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Filosofia - Simulado

Total questions: 13

Worksheet time: 10mins

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1.

(ENEM PPL, 2021) "Para Rawls, a estrutura básica mais justa de uma sociedade é aquela que alguém escolheria se não soubesse qual viria a ser seu papel particular no sistema de cooperação daquela sociedade." (LOVETT, F. Uma teoria da justiça, de John Rawls. Porto Alegre: Penso, 2013).

A teoria da justiça proposta pelo autor, conforme exposto no texto, pressupõe assumir uma posição hipotética chamada de:

a)

reino de Deus.

b)

mundo da utopia.

c)

véu da ignorância.

d)

estado de natureza.

e)

cálculo da felicidade.

2.

(ENEM 2013) TEXTO I - O Heliocentrismo não é o “meu sistema”, mas a Ordem de Deus. (COPÉRNICO, N. As revoluções dos orbes celestes [1543]. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1984).

TEXTO II - Não vejo nenhum motivo para que as ideias expostas neste livro (A origem das espécies) se choquem com as ideias religiosas. (DARWIN, C. A origem das espécies [1859]. São Paulo: Escala, 2009).

Os textos expressam a visão de dois pensadores – Copérnico e Darwin – sobre a questão religiosa e suas relações com a ciência, no contexto histórico de construção e consolidação da Modernidade. A comparação entre essas visões expressa, respectivamente:

a)

Articulação entre ciência e fé – pensamento científico independente.

b)

Poder secular acima do poder religioso – defesa dos dogmas católicos.

c)

Ciência como área autônoma do saber – razão humana submetida à fé.

d)

Moral católica acima da protestante – subordinação da ciência à religião.

e)

Autonomia do pensamento religioso – fomento à fé por meio da ciência.

3.

“Chamamos de senso comum ao conhecimento adquirido por tradição, herdado dos antepassados e ao qual acrescentamos os resultados da experiência vivida na coletividade a que pertencemos. Trata-se de um conjunto de ideias que nos permite interpretar a realidade, bem como de um corpo de valores que nos ajuda a avaliar, julgar e, portanto, agir. O senso comum, porém, não é refletido e se encontra misturado a crenças e preconceitos. É um conhecimento ingênuo (não-crítico), fragmentário (porque é difuso, assistemático e muitas vezes sujeito a incoerências) e conservador (resistente a mudanças) .” (ARANHA; MARTINS, 2003, p. 60).

Assim, as principais características do senso comum são:

a)

Informal, pois é adquirido pela experiência cotidiana, pela observação e pela repetição.

b)

Crítico, utilizar argumentos consistentes, repensar soluções e situações.

c)

Subjetivo, pois é influenciado por crenças, valores e preconceitos pessoais.

d)

Compartilhado por um grupo social.

e)

Prático, pois é utilizado para orientar nossas ações no mundo.

4.

(Unicentro – 2019) Sobre a distinção entre o conhecimento do senso comum e o conhecimento científico, assinale a alternativa que representa a sequência correta.

( ) A ciência é uma forma de conhecimento para a qual os saberes do senso comum são completamente inúteis.

( ) O conhecimento do senso comum é um saber empírico, pois se baseia na experiência cotidiana dos povos em que é produzido.

( ) A ciência é uma forma de saber que se caracteriza, principalmente, pela determinação do objeto de estudo e pelo emprego de método rigoroso no processo de construção do conhecimento.

( ) Ciência e senso comum não se diferenciam, pois ambos se constituem em conhecimentos fundamentados na experimentação com rigor metodológico.

a)

Todas as afirmações são verdadeiras.

b)

Apenas a primeira é falsa.

c)

A primeira e a última são falsas, enquanto a segunda e a terceira são verdadeiras.

d)

A primeira afirmação é verdadeira, enquanto as demais são falsas.

e)

A primeira e a segunda afirmações são falsas, enquanto as duas últimas são verdadeiras

5.

A natureza da arte - Diferentemente de outras elaborações humanas, a arte não tem o intuito da aplicabilidade prática. Uma forma de compreensão da arte é tomá-la como um exercício de catarse (liberação), de exteriorizar sentimentos, muitas vezes reprimidos, expressando-os por meio de uma ou de mais linguagens artísticas. Da mesma forma que contribui para compreensão e para a interpretação do mundo, no entorno do espectador, que muitas vezes é invisível no cotidiano.

Esta afirmação é

a)

VERDADEIRA

b)

FALSA

6.

(UEG – 2022) Desde a Antiguidade, filósofos realizam elucubrações sobre a arte. Platão, por exemplo, a via como uma forma de conhecimento que imitava imperfeitamente as coisas sensíveis. No século XVIII, o filósofo alemão Alexander Gottlieb Baumgarten (1714-1762) elabora uma nova concepção de arte, deixando contribuições que influenciaram sobremaneira o conjunto de estudos filosóficos posteriores que passaram a tomar a arte como objeto de investigação. A nova concepção de Baumgarten sobre arte emerge ao utilizar o termo:

a)

“Campo Artístico”, que, desde então, passa a se referir ao estudo filosófico da arte.

b)

“Teologia”, que, a partir desse momento, coloca Deus como ponto de união entre arte e filosofia.

c)

“Pintura”, pois a concebia como uma imitação da realidade mediada pelo pensamento filosófico.

d)

“Ideologia”, pois considerava a filosofia e a arte como uma falsa consciência sistematizada.

e)

“Estética”, que se referia ao estudo das obras de arte enquanto criações da sensibilidade.

7.

A imagem ao lado refere-se à obra "A traição das imagens", de René Magritte. O intuito do pintor belga foi chamar atenção para a tendência que temos de tomarmos a figura pelo objeto, esquecendo que o retrato não passa de uma mera representação.

Por que aquilo no quadro não é um cachimbo?

a)

Porque a arte confunde as pessoas.

b)

Porque na reflexão de René Magritte, um objeto retratado (reproduzido) não é o objeto em si.

c)

Porque algumas obras são fictícias e não existem na verdade.

d)

Porque é a materialização de um objeto inexistente.

e)

Nenhuma das alternativas estão corretas.

8.

Leia o texto a seguir. “O primeiro traço constitutivo do pensamento das Luzes consiste em privilegiar o que escolhemos e decidimos por nós mesmos em detrimento daquilo que nos é imposto por uma autoridade externa. Essa preferência comporta então duas facetas, uma crítica e outra, construtiva: é preciso retirar toda tutela imposta aos homens de fora e deixar-se guiar pelas leis, normas e regras desejadas por aqueles a quem elas se dirigem. Emancipação e autonomia são as palavras que designam os dois tempos, igualmente indispensáveis, de um mesmo processo. Para poder engajar-se nele, é preciso dispor da inteira liberdade de examinar, de questionar, de criticar, de colocar em dúvida: nenhum dogma ou instrução pode mais ser considerado sagrado.” (Todorov. O espírito das Luzes, 2008. p.14-5) Considerando o exposto pelo autor, é correto afirmar que

a)

emancipação e autonomia são as marcas do movimento positivista.

b)

as Luzes são também sinônimo de Iluminismo e de socialismo.

c)

as Luzes foram um movimento voltado para a compreensão das leis físicas das sociedades humanas.

d)

o Iluminismo é o nome que se dá ao movimento que entendia que estender o conhecimento significava emancipar as pessoas.

e)

o Iluminismo é uma corrente religiosa que busca versar sobre as questões do sagrado.

9.

Enquanto o mundo mítico se baseia em certezas dogmáticas, a consciência filosófica introduz a perplexidade. Para Platão, a primeira virtude do filósofo é ser capaz de admirar-se. A admiração é a condição da qual deriva a capacidade de problematizar. O conhecimento filosófico não é dado pelos deuses, mas procurado pelos homens. (Maria Lúcia de Arruda Aranha. Filosofia da Educação, 2003)

Ao afirmar que o conhecimento filosófico não é dado pelos deuses, a autora entende que

a)

a condição para a sabedoria é privilegiar o conhecimento divino como fonte de certezas dogmáticas.

b)

os seres humanos podem procurar conhecimento recorrendo às entidades divinas.

c)

aos seres humanos é permitido buscar o conhecimento, por meio da contemplação do desconhecido.

d)

ao buscar produzir conhecimento, deve-se privilegiar a consulta a princípios do senso comum.

e)

o filósofo é capaz de se admirar e extrair o conhecimento do mundo mítico.

10.

A seguir são apresentados dois excertos, sendo um sobre o senso comum e o outro sobre o conhecimento científico.

TEXTO I - Chamamos de senso comum esse tipo de conhecimento empírico, advindo da herança recebida por um grupo social e que se desenvolveu a partir das experiências fecundas que continuam sendo levadas a efeito pelos indivíduos da comunidade. (Maria Lúcia de Arruda Aranha. Filosofia da Educação, 2003)

TEXTO II - Outra forma de abordagem do real é a ciência […] Com o recurso da experimentação e da matematização, foi possível à ciência delimitar os objetos a serem estudados, descobrindo regularidades que permitiram estabelecer leis gerais e teorias nos fenômenos observados. (Maria Lúcia de Arruda Aranha. Filosofia da Educação, 2003)

Os dois textos mostram uma correlação entre senso comum e ciência, afirmando que

a)

a ciência cria teorias a partir da observação da natureza, estabelecendo regras e leis fundamentadas e comprovadas.

b)

o senso comum é uma abordagem do real, a partir do estabelecimento de leis e teorias que representam os fenômenos.

c)

o senso comum é um conhecimento empírico voltado para a comprovação dos fenômenos.

d)

a ciência permite a criação do novo a partir da transmissão de conhecimento adquirido pela comunidade.

e)

a ciência é uma abordagem do real a partir de experiências transmitidas de geração em geração pela comunidade.

11.

E dado que a condição do homem […] é uma condição de guerra de todos contra todos, sendo neste caso cada um governado por sua própria razão, e não havendo nada, de que possa lançar mão, que não possa servir-lhe de ajuda para a preservação de sua vida contra seus inimigos, segue-se daqui que numa tal condição todo homem tem direito a todas as coisas, incluindo os corpos dos outros. (Thomas Hobbes. Leviatã, 1983) O texto indica uma condição do ser humano que revela o

a)

direito de todos a tudo no estado de natureza, permitindo a partilha harmônica dos bens.

b)

estado de guerra em que os seres humanos se encontram em seu estado natural.

c)

conflito que, uma vez resolvido, propicia à sociedade o acesso igualitário ao poder civil.

d)

autogoverno da sociedade humana pondo fim ao estado de guerra de todos contra todos.

e)

estado de guerra presente na sociedade civil depois de instaurado o contrato social.

12.

É inegável a importância do impacto que a bioética tem hoje, e que provavelmente aumentará nos próximos anos, com relação à evolução dos referenciais societários existentes no mundo contemporâneo. A partir de uma base de sustentação econômica justa e do respeito ao contexto sociocultural e nível de informação, participação e democratização que as sociedades alcançarem, os países desenvolvidos têm mais possibilidades de encontro do equilíbrio – político, jurídico e moral – necessário e indispensável à construção de um futuro melhor para a vida de seus cidadãos. (Volnei Garrafa. Da bioética de princípios a uma bioética interventiva. Revista Bioética, 2005) A bioética tem forte impacto no cenário atual da sociedade, dado que ela

a)

promove a busca de um futuro adequado à vida em sociedade, moldando o comportamento humano em vista da garantia do bem estar comum.

b)

propicia o avanço comportamental dos indivíduos, opondo-se ao equilíbrio entre os aspectos político, jurídico e moral.

c)

fundamenta os princípios da moralidade, permitindo ao indivíduo se adequar aos padrões sociais em seu caráter político, jurídico e moral.

d)

garante a democratização da sociedade dos países desenvolvidos, permitindo o equilíbrio ideológico dos referenciais societários do mundo contemporâneo.

e)

representa a base da sustentação econômica e cultural de uma sociedade, tendo em vista a adequação do comportamento humano para esse fim.

13.

Leia a tira ao lado. Ao representar a reação da jovem diante da falta de sinal, a tira chama a atenção para uma

a)

atitude engajada que encoraja os usuários a utilizar mais as tecnologias de informação.

b)

crítica as práticas de consumo, que alude ao acelerado desenvolvimento econômico do país.

c)

crítica à alienação das pessoas que desprezam as relações sociais e o progresso tecnológico.

d)

cultura que exalta o desenvolvimento tecnológico e os novos comportamentos sociais.

e)

análise crítica à dependência do uso das tecnologias e à dificuldade de lidar com a frustração.