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Filosofia Ubuntu

Total questions: 25

Worksheet time: 1hrs 28mins

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1.

“ Numa realidade tão difícil como a do campo de refugiados, onde famílias se abrigam em

casas minúsculas, precárias, sem saneamento básico, água encanada e lutam diariamente por

um prato de comida, essas pessoas dividem com os nossos voluntários o real sentido da vida,

ensinam sobre resiliência e viver o Ubuntu.”

O trecho acima se refere a uma vivência Ubuntu. Qual alternativa abaixo também pode ser

relacionada a essa vivência:

a)

Empatia e solidariedade

b)

Empatia e tribulação

c)

Amizade e fortuna

d)

Solidariedade e protuberância

2.

A filosofia ubuntu sinaliza que as existências humanas estão interconectadas, portanto, a condição humana é uma existência:

a)

Individualista

b)

Egoísta

c)

Coletiva

d)

Supervalorizada

3.

O que é Ubuntu?

a)

Filosofia africana que trata da importância das alianças e do relacionamento das pessoas, umas com as outras.

b)

História de vida africana que trata a importância do colonizador para a identidade africana.

c)

Conjunto de contos africanos que trazem as memórias dos ancestrais

d)

Filosofia de vida europeia baseada no encontro de culturas com o imperialismo.

4.

O apartheid chegou ao fim quando um negro foi eleito presidente, em 1994. Mas antes de ser presidente, ele foi um rebelde que lutou armado contra o regime sul-africano. Qual o nome dele?

a)

Barack Obama.

b)

Nelson Ned.

c)

Nelson Mandela.

d)

Thabo Mbecki.

5.

Outro nome importante na luta contra a discriminação racial teve sua casa incendiada por racistas brancos e o pai morto em ocasião que envolveu grupos da supremacia branca. Ele próprio foi assassinado por conta de sua posição defensora dos negros. Quem é ele?

a)

Malcolm X

b)

John F. Kennedy

c)

Little Richard

d)

John Lennon

6.

"Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter." Este discurso em defesa dos direitos dos negros foi proferido por quem?

a)

Nelson Mandela

b)

Malcolm X

c)

Muhammad Ali

d)

Martin Luther King

7.

Um dos episódios mais marcantes da luta contra a segregação racial em que Martin Luther King se envolveu desencadeou um boicote de mais de um ano aos transportes públicos de Montgomery, Alabama. Neste episódio:

a)

Um taxista branco atropelou um comerciante negro.

b)

Uma mulher negra foi obrigada a ceder seu lugar no ônibus a um homem branco.

c)

Um negro foi jogado nos trilhos do trem por um grupo de jovens brancos.

d)

Um motorista de ônibus branco atropelou mulher negra.

8.

Analise o seguinte trecho da letra da música A Carne, de autoria de Marcelo Yuka, Ulisses Cappelletti e Seu Jorge, interpretada por Elza Soares.

“A carne mais barata do mercado

É a carne negra

A carne mais barata do mercado

É a carne negra

Que vai de graça pro presídio

E para debaixo do plástico

E vai de graça pro subemprego

E pros hospitais psiquíatricos

A carne mais barata do mercado

É a carne negra

Que fez e faz e faz história

Segurando esse país no braço, meu irmão

O cabra aqui, não se sente revoltado

Porque o revólver já está engatilhado

E o vingador eleito” [...].

Atente para o que se afirma a seguir a respeito do conteúdo da música apresentada:

I. De acordo com o conteúdo da música, os negros no Brasil tornam-se vulneráveis em função do desemprego e da crise econômica pela qual o País passa atualmente.

II. A música é uma forma de denúncia da situação histórica dos negros no País e do racismo a que eles estão submetidos.

III. Caracteriza-se como como uma canção de protesto, pois demonstra a dívida que o Brasil tem com os negros. Como denota a canção, o respeito é ausente e a justiça também.

IV. Enaltece a contribuição dos negros na construção do Brasil, ao reconhecer que foram eles que seguraram o País nos braços.

Está corretamente relacionado à letra da música somente o que consta em

a)

II e III.

b)

I e III.

c)

II e IV.

d)

I e IV.

9.

We raise girls to cater to the fragile egos of men. We teach girls do shrink themselves, to make themselves smaller. We tell girls ‘You can have ambition, but not too much’. ‘You should aim to be successful, but not too successful, otherwise you will threaten the man’. (…) We teach girls shame – ‘Close your legs, cover yourself!’. We make them feel as though by being born female, they’re already guilty of something. And so, girls grow up to be women who cannot see they have desire. They grow up to be women who silence themselves. They grow up to be women who cannot say what they truly think. And they grow up – and this is the worst thing we do to girls – to be women who turn pretense into an art form.

(Adaptado da palestra “We should all be feminists”, 15/07/2009. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=hg3umXU_qWc&t=797s. Acessado em 14/05/2018.)

O texto anterior reproduz trechos de uma palestra proferida pela escritora nigeriana Chimamanda Adichie em 2009. Segundo a autora, o fato de serem criadas para agradar aos homens faz com que as mulheres

a)

valorizem sua sexualidade ao longo de suas vidas. 

b)

cresçam vendo a dissimulação como algo normal. 

c)

sejam ameaçadas, caso se tornem bem-sucedidas.

d)

tenham suas vozes silenciadas pelos homens.

10.

Afirmar que a cartografia da época moderna integrou o processo de invenção da América por parte dos europeus significa que os conhecimentos dos ameríndios sobre o território foram ignorados pela cartografia europeia ou que eles foram privados de sua representação territorial e da autoridade que seus conhecimentos tinham sobre o espaço.

OLIVEIRA, T. K. Desconstruindo mapas, revelando espacializações: reflexões sobre o uso da cartografia em estudos sobre o Brasil colonial Revista Brasileira de Hlstória, n. 68. 2014. (adaptado.)

Na análise contida no texto, a representação cartográfica da América foi marcada por

a)

asserção da cultura dos nativos.

b)

avanço dos estudos do ambiente.

c)

exatidão da demarcação das regiões.

d)

afirmação das formas de dominação.

e)

aprimoramento do conceito de fronteira.

11.

De 1948 a 1991, vigorou na África do Sul o regime denominado apartheid. A esse respeito é correto afirmar:

a)

Trata-se de uma política de segregação racial que excluía os negros da participação política, mas lhes reservava o livre direito à propriedade da terra.

b)

Trata-se de uma política de segregação racial que previa uma lenta incorporação da população negra às atividades políticas do país.

c)

Trata-se de uma política de segregação racial que excluía negros e asiáticos da participação política e restringia até mesmo a sua circulação pelo país.

d)

Trata-se de uma política de integração racial baseada na perspectiva ideológica da mestiçagem cultural entre as diversas etnias negras.

e)

Trata-se de uma política de segregação racial que propunha a eliminação gradual da minoria negra, como forma de garantir a dominação branca.

12.

(Enem 2016)

O regime do Apartheid adotado de 1948 a 1994 na África do Sul fundamentava-se em ações estatais de segregacionismo racial. Na imagem, fuzileiros navais fazem valer a "lei do passe" que regulamentava o(a):

a)

concentração fundiária, impedindo os negros de tomar posse legítima do uso da terra.

b)

boicote econômico, proibindo os negros de consumir produtos ingleses sem resistência armada.

c)

sincretismo religioso, vetando os ritos sagrados dos negros nas cerimônias oficiais do Estado.

d)

controle sobre a movimentação, desautorizando os negros a transitar em determinadas áreas das cidades.

e)

exclusão do mercado de trabalho, negando à população negra o acesso aos bens de consumo.

13.

Tendo encarado a besta do passado olho no olho, tendo pedido e recebido perdão e tendo feito correções, viremos agora a página – não para esquecê-lo, mas para não deixá-lo aprisionar-nos para sempre. Avancemos em direção a um futuro glorioso de uma nova sociedade sul-africana, em que as pessoas valham não em razão de irrelevâncias biológicas ou de outros estranhos atributos, mas porque são pessoas de valor infinito criadas à imagem de Deus.

Desmond Tutu, no encerramento da Comissão da Verdade na África do Sul. Disponível em: http://td.camara.leg.br. Acesso em 17 dez. 2012 (adaptado).

No texto, relaciona-se a consolidação da democracia na África do Sul à superação de um legado

a)

populista, que favorecia a cooptação de dissidentes políticos.

b)

totalitarista, que bloqueava o diálogo com os movimentos sociais.

c)

segregacionista, que impedia a universalização da cidadania.

d)

estagnacionista, que disseminava a pauperização social.

e)

fundamentalista, que engendrava conflitos religiosos.

14.

O Movimento Negro Unificado (MNU) distingue-se do Teatro Experimental do Negro (TEN) por sua crítica ao discurso nacional hegemônico. Isto é, enquanto o TEN defende a plena integração simbólica dos negros na identidade nacional “híbrida”, o MNU condena qualquer tipo de assimilação, fazendo do combate à ideologia da democracia racial uma das suas principais bandeiras de luta, visto que, aos olhos desse movimento, a igualdade formal assegurada pela lei entre negros e brancos e a difusão do mito de que a sociedade brasileira não é racista teriam servido para sustentar, ideologicamente, a opressão racial. COSTA, S. Dois Atlânticos: teoria social, antirracismo, cosmopolitismo. Belo Horizonte: UFMG, 2006 (adaptado).


No texto, são comparadas duas organizações do movimento negro brasileiro, criadas em diferentes contextos históricos: o TEN, em 1944, e o MNU, em 1978. Ao assumir uma postura divergente da do TEN, o MNU pretendia

a)

pressionar o governo brasileiro a decretar a igualdade racial.

b)

denunciar a permanência do racismo nas relações Sociais.

c)

contestar a necessidade da igualdade entre negros e brancos.

d)

defender a assimilação do negro por meios não democráticos.

e)

divulgar a ideia da miscigenação como marca da nacionalidade.

15.

A população negra teve que enfrentar sozinha o desafio da ascensão social, e frequentemente procurou fazê-lo por rotas originais, como o esporte, a música e a dança. Esporte, sobretudo o futebol, música, sobretudo o samba, e dança, sobretudo o carnaval, foram os principais canais de ascensão social dos negros até recentemente. A libertação dos escravos não trouxe consigo a igualdade efetiva. Essa igualdade era afirmada nas leis, mas negada na prática. Ainda hoje, apesar das leis, aos privilégios e arrogâncias de poucos correspondem o desfavorecimento e a humilhação de muitos.


CARVALHO, J. M. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006 (adaptado).


Em relação ao argumento de que no Brasil existe uma democracia racial, o autor demonstra que:

a)

essa ideologia equipara a nação a outros países modernos.

b)

O esse modelo de democracia foi possibilitado pela miscigenação.

c)

O essa peculiaridade nacional garantiu mobilidade social aos negros.

d)

O esse mito camuflou formas de exclusão em relação aos afrodescendentes.

e)

O essa dinâmica política depende da participação ativa de todas as etnias.

16.

A luta contra o racismo, no Brasil, tomou um rumo contrário ao imaginário nacional e ao consenso científico, formado a partir dos anos 1930. Por um lado, o Movimento Negro Unificado, assim como as demais organizações negras, priorizaram em sua luta a desmistificação do credo da democracia racial, negando o caráter cordial das relações raciais e afirmando que, no Brasil, o racismo está entranhado nas relações sociais. O movimento aprofundou, por outro lado, sua política de construção de identidade racial, chamando de “negros” todos aqueles com alguma ascendência africana, e não apenas os “pretos”.


GUIMARÃES, A. S. A. Classes, raças e democracia. São Paulo: Editora 34, 2012.


A estratégia utilizada por esse movimento tinha como objetivo

a)

eliminar privilégios de classe.

b)

alterar injustiças econômicas.

c)

combater discriminações étnicas.

d)

identificar preconceitos religiosos.

e)

reduzir as desigualdades culturais.

17.

Enquanto persistirem as grandes diferenças sociais e os níveis de exclusão que conhecemos hoje no Brasil, as políticas sociais compensatórias serão indispensáveis.


SACHS, I. Inclusão social pelo trabalho decente. Revista de Estudos Avançados, n. 51, ago. 2004.


As ações referidas são legitimadas por uma concepção de política pública

a)

focada no vínculo clientelista.

b)

pautada na liberdade de iniciativa.

c)

baseada em relações de parentesco.

d)

orientada por organizações religiosas.

e)

centrada na regulação de oportunidades.

18.

O racismo institucional é a negação coletiva de uma organização em prestar serviços adequados para pessoas por causa de sua cor, cultura ou origem étnica. Pode estar associado a formas de preconceito inconsciente, desconsideração e reforço de estereótipos que colocam algumas pessoas em situações de desvantagem.

GIDDENS,A. Sociologia. Porto Alegre: Penso, 2012 (adaptado).


O argumento apresentado no texto permite o questionamento de pressupostos de universalidade e justifica a institucionalização de políticas antirracismo. No Brasil, um exemplo desse tipo de política é a

a)

reforma do Código Penal.

b)

elevação da renda mínima.

c)

adoção de ações afirmativas.

d)

revisão da legislação eleitoral.

e)

censura aos meios de comunicação.

19.

A demanda da comunidade afro-brasileira por reconhecimento, valorização e afirmação de direitos, no que diz respeito à educação, passou a ser particularmente apoiada com a promulgação da Lei 10.639/2003, que alterou a Lei 9.394/1996, estabelecendo a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileiras e africanas.

Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Etnicorraciais e para 3 Ensino de História e cultura Afro-brasileira e Africana. Brasília: Ministério da Educação, 2005.


A alteração legal no Brasil contemporâneo descrita no texto é resultado do processo de

a)

aumento da renda nacional.

b)

mobilização do movimento negro.

c)

melhoria da infraestrutura escolar.

d)

ampliação das disciplinas obrigatórias.

e)

politização das universidades públicas.

20.

No que concerne ao racismo, julgue as sentenças abaixo.

I. O racismo institucional é reconhecido quando uma atitude racista é praticada por uma pessoa e direcionada a uma pessoa.

II. O racismo é uma espécie de preconceito/discriminação que tem como base as percepções sociais baseadas em diferenças biológicas entre grupos étnicos.

III. O racismo estrutural ocorre a partir de um conjunto de ações institucionais, históricas, culturais e interpessoais no âmbito social nas quais tendem a colocar alguns grupos em posições melhores do que outros.

Está correto o que se afirma em:

a)

I e II.

b)

I.

c)

III.

d)

I, II e III.

e)

II e III.

21.

A Geração de 1870 foi formada por intelectuais brasileiros que consideravam negativa a intensa .................. do povo brasileiro e propunham como solução para o nosso atraso a ...................... Assinale a alternativa que completa as lacunas.

a)

Homogeneidade - Miscigenação

b)

Mestiçagem - democracia racial

c)

Miscigenação - Tese do branqueamento

d)

Heterogeneidade - civilização europeia

22.

Alguns pesquisadores falam sobre a necessidade de um “letramento racial”, para “reeducar o indivíduo em uma perspectiva antirracista”, baseado em fundamentos como o reconhecimento de privilégios, do racismo como um problema social atual, não apenas legado histórico, e a capacidade de interpretar as práticas racializadas. Ouvir é sempre a primeira orientação dada por qualquer especialista ou ativista. Uma escuta atenta, sincera e empática. Luciana Alves, educadora da Unifesp, afirma que "Uma das principais coisas é atenção à linguagem. A gente tem uma linguagem sexista, racista, homofóbica, que passa pelas piadas e pelo uso de termos que a gente já naturalizou. “A coisa tá preta”, 'denegrir”, 'serviço de preto”... Só o fato de você prestar atenção na linguagem já anuncia uma postura de reconstrução. Se o outro diz que tem uma carga negativa e ofensiva, acredite”.

(Adaptado de Gente branca: o que os brancos de um país racista podem fazer pela igualdade além de não serem racistas. UOL, 21/05/2018)

 

Segundo Luciana Alves, para combater o racismo e mudar de postura em relação a ele, é fundamental

a)

a)

ouvir com atenção os discursos e orientações de especialistas e ativistas.

b)

b)

reconhecer expressões racistas existentes em práticas naturalizadas.

c)

c)

passar por um “letramento racial” que dispense o legado histórico.

d)

d)

prestar atenção às práticas históricas e às orientações da educadora.

23.

UNESP 2023

Nenhum grupo de mulheres brancas conheceu melhor a diferença entre seu próprio status e o status das mulheres negras do que o grupo de mulheres brancas politicamente conscientes e ativistas na luta pelos direitos civis. Ainda assim, várias dessas mulheres deslocaram-se das lutas pelos direitos civis para as lutas pela libertação da mulher e lideraram um movimento feminista em que suprimiram e negaram a consciência sobre as diferenças que viram e ouviram.

Elas entraram para o movimento feminista apagando e negando a diferença, sem pensar em raça e gênero juntos, mas eliminando raça do cenário.

(bell hooks. O feminismo é para todo mundo:

políticas arrebatadoras, 2018. Adaptado.)

Ao abordar aspectos do Movimento pelos Direitos Civis nos Estados Unidos da década de 1960, o excerto

a)

(A) aponta o insucesso das reivindicações de igualdade de raça e gênero e a persistência de padrões históricos de desigualdade na sociedade norte-americana.

b)

(B) lamenta a ausência de uma história de mobilizações feministas e negras e de uma disposição das mulheres brancas para atuar em defesa das conquistas de direitos sociais.

c)

(C) identifica a ocorrência em paralelo de ações afirmativas das mulheres e dos negros e a falta de conexão entre esses dois campos de reivindicação de direitos.

d)

(D) caracteriza a mudança radical por que passou a sociedade norte-americana no período e o nascimento de interconexões entre os movimentos negro e feminista.

e)

(E) enfatiza a importância da estratégia política do ativismo feminista e sua influência sobre as mobilizações posteriores de reivindicação de direitos da população negra.

24.

Muitos escravos e libertos recorriam aos orixás para resolver diferentes tipos de problema. Aos poucos, a crença nos orixás foi se desenvolvendo e, no século XIX, deu origem ao Candomblé. Essa religião era formada por “irmãos de fé”, pessoas que acreditavam nos orixás e que se reuniam em torno de uma mesma casa ou terreiro. Nesse espaço, que era comandado por uma mãe de santo ou um pai de santo, além de realizar suas cerimônias religiosas, entrar em contato com seus deuses e buscar respostas por meio de jogos de adivinhação (como o jogo de búzios), muitos escravos e libertos conseguiram formar outra família, família essa que muito se assemelhava com as grandes linhagens existentes em diversas localidades africanas.

(Ynaê Lopes dos Santos. História da África e do Brasil afrodescendente, 2017.)

O texto caracteriza o Candomblé como

a)

a) uma estratégia de recusa e resistência dos escravizados diante dos esforços de catequização empreendidos pelos jesuítas portugueses.

b)

b) uma tentativa de conciliar características de distintas religiosidades de matriz africana, como o politeísmo e as idolatrias.

c)

c) uma religião derivada de crenças de origem africana, que possibilitou o surgimento de espaços de sociabilidade e solidariedade entre escravizados.

d)

d) uma religião trazida da África e praticada no Brasil pelos escravizados como uma forma de manter contato com as origens e os antepassados.

e)

e) uma religião de matriz islâmica que permitia a unificação dos escravizados procedentes de diversas regiões da África.

25.

O lugar que ocupamos socialmente nos faz ter experiências distintas e outras perspectivas. A teoria do ponto de vista feminista e lugar de fala nos faz refutar uma visão universal de mulher e de negritude, e outras identidades, assim como faz com que homens brancos, que se pensam universais, se racializem, entendam o que significa ser branco como metáfora do poder. (Djamila Ribeiro. O que é: lugar de fala?, 2017. Adaptado.)

O excerto aborda um conceito que propõe uma nova perspectiva de análise filosófica, sobretudo em relação

a)

a) ao estabelecimento de uma ética pluralista.

b)

b) à recusa de instituições políticas.

c)

c) ao reconhecimento de um eurocentrismo epistêmico.

d)

d) à negação de hierarquias sociais.

e)

e) à reconstrução de discursos representativos.