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Família Real Portuguesa no Brasil

Total questions: 17

Worksheet time: 13mins

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1.

Leia o seguinte trecho: “Decidimos decretar e decretamos o seguinte: [...] Artigo 3. Declaramos as Ilhas Britânicas em estado de bloqueio por mar e por terra. - Toda embarcação, de qualquer nação, qualquer que seja seu registro, expedido de portos da Inglaterra ou de colônias inglesas ou de países ocupados por tropas inglesas, indo para a Inglaterra ou para as colônias inglesas ou para países ocupados por tropas inglesas, é presa legítima, como contraventora do presente decreto, será apresada por nossos barcos de guerra ou nossos corsários e atribuída ao captor. Esse trecho faz parte da estratégia napoleônica para prejudicar a economia inglesa. Essa estratégia é conhecida como:

a)

abertura dos portos e visava favorecer os comerciantes e industriais ingleses, que precisavam de mercado consumidor.

b)

pacto colonial e intencionava unir as marinhas mercantes inglesa e francesa para enriquecer ainda mais tais nações.

c)

carta de corso e permitia aos piratas roubarem as riquezas vindas na América espanhola e entregá-las ao rei inglês.

d)

bloqueio continental e objetivava impedir que os navios ingleses ancorassem nas cidades portuárias europeias.

2.

Leia o texto: O historiador “Garrido Pimenta cita D. João como um monarca nem mais nem menos preparado do que a média dos demais monarcas portugueses e europeus de sua época. ‘Seu grande diferencial é que, por força das circunstâncias, teve que enfrentar um desafio incomum: garantir a manutenção da monarquia portuguesa e da unidade do império em meio ao mais sério desafio de sua história, oferecido pelo avanço napoleônico sobre a Península Ibérica. A curto prazo, reagiu muito bem, só que ele não agiu sozinho. Foi amparado por um conselho de ministros.’ Podemos considerar que a opinião do historiador de que D. João “a curto prazo, reagiu muito bem” significa que o príncipe regente

a)

cedeu aos interesses britânicos e invadiu a França, derrotando Napoleão.

b)

voltou para Portugal para defender pessoalmente o reino da invasão francesa.

c)

enganava Napoleão e os ingleses enquanto aliava-se com os Estados Unidos.

d)

conseguia contornar as pressões de Napoleão sem ferir diretamente a Inglaterra.

3.

Leia o texto que é uma carta de Napoleão a seu ministro de negócios estrangeiros: “Considero que estamos em estado de guerra com Portugal; conto que as minhas tropas alcancem Burgos pelo 1º de novembro; se a Espanha quiser mais tropas, basta-lhe pedir [...]. Como os ingleses podem possivelmente enviar tropas a Lisboa, gostaria de saber qual o número de tropas que Espanha está a colocar no terreno [...], temos de avançar diretamente para Lisboa” (Napoleão apud BUTTERY, David. A Primeira Invasão de Portugal: 1807-1808. Alfragide: Texto Editores, 2011). Assinale a alternativa que corresponde ao evento ao qual o texto de Napoleão se refere:

a)

D. João comandou a invasão do reino da França, pois Napoleão não apoiou o bloqueio continental.

b)

Napoleão ordenou a invasão do reino de Portugal, pois D. João não rompeu relações com a Inglaterra.

c)

O rei espanhol recusou-se a fornecer tropas para auxiliar na invasão inglesa de Portugal.

d)

Junot, comandante das tropas francesas, traiu Napoleão, passando a apoiar a causa britânica em Portugal.

4.

Leia o texto: “Em novembro de 1807, a família real portuguesa embarcava para o Brasil como estratégia para escapar da invasão napoleônica e manter o governo do império colonial português. Na bagagem, constavam os bens considerados mais importantes para a monarquia: documentos relativos à administração real, equipamentos necessários para a mesma atividade e o que era considerado tesouro real ou do Estado – ouro, joias, tapeçarias, alfaias em geral e, também, a Biblioteca dos Reis.” (Disponível em: .). Assinale a alternativa que corresponde à expressão: “escapar da invasão napoleônica e manter o governo do império colonial português”

a)

a) fugir de Portugal para manter intacta a coroa portuguesa.

b)

b) transferir-se para o Brasil com o objetivo de obedecer a Napoleão.

c)

c) viajar para a América e férias prolongadas.

d)

d) livrar-se da invasão francesa para anexar o Brasil à Inglaterra.

5.

5) Leia o texto: “O governo procurador adotou uma posição de neutralidade, mas se viu obrigado a atender às exigências francesas do Bloqueio Continental de 1806, fechando seus portos aos navios ingleses. Em 1807, a Espanha assinou com a França o tratado de Fontainebleau, que lhe atribuía a ocupação de parte do território português. Diante de um ultimato, que não fora acatado por D. João, as consequências para Portugal foram:

a)

A invasão do território português pelas tropas franco-espanholas.

b)

A independência de Portugal.

c)

A aliança entre Portugal e França.

d)

A abertura dos portos portugueses aos ingleses.

6.

A respeito do embarque da Família Real portuguesa em uma esquadra que veio em direção ao Brasil, assinale a única alternativa correta:

a)

D. João faleceu durante a viagem, em um naufrágio próximo a Salvador.

b)

os navios portugueses foram protegidos pela marinha francesa.

c)

Napoleão supervisionou pessoalmente o embarque da corte portuguesa.

d)

a esquadra portuguesa foi escoltada por navios ingleses.

7.

Leia o texto: “Em 26 de novembro de 1807, no palácio de Nossa Senhora da Ajuda, foi dado um decreto, determinando que o príncipe regente “tendo resolvido, em benefício de meus vassalos, passar com a Rainha minha Senhora e Mãe e com toda a Real Família para os Estados da América e estabelecer-me na cidade do Rio de Janeiro até a Paz geral...”. Este decreto também nomeava uma Regência para governar Portugal enquanto D. João estivesse no Brasil, acompanhado de instruções sobre o juramento que deveriam prestar aqueles que foram nomeados para a regência. Com a chegada das tropas de Junot em Portugal, no dia 27 de novembro daquele ano, começou o embarque da Família Real, acompanhada por cerca de 15.000 pessoas, os arquivos do governo e a biblioteca Real, numa frota de 36 navios. No dia 29, a Corte zarpou do Tejo com direção ao Rio de Janeiro.” Sobre a chegada da corte portuguesa ao Brasil é correto afirmar:

a)

D. João e sua corte desembarcaram no Brasil em 1808, mas D. João fez uma escala em Salvador antes de se estabelecer no Rio de Janeiro.

b)

D. João VI e sua corte desembarcaram no Rio de Janeiro em 1808 e no porto mesmo assinou a abertura dos portos às nações amigas.

c)

D. Junot, príncipe regente de Portugal, chegou ao Brasil em 1808, após fugir do ataque as tropas inglesas.

d)

D. João e a família real desembarcaram em Salvador, em 1808, e decidiram estabelecer-se nessa cidade.

8.

Leia o texto: “Corretamente, vê-se a carta régia assinada pelo príncipe regente, futuro rei dom João VI, como o ato que encerra para sempre mais de três séculos de Colônia, ao provocar ‘a suspensão do estatuto colonial’, nas palavras de um dos seus protagonistas-chave, José da Silva Lisboa (futuro visconde de Cairu). Equivale à independência econômica e desencadeia o processo que conduziria à emancipação política, da qual é complemento inseparável.” A expressão “a suspensão do estatuto colonial” corresponde a qual medida adotada por D. João e qual a nação mais beneficiada com essa suspensão do estatuto colonial?

a)

fuga para o Brasil; França.

b)

golpe militar; Estados Unidos.

c)

abertura dos portos às nações amigas; Inglaterra.

d)

estabelecimento da liberdade religiosa; Espanha.

9.

O evento a que se refere a questão anterior significou o fim do:

a)

domínio inglês sobre a economia brasileira.

b)

monopólio dos portugueses sobre o comércio colonial.

c)

bloqueio continental imposto por Napoleão.

d)

império ultramarino português.

10.

Leia o texto: “A abertura dos portos portugueses para as ‘nações amigas’ decretada pelo príncipe regente D. João na Bahia, em 28/01/1808, e o Tratado de Comércio e Navegação de 1810 foram muito importantes para a economia britânica. A importância do mercado brasileiro para o comércio britânico estava ligada não apenas ao seu papel de demanda por produtos ingleses, como também de entreposto para o comércio com as colônias e ex-colônias espanholas na América.” Uma das determinações do Tratado de Comércio e Navegação, de 1810, foi o estabelecimento de um:

a)

meio de os produtos ingleses não chegassem ao Brasil, favorecendo a industrial local.

b)

acordo entre Portugal e França objetivando prejudicar a Inglaterra, antiga inimiga dos reis portugueses.

c)

tribunal especial para os portugueses em Londres, que protegia os lusitanos dos rigores das leis inglesas.

d)

tarifa alfandegária privilegiada para os produtos ingleses no Brasil.

11.

Leia: O '[...] Tratado de Comércio e Navegação, em seu artigo 12 prescrevia o seguinte: 'Sua Alteza Real o Príncipe Regente de Portugal declara e se obriga no seu próprio nome, e no de Seus Herdeiros e Sucessores, a que os Vassalos de Sua Majestade Britânica residentes nos Seus Territórios e Domínios não serão perturbados, inquietados, perseguidos ou molestados por causa de Sua Religião, mas antes terão perfeita liberdade de Consciência, e licença para assistirem e celebrarem o Serviço Divino em honra do Todo-Poderoso Deus, quer seja dentro de suas Casas Particulares, quer nas suas particulares Igrejas e Capelas, que Sua Alteza Real agora, e para sempre, graciosamente lhes concede a permissão de edificarem e manterem dentro dos Seus Domínios.' (Disponível em: .) Esse artigo do Tratado de Comércio e Navegação, de 1810, significava:

a)

permissão para os ingleses católicos residirem no Brasil.

b)

obrigação para os ingleses acreditarem em Deus para comercializar com o Brasil.

c)

capacidade de defender sua fé diante das dificuldades econômicas.

d)

liberdade de culto para beneficiar os ingleses protestantes que residiam no Brasil.

12.

Leia o texto: 'Com a abertura dos portos brasileiros às nações amigas, promulgada por D. João VI em Carta Régia de 28 de janeiro de 1808, vários foram os comerciantes ingleses que vieram se estabelecer no Brasil, seja como representantes de firmas, como foi o caso de John Luccock1, seja por conta própria, em busca de independência econômica. Não faltaram nem mesmo os aventureiros e especuladores, à procura de lucro fácil. Transferiam-se assim, da metrópole para a colônia portuguesa, os interesses comerciais britânicos que haviam determinado o monitoramento, por parte do governo da Grã-Bretanha, de toda a ação política da corte portuguesa, durante a crise deflagrada por Napoleão Bonaparte na Europa. A presença inglesa no Brasil do século XIX se pautou por muito mais do que a simples disponibilidade de mercadorias e produtos manufaturados, tais como louças e porcelanas, cristais e vidros, panelas, cutelaria, ferramentas e remédios, nas prateleiras das lojas e armazéns da cidade do Rio de Janeiro.' (Disponível em: .) O comércio inglês inundou o Brasil de toda sorte de produtos industrializados e manufaturados. Entre eles, os pianos. Possuir um piano em casa, no Brasil do século XIX:

a)

representava sinal de prestígio e educação.

b)

significava que você era um inglês.

c)

apontava para uma vida de privações.

d)

indicava sinal de desprezo pela música.

13.

Durante o Congresso de Viena, conferência entre embaixadores das grandes potências para redesenhar o mapa político europeu após a derrota de Napoleão, a arquiduquesa Leopoldina, aos 17 anos, só tinha uma preocupação: casar-se, e assim, não correr o risco de terminar seus dias na clausura de um convento. 'Papai há de encontrar um bom marido para mim quando o congresso terminar', escreveu, em 4 de dezembro de 1814, nas páginas do diário [...]. Pois foi durante o congresso que o futuro da arquiduquesa começou a ser desenhado. Cientes de que a união entre Áustria e Portugal seria vantajosa para ambos, representantes dos dois lados começaram a planejar o casamento de seus príncipes. Em meio às negociações, Leopoldina enfim conheceu o noivo por um retrato, que lhe foi entregue numa bandeja de prata. 'Pedro! Vou repetir este nome muitas vezes. Vou gritá-lo, cantá-lo, sussurrá-lo — Pedro!', escreveu no diário a ansiosa noiva, que parou até de comer doces (seu fraco). O contrato de casamento entre a filha de Francisco I e o filho de D. João VI foi assinado em 1816.

a)

os dois amavam-se.

b)

os casamentos na nobreza eram fatos políticos.

c)

ambos já se conheciam e ficaram satisfeitos com o casamento.

d)

as nações preocupavam-se com o amor.

14.

Segundo o texto, qual foi a importância da vinda da família real portuguesa para a formação do Brasil?

a)

Foi fundamental para a formação da nação brasileira.

b)

Permitiu a criação de um arcabouço para o futuro império luso-brasileiro.

c)

Imediatamente criou uma identidade nacional brasileira.

d)

Eliminou as diferenças entre portugueses e brasileiros.

15.

Entre as medidas tomadas por D. João no Brasil, podemos citar:

a)

Banco do Brasil; Jardim Botânico; Escola de Belas Artes; Biblioteca Real.

b)

Banco do Brasil; Estádio do Maracanã; Academia Militar; Jornal Nacional.

c)

Jardim Botânico; Aeroporto Santos Dumont; Porto de Tubarão.

d)

Caixa Econômica Federal; Praça das Bandeira; Palácio do Ipiranga.

16.

Leia o texto: “Quando a corte portuguesa se instala no Rio de Janeiro, em 1808, a expressão artística brasileira, essencialmente voltada para o domínio religioso, ainda vive sob o regime de associações de artesãos. Uma vez restaurada a estabilidade política na Europa, em 1815, o Conde da Barca, preocupado em atrair talentos estrangeiros para a antiga colônia então elevada à condição de reino ao mesmo nível de Portugal e dos Algarves, em nome do príncipe regente D. João VI (sic), recorre ao seu representante em Paris, o Marquês de Marialva. O sábio Alexander von Humboldt, à época coberto dos louros de sua expedição sul-americana, é consultado e sugere o nome de Joachim Lebreton, secretário perpétuo demitido havia pouco da Académie des Beaux-Arts de l’Institut de France por causa de um discurso bastante polêmico onde ele argumentava contra a restituição das obras “confiscadas” durante as campanhas napoleônicas.” (Disponível em: .). Artistas franceses concordam em vir para o Brasil, nessa época, pois:

a)

desejavam conhecer o Brasil, que fora aliado de Napoleão Bonaparte durante as guerras napoleônicas.

b)

foram encorajados por Napoleão, que via nessa viagem a oportunidade de conquistar o Brasil.

c)

estavam desgostosos com os rumos da arte na Europa, que tendia para o abstracionismo.

d)

haviam servido ao governo de Napoleão e haviam caído em desgraça após o fim do império napoleônico.

17.

Leia o texto: “As concepções sobre o modo de fazer ciência que privilegiam o trabalho de campo ou o de gabinete coexistiam no século XIX. Os naturalistas que vieram para o Brasil haviam feito a opção de ver com os próprios olhos. Nas grandes expedições científicas, os viajantes buscam dar conta das sensações e impressões experimentadas durante sua estada no Brasil não só utilizando o desenho e a pintura, mas também fazendo ricas descrições textuais. Para grande parte dos naturalistas do século XIX, a multiplicidade de sensações que envolvem o naturalista em sua viagem poderia e deveria ser descrita pela ciência.” (Disponível em: . ). Durante o século XIX, diversos estudiosos da natureza vieram para o Brasil. O objetivo desses naturalistas era:

a)

estudar as estratégias militares de D. João.

b)

conhecer as universidades brasileiras.

c)

pesquisar o petróleo nacional.

d)

estudar a flora e a fauna brasileiras.