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Domínios morfoclimáticos.

Total questions: 43

Worksheet time: 2hrs 34mins

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1.

Combine o seguinte as seguintes imagens dos domínios morfoclimáticos:

a)

1.

Caatinga

b)

2.

Araucárias

c)

3.

Cerrado

d)

4.

Amazônia

e)

5.

Mares e morros

2.

Faça a conexão correta dos domínios morfoclimáticos com o mapa.

3.

Os biomas do Brasil, cujas condições ambientais estão representadas no gráfico abaixo pelas regiões demarcadas I, II, III e IV, correspondem, respectivamente, a:

a)

Cerrado, Caatinga, Floresta Amazônica e Floresta Atlântica.

b)

Pampa, Cerrado, Floresta Amazônica e Complexo Pantaneiro.

c)

Cerrado, Pampa, Floresta Atlântica e Complexo Pantaneiro

d)

Caatinga, Cerrado, Pampa e Complexo Pantaneiro.

e)

Caatinga, Cerrado, Floresta Atlântica e Floresta Amazônica.

4.

Apesar de a irrigação ser necessária e urgente, não se deve esquecer que, fora das margens dos dois rios perenes (São Francisco e Parnaíba), só se pode irrigar menos de 1% dos 118 milhões de hectares do Polígono das Secas. É preciso, portanto, ao lado da irrigação, desenvolver uma tecnologia apropriada ao aproveitamento das áreas secas marginais. A utilização de plantas e animais resistentes à seca, nas terras não irrigadas, é uma exigência para o desenvolvimento harmônico da região.   Fonte: Benedito Vasconcelos Mendes. Plantas e animais para o Nordeste. Com base nos conhecimentos sobre a região Nordeste e o problema da seca e analisando o conteúdo do texto, pode-se inferir que:

a)

a construção de grandes barragens, como as existentes no rio São Francisco, é necessária para tornar perenes os rios do Polígono das Secas, permitindo sua utilização por meio da irrigação

b)

a seca afeta uma pequena parte do sertão semiárido, pois a maior parte das terras sertanejas faz parte das bacias dos rios Parnaíba e São Francisco.

c)

grandes projetos, como a transposição do rio São Francisco, possuem um alcance restrito, pois as redes de canais terão abrangência limitada, em relação à extensão do Polígono das Secas.

d)

a pecuária é a atividade mais adequada para as áreas do sertão semiárido distantes das fontes hídricas, pois utiliza pouca água e não necessita de irrigação.

e)

o principal entrave para o desenvolvimento econômico do sertão nordestino é a falta de água, pois as únicas áreas economicamente viáveis são as margens dos rios perenes.

5.

Algumas regiões do Brasil passam por uma crise de água por causa da seca. Mas uma região de Minas Gerais está enfrentando a falta de água no campo tanto em tempo de chuva como na seca. As veredas estão secando no norte e no noroeste mineiro. Ano após ano, elas vêm perdendo a capacidade de ser a caixa-d’água do grande sertão de Minas.

As veredas têm um papel fundamental no equilíbrio hidrológico dos cursos de água no ambiente do Cerrado, pois:

a)

Colaboram para a formação de vegetação xerófila.

b)

Formam os leques aluviais nas planícies das bacias.

c)

Fornecem sumidouro para as águas de recarga da bacia.

d)

Contribuem para o aprofundamento dos talvegues à jusante.

e)

Constituem um sistema represador da água na chapada.

6.

De acordo com as figuras, a intensidade de intemperismo de grau muito fraco é característica de qual tipo climático?

a)
  1. Tropical.

b)
  1. Litorâneo.

c)
  1. Equatorial.

d)
  1. Semiárido.

e)
  1. Subtropical.

7.

No mapa estão representados os biomas brasileiros que, em função de suas características físicas e do modo de ocupação do território, apresentam problemas ambientais distintos. Nesse sentido, o problema ambiental destacado no mapa indica:

a)

desertificação das áreas afetadas

b)

poluição dos rios temporários.

c)

queimadas dos remanescentes vegetais

d)

desmatamento das matas ciliares

e)

 contaminação das águas subterrâneas

8.

O bioma Cerrado foi considerado recentemente um dos 25 hotspots de biodiversidade do mundo, segundo uma análise em escala mundial das regiões biogeográficas sobre áreas globais prioritárias para conservação. O conceito de hotspot foi criado tendo em vista a escassez de recursos direcionados para conservação, com o objetivo de apresentar os chamados “pontos quentes”, ou seja, locais para os quais existe maior necessidade de direcionamento de esforços, buscando evitar a extinção de muitas espécies que estão altamente ameaçadas por ações antrópicas.

A necessidade desse tipo de ação na área mencionada tem como causa a:

a)

intensificação da atividade turística.

b)

implantação de parques ecológicos

c)

exploração dos recursos minerais.

d)

elevação do extrativismo vegetal.

e)

expansão da fronteira agrícola.

9.

 A imagem retrata a araucária, árvore que faz parte de um importante bioma brasileiro que, no entanto, já foi bastante degradado pela ocupação humana. Uma das formas de intervenção humana relacionada à degradação desse bioma foi:

a)

O avanço do extrativismo de minerais metálicos voltados para a exportação na região Sudeste

b)

A contínua ocupação agrícola intensiva de grãos na região Centro-Oeste do Brasil.

c)

O processo de desmatamento motivado pela expansão da atividade canavieira no Nordeste brasileiro.

d)

O avanço da indústria de papel e celulose a partir da exploração da madeira, extraída principalmente no Sul do Brasil.

e)

O adensamento do processo de favelização sobre áreas da Serra do Mar na região Sudeste.

10.

A convecção na Região Amazônica é um importante mecanismo da atmosfera tropical e sua variação, em termos de intensidade e posição, tem um papel importante na determinação do tempo e do clima dessa região. A nebulosidade e o regime de precipitação determinam o clima amazônico.

FISCH, G.; MARENGO, J. A., NOBRE, C. A. Uma revisão geral sobre o clima da Amazônia. Acta Amazônica, v. 28, n. 2, 1998 (adaptado).

O mecanismo climático regional descrito está associado à característica do espaço físico de:

a)

resfriamento da umidade da superfície

b)

variação da amplitude de temperatura.

c)

dispersão dos ventos contra-alísios.

d)

existência de barreiras de relevo.

e)

convergência de fluxos de ar.

11.

O fenômeno de ilha de calor é o exemplo mais marcante da modificação das condições iniciais do clima pelo processo de urbanização, caracterizado pela modificação do solo e pelo calor antropogênico, o qual inclui todas as atividades humanas inerentes à sua vida na cidade.

BARBOSA, R. V. R. Áreas verdes e qualidade térmica em ambientes urbanos: estudo em microclimas em Maceió. São Paulo: EdUSP, 2005.

O texto exemplifica uma importante alteração socioambiental, comum aos centros urbanos. A maximização desse fenômeno ocorre:

a)

Pela reconstrução dos leitos originais dos cursos d’água antes canalizados.

b)

Pela recomposição de áreas verdes nas áreas centrais dos centros urbanos.

c)

Pelo uso de materiais com alta capacidade de reflexão no topo dos edifícios.

d)

Pelo processo de impermeabilização do solo nas áreas centrais das cidades.

e)

A horizontalidade das relações produtivas.

12.

TEXTO I
Há mais de duas décadas, os cientistas e ambientalistas têm alertado para o fato de a água doce ser um recurso escasso em nosso planeta. Desde o começo de 2014, o Sudeste do Brasil adquiriu uma clara percepção dessa realidade em função da seca.

TEXTO II
                                 Dinâmicas atmosféricas no Brasil

Elementos relevantes ao transporte de umidade na América do Sul a leste dos Andes pelos Jatos de Baixos Níveis (JBN), Frentes Frias (FF) e transporte de umidade do Atlântico Sul, assim como a presença da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), para um verão normal e para o verão seco de 2014. “A ” representa o centro da anomalia de alta pressão atmosférica.

a)

constituição de frentes quentes barrando as chuvas convectivas

b)

formação de anticiclone impedindo a entrada de umidade

c)

presença de nebulosidade na região de cordilheira

d)

avanço de massas polares para o continente

e)

baixa pressão atmosférica no litoral.

13.

Uma pesquisa realizada por Carolina Levis, especialista em ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, e publicada na revista Science, demonstra que as espécies vegetais domesticadas pelas civilizações pré-colombianas são as mais dominantes. “A domesticação de plantas na floresta começou há mais de 8 000 anos. Primeiro eram selecionadas as plantas com características que poderiam ser úteis ao homem e em um segundo momento era feita a propagação dessas espécies. Começaram a cultivá-las em pátios e jardins, por meio de um processo quase intuitivo de seleção”.

OLIVEIRA, J. Indígenas foram os primeiros a alterar o ecossistema da Amazônia. Disponível em: https://brasil.elpais.com. Acesso em: 11 dez. 2017 (adaptado).

O texto apresenta um novo olhar sobre a configuração da Floresta Amazônica por romper com a ideia de:

a)

primazia de saberes locais

b)

ausência de ação antrópica

c)

insuficiência de recursos naturais

d)

necessidade de manejo ambiental

e)

predominância de práticas agropecuárias

14.

A linhagem dos primeiros críticos ambientais brasileiros não praticou o elogio laudatório da beleza e da grandeza do meio natural brasileiro. O meio natural foi elogiado por sua riqueza e potencial econômico, sendo sua destruição interpretada como um signo de atraso, ignorância e falta de cuidado.

PADUA, J. A. Um sopro de destruição: pensamento político e crítica ambiental no Brasil escravista (1786-1888). Rio de Janeiro:Zahar, 2002 (adaptado). Descrevendo a posição dos críticos ambientais brasileiros dos séculos XVIII e XIX, o autor demonstra que, via de regra, eles viam o meio natural como:

a)
  1. ferramenta essencial para o avanço da nação.

b)
  1. dádiva divina para o desenvolvimento industrial.

c)
  1. paisagem privilegiada para a valorização fundiária.

d)
  1. limitação topográfica para a promoção da urbanização.

e)
  1. obstáculo climático para o estabelecimento da civilização.

15.

A questão ambiental, uma das principais pautas contemporâneas, possibilitou o surgimento de concepções políticas diversas, dentre as quais se destaca a preservação ambiental, que sugere uma ideia de intocabilidade da natureza e impede o seu aproveitamento econômico sob qualquer justificativa.

PORTO-GONÇALVES, C. W. A globalização da natureza e a natureza da globalização. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006 (adaptado). Considerando as atuais concepções políticas sobre a questão ambiental, a dinâmica caracterizada no texto quanto à proteção do meio ambiente está baseada na:

a)
  1. prática econômica sustentável.

b)
  1. contenção de impactos ambientais.

c)
  1. utilização progressiva dos recursos naturais.

d)
  1. proibição permanente da exploração da natureza.

e)
  1. definição de áreas prioritárias para a exploração econômica

16.

Tanto potencial poderia ter ficado pelo caminho, se não fosse o reforço em tecnologia que um gaúcho buscou. Há pouco mais de oito anos, ele usava o bico da botina para cavoucar a terra e descobrir o nível de umidade do solo, na tentativa de saber o momento ideal para acionar os pivôs de irrigação. Até que conheceu uma estação meteorológica que, instalada na propriedade, ajuda a determinar a quantidade de água de que a planta necessita. Assim, quando inicia um plantio, o agricultor já entra no site do sistema e cadastra a área, o pivô, a cultura, o sistema de plantio, o espaçamento entre linhas e o número de plantas, para então receber recomendações diretamente dos técnicos da universidade.

CAETANO, M. O valor de cada gota. Globo Rural, n. 312, out. 2011. A implementação das tecnologias mencionadas no texto garante o avanço do processo de:

a)
  1. monitoramento da produção.

b)
  1. valorização do preço da terra.

c)
  1. correção dos fatores climáticos.

d)
  1. divisão de tarefas na propriedade.

e)
  1. estabilização da fertilidade do solo.

17.

Antes de o sol começar a esquentar as terras da faixa ao sul do Saara conhecida como Sahel, duas dezenas de mulheres da aldeia de Widou, no norte do Senegal, regam a horta cujas frutas e verduras alimentam a população local. É um pequeno terreno que, visto do céu, forma uma mancha verde — um dos primeiros pedaços da “Grande Muralha Verde”, barreira vegetal que se estenderá por 7 000 km do Senegal ao Djibuti, e é parte de um plano conjunto de vinte países africanos.

GIORGI, J. Muralha verde. Folha de S. Paulo, 20 maio 2013 (adaptado). O projeto ambiental descrito proporciona a seguinte consequência regional imediata:

a)
  1. Facilita as trocas comerciais.

b)
  1. Soluciona os conflitos fundiários.

c)
  1. Restringe a diversidade biológica.

d)
  1. Fomenta a atividade de pastoreio.

e)
  1. Evita a expansão da desertificação.

18.

A Floresta Amazônica, com toda a sua imensidão, não vai estar aí para sempre. Foi preciso alcançar toda essa taxa de desmatamento de quase 20 mil quilômetros quadrados ao ano, na última década do século XX, para que uma pequena parcela de brasileiros se desse conta de que o maior patrimônio natural do país está sendo torrado.

AB’SABER, A. Amazônia: do discurso à práxis. São Paulo: EdUSP, 1996.

Um processo econômico que tem contribuído na atualidade para acelerar o problema ambiental descrito é:

a)
  1. Expansão do Projeto Grande Carajás, com incentivos à chegada de novas empresas mineradoras.

b)
  1. Difusão do cultivo da soja com a implantação de monoculturas mecanizadas.

c)
  1. Construção da rodovia Transamazônica, com o objetivo de interligar a região Norte ao restante do país.

d)
  1. Criação de áreas extrativistas do látex das seringueiras para os chamados povos da floresta.

e)
  1. Ampliação do polo industrial da Zona Franca de Manaus, visando atrair empresas nacionais e estrangeiras.

19.

egundo a Conferência de Quioto, os países centrais industrializados, responsáveis históricos pela poluição, deveriam alcançar a meta de redução de 5,2% do total de emissões segundo níveis de 1990. O nó da questão é o enorme custo desse processo, demandando mudanças radicais nas indústrias para que se adaptem rapidamente aos limites de emissão estabelecidos e adotem tecnologias energéticas limpas. A comercialização internacional de créditos de sequestro ou de redução de gases causadores do efeito estufa foi a solução encontrada para reduzir o custo global do processo. Países ou empresas que conseguirem reduzir as emissões abaixo de suas metas poderão vender este crédito para outro país ou empresa que não consiga.

BECKER, B. AMAZÔNIA: geopolítica na virada do II milênio. Rio de Janeiro: Garamond, 2009. As posições contrárias à estratégia de compensação presente no texto relacionam-se à ideia de que ela promove:

a)
  1. retração nos atuais níveis de consumo.

b)
  1. surgimento de conflitos de caráter diplomático.

c)
  1. diminuição dos lucros na produção de energia.

d)
  1. desigualdade na distribuição do impacto ecológico.

e)
  1. decréscimo dos Índices de desenvolvimento econômico.

20.

Trata-se da perda progressiva da produtividade de biomas inteiros, afetando parcelas muito expressivas dos domínios subúmidos e semiáridos em todas as regiões quentes do mundo. É nessas áreas, ecologicamente transicionais, que pressão sobre a biomassa se faz sentir com muita força, devido à retirada da cobertura florestal, ao superpastoreio e às atividades mineradoras não controladas, desencadeando um quadro agudo de degradação ambiental, refletido pela incapacidade de suporte para o desenvolvimento de espécies vegetais, seja uma floresta natural ou plantações agrícolas.

CONTI, J. B. A geografia física e as relações sociedade-natureza no mundo tropical, In: CARLOS, A. F. A. (Org.). Novos caminhos da geografia. São Paulo:

O texto enfatiza uma consequência da relação conflituosa entre a sociedade humana e o ambiente, que diz respeito:

a)
  1. inversão térmica.

b)
  1. poluição atmosférica.

c)
  1. eutrofização da água.

d)
  1. contaminação dos solos.

e)
  1. desertificação de ecossistemas.

21.

No esquema, o problema atmosférico relacionado ao ciclo da água acentuou-se após as revoluções industriais. Uma consequência direta desse problema está na:

a)
  1. redução da flora.

b)
  1. elevação das marés.

c)
  1. erosão das encostas.

d)
  1. laterização dos solos.

e)
  1. fragmentação das rochas.

22.

A presunção de que a superfície das chapadas e chapadões representa uma velha peneplanície é corroborada pelo fato de que ela é coberta por acumulações
superficiais, tais como massas de areia, camadas de cascalhos e seixos e pela ocorrência generalizada de concreções ferruginosas que formam uma crosta laterítica, denominada “canga”.

WEIBEL, L. Disponível em: http://biblioteca.ibge.gov.br. Acesso em: 8jul. 2015 (adaptado).

Qual tipo climático favorece o processo de alteração do solo descrito no texto?

a)
  1. Árido, com déficit hídrico.

b)
  1. Subtropical, com baixas temperaturas.

c)
  1. Temperado, com invernos frios e secos.

d)
  1. Tropical, com sazonalidade das chuvas.

e)
  1. Equatorial, com pluviosidade abundante.

23.

No dia em que foram colhidos os dados meteorológicos apresentados, qual fator climático foi determinante para explicar os índices de umidade relativa do ar nas regiões Nordeste e Sul?

a)
  1. Altitude, que forma barreiras naturais.

b)
  1. Vegetação, que afeta a incidência solar.

c)
  1. Massas de ar, que provocam precipitações.

d)
  1. Correntes marítimas, que atuam na troca de calor.

e)
  1. Continentalidade, que influencia na amplitude da temperatura.

24.

“Extensão espacial de segunda ordem, com aproximadamente 650 mil quilômetros quadrados de área, ao longo do Brasil Tropical Atlântico. Distribuição geográfica marcadamente azonal. Área de mamelonização extensiva, afetando todos os níveis da topografia (de 10-20m a 1100- 1300m de altitude no Brasil de Sudeste)[...]. Presença de mais forte decomposição de rochas cristalinas e de processos de convexização em níveis intermontanos[...]. Florestas biodiversas, dotadas de diferentes biotas, primariamente recobrindo mais de 85 % do espaço total. Enclaves de bosques de araucária em altitude (Campos do Jordão, Bocaina) e de cerrados em diversos compartimentos dos planaltos interiores, onde predominavam chapadões florestados (subdomínios dos chapadões florestados dos planaltos interiores de São Paulo e norte do Paraná.” Os domínios de natureza no Brasil — Potencialidades Paisagísticas. Ab'Saber, Aziz Nacib, Ateliê Editorial, São Paulo, 2003 Nota: en.cla.ve sm (fr enclave) 1 Geogr Território ou trato de terra de um país, encerrado no território de outro. Dicionário Michaelis.

Com base no conceito de Domínios Morfoclimáticos, do Geógrafo Aziz Nacib Ab'Saber, assinale a alternativa que identifica, corretamente, o domínio morfoclimático descrito no texto abaixo.

a)

Cerrado

b)

Araucárias

c)

Pradarias

d)

Amazônico

e)

Mares de Morros Florestados

25.

Os conhecimentos acerca dos domínios morfoclimáticos brasileiros permitem afirmar corretamente que a área do mapa identificada por:

a)

1 sofre muita laterização, devido às altas taxas de umidade do solo.

b)

2 se caracteriza por uma vegetação predominantemente herbácea e totalmente perenifólia.

c)

3 passa por dois períodos sazonais de precipitação, um seco, no verão, e um chuvoso, no inverno.

d)

4 corresponde a uma região de muitos morros de formas residuais e curtos em sua convexidade.

e)

5 apresenta uma rede hidrográfica com predomínio de rios de planícies e drenagem criptorreica.

26.

Região sujeita a climas subtropicais úmidos com invernos relativamente brandos. Relevo revestido por árvores aciculifoliadas. As rochas basálticas e sedimentares regionais estão sujeitas à desigual profundidade de alteração. 

 

O domínio paisagístico caracterizado corresponde:

a)

aos planaltos de araucária.

b)

aos mares de morros florestados.

c)

às terras baixas florestadas da Amazônia.

d)

às depressões interplanálticas semiáridas do Nordeste.

e)

aos chapadões recobertos por cerrados e penetrados por florestas galerias. 

27.

O Brasil, por suas dimensões continentais, possui uma diversidade de domínios naturais. Dentre os principais, destaca-se o domínio Amazônico. Nesse sentido, é correto afirmar que são características físico-ambientais e econômicas do domínio Amazônico:

a)

Maior domínio natural brasileiro / Solos pobres e de baixa fertilidade / Extração de essências medicinais

b)

Vegetação com folhas grossas e pequenas / Relevo pouco ondulado / Matas de restingas

c)

Clima tropical e umidade alta / Maior domínio natural brasileiro / Relevo extremamente ondulado

d)

Florestas de galerias / Cultivos de monoculturas / Controle de pesca e do ecoturismo

e)

Queimadas sem controle / Cultivo de monoculturas / Clima seco e baixa umidade

28.

A vida na Caatinga, o uso comunitário da terra e a tradição secular de criar os animais soltos são características das comunidades tradicionais nomeadas como de Fundo e Fecho de Pasto. As mais de mil comunidades tradicionais só existem no norte e oeste da Bahia e mantêm, há mais de trezentos anos, tradições e culturas próprias. A vida é simples: os trabalhadores e trabalhadoras rurais se organizam entre terras livres e criam o gado solto. Esse modelo de criação facilita o acesso dos animais à água e à comida, principalmente nos períodos em que não há chuva.

RODRIGO, R. Você sabe o que são as comunidades de Fundo e Fecho de Pasto? 2022 (adaptado).

A relação sociedade-natureza praticada pelas comunidades tradicionais mencionadas no texto favorece o(a):

a)


turismo ecológico.

b)

comércio imobiliário. 

c)

conservação do bioma.

d)


modernização agrícola.

e)

transformação de costumes.

29.

O mapa aponta a necessidade de iniciativas governamentais voltadas para:

a)

projetos de exploração mineral.

b)

ampliação de subsídios industriais.

c)


políticas de fiscalização ambiental.

d)


valorização de cultivos modernos.

e)

atividades de integração regional.

30.

A exploração de recursos naturais e a ocupação do território brasileiro têm uma longa história de degradação de áreas naturais. É resultado, entre outros fatores, da ausência de uma cultura de ocupação que respeitasse as características de seus biomas.

Disponível em: http://www.comciencia.br. Acesso em: 19 abr. 2010 (fragmento).

Ao longo da história, a apropriação da natureza e de seus recursos pelas sociedades humanas alterou os biomas do planeta. Em relação aos biomas brasileiros, em qual deles esse tipo de processo se fez sentir de forma mais profunda e irreversível?

a)

Na Floresta Amazônica, especialmente a partir da década de 1980, devastada pela construção de rodovias e expansão urbana.

b)

No Cerrado, que abriga muitas espécies de árvores sob risco de extinção, atingido pela mineração e agricultura.

c)

No Pantanal, que abrange parte dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, degradado pela mineração e pecuária.

d)

Na Mata Atlântica, que hoje abriga 7% da área original, devastada pela exploração da madeira e pelo crescimento urbano.

e)

Na Mata dos Cocais, localizada no Nordeste do país, desmatada pelo assoreamento e pelo cultivo da cana-de-açúcar.

31.

O mapa mostra a distribuição de bovinos no bioma amazônico, cuja ocupação foi responsável pelo desmatamento de significativas extensões de terra na região. Verifica-se que existem municípios com grande contingente de bovinos, nas áreas mais escuras do mapa, entre 750 001 e 1 500 000 cabeças de bovinos.
Produção de Bovinos - Efetivos de Cabeças em 2004 no Bioma Amazônico segundo municípios. A análise do mapa permite concluir que:

a)

os estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia detêm a maior parte de bovinos em relação ao bioma amazônico.

b)

os municípios de maior extensão são responsáveis pela maior produção de bovinos, segundo mostra a legenda.

c)

a criação de bovinos é a atividade econômica principal nos municípios mostrados no mapa.

d)

o efetivo de cabeças de bovinos se distribui amplamente pelo bioma amazônico.

e)

as terras florestadas são as áreas mais favoráveis ao desenvolvimento da criação de bovinos.

32.

O mapa representa um problema ambiental que tem se agravado no bioma brasileiro da Caatinga. As causas desse problema estão associadas ao:

a)

uso da lenha para obtenção de energia pela indústria local.

b)

extrativismo vegetal da madeira pelas indústrias moveleiras.

c)

uso da terra pelas fazendas monocultoras mecanizadas.

d)

extrativismo mineral praticado pelas empresas mineradoras.

e)


uso do solo para pastagem pela agropecuária extensiva.

33.

A agropecuária é uma das atividades humanas que causam maior impacto sobre o ambiente natural, alterando o equilíbrio ecológico e diminuindo a biodiversidade nos biomas. Dos seis biomas encontrados em território nacional, o que mais sofre pressão dessa atividade é o Pampa, que tem 71% da sua área ocupada com estabelecimentos agropecuários.

Disponível em: http://saladeimprensa.ibge.gov.br. Acesso em: 7 nov. 2014.

Um impacto ambiental que vem se processando no Sul do Brasil em função dos excessos praticados pela atividade econômica descrita é a:

a)

uniformização da cobertura vegetal.

b)

arenização dos solos regionais.

c)

alteração da incidência solar. 

d)

eutrofização dos cursos de água. 

e)

ampliação das queimadas controladas.

34.

A Mata Atlântica perdeu 31 195 hectares de sua cobertura vegetal. Segundo o levantamento, os dados apontam uma redução de 55% na taxa média anual de desmatamento, comparando com o período anterior analisado, o triênio 2005 a 2008. Essa diminuição pode ser explicada pelo avanço da legislação e também pelo trabalho dos órgãos de fiscalização.

VIALLI, A. O Estado de São Paulo, 27 maio 2011.

Dada a sua grande extensão, é difícil e caro fiscalizar o bioma em questão, no entanto, uma forma de vigilância eficiente e que vem sendo utilizada no Brasil para esse fim é:

a)

O aperfeiçoamento profissional dos fiscais, já que a modernização da sua atuação diminui o desmatamento.

b)

A implantação de Reservas de Preservação, que tornam as áreas intocáveis e, assim, isentas de degradação.

c)

A formação de Reservas de Conservação, cujos proprietários, extrativistas, impedem o desmatamento.

d)

A constituição de reservas indígenas, já que as terras passam a ser propriedade dos índios.

e)

O uso de equipamentos de sensoriamento remoto, por meio de imagens de satélites.

35.

TEXTO I

O Cerrado brasileiro apresenta diversos aspectos favoráveis, mas tem como problema a baixa fertilidade de seus solos. A grande maioria é ácido, com baixo pH.

Disponível em: www.fmb.edu.br. Acesso em: 21 dez. 2012 (adaptado).

TEXTO II

O crescimento da participação da Região Central do Brasil na produção de soja foi estimulado, entre outros fatores, por avanços científicos em tecnologias para manejo de solos.

Disponível em: www.conhecer.org.br. Acesso em: 19 dez. 2012 (adaptado).

Nos textos, são apresentados aspectos do processo de ocupação de um bioma brasileiro. Uma tecnologia que permite corrigir os limites impostos pelas condições naturais está indicada em:

a)

Calagem.

b)


Hidroponia.

c)

Terraceamento.

d)

Cultivo orgânico.

e)

Rotação de culturas.

36.

TEXTO I

            O uso do Cerrado pelas populações indígenas estava ligado a um caráter conservacionista e sagrado. A caça e a pesca eram realizadas apenas para a subsistência. A coleta recolhia apenas o que o Cerrado oferecia. A agricultura com a produção de milho e tubérculos abria apenas alguns clarões nas áreas de florestas decíduas. O Cerrado era o fundamento central da existência dessas tribos. Isso significa a sacralização dos elementos deste bioma pelos grupos indígenas.

SILVA, E. B. D.; BORGES, J. A. Dos usos e reocupações do Cerrado goiano:

agroecologia como alternativa. XI EREGEO, Jataí-GO, 2009 (adaptado).

TEXTO II

        O desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as gerações futuras atenderem suas próprias necessidades.

COMISSÃO das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Nosso futuro comum [Relatório Brundtland]. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1988.

Qual característica presente no Texto II amplia a concepção de conservação ambiental apresentada no Texto I?

a)

Mercantilização da natureza.

b)

Valorização cultural da paisagem.

c)

Organização da produção familiar.

d)

Manutenção da cobertura vegetal.

e)


Preocupação com os descendentes. 

37.

A renaturalização de rios e córregos é, há muito tempo, uma realidade na Europa, no Japão, na Coreia do Sul, nos Estados Unidos e em outros países. No Brasil ainda são muito tímidas as iniciativas, mas algumas poucas cidades estão adotando essa importante prática.

Disponível em: http://sosriosdobrasil.blogspot.com.br. Acesso em: 10 dez. 2012 (adaptado).

A legislação brasileira avançou ao estabelecer como unidade territorial para a gestão desse recurso

a)

os biomas.

b)

as reservas ecológicas.

c)


as unidades do relevo.

d)

as bacias hidrográficas.

e)


as áreas de preservação ambiental.

38.

Os anos 1960 e início dos 1970 foram anos de muitas dificuldades para os povos africanos habitantes, principalmente, das áreas que bordejam o deserto do Saara — Sahel — devido ao período de acentuada seca que se abateu sobre a região. Não descartando as implicações de ordem natural daquele fenômeno, deve-se observar que o aumento de seres humanos e suas manadas passou a pressionar muito fortemente o frágil ecossistema local e regional, o que resultou na considerável expansão anual do deserto sobre aquelas regiões.

MENDONÇA, F. A. Geografia e meio ambiente. São Paulo: Contexto, 1994 (adaptado).

O problema socioambiental apresentado emergiu como resultado da interação entre:

a)

relevo e extração mineral.

b)


bioma e atividade turística.

c)


paisagem e ocupação territorial.

d)

preservação e mercado consumidor.

e)

migração e desenvolvimento industrial.

39.

Considerando as diferenças entre extrativismo vegetal e silvicultura, a variação das curvas do gráfico foi influenciada pela tendência de:

a)

conservação do bioma nativo.

b)

estagnação do setor primário.

c)

utilização de madeira de reflorestamento.

d)

redução da produção de móveis.

e)

retração da indústria alimentícia.

40.

O Rio Paraíba corria bem próximo ao cercado. E era tudo. Em tempos antigos fora muito mais estreito. Os marizeiros e as ingazeiras apertavam as duas margens e as águas corriam em leito mais fundo. Agora era largo e, quando descia nas grandes enchentes, fazia medo. Contava-se o tempo pelas eras das cheias. Isto se deu na cheia de 1893, aquilo se fez depois da cheia de 1868. Para nós, meninos, o rio era mesmo a nossa serventia nos tempos de verão, quando as águas partiam e se retinham nos poços. Os moleques saíam para lavar os cavalos e íamos com eles. Punham-se os animais dentro d’água e ficávamos nos banhos, nos cangapés. O leito do rio cobria-se de junco e faziam-se plantações de batata-doce pelas vazantes. Era o bom rio da seca a pagar o que fizera de mau nas cheias devastadoras. E quando ainda não partia a corrente, o povo grande do engenho armava banheiros de palha para o banho das moças. O rio para mim seria um ponto de contato com o mundo.


RÊGO, J. L. Meus verdes anos. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1956.


Ao apresentar relações no espaço geográfico, o texto descreve mudanças associadas a:

a)

atividades turísticas e itinerários termais.

b)

investigações científicas e biomas nativos.

c)

paisagens naturais e hábitos culturais.

d)

afetividades religiosas e roteiros gastronômicos.

e)


pesquisas etnobotânicas e saberes acadêmicos.

41.

A década de 1970 marcou o início das preocupações com a relação entre a atividade produtiva no campo e a preservação do meio ambiente no Brasil. Essa mesma década se destaca pelo avanço das tecnologias de ponta, que passam a ocupar cada vez mais espaço junto à agricultura e, ainda que numa dimensão menor, também, na agricultura familiar.

SILVA, PS. Tecnologia e meio ambiente: o processo de modernização da agricultura familiar. Revista da Fapese, v. 3, n. 2, jul.-dez., 2007.

O avanço tecnológico e os impactos socioambientais no campo brasileiro após a década de 1970 evidenciam uma relação de equivalência entre:

a)

investimento em maquinários e geração de empregos.

b)

expansão das técnicas de cultivo e distribuição fundiária.

c)

crescimento da produtividade e redistribuição espacial do cultivo.

d)

inovações nos pesticidas e redução da contaminação dos trabalhadores.

e)

utilização da engenharia genética e conservação dos biomas ameaçados.

42.

O geoturismo é um segmento turístico recente que busca priorizar os aspectos naturais negligenciados pelo ecoturismo: geologia e geomorfologia, como cavernas, sítios paleontológicos, maciços rochosos, quedas d’água etc., proporcionando uma experiência turística que vai além da contemplação, agregando informações sobre a origem e formação dos locais visitados.

BENTO, L. C. M.; RODRIGUES, S. C. Geoturismo e geomorfossítios: refletindo sobre o potencial turístico de quedas d’água – um estudo de caso do município de Indianápolis-MG. In: Revista Geográfica Acadêmica, v. 4, n. 2, 2010.

Atualmente, no Brasil, a utilização de pequenas propriedades rurais para a prática descrita pelo texto é indicada como método que:

a)

possibilita a exploração de recursos minerais sem degradação da fauna e da flora locais.

b)

associa a conservação do bioma a ganhos financeiros para o proprietário da terra.

c)


permite a migração da população rural sem perda de sua identidade cultural.

d)

impede o uso das áreas de mata para cultivos dependentes de sombreamento.

e)

viabiliza a produção agrícola com a utilização de culturas comerciais.

43.

Devido ao aquecimento global e à conseqüente diminuição da cobertura de gelo no Ártico, aumenta a distância que os ursos polares precisam nadar para encontrar alimentos. Apesar de exímios nadadores, eles acabam morrendo afogados devido ao cansaço.

A situação descrita acima:

a)

enfoca o problema da interrupção da cadeia alimentar, o qual decorre das variações climáticas.

b)

alerta para prejuízos que o aquecimento global pode acarretar à biodiversidade no Ártico.

c)


ressalta que o aumento da temperatura decorrente de mudanças climáticas permite o surgimento de novas espécies.

d)

mostra a importância das características das zonas frias para a manutenção de outros biomas na Terra.

e)

evidencia a autonomia dos seres vivos em relação ao habitat, visto que eles se adaptam rapidamente às mudanças nas condições climáticas.