixas desse tipo foram relatadas à pasta pelo Disque 100 – canal de denúncias para violações dos direitos humanos, que são repassadas à polícia e ao Ministério Público. [...] Em 2013, 45 episódios relatados de intolerância religiosa envolveram violência física (20% dos casos do ano). Até julho de 2014, outros 18 haviam sido registrados (12%). Fiéis de religiões de matriz africana (candomblé e umbanda) são os alvos mais comuns dos relatos de intolerância recebidos pelo serviço – um terço dos episódios em que há esse tipo de detalhamento. (Folha de S. Paulo, 27/06/2015. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/06/1648607-a-cada-3-dias-governo-recebe-uma-denuncia-de-intolerancia-religiosa.shtml>. Acesso em 04 de agosto de 2017.)
Levando em consideração os dados apresentados, assinale a alternativa correta.
As religiões de matriz africana foram as únicas que não tiveram aumento no número de adeptos no período de 2000 a 2010.
A diminuição do número de adeptos da religião católica apostólica romana entre 2000 e 2010 demonstra que o Brasil vem se tornando um país mais aberto à diversidade religiosa.
As principais vítimas de intolerância religiosa no Brasil pertencem aos grupos religiosos com menor número de adeptos.
Mesmo com uma diversidade religiosa, as religiões com mais adeptos no Brasil são as politeístas.
Leia o trecho a seguir.“O que é intolerância religiosa? Eis uma Questão cuja formulação aparenta desnecessária, pois a resposta parece simples e óbvia. Afinal, tanto o senso comum quanto o douto são capazes de identificar relações e contextos de manifestação de intolerância religiosa. Muitas vezes, tais manifestações acontecem diante dos nossos olhos, no cotidiano.Ainda que não presenciemos, cotidianamente a mídia nos oferece fartos exemplos de diversos tipos de intolerância, inclusive aquela motivada por aspectos religiosos. Além dos eventos hodiernos, temos vasta história de intolerância. Basta querer enxergar. [...] A intolerância religiosa tem nuances e intensidade diversas: inclui desde manifestações de desrespeito, não reconhecimento do direito da liberdade religiosa, da existência institucionalizada e prática ritualista coletiva, ao ódio, perseguição religiosa, destruição de patrimônios da humanidade e massacres em nome de Deus. A rigor, a intolerância religiosa é tão antiga quanto a humanidade”. SILVA, Antonio Ozaí da. O que é intolerância religiosa. Maringá: Revista Espaço Acadêmico, Edição 208 – set. 2018, p. 91. Disponível em <http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/42312/751375137520>. Acesso em: 19 out. 2018.
A partir do conceito de intolerância religiosa e das ideias apresentadas nesse trecho, assinale a alternativa correta.
A intolerância religiosa é justificada sobre o argumento dos males que as religiões causaram historicamente.
Os cristãos, por crerem que Deus é amor, não praticam intolerância religiosa.
Negar e combater os cultos das religiões afro-brasileiras é direito de liberdade de expressão, não sendo intolerância religiosa.
A incapacidade em aceitar a alteridade e a diversidade religiosa pode causar a intolerância religiosa.
Durante a aula de Ensino Religioso, um aluno apresentou para o professor um colar contento o seguinte símbolo: O professor aproveitou para falar um pouco sobre a tradição religiosa que cultiva tal símbolo. Das proposições do professor, é CORRETO afirmar que:
A tradição religiosa a que se refere o símbolo é o protestantismo.
Seu símbolo, segundo Tao, representa os pares de opostos-complementares, indicando que somente na nossa mente as coisas se diferenciam e se separam.
O símbolo hinduísta da transformação.
O símbolo cristão de Ychtis.
Buda não era considerado Deus ou um ser sobrenatural, mas um homem que havia encontrado e disponibilizado para todos a resposta para os dilemas mais profundos da vida humana. Sobre o Budismo, é correto afirmar que
a presença no mundo do próprio Deus é a grande graça dada aos homens, essa que é pura misericórdia.
Buda sofreu nas mãos dos poderosos de Desperto para salvar a alma dos que não possuíam a iluminação.
o Budismo transmite um sentido de sacralidade e de coesão sociocultural desvinculado do conceito de um deus criador.
Sidarta Gautama foi único homem na história a alcançar a iluminação, motivo este que lhe conferiu a denominação de Buda.
Qual é o significado de Buda?
O renascido.
O inconteste.
O desperto.
O consciente.
No Budismo como é conhecido o estado total de paz e plenitude?
Nirvana.
Samsara.
Sadhana.
Estado livre de consciência.
O título do mapa refere-se a uma parcela da população mundial que, ao ter acesso à difusão instantânea, comporia uma espécie de Comunidade Internacional, ancorada em redes como as ilustradas acima.
A comparação entre a localização geográfica das redes televisivas e a da maior densidade de usuários de internet admite a indicação de outro título adequado a esse mapa. Assinale-o.
Colonização inversa: a provocação dos centros
Integração regional: o protagonismo das periferias
Globalização em foco: um choque de civilizações
Polarização Norte-Sul: a fragmentação global
Nas últimas décadas, produziu-se um verdadeiro movimento sísmico no processo de produção global. Centenas de grandes empresas americanas e algumas europeias deslocaram parte ou grande parte de sua cadeia de produção e distribuição para a China, a Índia e outros países asiáticos, induzidas pelas vantagens comparativas proporcionadas por baixos salários, recursos humanos de aceitável qualidade em nível técnico e gerencial, e um dos mercados internos em franca expansão nos países receptores. Isso gerou uma fragmentação e dispersão geográfica do processo capitalista de produção, o qual se converteu em um processo “desnacionalizado” que aliena e fragmenta os conceitos de “nação” e “indústria”; transforma-se a categoria que dominou a análise do capitalismo industrial, a tomada de decisões e a geração de políticas durante décadas: “a indústria nacional”. Essa profunda mudança estrutural forma um novo paradigma que se consolidará à medida que a internacionalização industrial e sua fragmentação se vejam facilitadas pela experiência acumulada, a tecnologia e os avanços em matéria de comunicação, transporte e logística.
GARRAMÓN, C. Paradigmas que condicionam o curso da economia global. Opinion Sur, nº117, maio de 2013.
Pode-se afirmar que esse processo de fragmentação e internacionalização industrial:
demonstra a importância da coesão da maquinofatura, caracterizada pela produção em massa e pela manutenção das formas tecnológicas de uma mesma época.
caracteriza-se pela expansão das empresas globais do mundo desenvolvido em direção, preferencialmente, a países emergentes, assinalando uma concentração industrial exclusiva de nações com economia em desenvolvimento.
abaliza a mundialização nas etapas das operações fabris, em que as diferentes parcelas de uma mesma produção se descentralizam para além das fronteiras nacionais e dos limites continentais.
não possui uma relação direta com a Globalização, uma vez que os instrumentos estruturais e as técnicas empregadas são de baixo custo e atingem regiões não globalizadas.
Nacionalismo e separatismo são dois conceitos que, em muitas culturas, estão intimamente ligados. O separatismo consiste na intenção e reivindicação da independência política e econômica de um determinado povo ou nação. No século XX, surgiram vários conflitos que tiveram origem no nacionalismo de alguns grupos separatistas. Alguns dos casos mais conhecidos são os conflitos ocorridos na África, Iugoslávia, Chechênia, Caxemira, Timor Leste, Irlanda do Norte entre outros.
Disponível em: <https://www.significados.com.br>. Acesso em: abr. 2018. Adaptado.
Considerando-se os conceitos expressos no texto, pode ser considerado um movimento simultaneamente nacionalista e separatista
a “Primavera Árabe” nos anos 2010, que reivindicava o reconhecimento da supremacia dos países árabes no mundo e seu domínio nos países do continente africano situados no extremo sul desse continente.
o Movimento de Libertação Basco, por afirmar a existência de uma cultura secularmente específica que os distinguem do resto da Espanha e por exigir o reconhecimento de um estado autônomo, separado política e economicamente.
o “Estado Islâmico”, por defender a união de todo o mundo árabe e por reunir facções antagônicas a exemplo dos sunitas, dos xiitas, dos coptas egípcios e dos curdos turcos, criando uma grande unidade transnacional.
a Conjuração Baiana de 1798, porque propunha à administração portuguesa a libertação dos escravos e a extinção de todos os preconceitos de cor e de religião, transformando-os em cidadãos portugueses.
Dentre os principais conflitos e impasses étnico-territoriais na região do Oriente Médio, um deles se caracteriza pela luta para a criação de um Estado Nacional que abrigaria aquela que é a maior nação sem pátria do mundo. O texto se refere:
aos palestinos, que até hoje não possuem seu Estado e território reconhecidos pela comunidade internacional.
aos povos da Mesopotâmia, que lutam em uma guerra civil sem trégua para a criação de seu território.
aos povos bascos, que liderados pelo grupo terrorista ETA buscam a independência de seu território.
aos Curdos, que lutam pela criação do Curdistão.
“Alguns conflitos na Europa tiveram origem vários séculos atrás e relacionam-se ao processo de incorporação de territórios e de grupos étnicos minoritários, como é o caso da dominação inglesa sobre os irlandeses e a espanhola sobre os bascos”.
(Lucci, Elian Alabi; Anselmo Lázaro Branco e Cláudio Mendonça. Território e sociedade no mundo globalizado: Geografia Geral e do Brasil. Ensino Médio. São Paulo: Saraiva, 2005 p.390.)
Sobre o tema dos conflitos étnicos nacionais, assinale a alternativa correta:
Os povos bascos são marcados pela luta por autonomia da região basca e pelo empreendimento separatista na Espanha, com o objetivo de se criar um País Basco, que tomaria todo o território espanhol.
O grupo terrorista basco ETA, apesar de lutar pela criação do País Basco, não conta com o apoio da maioria basca e, desde 2006, anunciou a deposição de suas armas.
A luta da Irlanda do Norte por sua independência frente ao território britânico foi marcada por muitos conflitos e, ainda hoje, não existe previsão de pacificação entre as duas partes, com a realização de atentados terroristas praticamente todos os dias.
A Irlanda do Norte é uma nação independente da Grã-Bretanha, com quem forma apenas uma integração territorial e econômica.
O partido de extrema-direita, Ustasha, ascendeu ao poder com a invasão nazista e com a criação do Estado Independente da Croácia em 1941. Qual era o nome do líder desse partido?
Josip Broz Tito.
Alojzije Stepinac.
Draza Mihailovic.
Ante Pavelic.
Ao assumir o poder em 1941, o Ustasha iniciou uma política de genocídio que, muitas vezes, chocou até mesmo as lideranças nazistas instaladas na região. Os principais alvos foram os sérvios ortodoxos, judeus e ciganos, e muitos deles morreram em campos de concentração. Qual foi o principal campo de concentração construído na região?
Treblinka.
Jasenovac.
Zagreb.
Belzec.
O Ustasha surgiu em 1929 na Itália e possuía forte influência de ideais nacionalistas de um povo que habitava a antiga Iugoslávia. O nacionalismo extremo defendido por esse partido defendia qual nacionalidade?
Croata.
Bósnia.
Sérvia.
Eslovena.
O representante do Regime Ustasha, assim como acontecia em países com regimes de extrema-direita, possuía um nome de tratamento que era utilizado para demonstrar respeito e ressaltar sua posição de líder supremo da Croácia. Qual era o termo utilizado para referir-se a Ante Pavelic?
Duce.
Generalíssimo.
Hrvatska.
Poglavnik.
Em 1995, com a assinatura do Acordo de Dayton, a Guerra da Bósnia, uma das chamadas Guerras Iugoslavas, chegou ao fim.
O confronto, um dos mais sangrentos da história europeia na segunda metade do século XX, foi resultado do processo de:
ascensão de Josep Broz Tito e sua política de unificação da chamada “Grande Sérvia”.
invasão da Iugoslávia pela União Soviética, após o colapso do regime comunista no país.
formação de um Estado islâmico em Kosovo e sua posterior política expansionista.
desmembramento da antiga Iugoslávia e ressurgimento de nacionalismos radicais na região.
As imagens representam fases de um conflito geopolítico no qual as forças envolvidas buscam
Controlar os sítios arqueológicos.
Promover a conversão religiosa.
Monopolizar o comércio marítimo.
Garantir a posse territorial.
O fim da Guerra Fria e da bipolaridade, entre as décadas de 1980 e 1990, gerou expectativas de que seria instaurada uma ordem internacional marcada pela redução de conflitos e pela multipolaridade.
O panorama estratégico do mundo pós-Guerra Fria apresenta
o aumento de conflitos internos associados ao nacionalismo, às disputas étnicas, ao extremismo religioso e ao fortalecimento de ameaças como o terrorismo, o tráfico de drogas e o crime organizado.
o fim da corrida armamentista e a redução dos gastos militares das grandes potências, o que se traduziu em maior estabilidade nos continentes europeu e asiático, que tinham sido palco da Guerra Fria.
o desengajamento das grandes potências, pois as intervenções militares em regiões assoladas por conflitos passaram a ser realizadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), com maior envolvimento de países emergentes.
a plena vigência do Tratado de Não Proliferação, que afastou a possibilidade de um conflito nuclear como ameaça global, devido à crescente consciência política internacional acerca desse perigo.
Na democracia estado-unidense, os cidadãos são incluídos na sociedade pelo exercício pleno dos direitos políticos e também pela ideia geral de direito de propriedade. Compete ao governo garantir que esse direito não seja violado. Como consequência, mesmo aqueles que possuem uma pequena propriedade sentem-se cidadãos de pleno direito.
Na tradição política dos EUA, uma forma de incluir socialmente os cidadãos é
vincular democracia e possibilidades econômicas individuais.
defender a obrigação de que todos os indivíduos tenham propriedades.
submeter o indivíduo à proteção do governo.
estimular a formação de propriedades comunais.
Os chineses não atrelam nenhuma condição para efetuar investimentos nos países africanos. Outro ponto interessante é a venda e compra de grandes somas de áreas, posteriormente cercadas. Por se tratar de países instáveis e com governos ainda não consolidados, teme-se que algumas nações da África tornem-se literalmente protetorados.
BRANCOLI, F. China e os novos investimentos na África: neocolonialismo ou mudanças na arquitetura global Disponível em: http://opiniaoenoticia.com.br. Acesso em: 29 abr. 2010 (adaptado).
A presença econômica da China em vastas áreas do globo é uma realidade do século XXI. A partir do texto, como é possível caracterizar a relação econômica da China com o continente africano?
Pela presença de um número cada vez maior de diplomatas, o que pode levar à formação de um Mercado Comum Sino-Africano, ameaçando os interesses ocidentais.
Pela presença de órgãos econômicos internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, que restringem os investimentos chineses, uma vez que estes não se preocupam com a preservação do meio ambiente.
B
Pela aliança com os capitais e investimentos diretos realizados pelos países ocidentais, promovendo o crescimento econômico de algumas regiões desse continente.
Pela presença cada vez maior de investimentos diretos, o que pode representar uma ameaça à soberania dos países africanos ou manipulação das ações destes governos em favor dos grandes projetos
“O desenvolvimento e o maior acesso ao transporte intercontinental, somados à facilidade de obtenção de informações sobre outros países por meio dos veículos de comunicação, impulsionaram o movimento de pessoas que buscam melhores condições de vida – nem sempre alcançadas fora do país de origem. Ao contrário do que se verifica com os fluxos econômicos, as fronteiras nacionais são reforçadas por governos de muitos países, principalmente dos desenvolvidos, para a entrada de imigrantes”.
JOIA, A. L., GOETTEMS, A A. Geografia: leituras e interação. Vol. 02. 1º ed. São Paulo: Leya, 2013. p.275.
Um exemplo mundialmente reconhecido de restrição à entrada de imigrantes conforme mencionado no trecho acima é:
a difusão de políticas públicas xenófobas na Europa.
a criação da União Europeia com número restrito de países.
a deportação de estrangeiros irregulares no Brasil.
a construção e ampliação do Muro do México.
Há 3 anos a foto de uma criança síria encontrada morta em uma praia da Turquia estampou os principais jornais do mundo e percorreu as redes sociais provocando uma comoção mundial. Mas três anos depois, que legado essa fotografia nos deixou?
No dia 2 de setembro de 2015, duas embarcações com imigrantes naufragaram deixando, pelo menos, nove mortos. Aylan Kurdi de três anos era um deles. Junto da mãe e do irmão mais velho. Seu corpo foi encontrado em uma praia na cidade de Bodrum, na Turquia. A família de Aylan era de Kôbane, uma cidade síria que faz fronteira com a Turquia, onde o Estado Islâmico ficou em batalha contra as forças curdas naquele ano — o motivo pelo qual tantas famílias sírias foram obrigadas a deixar suas casas. Estima-se que desde que o conflito começou, em 2011, até agora, 6 milhões de sírios se deslocaram internamente e 5 milhões abandonaram o país em busca de refúgio. A família de Aylan tentaria chegar ao Canadá, onde tinham parentes — mesmo com um pedido de asilo negado pelo país norte-americano. Na época, a tia da criança culpou o Canadá e a morte pela tragédia com o sobrinho. (Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/3-anos-depois-foto-de-menino-sirio-morto-na-praia-nao-nos-deixou-nenhum-legado-de-sensibilidade-e-empatia-150635369.html. Acesso em 13 set. 2022)
O drama da guerra Síria que, há 10 anos, promove uma fuga de seres humanos para os países vizinhos e para a Europa, mostra a sua face mais cruel com a morte da criança síria Aylan Kurdi, de apenas três anos. Uma guerra que é surda às grandes potências mundiais, revela a sua face de Jano: interesses políticos na exploração da Síria e uma rivalidade secular que coloca o Reino Saudita contra o poderio iraniano, motivado por facções - como o globalista Estado Islâmico - na perpetuação de perversidades e de lucros com a guerra.
No entanto, a imagem também denota:
A insensibilidade de países da União Europeia em receber os refugiados da guerra e os da África.
A política pífia das grandes potências em intervir no conflito com receio de causar uma outra crise do petróleo.
A ofensiva política do Oriente Médio na promoção da colisão entre etnias, culturas e religiões em vista de ganhos políticos futuros.
A insensibilidade das nações em promover políticas de acolhimento e inserção social mais efetivas ante a acirrada xenofobia - como a húngara - e o risco de declínio da civilização ocidental cristã.
