WorksheetsCoesão e Coerência _bônus 9o
Total questions: 29
Worksheet time: 7hrs 34mins
Leia o texto a seguir.
Turismo na favela: E os moradores?
Água morro abaixo, fogo morro acima e invasão de turistas em favelas pacificadas são difíceis de conter. Algo precisa ser feito para que a positividade do momento não transforme esses lugares em comunidades “só pra inglês ver”. As favelas pacificadas tornaram-se alvo de uma volúpia consumidora poucas vezes vista no Rio de Janeiro. O momento em que se instalaram as Unidades de Polícia Pacificadora em algumas favelas foi como se tivesse sido descoberto um novo sarcófago de Tutankamon, o faraó egípcio: uma legião de turistas, pesquisadores, empresários e comerciantes “descobriram” as favelas.
Tomar os princípios do turismo comunitário — integridade das identidades locais, protagonismo e autonomia dos moradores — talvez ajude-nos a encontrar estratégias para receber os de fora sem sucumbir às regras violentas de um turismo mercadológico.
Adaptado de: Jornal O Dia, 31/01/2013.
“Água morro abaixo, fogo morro acima e invasão de turistas em favelas pacificadas são difíceis de conter. Algo precisa ser feito para que a positividade do momento não transforme esses lugares em comunidades ‘só pra inglês ver’.”
Embora os dois períodos acima não estejam ligados por meio de um conectivo, é possível identificar uma relação de sentido entre eles, atribuindo-se coerência ao fragmento. Essa relação de sentido poderia ser explicitada pelo uso do seguinte elemento de coesão:
apesar disso.
além disso.
depois disso.
graças a isso.
As frases a seguir têm por tema a solidão. Assinale a opção que indica a frase que mostra incoerência.
A solidão do homem não é nada senão o medo da vida.
A solidão é muito bela quando se tem alguém a quem o dizer.
A mesma cerca que impede a saída dos outros impede a sua entrada.
Não se encontra a solidão. Nós a fazemos.
Leia o texto a seguir.
[No museu do passado]
O interesse pela história deu origem aos museus e também à decisão de preservar os monumentos históricos. A justificativa inicial dessas iniciativas era: lembrar-se para não repetir. Não deu muito certo, pois nunca paramos de repetir o pior. Na verdade, suspeito que nosso gosto pelos resíduos do passado não seja pedagógico. Por que nos importa a história? Por que deambulamos pelos museus?
Acreditamos que os homens devam afirmar-se segundo as suas habilidades. Não queremos que o passado decida nosso destino: o que nos importa, em princípio, é o futuro. “Não me fale de suas façanhas de ontem, diga-me o que sabe fazer.” Se inventamos a arqueologia, a história, o museu, a restauração e a conservação das antiguidades, não foi para aprender uma lição. A razão dessa nossa paixão é o caráter incompleto da revolução moderna: o futuro é um terreno demasiado inquietante e incerto para aceitarmos que só ele nos defina; portanto, o passado assombra nossos dias.
Não conseguimos esquecer: proclamamos a liberdade dos espíritos, mas cultivamos antigos preconceitos de raça, cultura e classe. Ou então nos dizemos autônomos, mas explicamos nossos atos pelos eventos da nossa infância ou pelo legado dos nossos pais.
Numa cultura diferente da nossa, os restos do passado poderiam parecer bem mais importantes do que uma vida. Talvez um homem do Antigo Regime nos dissesse que sem a presença do passado não haveria sociedade nem sujeitos. Talvez, para ele, a promessa de futuro contida no sorriso de um menino valesse menos do que os artefatos que sustentam a memória de um povo.
(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Terra de ninguém. S. Paulo, Cia das Letras, 2004, p. 331-332)
Considere as seguintes afirmações:
I. O futuro nos parece inquietante.
II. O passado não decide nosso destino.
III. Justificamo-nos pelo nosso passado.
Essas três afirmações integram-se com coerência e coesão no seguinte período:
Apesar de o futuro nos parecer inquietante, justificamo-nos pelo nosso passado, desde que este decida nosso destino.
Já que o passado não decide nosso destino, justificamo-nos por ele tendo em vista que o futuro nos parece inquietante.
Ainda que o passado não decida nosso destino, justificamo-nos por ele, diante de um futuro que nos parece inquietante.
Mesmo que o passado não decida nosso destino, o futuro nos parece inquietante porque ainda assim justificamo-nos pelo primeiro.
Leia o texto a seguir.
A integridade da arte
Suponhamos que um crítico de arte, diante de um quadro, se pusesse a raspar com a unha as várias tintas que o compõem e, através da análise química das amostras assim colhidas, chegasse ao veredito sobre o valor estético da obra. Tal procedimento, além de insólito, seria inteiramente inadequado à natureza do conhecimento a ser obtido: o nível de beleza ali representada.
Um quadro, ao nível de sua emergência estética, é um fenômeno unitário, global. Sua essência reside exatamente nessa totalidade e nessa globalidade. Se o quisermos compreender esteticamente a partir da análise química de suas tintas, estaremos desrespeitando a integridade do fenômeno que temos diante dos olhos.
O ser humano é liberdade encarnada, é corpo e matéria integrados num todo por eles sustentado, mas cujo significado os transcende. Sem tela e sem tinta não há pintura nem quadro, mas a tela e a tinta não constituem, por si mesmas, a verdade do quadro, nem esta pode a elas ser reduzida.
(PELLEGRINO, Hélio. Lucidez embriagada. São Paulo: Editora Planeta, 2004, p. 26-27)
A frase “Tal procedimento, além de insólito, seria inteiramente inadequado à natureza do conhecimento a ser obtido” ganha uma nova redação, na qual não há prejuízo para seu sentido, sua coerência e sua correção, em:
Tal processo, a par de ser estranho, não seria nada apropriado para se atingir o sentido próprio do que se pretende conhecer.
Esta conduta, conquanto extravagante, seria pouco proveitosa para a difusão da origem mesma do conhecimento perseguido.
Uma operação assim, mesmo que inabitual, não seria muito própria para quem deseja atingir na origem todo o seu conhecimento.
Uma iniciativa deste feitio, a parte de ser imprópria, também não se ajustaria ao objetivo preliminar da operação de conhecimento.
Com base neste texto, responda à questão.
Ygor não tinha muito dinheiro pra ir à casa de Marcelle, não poderia pegar duas conduções. Teria que seguir uma longa peregrinação, afinal a S... não disponibilizava ônibus praquelas bandas. [...] Dentro do ônibus, tentava achar um lugar onde pudesse acomodar seus pés tamanho 42 sem pisar nos alheios. Riu indignadamente ao ver, num ponto, um abrigo com um anúncio que dizia:
“CIDADANIA É USAR O TRANSPORTE DE MASSA: DÊ PREFERÊNCIA AO ÔNIBUS”.
Após um enjoativo fluxo de para e anda, para e anda que durou uma hora e quinze minutos, enfim o ônibus seguia sem grandes interrupções, e inclusive já se aproximava do destino de Ygor.
DENISSON, Ari. Contos Periféricos. Maceió: Imprensa Oficial Graciliano Ramos, 2016. p. 31
No segundo período do primeiro parágrafo, a palavra “afinal”, que significa “por fim, enfim, finalmente”, gera uma incoerência na relação de sentido entre as orações. Considerando que, entre ambas as orações, se estabelece uma relação de causa e consequência, assinale a única alternativa em cujo período a coerência textual foi restabelecida.
Teria que seguir uma longa peregrinação, todavia a S... não disponibilizava ônibus praquelas bandas.
Teria que seguir uma longa peregrinação, no entanto a S... não disponibilizava ônibus praquelas bandas.
Teria que seguir uma longa peregrinação, uma vez que a S... não disponibilizava ônibus praquelas bandas.
Teria que seguir uma longa peregrinação, porém a S... não disponibilizava ônibus praquelas bandas.
O mau emprego das formas negativas acarreta incoerência de sentido à seguinte frase:
Ninguém poderia afirmar que nada o afastaria da campanha, uma vez que no último pleito ele se negou a ir até o fim.
Ele se negou a comparecer, não obstante haver desinteresse dele pela cerimônia.
Não, não creio que possa jamais atendê-lo, apesar de o desejar
Nunca vi alguém com a sua tenacidade, indesmentível até mesmo por seus inimigos.
Leia o texto para responder à questão:
O que liga a floresta Amazônica, o aquecimento mundial e você?
Há muito tempo a floresta Amazônica é reconhecida como um repositório de serviços ecológicos, não só para os povos indígenas e as comunidades locais, mas também para o restante do mundo. Além disso, de todas as florestas tropicais do mundo, a Amazônia é a única que ainda está conservada, em termos de tamanho e de diversidade.
No entanto, à medida que as florestas são queimadas ou retiradas e o processo de aquecimento global é intensificado, o desmatamento da Amazônia gradualmente desmonta os frágeis processos ecológicos que levaram anos para serem construídos e refinados
Os cientistas acreditam que menos de 0,5% das espécies da flora foram detalhadamente estudadas quanto ao seu potencial medicinal. Ao mesmo tempo em que o bioma Amazônia está encolhendo lentamente em tamanho, a riqueza da vida silvestre de suas florestas também tem se reduzido, bem como o uso potencial das plantas e dos animais que ainda não foram descobertos.
<https://tinyurl.com/y4bprxq8> Acesso em: 10.10.2019. Adaptado.
Observe os elementos de coesão destacados no texto.
Analisando seu contexto de ocorrência, assim como suas funções sintático-semânticas, afirma-se corretamente que:
“não só” é um conectivo utilizado para negar a expressão “os povos indígenas e as comunidades locais”.
“não só... mas também”; “além disso” e “bem como” são locuções conjuntivas e expressam ideia de adição.
“No entanto”, como conjunção adversativa, pode ser substituída, sem alterar o sentido original do período, por “porque”.
“mas também” exerce função de conjunção adversativa no texto, uma vez que expressa oposição em relação à oração anterior: “... a floresta Amazônica é reconhecida...”.
Leia este trecho de "O alienista", de Machado de Assis.
D. Evarista mentiu às esperanças do Dr. Bacamarte, não lhe deu filhos robustos nem mofinos. A índole natural da ciência é a longanimidade; o nosso médico esperou três anos, depois quatro, depois cinco. Ao cabo desse tempo fez um estudo profundo da matéria, releu todos os escritores árabes e outros, que trouxera para Itaguaí, enviou consultas às universidades italianas e alemãs, e acabou por aconselhar à mulher um regímen alimentício especial. A ilustre dama, nutrida exclusivamente com a bela carne de porco de Itaguaí, não atendeu às admoestações do esposo; e à sua resistência, – explicável, mas inqualificável, – devemos a total extinção da dinastia dos Bacamartes.
ASSIS, Machado de. "O alienista". In: Papéis avulsos. Disponível em: <http://machado.mec.gov.br/images/stories/html/contos/macn003.htm#capum_alien_abaixo>. Acesso em: 21 set. 2012.
Qual pronome demonstrativo poderia ser usado para substituir a expressão "A ilustre dama" no texto?
"Essa", para indicar a pessoa que está próxima do interlocutor (nesse caso, o próprio leitor).
"Essa", para indicar a pessoa que está próxima de quem fala (nesse caso, o próprio narrador).
"Esta", para relacionar o pronome ao elemento do discurso mais próximo (a palavra "mulher").
"Esta", para relacionar o pronome ao elemento do discurso que vem depois (a palavra "mulher").
Leia o texto a seguir, que traz um anúncio fictício.
Boa noite, amigos!
Moro em Curitiba e trabalho na Vista Alegre.
Vejo sempre um cãozinho malhado, filhote, andando pelas redondezas, abandonado.
Além disso, ele tem algum problema de saúde, que não sei identificar. Está sempre se coçando e tremendo.
É desconfiado e arredio. Mesmo assim, consigo lhe dar comida e água limpa.
Há alguém aqui que possa ajudar?
Elaborado para fins didáticos.
As ideias apresentadas no trecho se organizam estabelecendo relações que tecem uma rede semântica a que chamamos de coesão. Sobre o tema, é correto afirmar que:
a locução conjuntiva “Mesmo assim” inicia uma oração que exprime ideia de adição.
o termo “que”, na última linha, retoma coesivamente “aqui”.
o pronome “lhe”, na quinta linha, retoma “amigos”, na primeira linha.
a expressão “Além disso” marca uma sequência de ideias
A linha 6 apresenta uma tese bipartida.
Verdadeiro
Falso
O segundo período do segundo parágrafo (linha 7) tem 2 conectores na sequência “Nesse sentido, de
acordo com”. Esse uso está correto, pois um serve para conectar os períodos, e o outro, para introduzir a citação.
Verdadeiro
Falso
Linha 8 e linha 15 apresentam conectores diferentes para introduzir os argumentos: De acordo com e segundo. Isso ocorre para demonstrar maior repertório de recursos coesivos.
Verdadeiro
Falso
Nesse viés (L5), dessa forma (L12) e desse modo (L20) são conectores que introduzem o fechamento de parágrafo e, por isso, poderiam ser substituídos por “portanto”.
Verdadeiro
Falso
Nesse viés (L5), dessa forma (L12) e desse modo (L20) são conectores que introduzem o fechamento de parágrafo e, por isso, poderiam ser substituídos por “portanto”.
Verdadeiro
Falso
Portanto (L23) pode ser substituído por “no entanto” ou “entretanto”.
Verdadeiro
Falso
Sob esse prisma (L7) e outrossim (L14) poderiam ser substituídos sem perda de sentido por “Primeiramente” e “No entanto”.
Verdadeiro
Falso
Quanto ao emprego de “no entanto (L3)”, podemos afirmar que é um conector de oposição e está
inadequadamente empregado, pois seria necessário ainda explicar os benefícios da Constituição.
corretamente empregado e poderia ser simplesmente substituído por “embora” sem outras modificações na frase.
corretamente empregado, pois contrapõe a regra da Constituição ao que, de fato, o autor observa na realidade brasileira.
inadequadamente empregado, pois o autor observa que a Constituição do Brasil não está sendo respeitada pelos órgãos responsáveis.
O projeto de texto está adequado, pois a tese bipartida (inferiorização dos grupos e mercado nacional) está corretamente sendo retomada no 2º parágrafo, por meio do termo estigma, e, no 3º parágrafo, com o argumento do capitalismo.
Verdadeiro
Falso
Sob esse prisma (L7), nesse sentido (L7), nesse contexto (L8) e dessa forma (L12) são os conectores que introduzem os períodos do segundo parágrafo e
configuram uma repetição do conector “esse”, presente em todas as locuções, representando um problema de coesão.
podem ser classificados como sequenciais. Sua função é ligar os períodos para que não haja saltos entre eles.
Qualquer um deles poderia ser substituído por “além disso”, pois sempre o período seguinte é uma adição a ideia já defendida.
A linha 12 apresenta o conector “esse” empregado três vezes e, apesar do uso repetido, não podemos avaliar como erro, uma vez que esse pronome, bem empregado, retoma o termo de sua referência e não fica perceptível a sua frequência.
Verdadeiro
Falso
Para tanto (L24) está sendo empregado com o sentido de finalidade.
Verdadeiro
Falso
Na linha 23, “esses indivíduos” é o principal conector para retomar o conteúdo dos parágrafos anteriores
Verdadeiro
Falso
Bem como (L6) tem a função de adição, por isso poderia ser substituído pelos conectores sem outras alterações na frase
E
Além de
Outrossim
Ademais
O fechamento do primeiro e do segundo parágrafos não apresentam uma possível sugestão, e isso deve ser avaliado como
um equívoco, já que, na conclusão, ele elabora uma proposta de solução que não foi introduzida ao longo do texto
um acerto, tendo em vista que propor solução nos parágrafos intermediários deixa o texto circular e repetitivo
somente uma opção, pois o autor texto preferiu privilegiar o argumento e estabelecer a relação dele com a proposta
A fim de (L27) poderia ser substituído sem prejuízo de sentido por
assim como
para
e
A partir dessas medidas (L29) introduz o período dando-lhe ideia de
finalidade
origem
causa
adição
Oito Anos
“Por que você é Flamengo
E meu pai Botafogo
O que significa
"Impávido colosso"?
Por que os ossos doem
enquanto a gente dorme
Por que os dentes caem
Por onde os filhos saem
Por que os dedos murcham
quando estou no banho
Por que as ruas enchem
quando está chovendo
Quanto é mil trilhões
vezes infinito
Quem é Jesus Cristo
Onde estão meus primos
Well, well, well
Gabriel (...)”.
(Paula Toller/Dunga. CD Partimpim, de Adriana Calcanhoto, São Paulo, 2004)
Julgue as seguintes proposições:
I. Pode-se dizer que se trata de um conjunto de frases interrogativas sem ligação entre si, configurando então um texto desprovido de coerência.
II. Embora o texto apresente uma série de interrogações aparentemente sem ligação entre si, existem nele elementos linguísticos que nos permitem construir a coerência textual.
III. A letra da canção é constituída por uma “lista” das perguntas que um filho faz para a mãe, e a sequenciação de perguntas aparentemente desconexas, na verdade, explicita o grande número de questionamentos que povoam o imaginário infantil.
IV. A ausência de elementos sintáticos, como conectivos, prejudica a construção de sentidos do texto.
Apenas II e III estão corretas
I, III e IV estão corretas.
Todas estão corretas
Apenas I e III estão corretas.
Indique as relações semânticas estabelecidas pelos conectivos em destaque:
I. Como a chuva estava muito forte, não foi possível continuar o show.
II. Eu não consegui apresentar o trabalho porque estava muito nervosa!
III.Os manifestantes terão suas reivindicações atendidas, exceto se usarem de violência.
IV.Estava doente, mas foi trabalhar.
V.Os brasileiros são tão trabalhadores quanto os norte-americanos.
causa, causa, conformidade, oposição, condição.
finalidade, comparação, tempo, condição, causa
comparação, condição, finalidade, oposição, tempo.
causa, causa, condição, oposição, comparação
Uma seca desoladora assolou a região sul, principal celeiro do país. _______________ faltar alimento e os preços vão disparar. A conjunção que completa a frase é:
Portanto
Contudo
Outrossim
Porque
