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Recuperação de Filosofia 2 Ano

Total questions: 12

Worksheet time: 33mins

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1.

“[É] uma coisa bem notável que não haja homens […] que não sejam capazes de arranjar em conjunto diversas palavras e de compô-las num discurso pelo qual façam entender seus pensamentos; […] os homens que, tendo nascido surdos e mudos, são desprovidos dos órgãos que servem aos outros para falar, […] costumam inventar eles próprios alguns sinais, pelos quais se fazem entender por quem, estando comumente com eles, disponha de lazer para aprender a sua língua.” DESCARTES, R. Discurso do método, V.

A passagem acima informa sobre a relação entre pensamento e linguagem no racionalismo moderno.

Sobre essa relação, pode-se afirmar corretamente que

a)

a) a linguagem, quer seja sonora quer seja em sinais, tem a função de fazer o pensamento ser entendido pelos outros.

b)

b) a capacidade de produzir discursos, isto é, a linguagem, é o que permite aos homens ter pensamentos.

c)

d) o pensamento existe independentemente do discurso e, como ocorre entre surdos e mudos, não precisa ser entendido.

d)

c) o entendimento entre homens se dá através da linguagem, que, todavia, é anterior ao pensamento.

e)

Todas estão corretas

2.

A racionalidade é técnica de sustentação de injustiças, de trabalhos forçados e de sofrimentos. Considerando a relação entre racionalidade técnica e racionalidade crítica, assinale a afirmação verdadeira.

a)

a) Os crimes dos nazistas são permitidos pela razão crítica.

b)

b) Os sentimentos humanitários suplantam as exigências de uma racionalidade crítica.

c)

c) A racionalidade crítica permite que os fins justifiquem os meios.

d)

d) A razão técnica é superada pelas exigências de uma racionalidade crítica.

e)

Todas estão corretas

3.

A maneira pela qual adquirimos qualquer conhecimento constitui suficiente prova de que não é inato. LOCKE, John. Ensaio acerca do entendimento humano. São Paulo: Nova Cultural, 1988, p.13.

O empirismo, corrente filosófica da qual Locke fazia parte,

a)

c) aproxima-se do modelo científico cartesiano, ao negar a existência de ideias inatas.  

b)

b) é uma forma de ceticismo, pois nega que os conhecimentos possam ser obtidos.  

c)

a) afirma que o conhecimento não é inato, pois sua aquisição deriva da experiência.  

d)

d) defende que as ideias estão presentes na razão desde o nascimento.

e)

Todas estão errada

4.

Se damos razão a Aristóteles quando diz que “todo homem deseja, naturalmente, conhecer a essência das coisas”, temos que definir o ato de filosofar como sendo:

a)

b) a preocupação intrínseca de todo homem por desvendar as grandes interrogações que os mitos e lendas do universo cultural suscitam no espírito de todos.

b)

c) a natural preocupação do ser humano por acumular o máximo de informações que os diversos ramos do saber e as várias culturas lhe podem oferecer.

c)

d) a natural preocupação de todo ser humano por desvendar os mistérios e interrogações relacionados com o seu destino futuro e com as realidades além da morte.

d)

e) a natural preocupação do homem por encontrar o significado verdadeiro das realidades que os seus sentidos captam, usando sempre o método da observação empírica.

e)

a) a natural preocupação do homem, por atingir, racionalmente, as últimas explicações de todas as realidades, sensíveis ou espirituais, que o cercam.

5.

Leia o texto a seguir.

Tudo isso ela [Diotima] me ensinava, quando sobre as questões de amor [eros] discorria, e uma vez ela me perguntou: – que pensas, ó Sócrates, ser o motivo desse amor e desse desejo? A natureza mortal procura, na medida do possível, ser sempre e ficar imortal. E ela só pode assim, através da geração, porque sempre deixa um outro ser novo em lugar do velho; pois é nisso que se diz que cada espécie animal vive e é a mesma. É em virtude da imortalidade que a todo ser esse zelo e esse amor acompanham. (Adaptado de: PLATÃO. O Banquete). 

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o amor em Platão, assinale a alternativa correta. 

a)

b) O eros limita-se a provocar os instintos irrefletidos e vulgares, uma vez que atende à mera satisfação dos apetites sensuais. 

 

b)

a) A aspiração humana de procriação, inspirada por Eros, restringe-se ao corpo e à busca da beleza física. 

c)

c) O eros físico representa a vontade de conservação da espécie, e o espiritual, a ânsia de eternização por obras que perdurarão na memória.

d)

e) Os seres humanos, como criação dos deuses, seguem a lei dos seres infinitos, o que lhes permite eternidade. 

e)

d) O ser humano é idêntico e constante nas diversas fases da vida, por isso sua identidade iguala-se à dos deuses. 

6.

A expressão “Tudo o que é bom, belo e justo anda junto” foi escrita por um dos grandes filósofos da humanidade. Ela resume muito de sua perspectiva filosófica, sendo uma das bases da escola de pensamento conhecida como 

a)

c) existencialismo, que tem em Sartre um de seus grandes nomes, para o qual a existência precede a essência. 

b)

d) platonismo, estabelecida por Platão, no qual se entendia o mundo físico como uma imitação imperfeita do mundo ideal. 

c)

b) estoicismo, que tem no imperador romano Marco Aurélio um de seus grandes nomes, que pregava a serenidade diante das tragédias. 

d)

a) cartesianismo, estabelecida por Descartes, no qual se acredita que a essência precede a existência. 

e)

Todas estão corretas

7.

“(…) Assim, a magia e a mitologia ocupam a imensa região exterior do desconhecido, englobando o pequeno campo do conhecimento concreto comum. O sobrenatural está em todas as partes, dentro ou além do natural; e o conhecimento do sobrenatural que o homem acredita possuir, não sendo da experiência direta comum, parece ser um conhecimento de ordem diferente e superior. É uma revelação acessível apenas ao homem inspirado ou (como diziam os gregos) ‘divino’ — o mágico e o sacerdote, o poeta e o vidente”.  Antes e Depois de Sócrates.

A partir do texto acima, é correto afirmar que

a)

d) o mito não distingue o plano natural do sobrenatural, sendo o conhecimento do sobrenatural superior.

b)

c) o conhecimento no mito, por ser uma revelação, é acessível igualmente a todos os homens. 

c)

b) a magia e a mitologia não se confundem com o conhecimento concreto comum. 

d)

a) o campo do conhecimento mítico limita-se ao que se manifesta no campo concreto comum. 

e)

Todas estão erradas

8.

Aedo e adivinho têm em comum um mesmo dom de “vidência”, privilégio que tiveram de pagar pelo preço dos seus olhos. Cegos para a luz, eles veem o invisível. O deus que os inspira mostra-lhes, em uma espécie de revelação, as realidades que escapam ao olhar humano. Sua visão particular age sobre as partes do tempo inacessíveis às criaturas mortais: o que aconteceu outrora, o que ainda não é. 

(Jean-Pierre Vernant. Mito e pensamento entre os gregos, 1990. Adaptado.)

O texto refere-se à cultura grega antiga e menciona, entre outros aspectos,

a)

a) o papel exercido pelos poetas, responsáveis pela transmissão oral das tradições, dos mitos e da memória. 

b)

e) o esforço de diferenciar as cidades-estados e reforçar o isolamento e a autonomia em que viviam.

c)

d) a forma como a história era escrita e lida entre os povos da península balcânica. 

d)

c) o caráter monoteísta da sociedade, que impedia a difusão dos cultos aos deuses da tradição clássica. 

e)

b) a prática da feitiçaria, estimulada especialmente nos períodos de seca ou de infertilidade da terra. 

9.

Uma conversação de tal natureza transforma o ouvinte; o contato de Sócrates paralisa e embaraça; leva a refletir sobre si mesmo, a imprimir à atenção uma direção incomum: os temperamentais, como Alcibíades sabem que encontrarão junto dele todo o bem de que são capazes, mas fogem porque receiam essa influência poderosa, que os leva a se censurarem. Sobretudo a esses jovens, muitos quase crianças, que ele tenta imprimir sua orientação.

O texto evidencia características do modo de vida socrático, que se baseava na

a)

e) Investigação dos fundamentos da natureza.

b)

b) Sustentação do método dialético.

c)

d) Valorização da argumentação retórica.

d)

c) Relativização do saber verdadeiro.

e)

a) Contemplação da tradição mítica.

10.

O Iluminismo foi um movimento intelectual, portador de uma visão unitária do mundo e do homem, apesar da diversidade de leituras que lhe são contemporâneas, conservou uma grande certeza quanto à racionalidade do mundo e do homem, a qual seria imanente em sua essência. (FALCON, F. J. C. Iluminismo, São Paulo: Ática, 1986. Adaptado.) 

Suas principais linhas de força foram:

a)

 a ideia de progresso, a antropologia, a manutenção das tradições e a explicação racional para tudo.

b)

 o direito coletivo, o direito à propriedade, o primado da razão, a ideia de progresso.

c)

 a ideia de socialismo, o pensamento crítico, o antropocentrismo e o naturalismo.

d)

 o pensamento crítico, o primado da razão, a antropologia e a pedagogia.

e)

o sentimento humanitário, a futilidade da guerra, a manutenção das tradições e a explicação racional para tudo.

11.

É verdade que nas democracias o povo parece fazer o que quer; mas a liberdade política não consiste nisso. Deve-se ter sempre presente em mente o que é independência e o que é liberdade. A liberdade é o direito de fazer tudo o que as leis permitem; se um cidadão pudesse fazer tudo o que elas proíbem, não teria mais liberdade, porque os outros também teriam tal poder. MONTESQUIEU. Do Espírito das Leis. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1997 (adaptado).

A característica de democracia ressaltada por Montesquieu diz respeito

a)

a) ao status de cidadania que o indivíduo adquire ao tomar as decisões por si mesmo.

b)

b) ao condicionamento da liberdade dos cidadãos à conformidade às leis.

c)

e) ao direito do cidadão exercer sua vontade de acordo com seus valores pessoais.

d)

d) ao livre-arbítrio do cidadão em relação àquilo que é proibido, desde que ciente das consequências.

e)

c) à possibilidade de o cidadão participar no poder e, nesse caso, livre da submissão às leis.

12.

A maneira pela qual adquirimos qualquer conhecimento constitui suficiente prova de que não é inato. (John Locke, Ensaio acerca do entendimento humano. São Paulo: Nova Cultural, 1988, p.13.)

O empirismo, corrente filosófica da qual Locke fazia parte,

a)

defende que as ideias estão presentes na razão desde o nascimento.

b)

aproxima-se do modelo científico cartesiano, ao negar a existência de ideias inatas.

c)

afirma que o conhecimento não é inato, pois sua aquisição deriva da experiência.

d)

é uma forma de ceticismo, pois nega que os conhecimentos possam ser obtidos.

e)

Todas estão erradas