WorksheetsRevisão para Prova Paulista - 9º C
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Opinião: Após enchentes no Sul, Brasil precisa de infraestrutura mais resiliente
Enquanto autoridades articulam planos para reconstruir o Rio Grande do Sul, o país deveria adotar medidas para resistir a futuras emergências climáticas
As mudanças climáticas aumentaram a incidência de eventos extremos em todo o mundo. Não é mais possível ignorar as secas, inundações e ondas de calor em lugares tão díspares como Paquistão, Quênia e Chile.
Este mês, o clima extremo atingiu o Brasil, com enchentes devastadoras no estado mais austral do país, o Rio Grande do Sul. Imagens impactantes mostram o bairro Centro Histórico, de Porto Alegre, totalmente submerso. Alguns moradores foram resgatados com pequenas embarcações e jet skis — alguns tiveram que subir nos telhados de suas casas enquanto viam seus pertences serem arrastados pela correnteza.
Houve danos imensos na infraestrutura das cidades, incluindo em pontes, viadutos, estradas e no maior aeroporto internacional da região. A estimativa inicial de reconstrução do governo estadual é da ordem de R$ 19 bilhões, embora esse valor tenha sido calculado a partir dos eventos climáticos de 2023, que tiveram uma escala muito menor. A dimensão completa das perdas só será possível quando a água baixar totalmente.
No auge de uma crise como essa, todos os recursos devem ser concentrados no resgate e apoio às pessoas afetadas pela tragédia. Mas, à medida que as águas escoam lentamente, fica evidente que a reconstrução do estado exigirá um esforço ainda maior.
[...]
Em meio a um desastre sem precedentes no Brasil e a emergências climáticas ao redor do mundo, as enchentes no Rio Grande do Sul exigem ações governamentais decisivas. Os custos humanos devem ser mitigados imediatamente e, em seguida, o estado deve ser reconstruído de forma resiliente ao clima. Aqui, propomos um plano para essa reconstrução.
1. Superar políticas de austeridade
Afastar-se das políticas de austeridade fiscal é a primeira medida que um país em desenvolvimento deve tomar em uma emergência climática. Houve uma tendência pós-pandemia de países adotarem tais medidas, apesar das imensas necessidades de investimento. [...]
2. Mobilizar financiamento acessível
Em segundo lugar, o Brasil precisa de financiamento de bancos de desenvolvimento nacionais e multilaterais com condições de pagamento acessíveis. Mobilizar recursos por meio de linhas de crédito existentes e aproveitar as vantagens do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é um bom começo, mas será preciso mais.
3. Planejamento para o futuro
Em terceiro lugar, é fundamental que o governo brasileiro adote uma visão de longo prazo e aposte na resiliência contra futuros desastres. A mais recente lei de licitações públicas permite que os governos federal e estaduais adquiram bens e serviços com base em aspectos técnicos, e não apenas no custo. Como declarou recentemente a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, os investimentos em cidades vulneráveis ao clima devem ter como objetivo mitigar impactos futuros, e qualquer reconstrução deve fazer o mesmo. [...]
4. Priorizar a reconstrução verde
Os países que se reconstroem de desastres climáticos devem priorizar, na medida do possível, as indústrias verdes e as cadeias de produção locais. Isso promove mais resiliência às mudanças climáticas diante de interrupções de cadeias globais.
O Brasil se uniu aos esforços globais de industrialização verde com sua nova política industrial, visando por exemplo tornar sua produção de aço e cimento mais sustentável. Nesse sentido, ajustes nas normas de compras públicas para priorizar fornecedores “verdes” poderiam incentivar a descarbonização. Essas iniciativas podem alinhar o uso de recursos naturais, metas de reindustrialização e políticas de sustentabilidade. [...]
Esperamos que a resposta a esse desastre climático possa moldar positivamente o futuro não apenas de Porto Alegre, mas de outras cidades e instituições nas próximas décadas. Embora as circunstâncias sejam terríveis, não se pode duvidar da capacidade de recuperação de Porto Alegre.
SILVA, P. P.; GASPI, R. H.; MARQUES, M. Z. Disponível em: https://oeco.org.br/analises/opiniao-apos-enchentes-no-sul-brasil-precisa-de-infraestrutura-mais-resiliente/. Opinião: Após enchentes no Sul, Brasil precisa de infraestrutura mais resiliente. Acesso em: 4 jun. 2024.
1) Com base na leitura, é correto afirmar que
O texto trata da situação das enchentes no Rio Grande do Sul e apresenta o ponto de vista dos autores sobre ações necessárias para o futuro em relação às mudanças climáticas.
Os autores opinam a respeito da forma como as autoridades estão apoiando as pessoas desabrigadas em razão das enchentes no Rio Grande do Sul.
A fim de convencer as pessoas a ajudar o Rio Grande do Sul no contexto das enchentes, os autores explicam o panorama geral das mudanças climáticas no Brasil.
O texto aborda quais ações governamentais tiveram êxito na diminuição do impacto das enchentes no Rio Grande do Sul, elogiando as autoridades estaduais.
Leia as afirmativas, avaliando-as como verdadeiras ou falsas, depois, marque a alternativa correta.
I. Os autores apresentam propostas para uma reconstrução do Rio Grande do Sul por meio de tópicos numerados, que organizam por tema cada plano.
II. Algumas palavras atuam na ênfase dos pontos de vista dos autores, como as expressões em destaque nos trechos “o Brasil precisa de financiamento” e “é fundamental que o governo brasileiro adote [...]”.
III. No trecho a seguir, a expressão em destaque é usada em sentido denotativo: “Os países que se reconstroem de desastres climáticos devem priorizar, na medida do possível, as indústrias verdes e as cadeias de produção locais.”.
IV. No trecho a seguir, a expressão em destaque se refere aos processos industriais que se apoiam em condutas com menor impacto ambiental: “O Brasil se uniu aos esforços globais de industrialização verde com sua nova política industrial [...]”.
As afirmativas I, II e III são verdadeiras.
As afirmativas I, II e IV são verdadeiras.
As afirmativas II, III e IV são verdadeiras.
As afirmativas III e IV são verdadeiras.
Marque o trecho que apresenta um adjetivo que auxilia na construção de opinião no texto.
“Este mês, o clima extremo atingiu o Brasil, com enchentes devastadoras no estado mais austral do país, o Rio Grande do Sul.”
“A dimensão completa das perdas só será possível quando a água baixar totalmente.”
“A mais recente lei de licitações públicas permite que os governos federal e estaduais adquiram bens e serviços com base em aspectos técnicos, e não apenas no custo.”
“Embora as circunstâncias sejam terríveis, não se pode duvidar da capacidade de recuperação de Porto Alegre.”
Querida equipe da revista,
Eu estava lendo a matéria sobre o uso de celular na última edição da revista e quis compartilhar minha opinião sobre esse assunto tão relevante para nós, adolescentes.
Primeiramente, gostaria de parabenizá-los pela abordagem franca e esclarecedora. É crucial discutir os prós e os contras do uso excessivo de celulares, especialmente entre jovens como eu. Concordo plenamente que os smartphones se tornaram uma parte indispensável de nossas vidas, mas também reconheço os perigos que podem surgir quando não usamos essas ferramentas com responsabilidade.
[...]
As alternativas a seguir apresentam títulos de textos jornalísticos diversos. A adolescente que escreveu a carta do leitor poderia se referir a qual deles?
“Crianças e adolescentes no celular: uso exagerado afeta o cérebro e a concentração; veja o que fazer” Fonte: G1.
“Distração com celular atrapalha desempenho de alunos na sala de aula” Fonte: UOL.
“Com que idade crianças e adolescentes podem ter celular ou sair sozinhos? Especialistas opinam” Fonte: CNN.
Lidar com a emergência climática é proteger os direitos humanos
Crise configura, também, o agravamento das desigualdades e do racismo
Marina Dermmam
Presidenta do Conselho Nacional dos Direitos Humanos
Veronica Korber Gonçalves
Professora do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFRGS, é coordenadora do Grupo de Pesquisa em Relações Internacionais e Meio Ambiente (Gerima) e relatora das missões sobre justiça climática do Conselho Nacional de Direitos Humanos
O Rio Grande do Sul está enfrentando a maior calamidade pública de sua história ocasionada por um evento climático extremo. Falhamos em responder ao alerta de cientistas do IPCC (painel do clima da ONU) sobre a necessidade de manter o aumento da temperatura média do planeta em 1,5ºC, o que significa que enfrentaremos mudanças profundas nos ecossistemas planetários.
O que parecia uma mera previsão científica, de aparente longo prazo, tornou-se a mais triste realidade, que traz uma dura lição: o clima é fator determinante para a garantia do direito humano ao meio ambiente equilibrado. As consequências das mudanças climáticas se materializaram em uma longa lista de violação de direitos humanos, a começar pelo mais sagrado deles: o direito à vida. Os que sobreviveram agora lutam por uma vida digna, pois outros direitos humanos foram ameaçados: saúde, moradia, educação, segurança, meio ambiente sadio e equilibrado, entre outros.
Os direitos humanos compõem um arcabouço normativo construído com base em muita luta e resistência de comunidades ao redor do mundo. Em 2023, a Assembleia Geral da ONU aprovou a resolução 76/300, reconhecendo um ambiente limpo, saudável e sustentável como um direito humano. O texto reconhece que as mudanças climáticas estão entre as maiores ameaças à realização dos direitos humanos.
Em 2023, o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) aprovou a resolução 15/2023, que "recomenda que o Estado brasileiro reconheça a emergência climática pela qual passa o país". No mesmo ano, o CNDH previu a realização de cinco missões, uma em cada região do país, para conhecer, a partir da escuta de atores locais, a realidade de violações de direitos humanos decorrentes das mudanças climáticas. Até o momento, três missões foram realizadas (Norte, Sudeste e Sul), tendo o trabalho sido interrompido em razão da situação no Rio Grande do Sul.
Pudemos perceber, ao conversar com as pessoas atingidas por eventos climáticos extremos, quão urgente é —o que significa planejamento e ações de curto, médio e longo prazo— que os diferentes atores sociais, em especial os gestores públicos, apropriem-se da pauta climática, na medida em que ela agrava as dificuldades em se lidar com desafios estruturais e antigos nos territórios.
É preciso que o planejamento de políticas públicas leve em conta a ciência, sob risco de que esse planejamento diga respeito a um mundo que não existe mais.
A partir da escuta, aprendemos que as mudanças climáticas configuram também um fator de agravamento das desigualdades socioambientais e do racismo climático, que acentua as consequências desses eventos extremos nas populações negras. Aprendemos com lideranças que estão cientes dessa relação perversa entre as mudanças climáticas e a violação dos direitos humanos que somente a partir dos territórios, e das lições dos que enfrentam com seus corpos a intensidade dos eventos extremos, é possível pensar em políticas para contê-los.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/06/lidar-com-a-emergencia-climatica-e-proteger-os-direitos-humanos.shtml.
Em quais trecho(s) fica(m) evidente(s) a(s) opinião(ões) das autoras?
“Lidar com a emergência climática é proteger os direitos humanos”.
“Crise configura, também, o agravamento das desigualdades e do racismo”.
“O texto reconhece que as mudanças climáticas estão entre as maiores ameaças à realização dos direitos humanos”.
“É preciso que o planejamento de políticas públicas leve em conta a ciência, sob risco de que esse planejamento diga respeito a um mundo que não existe mais”.
Imagine a criação de um 5º quadrinho. O que a mãe de Mafalda poderia dizer para apresentar um novo argumento?
Não é questão de títulos, mas estou mandando.
Não é questão de títulos. Quem manda é o mais velho.
Oração
A Banda Mais Bonita da Cidade
Meu amor, essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa
Cabe o meu amor
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe nós dois
Cabe até o meu amor, essa é a última oração
Pra salvar seu coração [...]
Fonte: https://www.letras.mus.br/a-banda-mais-bonita-da-cidade/1890483/
A respeito da temática da canção, é possível afirmar que o eu lírico:
narra uma história de amor envolvendo três pessoas.
dirige-se ao seu amor, declarando-se e exaltando a força do sentimento.
compara os sentimentos de amor e de fé a um apego material prejudicial.
faz uma oração para resgatar o contato com alguém que não o ama.
Sobre os sentidos das palavras na música, analise as afirmativas como verdadeiras ou falsas.
I. A palavra “coração” é usada com sentido denotativo, uma vez que o eu lírico se refere a ele como um órgão do corpo humano.
II. A palavra “coração” é usada com sentido conotativo, pois o eu lírico a utiliza para se referir à construção de um relacionamento.
III. O eu lírico usa a palavra “oração” para destacar seu desejo de ser amado, portanto, trata-se de um uso figurado.
IV. A constatação “Cabe uma penteadeira” tem sentido literal, já que o eu lírico se refere ao espaço de uma casa.
As afirmativas I e II são verdadeiras.
As afirmativas II e III são verdadeiras.
As afirmativas III e IV são verdadeiras.
As afirmativas II e IV são verdadeiras.
Releia estes versos da canção:
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa
Quais sentidos são apreendidos nesse trecho? Marque as opções corretas.
Um relacionamento entre duas pessoas é complexo.
A despensa deve ser um local suficientemente espaçoso.
O amor é potente e comporta mais sentimentos do que se possa imaginar.
As relações amorosas são construídas em um espaço físico grande.
vazio agudo
ando meio
cheio de tudo
Paulo Leminski
Você leu um exemplo de haicai, um poema bem curtinho que costuma abordar temas simples com linguagem expressiva. Trata-se de um texto poético trazido ao Brasil por imigrantes japoneses, a partir de 1908. Muito tempo se passou, não é mesmo?
Para além dos gêneros literários, na contemporaneidade, as pessoas costumam compartilhar textos curtos com temas diversos de forma on-line, nos chamados gêneros da cultura digital, como:
tweets.
postagens em blogs e redes sociais.
GIFs.
Leandro Karnal é historiador, professor e escritor brasileiro. Em suas redes sociais, ele costuma compartilhar diversos conteúdos.
No post, é correto afirmar que Karnal:
é a favor de escolas analisarem com criticidade o uso de ferramentas como o TikTok.
é contra o uso de vídeos curtos do TikTok para os estudos.
incentiva seus seguidores a consumir vídeos curtos no TikTok para estudar.
reconhece que o TikTok pode contribuir positivamente para a educação.
Em que trecho o sentido de obrigação é reforçado por um verbo auxiliar modalizador?
“O artigo do Globo fala de algo que assusta muitos de nós, professores.”
“A escola deve ser o espaço de conferir aspecto crítico a este uso [...]”
“Outras atividades podem ser facilitadas pelos celulares, TikTok e IA.”
“A parte cognitiva de apreensão de conteúdos, dinamizada pela ferramenta, é muito boa.”
Com base em seus conhecimentos sobre modalizadores, avalie a afirmação.
No trecho “Está na hora de refletir sobre coisas que só podem ocorrer ao vivo na sala de aula [...]”, a expressão “Está na hora” reforça o sentido de obrigação conferida por Karnal.
Certo
Errado
Com base em seus conhecimentos sobre modalizadores, avalie a afirmação.
No trecho “Outras atividades podem ser facilitadas pelos celulares, TikTok e IA.”, a expressão modalizadora “podem ser” denota sentido de possibilidade.
Certo
Errado
Com base em seus conhecimentos sobre modalizadores, avalie a afirmação.
No trecho “Vamos lá: a tecnologia está aí e será usada, gostando ou não.”, a expressão “gostando ou não” revela a negação de uma vontade.
Certo
Errado
Com base em seus conhecimentos sobre modalizadores, avalie a afirmação.
No trecho “Está na hora de refletir sobre coisas que só podem ocorrer ao vivo na sala de aula [...]”, a expressão “só” confere à expressão “podem ocorrer” uma restrição de possibilidade.
Certo
Errado
O país dos ‘gamers’
Confira o Editorial do Jornal A TARDE
O ímpeto de um público precoce, com todo um futuro a descortinar-se; o impulso do mercado de jogos eletrônicos, os chamados “games”, a partir do marco legal; e por fim, as boas razões para acreditar no acerto da iniciativa.
Eis as três forças unidas na vontade de torcer pela sanção presidencial, depois de aprovada a regulamentação, com as devidas diretrizes para os lucrativos negócios [...].
A aprovação, pela Câmara dos Deputados, do marco legal para a indústria de jogos eletrônicos visa avançar de fase a fabricação, importação, comercialização e o desenvolvimento do setor no Brasil [...]
Toda uma parcela considerável da população brasileira, chamada, no jargão popular, de “gamer” (jogador), está à espera deste comando para ampliar conexões e desbravar o desconhecido nas novas naus.
A lei vai incluir a produção de imagens geradas na interatividade entre pessoas identificadas por seus apelidos virtuais; partidas disputadas a partir de console de “videogames” na “realidade paralela”, bem como outros tipos recentes.
Entre estas opções, estão três tipos de “real”, aspeado para diferenciar da antiga noção anterior à invenção dos computadores: a aumentada; a mista; e a estendida ou imersiva, facilitando o acesso de quem aprecia a metamorfose.
A alegria dos investidores nas engenhocas divertidas, tendo como clientela multidões gigantescas em acessos incessantes, preocupa profissionais de saúde mental, comunicação e magistério, diante de possíveis ameaças. O texto do projeto prevê que crianças e adolescentes sejam protegidos da exposição a jogos violentos ou abusos, além de criar canais de reclamações e denúncias de abusos. [...]
https://atarde.com.br/opiniao/o-pais-dos-gamers-1265805 Acesso em: 28 jun. 2024.
Qual é o tema central do editorial?
A razão pela qual o Brasil é considerado o país dos gamers e quais são os jogos eletrônicos mais populares.
O alerta que médicos e especialistas da saúde fazem em relação ao consumo de jogos eletrônicos por jovens.
O ganho que criadores e investidores de jogos eletrônicos têm com o mercado dos games impulsionado pelos jovens.
A aprovação do marco legal para a indústria de jogos eletrônicos, feita pela Câmara dos Deputados.
Em que trecho(s) é possível verificar a opinião do editorial sobre o tema abordado?
“[...] e por fim, as boas razões para acreditar no acerto da iniciativa.”
“Eis as três forças unidas na vontade de torcer pela sanção presidencial [...].”
“O texto do projeto prevê que crianças e adolescentes sejam protegidos da exposição a jogos violentos [...].”
“O momento é de festejar, embora ainda esteja a verificar-se o efeito desta mudança de paradigma [...].”
casa com cachorro brabo
meu anjo da guarda
abana o rabo.
LEMINSKI, P. Toda Poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p.118.
Marque a alternativa que apresente a interpretação adequada do haicai.
Um cão desperta o medo no eu lírico, que pede proteção ao seu anjo da guarda.
Um cão abana o rabo em sinal de alerta, para proteger o eu lírico de algum perigo.
O eu lírico demonstra tentar interpretar o significado de o cão abanar o rabo.
O eu lírico compara o cão a um anjo da guarda, já que se sente protegido pelo animal.
Sobre os efeitos de sentido sonoros e visuais do haicai, é correto afirmar que:
O último verso desalinhado aos dois primeiros auxilia na criação imagética associada ao rabo do cão.
O desalinho do último verso corresponde a uma característica do gênero haicai, que geralmente não apresenta versos alinhados à esquerda.
As palavras “casa” e “guarda” formam a principal rima do poema.
As palavras “bravo” e “rabo” formam a principal rima do poema.
Couve-flor nas mãos
Uma adolescente ensaia
A marcha nupcial
Teruko Oda
O haicai sugere um contexto em que:
um casamento acontece e uma adolescente o assiste.
uma adolescente pensa em casamento e imagina-se como a noiva.
uma adolescente é pedida em casamento e ensaia como dizer “sim”.
uma versão da marcha nupcial é tocada por uma adolescente.
Na poça da rua
o vira-lata
lambe a lua
Millôr Fernandes
Por meio da leitura dos haicais, você deve ter notado a capacidade que os escritores têm de ser muito criativos em poucas linhas. Que aspectos podem refletir essa criatividade?
A linguagem conotativa.
O tema.
A distribuição dos versos na página.
O filho do bugio
Cresceu assombrado pela peculiaridade de ser filho de um bugio. Sua mãe, considerada a moça mais bonita da região, cultivava o perigoso costume de passear sozinha pela floresta, onde, às vezes, adormecia à sombra de uma sibipiruna. Foi ali que o macaco a abordou. Consta que de pronto já se gostaram. Que ele a tratou com extrema deferência e que talvez por isso a tenha seduzido tão facilmente. Dizia ser um príncipe enfeitiçado, e que só o amor sincero de uma donzela o desencantaria.
Disposta a se casar com o bugio, a moça o levou para casa. Seus pais, é claro, não aprovaram aquele arranjo, embora o futuro genro, de fato, não mentisse. Já na primeira noite que passou com a noiva, transformou-se num lindo rapaz ruivo, de modos refinados e saúde invejável.
O casal, contudo, não foi feliz. Poucos meses depois, o príncipe já parecia querer voltar à forma anterior. Gritava sem motivo algum, fedia, não raramente agredia a esposa, ameaçava os sogros. Não botava um centavo na casa. Seus pelos cresciam por debaixo do pijama. Desaprendeu a falar. A vida, para ele e a mulher, tornou-se tão dolorosa que o príncipe desistiu de si mesmo. Certa manhã, acordou mais irritado que de costume. Despiu-se, defecou nos lençóis de linho, limpou-se na toalha da cozinha, quebrou móveis, pratos, xícaras. Arreganhando os dentes, precipitou-se pela janela e voltou à mata, de onde nunca mais retornou.
Deixou para trás a moça grávida. O bebê nasceu cabeludo e muito ruivo, o que desagradou aos avós, que preferiram renegá-lo. A mãe, no entanto, sempre o tratou com carinho e franqueza. Jamais escondeu dele a verdade sobre o pai. Enquanto macaco, nunca foi violento ou mentiroso. Enquanto homem, deixou muito a desejar.
PELLANDA, L. H. Disponível em: https://rascunho.com.br/ficcao-e-poesia/tres-contos-2/. Acesso em: 26 maio 2024.
Marque a alternativa que apresenta a análise adequada da crítica social que se estabelece no conto.
A crítica é construída na inversão de papéis morais do homem e do macaco: inicialmente, como animal, comportou-se de forma amorosa; ao transformar-se em homem, adotou uma postura violenta e irracional.
Critica-se a expectativa de um amor romântico na figura da moça que, levada por histórias de contos de fadas, se apaixona por um animal e acredita em um suposto príncipe enfeitiçado.
Desenvolve-se, principalmente, uma crítica à educação dada à moça, que sai sozinha pela floresta, e, posteriormente, à postura dos avós, ao renegarem o neto.
O assombro do filho do bugio é alvo da crítica, uma vez que a mãe o educa com franqueza e não esconde dele que é filho de um macaco que nunca mais retornou da mata.
O vizinho
Meu vizinho do outro lado da rua passa a vida olhando a vida – dos outros – pela janela. É um homem velho e acho que doente: não imagino outro motivo para ele ficar o tempo todo assim. E ali onde o vejo deve ser o seu quarto.
Uma pessoa como ele não deve sair nunca do quarto. Há de receber muitos cuidados, por uma enfermeira particular, talvez, ou por alguém que o ame. Fico mais tranquilo se pensar que ele é amado. Assim fica menos triste ver passar a vida, ele lá, da sua janela, e eu aqui, da minha.
BRASILIENSE, L. Minicontos. Disponível em: http://www.leonardobrasiliense.com.br/?apid=1660&tipo=2&dt=0&wd=&titulo=O%20vizinho. Acesso em: 26 maio 2024.
Em razão de ser uma narrativa breve, muitas informações podem estar implícitas nos minicontos, permitindo múltiplas interpretações. Com base no texto lido, é possível pensar que:
o narrador-personagem não se atenta aos vizinhos, pois passa muito tempo longe de casa, diferentemente do homem que avista pela janela.
a situação do narrador-personagem é semelhante à do vizinho que vê pela janela, isto é, ambos observam a vida alheia.
o vizinho descrito como um homem velho corresponde, na verdade, ao ponto de vista de um narrador-observador.
o narrador-personagem é irônico ao supor que o vizinho é cuidado por alguém que o ama, já que não gosta de ser constantemente observado.
O conto “O filho do bugio” e o miniconto “O Vizinho” diferenciam-se nos seguintes aspectos:
Extensão – o miniconto é menor que o conto.
Elementos da narrativa – são mais detalhados no conto do que no miniconto.
Crítica social – no miniconto as informações implícitas apontam para críticas diversas; no conto, não há essa abordagem, pois as informações são explícitas
Múltiplas interpretações – as informações implícitas do miniconto abrem possibilidade para mais de um entendimento; no conto, as descrições da narrativa são mais explícitas.
Com base na tirinha, marque a(s) alternativa(s) correta(s):
A autora promove uma reflexão, por meio de um diálogo filosófico entre dois peixes.
A metáfora da expressão “peixe fora d’água” é explorada de forma humorística pela autora.
O diálogo dos peixes evidencia a importância da amizade, como reforça o ditado metafórico “quem avisa amigo é”.
A autora brinca com a palavra “metáfora” no último quadrinho, deixando a parte “fora”, literalmente, de fora da margem.
Com base na tirinha de Laerte, avalie as afirmações e seleciona as corretas.
Por meio da representação de cobras, a autora critica o contrabando de animais silvestres.
Ao falar com as cobras, a mulher fala consigo mesma, representando um diálogo interno.
As cobras representam algum hábito proibido ou considerado ruim pela personagem, que a faz se desviar da leitura.
A fala da mulher no último quadrinho torna possível inferir que ela luta contra a vontade das “cobras”, tentando estabelecer um limite de tempo para o desvio da leitura.
As duas imagens são comuns em memes que podem explorar:
uma situação desconcertante por meio do humor.
uma reação que gera humor em relação a algo constrangedor
uma reflexão crítica sobre um tema polêmico.
A charge a seguir foi publicada por Gilmar Fraga, em 3 de maio, no Jornal Zero Hora.
Considerando que as charges estão relacionadas a contextos sociais específicos, é correto afirmar que a charge lida refere-se:
às obras inacabadas de pontes interestaduais que estão sob concessão de empresas privadas.
à impossibilidade de acessar determinados estados do Brasil em razão de haver pontes quebradas.
aos efeitos do fenômeno El Niño no estado do Rio Grande do Sul, que sofre com enchentes no contexto da publicação.
aos lixos nos rios dos estados brasileiros e aos consequentes desmoronamentos de pontes em decorrência da poluição.
Que elementos da linguagem não verbal comprovam a relação da charge com os acontecimentos a que ela se refere?
A chuva e o mau tempo.
A representação da enchente, com os lixos.
A ponte quebrada, indicando a destruição causada pelas chuvas fortes e pela enchente.
O título da charge “El Niño e ponto de não retorno…” e a fala de uma das pessoas.
Releia:
Precisamos com urgência de pontes de respeito à natureza!
A respeito dos efeitos de sentido gerados nessa fala, avalie as afirmações e selecione as corretas.
A expressão “pontes de respeito” é usada no sentido conotativo, referindo-se aos modos pelos quais os seres humanos podem respeitar a natureza.
A palavra “pontes”, usada na expressão “pontes de respeito”, estabelece relação com a ponte da imagem, que representa a ruptura entre o ser humano e a natureza.
A fala revela um tom irônico, já que ela provavelmente é responsável pela tragédia ambiental que observa.
A fala é importante para evidenciar ao leitor a conscientização do respeito à natureza abordado na charge.
Opinião: Adolescência
Quando caminhamos no nosso crescimento, passamos de uma fase em que há grande dependência dos pais, para uma em que necessitamos nos afastar deles para sermos e nos sentirmos autônomos, em condições de andarmos com as próprias pernas. É a adolescência, tida como a fase da rebeldia e do desrespeito para com os pais e a ordem dada. Momento em que há forte ligação com o grupo de iguais, onde procuramos um amparo.
Essa é uma das fases mais sofridas pela qual passamos, com muitos dilemas – sofrida para os adolescentes e para os pais. [...]
Às vezes, o adolescente se refugia em outras coisas, como seu fascínio por música. Alguns, mais introspectivos, tornam-se devoradores de livros. [...]. Refugiam-se pela dificuldade em enfrentar a realidade.[...]
Imagine que as alternativas a seguir são posts de pessoas com 18 anos. Quais deles confirmam a ideia central do trecho lido?
UHULLL, empolgada para ir ao teatro hj!! quem vamos??
Tô cansado do imperativo “vc precisa ser aprovado no vestibular este ano”. Sinto que rola uma pressão psicológica.
Aff… não consigo parar de jogar CS!!!!
A seguir, o texto 1 corresponde ao cartaz do filme Star Wars – Return of the Jedi; o texto 2, à capa de um gibi da Turma da Mônica.
A respeito dos textos 1 e 2, é correto afirmar que:
não há relação entre eles, pois o filme “Star Wars – Return of the Jedi é uma produção audiovisual e a Turma da Mônica é uma criação de histórias em quadrinhos.
há relação entre eles, pois o filme “Star Wars – Return of the Jedi” faz, por meio de produção cinematográfica, uma paródia da capa de um dos gibis da Turma da Mônica.
há relação entre eles, pois a capa do gibi da Turma da Mônica retrata, com personagens como Mônica, Cebolinha e Cascão, uma paródia do filme “Star Wars – Return of the Jedi”.
não há relação entre eles, pois, embora a capa do gibi da Turma da Mônica faça referência ao filme “Star Wars – Return of the Jedi”, os personagens apresentam uma caracterização inédita.
Marque as alternativas que apresentam os principais elementos presentes no texto 2 que indicam a intertextualidade com o filme Star Wars – Return of the Jedi.
Personagem que representa Darth Vader no centro da capa, em tamanho maior.
O par Mônica e Cascão, representando respectivamente Princesa Leia e Luke Skywalker.
Cebolinha, usando um colete, assim como o personagem no texto 1, representa Han Solo.
Ao fundo, há a representação da Estrela da Morte e das naves de ataque.
Assim como qualquer texto, as paródias precisam ser cuidadosamente planejadas, para que os elementos de referência ao texto original ganhem os sentidos pretendidos. Na capa do gibi da Turma da Mônica, agrega-se humor. Essa ressignificação é construída por meio:
dos personagens do mundo infantil que contrastam com o drama do filme original.
da representação da Estrela da Morte com o formato da cabeça de um porco.
da expressão “Clássicos do cinema”, que explica ao leitor que se trata de uma edição especial.
do texto verbal “Coelhada nas Estrelas – O Retorno de Jedito”.
Uma das figuras de linguagem que vimos em sala de aula é construída por meio de ideias opostas. Marque a frase na qual você identifica esse sentido:
“Tristeza não tem fim,/Felicidade, sim.” (Vinicius de Moraes)
“Moça linda bem tratada,/três séculos de família,/burra como uma porta: um amor!” (Mário de Andrade)
Jornal da Band
Editorial: país se une pelo RS, onde não cabem divisões políticas e ideológicas
Grupo Bandeirantes lança editorial que destaca a união do Brasil para ajudar o Rio Grande do Sul
DA REDAÇÃO
10/05/2024 • 17:30
A tragédia que cobre de sofrimento o Rio Grande do Sul se mostra numa dimensão inédita e terrível, que atinge o coração de cada brasileiro e desperta, neste momento de dor profunda, o que de melhor se expressa do sentimento humano: a misericórdia e a solidariedade.
O Brasil se une neste momento. Aqui, não cabem divisões políticas nem confronto ideológico. É a hora de união na tragédia, mas também na reação a ela. Se a catástrofe natural foi sem precedentes, se o desastre veio numa proporção antes desconhecida entre nós, se o rastro de destruição choca como nunca antes todo o país, a resposta a tudo isso é o grande desafio que o Brasil precisa enfrentar. Unido, sim, como já está, e mobilizado e consciente, como nunca esteve.
Grandeza e espírito de luta não nos faltam, como comprovam as cenas de dedicação e heroísmo, revelados e confirmados em atitudes de nobreza que emocionam, apesar de exceções que desprezamos.
Este é o Brasil, com sua alma e seu caráter, se apresentando inteiro nesta hora dolorida e que deve, a partir agora, com seu povo e seus governantes, ir para a dura missão da reconstrução. Um Brasil, hoje, mais informado e mais sofrido. Por isso mesmo, determinado a atacar as raízes de novas ameaças naturais, sem repetir os erros, as omissões e as negligências do passado, que comprometeram tantas administrações e facilitaram a história de catástrofes. Catástrofes que agora chegam com esta tragédia a um ponto sem precedentes.
Daqui, elas não podem mais passar. Fazer retroceder, mudar essa história é a melhor homenagem que o Brasil, unido, pode e deve fazer à dor dos irmãos do Sul.
Disponível em: https://www.band.uol.com.br/noticias/jornal-da-band/ultimas/editorial-pais-se-une-pelo-rs-onde-nao-cabem-divisoes-politicas-e-ideologicas-16688615. Acesso em: 6 jul. 2024.
Qual é a tese central do texto?
Embora não falte solidariedade das pessoas na reconstrução do Rio Grande do Sul, há desentendimentos em razão de ideologias distintas.
As pessoas que sofreram com as enchentes do estado do Rio Grande do Sul aceitam ajuda de partidos políticos específicos.
Diferentes governantes aproveitam-se da situação vulnerável do Rio Grande do Sul para fazer campanhas partidárias e arrecadar votos.
Os brasileiros mobilizam-se na reconstrução do Rio Grande do Sul independentemente de ideologias ou vertentes políticas.
Jornal da Band
Editorial: país se une pelo RS, onde não cabem divisões políticas e ideológicas
Grupo Bandeirantes lança editorial que destaca a união do Brasil para ajudar o Rio Grande do Sul
DA REDAÇÃO
10/05/2024 • 17:30
A tragédia que cobre de sofrimento o Rio Grande do Sul se mostra numa dimensão inédita e terrível, que atinge o coração de cada brasileiro e desperta, neste momento de dor profunda, o que de melhor se expressa do sentimento humano: a misericórdia e a solidariedade.
O Brasil se une neste momento. Aqui, não cabem divisões políticas nem confronto ideológico. É a hora de união na tragédia, mas também na reação a ela. Se a catástrofe natural foi sem precedentes, se o desastre veio numa proporção antes desconhecida entre nós, se o rastro de destruição choca como nunca antes todo o país, a resposta a tudo isso é o grande desafio que o Brasil precisa enfrentar. Unido, sim, como já está, e mobilizado e consciente, como nunca esteve.
Grandeza e espírito de luta não nos faltam, como comprovam as cenas de dedicação e heroísmo, revelados e confirmados em atitudes de nobreza que emocionam, apesar de exceções que desprezamos.
Este é o Brasil, com sua alma e seu caráter, se apresentando inteiro nesta hora dolorida e que deve, a partir agora, com seu povo e seus governantes, ir para a dura missão da reconstrução. Um Brasil, hoje, mais informado e mais sofrido. Por isso mesmo, determinado a atacar as raízes de novas ameaças naturais, sem repetir os erros, as omissões e as negligências do passado, que comprometeram tantas administrações e facilitaram a história de catástrofes. Catástrofes que agora chegam com esta tragédia a um ponto sem precedentes.
Daqui, elas não podem mais passar. Fazer retroceder, mudar essa história é a melhor homenagem que o Brasil, unido, pode e deve fazer à dor dos irmãos do Sul.
Disponível em: https://www.band.uol.com.br/noticias/jornal-da-band/ultimas/editorial-pais-se-une-pelo-rs-onde-nao-cabem-divisoes-politicas-e-ideologicas-16688615. Acesso em: 6 jul. 2024.
Em que trecho(s) as virtudes dos brasileiros são destacadas como argumento(s) que comprova(m) a tese do texto?
“Este é o Brasil, com sua alma e seu caráter, se apresentando inteiro nesta hora dolorida [...]”
“Grandeza e espírito de luta não nos faltam, como comprovam as cenas de dedicação e heroísmo, revelados e confirmados em atitudes de nobreza que emocionam [...]”
“Unido, sim, como já está, e mobilizado e consciente, como nunca esteve.”
“A tragédia que cobre de sofrimento o Rio Grande do Sul se mostra numa dimensão inédita e terrível [...]”
Sobre os recursos de modalização usados no texto, avalie as afirmações e selecione as corretas.
No trecho a seguir, as palavras em destaque ressaltam que a possibilidade de ação dos brasileiros é, em verdade, uma obrigação: “Fazer retroceder, mudar essa história é a melhor homenagem que o Brasil, unido, pode e deve fazer à dor dos irmãos do Sul”.
A expressão “sem precedentes”, usada na descrição da tragédia do Rio Grande do Sul, reforça a gravidade das enchentes no estado.
A expressão em destaque no trecho “Unido, sim, como já está” reforça afirmativamente o que se enuncia.
No trecho “Um Brasil, hoje, mais informado e mais sofrido”, as palavras em destaque demonstram uma reação emotiva do editorial em relação ao que se afirma.
Leia, a seguir, o trecho de uma canção da tradição gaúcha, de Teixeirinha, regravada pelo grupo Os Serranos.
Tordilho negro
Correu notícia de um gaúcho
Lá da estância do paredão
Tinha um cavalo tordilho negro
Foi mal domado ficou redomão
Este gaúcho dono do pingo
Desafiava qualquer peão
Dava o tordilho negro de presente
Pra quem montasse sem cair no chão
Eu fui criado na lida de campo
Não acredito em assombração
Fui na estância topar o desafio
Correu boato na população
Era um domingo clareava o dia
Puxei o pingo e o povo reuniu
Joguei os trastes no lombo do taura
Murchou a orelha tive um arrepio
Botei a ponta da bota no estribo
Algum gaiato por perto sorriu
Ainda disseram comigo eram oito
Que boleou a perna montou e caiu
Saltei do lombo e gritei pro povo
Este será o último desafio
Tordilho negro berrava na espora
Por vinte horas ninguém mais nos viu
[...]
Anoiteceu o povo pelo campo
Procurando um morto pela invernada
Compraram vela fizeram um caixão
A minha alma estava encomendada
À meia noite mais de mil pessoas
Deixaram da busca desacorçoadas
Dali a pouco ouviram um tropel
Olharam o campo noite enluarada
Eu vinha vindo no tordilho negro
Feliz saboreando uma marcha troteada
Boleei a perna na frente do povo
Deixei a rédea arrastar no capim
Banhado em suor o tordilho negro
Ficou pastando ao redor de mim
Tinha uma prenda no meio do povo
Muito gaúcha eu falei assim
Venha provar a marcha do tordilho
Faça o favor monte no selim
Andou no pingo mais de meia hora
Deu-me uma rosa lá do seu jardim
Levei pra casa o meu tordilho negro
Mais uma história que chega no fim [...]
Fonte: https://www.letras.mus.br/os-serranos/122732/ Acesso em: 2 jun. 2024. (Fragmento adaptado.)
Qual é o tema central da narrativa?
Um tordilho negro desafia os peões da Estância em que vive a domá-lo.
Uma moça se apaixona por um peão que passa dias domando um tordilho negro.
O narrador personagem conta a história de quando montou em um cavalo difícil de ser domado.
O narrador observador conta a ocasião em que um peão sumiu a galope em um tordilho negro indomável.
Leia, a seguir, o trecho de uma canção da tradição gaúcha, de Teixeirinha, regravada pelo grupo Os Serranos.
Tordilho negro
Correu notícia de um gaúcho
Lá da estância do paredão
Tinha um cavalo tordilho negro
Foi mal domado ficou redomão
Este gaúcho dono do pingo
Desafiava qualquer peão
Dava o tordilho negro de presente
Pra quem montasse sem cair no chão
Eu fui criado na lida de campo
Não acredito em assombração
Fui na estância topar o desafio
Correu boato na população
Era um domingo clareava o dia
Puxei o pingo e o povo reuniu
Joguei os trastes no lombo do taura
Murchou a orelha tive um arrepio
Botei a ponta da bota no estribo
Algum gaiato por perto sorriu
Ainda disseram comigo eram oito
Que boleou a perna montou e caiu
Saltei do lombo e gritei pro povo
Este será o último desafio
Tordilho negro berrava na espora
Por vinte horas ninguém mais nos viu
[...]
Anoiteceu o povo pelo campo
Procurando um morto pela invernada
Compraram vela fizeram um caixão
A minha alma estava encomendada
À meia noite mais de mil pessoas
Deixaram da busca desacorçoadas
Dali a pouco ouviram um tropel
Olharam o campo noite enluarada
Eu vinha vindo no tordilho negro
Feliz saboreando uma marcha troteada
Boleei a perna na frente do povo
Deixei a rédea arrastar no capim
Banhado em suor o tordilho negro
Ficou pastando ao redor de mim
Tinha uma prenda no meio do povo
Muito gaúcha eu falei assim
Venha provar a marcha do tordilho
Faça o favor monte no selim
Andou no pingo mais de meia hora
Deu-me uma rosa lá do seu jardim
Levei pra casa o meu tordilho negro
Mais uma história que chega no fim [...]
Fonte: https://www.letras.mus.br/os-serranos/122732/ Acesso em: 2 jun. 2024. (Fragmento adaptado.)
Que trecho(s) corresponde(m) ao clímax da história?
“Este gaúcho dono do pingo / Desafiava qualquer peão / Dava o tordilho negro de presente / Pra quem montasse sem cair no chão”
“Fui na estância topar o desafio / Correu boato na população / Era um domingo clareava o dia / Puxei o pingo e o povo reuniu / Joguei os trastes no lombo do taura / Murchou a orelha tive um arrepio”
“Anoiteceu o povo pelo campo / Procurando um morto pela invernada / Compraram vela fizeram um caixão / A minha alma estava encomendada / À meia noite mais de mil pessoas / Deixaram da busca desacorçoadas”
“Dali a pouco ouviram um tropel/ Olharam o campo noite enluarada/ Eu vinha vindo no tordilho negro / Feliz saboreando uma marcha troteada”
O primeiro beijo
Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.
— Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples:
— Sim, já beijei antes uma mulher.
— Quem era ela? perguntou com dor.
Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.
O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir – era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.
LISPECTOR, C. O primeiro beijo. In: Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. (Fragmento adaptado.)
No texto, qual é o principal sentimento que envolve o diálogo entre os personagens?
Felicidade com a descoberta do amor.
Insegurança e ciúme na relação.
Indiferença em relação ao passado.
Orgulho pela experiência de vida.
Dalton Trevisan é um escritor curitibano que ganhou importantes prêmios literários, como Jabuti e o Prêmio Camões. Leia um dos contos do autor, para responder às questões.
Uma vela para Dario
Dario vem apressado, guarda-chuva no braço esquerdo. Assim que dobra a esquina, diminui o passo até parar, encosta-se a uma parede. Por ela escorrega, senta-se na calçada, ainda úmida de chuva. Descansa na pedra o cachimbo.
Dois ou três passantes à sua volta indagam se não está bem. Dario abre a boca, move os lábios, não se ouve resposta. O senhor gordo, de branco, diz que deve sofrer de ataque.
Ele reclina-se mais um pouco, estendido na calçada, e o cachimbo apagou. O rapaz de bigode pede aos outros se afastem e o deixem respirar. Abre-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario rouqueja feio, bolhas de espuma surgem no canto da boca.
Cada pessoa que chega ergue-se na ponta dos pés, não o pode ver. Os moradores da rua conversam de uma porta à outra, as crianças de pijama acodem à janela. O senhor gordo repete que Dario sentou-se na calçada, soprando a fumaça do cachimbo, encostava o guarda-chuva na parede. Mas não se vê guarda-chuva ou cachimbo a seu lado.
A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo. Um grupo o arrasta para o táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem pagará a corrida? Concordam chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado à parede — não tem os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.
Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam Dario além da esquina; a farmácia no fim do quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na porta de uma peixaria. Enxame de moscas lhe cobrem o rosto, sem que faça um gesto para espantá-las.
Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozam as delícias da noite. Dario em sossego e torto no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.
Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados — com vários objetos — de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficam sabendo do nome, idade, sinal de nascença. O endereço na carteira é de outra cidade.
Registra-se correria de uns duzentos curiosos que, a essa hora, ocupam toda a rua e as calçadas: é a polícia. O carro negro investe a multidão. Várias pessoas tropeçam no corpo de Dario, pisoteado dezessete vezes.
O guarda aproxima-se do cadáver, não pode identificá-lo — os bolsos vazios. Resta na mão esquerda a aliança de ouro, que ele próprio — quando vivo — só destacava molhando no sabonete. A polícia decide chamar o rabecão.
A última boca repete — Ele morreu, ele morreu. A gente começa a se dispersar. Dario levou duas horas para morrer, ninguém acreditava estivesse no fim. Agora, aos que alcançam vê-lo, todo o ar de um defunto.
Um senhor piedoso dobra o paletó de Dario para lhe apoiar a cabeça. Cruza as suas mãos no peito. Não consegue fechar olhos nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um homem morto e a multidão se espalha, as mesas do café ficam vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar os cotovelos.
Um menino de cor e descalço vem com uma vela, que acende ao lado do cadáver. Parece morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.
Fecham-se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá está Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó. E o dedo sem a aliança. O toco de vela apaga-se às primeiras gotas da chuva, que volta a cair.
TREVISAN, Dalton. Uma vela para Dario. In: TREVISAN, Dalton. Cemitério de elefantes. Rio de Janeiro: Record, 2024. p. 39-41.
Os acontecimentos relacionados ao personagem principal constroem diversas críticas sociais. Em que trechos fica evidente a indiferença das pessoas frente à situação de Dario?
“A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo.”
“Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem pagará a corrida?”
“Enxame de moscas lhe cobrem o rosto, sem que faça um gesto para espantá-las.”
“Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozam as delícias da noite.”
Dalton Trevisan é um escritor curitibano que ganhou importantes prêmios literários, como Jabuti e o Prêmio Camões. Leia um dos contos do autor, para responder às questões.
Uma vela para Dario
Dario vem apressado, guarda-chuva no braço esquerdo. Assim que dobra a esquina, diminui o passo até parar, encosta-se a uma parede. Por ela escorrega, senta-se na calçada, ainda úmida de chuva. Descansa na pedra o cachimbo.
Dois ou três passantes à sua volta indagam se não está bem. Dario abre a boca, move os lábios, não se ouve resposta. O senhor gordo, de branco, diz que deve sofrer de ataque.
Ele reclina-se mais um pouco, estendido na calçada, e o cachimbo apagou. O rapaz de bigode pede aos outros se afastem e o deixem respirar. Abre-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario rouqueja feio, bolhas de espuma surgem no canto da boca.
Cada pessoa que chega ergue-se na ponta dos pés, não o pode ver. Os moradores da rua conversam de uma porta à outra, as crianças de pijama acodem à janela. O senhor gordo repete que Dario sentou-se na calçada, soprando a fumaça do cachimbo, encostava o guarda-chuva na parede. Mas não se vê guarda-chuva ou cachimbo a seu lado.
A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo. Um grupo o arrasta para o táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem pagará a corrida? Concordam chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado à parede — não tem os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.
Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam Dario além da esquina; a farmácia no fim do quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na porta de uma peixaria. Enxame de moscas lhe cobrem o rosto, sem que faça um gesto para espantá-las.
Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozam as delícias da noite. Dario em sossego e torto no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.
Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados — com vários objetos — de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficam sabendo do nome, idade, sinal de nascença. O endereço na carteira é de outra cidade.
Registra-se correria de uns duzentos curiosos que, a essa hora, ocupam toda a rua e as calçadas: é a polícia. O carro negro investe a multidão. Várias pessoas tropeçam no corpo de Dario, pisoteado dezessete vezes.
O guarda aproxima-se do cadáver, não pode identificá-lo — os bolsos vazios. Resta na mão esquerda a aliança de ouro, que ele próprio — quando vivo — só destacava molhando no sabonete. A polícia decide chamar o rabecão.
A última boca repete — Ele morreu, ele morreu. A gente começa a se dispersar. Dario levou duas horas para morrer, ninguém acreditava estivesse no fim. Agora, aos que alcançam vê-lo, todo o ar de um defunto.
Um senhor piedoso dobra o paletó de Dario para lhe apoiar a cabeça. Cruza as suas mãos no peito. Não consegue fechar olhos nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um homem morto e a multidão se espalha, as mesas do café ficam vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar os cotovelos.
Um menino de cor e descalço vem com uma vela, que acende ao lado do cadáver. Parece morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.
Fecham-se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá está Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó. E o dedo sem a aliança. O toco de vela apaga-se às primeiras gotas da chuva, que volta a cair.
TREVISAN, Dalton. Uma vela para Dario. In: TREVISAN, Dalton. Cemitério de elefantes. Rio de Janeiro: Record, 2024. p. 39-41.
A respeito da descrição dos personagens, avalie as afirmações e selecione as corretas.
O traje social (paletó e gravata) e os acessórios (alfinete de pérola, aliança de ouro etc.) de Dario permitem inferir que o personagem pertence a uma classe social privilegiada.
O personagem Dario é descrito em uma situação vulnerável, então, embora pareça ter boa situação financeira, passa a ser um anônimo que precisa de ajuda, igualando-se às pessoas em situação de rua.
As descrições das pessoas que interagem com Dario de alguma forma se limitam à aparência ou ao ofício delas, buscando apenas diferenciá-las em meio a tantos espectadores da morte do personagem principal.
As pessoas que presenciam a situação de Dario têm seus pensamentos revelados pelo narrador, que é onisciente e conhece o que todos sentem diante da iminência da morte de Dario.
"Mona Lisa" é uma das obras artísticas mais conhecidas em todo mundo. A pintura foi produzida entre os anos de 1503 a 1506 pelo artista italiano Leonardo Da Vinci. As imagens analisadas comprovam que essa obra é, até hoje:
inspiração para releituras, as quais podem construir sátiras, promover produtos etc.
alvo de plágios, os quais copiam a essência da pintura e não referenciam a fonte de inspiração.
criticada por empresas de diversos segmentos, que se apropriam da pintura para ridicularizá-la.
