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WorksheetsAvaliação de Língua Portuguesa 8°/9°
Total questions: 10
Worksheet time: 5mins
Leia o texto.
FURTO DE FLOR
Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber e flor não é para ser bebida. Passei-a para o vaso e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer. Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:
– Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!
Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis.
Segundo o texto de Drummond, a condição para haver novidade em uma flor, sem agredi-la, é apenas admirá-la. O trecho do conto que satisfaz esta condição é
a) “Furtei uma flor daquele jardim”.
b) “Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia”.
c) “Quantas novidades há numa flor se a contemplarmos bem”.
d) “Não adiantava restituí-la ao jardim".
Ao longo do texto, o personagem vai gradativamente buscando manter a flor viva, mas não é feliz no seu intento, pois a
a) colocou num copo com água.
b) depositou no jardim onde desabrochara.
c) colocou no vaso com terra.
d) furtou do jardim.
Leia o trecho do texto.
POR QUE O SOL E A LUA VIVEM NO CÉU
Tempos atrás, o Sol e a Água viviam na terra e eram grandes amigos. O Sol visitava a Água frequentemente, mas a Água nunca retornava às visitas. Um dia, o Sol perguntou à Água por que ela nunca o visitava. A Água respondeu que a casa do Sol não era grande o suficiente e, se todo o povo da água fosse visitá-lo, acabaria por tirá-lo de lá. Disse ao amigo: "Se você quer a minha visita, deve construir um enorme cômodo, mas aviso, deve ser muito, muito grande, pois meu povo é muito numeroso e precisa de muitas acomodações".
Conto Nigeriano
1. Releia: “Tempos atrás, o Sol e a Água viviam na terra e eram grandes amigos. No trecho temos
a) uma oração com sujeito composto.
b) uma oração sem sujeito.
c) uma oração com sujeito indeterminado.
d) uma oração com sujeito desinencial.
Leia o trecho do texto.
Quintais
Na casa do meu avô, havia quatro quintais.
No principal, o portão se abria para a rua, e ali ficava a casa propriamente dita, e por cima do muro baixo a gente via as cabeças das pessoas que passavam pela rua, sempre tão devagar. Às vezes vinha dar na varanda o cheiro do rio, um cheiro de pano e de barro. Na garagem descoberta, sobre os cascalhos, dormia a Variant marrom do meu avô.
À esquerda, separado por um muro com uma passagem, ficava o universo dos abacateiros e o quartinho que o meu avô chamava de Petit Trianon. Nós apanhávamos abacates para fazer boizinhos com palitos de fósforo. O Petit Trianon eu não me lembro para que servia, ficava quase sempre fechado. Mas eu tinha pesadelos com ele.
Adriana Lisboa. Disponível em: <http://www.releituras.com/adrilisboa>.
A quem se refere a palavra ele do trecho “O Petit Trianon eu não me lembro para que servia, ficava quase sempre fechado. Mas eu tinha pesadelos com ele.”?
Petit Trianon.
barro.
portão.
pano.
Leia o trecho do texto.
Novo endereço da Feira Hippie divide opiniões
A possibilidade de mudança da feira de Arte, Artesanato e Produtores de Variedades da avenida Afonso Pena para a avenida Augusto de Lima, entre as ruas Barbacena e Araguari, no Barro Preto, divide opiniões de moradores e trabalhadores da região.
Os que são a favor argumentam que o bairro tem mais comércio que moradores, e o movimento traria mais lucro e lazer para o local. Aqueles que se posicionam contra a novidade reclamam do aumento do trânsito e do barulho, principalmente no início da manhã dos domingos.
A jornalista Silvânia Ariel mora na região há mais de 20 anos. Ela teme a desvalorização dos imóveis residenciais.
O empresário do ramo imobiliário, Nilton dos Reis, mora na Augusto de Lima há 60 anos, desde que nasceu. Ele vê com bons olhos a mudança.
“Super Notícia”, 15 nov. 2009, p.6.
O verbo “haver” é impessoal na passagem:
a) Havia mais comércios que moradores.
b) A jornalista havia dito que teme a desvalorização dos imóveis locais.
c) A comunidade havia feito a reclamação.
d) O empresário Nilton dos Reis havia dito que gostou da mudança.
Leia o texto.
A CHUVA
A chuva derrubou as pontes. A chuva transbordou os rios. A chuva molhou os transeuntes. A chuva encharcou as praças. A chuva enferrujou as máquinas. A chuva enfureceu as marés. A chuva e seu cheiro de terra. A chuva com sua cabeleira. A chuva esburacou as pedras. A chuva alagou a favela. A chuva de canivetes. A chuva enxugou a sede. A chuva anoiteceu de tarde. A chuva e seu brilho prateado. A chuva de retas paralelas sobre a terra curva. A chuva destroçou os guarda-chuvas. A chuva durou muitos dias. A chuva apagou o incêndio. A chuva caiu. A chuva derramou-se. A chuva murmurou meu nome. A chuva ligou o para-brisa. A chuva acendeu os faróis. A chuva tocou a sirene. A chuva com a sua crina. A chuva encheu a
piscina. A chuva com as gotas grossas. A chuva de pingos pretos. A chuva açoitando as plantas. A chuva senhora da lama. A chuva sem pena. A chuva apenas. A chuva empenou os móveis. A chuva amarelou os livros. A chuva corroeu as cercas. A chuva e seu baque seco. A chuva e seu ruído de vidro. A chuva inchou o brejo. A chuva pingou pelo teto. A chuva multiplicando insetos. A chuva sobre os varais. A chuva derrubando raios. A chuva acabou a luz. A chuva molhou os cigarros. A chuva mijou no telhado. A chuva regou o gramado. A chuva arrepiou os poros. A chuva fez muitas poças. A chuva secou ao sol.
ANTUNES, Arnaldo. As coisas. São Paulo: Iluminuras, 1996.
2. Todas as frases do texto começam com "a chuva". Esse recurso é utilizado para
A) provocar a percepção do ritmo e da sonoridade.
B) provocar uma sensação de relaxamento dos sentidos.
C) reproduzir exatamente os sons repetitivos da chuva.
D) sugerir a intensidade e a continuidade da chuva.
Leia.
Isotônico pode dar cárie
Ele repõe sais minerais e glicose, é verdade. Mas o isotônico, aquela bebida colorida consagrada pela geração academia, também pode causar danos à saúde da boca. Um estudo da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, revelou que o consumo destemperado do produto causa erosão do esmalte dos dentes, abrindo alas para cáries e deterioração dentária. “O dente perde mais minerais do que deveria por causa de um desequilíbrio químico provocado pelo ácido cítrico presente no isotônico”, explica o cirurgião dentista Rodrigo Bueno, consultor da Associação Brasileira de Odontologia. “Por isso, a bebida deve ser consumida de quatro em quatro horas, que é o tempo necessário para que a saliva neutralize a acidez bucal”, nesse intervalo procure beber apenas água se estiver praticando alguma atividade física.
(Disponível em: https://studyassistant-br.com/portugues/tarefa39941797 Fragmento.)
A informação principal desse texto é que o isotônico
previne a erosão do esmalte dos dentes, proporcionando a reposição de sais minerais e glicose.
deve ser consumido de quatro em quatro horas para não provocar desequilíbrio químico à saúde da boca.
deve ser ingerido diariamente, pelo menos dois litros por dia, em substituição da água ou qualquer outra bebida.
pode prejudicar a saúde bucal, caso seu consumo seja destemperado, o que pode desequilibrar quimicamente a boca.
No trecho “aquela bebida colorida consagrada pela geração academia....”, a expressão entre aspas refere-se
à glicose encontrada no organismo humano e que é perdida durante a prática de atividade física.
ao isotônico que contém sais minerais e glicose e que, por isso, é consumido pelos praticantes de atividade física.
à saliva que fica colorida quando misturada aos corantes de isotônicos e outras bebidas energéticas.
aos minerais, que são elementos microscópicos e coloridos encontrados no organismo de quem pratica atividade física.
Pode tocar à vontade
A mistura do olhar treinado de designer com o olhar de criança curiosa fez com que Juliana Gatti se perguntasse: “Por que eu não sei que planta é essa da esquina de casa?” A resposta veio em forma de um interessante projeto, o Árvores Vivas. Junto com uma equipe, que inclui biólogos e paisagistas, Juliana bate perna pelos parques de São Paulo ensinando botânica de um jeito pouco convencional.
As nomenclaturas ficam em segundo plano e o que vale é a sensação de “experimentar” as plantas por meio do toque.” Não é essencial saber o nome da espécie. Isso está disponível nos livros. “É só sentindo a textura da folha do manacá que você vai lembrar o que é a folha do manacá”, justifica Juliana, que faz um mapeamento das árvores do parque antes dos passeios.
Além de sua experiência pessoal e da ajuda da equipe, leva a tiracolo sua “caixa mágica” – como apelidou seu acervo com cerca de 100 diferentes espécies. Atualmente, só podem participar do Árvores Vivas empresas e escolas, mas a ideia é abrir inscrições para grupos independentes até o final do ano.
Disponível em: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/conexao_professor/2019/live_prova_parana_lingua_portuguesa.pdf)
No trecho “ISSO está disponível nos livros.”, a expressão destacada foi usada para
a) substituir “o nome da espécie”, que aparece anteriormente no mesmo texto.
b) substituir “a sensação de ‘experimentar’ as plantas…”, que aparece anteriormente.
c) retomar a ideia de mistura do olhar treinado com o olhar de criança curiosa.
d) retomar a ideia de que Juliana bate perna pelos parques de São Paulo.
O objetivo desse texto é
informar sobre um projeto de experimentação das plantas por meio do toque.
b) ensinar a respeito dos nomes das espécies das árvores dos arredores de São Paulo.
c) alertar em relação à preservação das árvores, incentivada pelo projeto Árvores Vivas.
d) Instruir sobre o fato de que para participar do projeto é necessário ser estudante.
