wayground logo

Free Printable Worksheets

Font size

S
M
L
XL
Worksheets

Revisão 1o Ano FIL

Total questions: 15

Worksheet time: 12mins

Name
Class
Date
1.

Qual das definições a seguir NÃO poderia descrever o que é a filosofia?

a)

“A filosofia é a terra de ninguém entre a ciência e a teologia, exposta a ataque dos dois lados.”(Bertrand Russell).

b)

“A filosofia não é uma doutrina, mas uma atividade.” (Ludwig Wittgenstein).

c)

“A filosofia é a disciplina com a qual, ou sem a qual, se fica tal e qual”. (ditado popular) .

d)

A expressão filosofia vem de uma associação dos termos gregos philia (amor,amizade) e sophia (sabedoria) e significa literalmente “amor pelo saber”.

e)

A filosofia é a expressão criativa do imaginário de um povo ou grupo étnico; capaz de conferir-lhe identidade e promover cultura.

2.

Por que a definição da filosofia como expressão criativa do imaginário de um povo, capaz de conferir-lhe identidade e produzir cultura é problemática?

a)

Porque a filosofia é uma disciplina teórica, e, portanto, não precisa ser praticada.

b)

Porque o senso comum ou as pessoas leigas não são capazes de produzir filosofia.

c)

Porque a filosofia é um discurso pautado na razão, mais do que em outras capacidades e que se pretende ser universal.

d)

Porque a filosofia é um tipo de ciência.

e)

Porque a palavra “filosofia” é diferente do conceito de filosofia.

3.

Sobre os fatores históricos que contribuíram para o surgimento da filosofia, assinale as opções corretas:

a)

O intercâmbio comercial com o oriente (Egito, Pérsia).

b)

O crescimento das cidades-estado (pólis) com seus espaços públicos (porto, mercado, praça, teatro).

c)

O surgimento da escrita e do uso de moedas nas transações comerciais.

d)

As invasões de povos bárbaros, vindos do norte da Europa.

e)

A separação, na sociedade grega, entre política e religião.

4.

O que é a tese do “milagre grego” no contexto da discussão sobre o surgimento da filosofia?

a)

É a visão dos que sustentam a originalidade dos gregos em relação ao tipo de saber por eles inventado.

b)

É a concepção de que os gregos, ao terem contato com povos mais antigos, teriam trazido o pensamento filosófico do oriente.

c)

É a ideia de que não há uma verdadeira ruptura entre o pensamento oriental e aquele produzido no ocidente.

d)

É a defesa de que apenas as sociedades que alcançam um notório desenvolvimento econômico são capazes de produções grandiosas como a filosofia, o teatro, a democracia.

e)

É a percepção de que não podemos indicar causas suficientes para a mudança de uma mentalidade mítica para uma mentalidade filosófica, de modo que o surgimento da filosofia teria ocorrido quase que por milagre.

5.

Os primeiros filósofos, os chamados “pré-socráticos”, apesar das divergências, tinham vários pontos em comum; sobre aquilo que os aproximava, assinale as opções corretas:

a)

Foram contemporâneos de Sócrates.

b)

Estavam em busca da “arché” ou princípio gerador de todas as coisas.

c)

Acreditavam, todos eles, que o universo teria surgido a partir de um único elemento da natureza.

d)

Formulavam suas explicações sem apelar para a interferência dos deuses ou do sobrenatural.

e)

Questionavam a existência dos deuses ou a interferência dos mesmos nos assuntos humanos.

6.

Em que consistia o problema do movimento entre os pré-socráticos e quais os filósofos que dele se ocuparam?

a)

O problema era saber como chegar a uma explicação definitiva para os fenômenos da natureza se nada permanece igual, tudo muda o tempo todo. Os filósofos que se ocuparam do problema foram Pitágoras e Parmênides.

b)

Consistia em explicar como um mundo em transformação poderia ser transposto para o reino da explicação que, se supõe, seria definitivo. Os filósofos que trataram da questão foram Parmênides e Heráclito.

c)

Pensar o movimento seria um problema pois os nossos sentidos que usamos para conhecer as coisas são falhos, nos enganam muitas vezes. Os filósofos que se ocuparam dessa questão foram Pitágoras e Heráclito.

d)

O problema estava em supor a realidade do movimento, quando este, na verdade, é ilusório. Trataram do assunto, Parmênides e Zenão.

e)

O problema estava em desconsiderar que a realidade é um fluxo contínuo e iludir-se com a sensação de perenidade. Os filósofos que abordaram a questão foram Heráclito e Sócrates.

7.

Sobre a questão do movimento, em que divergiam Heráclito e Parmênides?

a)

Para Heráclito, qualquer mudança observada no mundo resulta de uma ilusão sensorial; pela razão, é possível concluir a perenidade do ser.

b)

Para Parmênides, conceber a existência da mudança é sustentar a passagem do ser para o não ser, o que se mostraria absurdo do ponto de vista lógico.

c)

Enquanto Parmênides defendia que tudo está em movimento, Heráclito dizia que o ser é e não ser não é.

d)

Enquanto Heráclito sustentava a imobilidade do ser, Parmênides dizia que tal perenidade era fruto de ilusão.

e)

Ambos acreditavam que os sentidos nos iludem e que é preciso ultrapassar o testemunho dos sentidos para encontrar a verdade.

8.

Que novidades a filosofia socrática traz para a discussão filosófica do período?

a)

Sócrates é o primeiro a conceber a “arché” ou princípio gerador de todas as coisas a partir de um elemento não material.

b)

Sócrates é o primeiro a usar o texto escrito como ferramenta para divulgar suas ideias.

c)

Sócrates é o primeiro a trazer as humanidades para o centro da discussão.

d)

Sócrates é o primeiro filósofo a dispensar a presença dos deuses nas explicações sobre as coisas.

e)

Sócrates é o primeiro filósofo a questionar o argumento de autoridade.

9.

Quais são, respectivamente, as razões oficiais para a condenação de Sócrates à pena capital e as razões verdadeiras?

a)

Ter sido desertor por se dizer pacifista. Ter contrariado muita gente importante da cidade.

b)

Pederastia e ateísmo. Ter contestado em praça pública supostos especialistas nos mais diversos assuntos.

c)

Corrupção da juventude e desrespeito aos deuses cultuados na cidade. Ter demonstrado publicamente a ignorância ou pseudoconhecimento de diversas autoridades.

d)

Estelionato e falsidade ideológica. Concorrência desleal com os sofistas que tinham a proteção de pessoas importantes na cidade.

e)

Sedução de menores e desobediência civil. Ter enfrentado poderosos políticos e criado entre eles vários inimigos.

10.

Qual a tese central da teoria platônica do Mundo das Ideias ou Mundo das Formas?

a)

Platão sustenta que para cada ideia particular existe outra mais genérica da qual a primeira é derivada, de modo que tudo teria tido origem em uma mesma ideia, a saber, na ideia de BEM.

b)

O mundo em que nos encontramos (mundo sensível) não é o verdadeiro mundo, mas uma cópia ou imitação daquele verdadeiro mundo, também chamado de “Mundo das Ideias ou das Formas.”

c)

As coisas existentes seriam constituídas de matéria e forma, de maneira que a forma estaria presente na coisa, misturada à matéria; o Mundo das Ideias ou Formas seria tão somente este conjunto abstrato das características individualizantes dos seres.

d)

Mundo das ideias seria o conjunto dos conhecimentos herdados das gerações passadas e passíveis de serem apropriadas novamente por todos aqueles que pretendem realizar uma descoberta.

e)

A tese principal da teoria platônica do mundo das ideias é a de que ideias são como sombras projetadas no fundo de uma caverna, não passam de uma projeção da realidade.

11.

No Mito ou Alegoria da Caverna de Platão quem são os prisioneiros algemados no fundo da caverna ou o que eles estariam representando?

a)

Eles representariam a ignorância das pessoas sem instrução.

b)

Os prisioneiros são como nós, que diante dos objetos sensíveis acreditamos capturar o que há de mais verdadeiro; quando, em realidade, as coisas sensíveis seriam tão irreais quanto as sombras projetadas no fundo da caverna.

c)

Representariam os filósofos, únicos a confundir realidade e ilusão.

d)

Os prisioneiros são como as pessoas que hoje passam a maior parte do dia diante de uma tela de computador, habitantes de um mundo virtual, sem o contato necessário com o mundo real.

e)

Os prisioneiros são como os juízes de Sócrates que não foram capazes de reconhecer nele o melhor dos cidadãos de Atenas.

12.

Aristóteles, apesar de sofrer a influência de Platão em muitos aspectos, é um dos críticos mais mordazes daquela filosofia. Entre as teses combatidas por Aristóteles estão:

a)

a concepção de que a alma seja imortal.

b)

a ideia de que exista um mundo de formas puras, eterno e perfeito, a partir do qual o mundo sensível teria sido forjado.

c)

a teoria do hilomorfismo (matéria-forma).

d)

a concepção de que não haja um único tipo de causa para a existência das coisas.

e)

a percepção da matemática como modelo de construção do pensamento.

13.

A filosofia medieval divide-se em dois momentos: a Patrística e a Escolástica. Quais das características a seguir podemos atribuir ao primeiro?

a)

Filosofia produzida nas escolas, caracterizada por calorosos debates de cunho teológico

b)

O principal filósofo foi São Tomás de Aquino.

c)

Foi marcado pela redescoberta dos textos aristotélicos traduzidos do grego para o árabe e, depois, do árabe para o latim.

d)

Seus expositores faziam a apologia do cristianismo junto às elites romanas, em uma tentativa de conciliar o legado dos antigos (Platão, principalmente) e a doutrina cristã.

e)

Foi um período de grande desenvolvimento para a Lógica.

14.

O filósofo florentino Nicolau Maquiavel não é mais um pensador medieval, os tempos são outros. Como denominar esses novos tempos e como caracterizá-lo?

a)

Iluminismo, quando as luzes da razão deixam definitivamente para trás as trevas da Idade Média.

b)

Risorgimento ou unificação da península itálica, quando os diversos reinos dispersos politicamente passam a formar um só Estado.

c)

Contra-reforma, período de reação da Igreja Católica contra os reformadores da religião.

d)

Renascimento, época de resgate dos valores dos antigos gregos e romanos.

e)

Pós-Modernidade, quando os valores caros à modernidade (razão, ciência, progresso, república, democracia) começam a entrar em colapso.

15.

Por que Maquiavel, com sua obra O Príncipe, inaugura um novo capítulo na história da filosofia?

a)

Porque defende o poder absoluto dos reis.

b)

Porque coloca o homem no centro do universo (antropocentrismo).

c)

Porque sustenta que os fins justificam os meios.

d)

Porque é realista e não idealista.

e)

Porque separa as virtudes éticas das virtudes políticas.