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WorksheetsInternational Relations Theory Review Activity
Total questions: 10
Worksheet time: 40mins
1) O terceiro grande debate das Teorias de Relações Internacionais contrapõe o positivismo e o pós-positivismo, refletindo uma disputa epistemológica sobre a produção de conhecimento na disciplina.
Nesse contexto, qual das seguintes afirmações melhor representa os principais pontos de divergência entre essas abordagens?
O positivismo defende a possibilidade de um conhecimento objetivo baseado no método científico, enquanto o pós-positivismo questiona essa objetividade e enfatiza a influência das construções sociais na produção do conhecimento.
O pós-positivismo rejeita completamente qualquer uso do método científico nas Relações Internacionais, defendendo exclusivamente abordagens subjetivas e interpretativas.
O terceiro grande debate é essencialmente uma disputa entre o realismo estrutural e o neoliberalismo institucional, centrando-se na melhor forma de compreender a anarquia do sistema internacional.
O positivismo e o pós-positivismo possuem diferenças metodológicas irrelevantes para a evolução das Teorias de Relações Internacionais, já que ambas compartilham a mesma ontologia sobre o sistema internacional.
2) Com base nas leituras e discussões feitas em aula sobre a teoria da dependência, julgue as assertivas a seguir.
I. Os teóricos da dependência, como André Gunder Frank, Theotonio dos Santos e Ruy Mauro Marini, argumentavam que a burguesia latino-americana não era nacionalista porque estava estruturalmente vinculada ao capitalismo internacional e às potências centrais.
II. A Teoria Marxista da Dependência sustenta que a integração dos países periféricos ao mercado global, por meio do livre comércio e do investimento estrangeiro, é a principal solução para superar o subdesenvolvimento e promover o crescimento econômico.
III. A Teoria da Dependência, desenvolvida a partir de uma crítica ao modelo econômico liberal e influenciada pelo pensamento marxista, argumenta que o subdesenvolvimento dos países periféricos não é uma condição natural ou transitória, mas sim um resultado estrutural das relações econômicas internacionais.
IV. Segundo essa abordagem, mecanismos como a deterioração dos termos de troca, a dependência tecnológica e o controle do capital por empresas transnacionais reforçam a posição subordinada dos países periféricos dentro do sistema capitalista global.
Estão corretas apenas:
II, III e IV
I, III e IV
III e IV
I e III
3) A Teoria do Sistema-Mundo, desenvolvida por Immanuel Wallerstein, oferece uma crítica estrutural ao capitalismo global, analisando a divisão internacional do trabalho em centros, periferias e semiperiferias. Sobre essa abordagem, assinale a alternativa incorreta.
O sistema-mundo moderno é caracterizado como uma economia-mundo capitalista, na qual a acumulação de capital é o motor principal das relações hierárquicas entre Estados e regiões.
A teoria rejeita a noção de que os Estados nacionais são as unidades primárias de análise, defendendo que o sistema como um todo deve ser estudado para entender as desigualdades globais.
A semiperiferia exerce um papel estabilizador no sistema, pois absorve tensões sociais e políticas que poderiam ameaçar a dominação do núcleo sobre a periferia.
Wallerstein argumenta que o socialismo em um só país é viável e representa uma alternativa eficaz ao capitalismo global, desde que implementado por meio de políticas protecionistas.
A teoria prevê que crises cíclicas do capitalismo, como as de superprodução e financeiras, são inevitáveis e podem levar tanto à transformação quanto à perpetuação do sistema.
4) Sobre as teorias marxistas e neomarxistas de relações internacionais, marque a assertiva incorreta:
Para Robert Cox, autor da teoria crítica, as estruturas internacionais não são fixas. A estrutura relaciona-se com os agentes, e vice-versa: elas restringem as ações dos agentes, enquanto agentes podem atuar de acordo com a estrutura, ou em oposição a ela.
Nas teorias marxistas e neomarxistas de Relações Internacionais, o Estado é entendido como uma entidade autônoma e neutra, capaz de mediar conflitos de classe de forma imparcial e promover o interesse nacional acima dos interesses do capital transnacional.
Na concepção estruturalista marxista, a história da sociedade pode ser explicada em função do modo de produção e de como as classes se relacionam. Ou seja, os Estados, ou mesmo as organizações internacionais, refletem o modelo dominante de produção e de relacionamento social.
Para Lênin, o imperialista se caracteriza pela fase em que o capitalismo não cabe mais em suas próprias fronteiras e se expande, dominando e explorando outros povos, com a finalidade de enriquecer sua indústria, conquistando áreas ricas em matérias-primas.
5) Julgue as assertivas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.
I. Para Lênin, o imperialismo representa a fase monopolista do capitalismo, caracterizada pela fusão do capital bancário e industrial, exportação de capitais e a divisão territorial completa do mundo entre as potências capitalistas.
II. O conceito de 'imperialismo por acumulação por espoliação' (Harvey) descreve a privatização de bens públicos e a financeirização como mecanismos modernos de extração de excedentes globais.
III. A crítica ao 'imperialismo cultural' destaca a exportação de valores ocidentais como ferramenta de manutenção da hierarquia internacional, articulada com a expansão do capital transnacional.
IV. Karl Kautsky desenvolveu a Teoria do Ultraimperialismo, na qual argumentava que, em certas condições, o capitalismo poderia superar suas rivalidades interimperialistas e alcançar uma fase de dominação conjunta pelas grandes potências, reduzindo os conflitos militares diretos.
Estão corretas:
I e IV
I, II e III
I e II
Todas as alternativas
6) A Teoria Crítica das Relações Internacionais surge como uma contestação às abordagens tradicionais, especialmente o realismo e o liberalismo, enfatizando a necessidade de questionar estruturas de poder e ideologias subjacentes.
Com base nisso, qual das seguintes afirmações melhor representa os fundamentos e implicações dessa abordagem?
A Teoria Crítica rejeita qualquer possibilidade de transformação estrutural do sistema internacional, argumentando que as relações de poder são fixas e imutáveis ao longo do tempo.
A Teoria Crítica argumenta que todas as teorias são historicamente situadas e servem a determinados interesses, devendo ser avaliadas a partir de sua função na reprodução ou contestação das estruturas de dominação.
A abordagem crítica das Relações Internacionais se concentra exclusivamente na análise das interações entre Estados soberanos, sem considerar fatores como identidade, ideologia ou dinâmicas transnacionais.
Diferente do pós-estruturalismo e do construtivismo, a Teoria Crítica mantém um compromisso metodológico estritamente positivista, adotando modelos quantitativos para a análise da política global.
7) Assinale a alternativa incorreta:
Robert Cox argumenta que "a teoria é sempre para alguém e para algum propósito", destacando que o conhecimento nas Relações Internacionais não é neutro, mas serve a interesses específicos.
Para Gramsci, o capitalismo não se sustenta apenas pela exploração econômica, mas também pelo consentimento ideológico, construído por meio das escolas, igrejas, mídia e outras instituições.
A Teoria Crítica de Cox rejeita completamente o materialismo histórico marxista, focando exclusivamente em análises pós-estruturalistas do discurso e da linguagem.
Para Cox, as instituições servem para alcançar a universalização de normas, valores e princípios particulares e políticas que beneficiam interesses particulares do hegemon, expandindo e assegurando a manutenção de seu poder.
8) Assinale a alternativa correta:
A Teoria da Dependência, associada a autores como Ruy Mauro Marini e Theotônio dos Santos, defende que o subdesenvolvimento da América Latina resulta principalmente de fatores internos, como a falta de iniciativa empreendedora local e a baixa produtividade dos trabalhadores latino-americanos, sem relação significativa com a exploração por parte dos países centrais.
A Teoria do Sistema-Mundo, desenvolvida por Immanuel Wallerstein, divide o mundo em três zonas (centro, periferia e semiperiferia) e defende que a ascensão de um país da periferia ao centro é comum e ocorre frequentemente no capitalismo global.
A Teoria Crítica, influenciada pela Escola de Frankfurt (como Horkheimer e Adorno), rejeita totalmente o marxismo e foca apenas em análises culturais, sem considerar estruturas econômicas nas Relações Internacionais.
Tanto a Teoria da Dependência quanto a Teoria do Sistema-Mundo compartilham a visão de que o capitalismo global é um sistema hierárquico que perpetua desigualdades, mas a primeira enfatiza mais as relações centro-periferia na América Latina, enquanto a segunda analisa o sistema em escala global.
9) Do final da década de 1960 até o final da década de 1970 foi amplamente divulgada a chamada Teoria da Dependência. Entre seus principais teóricos estão Enzo Faletto e Fernando Henrique Cardoso. Considerando as premissas dessa teoria, avalie as afirmações a seguir.
I. A ruptura da condição de subdesenvolvimento econômico depende essencialmente da industrialização da economia.
II. Um dos fundamentos da Teoria da Dependência é o entendimento de que o desenvolvimento econômico não se dá por etapas.
III. A noção de dependência indica que os países periféricos se encontram em condição de subordinação em relação aos países centrais no que se refere ao desenvolvimento econômico.
É correto o que se afirma em:
I, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III
10) Considere as afirmativas a seguir:
I. As perspectivas teóricas de inspiração marxista têm como horizonte discutir possibilidades de transformação e mudança na política internacional, na qual a ideia de Estado unitário e racional é questionada, de modo a destacar a centralidade das relações de produção, o papel das classes sociais e a interconexão entre os processos políticos e econômicos.
II. Conforme a Teoria do Sistema Mundo, os comportamentos dos Estados são condicionados pela posição que ocupam na divisão internacional do trabalho e, na expressão de Wallerstein, “os Estados são empregados do sistema capitalista mundial”.
III. A teoria crítica opõe-se tanto ao realismo quanto ao liberalismo por seus posicionamentos engajados, embora opostos, e propõe, ao contrário, a neutralidade e a imparcialidade dos cientistas na análise dos fenômenos internacionais.
IV. Segundo Rosa Luxemburgo e Lênin, o imperialismo representava forma colonial de capitalismo, fusão do capitalismo industrial com a formação de oligopólios.
Está(ão) incorreta(s) apenas:
III
II e IV
I e III
I
