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Quiz Revisão Saepe

Total questions: 26

Worksheet time: 13mins

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1.

Esse Eça!

 

Talvez por ter nascido sem pai, talvez por ter sido um menino solitário, talvez porque ainda não havia televisão nem videogame, ou talvez porque fosse mesmo tímido, logo que pude decifrar as “formiguinhas pretas”, meu lazer passou a ser a leitura. Nada de “estudo”, nada de “busca do saber”. Ler para sonhar, para sentir-me na pele dos protagonistas, para me divertir mesmo.

Quanto dessas leituras habita ainda em mim!

Mas, pulando Lobato e os queridos autores de literatura juvenil, lembro-me de O suave milagre, do escritor português Eça de Queirós. Que impacto! Eu lia e relia o conto, lágrimas, frissons, emoções que acredito nunca mais ter conseguido sentir ao ler um texto. [...] O suave milagre continua como uma das minhas narrativas favoritas. Que conto! Esse Eça!

No trecho “... logo que pude decifrar as ‘formiguinhas pretas’”, a expressão destacada estabelece uma relação

a)

A) condicional.

b)

B) consecutiva.

c)

C) final.

d)

D) temporal.

2.

Leia o texto abaixo.

 

O Peixe

 

Tendo por berço o lago cristalino

Folga o peixe a nadar todo inocente

Medo ou receio do porvir não sente

Pois vive incauto do fatal destino

Se na ponta de um fio longo e fino

A isca avista, ferra-o, inconsciente

 

Ficando o pobre peixe, de repente

Preso ao anzol do pescador ladino

O camponês também do nosso estado

Daquele peixe tem a mesma sorte

Antes do pleito festa, riso e gosto

Depois do pleito, imposto e mais imposto

Pobre matuto do sertão do norte

No verso “Se na ponta de um fio longo e fino” (v. 5), a expressão destacada refere-se à palavra

a)

A) lago.

b)

B) peixe.

c)

C) isca.

d)

D) anzol.

3.

Leia o texto abaixo.

VALSINHA

 

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto, convidou-a pra rodar.

Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar.

E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouviam mais...

Que o mundo compreendeu

E o dia amanheceu

Em paz.

De acordo com esse texto, a felicidade do casal fez com que

a)

A) a cidade se iluminasse.

b)

B) a vizinhança despertasse.

c)

C) a mulher ficasse bonita.

d)

D) o dia amanhecesse.

4.

Considerando a situação, a intenção de Helga (4º quadrinho) ao dizer “Estou grávida” para seu marido Hagar foi de

a)

A) aborrecer cada vez mais o marido.

b)

B) demonstrar sua alegria por estar grávida.

c)

C) provocar emoção no marido e brincar com ele.

d)

D) tirar a concentração do marido.

5.

É preciso fechar a torneira

Com a água cada vez mais escassa e cara, está na hora de começar a economizar

 

Aquele banho gostoso e demorado, de lavar a alma, pode ter seus dias contados. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), se os altos padrões atuais de consumo de água não diminuírem, em 2025 dois terços da humanidade dificilmente terão acesso a uma água 100% saudável. À medida que a população do planeta cresce, o consumo doméstico e industrial também aumenta. Mas a água é finita: tem-se tornado um recurso raro e caro. Na contramão de suas próprias necessidades, o homem vem poluindo rios e destruindo nascentes por meio de desmatamento e queimadas. 

De acordo com a organização Mundial de Saúde (OMS), dos 3% da água potável do mundo, o homem só tem acesso a 0,007%. Pior é que nem isso pode ser totalmente usado: deve-se deixar intocada uma quantidade suficiente para sustentar os ecossistemas e suas biodiversidades, gerar energia e manter espaços livres para navegação. [...]

No Texto, no trecho “À medida que a população do planeta cresce, o consumo doméstico e industrial também aumenta.” (l. 6-8), a expressão estabelece com a oração seguinte uma relação de

a)

A) alternância.

b)

B) conclusão.

c)

C) condição.

d)

D) proporcionalidade.

6.

Leia o texto abaixo.

É preciso casar João,

é preciso suportar, Antônio,

é preciso odiar Melquíades

é preciso substituir nós todos.

 

É preciso salvar o país,

é preciso crer em Deus,

é preciso pagar as dívidas,

é preciso comprar um rádio,

é preciso esquecer fulana.

 

É preciso viver com os homens

é preciso não assassiná-los,

é preciso ter mãos pálidas

e anunciar O FIM DO MUNDO.

Nesse texto, a repetição do termo “é preciso” sugere

a)

A) atenção.

b)

B) destruição.

c)

C) necessidade.

d)

D) preocupação.

7.

Capítulo CXIX

 

Quero deixar aqui, entre parênteses, meia dúzia de máximas das muitas que escrevi por esse tempo. São bocejos de enfado; podem servir de epígrafe a discursos sem assunto: Suporta-se com paciência a cólica do próximo.

Matamos o tempo; o tempo nos enterra.

Um cocheiro filósofo costumava dizer que o gosto da carruagem seria diminuto, se todos andassem de carruagem.

Crê em ti; mas nem sempre duvides dos outros.

Não se compreende que um botocudo fure o beiço para enfeitá-lo com um pedaço de pau. Esta reflexão é de um joalheiro.

Não te irrites se te pagarem mal um benefício; antes cair das nuvens, que de um terceiro andar.

No trecho “... para enfeitá-lo...” (5º parágrafo), o pronome destacado substitui o termo

a)

A) beiço.

b)

B) botocudo.

c)

C) cocheiro.

d)

D) joalheiro.

8.

A geração “Eu”

O iPod pode formar crianças sem interesse pelo mundo

 

Os tocadores de música digital vêm causando danos aos usuários – e não se fala aqui de problemas auditivos. Os jovens andam tão entretidos com suas músicas que deixam de interagir com os demais. É comum ver adolescentes fazendo os deveres no supermercado, com os pais e mesmo entre amigos, com os fones nos ouvidos. [...]

A psicóloga americana Jean Twenge deu até um nome para os jovens entre 18 e 36 anos, mais individualistas que as gerações anteriores: a Generation Me (Geração Eu), título de seu livro. Para os mais novos, nascidos entre 1991 e 1999, infl uenciados pelas inovações tecnológicas, ela propõe outra denominação: a iGeneration.

Pode-se fazer algo? Sim. Os pais devem incentivar as atividades coletivas e limitar o tempo passado com fones de ouvido – duas horas de egoísmo é um bom limite.

O Texto defende a ideia de que

a)

A) as novas tecnologias prejudicam muito a saúde.

b)

B) as pessoas jovens têm sérios problemas auditivos.

c)

C) os iPods contribuem para a alienação dos jovens.

d)

D) os adolescentes são bastante individualistas.

9.

Princesa Nenúfar Elfo-Elfa

 

Nasceu já bem pálida, de olhos claros e cabelos loiros, quase brancos. Foi se tornando invisível já na infância e viveu o resto da vida num castelo mal-assombrado, com fantasmas amigos da família. Dizem que é muito bonita, mas é bem difícil de se saber se é verdade.

A opinião das pessoas sobre a princesa é de que ela:

a)

A) É muito bonita.

b)

B) É pálida, de olhos claros.

c)

C) Tem cabelos quase brancos.

d)

D) Vive num castelo.

10.

O teatro da etiqueta

No século XV, quando se instalavam os Estados nacionais e a monarquia ab­soluta na Europa, não havia sequer garfos e colheres nas mesas de refeição: cada comensal trazia sua faca para cortar um naco da carne – e, em caso de briga, para cortar o vizinho. Nessa Europa bárbara, que começava a sair da Idade Média, em que nem os nobres sabiam escrever, o poder do rei devia se afirmar de todas as manei­ras aos olhos de seus súditos como uma espécie de teatro. Nesse contexto surge a etiqueta, marcando momento a momento o espetáculo da realeza: só para servir o vinho ao monarca havia um ritual que durava até dez minutos.

Quando Luís XV, que reinou na França de 1715 a 1774, passou a usar lenço não como simples peça de vestuário, mas para limpar o nariz, ninguém mais na corte de Versalhes ousou assoar-se com os dedos, como era costume. Mas todas essas regras, embora servissem para diferenciar a nobreza dos demais, não tinham a petulância que a etiqueta adquiriu depois. Os nobres usavam as boas maneiras com naturali­dade, para marcar uma diferença política que já existia. E representavam esse teatro da mesma forma para todos. Depois da Revolução Francesa, as pessoas começam a aprender etiqueta para ascender socialmente. Daí por que ela passou a ser usada de forma desigual – só na hora de lidar com os poderosos.

Nesse texto, o autor defende a tese de que

a)

A) A etiqueta mudou, mas continua associada aos interesses do poder.

b)

B) A etiqueta sempre foi um teatro apresentado pela realeza.

c)

C) A etiqueta tinha uma finalidade democrática antigamente.

d)

D) As classes sociais se utilizam da etiqueta desde o século XV.

11.

O gelo na Antártica está aumentando ou diminuindo?

 

[...] o gelo da Antártica está aumentando e diminuindo ao mesmo tempo. Explica-se: a camada que está mais perto do ponto de fusão (o gelo mais quente) e fica mais ao norte do continente está derretendo de maneira relativamente rápida. “No entanto, isso representa menos de 2% do volume de gelo do continente. Enquanto isso, o gelo do manto, muito frio, algumas vezes abaixo de – 40 °C, está aumentando.

Conforme a atmosfera e o oceano estão aquecendo, mais água evapora e chega como neve ao interior do continente. Ou seja, um aquecimento global levará ao aumento de gelo na maior parte da Antártica. O ativista, Guarany Osório, coordenador da Campanha de Clima do Greenpeace, não é tão otimista assim. Ele cita o caso da plataforma de gelo Wilkins, de cerca de 14 mil km2, que está prestes a se depreender da Península Antártica.

Atualmente, o bloco – “do tamanho da Jamaica”, compara Osório – é mantido por uma faixa de gelo de apenas 40 km de largura.

No trecho “Explica-se: a camada que está...” (1º parágrafo), os dois pontos foram empregados para

a)

A) Examinar um dado.

b)

B) Definir um conceito.

c)

C) Questionar um dado.

d)

D) Introduzir um esclarecimento.

12.

Leia o texto abaixo.

Um grau a mais de qualidade de vida.

Graças à tecnologia, as cirurgias de catarata têm hoje resultados altamente satisfatórios. Pacientes que já passaram pela operação e ficaram com grau residual na visão podem “zerar” o problema com uma nova técnica, que consiste na implantação de lentes especiais. Elas são inseridas sobre as previamente existentes, que fazem o papel do cristalino danificado. Trata-se de upgrade, eliminando a necessidade de óculos. “A medicina foi em busca de uma solução apropriada para aqueles que implantaram originalmente lentes monofocais e que agora gostariam de obter mais qualidade de vida e independência do uso de óculos”, observa o oftalmologista Celso Boianovsky, especialista em catarata. Pacientes com lentes multifocais dispensam a correção. Revista do Correio. Correio Braziliense. 22 ago. 2010, p. 20.

O assunto abordado nesse texto é

a)

A) a qualidade de vida de pacientes que fazem tratamento oftalmológico.

b)

B) a utilização de lentes especiais para a correção da visão.

c)

C) o grau residual na visão de pacientes que passaram por cirurgia.

d)

D) os problemas da implantação de lentes monofocais em pacientes.

13.

Leia o texto abaixo e responda.

Carnaval.

O carnaval nos seus folguedos tem muito de pagão, mas seu nome não desmente as origens cristãs, associado que está à lei da abstinência da carne. Que carnaval está ligado à carne, qualquer leigo pode ouvir ou ver na palavra. Mas, e abstinência? Vamos à história. Por muito tempo interpretou-se a palavra como Carne, vale!, ou seja, Carne, adeus! ou Adeus, carne! Seria a definição da festa como a despedida da carne às vésperas da quaresma, tempo em que se impunha a abstinência da carne... Interpretação visivelmente fantasiosa, onde carne é impossível como vocativo. Hoje, os etimologistas mais acreditados concordam em apontar a origem italiana do vocábulo. Carnevale, de carne-vale, alteração de l: carne levare. Levare significando “deixar, pôr de lado, suspender, suprimir.” Referência clara à abstinência quaresmal que se seguia aos festejos carnavalescos. LUFT, Celso Pedro. O romance das palavras. São Paulo: Ática, 1996. p. 43. O assunto desse texto é a

a)

A) origem do carnaval.

b)

B) origem do carnaval na Itália.

c)

C) origem do nome carnaval.

d)

D) referência à abstinência quaresmal.

14.

Leia o texto abaixo e responda.

A economia da felicidade.

Vivemos em tempos de altas ansiedades. Apesar de o mundo usufruir de uma riqueza total sem precedentes, também há ampla insegurança, agitação e insatisfação. Nos Estados Unidos, uma grande maioria dos americanos acredita que o país está “no caminho errado”. O pessimismo está nas alturas. O mesmo vale para muitos outros lugares. Tendo essa situação como pano de fundo, chegou a hora de reconsiderar as fontes básicas de felicidade em nossa vida econômica. A busca incansável de rendas maiores vem nos levando a uma ansiedade e iniquidade sem precedentes, em vez de nos conduzir a uma maior felicidade e satisfação na vida. O progresso econômico é importante e pode melhorar a qualidade de vida, mas só se o buscarmos junto com outras metas.

Esse texto trata da

a)

A) ansiedade do mundo contemporâneo.

b)

B) busca por maiores rendas.

c)

C) insegurança vivida pelo homem.

d)

D) reconsideração das fontes de felicidade.

15.

Leia o texto e responda. Nesse texto, o menino deseja

a)

A) encontrar alguém para brincar.

b)

B) ficar escondido dos pais.

c)

C) passear pela neve.

d)

D) provocar uma briga.

16.

E a viagem continua...

 

Depois de rezarmos e cantarmos muito, voltávamos todos para casa e logo chegavam convidados para o almoço, que sempre era especial. Comidas italianas que vovó, a nona, fazia.

E todos os adultos matavam saudade da Itália. Ela tinha vindo de lá, de navio, no começo do século, quando meu pai tinha três anos. Mamãe chegou um pouco mais tarde, com seus pais.

Depois de moços, conheceram-se no Brasil e se casaram.

Durante o almoço, falavam em italiano e tomavam vinho. Era engraçado! Como na missa, não entendíamos nada...

Qual é o trecho que apresenta uma opinião?

a)

A) “Depois de [...] cantarmos muito,...”.

b)

B) “... voltávamos todos para casa...”.

c)

C) “... logo chegavam convidados...”.

d)

D) “... o almoço, que sempre era especial.”.

17.

PARA QUE SERVE A FEBRE

 

A febre é um sinal de alerta de que algo vai mal no organismo. Mas cientistas do Roswell Park Center Institute, nos EUA, afirmam que ela é bem mais do que isso. Segundo um artigo publicado por eles na “Nature Immunology”, a temperatura corporal elevada ajuda o sistema de defesa do organismo a identificar a causa de uma infecção e combatê-la.

Num estudo com camundongos, eles viram que quando há febre, o número de linfócitos (tipo de célula de defesa) dobra. A febre funcionaria como um gatilho para o corpo se proteger de infecções.

O artigo acima tem por finalidade:

a)

A) alertar o leitor contra a febre

b)

B) ensinar o leitor a proteger-se das infecções

c)

C) informar o leitor sobre medicamentos novos

d)

D) combater ideias erradas sobre a febre.

18.

Beija-Flor

 

Segundo estudo da Universidade de Berkeley (Estados Unidos), alguns beija-flores machos da espécie conhecida como Anna – que vive no sudeste do país – conseguem atingir velocidades proporcionalmente maiores que a de aviões de caça. Em alta velocidade, eles percorrem um trajeto equivalente a 383 vezes o comprimento de seu corpo por segundo. E tudo isso para impressionar as fêmeas.

O objetivo desse texto é:

a)

A) Apresentar os estudos feitos pela universidade de Berkeley, no que diz respeito à velocidade dos beija-flores.

b)

B) Comparar a velocidade do beija-flor da espécie Anna com a de um avião de caça.

c)

C) Esclarecer que o beija-flor da espécie Anna é 383 vezes mais rápido que o avião.

d)

D) Informar que alguns beija-flores machos atingem velocidade extrema, para impressionar as fêmeas.

19.

Uma breve história da estereoscopia

 

Camadas de história constroem o atual sucesso do 3D no cinema e seu ingresso nas salas de estar, com os aparelhos de televisão. Nossos bisavós, a partir de meados do século XIX e início do XX, já namoravam a tecnologia, hoje redescoberta. Em 1833, o inglês Charles Wheatstone construiu um aparelho de espelhos muito simples, mas engenhoso, por meio do qual se visualizavam desenhos tridimensionais "em relevo". Um olho mirava uma foto, o outro sua equivalente, sua quase gêmea, e no cérebro se dava a fusão mágica. Esse aparelho - o estereoscópio -, ainda hoje encontrado nas feiras de antiguidade, foi o precursor do 3D. Ao casar-se com a fotografia, invenção ainda na infância, detonou uma explosão de imagens tridimensionais, que se valiam da riqueza de detalhes que surgiam especularmente dos retratos de famílias e de paisagens. Essa combinação, a união de duas tecnologias ainda imberbes, fez expandir o consumo de imagens que pareciam brotar da superfície.

O tema desse texto é

a)

A) a expansão da tecnologia 3D.

b)

B) a influência da tecnologia 3D.

c)

C) a origem da tecnologia 3D.

d)

D) o resultado da tecnologia 3D.

20.

Leia o texto abaixo. Quanto ao gênero, o texto é

a)

A) uma charge

b)

B) um anúncio

c)

C) uma cartum

d)

D) uma tirinha

21.

Leia o texto abaixo. O texto pertence ao gênero

a)

A) editorial

b)

B) artigo de opinião

c)

C) notícia

d)

D) gráfico

22.

Enaltecer a habilidade literária de Lya Luft seria “chover no molhado”. Eu a acompanho sempre, pois creio que ela é detentora da qualidade de que almejo um dia chegar próximo, e de hoje coloco em crônicas num blog cujo foco são o otimismo e a esperança. Por esse motivo, o artigo de Lya tocou-me mais do que nunca, especialmente porque sempre se percebe nela a preocupação em desfazer a opinião de alguns que a qualificam como mal-humorada, ranzinza e saudosista. Lya, no meu modo de ver, é realista, perspicaz, observadora e analista da realidade. No presente artigo, nesse momento em que passamos a ver uma tênue luz no fim do túnel mundial, ela aponta e vislumbra a luminosidade sobre todos os entraves que impedem o brasileiro e o ser humano universal de viver com um mínimo de dignidade. Ainda é possível mudar.

Teodoro Uberreich

No Texto, o autor usou a expressão “‘chover no molhado’” para expressar

a)

A) admiração.

b)

B) entusiasmo.

c)

C) frustração.

d)

D) ironia.

23.

Em ambos os textos, o sentimento que estimula os autores é

a)

A) a comemoração festiva.

b)

B) a fixação na natureza.

c)

C) o sentimento saudoso.

d)

D) o presente de paz.

24.

Texto I

“A água evapora dos oceanos, cai sobre a terra, aflui para os rios e escorre de volta para o mar – e parece, assim, ser um recurso ilimitado. Mas apenas 2,5 % da água do planeta é doce e a maior parte dela está congelada nos pólos. Assim, de toda a água doce existente, apenas 0,6 % pode ser utilizada. Para piorar, mudanças climáticas podem alterar a distribuição dos locais e dos períodos de cheias, e a elevação do nível dos mares pode tornar salobra a água doce dos litorais.[... ]

Cada pessoa necessita de pelo menos meio metro cúbico de água limpa por dia, para beber, cozinhar e manter a higiene pessoal. Mas um sexto da população mundial tem de se contentar com menos do que isso.

O fantasma da sede. National Geographic Brasil.n.12.Abril, 2001.v.1

 

Texto II

PLANETA ÁGUA

Água que nasce na fonte serena no mundo

E que abre um profundo grotão

Água que faz inocente riacho e deságua

Na corrente do ribeirão

Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão

Águas que banham aldeias e matam a sede da população

Águas que caem das pedras no véu das cascatas,

Ronco de trovão

E depois dormem tranquilas no leito dos lagos,

No leito dos lagos

Águas dos igarapés, onde Iara, a mãe d´água

É misteriosa canção

Água que evapora, pro céu vai embora,

Virar nuvem de algodão

Gotas de água da chuva, alegre arco-íris sobre a plantação

Gotas de água da chuva, tão triste, são lágrimas na inundação

Águas que movem moinhos são as mesmas águas que

Encharcam o chão

E sempre voltam humildes pro fundo da terra,

Pro fundo da terra

Terra, planeta água....

Guilherme Arantes.

Esses dois textos se assemelham, quanto ao

a)

A) espaço.

b)

B) gênero.

c)

C) objetivo.

d)

D) tema.

25.

No trecho “...mas não resultou em grande coisa.” (l. 7), a conjunção destacada estabelece, em relação ao trecho anterior, uma relação de

a)

A) adição.

b)

B) conclusão.

c)

C) explicação.

d)

D) oposição.

26.

No contexto do texto, a expressão 'correr atrás do prejuízo' significa

a)

A) buscar novas oportunidades.

b)

B) tentar recuperar algo perdido.

c)

C) evitar problemas futuros.

d)

D) investir em novos projetos.