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D17 efeitos de sentido sinais de pontuação

Total questions: 14

Worksheet time: 22mins

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1.

No segundo quadrinho, o ponto de interrogação após a expressão “O quê?...” mostra que o gato está

a)

comovido

b)

indignado

c)

desmotivado

d)

entusiasmado

2.

O uso do ponto de exclamação no 3° quadrinho significa

a)

indignação

b)

decepção

c)

impaciência

d)

inquietação

3.

No trecho “Mas não jogou só duas?”, o ponto de interrogação foi utilizado para

a)

apresentar um deboche do personagem.

b)

destacar a incompreensão do personagem.

c)

realçar o interesse do personagem na conversa.

d)

revelar uma crítica do personagem ao treinador.

4.

Leia o texto para responder a questão abaixo:

Boa Ação

    (...) De repente, zapt, a cusparada veio lá do alto do edifício e varreu-lhe o braço direito que nem onda de ressaca. Horror, nojo, revolta: no meio das três sensações, o triste consolo de não ter sido no rosto, nem mesmo no vestido.

    Como limpar “aquilo” sem se sujar mais? Teve ímpeto de atravessar a rua, a praia, meter-se de ponta cabeça no mar. Depois veio a ideia de entrar no primeiro edifício, apertar a primeira campainha, rogar em pranto à dona da casa: “Me salve desta imundície!”

ANDRADE, Carlos Drummond de. Boa ação. In: Seleta em prosa e verso. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971.

O uso das aspas no trecho “Me salve desta imundície!” revela

a)

a revolta pela situação vivida.

b)

a intenção de fala do personagem.

c)

o destaque dado a palavras do texto.

d)

o estranhamento da personagem diante do fato.

5.

Leia o texto abaixo.

    Pico da Neblina, Monte Pascoal, Dedo de Deus, Pico das Agulhas Negras... São muitos os nomes das montanhas. Estas que citamos são apenas uma amostra das mais famosas que estão espalhadas pelo Brasil.

    Os nomes dados aos elementos da paisagem tinham função semelhante à de um mapa: serviam para indicar rotas de caça, de água, de tipos de alimentos ou mesmo de abrigos referentes aos lugares por onde precisariam tornar a passar.

FARIA, Antonio Paulo. Ciência Hoje. 2 ed, n. 180, p. 07, jul. 2007. Fragmento.

Na primeira linha, as reticências (...) foram usadas para

a)

citar uma montanha que é a mais famosa de todas.

b)

destacar algumas montanhas que o autor prefere.

c)

indicar que há outras montanhas além daquelas citadas.

d)

iniciar uma explicação ao leitor sobre as montanhas.

6.

Leia o texto e responda.

Tintura milionária

    A apresentadora Angélica recebeu uma proposta de 1,5 milhões de reais de uma gigante de tinturas para cabelos para pintar de ruivo suas louras melenas. Não topou. Não porque se importe de ficar ruiva — mas é que achou pouco.

(VEJA, nº19, 12 de maio de 2004, p. 37)

O travessão foi usado no texto para

a)

comentar a quantia que seria paga.

b)

destacar a opinião do autor.

c)

explicar a cor da tintura.

d)

iniciar a fala da apresentadora.

7.

Leia o texto abaixo.

SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS

    A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.

    Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...

    Quando se vê, já é 6ª feira...

    Quando se vê, passaram 60 anos...

    Agora, é tarde demais para ser reprovado...

    E se me dessem — um dia — uma outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

    seguia sempre, sempre em frente...

    E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.

QUINTANA, Mário. Nariz de vidro. São Paulo: Moderna, 1984. p. 40.

Nesse texto, o uso das reticências sugere que o eu lírico está

a)

confuso

b)

esperançoso

c)

eufórico

d)

pensativo

8.

Leia o texto abaixo.

Sem saída

    E agora, o que faço?

    Fujo, tremo, desmaio?

    Encaro o meu amor,

    Ponto final, reticências ou traço,

    Fico ou saio?

TAVARES, Ulisses. Diário de uma paixão. São Paulo: Geração Editorial, 2003.

Nesse texto, as interrogações indicam

a)

surpresa

b)

insatisfação

c)

indiferença

d)

dúvida

9.

Leia o texto abaixo e, a seguir, responda.

Transplante de menina

Tatiana Belinky

    [...] Na Avenida Rio Branco, reta, larga e imponente, embicando no cais do porto [...] tivemos a nossa primeira impressão — e que impressão! — do carnaval brasileiro. [...] O que nós vimos, no Rio de Janeiro, não se parecia com nada que eu pudesse sequer imaginar nos meus sonhos mais desvairados.

    Aquelas multidões enchendo toda a avenida, aquele corso — desfile interminável e lento de carros, pára-choque com pára-choque, capotas arriadas, apinhados de gente fantasiada e animadíssima. Todo aquele mundaréu de homens, mulheres, crianças de todos os tipos, de todas as cores, de todos os trajes — todos dançando e cantando, pulando e saracoteando, jogando confetes e serpentinas que chegavam literalmente a entupir a rua e se enroscar nas rodas dos carros... E os lança-perfumes, que que é isso minha gente! E os "cordões", os "ranchos", os "blocos de sujos" — e todo o mundo se comunicando, como se fossem velhos conhecidos, se tocando, brincando, flertando — era assim que se chamavam os namoricos fortuitos,. a paquera da época —, tudo numa liberdade e descontração incríveis, especialmente para aqueles tempos tão recatados e comportados...

    [...] Vi muitos carnavais daquele, participei mesmo de vários, e curti-os muito. Mas nada, nunca mais, se comparou com aquele primeiro carnaval no Rio de Janeiro, um banho de Brasil, inesquecível...

Transplante de menina, São Paulo, Moderna, 2003

No trecho “... tivemos a nossa primeira impressão — e que impressão! — do carnaval brasileiro.”, o uso do ponto de exclamação expressa

a)

ironia

b)

ênfase

c)

exagero

d)

cuidado

10.

Leia o texto a seguir e responda.

Furto de flor

Carlos Drummond de Andrade

    Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.

    Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

    Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.

    Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la no jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

    Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me.

    — Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

Disponível em: https://www.contioutra.com/furto -de-flor-uma-cronica-de-carlos -drummond-de-andrade/. Acesso em: 04 jan. 2019.

O uso do ponto de exclamação no trecho “— Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!”, sugere que o porteiro ficou

a)

intimidado com a atitude do narrador.

b)

preocupado com atitude do narrador.

c)

amedrontado porque o homem jogou lixo no jardim.

d)

indignado com o fato do narrador jogar a flor no jardim.

11.

Leia o texto, abaixo e responda.

É bom dormir depois do almoço?

    Depende. Pessoas que têm problemas de estômago ou sofrem de insônia e apneia do sono (interrupção da respiração por mais de 10 segundos enquanto dormem) não devem cochilar depois do almoço, pois esse descanso pode, respectivamente, prejudicar a digestão e comprometer o sono da noite. Fora isso, a sesta, comum em países como Espanha e Itália, não tem qualquer contraindicação e pode ser uma forma eficiente de recarregar as baterias. “Sem ela, o organismo de muita gente não funciona bem”, afirma a neurologista Dalva Poyares, coordenadora do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo os especialistas, além de tornar a pessoa mais ativa e produtiva, a sesta pode melhorar a digestão, pois deixa o organismo livre para concentrar suas energias no funcionamento do sistema digestor. Pesquisa realizada pela Nasa, a agência espacial norte-americana, revelou que 40 minutos de sono depois de uma refeição, no meio de uma jornada de trabalho, aumentam em 34% a capacidade produtiva. A única ressalva é quanto ao tempo de duração e ao horário do cochilo. “Para não perturbar o sono noturno, ele não pode ser superior a uma hora e deve ocorrer preferencialmente entre 13 e 17 horas, conforme o relógio biológico de cada um”, explica Dalva.

Disponível em: http://vidasimples.abril.com.br/100respostas/ conteudo_258554.shtml>. Acesso em: 08 set. 2010.

No trecho “...(interrupção da respiração por mais de 10 segundos enquanto dormem)...”, os parênteses foram usados com a finalidade de

a)

comentar um acontecimento.

b)

detalhar uma informação.

c)

esclarecer um vocábulo.

d)

introduzir nova informação.

12.

Novato Aquele advogado recém-formado montou um luxuoso escritório num prédio de alto padrão na Avenida Paulista e botou na porta uma placa dourada: “Dr. Antônio Soares – Especialista em Direito Tributário”. No primeiro dia de trabalho, chegou bem cedo, vestindo o seu melhor terno, sentou-se atrás da escrivaninha e ficou aguardando o primeiro cliente. Meia hora depois, batem à porta. Rapidamente, ele apanha o telefone no gancho e começa a simular uma conversa:

─ Mas é claro, Sr. Mendonça, pode ficar tranquilo! Nós vamos ganhar esse negócio! O juiz já deu parecer favorável! Sei... Sei... Como? Meus honorários? Não se preocupe, o senhor pode pagar os outros 50 mil na semana que vem! É claro!... O senhor me dá licença agora que eu tenho um outro cliente aguardando, ok? Obrigado... Um abraço! Bate o fone no gancho com força e vai atender o rapaz que o aguarda: ─ Pois não, o que o senhor deseja? ─ Eu vim instalar o telefone... Disponível em: . *Adaptado: Reforma Ortográfica.

O trecho em que o uso das reticências sugere “mal-estar” é

a)

“Sei... Sei...”.

b)

“É claro!...”.

c)

“Obrigado... Um abraço!”.

d)

“– Eu vim instalar o telefone...”.

13.

Leia o texto abaixo. Essa Velhinha - Desculpe entrar assim sem pedir licença... - Doença! - Não,... quem está doente? - Mas quem está doente? - Não – Sorriu o homem -, a senhora entendeu errado. - Resfriado? - Ora... quer dizer... bem, eu estava lá fora e ... - Xi! Catapora? - Senhora, por favor não confunda... - Caxumba!!! Cuidado, menino, isso é perigoso... Sabe, sei fazer um chazinho muito bom pra caxumba.

Os pontos de exclamação em Caxumba!!!, exprimem:

a)

entusiasmo

b)

dor

c)

espanto

d)

tristeza

14.

No terceiro quadrinho, os pontos de exclamação reforçam a ideia de

a)

comoção

b)

contentamento

c)

desinteresse

d)

surpresa