WorksheetsREVISÃO FILOSOFIA 3 SERIE III ETAPA RN
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Este é o princípio da concepção dos humanos, de quando se buscou o que devia compor a came do homem. [...] De Psaxil (Lugar da Fenda), Cayalá (de Água Amarga), esse é seu nome, vieram as espigas de milho amarelo e as espigas de milho branco. E estes são os nomes dos animais, dos que trouxeram a comida: Yac (Raposa Cinzenta), Utiú (Coiote), Quel (Periquito) e Hoh (Corvo). Esses quatro animais lhes deram a notícia das espigas de milho amarelo e das espigas de milho branco. [...] Foi assim que eles encontraram o milho — milho que compôs a carne da gente criada, da gente formada —, e a água, que se tomou o sangue, a linfa do ser humano. [...] E então puseram em palavras a criação, a formação de nossas primeiras mães, de nossos primeiros pais. De milho amarelo e de milho branco se fez sua carne; apenas de alimento se fizeram os braços e as pernas do ser humano.
(Popol vuh, 2019.)
O excerto expõe
uma visão estereotipada da criação humana, que contraria os preceitos básicos do pensamento científico da época
um reconhecimento das limitações alimentares locais e a incorporação de valores e princípios do catolicismo europeu
um lamento dos nativos diante da dominação europeia e a reafirmação dos valores originais da comunidade indígena
uma representação mítica das origens do homem, que associa o processo da criação humana a elementos do mundo natural
Podemos caracterizar a mitologia como resultante dos primeiros esforços do ser humano no Ocidente para dar explicações para as coisas e atribuir sentido à realidade. Com base nesta compreensão, é correto afirmar
Os mitos foram as primeiras formas de manifestação escrita do homem no Ocidente e, nesse sentido, podem ser considerados registros fiéis da realidade no período pré-clássico
O período mitológico teve pouca relevância para a história da humanidade, na medida em que se baseava sempre na religião predominante e, como tal, cumpriu um papel de dominação do homem
Os mitos cumprem um papel importante na história do pensamento ocidental, dada, entre outras coisas, sua importância para o nascimento da filosofia
A filosofia dos filósofos pré-socráticos construiu-se como uma radical oposição aos relatos mitológicos, rebatendo as ilusões epistemológicas e respondendo aos anseios de cientificidade da época
A narrativa mítica tem significância para a existência humana no mundo. O mito tem uma representatividade singular para transmitir e comunicar o conhecimento acerca da realidade. Sobre isso, assinale a alternativa CORRETA
Os relatos míticos são narrações fantasiosas, desvinculados de sentido da realidade
O mito está privado de coerência, e sua narrativa prende-se à existência humana no mundo
O pensamento mítico está desligado do desejo de dominação do mundo, e sua narrativa impõe o medo e a insegurança
Os mitos devem ser acolhidos na sua significância como base para a compreensão do homem na sua existência e convivência
A Filosofia aparece na Grécia por volta do século VII, antes de nossa era. Os primeiros filósofos foram designados pré-socráticos; Tales, Heráclito e Parménides são alguns desses primeiros filósofos. Embora cada um deles tivesse um pensamento bastante peculiar, havia um problema comum que norteava a filosofia em seus primeiros anos de vida.
Assinale a alternativa que corresponde ao debate fundamental dos pré-socráticos
Procuravam definir o princípio de todas as cosas, isto é, aquilo pelo qual existem e subsistem todas as cosas
Procuravam definir a essência de Deus, ou seja, como é possível criar o mundo a partir de seu exterior
Procuravam estabelecer quais as melhores leis para a Pólis, isto é, qual a melhor forma de governo
Procuravam distinguir a essência humana da essência dos outros seres, quer dizer, as características basilares do gênero humano
Empédocles estabelece quatro elementos corporais — fogo, ar, água e terra —, que são eternos e que mudam aumentando e diminuindo mediante mistura e separação; mas os princípios propriamente ditos, pelos quais são movidos, são o Amor e o Ódio. Pois é preciso que os elementos permaneçam alternadamente em movimento, sendo ora misturados pelo Amor, ora separados pelo Ódio.
SIMPLICIO. Física, 25, 21 . In: Os pré-socráticos. São Paulo: Nova Cultural, 1996.
O texto propõe uma reflexão sobre o entendimento de Empédocles acerca da arché, uma preocupação típica do pensamento pré-socrático, porque
exalta a investigação filosófica
transcende ao mundo sensível
evoca a discussão cosmogônica
fundamenta as paixões humanas
Aquilo que é quente necessita de umidade para viver, e o que é morto seca, e todos os germes são úmidos, e todo alimento é cheio de suco; ora, é natural que cada coisa se nutra daquilo de que provêm
SIMPLICIO. ln: BORNHEIM, G. A. os filósofos pré-socráticos. São Paulo: Cultrix, 1993.
O fragmento atribuído ao filósofo Tales de Mileto é característico do pensamento pré-socrático ao apresentar uma
teoria crítica sobre a essência e o método do conhecimento científico
justificação religiosa sobre a existência e as contradições humanas
laboração poética sobre os mitos e as narrativas cosmogônicas
explicação racional sobre a origem e a transformação da physys
Advento da Polis, nascimento da filosofia: entre as duas ordens de fenômenos, os vínculos são demasiado estreitos para que o pensamento racional não apareça, em suas origens, solidário das estruturas socais e mentais próprias da cidade grega. Assim recolocada na história, a filosofia despoja-se desse caráter de revelação absoluta que as vezes lhe foi atribuído, saudando, na jovem ciência dos jônios, a razão intemporal que veio encarnar-se no Tempo. A escola de Mileto não viu nascer a Razão; ela construiu uma Razão, uma primeira forma de racionalidade. Essa razão grega não é a razão experimental da ciência contemporânea.
VERNANT, J. P. Origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 2002.
Os vínculos entre os fenômenos indicados no trecho toram fortalecidos pelo surgimento de uma categoria de pensadores, a saber
Os epicuristas, envolvidos com o ideal de vida feliz
Os estoicos, dedicados à superação dos infortúnios
Os sofistas, comprometidos com o ensino da retórica
Os peripatéticos, empenhados na dinâmica do ensino
A crítica de Sócrates aos sofistas consiste em mostrar que o ensinamento sofístico limita-se a uma mera técnica ou habilidade argumentativa que visa a convencer o oponente daquilo que se diz, mas não leva ao verdadeiro conhecimento. A consequência disso era que, devido à influência dos sofistas, as decisões políticas na Assembleia estavam sendo tomadas não com base em um saber, ou na posição dos mais sábios, mas na dos mais hábeis em retórica, que poderiam não ser os mais sábios ou virtuosos.
(Danilo Marcondes. Iniciação à história da filosofia, 2010.)
De acordo com o texto, a crítica socrática aos sofistas dizia respeito
ao entendimento de que o verdadeiro conhecimento baseava-se no exercício da retórica
desvalorização da pluralidade de opiniões e de posicionamentos político-ideológicos
ao prevalecimento das técnicas discursivas nas decisões da Assembleia acerca dos rumos das Cidades-estados
ao predomínio de líderes pouco sábios e com poucas virtudes na composição da Assembleia
Não devemos admitir que também o discurso permite uma técnica por meio da qual se poderá levar aos ouvidos de jovens ainda separados por uma longa distância da verdade das coisas, palavras mágicas, e apresentar, a propósito de todas as coisas, ficções verbais, dando-lhes assim a ilusão de ser verdadeiro tudo o que ouvem e de que, quem assim lhes fala, tudo conhece melhor que ninguém?
PLATAO. Sofista. 234c. Trad. Jorge Paleikat e João Cruz Costa. São Paulo: Abril Cultural, 1 972. p. 1 60. Coleção Os
Pensadores
Com base no texto e nos conhecimentos da análise de Platão sobre a técnica retórica dos sofistas, assinale a alternativa correta
Ensinavam uma técnica argumentativa na qual os jovens facilmente percebiam a verdade e a mentira nos discursos dos oradores
Eram professores de oratória apreciados por Platão porque argumentavam com rigor lógico e preocupação ética
Ensinavam a validar com coerência lógica qualquer argumento válido e, por isso, sua técnica discursiva habilitava a distinguir o falso do verdadeiro
Tornavam qualquer opinião convincente com sua técnica discursiva, sem se preocupar com a distinção do verdadeiro ou ético de seus contrários
Sobre Sócrates, assim como seu método de ensinar a pensar, assinale a opção correta
O discípulo de Aristóteles nos prova que mentiras e verdades são sinônimas. Todavia, o homem justo jamais deveria seguir este caminho
O pai da Filosofia ensina que é preciso pensar antes de agir. Logo, faz-se necessário ter um olhar organizacional sobre todas as nossas atitudes
O filósofo ateniense tinha por meta ensinar por meio da dúvida. Ou seja, seria preciso questionar nossas opiniões para encontrar a verdade
Sócrates importunava as pessoas fazendo insistentes perguntas. Desta maneira, jovens e adultos atenienses se mantiveram afastados dele
Quando a filosofia, pela mão de Sócrates, "desceu do céu à terra", na sugestiva expressão de Cicero, o homem passou a ser o centro das indagações dos pensadores gregos. Platão atribui ao mestre a busca obsessiva do ser e do saber humanos.
(João Pedro Mendes. "Considerações sobre humanismo". Humanitas, vol. XLVII, 1995.)
O texto caracteriza uma mudança importante na história do pensamento filosófico, trazida pela filosofia de Sócrates e que se expressou
na defesa dos princípios participativos da democracia ateniense
na busca pela compreensão do princípio fundamental da natureza
no questionamento da vida social e política dos seres humanos
na crítica aos prazeres humanos como finalidade da vida
É comum se afirmar que Sócrates era um filósofo dado ao diálogo e que se encontrar com ele para debater era sempre uma atividade de risco. Isso porque a forma dialogal preferida desse pensador consistia em colocar em prática a sua Maiêutica, cuja primeira parte era a Ironia. Essa Ironia Socrática deve ser interpretada como
uma etapa do método socrático segundo o qual o saber dos filósofos pitagóricos precisava ser ironizado para demonstrar sua fragilidade e inconsistência
um método criado por Sófocles e adotado por Sócrates para provar a existência de seres superiores, também chamados deuses
uma prática discursiva criada pelos sofistas e adotada por Sócrates para defender a importância da filosofia crítica
uma etapa do método socrático que consiste em utilizar-se de perguntas com o objetivo de levar o interlocutor a reconhecer a impropriedade de seu saber e, assim, torná-lo apto a construir um novo saber a partir das ideias inatas
