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UNESP 2022 humanas

Total questions: 29

Worksheet time: 7hrs 15mins

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1.

A leitura dos textos permite considerações filosóficas sobre a

a)

compreensão da aceitação da indústria cultural no cotidiano.

b)

recusa do uso de dispositivos tecnológicos na imprensa.

c)

construção da autonomia humana por meio das redes sociais

d)

importância do estímulo ao exercício da atividade reflexiva

e)

consequência da vigilância e da punição nos meios de comunicação.

2.

É como se cada homem dissesse a cada homem: Autorizo e transfiro o meu direito de me governar a mim mesmo a este homem, ou a esta assembleia de homens, com a condição de transferires para ele o teu direito, autorizando de uma maneira semelhante todas as suas ações. Feito isso, à multidão assim unida numa só pessoa se chama Estado.

(Thomas Hobbes. Leviatã, 2003. Adaptado.)

No texto, o autor expressa sua teoria sobre a origem do Estado. Nessa teoria, o Estado tem sua origem na:

a)

atribuição de um poder absoluto ao soberano.

b)

criação de leis aplicáveis ao povo e ao governante.

c)

instituição de um governo pelos mais sábios.

d)

manipulação do povo pelos chefes de Estado.

e)

gestão do coletivo no estado de natureza

3.

Texto 1

É com Descartes que a oposição homem-natureza se tornará mais completa, constituindo-se no centro do pensamento moderno e contemporâneo. O homem, instrumentalizado pelo método científico, pode penetrar os mistérios da natureza e, assim, tornar-se “senhor e possuidor da natureza”.

(Carlos W. P. Gonçalves. Os (des)caminhos do meio ambiente, 1989. Adaptado.)

Texto 2

Quando a gente quis criar uma reserva da biosfera em uma região do Brasil, foi preciso justificar para a Unesco [Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura] por que era importante que o planeta não fosse devorado pela mineração. Para essa instituição, é como se bastasse manter apenas alguns lugares como amostra grátis da Terra.

(Ailton Krenak. Ideias para adiar o fim do mundo, 2019.)

Ailton Krenak constata os princípios da filosofia cartesiana ao reconhecer que:

a)

a natureza operacionalizada serve aos humanos de forma harmônica e reforça a relevância de todos os seres vivos.

b)

o método cartesiano tem sido utilizado na natureza a partir de medidas ecológicas estabelecidas pela Unesco.

c)

os órgãos oficiais vêm se esforçando pelo equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a preservação da natureza.

d)

as instituições que representam a humanidade negligenciam a integral manutenção do meio ambiente.

e)

a dúvida cartesiana não permite afirmações sobre o desenvolvimento sustentável, por estas serem inconclusivas.

4.

As certezas do homem comum, as verdades comuns da experiência cotidiana, os filósofos vivem-nas, por certo, e não as negam, enquanto homens. Mas, enquanto filósofos, não as assumem. Nesse sentido em que as desqualificam, pode-se dizer que as recusam. Desqualificação teórica, recusa filosófica, empreendidas em nome da racionalidade que postulam para a filosofia. Assim é que boa parte das filosofias opta por esquecer “metodologicamente” a visão comum do Mundo, recusando-se a integrá-la ao seu saber racional e teórico. Não podendo furtar-se, enquanto homens, à experiência do Mundo, não o reconhecem como filósofos. O Mundo não é, para eles, o universo reconhecido de seus discursos. Desconsiderando filosoficamente as verdades cotidianas, o bom senso, o senso comum, instauram de fato o dualismo do prático e do teórico, da vida e da razão filosófica. Instauram, consciente e propositadamente, o divórcio entre o homem comum que são e o filósofo que querem ser.

(Oswaldo Porchat Pereira. Rumo ao ceticismo, 2007. Adaptado.)

O “divórcio” entre o homem comum e o filósofo, segundo o autor, ocorre em função da :

a)

negação do homem comum em entender a realidade.

b)

restrição do saber comum no fazer filosófico.

c)

diferença de mundos que buscam compreender.

d)

falta de correspondência factual do saber comum.

e)

proposição de respostas necessariamente divergentes.

5.

À primeira vista, porém, a arte do cinema aparenta ser demasiado simples e até mesmo estúpida. Vê-se o Rei dando um aperto de mão a um time de futebol; eis o iate de Sir Thomas Lipton; eis, enfim, Jack Horner vencendo o Grand National. Os olhos consomem tudo isso instantaneamente e o cérebro, agradavelmente excitado, põe-se a observar as coisas acontecerem sem se atarefar com nada. Mas qual é, pois, a sua surpresa ao ser, de repente, despertado em meio à sua agradável sonolência e chamado a prestar socorro? O olho está em apuros. Necessita de ajuda. Diz, então, ao cérebro: “Está ocorrendo algo que de modo algum posso entender. Tu me és necessário”. Juntos olham para o Rei, o barco, o cavalo e o cérebro; de imediato, vê que eles se revestiram de uma qualidade que não pertence à mera fotografia da vida mesma.

(Virginia Woolf. “O cinema”. Rapsódia, 2006. Adaptado.)

Com o surgimento da disciplina estética, no século XVIII, entendeu-se que a arte é capaz de produzir ajuizamentos. O texto aborda o tema por meio da constatação da autora de que :

a)

se estabeleceu maior relevância aos temas representados pelas artes.

b)

se reconheceu a importância da sensibilidade no processo do conhecimento.

c)

ocorreu um intenso diálogo entre os artistas, tais como cineastas e literários.

d)

houve a evolução das linguagens artísticas em relação às suas técnicas.

e)

se proliferaram novas manifestações artísticas com posturas críticas.

6.

Roma não era apenas o parente mais violento da Grécia Clássica, não estava apenas comprometida com engenharia, eficiência militar e absolutismo, enquanto os gregos haviam preferido a especulação intelectual, o teatro e a democracia.

(Mary Beard. SPQR: uma história da Roma antiga. São Paulo, 2017. Adaptado.)

O excerto critica os estereótipos de Roma e Grécia antigas. Essa crítica justifica-se, pois :

a)

a experiência democrática ateniense foi uma exceção, uma vez que a maioria das cidades-Estado gregas desconhecia a democracia.

b)

a filosofia grega derivou principalmente da tradição do pensamento metafísico desenvolvido no Império Romano.

c)

o teatro dramático desenvolveu-se sobretudo no Império Romano, uma vez que na Grécia estimulava-se prioritariamente a comédia.

d)

os direitos de cidadania no Império Romano eram exercidos pelo conjunto da população, por meio de ações políticas diretas

e)

o expansionismo imperialista romano foi diretamente determinado pelo exemplo da militarização do cotidiano imposta nas cidades gregas.

7.

A migração de Maomé e seus seguidores para Medina, em 622, marca a:

a)

conquista muçulmana da Terra Santa, após as lutas contra os cruzados europeus.

b)

passagem da união familiar e clânica dos árabes para a constituição de uma religião coesa.

c)

expansão política das oligarquias locais, por meio da imposição do islamismo a todos os árabes.

d)

consolidação da primeira religião baseada na Bíblia, fora do âmbito do cristianismo

e)

transição do politeísmo imposto na Palestina para uma religião monoteísta institucionalizada

8.

Depois do estabelecimento do caminho marítimo para as Índias por Vasco da Gama em 1499, a Coroa portuguesa logo preparou nova expedição, tendo como base as informações recolhidas pelo navegante. E essa era mesmo a melhor saída para o pequenino reino português, que ficava justamente na boca do Atlântico.

(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia, 2018.)

Além do motivo apresentado no excerto, contribuíram para que Portugal se lançasse à expansão marítima:

a)

o interesse por colonizar o litoral africano e a disposição militar para a reconquista ibérica.

b)

a aliança política e comercial com a Coroa de Castela e a posição geográfica do país.

c)

a busca pelas especiarias da América e o desenvolvimento de uma indústria bélica.

d)

o desenvolvimento de instrumentos náuticos e a articulação entre interesses comerciais e religiosos.

e)

a precoce unificação política e a necessidade de insumos para a nascente indústria têxtil.

9.

Os povos que viviam nas terras conquistadas pelos portugueses na América

a)

eram destituídos de interesses e práticas religiosas.

b)

concentravam-se nas áreas litorâneas do território.

c)

eram coletores ou praticavam agricultura rudimentar.

d)

alimentavam-se prioritariamente de carne humana.

e)

eram pacíficos ou dedicados a alianças e acordos entre grupos

10.

[...] as irmandades de negros eram espaços permitidos dentro da legalidade, nos quais o escravo podia manifestar-se fora de suas relações de trabalho. [...] Em certo sentido, era através da religião católica que o escravo encontrava algum lenitivo para sua situação. Tudo indica que a permissão para a criação das irmandades de negros tenha sido dada com o intuito de obter melhores resultados na cristianização dos escravos [...].

Paradoxalmente, os negros utilizaram as irmandades para resguardar valores culturais, em especial suas crenças religiosas. [...] Tudo leva a crer que, a partir da realidade vivida naquela época, bem como considerando as dificuldades, o negro recriou e reinterpretou a cultura dominante, adequando-a à sua maneira de ser. 

(Ana Lúcia Valente. “As irmandades de negros: resistência e repressão”. In: Horizonte, v. 9, nº 21, 2011.)

Segundo o excerto, as irmandades religiosas de negros, no Brasil colonial, eram :

a)

organizações culturais destinadas à difusão do catolicismo e, paralelamente, à valorização do sincretismo religioso.

b)

confrarias em que era proibido, por ordens metropolitanas, o contato direto entre escravizados.

c)

templos em que era permitida, pelas autoridades coloniais, a realização de cultos religiosos de origem africana.

d)

espaços de imposição de princípios europeus aos escravizados e, simultaneamente, de manifestação de traços culturais de matriz africana.

e)

instituições de apoio e auxílio aos escravizados, criadas e mantidas por meio da atuação catequizadora dos jesuítas espanhóis.

11.

Observe a imagem, que é uma parte da gravura “Luís XIV como imperador romano”, de Charles Perrault, 1670.

A imagem associa a França do século XVII à Roma Antiga,

a)

recorrendo à figuração típica como símbolo de poder, conquista e grandiosidade

b)

ironizando a insistência do monarca em se apresentar como continuador da tradição clássica.

c)

identificando o rei à coragem, à força e à ousadia dos gladiadores romanos.

d)

satirizando a preocupação do rei com a própria imagem e com a propaganda de seu governo.

e)

equiparando a extensão das áreas ocupadas pela França aos domínios imperiais romanos.

12.

O luxo e a corrupção nasceram entre nós antes da civilização e da indústria. E qual será a causa principal de um fenômeno tão espantoso? A escravidão, senhores, a escravidão. Porque o homem que conta com os trabalhos diários de seus escravos vive na indolência, e a indolência traz todos os vícios após si.

(José Bonifácio de Andrada e Silva, 1825. Apud: Ynaê Lopes dos Santos. História da África e do Brasil afrodescendente, 2017. Adaptado.)

A manifestação de uma das principais lideranças do país, logo após a independência política, revela a :

a)

justificativa para a adoção, no Primeiro Reinado, de políticas agressivas de estímulo à imigração.

b)

disposição, majoritária nos setores que participaram do processo emancipacionista, de eliminar gradualmente a escravidão.

c)

campanha abolicionista sistemática, iniciada ainda no período colonial, dos cafeicultores paulistas.

d)

rejeição, de clara influência liberal-iluminista, da ideia de que os homens são desiguais por natureza

e)

crítica, voltada aos setores social e politicamente hegemônicos do Brasil, à dependência do trabalho obrigatório.

13.

Os únicos países africanos não colonizados por potências europeias no século XIX foram :

a)

a África do Sul, que vivia sob forte regime de segregação racial, e a Síria, que se manteve livre graças à forte mobilização militar dos grupos muçulmanos.

b)

a Libéria, criada na metade do século XIX por iniciativa norte-americana, e a Etiópia, que uniu cristãos e islâmicos na luta de resistência às investidas armadas italianas.

c)

a Argélia, que obteve sua autonomia em troca de acordos comerciais com países mediterrânicos, e Gana, onde o poderoso Império Axânti conseguiu impedir o avanço britânico.

d)

o Marrocos, ocupado pela França apenas no século XX, e Madagascar, que conseguiu evitar invasões por meio da estruturação de um forte aparato militar marítimo.

e)

o Egito, que se valeu de sua tradição histórica de autonomia e hegemonia regional, e Angola, que obteve sua independência de Portugal no final do século XVIII.

14.

O crescimento urbano, ao criar um mercado potencial mais amplo, estimulou igualmente o crescimento das indústrias artesanais e de algumas fábricas que empregavam uma força de trabalho concentrada [...].

Deixando de lado as características peculiares dessa sociedade urbana em expansão, a razão para a crescente debilidade de qualquer expressão política especificamente urbana era a posição peculiar da cidade no sistema econômico e fiscal, consolidado pelo contínuo progresso do setor com base na exportação de produtos agrícolas e pecuários.

(Tulio Halperín Donghi. “A economia e a sociedade na América espanhola do pós-independência”. In: Leslie Bethell (org.). História da América Latina, v. 3, 2004.)

O excerto apresenta uma experiência histórica vivida por alguns países hispano-americanos, e também pelo Brasil, entre as últimas décadas do século XIX e as primeiras do XX. Tal situação:

a)

gerou sucessivas crises econômico-financeiras na região e acentuou o controle imperialista estadunidense sobre o setor industrial e financeiro dos países do continente.

b)

resultou da ausência de burguesias nacionais capazes de conduzir o processo de reorganização econômica e de decolagem na direção de economias autônomas.

c)

provocou um deslocamento do controle do poder político do campo para a cidade e o aumento da influência política das classes médias e dos setores populares.

d)

derivou da combinação entre os processos de modernização urbana e a inserção das economias latino-americanas na divisão internacional do trabalho.

e)

proporcionou um desenvolvimento acelerado do segundo e do terceiro setores das economias nacionais e uma maior integração comercial no continente.

15.

Gerações inteiras criaram-se à sombra de batalhas nucleares globais que, acreditava-se firmemente, podiam estourar a qualquer momento, e devastar a humanidade. [...]

A peculiaridade da Guerra Fria era a de que, em termos objetivos, não existia perigo iminente de guerra mundial.

(Eric Hobsbawm. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991, 1995.)

A contradição entre os dois parágrafos do excerto justifica-se, pois havia :

a)

uma retórica belicosa das duas superpotências, mas ambas auxiliaram-se mutuamente na preservação da neutralidade dos países que pertenciam às suas áreas de influência.

b)

discordâncias de ordem política entre Estados Unidos e União Soviética, mas os dois países desenvolveram conjuntamente com a ONU projetos de exploração espacial.

c)

divergências ideológicas entre Estados Unidos e União Soviética, mas os dois países unificaram seus serviços de inteligência e mantiveram estreita colaboração diplomática.

d)

tensões entre os setores militares dos Estados Unidos e da União Soviética, mas os dois países obedeciam às determinações e decisões pacificistas da OTAN e do Pacto de Varsóvia.

e)

um clima de contínuo medo, mas as duas superpotências evitaram tomar decisão que pudesse provocar um conflito bélico direto e concreto.

16.

O ano de 1985 foi um grande anúncio de ditadura finda, temperado pela exclusão de vozes que significaram alternativas no combate à ditadura, como se observou no silenciamento de importantes movimentos sociais [...], substituídos pelo olhar exclusivo para agentes da política institucional e da cena cultural dominante.

(Marcos Silva. Ditadura relativa e negacionismos, 2021.)

O excerto compreende o processo de redemocratização brasileiro nos anos 1980 como :

a)

o despertar de uma consciência democrática ativa na população, que foi liderada por partidos políticos e movimentos sociais ligados ao regime.

b)

o desfecho definitivo da experiência militar autoritária, que perdeu a capacidade de resistir às pressões políticas dos partidos de oposição.

c)

o prevalecimento de um projeto de transição negociada, que evitou confrontar diretamente os responsáveis pela ditadura.

d)

a retomada, numa nova ordem constitucional, da tradição democrática brasileira, predominante desde o início da República.

e)

a conjugação, no projeto de uma nova república, dos anseios e das reivindicações dos diversos setores da sociedade brasileira.

17.

Para enfrentar a crise da pandemia, a intervenção estatal está agora sendo solicitada e elogiada pelos comentaristas conservadores que anteriormente a criticavam. O capitalismo de Estado está sendo visto como solução. Nos EUA, os despejos de inquilinos estão sendo adiados, a folha de pagamento de algumas empresas vai ser garantida pelo Estado, e o governo, entre outras medidas, obrigou a General Motors a fabricar respiradores. No Reino Unido, já estão discutindo renacionalizar companhias aéreas em dificuldades e outras empresas.

(www.cartamaior.com.br, 29.03.2020. Adaptado.)

As ações descritas no excerto contradizem a :

a)

política keynesiana

b)

política de subsídios.

c)

ação protecionista de mercado.

d)

doutrina neoliberal.

e)

lei da oferta e da procura.

18.

Na história do Estado moderno, duas liberdades são estreitamente ligadas e interconectadas, tanto que, quando uma desaparece, também desaparece a outra. Mais precisamente: sem liberdades civis, como a liberdade de imprensa e de opinião, como a liberdade de associação e de reunião, a participação popular no poder político é um engano; mas, sem participação popular no poder, as liberdades civis têm bem pouca probabilidade de durar.

(Norberto Bobbio. Igualdade e liberdade, 1997. Adaptado.)

O cenário retratado no texto gera uma prática política conceituada por Norberto Bobbio como democracia, na qual:

a)

o modelo político antigo é restaurado para a organização da sociedade.

b)

são garantidas igualdades social e econômica à população.

c)

os cidadãos são geridos apenas por seu próprio sistema de regras locais

d)

apenas a elite participa ativamente das decisões governamentais.

e)

existem mecanismos para participação dos indivíduos no poder estatal.

19.

O terrorismo não tem outra ideologia que não seja a exaltação da morte, uma mentalidade legionária de múltiplas encarnações. Na Espanha, sofremos o do ETA [Pátria Basca e Liberdade] e o dos GAL [Grupos Antiterroristas de Libertação]; na Colômbia, o de guerrilheiros e paramilitares; no México, o dos cartéis criminosos e do narcoestado; no Chile, o dos sicários de Pinochet; no Oriente Médio, o de palestinos e israelenses. E tantos outros. Mas o que se instalou no âmbito global e transformou a vida política é o terrorismo de origem islâmico-fundamentalista e o contraterrorismo dos Estados, que fizeram do planeta um campo de batalha onde sobretudo morrem civis [...].

(Manuel Castells. Ruptura: a crise da democracia liberal, 2018.)

O excerto identifica o terrorismo contemporâneo como um fenômeno :

a)

mundial, praticado tanto por grupos externos ao controle estatal, quanto por regimes políticos institucionalizados.

b)

regional, presente nas distintas partes do planeta, mas sempre resultante de disputas restritas a interesses locais e particulares.

c)

relacionado ao crime organizado, que se manifesta tanto por meio de estratégias clandestinas quanto através de corporações legalizadas.

d)

associado a ideologias extremistas de direita ou de esquerda, que agem para obter o controle de aparatos políticos estatais.

e)

étnico e religioso, por resultar de ações de grupos perseguidos, que recorrem à ação armada para reivindicar seus direitos.

20.

O mapa apresenta uma regionalização do espaço mundial baseada em organizações:

a)

ambientais.

b)

geopolíticas.

c)

comerciais.

d)

industriais.

e)

econômicas.

21.

Cadê Palestina no Google Maps? Polêmica antiga ressurge nas redes sociais

A reportagem acessou o Maps e verificou os nomes dos territórios da Cisjordânia e Gaza, ambos demarcados com uma linha tracejada, usada pela plataforma para indicar limites territoriais em disputa. Quando se trata de áreas não disputadas, a linha é cinza e sólida. Ao aproximar a imagem, aparece no contorno da linha a frase “1950 – linha do acordo de armistício”.

(www.uol.com.br, 16.07.2020.)

A representação espacial questionada no título da reportagem reflete :

a)

conflitos entre muçulmanos e hindus pelo controle territorial.

b)

embates entre sírios e libaneses pela hegemonia política local.

c)

desacordos entre sírios e judeus pela posse de áreas agrícolas.

d)

guerras entre árabes e muçulmanos pelo direito à descolonização.

e)

disputas entre árabes e judeus pela criação de seus Estados.

22.

Destacado pela seta, o momento em que os percentuais da indústria ultrapassam os da agricultura na composição do PIB brasileiro possui relação com :

a)

o processo de internacionalização da economia brasileira, destacando-se a indústria automobilística.

b)

o investimento nacional em plataformas de exportação, destacando-se a indústria de eletrodomésticos.

c)

a inserção do Brasil em acordos de livre-comércio, destacando-se a indústria siderúrgica.

d)

a flexibilização na tributação de empresas nacionais, destacando-se a indústria petroquímica.

e)

a formação de conglomerados nacionais, destacando-se a indústria de construção civil.

23.

Considerando o mapa e conhecimentos sobre o campo brasileiro :

a)

.a ocorrência de assassinatos foi reduzida em áreas onde a agricultura comercial se fez hegemônica.

b)

o menor número de assassinatos na região Norte indica a eficiência das políticas de reforma agrária no Brasil.

c)

a área com maior ocorrência de assassinatos coincide com o avanço da fronteira agrícola.

d)

o elevado número de assassinados em áreas interioranas é compreendido pela fragilidade dos limites estaduais.

e)

a insegurança nas áreas rurais reflete o desinteresse nacional pela população residente fora das capitais.

24.

No aniversário de 20 anos do Estatuto da Cidade, é fundamental refletir sobre o seu legado nas cidades brasileiras. Seu grande avanço consiste em definir instrumentos claros para um planejamento urbano com propósito social e calcado na gestão democrática da cidade, viabilizando, na prática, o reconhecimento da função social da propriedade.

(https://diplomatique.org.br, 06.07.2021. Adaptado.)

Consiste um exemplo de descumprimento da função social da propriedade nas cidades :

a)

a concentração de linhas de transporte público nas periferias, em detrimento do grande número de trabalhadores que moram nas áreas centrais.

b)

a presença de imóveis ociosos em áreas com boa infraestrutura coexistindo com a realidade precária das periferias.

c)

a expansão da distribuição do saneamento básico em áreas regularizadas, em contraste com as falhas no acesso a esses serviços em áreas irregulares.

d)

a centralização dos empregos em áreas com boa infraestrutura, em detrimento da população desempregada que reside nas periferias.

25.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realiza periodicamente censos para analisar a distribuição da população brasileira segundo a cor da pele. Nesse contexto, as informações obtidas pelos censos permitem a :

a)

apresentação de planos de contingência à entrada de imigrantes, grupos constituídos por indivíduos com potencial de descaracterizar o perfil demográfico nacional.

b)

construção de políticas afirmativas articuladas à hegemonia populacional, assegurando o combate aos preconceitos no Brasil.

c)

reestruturação da territorialidade das comunidades tradicionais, deslocando populações segundo sua participação no todo nacional.

d)

elaboração de políticas públicas que busquem reduzir desigualdades sociais, especialmente aos grupos minoritários.

e)

reavaliação da definição dos grupos formadores da população brasileira, minimizando a participação de populações pouco expressivas.

26.

O Pantanal, sob os aspectos geológico e geomorfológico, corresponde a:

a)

uma planície em desgaste, na qual os processos erosivos superam o intemperismo químico.

b)

um escudo cristalino em desgaste, no qual os processos erosivos superam a sedimentação

c)

uma depressão em desgaste, na qual a desagregação supera a deposição de material removido.

d)

uma depressão em desgaste, na qual a desagregação supera a deposição de material removido.

e)

uma bacia sedimentar em formação, na qual a sedimentação supera os processos erosivos.

27.

O fenômeno esquematizado nas imagens, cuja área de ocorrência está delimitada no mapa, corresponde:

a)

à condensação atmosférica, responsável pelo resfriamento do ar úmido em superfície, o que resulta na ocorrência de orvalho e de nevoeiro.

b)

às monções de inverno e de verão, caracterizadas por sistemas de circulação atmosférica que determinam períodos de seca e chuva.

c)

à frente estacionária, classificada como uma frente fria sem movimentação por um longo período, o que resulta em chuvas torrenciais.

d)

à inversão térmica, provocada pela resistência aos movimentos de ar verticais que formam as precipitações convectivas.

e)

às ressacas, constituídas por episódios de ventos fortes em direção ao litoral que geram ciclones extratropicais.

28.

Os corredores florestais são estratégicos para a conservação e a recuperação de paisagens degradadas. Sob o ponto de vista do meio ambiente, a implantação desses corredores é importante por combater :

a)

o impacto do efeito de borda e a movimentação de animais silvestres.

b)

a perda da produtividade dos solos e a expansão agrícola

c)

o refúgio da fauna local e o descontrole biológico de pragas.

d)

a diminuição de áreas naturais e o isolamento de espécies.

e)

a fragmentação dos ecossistemas e o intercâmbio de polinizadores

29.

As relações apresentadas no esquema fazem referência à :

a)

escala cartográfica

b)

simbolização cartográfica.

c)

precisão gráfica do mapa.

d)

orientação do mapa.

e)

projeção cartográfica.