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O que é essencial para todos?

Total questions: 11

Worksheet time: 6mins

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1.

O que é essencial para todos?

por Gustavo Barreto em 24 de julho de 2009

“O homem é essencialmente um ser de cultura”, argumenta o professor Denys Cuche, da Universidade Paris V. A cultura é um campo do conhecimento humano que nos permite pensar a diferença, o outro e dar um fim às explicações naturalizantes dos comportamentos humanos. As questões étnica, nacional e de gênero, por exemplo, não podem em hipótese alguma serem observadas em seu “estado bruto”. É o caso da relação homem-mulher, cujas implicações culturais são mais importantes do que as explicações biológicas.

E por que se faz importante fazer esta breve introdução, na questão da ideia do Vale Cultura, lançada pelo Governo Federal e atualmente em discussão com os atores sociais da área? Porque urge que nossa legislação passe por uma transformação, dado que a principal lei do setor está defasada (é de 1991) e é insuficiente para os desafios atualmente expostos.

O conceito de “cultura” é tão reivindicado quanto controverso. Ouvimos esta palavra diariamente, para os mais diversos usos: cultura política, cultura religiosa, cultura empresarial. Também serve para complexificar e ampliar um debate sobre um tema difícil (“isso é cultural”), para finalizá-lo (“não tem jeito, isso é cultural”) ou gerar preconceito contra um grupo social (“o povo não tem cultura”). São múltiplos os usos.

Está claro que incentivar as manifestações culturais de um povo é condição indispensável para seu desenvolvimento. É certo que este instrumento deve atingir um de seus principais objetivos: a desconcentração regional e a democratização do acesso a produtos culturais. A simples injeção de R$ 600 milhões por mês no mercado cultural, podendo atingir até 12 milhões de brasileiros, já é um grande benefício.

O curioso na iniciativa do Governo, que já tramitava no Congresso desde 2006, é a questão tardiamente (e fatalmente) gerada para reflexão: o que é essencial para todos? Se o trabalhador possui o Vale Transporte e o Vale Alimentação, por que não o Vale Cultura? Este debate – e o debate é justamente este – gera reações ainda mais curiosas.

A mais risível é a que ataca a proposta como “dirigista”, afirmando que o tempo do dirigismo cultural já acabou em todo o mundo. Uma simplificação melancólica e uma inverdade: governos de países que alcançaram bons índices de desenvolvimento humano investem muito mais na cultura do que o Brasil. Os ataques têm nome: são os mesmos que falam em “alta cultura” e compõe as velhas oligarquias deste setor, pois concentraram por muito tempo a exclusividade dos “negócios” da cultura. Alguns chegam a duvidar da “qualidade estética” dos produtos culturais a serem consumidos.

Estão claros os inimigos deste discurso conservador: o trabalhador, que passa a ser progressivamente um crítico de cultura, e as manifestações da cultura popular – ora atacada, por exemplo, por meio da restrição à cultura do funk carioca.

A aprovação do Vale Cultura será um passo importante, dentro de uma longa caminhada, para a inserção de milhões de brasileiros no universo privilegiado da cultura local, regional e nacional.

(*) Gustavo Barreto é produtor cultural no Rio de Janeiro e mestrando do Programa de Pós Graduação em Comunicação e Cultura na UFRJ. Artigo publicado também no Jornal do Brasil do último domingo (19/7)Quem argumenta que o homem é essencialmente um ser de cultura?

a)

Frei Gilvander Moreira

b)

Simón Bolívar

c)

Denys Cuche

d)

Gustavo Barreto

2.

Qual é a principal lei do setor cultural mencionada no texto?

a)

Lei de 2011

b)

Lei de 2006

c)

Lei de 2000

d)

Lei de 1991

3.

Qual é o objetivo principal do Vale Cultura?

a)

Promover a cultura empresarial

b)

Melhorar a segurança pública

c)

Desconcentração regional e democratização do acesso a produtos culturais

d)

Aumentar o salário dos trabalhadores

4.

Quantos brasileiros podem ser beneficiados pelo Vale Cultura?

a)

10 milhões

b)

12 milhões

c)

5 milhões

d)

1 milhão

5.

Qual é a crítica mais risível à proposta do Vale Cultura?

a)

É dirigista

b)

É muito caro

c)

Não é necessário

d)

É complicado

6.

Quem são os inimigos do discurso conservador mencionado no texto?

a)

Os estudantes

b)

Os trabalhadores e as manifestações da cultura popular

c)

Os políticos

d)

Os empresários

7.

Qual é a profissão de Gustavo Barreto?

a)

Advogado

b)

Professor

c)

Jornalista

d)

Produtor cultural

8.

Em que ano foi fundado o Diário Revista Consciência?

a)

2000

b)

1991

c)

2011

d)

2006

9.

Observe o trecho "E por que se faz importante fazer esta breve introdução, na questão da ideia do Vale Cultura, lançada pelo Governo Federal e atualmente em discussão com os atores sociais da área? Porque urge que nossa legislação passe por uma transformação, dado que a principal lei do setor está defasada (é de 1991) e é insuficiente para os desafios atualmente expostos." Marque a opção que indica a TESE do texto:

a)

"Porque se faz importante fazer esta breve introdução"

b)

A ideia do Vale Cultura que está em discussão atualmente.

c)

"Porque urge que nossa legislação passe por uma transformação, dado que a principal lei do setor está defasada "

d)

Porque é uma lei lançada pelo Governo Federal.

10.

A música "comida" do grupo de pop rock "Titãs" aborda de forma crítica as necessidades vitais do ser humano. Com base na leitura do artigo de opinião e na letra da música responda: A letra da canção assim como o artigo de opinião têm o objetivo de:

a)

Relatar sobre a distribuição incorreta de alimentos para a sociedade brasileira.

b)

Denunciar que o problema da fome está relacionado à falta de planejamento governamental.

c)

Apresentar pontos de vista sobre as necessidades vitais do ser humano, principalmente para a formação da essência do sujeito.

d)

Ambos discutem sobre a necessidade financeira para a formação cultural do sujeito.

11.

Compare a letra da música comida e o Artigo de opinião, ambos procuram

a)

Provar a importância dos bens culturais para a formação do sujeito.

b)

Discutir a necessidade do dinheiro para a formação social.

c)

Denunciar o descaso dos governantes diante da alimentação precária da sociedade.

d)

Ensinar as pessoas a como ter acesso aos bens culturais.