Worksheets2022 2º Simulado
Total questions: 17
Worksheet time: 15mins
Chega o eletricista, para trocar os fios. Vem de sandálias Havaianas, calça social, uma camiseta horrenda e com as ferramentas embrulhadas em jornal. Aparece o bombeiro(*), com camiseta igualmente espantada. Mas é obliterada pelo seu bermudão multicolorido. Faz alguns anos, chegando ao aeroporto de Bogotá, ouço o ruído ensurdecedor de uma esmerilhadora cortando um basculante. O seu operador é um clássico índio andino, mas veste terno, camisa branca e gravata, todos cobertos de limalha. Saltemos para um laboratório de psicologia experimental. Voluntários são convocados para um teste de avaliação. Aleatoriamente, metade deles recebe um guarda-pó branco, com a explicação de que o laboratório estava em obras. Surpresa! Os do guarda-pó obtêm melhores resultados. No segundo experimento, com o mesmo teste, todos recebem aventais brancos. Mas a uns se explica que são de médicos. Aos outros, que são de pintores. Nova surpresa. Quem ganhou o avental dito de médico fez mais pontos no teste. De fato, diversas pesquisas, como a citada acima, estão mostrando que as pessoas têm seu comportamento afetado pelo fato de portarem uniformes, deste ou daquele tipo. Lideranças nazistas e fascistas usaram a mágica do uniforme com objetivos funestos. Em contraste, quando visitei um quartel na Alemanha, notei que os uniformes eram deselegantes e mal ajustados. Claramente uma profilaxia contra o renascimento do nazismo. Segundo pesquisas, o uniforme condiciona o comportamento – para o bem e para o mal. Com ele, sentimo-nos diferentes e, nos casos benignos, mais comprometidos com o trabalho. Aquela roupa nos faz sentir participantes de um segmento muito especial da sociedade – qualquer que seja. (*) No contexto, bombeiro é designação de encanador.
Os termos obliterada (1o parágrafo) e funestos (4o parágrafo) significam, no contexto, respectivamente,
apagada e bélicos
esquecida e nacionalistas
ofuscada e sinistros
contestada e desastrosos
contrastada e extremistas
Filmes em celuloide, discos de vinil – que época de ouro, que saudade! Tudo bem sujo, bem riscado, fazendo um barulho infernal. Quanto menos desse para enxergar, quanto pior o som, mais gostoso. Mundo bom era o mundo pré-digital. De tecnologias “quentes”, sem a frieza dos zeros e uns, do código binário que hoje controla nossas vidas. Esquecendo um pouco as artes, havia também a vida antes dos antibióticos, essas substâncias agressivas que causam tanto dano. Aquela sim era uma era maravilhosa. Morria-se de doenças incuráveis, e, graças a isso, a evolução cumpria seu curso natural. E as vacinas, então? Só vieram para prejudicar – dizem até que provocam autismo. Ressonância magnética? Um método do mal. Perturba as propriedades físicas do núcleo atômico, e a natureza é algo sagrado, em que nunca se deve intervir. Cirurgias cada vez menos invasivas, conhecimentos de genética que se aprofundam... Que tempos terríveis esses em que vivemos. Sempre é bom avisar: os parágrafos acima _______. Esse passadismo idealizado é conversa para hipster* dormir.
É coerente, para expressar os pontos de vista do autor acerca de produtos da criação humana, que a lacuna do último parágrafo seja completada com:
são literais
negam a modernidade
revelam indiferença
contêm ironia
exprimem neutralidade
Mídia influencia satisfação corporal
Um estudo com 159 estudantes universitários aponta que o padrão de beleza veiculado pela mídia pode causar insatisfação com o próprio corpo entre os jovens brasileiros. A pesquisa foi realizada no Departamento de Psicologia da USP de Ribeirão Preto, pela nutricionista Maria Fernanda Laus. A nutricionista explica que estudos do mesmo tipo realizados em outros países já haviam relacionado “distúrbios da imagem corporal, mais precisamente a insatisfação, com exposição de imagens idealizadas pela mídia”. Assim, ela verificou essa relação em uma pequena amostra da população brasileira. De acordo com a pesquisadora, a literatura especializada sugere que a “insatisfação com o próprio corpo é resultado de uma discrepância entre a aparência autopercebida e a silhueta considerada ideal pela pessoa”. Com essas informações, e usando fotografias, a pesquisadora dividiu os jovens em dois grupos: um experimental, ao qual foram apresentadas fotos de modelos que representam ideais de beleza, e outro de controle, cujos participantes foram expostos a fotos de objetos neutros. Os resultados mostraram que “a exposição às imagens idealizadas pela mídia contribui para um aumento na insatisfação com o próprio corpo”. Antes de observar as imagens dos modelos de beleza, o índice de satisfação corporal dos grupos, tanto o experimental quanto o de controle, era praticamente o mesmo. Após a exposição aos estímulos, 37,50% das mulheres e 58,97% dos homens do grupo experimental selecionaram uma silhueta diferente da escolhida como desejada antes da visualização. Dentre estes, 80% das mulheres e 60,87% dos homens optaram por uma figura mais magra. As escolhas do grupo de controle permaneceram inalteradas.
De acordo com o texto, a pesquisa da nutricionista Maria Fernanda Laus consistiu em
comparar o ideal de beleza veiculado pela mídia brasileira com imagens idealizadas pela mídia de outros países.
observar o comportamento de jovens que alteram sua aparência para se ajustarem ao ideal de beleza presente na mídia.
propor alternativas para tratar os distúrbios relativos à insatisfação do jovem brasileiro com sua aparência.
entrevistar jovens que se sentem satisfeitos com sua aparência e ignoram a mídia, no que se refere aos estereótipos de beleza.
avaliar o índice de satisfação corporal entre jovens e sua relação com imagens idealizadas pela mídia.
Em – De acordo com a pesquisadora, a literatura especializada sugere que a “insatisfação com o próprio corpo é resultado de uma discrepância entre a aparência autopercebida e a silhueta considerada ideal pela pessoa”. (segundo parágrafo) –, o termo em destaque é empregado com o sentido de
simetria.
divergência
analogia.
correspondência.
interseção.
O músico e escritor Jorge Mautner concede entrevista exclusiva à Revista E
Jorge Mautner é um homem das artes. Músico, cantor e escritor, o carioca iniciou a vida profissional como jornalista, em 1958. Só mais tarde, em 1965, deu início à carreira musical, com o lançamento de um compacto simples pela RCA Victor. Como as músicas eram de protesto, naquele mesmo ano foi enquadrado na lei de segurança nacional pela ditadura militar e exilado. Inicialmente, foi para Nova York, onde trabalhou na Organização das Nações Unidas (ONU), foi massagista, garçom e secretário literário, por sete anos, do poeta norteamericano Robert Lowell. Depois se mudou para Londres, onde encontrou Caetano Veloso e Gilberto Gil e dirigiu seu único filme, Demiurgo. Regressou ao Brasil em 1972 e retomou a carreira de músico.
O que você acha da música brasileira hoje?
Eu a acompanho desde a geração de Dircinha e Linda Batista, Aracy de Almeida, Blecaute, Dolores Duran. Hoje em dia, a riqueza cultural e musical do Brasil é imensa. É como o [Rio] Amazonas e suas confluências. Por exemplo, a música erudita alemã, dodecafônica, atonal, foi combinada com a percussão popular. E há uma infinidade de misturas, como o funk, o hip-hop, o rap.
Mas as pessoas reclamam que não há espaço no mercado para a música de qualidade.
Pela multiplicidade e globalização que experimentamos agora, há oportunidades e chances para todo mundo, até para as coisas mais exóticas, estranhas e originais. Acontece que, antes, os autores eram muito interligados ao mundo literário, ao universo filosófico. Dolores Duran, por exemplo, lia Sartre, Albert Camus. Depois da queda do muro de Berlim, estamos numa plenitude do capitalismo liberal e da democracia. A música é mais de entretenimento.
Como você, uma pessoa que gosta de informação, reage ao universo cibernético? O volume de informações cansa ou não?
É ótimo, é o máximo, porque lugares são visitados e revisitados com mais rapidez. As notícias são sempre novíssimas, por causa das novas lentes, das novas máquinas de pesquisa digital. Na parte da literatura, o acesso a autores maravilhosos ficou mais fácil. E há autores que são eternos, que, mesmo tendo escrito tempos atrás, sempre têm alguma ideia que se aplica ao século 21.
A apresentação de Jorge Mautner, no parágrafo que inicia o texto, dá ênfase à
razão que o levou a abandonar a profissão de jornalista.
influência da sua formação como jornalista em sua carreira musical.
produção literária e musical a que ele se dedicou durante os anos de exílio
parceria com Caetano Veloso e Gilberto Gil no decorrer da década de setenta.
diversidade das atividades que ele realizou desde o início da vida profissional.
Considere o trecho: Eu a acompanho desde a geração de Dircinha e Linda Batista, Aracy de Almeida, Blecaute, Dolores Duran. Hoje em dia, a riqueza cultural e musical do Brasil é imensa. É como o [Rio] Amazonas e suas confluências. Por exemplo, a música erudita alemã, dodecafônica, atonal, foi combinada com a percussão popular. E há uma infinidade de misturas, como o funk, o hip-hop, o rap. Nesse contexto, são antônimos os termos
cultural e musical.
confluências e misturas
riqueza e misturas.
erudita e popular.
riqueza e infinidade.
É correto concluir que, na opinião de Jorge Mautner,
não se faz mais música de qualidade no mundo globalizado.
existe espaço para todo o tipo de música, incluindo a de qualidade.
música de qualidade e música de entretenimento não podem coexistir.
a queda do muro de Berlim marcou o fim da música de qualidade.
é inviável fazer música de qualidade no contexto do capitalismo liberal.
A consciência crítica
No exercício da atividade de headhunter*, tenho passado grande parte da vida entrevistando e avaliando profissionais de todas as idades, sexo e nacionalidade e, ao longo desse tempo, tenho notado também as competências que frequentemente faltam aos brasileiros. Uma delas, rara de encontrar e não é de hoje, chamo de consciência crítica. Essa habilidade permite às pessoas que a têm tomar posições firmes diante dos dilemas da vida, fazer julgamentos precisos e dar opiniões claras quando necessário. Não me refiro aqui àquela falsa força das pessoas que dizem o que pensam com contundência, sem nem medir os danos que uma frase mal colocada pode causar. A consciência crítica é fruto de uma rara combinação de conhecimento e sabedoria – duas coisas diferentes. Talvez, por isso, seja difícil de encontrar.
O conhecimento são os recursos que temos e usamos para fazer um diagnóstico. Precisamos separar fatos de opiniões, usar modelos mentais que facilitem a organização de informações e ser cuidadosos com os detalhes. Antes de fazer uma crítica, precisamos desse diagnóstico bem-feito. A sabedoria contribui para a elaboração da síntese, que é a conclusão de nosso raciocínio e a maneira como expressaremos a crítica consistente e, de preferência, construtiva. Minhas observações de profissionais brasileiros mostram que, muitas vezes, exatamente por não ter desenvolvido sua consciência crítica, a pessoa não assume nem defende posições, não opina quando perguntada e se esconde atrás de uma falsa postura educada, para não fazer um julgamento sobre um fato ou sobre uma atitude. Um traço forte da cultura brasileira é a busca da harmonia, mas ela não pode e não deve ocupar o espaço de posições firmes, de posturas íntegras e do prazer de assumir e defender uma causa. O pior arrependimento vem sempre da omissão e raramente da ação.
Para o autor do texto, os profissionais com consciência crítica são aqueles que
verbalizam o que pensam com veemência, permanecendo alheios às consequências que seus julgamentos podem provocar.
recusam confrontos, evitando defender pontos de vista contrários aos expostos pelos colegas do grupo de trabalho.
tomam decisões associando conhecimento e sabedoria para avaliar adequadamente o contexto e fazer críticas pertinentes.
colaboram para promover um ambiente conciliador no trabalho, mesmo que isso signifique escamotear as próprias convicções.
têm conhecimento e sabedoria para evitar julgamentos precipitados, mas por serem cordatos eximem-se de expor suas opiniões.
No primeiro capítulo, em que procurei destacar o sentido da colonização brasileira, já se encontra o essencial do que precisamos para compreender e explicar a economia da colônia. Aquele "sentido" é o de uma colônia destinada a fornecer ao comércio europeu alguns gêneros tropicais ou minerais de grande importância: o açúcar, o algodão, o ouro... Vê-los-emos todos, com pormenores, mais adiante. A nossa economia se subordina inteiramente a esse fim, isto é, se organizará e funcionará para produzir e exportar aqueles gêneros. Tudo mais que nela existe, e que é aliás de pouca monta, será subsidiário e destinado unicamente a amparar e tornar possível a realização daquele fim essencial.
Considerando os aspectos econômicos da colonização do Brasil, marque a opção correta.
O sentido da colonização a que se refere o autor inscreve-se nos quadros do antigo sistema colonial e se orientava segundo as diretrizes da política colonial mercantilista.
A grande lavoura se estruturou como centro da atividade econômica colonial e impediu o surgimento de outros setores de produção que pudessem atender demandas internas.
O monopólio exercido por Portugal sobre sua colônia na América foi marcado pela rigidez e dependência do mercado externo sem possibilidade de trabalho que não fosse livre.
A exploração colonial portuguesa da América não conseguiu atingir seus objetivos prioritários tendo em vista o atraso político do Estado português e sua má gestão de recursos.
O desenvolvimento do mercado interno após transcorridos três séculos de colonização sobrepôs a grande lavoura e sua orientação voltada para as demandas do mercado internacional.
O traço essencial das grandes lavouras é, como já afirmei, a exploração em larga escala. Cada unidade produtora, conjugando áreas extensas e numerosos trabalhadores, constitui-se como uma usina, com organização coletiva do trabalho e mesmo as especializações. Isso se observa em particular na produção típica da agricultura colonial: a do açúcar, onde o engenho, com seu conjunto de máquinas e aparelhamentos, forma uma verdadeira organização fabril. Mas não é só nas indústrias anexas da agricultura que vamos encontrar tais características. Embora menos acentuados, eles aparecem na própria lavoura do campo. O preparo do terreno, a semeadura, os cuidados com a planta, a colheita, bem como outras operações conexas, se realizam sempre na base do trabalho coletivo. O trabalho agrícola, no contexto da economia colonial, conforme explicitado pelo autor, é indicativo de que a estrutura de produção nesse setor foi marcada
pelo predomínio do abastecimento do mercado interno, uma vez que a colônia foi dotada de interesses múltiplos.
pela tendência geral de se atender as demandas do mercado externo uma vez que baseava no sistema de plantation.
pela complexidade uma vez que articulou elementos arcaicos e modernos como a produção agrícola e industrial.
pela dependência da mão-de-obra livre uma vez que necessitava de desenvolver o mercado consumidor interno.
pela desarticulação com o mercado externo devido a rigidez do chamado exclusivo metropolitano.
A agricultura é o nervo econômico da colonização. Com ela se inicia - se excluirmos o insignificante ciclo extrativo do pau-brasil - e a ela deve a melhor porção de sua riqueza. Numa palavra, é propriamente na agricultura que assenta a ocupação e exploração da maior e melhor parte do território brasileiro. A mineração não é mais que um parêntese; de curta duração, aliás. E particularmente no momento que nos interessa aqui, passara já nitidamente para o segundo plano: a cultura da terra voltava a ocupar a posição dominante dos dois primeiros séculos da colonização. Sobre os aspectos econômicos do Brasil colonial, notadamente com relação ao papel da agricultura, marque a opção correta.
A agricultura desenvolvida na pequena e média propriedade, articulada ao trabalho livre foi a força motriz do processo de ocupação e exploração colonial do Brasil.
A mineração constituiu-se da fase mais longeva de todo o processo colonial, se pensado em seu conjunto e produziu profundas transformações socioeconômicas.
A produção agrícola possibilitou a colonização do Brasil de maneira efetiva somente no final do século XVIII, o que demonstra suas dificuldades de estabilização.
A singularidade da grande propriedade rural voltada para o mercado externo foi e deve ser valido exclusivamente do trabalho indígena no processo produtivo.
A grande propriedade monocultura e escravista foi a base do sistema colonial português na América e sua implementação consolidou um modelo agroexportador de longa duração no país.
Assim, de um modo geral e em princípio, pode-se dizer que a população rural da colônia ocupada nas grandes lavouras e nas fazendas de gado, e que constitui a maior parte do total dela, provê suficientemente à sua subsistência com culturas alimentares a que se dedica subsidiariamente, sem necessidade de recorrer para fora.
Considerando os aspectos da agricultura no contexto colonial, marque a opção correta.
A produção da agrícola da grande lavoura não possuía condições estruturais para dedicar-se a diferentes gêneros devido à sua estrutura e orientação.
A agricultura de subsistência desenvolvida na colônia não conseguia atender às demandas internas por ser também destinada ao comércio externo.
A produção de gêneros alimentícios poderia variar indo desde a grande propriedade às roças, chácaras ou sítios e admitia trabalhadores livres.
A agricultura voltada para a produção de alimentos conseguiu ter êxito no sentido de atender as demandas dos núcleos urbanos mais densos.
A cultura de diferentes gêneros alimentícios na colônia foi estimulada pela coroa portuguesa tendo em vista que seu projeto prioritário era a colonização de povoamento.
Do lado da oferta não existiam, portanto, fatores limitativos à expansão da economia criatória. Esses fatores atuavam do lado da procura. Sendo a criação nordestina uma atividade dependente da economia açucareira, em princípio era a expansão desta que comandava o desenvolvimento daquela. A etapa de rápida expansão da produção de açúcar, que vai até a metade do século XVII, teve como contrapartida a grande penetração nos sertões.
Considerando o papel da pecuária no contexto colonial, marque a opção correta.
A pecuária foi uma atividade que se desenvolveu segundo as regras do mercantilismo e se voltava para atender as demandas do mercado externo.
A criação de gado na região do atual nordeste brasileiro se desenvolveu vinculada às demandas da economia de subsistência e não era dependente do trabalho escravo.
A função exclusiva do gado no conjunto da economia colonial era a de atender às demandas alimentares dos colonos não tendo para além disso outra função.
A dependência da atividade criatória com a produção açucareira impediu sua expansão no conjunto do território brasileiro configurando-se como atividade subsidiária.
A expansão do território brasileiro não foi possível no contexto colonial devido aos entraves impostos pela coroa à criação de gado concentrando-a no litoral.
O tabaco não era, entretanto, exclusivamente exportado para a Metrópole: grande parte se dirigia para a Costa da Mina e Angola, onde era trocado por escravos, embora parte relevante da carga dos navios fosse contrabandeada com os holandeses, estabelecidos em vários pontos do litoral entre a Nigéria e Angola. Com a retomada da produção açucareira e a demanda de escravos para a mineração, o fluxo de navios carregados de tabaco aumenta sensivelmente na carreira d’África.
O desenvolvimento da produção de tabaco no Brasil colonial esteve diretamente associado
com as demandas da metrópole, uma vez que sua produção era exclusivamente voltada para o mercado europeu.
ao setor de exploração do ouro, uma vez que seu uso se expandiu devido às suas propriedades estimulantes das atividades laborais.
ao mercado externo vinculado ao tráfico negreiro, tendo em vista que era utilizado como importante moeda de troca.
ao setor açucareiro, atendendo apenas às demandas dos senhores de engenho, sendo consumido como produto de luxo.
ao domínio holandês que disseminou a cultura do fumo no nordeste colonial articulando com o mercado africano.
O geógrafo Milton Santos propôs uma periodização para o espaço geográfico brasileiro, segundo uma sequência histórica de três meios geográficos: o “meio natural”, o “meio técnico” e o “meio técnico-científicoinformacional”.
Em relação aos meios geográficos, considere as proposições verdadeiras abaixo:
O “meio natural” é caracterizado pela importância da natureza nos processos produtivos, pela reprodução da economia através da extensão horizontal da ocupação do território, pela fraca divisão social do trabalho. Foi dominante do Brasil até a segunda metade do século XIX
O “meio técnico” expressa a introdução no país das inovações produzidas pela Revolução Industrial, não só estendendo o espaço construído como o fazendo crescer verticalmente, multiplicando e adensando áreas de concentração de atividades e de população. É acompanhado por uma maior divisão funcional e social do trabalho
O “meio técnico-científico-informacional” iniciase nos anos 1970/80. Expande-se o espaço virtual, transmitindo as imagens dos eventos em tempo real para todos os lugares. A informatização introduziu novas formas de produzir e criou o suporte técnico necessário para a globalização.
Os espaços requalificados atendem, sobretudo, aos interesses dos atores hegemônicos da economia, da cultura e da política e são incorporados plenamente às novas correntes mundiais. O meio técnico-científico-informacional é a cara geográfica da globalização. Considerando o texto é correto afirmar acerca do processo de globalização:
Os sistemas de informação hoje existentes, apesar de avançados, ainda não possibilitam trocas de imagens, sons, dados e voz em tempo real por todo o mundo, o que promove uma relativa distância entre os espaços regionais.
Após a onda de inovação tecnológica que perdurou da Segunda Guerra Mundial até os anos 1970, um novo caminho, a revolução tecno-científica, baseado na emergência dos microeletrônicos e da transmissão de informações, reordena o espaço global.
Uma das características que marcaram desde o início a "era da informação" foi a utilização de tecnologias de mais durabilidade e de difícil substituição.
De acordo com a nova ordem mundial, não é mais o poderio militar que impossibilita a circulação de informação em tempo real, mas, sim, o poderio econômico e tecnológico.
A força cultural no mundo ocidentalizado impede que cada vez mais pessoas bebam os mesmos refrigerantes, comam nas mesmas redes de lanchonetes, ouçam os mesmos tipos de músicas, assistam aos mesmos filmes e utilizem a mesma rede mundial de computadores para comunicação online.
No fim da década de 1980 e início dos anos 1990 a bipolaridade mundial declinou; da polaridade ideológica e militar leste/oeste passou-se para a econômica e política norte/sul. Isto significa dizer que atualmente há oposição entre:
o oeste rico e industrializado e o leste pobre e agrário
o oeste pobre e agrário e o sul rico e muito industrializado
o leste pobre e agrário e o norte rico e industrializado
o sul rico e industrializado e o norte pobre e agrário
o norte rico e industrializado e o sul pobre e em processo de industrialização
O impulso para o ganho, a perseguição do lucro, do dinheiro, da maior quantidade possível de dinheiro não tem, em si mesma, nada que ver com o capitalismo. Tal impulso existe e sempre existiu. Pode-se dizer que tem sido comum a toda sorte e condição humanas em todos os tempos e em todos os países, sempre que se tenha apresentado a possibilidade objetiva para tanto. O capitalismo, porém, identifica-se com a busca do lucro, do lucro sempre renovado por meio da empresa permanente, capitalista e racional. Pois assim deve ser: numa ordem completamente capitalista da sociedade, uma empresa individual que não tirasse vantagem das oportunidades de obter lucros estaria condenada à extinção. O capitalismo moderno, segundo Max Weber, apresenta como característica fundamental:
competitividade decorrente da acumulação de capital
implementação da flexibilidade produtiva e comercial
ação calculada e planejada para obter rentabilidade
socialização das condições de produção
mercantilização da força de trabalho
Um carro esportivo é financiado pelo Japão, projetado na Itália e montado em Indiana, México e França, usando os mais avançados componentes eletrônicos, que foram inventados em Nova Jérsei e fabricados na Coreia. A campanha publicitária é desenvolvida na Inglaterra, filmada no Canadá, a edição e as cópias, feitas em Nova York para serem veiculadas no mundo todo. Teias globais disfarçam-se com o uniforme nacional que lhes for mais conveniente.
A viabilidade do processo de produção ilustrado pelo texto pressupõe o uso de
linhas de montagem e formação de estoques
empresas burocráticas e mão de obra barata
controle estatal e infraestrutura consolidada
organização em rede e tecnologia de informação
gestão centralizada e protecionismo econômico
Dentro das diferentes etapas de desenvolvimento do capitalismo, é importante ressaltar algumas correlações entre o capitalismo comercial, industrial e financeiro, destacando-se também o mercantilismo, imperialismo, liberalismo e neoliberalismo. Nessa perspectiva correlacione e responda a ordem correta dos itens:
Carbonífera, têxtil, naval, e siderúrgica; petrolífera, elétrica, química e de motores foram as bases para a consolidação do capitalismo.
Capitalismo Industrial
Etapa em que o capitalismo se globalizou e passou por profundas crises econômicas, apelando para uma acomodação pautada na descapitalização dos estados e em uma profunda abertura da economia mundial
Capitalismo Neoliberal
Expansão marítima européia, o mercantilismo colonial e acumulação primitiva de capital.
Capitalismo Comercial
Característico do século XX, com as grandes guerras mundiais, surgimento de oligopólios, monopólios, grandes multinacionais, instituições financeiras mundiais.
Capitalismo Financeiro
O mundo era controlado pelas metrópoles européias que estabeleceram colônias de exploração em todo o mundo, tendo a Grã-Bretanha como maior potência da época.
Capitalismo Imperialista
