WorksheetsProsa de 30
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Classifique cada afirmação a seguir como verdadeira (V) ou falsa (F).
( ) Em 1928, teve início na literatura brasileira o ciclo dos romances regionalistas, com a publicação de A bagaceira, de José Américo de Almeida. Depois dele, autores como Rachel de Queiroz, José Lins do Rego e Graciliano Ramos, entre outros, desenvolveram obras que retratam a realidade social do país, especialmente do Nordeste.
( ) Afetados por acontecimentos como a ascensão de Getúlio Vargas e a ditadura do Estado Novo e pelo cenário de pobreza e desigualdade que se apresentava pelo Brasil, os escritores modernistas passaram a desenvolver um trabalho de crítica e denúncia social, com os olhos voltados especialmente à região Nordeste do país.
( ) As temáticas predominantes nas obras produzidas entre 1930 e 1945 são o mandonismo nas relações rurais, o autoritarismo de figuras como os coronéis, a seca e a fome que flagelavam o povo nordestino, o abismo existente entre as classes sociais, além da crítica à estrutura oligárquica, ainda presente no interior do país.
( ) A coloquialidade da linguagem, aplicada à realidade nordestina na prosa desenvolvida entre 1930 e 1945, pode ser verificada nos diálogos das personagens, que utilizam regionalismos e cujo falar é transposto de modo cuidadoso nas obras do período, mostrando um Brasil até então pouco explorado na literatura.
A alternativa que apresenta a classificação correta das afirmações, de cima para baixo, é:
V, V, V, F.
V, V, V, V.
F, V, V, V.
F, V, V, F.
V, F, F, V.
Analise as afirmações a seguir sobre Rachel de Queiroz e suas obras.
I. Rachel de Queiroz desenvolveu uma prosa envolta em tom poético e memorialista, com linguagem simples e coloquial, expondo questões de sua época, como a emancipação feminina e a seca no Nordeste, região em que nasceu. Entre suas obras estão O quinze (1930), João Miguel (1932), As três Marias (1934) e Caminho de pedras (1937).
II. O romance O quinze recebe esse nome em referência à seca que assolou o Ceará em 1915. A história gira em torno de dois planos: a saga do retirante Chico Bento e sua família, que migram para fugir da seca e da miséria, e o romance de Conceição e Vicente, este último um vaqueiro desempregado da região e também retirante.
III. No romance As três Marias Rachel de Queiroz explora o papel da mulher na sociedade, tratando de sua emancipação, tanto no campo amoroso quanto no social, dentro de uma cultura patriarcal.
IV. Narrado em primeira pessoa, o romance As três Marias recebe esse nome porque conta a história de três amigas, todas chamadas Maria – Maria Augusta, Maria José e Maria da Glória. A história divide-se em duas fases: a vida das três personagens dentro e fora do internato.
V. As três amigas do romance As três Marias se conhecem em um internato católico, instituição que representa a falta de mobilidade a que estavam sujeitas as mulheres na década de 1930. Na obra também é possível vislumbrar, na união entre religião e educação, um fator moralizante e regulador do comportamento feminino.
Estão corretas as afirmações:
I, II, III e V.
II, III e IV.
I, III, IV e V.
I, II, III e IV.
III, IV e V.
Sentada na espreguiçadeira da sala, Conceição lia, com os olhos escuros intensamente absorvidos na brochura de capa berrante. [...]
Maciamente, num passo resvalado de sombra, Dona Inácia entrou, de volta da igreja, com seu rosário de grandes contas pretas pendurado no braço.
Conceição só a viu quando o ferrolho rangeu, abrindo:
— Já de volta, Mãe Nácia? [...]
Dona Inácia tomou o volume das mãos da neta e olhou o título:
— E esses livros prestam para moça ler, Conceição? No meu tempo, moça só lia romance que o padre mandava...
Conceição riu de novo:
— Isso não é romance, Mãe Nácia. Você não está vendo? É um livro sério, de estudo...
— De que trata? [...]
— Trata da questão feminina, da situação da mulher na sociedade, dos direitos maternais, do problema...
Dona Inácia juntou as mãos, aflita:
— E minha filha, para que uma moça precisa saber disso? Você quererá ser doutora, dar para escrever livros?
Novamente o riso da moça soou:
— Qual o que, Mãe Nácia! Leio para aprender, para me documentar...
— E só para isso, você vive queimando os olhos, emagrecendo... Lendo essas tolices...
— Mãe Nácia, quando a gente renuncia a certas obrigações, casa, filhos, família, tem que arranjar outras coisas com que se preocupe... Senão a vida fica vazia demais...
— E para que você torceu sua natureza? Por que não se casa?
QUEIROZ, Rachel de. O quinze. 13. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971. p. 117-118.
Identifique com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas.
O fragmento, contextualizado na obra, revela
( ) o casamento utilizado como forma de ascensão social.
( ) uma nova percepção da mulher, dentro de um contexto adverso.
( ) o uso de uma linguagem distensa, com aproveitamento das formas da oralidade.
( ) a personagem Conceição solidária com os padrões sociais defendidos por Mãe Nácia.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
V V F F
F F V V
V F V F
F V V F
V F F V
A obra do jornalista e romancista paraibano José Lins do Rego (1901-1957) é dividida, de forma a simplificar seu estudo, em três fases, de acordo com a temática. Relacione cada obra à fase a que pertence.
A. Ciclo do cangaço
B. Obras independentes
C. Ciclo da cana-de-açúcar
( ) Riacho doce (1939)
( ) O moleque Ricardo (1935)
( ) Cangaceiros (1953)
( ) Fogo morto (1943)
( ) Pedra bonita (1938)
( ) Eurídice (1947)
( ) Banguê (1934)
( ) Menino de engenho (1932)
A alternativa que apresenta a relação correta entre as obras e a fase a que pertencem é:
B, A, C, C, A, B, C, C.
B, C, A, C, A, B, C, C.
C, C, A, C, A, B, C, B.
C, C, A, B, A, B, C, C.
B, C, A, B, A, B, C, C.
O romance Fogo morto, de José Lins do Rego, trata da decadência do engenho Santa Fé, em decorrência da abolição da escravatura e do início de uma estrutura capitalista industrial açucareira (as usinas) na região. A expressão que dá nome à obra se refere:
às constantes queimadas que aconteciam no Santa Fé com o início de seu declínio.
ao incêndio provocado por Seu Lula nas terras do Santa Fé, que passaram a ser improdutivas.
ao saque à cidade de Pilar seguido da invasão do Santa Fé por Antônio Silvino e seu bando.
aos engenhos desativados, ou seja, que não queimavam mais cana nem produziam açúcar.
ao fim do engenho Santa Fé pela falta de herdeiros para tomar conta do negócio iniciado pelo capitão Tomás Cabral de Melo.
) Leia o excerto abaixo, para responder à questão.
“Meu avô me levava sempre em suas visitas de corregedor às terras de seu engenho. Ia ver de perto os seus moradores, dar uma visita de senhor nos seus campos. O velho José Paulino gostava de percorrer a sua propriedade, de andá-la canto por canto, entrar pelas suas matas, olhar as suas nascentes, saber das precisões de seu povo, dar os seus gritos de chefe, ouvir queixas e implantar a ordem. Andávamos muito nessas suas visitas de patriarca.”
(José Lins do Rego: Menino de engenho. Rio de Janeiro, José Olympio, 19,p.)
Observe as afirmações apresentadas abaixo.
Assinale com V as que forem verdadeiras e com F as falsas, em relação ao romance de que o excerto faz parte.
( ) De caráter memorialista, o romance mostra a decadência dos engenhos de açúcar, esmagados pelas poderosas usinas.
( ) Esse foi o romance de estreia de José Lins do Rego, revelado como um dos mais importantes autores do Modernismo; inaugurou o chamado ciclo da cana-de-açúcar na literatura.
( ) A temática dessa obra gira em torno da crítica social da realidade nordestina, das fazendas de cacau e do coronelismo.
( ) O livro aborda questões relacionadas ao fim do Império e início da República.
( ) José Lins do Rego compôs sua obra a partir das recordações de sua infância e adolescência, atribuindo ao romance um caráter memorialista.
A alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – F – V – F
V – V – F – V – V
F – F – V – F – F
F – F – V – V – F
V – V – V – F – V
Analise as afirmações sobre Graciliano Ramos e sua obra.
I. As obras de Graciliano Ramos são esteticamente bem construídas, com estrutura e linguagem inovadoras para a época, a exemplo da narrativa não linear e da linguagem sintética.
II. Vidas Secas é o único romance de Graciliano Ramos escrito em 3ª pessoa; esse distanciamento possibilita que as personagens sejam exploradas sob uma ótica realista e crítica.
III. A dificuldade de comunicação de Fabiano e sua família, personagens da obra Vidas secas, coloca-os como seres subumanos e animalizados, em oposição à cachorra Baleia, que se comunica de forma mais eficaz que seus donos.
IV. Graciliano Ramos escreveu também contos para adultos e infantojuvenis — dos quais são exemplos, respectivamente, as obras Insônia (1947) e A terra dos meninos pelados (1939) —, além dos romances Caetés (1933) e São Bernardo (1934).
Estão corretas as afirmações:
I, II e III.
I, III e IV.
II, III e IV.
I, II e IV.
I, II, III e IV.
Leia o trecho a seguir, extraído do romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos.
Na palma da mão as notas estavam úmidas de suor. Desejava saber o tamanho da extorsão. Da última vez que fizera contas com o amo o prejuízo parecia menor. Alarmou-se. Ouvira falar em juros e em prazos. Isto lhe dera uma impressão bastante penosa: sempre que os homens sabidos lhe diziam palavras difíceis, ele saía logrado. Sobressaltava-se escutando-as. Evidentemente só serviam para encobrir ladroeiras. Mas eram bonitas. As vezes decorava algumas e empregava-as fora de propósito. Depois esquecia-as. Para que um pobre da laia dele usar conversa de gente rica? Sinha Terta é que tinha uma ponta de língua terrível. Era: falava quase tão bem como as pessoas da cidade. Se ele soubesse falar como Sinha Terta, procuraria serviço noutra fazenda, haveria de arranjar-se. Não sabia. Nas horas de aperto dava para gaguejar, embaraçava-se como um menino, coçava os cotovelos, aperreado. Por isso esfolavam-no. Safados. Tomar as coisas de um infeliz que não tinha onde cair morto! Não viam que isso não estava certo? Que iam ganhar com semelhante procedimento? Hem? Que iam ganhar?
RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 120. ed. Rio de Janeiro: Record, 2013.
Com base no texto apresentado, pode-se dizer que o autor:
critica a postura do trabalhador rural nordestino, que não se preocupa em dominar a língua culta e culpa aqueles que a dominam pelos problemas por que passa.
acredita que, com o domínio da língua culta e muito esforço, todos os trabalhadores rurais têm as mesmas oportunidades.
mostra a estreita relação entre linguagem e poder, denunciando a opressão ao trabalhador nordestino exercida por meio da fala do opressor, incompreensível ao oprimido.
demonstra sua crença de que o desconhecimento da língua culta não isola os indivíduos, pois estes podem mostrar esperteza e conhecimento de outras maneiras.
acredita que o trabalhador rural nordestino precisa de um intermediário que o represente e fale de igual para igual com seu opressor, para não ser passado para trás.
A obra Memórias do cárcere foi escrita em 1936 por Graciliano Ramos durante sua estadia na cadeia, acusado de ser simpatizante do comunismo; porém só foi publicada em 1953, após a morte do autor. Em certo trecho da obra, Graciliano Ramos faz o seguinte comentário sobre outro romance de sua autoria:
Na casinha de Pajuçara fiquei até a madrugada consertando as últimas páginas do romance. Os consertos não me satisfaziam: indispensável recopiar tudo, suprimir as repetições excessivas. Alguns capítulos não me pareciam muito ruins, e isto fazia que os defeitos medonhos avultassem. O meu Luís da Silva era um falastrão, vivia a badalar à toa reminiscências da infância, vendo cordas em toda a parte. Aquele assassinato, realizado em vinte e sete dias de esforço, com razoável gasto de café e aguardente, dava-me impressão de falsidade. Realmente eu era um assassino bem chinfrim. O delírio final se atamancara numa noite, e fervilhava de redundâncias. Enfim não era impossível canalizar esses derramamentos. O diabo era que no livro abundavam desconexões, talvez irremediáveis. Necessário ainda suar muito para minorar as falhas evidentes. […]
RAMOS, Graciliano. Memórias do cárcere. 45. ed. São Paulo: Record, 2011.
Esse comentário se refere ao romance:
Vidas secas.
Caetés.
São Bernardo.
Angústia.
Infância.
Relacione cada personagem à respectiva obra e autor.
Coluna 1
I. Sinhá Vitória
II. Dona Inácia
III. Marina
IV. Vitorino
V. Baleia
Coluna 2
A. Angústia (Graciliano Ramos)
B. Vidas secas (Graciliano Ramos)
C. Fogo morto (José Lins do Rego)
D. O quinze (Rachel de Queiroz)
A alternativa que apresenta a relação correta é:
I. B, II. D, III. A, IV. C, V. B.
I. B, II. D, III. B, IV. C, V. A.
I. A, II. D, III. A, IV. C, V. B.
I. A, II. D, III. B, IV. C, V. B.
I. C, II. D, III. A, IV. C, V. B.
A Era Vargas, como ficou conhecido o período no Brasil que vai de 1930 a 1945, pode ser associada a algumas expressões que a caracterizam, exceto:
ditadura.
autoritarismo.
nacionalismo.
anticomunismo
política do café com leite.
A prosa brasileira entre os anos de 1930 e 1945 foi caracterizada por obras de caráter regionalista, que apresentavam não só a realidade dos centros urbanos, mas também a das regiões interioranas, retratando de modo crítico a fome e a miséria, consequências dos sistemas oligárquicos vigentes no país. Entre os autores dessa época, conhecida como Segunda Geração do Modernismo, estão os relacionados a seguir, exceto:
José Lins do Rego e o romance Menino de engenho, que retrata a infância de Carlos de Melo no engenho do avô na Zona da Mata nordestina.
Rachel de Queiroz e a obra O quinze, cujo enredo gira em torno da seca que assolou o Ceará em 1915.
Graciliano Ramos e o romance Angústia, que, ambientado em Maceió, conta a história do funcionário público Luís da Silva.
Cecília Meireles e sua obra Romanceiro da Inconfidência, na qual a escritora relata os fatos que envolveram a Inconfidência Mineira.
Graciliano Ramos e seu romance Vidas secas, que mostra a luta pela sobrevivência da família de Fabiano, retirantes do sertão nordestino.
Autor premiado nacional e internacionalmente e traduzido em diversas línguas, o baiano Jorge Amado teve várias de suas obras adaptadas para o cinema, o teatro e a televisão. Ainda jovem começou a participar da vida literária em Salvador e, em 1931, publicou seu primeiro romance, intitulado:
Capitães da areia
O país do carnaval.
Cacau.
Mar morto.
O cavaleiro da esperança.
Em seus quase 89 anos de vida, Jorge Amado (1912-2001) escreveu romances, biografias (ABC de Castro Alves, 1941), crônicas (Hora da guerra, 2008, publicação póstuma), contos (Do recente milagre dos pássaros, 1979) e até mesmo literatura infantil (A bola e o goleiro, 1984) e teatro (O amor do soldado, 1947). Suas obras podem ser organizadas em fases, de acordo com as motivações que o levaram a produzir cada uma delas. Associe cada obra listada a seguir (coluna 2) à fase a que pertence (coluna 1).
Coluna 1
A. Depoimentos líricos
B. Pregação partidária
C. Romance proletário
D. Crônica de costumes
E. Ciclo do cacau
Coluna 2
( ) Suor
( ) Jubiabá
( ) Terras do sem-fim
( ) Tereza Batista cansada de guerra
( ) O mundo da paz
( ) Mar morto
( ) Cacau
( ) O cavaleiro da esperança
( ) São Jorge dos Ilhéus
( ) Tenda dos milagres
A sequência correta da associação entre as duas colunas é:
(C), (A), (E), (D), (B), (A), (C), (B), (E), (D).
(C), (E), (A), (D), (B), (A), (C), (B), (E), (D).
(C), (A), (E), (C), (B), (A), (E), (B), (E), (D).
(C), (A), (E), (D), (A), (B), (C), (B), (E), (D).
(C), (E), (A), (D), (B), (A), (C), (B), (D), (E).
Analise as afirmações a seguir sobre Jorge Amado e suas obras.
I. Pedro Bala, João Grande, Sem-Pernas e Pirulito são algumas das personagens do romance Capitães da areia, lançado em 1937. O romance apresenta a vida de um grupo de meninos abandonados que vivem em um trapiche e cometem pequenos furtos nas ruas de Salvador para sobreviver.
II. Capitães da areia é narrado em 1ª pessoa. O narrador-personagem, Pedro Bala, relata a história do bando de meninos do qual é líder, apresentando os sonhos e o lado psicológico de cada personagem, bem como a forma como cada um lida com a pobreza, o abandono e a maturidade prematura adquirida por meio da vida nas ruas.
III. Jubiabá é o nome de uma das personagens do romance homônimo de Jorge Amado, publicado em 1935. Apesar de não ser o protagonista da obra, trata-se de uma personagem forte e marcante, que exerce o papel de protetor e conselheiro da personagem principal, Antônio Balduíno, conhecido como Baldo.
IV. Jubiabá é narrado em 3ª pessoa. Entre as temáticas desenvolvidas na obra estão o racismo, a exploração social do negro, a precarização do trabalho, a prostituição, a miséria, a falta de assistência médica à população mais pobre da Bahia e a violência contra a mulher.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmação(ões):
I.
I e II.
I, II e III.
I, III e IV.
II, III e IV.
O gaúcho _____________ ingressou na literatura com a publicação, em 1932, de seu livro de contos intitulado _____________. Um ano depois, publicou seu primeiro romance, _____________, que fez enorme sucesso na época. Sua obra mais famosa, a trilogia _____________, teve o primeiro volume publicado em 1949. Em 1971, publicou seu último livro, o romance _____________, obra que se aproxima do realismo fantástico.
A sequência de expressões que preenche corretamente as lacunas do texto é:
Erico Verissimo, Clarissa, Fantoches, O tempo e o vento, Incidente em Antares.
Erico Verissimo, Fantoches, Clarissa, Um certo capitão Rodrigo, Incidente em Antares.
Erico Verissimo, Fantoches, Clarissa, O tempo e o vento, Incidente em Antares.
Erico Verissimo, Clarissa, Fantoches, O tempo e o vento, Senhor embaixador.
Erico Verissimo, Fantoches, Clarissa, Um certo capitão Rodrigo, Caminhos cruzados.
A prosa de Erico Verissimo pode ser distribuída em três fases. Na primeira, uma prosa mais lírica, o autor retrata pessoas comuns em situações do dia a dia, suas trajetórias de vida e os problemas que enfrentam. Na segunda, é retratado o passado histórico do Rio Grande do Sul, seu estado de origem. Na terceira, o autor fala sobre racismo e guerra e enfoca as reações ao sistema político do século XX. Assinale a alternativa que contém uma obra de cada uma dessas fases, respectivamente.
Música ao longe, Olhai os lírios do campo, Incidente em Antares.
Música ao longe, Saga, Incidente em Antares.
O resto é silêncio, Incidente em Antares, O retrato.
O resto é silêncio, Prisioneiro, Incidente em Antares.
Música ao longe, Senhor embaixador, Incidente em Antares.
Analise as afirmações a seguir sobre as obras de Erico Verissimo.
I. Caminhos cruzados retrata a sociedade brasileira da época, na qual vários sujeitos de classes sociais distintas convivem, sem, no entanto, transpor os abismos que os separam. Mesmo quando os caminhos se cruzam, como sugere o título, as diferenças econômicas e de status ainda ocupam um lugar de destaque nas relações.
II. A obra O tempo e o vento é composta de sete volumes, organizados em três partes, cada uma voltada a um aspecto da história dos 200 anos de formação do estado do Rio Grande do Sul — O continente (parte I, dois volumes), O retrato (parte II, dois volumes) e O arquipélago (parte III, três volumes).
III. Em Caminhos cruzados não há protagonistas; trata-se de uma história coletiva, na qual a vida de diferentes núcleos sociais é mostrada ao longo de cinco dias. O narrador em 3ª pessoa não é onisciente, o que colabora para manter a atmosfera fragmentada do romance. Além disso, ao mesclar diferentes pontos de vista, o autor provoca a sensação de polifonia no leitor.
IV. Rodrigo Cambará, cuja história é contada na parte I da obra O tempo e o vento, transformou-se no símbolo do gaúcho, com seu misto de bravura, fanfarronice, generosidade e pensamento libertário. Tão importante quanto o capitão Rodrigo são as mulheres da família Terra — Ana, Bibiana e Maria Valéria —, cujas características de fortes matriarcas se perpetuam por gerações.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmação(ões):
I, II e III.
II, III e IV.
I, III e IV.
I, II e IV.
I, II, III e IV.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Cornélio Penna tem sido classificado como apenas um escritor intimista da década de 1930 que não se preocupou muito com questões histórico-sociais, apesar de ter sido esse um período de intensas mudanças políticas no Brasil e no mundo. […]
A intelectualidade da época se viu dividida em duas frentes que estavam sendo estabelecidas, ou seja, a dos romancistas de esquerda (escritores de romances de cunho social e que viam na literatura uma forma de promover mudanças sociais) e aqueles que eram considerados de direita (católicos, autores de literatura com ênfase na psicologia, no intimismo). […]
[…]
A divisão entre direita e esquerda era tão marcada que, inevitavelmente, foi assimilada pela maior parte das histórias da literatura, que classificaram as obras do período de acordo com a temática que nelas era mais evidente, ou seja, o intimismo (identificado com a direita) ou o regionalismo (identificado com a esquerda). É o que ocorre em A literatura no Brasil [Rio de Janeiro: Sul Americana, 1970], coleção organizada por Afrânio Coutinho […].
[…]
Alfredo Bosi [História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1989.] também parte dessa divisão tradicional, pois quando apresenta os escritores do período, fala em “ficção regionalista”, de um lado, e em “páginas de sondagem psicológica e moral”, de outro. Entre os escritores que produzem essas páginas inclui Cornélio Penna.
[…]
Na obra corneliana, que foi lançada na década de 1930, não há justamente uma separação arbitrária entre o social e o psicológico. A narrativa de Cornélio Penna, por meio de sua articulação estética, problematiza questões importantes que tem suas origens na sociedade patriarcal brasileira. Por isso, a obra do referido escritor tem como cenário o século XIX, marcado pelos grandes senhores de terra, escravos e agregados, que são características desse sistema escravocrata e patriarcal, o qual deixou muitas marcas na sociedade brasileira. […]
RAMOS, Jozelma de Oliveira. Aspectos da crítica sobre a obra de Cornélio Penna: do romance intimista ao mistério. Revele, Belo Horizonte, n. 9, p. 87-95, out. 2015. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revele/article/view/11356/8094. Acesso em: 24 fev. 2022.
As características citadas no último parágrafo do texto aplicam-se especialmente à obra:
Fronteira.
Dois romances de Nico Horta.
A menina morta.
Repouso.
Alma branca.
Analise as afirmações a seguir e classifique cada uma delas em verdadeira (V) ou falsa (F).
I. ( ) O mineiro Lúcio Cardoso começou a escrever ainda na adolescência. Seu primeiro romance, Maleita, foi publicado em 1934 e tem como enredo a fundação de uma cidade no interior de Minas Gerais. No ano seguinte, publicou Salgueiro, obra que retrata a vida nos morros cariocas. Em 1936, foi a vez de A luz do subsolo, obra na qual se volta para a ficção introspectiva.
II. ( ) O carioca Cornélio Penna teve sua estreia literária em 1935, com a publicação do romance introspectivo A menina morta. A história se passa em uma cidade sem nome, encravada entre montanhas e fantasmas da época da mineração. Esse lugar indefinido está entre o passado e o presente, entre o real e o sonho, entre o natural e o sobrenatural, entre a lucidez e a loucura.
III. ( ) Crônica da casa assassinada é a obra mais importante de Cornélio Penna. Publicada em 1959, a obra foi construída com o entrecruzamento de narrativas e conta a história de três irmãos que vivem juntos em uma chácara, com as esposas de dois deles. Por meio de depoimentos, cartas e diários, são apresentados pontos de vista que têm como objetivo investigar o caráter de Nina, uma das esposas.
IV. ( ) Dyonélio Machado publicou seu primeiro livro, Um pobre homem, em 1927. Anos mais tarde, em 1935, publicou aquela que viria a ser considerada sua obra mais importante, Os ratos. Com enredo simples e narrador em 3ª pessoa, Os ratos apresenta, ao longo de 28 capítulos, um dia na vida de um funcionário público que precisa pagar uma dívida com o leiteiro para não ver sua família passar fome.
A alternativa que apresenta a classificação correta das afirmações, de cima para baixo, é:
V, F, V, F.
V, V, V, V.
V, F, V, V.
V, V, F, V.
V, F, F, V.
