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WorksheetsSimulado 2 - Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
Total questions: 20
Worksheet time: 10hrs 15mins
(ENEM/2017-PPL-Adaptada) Leia o texto a seguir.
Fala-se muito nos dias de hoje em direitos do homem. Pois bem: foi no século XVIII — em 1789, precisamente — que uma Assembleia Constituinte produziu e proclamou em Paris a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Essa Declaração se impôs como necessária para um grupo de revolucionários, por ter sido preparada por uma mudança no plano das ideias e das mentalidades: o iluminismo.
FORTES, L. R. S. O Iluminismo e os reis filósofos. São Paulo: Brasiliense, 1981 (adaptado).
Correlacionando temporalidades históricas, o texto apresenta uma concepção de pensamento que tem como uma de suas bases a
modernização da educação escolar.
atualização da disciplina moral cristã.
divulgação de costumes aristocráticos.
socialização do conhecimento científico.
universalização do princípio da igualdade civil.
(ENEM/2026-PPL-Adaptada) Leia os textos a seguir.
TEXTO I
Documentos do século XVI algumas vezes se referem aos habitantes indígenas como “os brasis”, ou “gente brasília” e, ocasionalmente no século XVII, o termo “brasileiro” era a eles aplicado, mas as referências ao status econômico e jurídico desses eram muito mais populares. Assim, os termos “negro da terra” e “índios” eram utilizados com mais frequência do que qualquer outro.
SCHWARTZ, S. B. Gente da terra braziliense da nação. Pensando o Brasil: a construção de um povo. In: MOTA, C. G. (Org.). Viagem Incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). São Paulo: Senac, 2000 (adaptado).
TEXTO II
Índio é um conceito construído no processo de conquista da América pelos europeus. Desinteressados pela diversidade cultural, imbuídos de forte preconceito para com o outro, o indivíduo de outras culturas, espanhóis, portugueses, franceses e anglo-saxões terminaram por denominar da mesma forma povos tão díspares quanto os tupinambás e os astecas.
SILVA, K. V.; SILVA, M. H. Dicionário de conceitos históricos. São Paulo: Contexto, 2005.
Ao comparar os textos, as formas de designação dos grupos nativos pelos europeus, durante o período analisado, são reveladoras da
concepção idealizada do território, entendido como geograficamente indiferenciado.
percepção corrente de uma ancestralidade comum às populações ameríndias.
compreensão etnocêntrica acerca das populações dos territórios conquistados.
transposição direta das categorias originadas no imaginário medieval.
visão utópica configurada a partir de fantasias de riqueza.
(ENEM/2021-PPL-Adaptada) Leia o texto a seguir.
Três décadas – de 1884 a 1914 – separam o século XIX – que terminou com a corrida dos países europeus para a África e com o surgimento dos movimentos de unificação nacional na Europa – do século XX, que começou com a Primeira Guerra Mundial. É o período do Imperialismo, da quietude estagnante na Europa e dos acontecimentos empolgantes na Ásia e na África.
ARENDT, H. As origens do totalitarismo. São Paulo Cia. das Letras, 2012.
O processo histórico citado contribuiu para a eclosão da Primeira Grande Guerra na medida em que
difundiu as teorias socialistas.
acirrou as disputas territoriais.
superou as crises econômicas.
multiplicou os conflitos religiosos.
conteve os sentimentos xenófobos.
(ENEM/2021-PPL-Adaptada) Leia o texto a seguir.
Tão bem há muito pau-brasil nestas Capitanias de que os mesmos moradores alcançam grande proveito: o qual pau se mostra claro ser produzido da quentura do Sol, e criado com a influência de seus raios, porque não se acha se não debaixo da tórrida Zona, e assim quando mais perto está da linha Equinocial, tanto é mais fino e de melhor tinta; e esta é a causa porque o não há na Capitania de São Vicente nem daí para o Sul.
GÂNDAVO, P. M. Tratado da Terra do Brasil: História da Província Santa Cruz. Belo Horizonte: ltatiaia, 1980 (adaptado).
O registro efetuado pelo cronista nesse texto harmoniza-se com a seguinte iniciativa do período inicial da colonização portuguesa:
Introdução da lavoura monocultora para efetivar a ocupação do território americano.
Implantação de feitorias litorâneas para garantir a extração de recursos naturais.
Regulamentação do direito de posse para enfrentar os interesses espanhóis.
Substituição da escravidão indígena para apoiar a rede do comércio europeu.
Restrição da atividade missionária para sufocar a penetração protestante.
(ENEM/2021-PPL-Adaptada) Leia o texto a seguir.
Lendo atentamente os Autos da devassa da Inconfidência Mineira, o que encontramos? Os envolvidos são “filhos de Minas”, “naturais de Minas”. A terra era o “País de Minas”, percebido como “continente” ou como capitania.
JANCSÓ, I.; PIMENTA, J. P. Peças de um mosaico. In: MOTA, C. G. (Org.). Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). São Paulo: Senac, 2000.
A identificação exposta no texto destaca uma característica do domínio português na América ao apontar para a
relevância da atividade intelectual da elite colonial.
ineficácia da ação integrativa das ordens religiosas.
fragmentação do território submetido ao controle metropolitano.
invisibilidade de eventos revolucionários do continente europeu.
abrangência do processo de aculturação das sociedades nativas.
(ENEM/2021-PPL-Adaptada) Leia o texto a seguir.
Em Minas Gerais, Pernambuco e outras partes do Brasil, as pessoas de origem mista, e até pessoas brancas casadas com elas, eram excluídas do governo municipal, das irmandades leigas, do clero, de certos comércios e profissões. A eleição de um certo homem para a Câmara de Cachoeira, na Bahia, foi contestada em 1748 porque “ele era um homem cuja qualidade de sangue ainda era desconhecida”, e isso a despeito do fato de que tinha diploma universitário.
SCHWARTZ, S. Gente da terra braziliense da nação. lii: MOTA, C. G. (Org.). Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). São Paulo: Senac, 2000 (adaptado).
Depreende-se do texto que a configuração política da América portuguesa setecentista era marcada pelo(a)
soberania da Igreja na solução de conflitos.
restrição da participação nas instituições locais.
investimento em educação nos núcleos urbanos.
crescimento da liberalidade na distribuição de alforrias.
interdição de associações no mundo dos negócios.
(ENEM/2021-PPL-Adaptada) Leia o texto a seguir.
No Império do Brasil, apesar do apego a certo ideário do Antigo Regime, as ideias e práticas políticas inéditas que se moldaram e se redefiniram naquela conjuntura acabaram por converter a Coroa em Estado e fizeram com que a política deixasse os círculos palacianos privados para emprestar uma nova dimensão à praça pública. Por conseguinte, o novo império não mais podia fugir à obrigação de conduzir a sociedade, fazendo-se reger por uma Constituição, ainda que outorgada, e articulando-se por meio de uma divisão de poderes que respeitasse, a princípio, pelo menos, a participação daqueles considerados cidadãos.
NEVES, L. M. B. P. O governo de D. João: tensões entre ideias liberais e práticas do Antigo Regime. In: CARVALHO, J. M.; CAMPOS, A. P. (Org.). Perspectiva da cidadania no Brasil Império. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.
Com base no texto, na formação do Estado brasileiro prevaleceram ideias e práticas derivadas dos princípios
iluministas.
federalistas.
republicanos.
democráticos.
abolicionistas.
(ENEM/2021-PPL-Adaptada) Leia o texto a seguir.
Com a Lei de Terras de 1850, o acesso à terra só passou a ser possível por meio da compra com pagamento em dinheiro. Isso limitava, ou mesmo praticamente impedia, o acesso à terra para os trabalhadores escravos que conquistavam a liberdade.
OLIVEIRA, A. U. Agricultura brasileira: transformações recentes. In: ROSS, J. L. S. Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 2009.
O fato legal evidenciado no texto acentuou o processo de
reforma agrária.
expansão mercantil.
concentração fundiária.
desruralização da elite.
mecanização da produção.
(ENEM/2016-Adaptada) Leia o texto a seguir.
A África Ocidental é conhecida pela dinâmica das suas mulheres comerciantes, caracterizadas pela perícia, autonomia e mobilidade. A sua presença, que fora atestada por viajantes e por missionários portugueses que visitaram a costa a partir do século XV, consta também na ampla documentação sobre a região. A literatura é rica em referências às grandes mulheres como as vendedoras ambulantes, cujo jeito para o negócio, bem como a autonomia e mobilidade, é tão típico da região.
HAVIK, P. Dinâmicas e assimetrias afro-atlânticas: a agência feminina e representações em mudança na Guiné (séculos XIX e XX). In: PANTOJA. S. (Org.). Identidades, memórias e histórias em terras africanas. Brasília: LGE; Luanda: Nzila, 2006.
A abordagem realizada pelo autor sobre a vida social da África Ocidental pode ser relacionada a uma característica marcante das cidades no Brasil escravista nos séculos XVIII e XIX, que se observa pela
restrição à realização do comércio ambulante por africanos escravizados e seus descendentes.
convivência entre homens e mulheres livres, de diversas origens, no pequeno comércio.
presença de mulheres negras no comércio de rua de diversos produtos e alimentos.
dissolução dos hábitos culturais trazidos do continente de origem dos escravizados.
entrada de imigrantes portugueses nas atividades ligadas ao pequeno comércio urbano.
(ENEM/2017-PPL-Adaptada) Leia o texto a seguir.
Mas era sobretudo a lã que os compradores, vindos da Flandres ou da Itália, procuravam por toda a parte. Para satisfazê-los, as raças foram melhoradas através do aumento progressivo das suas dimensões. Esse crescimento prosseguiu durante todo o século XIII, as abadias da Ordem de Cister, onde eram utilizados os métodos mais racionais de criação de gado, desempenharam certamente um papel determinante nesse aperfeiçoamento.
DUBY. G. Economia rural e vida no campo no Ocidente medieval. Lisboa: Estampa, 1987 (adaptado).
O texto aponta para a relação entre aperfeiçoamento da atividade pastoril e avanço técnico na Europa ocidental feudal, que resultou do/a
crescimento do trabalho escravo.
desenvolvimento da vida urbana.
padronização dos impostos locais.
uniformização do processo produtivo.
desconcentração da estrutura fundiária.
(ENEM/2016 -Adaptada) Leia o texto a seguir.
A linhagem dos primeiros críticos ambientais brasileiros não praticou o elogio laudatório da beleza e da grandeza do meio natural brasileiro. O meio natural foi elogiado por sua riqueza e potencial econômico, sendo sua destruição interpretada como um signo de atraso, ignorância e falta de cuidado.
PADUA, J. A. Um sopro de destruição: pensamento político e crítica ambiental no Brasil escravista (1786-1888). Rio de Janeiro: Zahar, 2002 (adaptado).
Descrevendo a posição dos críticos ambientais brasileiros dos séculos XVIII e XIX, o autor demonstra que, via de regra, eles viam o meio natural como
ferramenta essencial para o avanço da nação.
dádiva divina para o desenvolvimento industrial.
paisagem privilegiada para a valorização fundiária.
limitação topográfica para a promoção da urbanização.
obstáculo climático para o estabelecimento da civilização.
(ENEM/2016-Adaptada) Leia os textos a seguir.
TEXTO I
Mais de 50 mil refugiados entraram no território húngaro apenas no primeiro semestre de 2015. Budapeste lançou os “trabalhos preparatórios” para a construção de um muro de quatro metros de altura e 175 km ao longo de sua fronteira com a Sérvia, informou o ministro húngaro das Relações Exteriores. “Uma resposta comum da União Europeia a este desafio da imigração é muito demorada, e a Hungria não pode esperar. Temos que agir”, justificou o ministro.
Disponível em: www.portugues.rfi.fr. Acesso em: 19 jun. 2015 (adaptado).
TEXTO II
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) critica as manifestações de xenofobia adotadas pelo governo da Hungria. O país foi invadido por cartazes nos quais o chefe do executivo insta os imigrantes a respeitarem as leis e a não “roubarem” os empregos dos húngaros. Para o ACNUR, a medida é surpreendente, pois a xenofobia costuma ser instigada por pequenos grupos radicais e não pelo próprio governo do país.
Disponível em: http://pt.euronews.com. Acesso em: 19 jun. 2015 (adaptado)
O posicionamento governamental citado nos textos é criticado pelo ACNUR por ser considerado um caminho para o/a
alteração do regime político.
fragilização da supremacia nacional.
expansão dos domínios geográficos.
cerceamento da liberdade de expressão.
fortalecimento das práticas de discriminação.
(ENEM/2017-Adaptada) Leia o texto a seguir.
O fenômeno da mobilidade populacional vem, desde as últimas décadas do século XX, apresentando transformações significativas no seu comportamento, não só no Brasil como também em outras partes do mundo. Esses novos processos se materializam, entre outros aspectos, na dimensão interna, pelo redirecionamento dos fluxos migratórios para as cidades médias, em detrimento dos grandes centros urbanos; pelos deslocamentos de curta duração e a distâncias menores; pelos movimentos pendulares, que passam a assumir maior relevância nas estratégias de sobrevivência, não mais restritos aos grandes aglomerados urbanos.
OLIVEIRA, L. A. P.; OLIVEIRA, A. T. R. Reflexões sobre os deslocamentos populacionais no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2011 (adaptada).
A redefinição dos fluxos migratórios internos no Brasil, no período apontado no texto, tem como causa a intensificação do processo de
descapitalização do setor primário.
ampliação da economia informal.
tributação da área residencial citadina.
desconcentração da atividade industrial.
saturação da empregabilidade no setor terciário.
(ENEM/2015-Adaptada) Leia o texto a seguir.
No final do século XX e em razão dos avanços da ciência, produziu-se um sistema presidido pelas técnicas da informação, que passaram a exercer um papel de elo entre as demais, unindo-as e assegurando ao novo sistema uma presença planetária. Um mercado que utiliza esse sistema de técnicas avançadas resulta nessa globalização perversa.
SANTOS, M. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2008 (adaptado).
Uma consequência para o setor produtivo e outra para o mundo do trabalho advindas das transformações citadas no texto estão presentes, respectivamente, em:
Eliminação das vantagens locacionais e ampliação da legislação laboral.
Limitação dos fluxos logísticos e fortalecimento de associações sindicais.
Diminuição dos investimentos industriais e desvalorização dos postos qualificados.
Concentração das áreas manufatureiras e redução da jornada semanal.
Automatização dos processos fabris e aumento dos níveis de desemprego.
(ENEM/2021-Adaptada) Leia o texto a seguir.
Atualmente, o Programa de Melhoramento “Uvas do Brasil” utiliza métodos clássicos de melhoramento, como seleção massal, seleção clonal e hibridações. Ações de ajuste de manejo de seleções avançadas vêm sendo desenvolvidas paralelamente ao Programa de Melhoramento, no sentido de viabilização desses materiais. Ao longo dos seus 40 anos, uma grande equipe técnica trabalhou para executar projetos de pesquisa para atender às necessidades e às demandas de diferentes atores da vitivinicultura nacional, incluindo produtores de uvas de mesa para exportação do semiárido nordestino, viticultores interessados em produzir sucos em regiões tropicais ou pequenos produtores familiares da região da Serra Gaúcha, interessados em melhorar a qualidade do vinho artesanal que produzem. Programa de Melhoramento Genético “uvas do Brasil”.
Disponível em: www.embrapa.br. Acesso em: 24 nov. 2018 (adaptado).
Para melhorar a produção agrícola nas regiões mencionadas, as técnicas referidas no texto buscaram adaptar o cultivo aos/às
espécies nativas ameaçadas.
cadeias econômicas autônomas.
estruturas fundiárias tradicionais.
elementos ambientais singulares.
mercados consumidores internos.
Para melhorar a produção agrícola nas regiões mencionadas, as técnicas referidas no texto buscaram adaptar o cultivo aos/às
espécies nativas ameaçadas.
cadeias econômicas autônomas.
estruturas fundiárias tradicionais.
elementos ambientais singulares.
mercados consumidores internos.
(ENEM/2021-PPL-Adaptada) Leia o texto a seguir.
Os verdadeiros filósofos, tomados senhores da cidade, sejam eles muitos ou um só, desprezam as honras como as de hoje, por julgá-las indignas de um homem livre e sem valor algum, mas, ao contrário, têm em alta conta a retidão e as honras que dela decorrem e, julgando a justiça como algo muito importante e necessário, pondo-se a serviço dela e fazendo-a crescer, administram sua cidade.
PLATÃO. A República. São Paulo: Martins Fontes, 2006 (adaptado).
No contexto da filosofia platônica, o texto expressa uma perspectiva aristocrática acerca do exercício do poder, uma vez que este é legitimado pelo/a
prática da virtude.
consenso da elite.
decisão da maioria.
riqueza do indivíduo.
pertencimento de sangue.
(ENEM/2021-PPL-Adaptada) Leia o texto a seguir.
Polemizando contra a tradicional tese aristotélica, que via na sociedade o resultado de um instinto primordial, Hobbes sustenta que no gênero humano, diferentemente do animal, não existe sociabilidade instintiva. Entre os indivíduos não existe um amor natural, mas somente uma explosiva mistura de temor e necessidade recíprocos que, se não fosse disciplinada pelo Estado, originaria uma incontrolável sucessão de violências e excessos.
NICOLAU, U. Antologia ilustrada de filosofia: das origens à Idade Moderna. São Paulo: Globo, 2005 (adaptado).
Referente à constituição da sociedade civil, considere, respectivamente, o correto posicionamento de Aristóteles e Hobbes:
Instrumento artificial para a realização da justiça e forma de legitimação do exercício da coerção e da violência.
Realização das disposições naturais do homem e artifício necessário para frear a natureza humana.
Resultado involuntário da ação de cada indivíduo e anulação dos impulsos originários presentes na natureza humana.
Objetivação dos desejos da maioria e representação construída para possibilitar as relações interpessoais.
Realização da razão e expressão da vontade dos governados.
(ENEM/2016-Adaptada) Leia o texto a seguir.
Hoje, a indústria cultural assumiu a herança civilizatória da democracia de pioneiros e empresários, que tampouco desenvolvera uma fineza de sentido para os desvios espirituais. Todos são livres para dançar e para se divertir, do mesmo modo que, desde a neutralização histórica da religião, são livres para entrar em qualquer uma das inúmeras seitas. Mas a liberdade de escolha da ideologia, que reflete sempre a coerção econômica, revela-se em todos os setores como a liberdade de escolher o que é sempre a mesma coisa.
ADORNO, T HORKHEIMER, M. Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.
A liberdade de escolha na civilização ocidental, de acordo com a análise do texto, é um/a
legado social.
patrimônio político.
produto da moralidade.
conquista da humanidade.
ilusão da contemporaneidade.
(ENEM/2016-Adaptada) Leia o texto a seguir.
A sociologia ainda não ultrapassou a era das construções e das sínteses filosóficas. Em vez de assumir a tarefa de lançar luz sobre uma parcela restrita do campo social, ela prefere buscar as brilhantes generalidades em que todas as questões são levantadas sem que nenhuma seja expressamente tratada. Não é com exames sumários e por meio de intuições rápidas que se pode chegar a descobrir as leis de uma realidade tão complexa. Sobretudo, generalizações às vezes tão amplas e tão apressadas não são suscetíveis de nenhum tipo de prova.
DURKHEIM, E. O suicídio: estudo de sociologia. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
O texto expressa o esforço de Émile Durkheim em construir uma sociologia com base na
vinculação com a filosofia como saber unificado.
reunião de percepções intuitivas para demonstração.
formulação de hipóteses subjetivas sobre a vida social.
adesão aos padrões de investigação típicos das ciências naturais.
incorporação de um conhecimento alimentado pelo engajamento político.
(ENEM/2018-Adaptada) Leia o texto a seguir.
O marco inicial das discussões parlamentares em torno do direito do voto feminino são os debates que antecederam a Constituição de 1824, que não trazia qualquer impedimento ao exercício dos direitos políticos por mulheres, mas, por outro lado, também não era explícita quanto à possibilidade desse exercício. Foi somente em 1932, dois anos antes de estabelecido o voto aos 18 anos, que as mulheres obtiveram o direito de votar, o que veio a se concretizar no ano seguinte. Isso ocorreu a partir da aprovação do Código Eleitoral de 1932.
Disponível em: http://tse.jusbrasil.com.br.Acesso em: 14 maio 2018.
Um dos fatores que contribuíram para a efetivação da medida mencionada no texto foi a
superação da cultura patriarcal.
influência de igrejas protestantes.
pressão do governo revolucionário.
fragilidade das oligarquias regionais.
campanha de extensão da cidadania.
