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WorksheetsQUIZZES SPAECE
Total questions: 20
Worksheet time: 2hrs 40mins
O XÁ DO BLA-BLÁ-BLÁ
Era uma vez, no país de Alefbey, uma triste cidade, a mais triste das cidades, uma cidade tão arrasadoramente triste que tinha esquecido até seu próprio nome. Ficava à margem de um mar sombrio, cheio de peixosos — peixes queixosos e pesarosos, tão horríveis de se comer que faziam as pessoas arrotarem de pura melancolia, mesmo quando o céu estava azul.
Ao norte dessa cidade triste havia poderosas fábricas nas quais a tristeza (assim me disseram) era literalmente fabricada, e depois embalada e enviada para o mundo inteiro, que parecia sempre querer mais. Das chaminés das fábricas de tristeza saía aos borbotões uma fumaça negra, que pairava sobre a cidade como uma má notícia.
RUSHDIE, Salman. Haroun e o Mar de Histórias. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
O trecho do texto que indica uma consequência é:
“... uma triste cidade, a mais triste das cidades...”.
“... que tinha esquecido até seu próprio nome...”.
“saía aos borbotões uma fumaça negra...".
”... que pairava sobre a cidade...”.
Moradores de "ilha dos gatos" pedem ajuda para comprar ração
Na ilha de Aoshima, conhecida como a “ilha dos gatos”, ao sul do Japão, quem manda são os felinos. Lá, os bichanos são seis vezes mais numerosos que pessoas — e a população (humana) do local é inteiramente responsável pelos cuidados, saúde e bem-estar dos animais. Foi então que uma notícia terrível se espalhou: por conta de condições climáticas desfavoráveis, a entrega de ração teve que ser suspendida. Como conta o BoredPanda, a ilha não possui lojas de ração ou comida — todas as compras são feitas por barco, dependendo da necessidade dos cidadãos — e, com o clima ruim, os moradores se viram em uma sinuca.
A solução, claro, estava na internet. Ao perceberem que as reservas de ração estavam baixando drasticamente, os moradores de Aoshima começaram a fazer pedidos pelo Twitter, para que pessoas colaborassem enviando pacotes de ração para a ilha. Poucos dias depois, a cidade estava abarrotada de doações. Os tweets que se seguiram mandavam a mensagem oposta: a ilha pede que os internautas parem de enviar ração, pois já eram suficientes até abril e não havia mais lugar para guardar tantas doações.
Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/ noticia/2016/03/moradores-de-ilha-dos-gatos -pedem-ajuda-para-comprar-racao- e-internet-respondeu-altura.html>. Acesso em: 25 mar.2016.
De acordo com o texto, a entrega de ração na ilha de Aoshima teve que ser suspensa porque
a ilha não possui lojas de ração ou comida.
as condições climáticas estavam desfavoráveis.
as reservas de ração estavam baixando drasticamente.
a ilha possui mais bichanos do que pessoas.
O Leão e o Ratinho
Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado debaixo da sombra boa de uma árvore.
Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou. Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu debaixo da pata. Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que ele fosse embora.
Algum tempo depois, o leão ficou preso na rede de uns caçadores. Não conseguindo se soltar, fazia a floresta inteira tremer com seus uivos de raiva.
Então apareceu o ratinho, que, com seus dentes afiados, roeu as cordas e soltou o leão.
Moral da história: Uma boa ação ganha outra.
Disponível em: http://clairmazzutti.blogspot.com .br/2013/02/atividades-variadascom-textos-e.html. Acesso em 01/04/2015.
O leão fazia a floresta inteira tremer com seus uivos de raiva porque
queria esmagar o ratinho.
deixou o ratinho ir embora.
foi solto da rede dos caçadores pelo ratinho.
não conseguia se soltar da rede dos caçadores.
Ninguém pode prever se vamos continuar a usar jeans ou se vai aparecer uma nova moda viral por aí. Mas dá para apostar que as roupas do futuro vão ser funcionais.
É possível que as calças jeans não tenham mais tamanhos pré-definidos. A empresa londrina Bodymetrics já escaneia o corpo do cliente e faz o jeans perfeito para ele. Sua calça também poderá esquentar sozinha quando estiver frio. Ou realizar truques tecnológicos. Quer um exemplo? Japoneses já lançaram um tecido que transforma você em um homem invisível. A ideia até que é simples. Do lado de trás, ele é feito de microcâmeras. Na frente, é uma tela. As câmeras enviam a imagem que está atrás da pessoa para a tela que está na frente, tornando-a "transparente". Quem sabe a invisibilidade se torne o novo pretinho básico.
Superinteressante , julho de 2009.
É possível que as calças jeans não tenham mais tamanho pré-definidos, porque
o tecido é feito de microcâmeras.
as roupas do futuro serão funcionais.
há empresas que já escaneiam o corpo do cliente.
elas também poderão esquentar sozinhas quando estiver frio.
Despreparo para o clima
São claras e visíveis as tendências de agravamento dos eventos climáticos, com concentração de chuvas em elevado volume e longos períodos de estiagem.
Como consequência, os centros urbanos sofrem cada vez mais com os efeitos da seca e dos temporais. Goiânia não foge à regra. O mais grave é que as cidades não estão se preparando adequadamente para tais fenômenos. Na verdade, caminham em direção oposta, ampliando áreas de impermeabilização, autorizando ou tolerando construções em locais impróprios, destruindo faixas verdes e ainda adiando a implantação de planos de drenagem que garantam um eficaz escoamento de água. O resultado está diante de nossos olhos sempre que o clima se manifesta com eventos drásticos. Reportagens publicadas nas edições de ontem e hoje mostram, de um lado, as consequências funestas de temporais, que se transformaram em sinônimo de medo; e de outro, os erros de planejamento fazem se multiplicar os pontos de alagamento em Goiânia.
Grande parte deles é resultado da ocupação e urbanização incorreta das margens de córregos. Assim, se multiplicam também os prejuízos materiais e as perdas humanas, essas irrecuperáveis.
No trecho “(...) os erros de planejamento fazem se multiplicar os pontos de alagamento em Goiânia.”, há uma relação de:
causa e finalidade.
concessão e condição.
finalidade e oposição.
causa e consequência.
O GRILO E A ESPERANÇA
(Fabiana)
Certo dia, a esperança foi dar um passeio no bosque. De repente aparece o grilo e a cumprimenta:
— Oi! Como vai? De onde vem?
— Venho de um lugar distante. Onde só existem animais amigos – responde a esperança.
— O que você faz por aqui? Indagou o grilo.
— Eu?
— Sim, você!
— Estou treinando para uma gincana, ver quem é que come mais rápido.
Então o grilo resolveu ajudá-la. No outro dia, eles foram se encontrar para começar o treinamento. Coitada, não teve sorte, porque no dia anterior havia comido muito e amanheceu com uma grande dor de barriga. Esta foi tão grande que ela não suportou e acabou morrendo.
A pobre da esperança não chegou a realizar seu sonho. Ela sonhava ser a vencedora da gincana. Mas seu triste fim não o permitiu. Só nos resta, agora, recordá-la.
O motivo que levou a esperança a morte foi
a gincana.
por comer muito.
por querer ser vencedora.
a dor de barriga.
ÓRFÃOS DA COLHEITA
A fome e o desemprego estão obrigando meninos e meninas de quatro anos de idade a trabalhar mais de dez horas por dia como boias-frias da colheita de algodão do município de Querência do Norte, no Paraná. Eles são chamados de “órfãos da colheita” pelos demais boias-frias. Trabalham sem seguro e garantias trabalhistas e vivem pendurados nas carrocerias abertas dos caminhões.
“Eles andam apertados em caminhões, sem nenhuma segurança, conduzidos por motoristas sem carteira de habilitação e, às vezes, trabalham mais do que os próprios adultos”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura de Querência do Norte, Antônio Norberto Possi.
Os órfãos da colheita são reunidos pelos chamados “gatos”, encarregados de providenciar os trabalhadores. “Temos de levar as crianças porque as mães não têm creches onde deixar os filhos, então os meninos são obrigados a crescer nas plantações”, disse o “gato” Edvaldo Ferreira.
D.M., de seis anos, sonha em juntar dinheiro para poder ter novamente uma bicicleta. A vida de D.M. não difere da maioria dos meninos de sua região. Ele acorda às quatro horas todos os dias e segue na carroceria de um caminhão para trabalhar na colheita do algodão.
Ele acompanha a mãe, a boia-fria Marine Moura, de 35 anos. “Ele é meu protetor: chega a colher quarenta quilos de algodão por dia”, diz a mãe.
Quando tinha três anos, D.M. chegou a ter uma bicicleta. A mãe teve de vendê-la para comprar uma passagem com destino ao Paraná.
Ele não sabe o que é Natal, nunca foi à escola. Entre os poucos prazeres que conhece, está o de tomar sorvete. Ele se alimenta diariamente de arroz e batata.
Gilberto Dimenstein
De acordo com a ideia apresentada neste texto, denotam a causa e o efeito, respectivamente, os trechos
Os trabalhadores são conduzidos – nas carrocerias dos caminhões.
A fome e o desemprego – levam as crianças ao trabalho forçado.
Os boias-frias são chamados “órfãos da colheita” – pelos outros boias-frias.
Trabalho sem garantia e seguro – Município de Querência do Norte, no Paraná.
Tatuagem
Enfermeira inglesa de 78 anos manda tatuar mensagem no peito pedindo para não proceder a manobras de ressuscitação em caso de parada cardíaca.
(Mundo Online, 4, fev., 2003)
Ela não era enfermeira (era secretária), não era inglesa (era brasileira) e não tinha 78 anos, mas sim 42; bela mulher, muito conservada. Mesmo assim, decidiu fazer a mesma coisa. Foi procurar um tatuador, com o recorte da notícia. O homem não comentou: perguntou apenas o que era para ser tatuado.
— É bom você anotar — disse ela — porque não será uma mensagem tão curta como essa da inglesa.
Ele apanhou um caderno e um lápis e dispôs-se a anotar.
— “Em caso de que eu tenha uma parada cardíaca” — ditou ela —, “favor não proceder à ressuscitação”. Uma pausa, e ela continuou:
— “E não procedam à ressuscitação, porque não vale a pena. A vida é cruel, o mundo está cheio de ingratos.”
Ele continuou escrevendo, sem dizer nada. Era pago para tatuar, e quanto mais tatuasse, mais ganharia.
Ela continuou falando.(...). Àquela altura o tatuador, homem vivido, já tinha adivinhado como terminaria a história (...). E antes que ela contasse a sua tragédia resolveu interrompê-la.
— Desculpe, disse, mas para eu tatuar tudo o que a senhora me contou, eu precisaria de mais três ou quatro mulheres.
Ela começou a chorar. Ele consolou-a como pôde. Depois, convidou-a para tomar alguma coisa num bar ali perto.
Estão vivendo juntos há algum tempo. E se dão bem. (...). Ele fez uma tatuagem especialmente para ela, no seu próprio peito. Nada de muito artístico (...). Mas cada vez que ela vê essa tatuagem, ela se sente reconfortada. Como se tivesse sido ressuscitada, e como se tivesse vivendo uma nova, e muito melhor, existência.
(Moacyr Scliar, Folha de S. Paulo, 10/03/2003.)
O trecho do texto que retrata a consequência após o encontro da secretária com o tatuador é
“Foi procurar um tatuador, com o recorte da notícia”.
“Ele apanhou um caderno e um lápis e dispôs-se a anotar”.
“E antes que ela contasse a sua tragédia resolveu interrompê-la”.
”Estão vivendo juntos há algum tempo. E se dão bem”.
A ONÇA DOENTE
A onça caiu da árvore e por muitos dias esteve de cama seriamente enferma. E como não pudesse caçar, padecia de fome das negras.
Em tais apuros imaginou um plano.
— Comadre irara — disse ela — corra o mundo e diga à bicharia que estou à morte e exijo que venham visitar-me.
A irara partiu, deu o recado e os animais, um a um, principiaram a visitar a onça.
Vem o veado, vem a capivara, vem a cutia, vem o porco-do-mato.
Veio também o jabuti.
Mas o finório jabuti, antes de penetrar na toca, teve a lembrança de olhar para o chão.
Viu na poeira só rastos entrantes, não viu nenhum rasto sainte. E desconfiou:
— Hum!... Parece que nesta casa quem entra não sai. O melhor, em vez de visitar a nossa querida onça doente, é ir rezar por ela...
E foi o único que se salvou.
LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo: ed. Brasiliense, 1998.
Da leitura do texto, pode-se entender que a onça encontrava-se doente porque
havia caído da árvore.
estava com muita fome.
não podia caçar.
estava em apuros.
Leia o texto abaixo e responda.
O caos deu novo sinal de vida nos aeroportos brasileiros na semana passada. Os passageiros que embarcaram em São Paulo e no Rio de Janeiro enfrentaram filas, cancelamentos de voos e atrasos de até 24 horas. Tudo indica que, ao contrário das vezes anteriores, a principal causa da confusão foram as fortes chuvas que atingiram a Região Sudeste do país. O mau tempo tem contribuído para o caos aéreo.
(Revista Veja, n. 2032, 31 out. 2007, p. 60).
O trecho que indica uma consequência é:
“O caos deu novo sinal de vida nos aeroportos brasileiros na semana passada.”
“Os passageiros que embarcaram em São Paulo e no Rio de Janeiro enfrentaram filas, cancelamentos de voos e atrasos de até 24 horas.”
“Tudo indica que, ao contrário das vezes anteriores, a principal causa da confusão foram as fortes chuvas que atingiram a Região Sudeste do país.”
"O mau tempo tem contribuído para o caos aéreo.”
O médico perguntou ao homem:
— Por que você tomou a medicação às seis da manhã? Eu disse pra você tomar às nove.
O homem respondeu:
— Doutor, era pra ver se eu conseguia pegar as bactérias de surpresa!
O humor do texto está no fato de o
médico receitar remédio para o homem.
homem querer pegar as bactérias de surpresa.
médico questionar o horário que o homem tomou o medicamento.
médico dizer para o homem tomar remédio às 9 da manhã.
Haja coração
A professora pergunta:
— quantos corações nós temos?
O aluno:
Temos dois, professora!
— Dois?
— Sim, o meu e o seu!
Disponível: https://uol.com.br/piadas/livro -de-piadas/haja-coracao.jhtm. Acesso em: 22 maio 2017.
O humor do texto está no fato de
a professora fazer pergunta para o aluno.
o aluno pensar que a professora tem dois corações.
o aluno entender que se tratava do coração dele e da professora.
a professora se referir ao coração de toda a raça humana.
Leia a piada a seguir e responda.
— O idioma francês é o mais interessante e útil — dizia uma.
A outra:
— Qual nada! Acho que é o idioma inglês.
Uma outra:
— Mas o que vem a ser idioma?
— Idioma quer dizer língua.
— É?! Então fiquem sabendo que eu gosto muito é de idioma de vaca com cebolas e batatas.
(Donaldo Buchweitz, org. piada; para você morrer de rir. Belo Horizonte. Leitura, 2001, p. 180.)
Há traço de humor no trecho
“O idioma francês é o mais interessante e útil".
“Qual nada! Acho que é o idioma inglês.”
“Mas o que vem a ser idioma?”
“É?! Então fiquem sabendo que eu gosto muito é de idioma de vaca com cebolas e batatas.”
Cirurgia Mal Sucedida
Na sala de espera de um grande Hospital, o médico chega para um cara muito nervoso e diz:
— Tenho uma péssima notícia para lhe dar... A cirurgia que fizemos em sua mãe...
— Ah! Ela não é a minha mãe... É a minha sogra, doutor!
— Nesse caso, então tenho uma boa notícia para lhe dar!
(humortadela.com.br)
Encontramos humor no texto na frase
“Na sala de espera de um grande Hospital, o médico chega para um cara muito nervoso e diz”:
“Tenho uma péssima notícia para lhe dar... A cirurgia que fizemos em sua mãe...”
“Ah! Ela não é a minha mãe... É a minha sogra, doutor”!
“Nesse caso, então tenho uma boa notícia para lhe dar”!
LEIA O TEXTO.
Primeira mulher: — Trabalhar o tempo inteiro e tomar conta da casa está me levando à loucura!
Depois do trabalho, cheguei em casa e lavei a roupa e a louça. Amanhã tenho de lavar o chão da cozinha e as janelas da frente.
Segunda mulher: — Então? E teu marido?
Primeira mulher: — Ah! Isso eu não faço de maneira alguma! Ele pode muito bem se lavar sozinho!
(Rodolfo Ilari) Fonte: Projeto (Con)seguir – Duque de Caxias - RJ
O humor do diálogo acima é gerado pelo fato de
as reclamações estarem contidas na fala da primeira mulher.
a segunda mulher não ter compreendido a fala da primeira.
o questionamento “E teu marido?” estar incompleto.
a mulher se negar a lavar o marido.
Muitos dizem ser necessário estudar em um
ambiente silencioso, sem distrações. No entanto, para
alguns, o estudo em um ambiente tranquilo também
pode ser tedioso e não render em nada. Por isso
apoiamos aqueles que gostam de músicas para
estudar.
Embora alguns estudos digam que ouvir música
não é bom para estudo, acreditamos que ouvir música
é uma boa alternativa para estudar calmamente. Você
pode criar um ambiente tranquilo, onde você pode ser
produtivo estudando sem ser em um silêncio absoluto.
A música também ajuda a elevar o seu humor e
motivá-lo a continuar, e tem alguns que dizem que
ajuda na memorização e no ânimo para estudar.
Mas o desafio é escolher as músicas para
estudar. Se você escolher o tipo errado de música,
você pode acabar se distraindo com ela, em vez de
melhorar a sua concentração para estudar para as
próximas provas.
Disponível em: <https://www.examtime.com/pt-BR/blog/musicas-para-
estudar/>. Acesso em: 11 maio 2013. Fragmento.
Qual é o trecho que apresenta a informação principal
desse texto?
A) “Muitos dizem ser necessário estudar em um
ambiente silencioso,...”. (1° parágrafo)
B) “... acreditamos que ouvir música é uma boa
alternativa para estudar calmamente.”. (2°
parágrafo)
“... e tem alguns que dizem que ajuda na
memorização...”. (2° parágrafo)
“Se você escolher o tipo errado de música, você
pode acabar se distraindo com ela,...”. (3°
parágrafo)
Haverá um mapa para este tesouro?
“Diversidade biológica” significa a variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas.” (Artigo 2 da Convenção sobre Diversidade Biológica).
O Brasil, país de dimensões continentais, sabidamente possui uma enorme biodiversidade, sendo definida como a maior do planeta. Possuir muito, e de diferentes fontes, ecoa aos nossos sentidos como ter à disposição, ao alcance de todos, um grande tesouro. No entanto, todos sabemos que um grande tesouro escondido em locais inacessíveis, ou mesmo localizado sob os nossos olhos, sem que tenhamos possibilidade de enxergá-la, significa um grande sonho.... e sonhos não costumam tornar-se realidade... podem até evoluir para pesadelos...
Assim, fica evidente que o conhecimento científico, embasado em fatos, é essencial para dar suporte a hipóteses que gerem projetos que permitam expandir esses conhecimentos e servir de partida para projetos que permitam a aplicação racional e sustentada dessa riqueza. Todos sabem que a pior atitude é “...matar a galinha dos ovos de ouro...”. Portanto, precisamos saber de onde vêm os ovos, e como cuidar da galinha e fazê-la reproduzir para que possamos transmitir essa riqueza como herança.
Regina Pakelmann Markus e Miguel Trefault Rodrigues. Revista Ciência & Cultura. Julho/agosto/setembro 2003. p. 20.
O trecho “evoluir para pesadelos...” (2° parágrafo) é um argumento para sustentar a idéia de que
a biodiversidade do Brasil é imensa e incontrolável.
a má utilização das riquezas naturais causa graves problemas.
a reprodução ostensiva da galinha dos ovos de ouro é problemática.
o maior conhecimento da natureza causa-lhe mais riscos.
Em defesa da leitura sem vergonha
Danilo Venticinque
O sucesso de "A culpa é das estrelas" nos cinemas e nas livrarias é uma notícia excelente para o mercado literário. Deveria ser comemorada por qualquer pessoa que acredite num futuro em que o hábito de ler seja mais difundido. Mas os pessimistas de sempre não perderam a chance de se manifestar. Para alguns críticos literários e leitores elitistas, qualquer notícia é má notícia. A popularidade dos livros juvenis, em vez de ser um alento, é um desastre irremediável.
Um artigo publicado há algumas semanas pela revista digital americana Slatesintetiza a opinião da turma do contra. O título já diz tudo: "Adultos que leem livros para crianças deveriam se envergonhar". Ao longo do texto, a jornalista Ruth Graham lista motivos pelos quais adultos não deveriam perder seu tempo com "A culpa é das estrelas" e outras obras do gênero. Diz que os livros são inocentes demais, incentivam uma leitura acrítica e oferecem uma gratificação instantânea. Para jovens leitores em formação, seriam um mal necessário. Mas os milhões de adultos que se emocionaram com a história narrada por John Green deveriam ter vergonha disso - e procurar um livro para adultos imediatamente.
Ruth não está sozinha. Em qualquer conversa sobre literatura é possível encontrar leitores que manifestam, com ar de superioridade, opiniões semelhantes a essa. Histórias policiais, fantásticas ou romances adolescentes são vistos como subliteratura. Seus fãs, consequentemente, são subleitores. Bom mesmo é ler autores clássicos ou, na falta deles, uma meia dúzia de contemporâneos que tentam imitá-los.
Ao condenarem livros populares, esses críticos contribuem parareforçar a imagem da literatura como um prazer sofisticado, que só pode ser aproveitado por uma elite intelectual. Mas não enxergam a importância que esses títulos têm não só para o mercado, como também para a formação de novos leitores.
Basta olhar para as listas de mais vendidos para comprovar que as livrarias e editoras estariam em apuros sem o público conquistado por esses best-sellers supostamente inferiores. Ao dizer que romances juvenis só deveriam ser lidos por adolescentes, os críticos se esquecem do óbvio: nem todos começam a ler na adolescência. Para muitos adultos, as histórias acessíveis e cativantes contadas em romances juvenis são uma excelente introdução à literatura. Ninguém começa lendo James Joyce. Entre ler a obra completa de John Green e parar nas primeiras páginas de Ulysses, a primeira opção me parece mais saudável e promissora para quem está descobrindo a leitura.
Mesmo que os fãs de autores juvenis não abram um só livro "adulto" em todas suas vidas, ainda assim sua experiência terá sido positiva. Ler um romance juvenil pode até ser menos enriquecedor do que ler um clássico da literatura, mas é muito melhor do que não ler livro algum. Parece bobagem, mas muitos críticos não entendem que essa escolha entre ler livros clássicos e ler livros populares não existe. Para a maioria das pessoas, a escolha é entre ler livros populares e fazer outra coisa: jogar videogame, assistir a um filme, passar a tarde no Facebook. A decisão de ler um livro, não importa o gênero, é uma vitória para a literatura.
Além de falta de visão, a crítica aos romances juvenis revela uma boa dose de hipocrisia. Não há leitor que não tenha, em sua prateleira, um daqueles livros que amamos sem respeitar. Pode ser uma história barata de detetive, uma ficção científica das mais absurdas, uma coleção de contos de terror ou, por que não, um romance adolescente. Ler um livro por prazer não deveria ser motivo de vergonha para ninguém. Vergonha é passar meses sem ler nada — ou criticar a leitura alheia em vez de olhar para a própria prateleira.
Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs /danilo-venticinque/noticia/2014/07/em-defesa -da-bleitura-sem-vergonhab.html. Acesso em 20/11/2014.
Qual é o principal argumento que sustenta a tese do texto?
“A decisão de ler um livro, não importa o gênero, é uma vitória para a literatura.”
"Mas os milhões de adultos que se emocionaram com a história narrada por John Green deveriam ter vergonha disso [...]"
"[...] os livros são inocentes demais, incentivam uma leitura acrítica e oferecem uma gratificação instantânea".
"Bom mesmo é ler autores clássicos ou, na falta deles, uma meia dúzia de contemporâneos que tentam imitá-los."
Quem Somos, América Latina?
Às culturas que aqui já estavam, somou-se a europeia, acompanhada de um processo colonial repleto de violências físicas e simbólicas contra as que aqui viviam (é importante recordar). Isso sem falar da grande quantidade de pessoas trazidas da África, o que foi uma das maiores brutalidades e vergonhas da humanidade: a escravidão massiva e o comércio internacional de pessoas.
Porém a contribuição europeia é sim, muito grande e valiosa à nossa cultura, pois chegaram também não só colonizadores espanhóis, portugueses, ingleses, franceses e holandeses, mas também, posteriormente, imigrantes alemães, italianos, suíços, entre tantos outros. Também migraram para cá chineses, japoneses, árabes, colocando ainda mais tempero em nossa sopa cultural.
Em meio a esta mescla de tantas influências, como falar de identidade latino-americana? Melhor nem falarmos dela. Melhor pensarmos plural, nas identidades latino-americanas. Existem muitas semelhanças, porém também profundas diferenças entre países e mesmo entre regiões dentro de um mesmo Estado nacional. Porém o processo político e social dos últimos anos levanta um potente e possível caminho: a unidade na diversidade. A heterogeneidade não tem que ser um problema, pelo contrário, deve ser uma virtude, pois é possivelmente a maior riqueza que temos.
O argumento que sustenta a tese destacada no texto é o de que
as culturas dos nativos somaram-se a europeia, formando assim apenas uma cultura.
a heterogeneidade não deve ser um problema, e sim uma virtude, pois é a maior riqueza de um povo.
a identidade latino-americana formou-se a partir dos povos que vieram da África e de outros continentes.
as semelhanças e diferenças existentes entre países e estados podem causar distanciamento entre os povos.
Cultura e sociedade
(Fragmento)
A importância da água tem sido notória ao longo da história da humanidade, possibilitando desde a fixação do homem à terra, às margens de rios e lagos, até o desenvolvimento de grandes civilizações, através do aproveitamento do grande potencial deste bem da natureza. A sociedade moderna, no entanto, tem se destacado pelo uso irracional dos recursos hídricos, o desperdício desbaratado de água potável, a poluição dos reservatórios naturais e a radical intervenção nos ecossistemas aquáticos, de forma a arriscar não só o equilíbrio biológico do planeta, mas a própria natureza humana.
CEREJA, William Roberto e MAGALHAES, Thereza Cochar. Português: Linguagens, 8ª série. 2. ed. São Paulo: Atual, 2002.
Um argumento que sustenta a tese de que “a sociedade moderna tem utilizado de forma irracional seus recursos hídricos” é que
a água acompanha a história através dos séculos.
a água possibilitou o surgimento de grandes civilizações.
a importância da água é reconhecida ao longo da história.
o equilíbrio biológico do planeta está em grande risco.
