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WorksheetsREDAÇÃO E LEITURA - interpretação de texto
Total questions: 28
Worksheet time: 2hrs 20mins
A GANSA DOS OVOS DE OURO
Era uma vez um casal de camponeses que tinha uma gansa muito especial. De vez em quando, quase todo dia, ela botava um ovo de ouro. Era uma sorte enorme, mas em pouco tempo eles começaram a achar que podiam ficar mais ricos se ela pusesse um ovo daqueles por hora, ou a todo momento que eles quisessem. Falavam nisso sem parar, imaginando o que fariam com tanto ouro. – Que bobagem a gente ficar esperando que todo dia saia dessa gansa um pouquinho... A gansa deve ter dentro dela um jeito especial de fabricar ouro. Isso era o que a gente precisava. – Isso mesmo. Deve ter uma maquininha, um aparelho, alguma coisa assim. Se a gente pegar prá nós, não precisa mais de gansa. – É... Era melhor ter tudo de uma vez. E ficar muito rico. E resolveram matar a gansa para pegar todo o ouro. Mas dentro não tinha nada diferente das outras gansas que eles já tinham visto – só carne, tripa, gordura... E eles não pegaram mais ouro. Nem mesmo ganharam um ovo de ouro, nunca mais. (Ana Maria Machado. O tesouro das virtudes para crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.)
Em "Era uma sorte enorme, MAS em pouco tempo eles começaram a achar que podiam ficar MAIS ricos se ela pusesse um ovo daqueles por hora...", as palavras MAS e MAIS indicam, respectivamente a ideia de:
oposição e intensidade
oposição e finalidade
intensidade e oposição
adição e adversidade
A GANSA DOS OVOS DE OURO
Era uma vez um casal de camponeses que tinha uma gansa muito especial. De vez em quando, quase todo dia, ela botava um ovo de ouro. Era uma sorte enorme, mas em pouco tempo eles começaram a achar que podiam ficar mais ricos se ela pusesse um ovo daqueles por hora, ou a todo momento que eles quisessem. Falavam nisso sem parar, imaginando o que fariam com tanto ouro. – Que bobagem a gente ficar esperando que todo dia saia dessa gansa um pouquinho... A gansa deve ter dentro dela um jeito especial de fabricar ouro. Isso era o que a gente precisava. – Isso mesmo. Deve ter uma maquininha, um aparelho, alguma coisa assim. Se a gente pegar prá nós, não precisa mais de gansa. – É... Era melhor ter tudo de uma vez. E ficar muito rico. E resolveram matar a gansa para pegar todo o ouro. Mas dentro não tinha nada diferente das outras gansas que eles já tinham visto – só carne, tripa, gordura... E eles não pegaram mais ouro. Nem mesmo ganharam um ovo de ouro, nunca mais. (Ana Maria Machado. O tesouro das virtudes para crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.)
O trecho "... mas em pouco tempo eles começaram a achar que podiam ficar mais ricos." demonstra que o casal era:
inteligente
esperto
ganancioso
maldoso
A GANSA DOS OVOS DE OURO
Era uma vez um casal de camponeses que tinha uma gansa muito especial. De vez em quando, quase todo dia, ela botava um ovo de ouro. Era uma sorte enorme, mas em pouco tempo eles começaram a achar que podiam ficar mais ricos se ela pusesse um ovo daqueles por hora, ou a todo momento que eles quisessem. Falavam nisso sem parar, imaginando o que fariam com tanto ouro. – Que bobagem a gente ficar esperando que todo dia saia dessa gansa um pouquinho... A gansa deve ter dentro dela um jeito especial de fabricar ouro. Isso era o que a gente precisava. – Isso mesmo. Deve ter uma maquininha, um aparelho, alguma coisa assim. Se a gente pegar prá nós, não precisa mais de gansa. – É... Era melhor ter tudo de uma vez. E ficar muito rico. E resolveram matar a gansa para pegar todo o ouro. Mas dentro não tinha nada diferente das outras gansas que eles já tinham visto – só carne, tripa, gordura... E eles não pegaram mais ouro. Nem mesmo ganharam um ovo de ouro, nunca mais. (Ana Maria Machado. O tesouro das virtudes para crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.)
O ditado popular que melhor combina com o desfecho dessa história é:
"Cavalo dado não se olha os dentes."
"Quem tudo quer, nada tem."
De grão em grão a galinha enche o pote."
"A união faz a força."
LEMBRANÇAS DO PASSADO
Nasci na Itália e vim pequena para o Brasil. Meu pai era lavrador e trabalhou duro nas fazendas de café. Ganhava pouco, mas, com muita economia, conseguiu juntar dinheiro e mudamos para a cidade de São Paulo, em 1900. Foi uma emoção viajar naquele trem que soltava fagulhas pela chaminé! Fomos morar em uma casa pequena, mas o quintal era enorme. Tinha horta; galinheiro; forno de barro para fazer pães e pizzas; duas cabras e um porco. De tardezinha, a gente brincava na rua. Nem era preciso olhar para os lados, porque não tinha carros naquele tempo. Para ir de um lugar para outro, só a pé, a cavalo ou nos bondes puxados a burros. Quando escurecia, passava o acendedor de lampiões, carregando uma vara comprida, com fogo na ponta, e, com ela, ia acendendo os bicos de gás dos postes. Quando a eletricidade chegou, muita coisa mudou. Os lampiões a gás foram substituídos pelas lâmpadas elétricas. Chegou o rádio e a família toda ficava ouvindo as notícias e as novelas. Chegou também o cinema, que, naquele tempo, tinha imagem, mas não tinha som. A inauguração dos bondes elétricos foi uma emoção. Todo mundo foi ver. Ele passou descendo a ladeira, e a molecada foi correndo atrás... No fim de semana, a diversão preferida era o futebol. Foram os ingleses que trouxeram este esporte para o Brasil e todo mundo gostou. Cada bairro tinha seu time e muitos campinhos de futebol. Os rios eram tão limpos que neles a gente nadava e fazia competições de natação. Os primeiros automóveis foram uma sensação. No começo eram poucos, mas foram aumentando e tomando conta da cidade. Os cheiros e barulhos mudaram. A cidade foi mudando cada vez mais depressa e a vida da gente também. As novidades foram chegando: panelas de alumínio, geladeira, liquidificador, aspirador de pó, fogão a gás, objetos de plástico, roupas de náilon e, por fim, a melhor das novidades – a televisão. Mas quem era pobre só conseguiu comprar essas coisas depois que elas começaram a ser fabricadas no Brasil. São Paulo foi crescendo sem parar. Dizem que é a cidade que mais depressa cresceu em todo o mundo, e isso era motivo de grande orgulho para os paulistas. Mas, hoje, é motivo de preocupação, pois esse crescimento causou muitos problemas. Mesmo assim, eu gosto dela. Aqui passei minha vida, aqui estão minhas lembranças. (Rosicler Martins Rodrigues. Cidades brasileiras: o passado e o presente. São Paulo: Moderna, 1992.)
O principal objetivo do texto é:
apontar as mudanças que o progresso trouxe para a cidade.
criticar a tecnologia.
contar a vida da autora que veio da Itália.
contar a história de São Paulo.
LEMBRANÇAS DO PASSADO
Nasci na Itália e vim pequena para o Brasil. Meu pai era lavrador e trabalhou duro nas fazendas de café. Ganhava pouco, mas, com muita economia, conseguiu juntar dinheiro e mudamos para a cidade de São Paulo, em 1900. Foi uma emoção viajar naquele trem que soltava fagulhas pela chaminé! Fomos morar em uma casa pequena, mas o quintal era enorme. Tinha horta; galinheiro; forno de barro para fazer pães e pizzas; duas cabras e um porco. De tardezinha, a gente brincava na rua. Nem era preciso olhar para os lados, porque não tinha carros naquele tempo. Para ir de um lugar para outro, só a pé, a cavalo ou nos bondes puxados a burros. Quando escurecia, passava o acendedor de lampiões, carregando uma vara comprida, com fogo na ponta, e, com ela, ia acendendo os bicos de gás dos postes. Quando a eletricidade chegou, muita coisa mudou. Os lampiões a gás foram substituídos pelas lâmpadas elétricas. Chegou o rádio e a família toda ficava ouvindo as notícias e as novelas. Chegou também o cinema, que, naquele tempo, tinha imagem, mas não tinha som. A inauguração dos bondes elétricos foi uma emoção. Todo mundo foi ver. Ele passou descendo a ladeira, e a molecada foi correndo atrás... No fim de semana, a diversão preferida era o futebol. Foram os ingleses que trouxeram este esporte para o Brasil e todo mundo gostou. Cada bairro tinha seu time e muitos campinhos de futebol. Os rios eram tão limpos que neles a gente nadava e fazia competições de natação. Os primeiros automóveis foram uma sensação. No começo eram poucos, mas foram aumentando e tomando conta da cidade. Os cheiros e barulhos mudaram. A cidade foi mudando cada vez mais depressa e a vida da gente também. As novidades foram chegando: panelas de alumínio, geladeira, liquidificador, aspirador de pó, fogão a gás, objetos de plástico, roupas de náilon e, por fim, a melhor das novidades – a televisão. Mas quem era pobre só conseguiu comprar essas coisas depois que elas começaram a ser fabricadas no Brasil. São Paulo foi crescendo sem parar. Dizem que é a cidade que mais depressa cresceu em todo o mundo, e isso era motivo de grande orgulho para os paulistas. Mas, hoje, é motivo de preocupação, pois esse crescimento causou muitos problemas. Mesmo assim, eu gosto dela. Aqui passei minha vida, aqui estão minhas lembranças. (Rosicler Martins Rodrigues. Cidades brasileiras: o passado e o presente. São Paulo: Moderna, 1992.)
Em "QUANDO a eletricidade chegou, muita coisa mudou", sem alteração de sentido, o conectivo em destaque pode ser substituído por:
Embora
desde que
uma vez que
no momento em que
O humor desse texto está no fato de o menino:
querer gastar dinheiro para impressionar a menina.
não se lembrar do aniversário da menina.
levar a menina a uma loja em que tudo era barato.
escolher uma lojinha com poucas opções.
A integração de imagens e palavras contribui para a formação de novos sentidos do texto. A atitude de Romeu em relação a Dalila revela:
compaixão
companheirismo
insensibilidade
revolta
Leia o texto com atenção e depois marque a alternativa correta:
Eu
Eu não era velho nem novo. Tinha a capa colorida, um pouco amassada, e uma das páginas rasgada na parte de baixo, naquele lugar que chamavam de pé de página. Vivia jogado no canto de um quarto, junto de velhos brinquedos. Todos os dias o menino entrava para brincar. O que eu mais queria era que ele me desse atenção, me segurasse, passasse as minhas páginas, lesse o que eu tenho para contar. Mas que nada! Brincava naquele quarto e nem me olhava. Ficava horas e horas com os toquinhos de madeira, carrinhos, quebra-cabeça e outros brinquedos. Eu me sentia um grande inútil.
Um dia não aguentei mais: chorei tanto, mas tanto, que minhas lágrimas molharam todas as minhas páginas e o chão. Parecia que eu tinha feito xixi no quarto. Levei um tempão para secar. Veio a noite, as lágrimas continuavam úmidas. Comecei a bater o queixo de frio e espirrar. Só não fiquei gripado porque fui dormir debaixo do ursinho de pelúcia.
No dia seguinte, quando os raios de sol entraram pela janela, me senti melhor, e minhas páginas secaram todas.
A minha sorte é que as letras não deslizaram pelas páginas e foram embora.
Pontes Neto
A história que você leu acontece:
Numa rua
Numa janela
Num quarto
Num baú
Leia o texto
O que disse o passarinho
(...)
Um passarinho me contou
Que a ostra é muito fechada,
Que a cobra é muito enrolada
Que a arara é uma cabeça oca,
E que o leão-marinho e a foca...
Xô xô, passarinho, chega de fofoca!
PAES, José Paulo. O que disse o passarinho.
A pontuação usada no final do verso “e que o leão-marinho e a foca...” sugere que o passarinho:
Está cansado.
Está confuso.
Não tem mais fofocas para contar.
Ainda tem fofocas para contar.
Leia o texto a seguir.
A Raposa e o Canção
Passara a manhã chovendo, e o cancão todo molhado, sem poder voar, estava tristemente pousado à beira da estrada. Veio a raposa e levou-o na boca para os filhinhos. Mas o caminho era longo e o sol ardente. Mestre cancão enxugou e começou a cuidar do meio de escapar à raposa. Passam perto de um povoado. Uns meninos que brincavam começam a dirigir desaforos à astuciosa caçadora. Vai o cancão e fala:
— Comadre raposa, isso é um desaforo! Eu se fosse você não agüentava! Passava uma decompostura!...
A raposa abre a boca num impropério terrível contra a criançada. O vaia o voa, pousa triunfalmente num galho e ajuda a vaia-la...
CASCUDO, Luís Câmara. Contos tradicionais do Brasil. 6ª ed. Rio de Janeiro. Ediouro, 2001.01
Para escapar da raposa, canção encontrou uma forma:
inteligente
bondosa
ingênua
corajosa
Nesse texto, busca-se convencer o leitor a mudar seu comportamento por meio da associação de verbos no modo imperativo à
indicação de diversos canais de atendimento.
divulgação do Centro de Defesa da Mulher.
informação sobre a duração da campanha.
apresentação dos diversos apoiadores.
utilização da imagem das três mulheres.
A última fala da tirinha causa um estranhamento, porque assinala a ausência de um elemento fundamental para a instalação de um tribunal: a existência de alguém que esteja sendo acusado.
Essa fala sugere o seguinte ponto de vista do autor em relação aos usuários da internet:
proferem vereditos fictícios sem que haja legitimidade do processo
configuram julgamentos vazios ainda que existam crimes comprovados
emitem juízos sobre os outros mas não se veem na posição de acusados
apressam-se em opiniões superficiais mesmo que possuam dados concretos
Leia o texto para responder às questões.
Sobre os perigos da leitura
Nos tempos em que eu era professor da Unicamp, fui designado presidente da comissão encarregada da seleção dos candidatos ao doutoramento, o que é um sofrimento. Dizer esse entra, esse não entra é uma responsabilidade dolorida da qual não se sai sem sentimentos de culpa. Como, em 20 minutos de conversa, decidir sobre a vida de uma pessoa amedrontada? Mas não havia alternativas. Essa era a regra.
Os candidatos amontoavam-se no corredor recordando o que haviam lido da imensa lista de livros cuja leitura era exigida. Aí tive uma ideia que julguei brilhante. Combinei com os meus colegas que faríamos a todos os candidatos uma única pergunta, a mesma pergunta. Assim, quando o candidato entrava trêmulo e se esforçando por parecer confiante, eu lhe fazia a pergunta, a mais deliciosa de todas: “Fale-nos sobre aquilo que você gostaria de falar!”. [...]
A reação dos candidatos, no entanto, não foi a esperada. Aconteceu o oposto: pânico. Foi como se esse campo, aquilo sobre o que eles gostariam de falar, lhes fosse totalmente desconhecido, um vazio imenso. Papaguear os pensamentos dos outros, tudo bem. Para isso, eles haviam sido treinados durante toda a sua carreira escolar, a partir da infância. Mas falar sobre os próprios pensamentos – ah, isso não lhes tinha sido ensinado!
Na verdade, nunca lhes havia passado pela cabeça que alguém pudesse se interessar por aquilo que estavam pensando. Nunca lhes havia passado pela cabeça que os seus pensamentos pudessem ser importantes.
(Rubem Alves, www.cuidardoser.com.br. Adaptado)
A palavra “a”, em –...no entanto, não foi a esperada.(3.º parágrafo), refere-se a
Candidatos.
Pergunta.
Reação.
Falar.
Gostaria.
TEXTO I:
Aquisição à vista. A Bauducco, maior fabricante de panettones do país, está negociando a compra de sua maior concorrente, a Visconti, subsidiária brasileira da italiana Visagis. O negócio vem sendo mantido sob sigilo pelas duas empresas em razão da proximidade do Natal. Seus controladores temem que o anúncio dessa união - resultando numa espécie de AmBev dos panettones - melindre os varejistas.
(Cláudia Vassallo, na Exame, dez./99)
1) As duas empresas de que fala o texto são:
Bauducco e Visagis
Visconti e Visagis
AmBev e Bauducco
Bauducco e Visconti
Toda saudade é a presença da ausência de alguém, de algum lugar, de algo enfim. Súbito o não toma forma de sim como se a escuridão se pusesse a luzir. Da própria ausência de luz o clarão se produz, o sol na solidão. Toda saudade é um capuz transparente que veda e ao mesmo tempo traz a visão do que não se pode ver porque se deixou pra trás mas que se guardou no coração.
(Gilberto Gil)
Por “presença da ausência” pode-se entender:
ausência amarga
ausência difícil
ausência sentida
ausência indiferente
A tirinha denota a postura assumida por seu produtor frente ao uso social da tecnologia para fins de interação e de informação. Tal posicionamento é expresso, de forma argumentativa, por meio de uma atitude
crítica, expressa pelas ironias.
indignada, expressa pelos discursos diretos.
alienada, expressa pela negação da realidade.
agressiva, expressa pela contra-argumentação.
As tiras ironizam uma célebre fábula e a conduta dos governantes. Tendo como referência o estado atual dos países periféricos, pode-se afirmar que nessas histórias está contida a seguinte ideia:
Crítica à precária situação dos trabalhadores ativos e aposentados.
Exigência da inserção adequada da mulher no mercado de trabalho.
Menosprezo governamental com relação a questões ecologicamente corretas.
Aprofundamento do problema social do desemprego e do subemprego.
A situação abordada na tira torna explícita a contradição entre a
relações pessoais e o avanço tecnológico.
inteligência empresarial e a ignorância dos cidadãos.
economia neoliberal e a reduzida atuação do Estado.
inclusão digital e a modernização das empresas.
A conversa entre Mafalda e seus amigos
revela a real dificuldade de entendimento entre posições que pareciam convergir.
desvaloriza a diversidade social e cultural e a capacidade de entendimento e respeito entre as pessoas.
expressa o predomínio de uma forma de pensar e a possibilidade de entendimento entre posições divergentes.
ilustra a possibilidade de entendimento e de respeito entre as pessoas a partir do debate político de ideias.
Considerando-se os elementos verbais e visuais da tirinha, é correto afirmar que o que contribui de modo mais decisivo para o efeito de humor é
a ingenuidade dos personagens em acreditarem na existência de poderes sobrenaturais.
o contraste entre os personagens que representam diferentes classes sociais.
o duplo sentido do substantivo “super-herói”, no contexto do 1º quadrinho.
a quebra de expectativa produzida, no último quadrinho, pelo termo “invisibilidade”
Leia o texto para responder às questões.
Sobre os perigos da leitura
Nos tempos em que eu era professor da Unicamp, fui designado presidente da comissão encarregada da seleção dos candidatos ao doutoramento, o que é um sofrimento. Dizer "esse entra, esse não entra" é uma responsabilidade dolorida da qual não se sai sem sentimentos de culpa. Como, em 20 minutos de conversa, decidir sobre a vida de uma pessoa amedrontada? Mas não havia alternativas. Essa era a regra.
Os candidatos amontoavam-se no corredor recordando o que haviam lido da imensa lista de livros cuja leitura era exigida. Aí tive uma ideia que julguei brilhante. Combinei com os meus colegas que faríamos a todos os candidatos uma única pergunta, a mesma pergunta. Assim, quando o candidato entrava trêmulo e se esforçando por parecer confiante, eu lhe fazia a pergunta, a mais deliciosa de todas: “Fale-nos sobre aquilo que você gostaria de falar!”. [...]
A reação dos candidatos, no entanto, não foi a esperada. Aconteceu o oposto: pânico. Foi como se esse campo, aquilo sobre o que eles gostariam de falar, lhes fosse totalmente desconhecido, um vazio imenso. Papaguear os pensamentos dos outros, tudo bem. Para isso, eles haviam sido treinados durante toda a sua carreira escolar, a partir da infância. Mas falar sobre os próprios pensamentos – ah, isso não lhes tinha sido ensinado!
Na verdade, nunca lhes havia passado pela cabeça que alguém pudesse se interessar por aquilo que estavam pensando. Nunca lhes havia passado pela cabeça que os seus pensamentos pudessem ser importantes.
(Rubem Alves, www.cuidardoser.com.br. Adaptado)
A palavra “a”, em –...no entanto, não foi a esperada.(3.º parágrafo), refere-se a
Candidatos.
Pergunta.
Reação.
Falar.
Gostaria.
Elementos essenciais do debate deliberativo:
Microfone, som e moderador.
ponto de vista, argumento e membro debatedor.
microfone, moderador e argumentos.
ponto de vista, microfone e som.
O debate deliberativo é um gênero textual
poético.
narrativo.
argumentativo.
imperativo.
"Se João for ao cinema, jantaremos juntos no melhor restaurante francês da cidade."
O termo em destaque introduz a ideia de
oposição
condição
modo
negação
"João foi ao cinema, porque precisava relaxar um pouco. "
O termo em destaque introduz a ideia de
oposição
tempo
lugar
causa
"Caso chova, ficaremos em casa e jantaremos um delicioso macarrão."
O termo em destaque introduz a ideia de
instrumento
modo
condição
negação
"As notícias não são favoráveis à manutenção do calendário escolar. No entanto, as três primeiras provas estão confirmadas. "
O termo em destaque introduz a ideia de
modo
lugar
oposição
instrumento
As principais finalidades do debate deliberativo são
argumentar e defender um ponto de vista.
orientar e explicar a respeito da montagem de um equipamento.
refletir e questionar filosoficamente sobre a vida
analisar e propor soluções aos problemas sociais.
