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SAEB -língua portuguesa D4

Total questions: 20

Worksheet time: 10mins

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1.

O Homem que entrou pelo cano 


Abriu a torneira e entrou pelo cano. A princípio incomodava-o a estreiteza do tubo. Depois se acostumou. E, com a água, foi seguindo. Andou quilômetros. Aqui e ali ouvia barulhos familiares. Vez ou outra um desvio, era uma seção que terminava em torneira. 

Vários dias foi rodando, até que tudo se tornou monótono. O cano por dentro não era interessante. 

No primeiro desvio, entrou. Vozes de mulher. Uma criança brincava. Então percebeu que as engrenagens giravam e caiu numa pia. À sua volta era um branco imenso, uma água límpida. E a cara da menina aparecia redonda e grande, a olhá-lo interessada. Ela gritou: “Mamãe, tem um homem dentro da pia”. 

Não obteve resposta. Esperou, tudo quieto. A menina se cansou, abriu o tampão e ele desceu pelo esgoto.


O conto cria uma expectativa no leitor pela situação incomum criada pelo enredo. O resultado não foi o esperado porque:

a)

a menina agiu como se fosse um fato normal.

b)

o homem demonstrou pouco interesse em sair do cano.

c)

as engrenagens da tubulação não funcionaram.

d)

a mãe não manifestou nenhum interesse pelo fato.

2.

O Drama das Paixões Platônicas   na Adolescência


Bruno foi aprovado por três dos sentidos de Camila: visão, olfato e audição. Por isso, ela precisa conquistá-lo de qualquer maneira. Matriculada na 8ª série, a garota está determinada a ganhar o gato do 3º ano do Ensino Médio e, para isso, conta com os conselhos de Tati, uma especialista na arte da azaração. A tarefa não é simples, pois o moço só tem olhos para Lúcia - justo a maior "crânio" da escola. 

E agora, o que fazer? Camila entra em dieta espartana e segue as leis da conquista elaboradas pela amiga.


Pode-se deduzir do texto que Bruno:

a)

(A) chama a atenção das meninas.

b)

(B) é mestre na arte de conquistar.

c)

(C) pode ser conquistado facilmente.

d)

(D) tem muitos dotes intelectuais.

3.

O FIM DE SAPOS, RÃS E PERERECAS 


“Para muita gente, sapos, rãs e pererecas podem lá não ter graça. Mas os anfíbios são essenciais à vida de florestas, restingas e lagoas, só para citar alguns ambientes. E o problema é que estão desaparecendo sem que cientistas saibam explicar o porquê. O fenômeno é conhecido há anos, mas tem se agravado muito. Sobram explicações — vírus, redução de habitat e mudanças climáticas, por exemplo — mas ainda não há resposta para o mistério, cuja consequência é o aumento do desequilíbrio ambiental. Para tentar encontrar uma solução, cientistas começaram a se reunir no Rio.”

O Globo. Rio de Janeiro, 23/06/2003.


Ao se referir ao desaparecimento de sapos, rãs e pererecas, o texto alerta para

a)

A) o perigo de alguns ambientes ameaçados.

b)

B) a falta de explicação dos cientistas.

c)

C) as explicações do mistério da natureza.

d)

D) o perigo do desequilíbrio do meio ambiente.

4.

Vaguidão Específica


— Maria, ponha isso lá fora em qualquer parte.

— Junto com as outras?

— Não ponha junto com as outras, não. Senão pode vir alguém e querer fazer coisa com elas. Ponha no lugar do outro dia.

— Sim senhora. Olha, o homem está aí.

— Aquele de quando choveu?

— Não, o que a senhora foi lá e falou com ele no domingo.

— Que é que você disse a ele?

— Eu disse pra ele continuar.

— Ele já começou?

— Acho que já. Eu disse que podia principiar por onde quisesse.

— É bom?

— Mais ou menos. O outro parece mais capaz.

— Você trouxe tudo pra cima?

— Não senhora, só trouxe as coisas. O resto não trouxe porque a senhora recomendou para deixar até a véspera.

— Mas traga, traga. Na ocasião nós descemos tudo de novo. É melhor, senão atravanca a entrada e ele reclama como na outra noite.

— Está bem, vou ver como.


O texto é um diálogo


a)

entre dois homens.

b)

entre duas crianças.

c)

entre um homem e uma mulher.

d)

entre duas mulheres.

5.

A canícula

Artur Xexéo


A cena aconteceu num restaurante do Flamengo. Cinco pessoas à mesa comentavam o calor que fazia lá fora — e alguém comenta alguma outra coisa ultimamente na cidade? [...]

Desde então, não penso em outra coisa. Que fim levou o ventinho que fazia parte do verão carioca? Foi sugado pelo aquecimento global? Escapou pelo buraco da camada de ozônio? Cadê aqueles tempos em que, no auge do calor, a gente ia se refrescar à beira–mar? [...]

Que fim levou o cine Metro-Copacabana? Mais precisamente, que fim levou o ar refrigerado “com clima de montanha” que tornava as matinês de quintafeira, dia em que mudava o filme em cartaz, num oásis contra a canícula?[...] 


Considerando o tema do texto e a necessidade de um oásis (3º parágrafo), pode-se entender que o significado do título “A canícula” é

a)

a) Um período de calor intenso.

b)

b) Uma estação chuvosa.

c)

c) Um local de descanso.

d)

d) Um tipo de vegetação.

6.

Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. A este respeito a influência do povo é decisiva. Há, portanto, certos modos de dizer, locuções novas, que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade.

Vocabulário: Transplantação - transferir de um lugar ou contexto para outro.

Ao ler o texto, concluímos que

a)

as mudanças do português da Europa para o Brasil evitaram inserir ao idioma riquezas novas.

b)

as alterações da língua estão condicionadas às necessidades dos usos e costumes e ao tempo.

c)

o português do século XVI é o mesmo de hoje, não sendo necessário para a língua no tempo.

d)

os falantes do campo usam expressões atuais da língua mesmo sem sofrerem influência europeia.

7.

A Mulher no Brasil

A história da mulher no Brasil, tal como a das mulheres em vários outros países, ainda está por ser escrita. Os estudiosos têm dado muito pouca atenção à mulher nas diversas regiões do mundo, o que inclui a América Latina. Os estudos disponíveis sobre a mulher brasileira são quase todos meros registros de impressões, mais do que de fatos, autos-de-fé quanto à natureza das mulheres ou rápidas biografias de brasileiras notáveis, mais reveladoras sobre os preconceitos e a orientação dos autores do que sobre as mulheres propriamente ditas. As mudanças ocorridas no século XX reforçam a necessidade de uma perspectiva e de uma compreensão históricas do papel, da condição e das atividades da mulher no Brasil.


Considerando o fragmento lido, podemos afirmar que

a)

(A) quanto à existência de um estudo histórico sobre seu papel na sociedade, a mulher brasileira assemelha-se à de várias partes do mundo.

b)

(B) excetuando-se as rápidas biografias de brasileiras notáveis, as demais obras sobre a mulher no Brasil estão impregnadas de informações sobre o seu valor na sociedade.

c)

(C) as modificações de nosso século reforçam a necessidade de que se escreva uma verdadeira história da mulher no Brasil.

d)

(D) os estudos disponíveis sobre a mulher brasileira são registros baseados em fatos inquestionáveis numa perspectiva histórica.

8.

O IMPÉRIO DA VAIDADE


Você sabe por que a televisão, a publicidade, o cinema e os jornais defendem os músculos torneados, as vitaminas milagrosas, as modelos longilíneas e as academias de ginástica? Porque tudo isso dá dinheiro. Sabe por que ninguém fala do afeto e do respeito entre duas pessoas comuns, mesmo meio gordas, um pouco feias, que fazem piquenique na praia? 

Porque isso não dá dinheiro para os negociantes, mas dá prazer para os participantes. O prazer é físico, independentemente do físico que se tenha: namorar, tomar milk-shake, sentir o sol na pele, carregar o filho no colo, andar descalço, ficar em casa sem fazer nada. Os melhores prazeres são de graça - a conversa com o amigo, o cheiro do jasmim, a rua vazia de madrugada -, e a humanidade sempre gostou de conviver com eles. Comer uma feijoada com os amigos, tomar uma caipirinha no sábado também é uma grande pedida. Ter um momento de prazer é compensar muitos momentos de desprazer. Relaxar, descansar, despreocupar-se, desligar-se da competição, da áspera luta pela vida - isso é prazer. 

Mas vivemos num mundo onde relaxar e desligar-se se tornou um problema. O prazer gratuito, espontâneo, está cada vez mais difícil. O que importa, o que vale, é o prazer que se compra e se exibe, o que não deixa de ser um aspecto da competição. Estamos submetidos a uma cultura atroz, que quer fazer-nos infelizes, ansiosos, neuróticos. As filhas precisam ser Xuxas, as namoradas precisam ser modelos que desfilam em Paris, os homens não podem assumir sua idade. 

Não vivemos a ditadura do corpo, mas seu contrário: um massacre da indústria e do comércio. Querem que sintamos culpa quando nossa silhueta fica um pouco mais gorda, não porque querem que sejamos mais saudáveis - mas porque, se não ficarmos angustiados, não faremos mais regimes, não compraremos mais produtos dietéticos, nem produtos de beleza, nem roupas e mais roupas. Precisam da nossa impotência, da nossa insegurança, da nossa angústia.  O único valor coerente que essa cultura apresenta é o narcisismo. 


Por que a televisão, a publicidade, o cinema e os jornais defendem os músculos torneados, as vitaminas milagrosas, as modelos longilíneas e as academias de ginástica? Porque tudo isso dá dinheiro. Sabe por que?

a)

Porque promove saúde e bem-estar.

b)

Porque é uma tendência cultural.

c)

Porque gera lucro.

d)

Porque é uma exigência social.

9.

O IMPÉRIO DA VAIDADE


Você sabe por que a televisão, a publicidade, o cinema e os jornais defendem os músculos torneados, as vitaminas milagrosas, as modelos longilíneas e as academias de ginástica? Porque tudo isso dá dinheiro. Sabe por que ninguém fala do afeto e do respeito entre duas pessoas comuns, mesmo meio gordas, um pouco feias, que fazem piquenique na praia? 

Porque isso não dá dinheiro para os negociantes, mas dá prazer para os participantes. O prazer é físico, independentemente do físico que se tenha: namorar, tomar milk-shake, sentir o sol na pele, carregar o filho no colo, andar descalço, ficar em casa sem fazer nada. Os melhores prazeres são de graça - a conversa com o amigo, o cheiro do jasmim, a rua vazia de madrugada -, e a humanidade sempre gostou de conviver com eles. Comer uma feijoada com os amigos, tomar uma caipirinha no sábado também é uma grande pedida. Ter um momento de prazer é compensar muitos momentos de desprazer. Relaxar, descansar, despreocupar-se, desligar-se da competição, da áspera luta pela vida - isso é prazer. 

Mas vivemos num mundo onde relaxar e desligar-se se tornou um problema. O prazer gratuito, espontâneo, está cada vez mais difícil. O que importa, o que vale, é o prazer que se compra e se exibe, o que não deixa de ser um aspecto da competição. Estamos submetidos a uma cultura atroz, que quer fazer-nos infelizes, ansiosos, neuróticos. As filhas precisam ser Xuxas, as namoradas precisam ser modelos que desfilam em Paris, os homens não podem assumir sua idade.  Não vivemos a ditadura do corpo, mas seu contrário: um massacre da indústria e do comércio. Querem que sintamos culpa quando nossa silhueta fica um pouco mais gorda, não porque querem que sejamos mais saudáveis - mas porque, se não ficarmos angustiados, não faremos mais regimes, não compraremos mais produtos dietéticos, nem produtos de beleza, nem roupas e mais roupas. Precisam da nossa impotência, da nossa insegurança, da nossa angústia.  O único valor coerente que essa cultura apresenta é o narcisismo. 


O autor pretende influenciar os leitores para que eles:

a)

sejam mais críticos em relação ao incentivo do consumo pela mídia.

b)

exclamem que sua vida toda as atividades incentivadas pela mídia.

c)

fiquem mais em casa e voltem a fazer os programas de antigamente.

d)

evitem todos os prazeres cuja obtenção depende de dinheiro.

10.

O boto e a Baía da Guanabara

Piraiaguara sentiu um grande orgulho de ser carioca. Se o Atobá Maroto tinha dado nome para as ilhas, ele e todos os outros botos eram muito mais importantes. Eles eram o símbolo daquele lugar privilegiado: a cidade do Rio de Janeiro.

— A “mui leal e heróica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro”. 

Piraiaguara fazia questão de lembrar do título, e também de toda a história da cidade e da Baía de Guanabara. Os outros botos zombavam dele:

— Leal? Uma cidade que quase acabou conosco, que poluiu a baía? Heróica? Uma cidade que expulsou as baleias, destruiu os mangues e quase não nos deixou sardinhas para comer? Olha aí para o fundo e vê quanto cano e lixo essa cidade jogou aqui dentro!

— Acorda do encantamento, Piraiaguara! O Rio de Janeiro e a Baía de Guanabara foram bonitos sim, mas isso foi há muito tempo. Não adianta ficar suspirando pela beleza do Morro do Castelo, ou pelas praias e pela mata que desapareceram. Olha que, se continuar sonhando acordado, você vai acabar sendo atropelado por um navio!

O medo e a tristeza passavam por ele como um arrepio de dor. Talvez nenhum outro boto sentisse tanto a violência da destruição da Guanabara. Mas, certamente, ninguém conseguia enxergar tão bem as belezas daquele lugar. Num instante, o arrepio passava, e a alegria brotava de novo em seu coração.


Os outros botos zombavam de Piraiaquara, porque ele (A) conhecia muito bem a história do Rio de Janeiro.

a)

(A) conhecia muito bem a história do Rio de Janeiro.

b)

(B) enxergava apenas o lado bonito do Rio de Janeiro.

c)

(C) julgava os botos mais importantes do que os outros animais.


d)

(D) sentia tristeza pela destruição da Baía da Guanabara.:

11.


"A pressa é inimiga da perfeição. O tempo, que parece escasso, pode ser um aliado na construção de ideias e na reflexão. Buscar o equilíbrio entre o agir e o pensar é o desafio de quem deseja alcançar a verdadeira sabedoria."


De acordo com o texto, a verdadeira sabedoria é alcançada por meio de:

a)

a) Reflexão e imediatismo no agir.

b)

b) Pressa na tomada de decisões.

c)

c) Equilíbrio entre agir e refletir.

d)

d) Rapidez na construção de ideias.

12.

SONO PESADO

Toca o despertador e meu pai vem me chamar:

— Levanta, filho, levanta, tá na hora de acordar.

Uma coisa, no entanto, impede que eu me levante: sentado nas minhas costas, há um enorme elefante. Ele tem essa mania, todo dia vem aqui. Senta em cima de mim, e começa a ler gibi. O sono, que estava bom, fica ainda mais pesado. Como eu posso levantar Com o bichão aí sentado? O meu pai não vê o bicho, deve estar ruim de vista. Podia me deixar dormindo, enquanto ia ao oculista...

Espera um pouco, papai... Não precisa ser agora. daqui a cinco minutos o elefante vai embora! Mas meu pai insiste tanto, que eu levanto, carrancudo. Vou pra escola, que remédio, Com o bicho nas costas e tudo!

O elefante sentado nas costas do menino representa:

a)

a raiva do pai pela demora do filho de acordar.

b)

o bichinho de pelúcia do menino.

c)

a chateação do menino pelo elefante estar nas

suas costas.

d)

O sono pesado e a vontade do menino de ficar

na cama.

13.

Dicas para prevenir dores nas costas

Para não agredir a coluna, é preciso evitar movimentos bruscos, ao levantar pela manhã. Espreguiçar e usar os braços para suspender o tronco, enquanto apóiam-se os pés no chão, são atividades indicadas.

Essa “dica” aconselha o leitor a evitar:

a)

Andar de tamancos ou chinelos.

b)

Engordar demais.

c)

Levantar-se da cama repentinamente.

d)

Usar colchões muito duros ou macios demais.

14.

A história da Internet

A rede mundial de computadores, ou Internet, surgiu em plena Guerra Fria. Criada com objetivos militares, seria uma das formas das forças armadas

norte-americanas de manter as comunicações em caso de ataques inimigos que destruíssem os meios convencionais de telecomunicações. Nas décadas de 1970 e 1980, além de ser utilizada para fins militares, a Internet também foi um importante meio de comunicação acadêmico. Estudantes e professores universitários, principalmente dos EUA, trocavam ideias, mensagens e descobertas pelas linhas da rede mundial.

Hoje em dia é impossível pensar sem internet, as redes sociais ficou cada vez mais adepta a todos.

O texto reflete de como era usada a internet antes de se tornar mundial. Esse uso visa em

a)

aprimorar ataques nas guerras que haviam

naquela época.

b)

manter contato com seus parceiros e avisar

ataques.

c)

informar aos soldados dados de seus inimigos.

d)

alertar a chegada de seus inimigos.

15.

A ESCOLA

Quando o ser humano nasce, começa a crescer, a primeira coisa que os pais fazem é matricular seus filhos na escola, para aprenderem as primeiras letras do alfabeto. Com o tempo intelectualizar-se para depois conseguir uma profissão que vai lhe dar o sustento para o resto da vida e de todos os seus dependentes. Para muitas pessoas, a escola é uma tortura que força os estudantes a pensar, cuja vontade maior são as brincadeiras com os colegas, as farras com os meninos na rua, e a cada instante, ir ao armário busca um biscoito ou uma cocada para ficar mascando até a hora do jantar ou do almoço. A criançada não quer estudar, não quer fazer as tarefas de casa, reluta muito na escola para fazer as suas atividades de sala de aula, pois quando os professores forçam a ela não gosta, odiando copiosamente o seu professor ou todo aquele que pressiona com alguma severidade.

O texto esclarece uma realidade visando

a)

o comportamento escolar.

b)

o meio de ensino entre professor e aluno.

c)

a mudança no meio de ensinar.

d)

a realidade que tem o professor na sala de aula.

16.

Os Frutos

Os frutos derivam-se do ovário das flores. Após a fecundação dos óvulos em seu interior, o ovário inicia um crescimento, acompanhado de uma modificação de seus tecidos provocada pela influência de hormônios vegetais, que interferem na estrutura, consistência, cores e sabores, dando origem ao fruto. Os frutos mantêm-se fechados sobre as sementes até, pelo menos, o momento da maturação. Quando as sementes estão prontas para germinar, os frutos amadurecem, e podem se abrir, liberando as sementes ao solo, ou tornam-se aptos a serem ingeridos por animais, que depositarão as sementes após estas passarem por seu aparelho digestivo. Os frutos verdadeiros se originam do ovário da planta.

O texto informa sobre

a)

a transformação do fruto depois de seu

amadurecimento.

b)

os sabores de cada fruto existentes.

c)

as diversas formas de frutos.

d)

o processo de reprodução e evolução do fruto.

17.

Amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;

É solitário andar por entre a gente;

É nunca contentar-se de contente;

É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor

A visão de amor do autor se constrói a partir de

a)

definições.

b)

negações.

c)

oposições.

d)

repetições.

18.

A galinha dos ovos de ouro

Uma pessoa tinha uma galinha que punha ovos de ouro. Crendo que ela tinha dentro do ventre um monte de ouro, matou-a e viu que ela era igual às outras galinhas. Na esperança de encontrar toda a riqueza de uma só vez, ficou privada até de um pequeno ganho.

Essa história ensina que

a)

a esperança dá riqueza às pessoas.

b)

as galinhas colocam ovos de ouro.

c)

devagar se vai longe.

d)

quem tudo quer tudo perde.

19.

AMIGOS DO PEITO

Todo dia eu volto da escola

com a Ana Lúcia da esquina.

Da esquina não é sobrenome,

é o endereço da menina.

O irmão dela é mais velho

e mesmo assim é meu amigo.

Sempre depois do almoço,

ele joga bola comigo.

Já o Carlos Alberto, do lado,

(do lado não é nome também)

tem uma bicicleta legal,

mas não empresta pra ninguém.

O bairro onde moro é assim,

tem gente de tudo que é jeito.

Pessoas que são mutio chatas,

e um monte de amigos do peito:

o Bruno do prédio da frente,

o Ricardo do sétimo andar,

o irmão da Lúcia da esquina,

o fi lho do dono do bar.

O nome completo deles

eu nunca sei, ou esqueço.

Amigo não tem sobrenome:

amigo tem endereço.

Nesse texto, na visão do eu lírico

a)

A) o mais importante é ter amigos.

b)

o menino evita emprestar sua bicicleta.

c)

o menino mora em um bairro de pessoas chatas.

d)

o sobrenome dos amigos deve ser esquecido.

20.

O JUIZ

Houve uma reunião do Moreirão e do Moreirinha comigo e com o Orlandinho, três dias antes do jogo, para tratar de um assunto importante. Quem seria o juiz? Quem apitava os jogos do Universal, normalmente era o seu Bruno, da farmácia. Mas o seu Bruno da farmácia não era de confiança. Às vezes se distraía, uma vez saíra no meio do jogo, dizendo “Continuem, continuem”, para ir à farmácia dar uma injeção, e confessava que não gostava de marcar pênalti. “Não sou de dar pênalti”, dizia, como se fosse uma prova de bom caráter. Dava injeção sem dó, mas não dava pênalti. O seu Bruno da farmácia não servia. Propus o coronel Demétrio que gostava de assistir aos jogos no campinho, parecia conhecer as regras de futebol e, como militar, imporia respeito dos dois lados.

– O quê?! – disse o Moreirão.

– O coronel

Demétrio mal pode caminhar!

– Ele não precisa se mexer muito.

– Duvido que ele ainda possa soprar um apito!

– Está certo – concedi.

O coronel Demétrio também foi vetado.

– E o Lúcio? [...]

Também foi vetado.

O cachorro que jogava na ponta esquerda. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2010. p. 40-42. Fragmento. De acordo com esse texto, “Universal” é o nome de um

a)

jogador de futebol.

b)

juiz de futebol.

c)

time de futebol.

d)

torcedor de futebol.