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A Primeira República: o poder oligárquico e os movimentos socias

Total questions: 24

Worksheet time: 24mins

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1.

(Enem) Leia o excerto a seguir.

Sendo função social antes que direito, o voto era concedido àqueles a quem a sociedade julgava poder confiar sua preservação. No Império, como na República, foram excluídos os pobres (seja pela renda, seja pela exigência de alfabetização), os mendigos, as mulheres, os menores de idade, os praças de pré, os membros de ordens religiosas.

CARVALHO, José Murilo de. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.

A restrição à participação eleitoral mencionada no texto visava assegurar o poder político aos(às)...

a)

oligarquias regionais.

b)

empresários industriais.

c)

profissionais liberais.

d)

círculos militares.

2.

(Uema) A charge a seguir apresenta uma crítica às práticas do Brasil da década de 1920, especialmente no momento das eleições. Analise a charge para explicar uma das características da dinâmica política brasileira durante a República Velha, considerando o contexto histórico da época.

a)
A característica da política brasileira era a democracia direta, onde todos os cidadãos votavam em todas as decisões.
b)
Uma característica da dinâmica política brasileira durante a República Velha foi o coronelismo, que permitia a manipulação das eleições por líderes locais.
c)
O voto era universal e não havia restrições para a participação feminina nas eleições.
d)
As eleições eram transparentes e não havia influência de líderes locais nas votações.
3.

(Enem) Leia o excerto a seguir.

As secas e o apelo econômico da borracha – produto que no final do século XIX alcançava preços altos nos mercados internacionais – motivaram a movimentação de massas humanas oriundas do Nordeste do Brasil para o Acre. Entretanto, até o início do século XX, essa região pertencia à Bolívia, embora a maioria da sua população fosse brasileira e não obedecesse àautoridade boliviana. Para reagir à presença de brasileiros, o governo de La Paz negociou o arrendamento da região a uma entidade internacional, o Bolivian Syndicate, iniciando violentas disputas dos dois lados da fronteira. O conflito só terminou em 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis, pelo qual o Brasil comprou o território por 2 milhões de libras esterlinas.

Disponível em: www.mre.gov.br. Acesso em: 3 nov. 2008. Adaptado.

Compreendendo o contexto em que ocorreram os fatos apresentados, o Acre tornou-se parte do território nacional brasileiro...

a)

pela formalização do Tratado de Petrópolis, que indenizava o Brasil

pela sua anexação.

b)

por meio do auxílio do Bolivian Syndicate aos emigrantes brasileiros

na região.

c)

devido à crescente emigração de brasileiros que exploravam os

seringais.

d)

em função da presença de inúmeros imigrantes estrangeiros na

região.

e)

pela indenização que os emigrantes brasileiros pagaram à Bolívia.

4.

(Fuvest-SP) Leia o excerto a seguir.

À medida que a construção prosseguia, Rondon iniciava a segunda fase do seu projeto: a crucial exploração das terras da bacia amazônica onde hoje está situado o estado de Rondônia,pois a linha telegráfica atravessaria aquelas terras. Essa era a região que incendiava a imaginação de Rondon e seus oficiais, e a de muitos brasileiros das cidades costeiras. Era o Brasil desconhecido. [...] Na verdade, o projeto do telégrafo parecia dar muito mais satisfação a Rondon pela chance de explorar aquelas terras do que pela construção da linha telegráfica [...] Rondon planejou uma expedição em 1907 para descobrir a nascente do rio Juruena e fazer contato com os indígenas conhecidos como nambikwara.

DIACON, Todd A. Rondon: o marechal da floresta. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 32-33.

a) Indique qual a importância da expansão da linha telegráfica no Brasil dessa época.

a)
A linha telegráfica era usada apenas para fins militares.
b)
A construção da linha telegráfica não tinha relação com a exploração de novas terras.
c)
A linha telegráfica era importante para a comunicação, integração de regiões remotas e exploração de terras desconhecidas.
d)
A linha telegráfica foi construída apenas para conectar cidades costeiras.
5.

(Fuvest-SP) Leia o excerto a seguir.

À medida que a construção prosseguia, Rondon iniciava a segunda fase do seu projeto: a crucial exploração das terras da bacia amazônica onde hoje está situado o estado de Rondônia,pois a linha telegráfica atravessaria aquelas terras. Essa era a região que incendiava a imaginação de Rondon e seus oficiais, e a de muitos brasileiros das cidades costeiras. Era o Brasil desconhecido. [...] Na verdade, o projeto do telégrafo parecia dar muito mais satisfação a Rondon pela chance de explorar aquelas terras do que pela construção da linha telegráfica [...] Rondon planejou uma expedição em 1907 para descobrir a nascente do rio Juruena e fazer contato com os indígenas conhecidos como nambikwara.

DIACON, Todd A. Rondon: o marechal da floresta. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 32-33.

b) Explique o sentido da frase “Era o Brasil desconhecido”.

a)
Refere-se à parte do Brasil ainda não explorada, cheia de mistérios e potencial para descobertas.
b)
Sugere que o Brasil desconhecido é uma região urbana e desenvolvida.
c)
Indica que o Brasil é um lugar sem habitantes.
d)
Refere-se a uma parte do Brasil já bem conhecida e explorada.
6.

(Fuvest-SP) Leia o excerto a seguir.

À medida que a construção prosseguia, Rondon iniciava a segunda fase do seu projeto: a crucial exploração das terras da bacia amazônica onde hoje está situado o estado de Rondônia,pois a linha telegráfica atravessaria aquelas terras. Essa era a região que incendiava a imaginação de Rondon e seus oficiais, e a de muitos brasileiros das cidades costeiras. Era o Brasil desconhecido. [...] Na verdade, o projeto do telégrafo parecia dar muito mais satisfação a Rondon pela chance de explorar aquelas terras do que pela construção da linha telegráfica [...] Rondon planejou uma expedição em 1907 para descobrir a nascente do rio Juruena e fazer contato com os indígenas conhecidos como nambikwara.

DIACON, Todd A. Rondon: o marechal da floresta. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 32-33.

c) Caracterize a política indigenista desenvolvida por Cândido Rondon para “aquelas terras”.

a)
A política de Rondon promovia a exploração econômica das terras indígenas sem respeito por suas culturas.
b)
A política indigenista de Rondon era focada na assimilação forçada dos indígenas à cultura brasileira.
c)
Rondon ignorava completamente os direitos dos povos indígenas em suas expedições.
d)
A política indigenista de Cândido Rondon visava o respeito e a proteção dos povos indígenas, promovendo o contato pacífico e a preservação de suas culturas.
7.

Enem) Leia os excertos a seguir.

Texto I

Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até o esgotamento completo. Vencido palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.

CUNHA, Euclides da. Os sertões. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1987.

Texto II

Na trincheira, no centro do reduto, permaneciam quatro fanáticos sobreviventes do extermínio. Era um velho, coxo por ferimento e usando uniforme da Guarda Católica, um rapaz de 16 a 18 anos, um preto alto e magro, e um caboclo. Ao serem intimados para deporem as armas, investiram com enorme fúria. Assim estava terminada e de maneira tão trágica a sanguinosa guerra, que o banditismo e o fanatismo traziam acesa por longos meses, naquele recanto do território nacional.

SOARES, Henrique Duque-Estrada de Macedo. A Guerra de Canudos. Rio de Janeiro: Altina, 1902.

Os relatos do último ato da Guerra de Canudos fazem uso de representações que se perpetuariam na memória construída sobre o conflito.

Nesse sentido, cada autor caracterizou a atitude dos sertanejos, respectivamente, como fruto da...

a)
bravura e fanatismo
b)
sacrifício e covardia
c)
heroísmo e desespero
d)
cobardia e indiferença
8.

UFPR) Leia o excerto a seguir.

Diria o historiador cearense Gustavo Barroso sobre os cangaceiros: foram heróis e bandidos. Barroso prefere unir os dois adjetivos com a conjunção ‘e’ do que usar ‘ou’ para excluir uma das opções.

MILLAN, Polianna. Heróis ou bandidos?. Gazeta do Povo. 12 jul. 2008. www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=786236

Qual era a ideia defendida pelo historiador, explicando o contexto histórico da atuação dos bandos de cangaceiros do final do século XIX até 1940 e explorando as diferentes interpretações conferidas a esses personagens?

a)
Os cangaceiros foram heróis e bandidos, refletindo a complexidade de sua atuação em um contexto de desigualdade e opressão no Brasil.
b)
Os cangaceiros eram figuras históricas irrelevantes para o Brasil.
c)
Os cangaceiros foram heróis que lutaram contra a opressão sem cometer crimes.
d)
Os cangaceiros eram apenas bandidos sem qualquer justificativa social.
9.

(Enem) Leia o excerto a seguir.

Os seus líderes terminaram presos e assassinados. A “marujada” rebelde foi inteiramente expulsa da esquadra. Num sentido histórico, porém, eles foram vitoriosos. A “chibata” e outros castigos físicos infamantes nunca mais foram oficialmente utilizados; a partir de então, os marinheiros – agora respeitados – teriam suas condições de vida melhoradas significativamente. Sem dúvida fizeram avançar a História.

MAESTRI FILHO, Mário. 1910: A revolta dos marinheiros: uma saga negra. São Paulo: Global, 1982.

A eclosão desse conflito foi resultado da tensão acumulada na Marinhado Brasil pelo(a)

a)

engajamento de civis analfabetos após a emergência de guerras

externas.

b)

insatisfação de militares positivistas após a consolidação da política

dos governadores.

c)

rebaixamento de comandantes veteranos após a repressão a

insurreições milenaristas.

d)

sublevação das classes populares do campo após a instituição do

alistamento obrigatório.

e)

manutenção da mentalidade escravocrata da oficialidade após a

queda do regime imperial

10.

(Unicamp-SP) Leia o excerto a seguir.

Com 800 mil habitantes, o Rio de Janeiro era uma cidade perigosa. Espreitando a vida dos cariocas estavam diversos tipos de doenças, bem como autoridades capazes de promover sem qualquer cerimônia uma invasão de privacidade. A capital da jovem República era uma vergonha para a nação. As políticas de saneamento de Oswaldo Cruz mexeram com a vida de todo mundo. Sobretudo dos pobres. A lei que tornou obrigatória a va-

cinação foi aprovada pelo governo em 31 de outubro de 1904; sua regulamentação exigia comprovantes de vacinação para matrículas em escolas, empregos, viagens, hospedagens e casamentos. A reação popular, conhecida como Revolta da Vacina, se distinguiu pelo trágico desencontro de boas intenções: as de Oswaldo Cruz e as da população. Mas em nenhum momento podemos acusar o povo de falta de clareza sobre o que acontecia à sua volta. Ele tinha noção clara dos limites da ação do Estado.

Adaptado de José Murilo de Carvalho, Abaixo a vacina! Revista Nossa História, a. 2, n. 13, novembro de 2004. p. 74.

A partir da leitura do texto e de seus conhecimentos, responda às questões a seguir:

a) De que maneira as medidas sanitárias, no Rio de Janeiro do início do século XX, “mexeram com a vida de todo mundo, sobretudo dos pobres”?

a)
Oswaldo Cruz foi aclamado pela população por suas políticas de saúde.
b)
As medidas sanitárias, especialmente a vacinação obrigatória, impactaram negativamente a vida dos pobres, que enfrentaram restrições e invasões de privacidade, gerando a Revolta da Vacina.
c)
As medidas sanitárias melhoraram a qualidade de vida de todos, sem exceção.
d)
A vacinação obrigatória foi amplamente aceita e não gerou reações negativas.
11.

(Unicamp-SP) Leia o excerto a seguir.

Com 800 mil habitantes, o Rio de Janeiro era uma cidade perigosa. Espreitando a vida dos cariocas estavam diversos tipos de doenças, bem como autoridades capazes de promover sem qualquer cerimônia uma invasão de privacidade. A capital da jovem República era uma vergonha para a nação. As políticas de saneamento de Oswaldo Cruz mexeram com a vida de todo mundo. Sobretudo dos pobres. A lei que tornou obrigatória a vacinação foi aprovada pelo governo em 31 de outubro de 1904; sua regulamentação exigia comprovantes de vacinação para matrículas em escolas, empregos, viagens, hospedagens e casamentos. A reação popular, conhecida como Revolta da Vacina, se distinguiu pelo trágico desencontro de boas intenções: as de Oswaldo Cruz e as da população. Mas em nenhum momento podemos acusar o povo de falta de clareza sobre o que acontecia à sua volta. Ele tinha noção clara dos limites da ação do Estado.

Adaptado de José Murilo de Carvalho, Abaixo a vacina! Revista Nossa História, a. 2, n. 13, novembro de 2004. p. 74.

A partir da leitura do texto e de seus conhecimentos, responda às questões a seguir:

Indique dois fatores que restringiam a participação política dos trabalhadores da Primeira República

a)

A Obrigatoriedade militar, o serviço militar obrigatório implementado na Primeira República, ele era um fator direto de restrição da participação política e a falta de consciência cívica gerava aos trabalhadores a não participação política.

b)

A restrição do direito de voto aos homens alfabetizados, o que reduzia consideravelmente o número de eleitores, e o voto aberto, que assegurava aos coronéis o controle do eleitorado em seus domínios.

c)

A proibição de cultos religiosos não católicos, estabelecida pela constituição de 1891 oprimia parte da população quanto a participação política. Além disso grande parcela da população não tinha o poder aquisitivo necessessário para fazer parte da eleitorado

d)

A intensa industrialização que absorvia toda a mão de obra, a industrialização muitas vezes gerava condições de trabalho precárias que restringia a participação política e o por vezes estimulavam a organização e a luta por direitos e a a forte influência do movimento abolicionista que desviava o foco das pautas trabalhistas e políticas.

12.

(Enem) Leia o excerto a seguir.

Para os amigos pão, para os inimigos pau; aos amigos se faz justiça, aos inimigos aplica-se a lei.

LEAL, Victor Nunes. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Alfx’a Omega.

Esse discurso, típico do contexto histórico da República Velha e usado por chefes políticos, expressa uma realidade caracterizada

a)

pela força política dos burocratas do nascente Estado republicano, que utilizavam de suas prerrogativas para controlar e dominar o poder nos municípios.

b)

pelo controle político dos proprietários no interior do país, que buscavam, por meio dos seus currais eleitorais, enfraquecer a nascente burguesia brasileira.

c)

pelo mandonismo das oligarquias no interior do Brasil, que utilizavam diferentes mecanismos assistencialistas e de favorecimento para garantir o

controle dos votos.

d)

pelo domínio político de grupos ligados às velhas instituições monárquicas e que não encontraram espaço de ascensão política na nascente república.

e)

pela aliança firmada entre as oligarquias do Norte e Nordeste do Brasil, que garantiria uma alternância no poder federal de presidentes originários

dessas regiões.

13.

(UFPR) Por meio do mandonismo oligárquico local, que criava mecanismos como o voto de cabresto e a manipulação eleitoral, toda a estrutura política da época se estabelecia.

(Imagem em anexo:)

Os dados eleitorais presentes na tabela indicam uma pequena participação popular nas eleições presidenciais na Primeira República (1890-1930). Identifique duas restrições impostas pela Constituição de 1891 ao exercício do voto.

a)
Idade mínima de 18 anos para votar
b)
Exigência de alfabetização e limitação do direito de voto a homens maiores de 21 anos.
c)
Direito de voto estendido a mulheres
d)
Voto obrigatório para todos os cidadãos
14.

(Enem) Leia o excerto a seguir.

Com direitos civis, mas sem direitos políticos, além das mulheres, milhões de camponeses iletrados, em sua maioria não brancos, num contexto altamente racista e racializado, milhares de imigrantes estrangeiros recém-chegados e de ex-escravos recém-libertos não deixaram, apesar disso, de agir politicamente e de influir decisivamente no devir da república em formação.

MATTOS, Hebe. A vida política. In: SCHWARCZ, Lilia Moritz (Org.). A abertura para o mundo: 1889-1930. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012. 46

Um meio pelo qual esses grupos exerceram a cidadania, nas primeiras décadas do regime político mencionado, foi o(a)

a)

prática do sufrágio livre e universal.

b)

programa de democratização do ensino.

c)

aliança de oligarquias partidárias estaduais.

d)

irrupção de levantes populares espontâneos.

e)

discurso de inspiração social-darwinista e eugenista.

15.

(Fuvest-SP) Leia o excerto a seguir.

A República não foi uma transformação pacífica. Bem ao contrário. Para além da surpresa provocada pelo golpe de Estado de 15 de novembro, seguiu-se uma década de conflitos e violências de toda ordem, na qual se sucederam as dissensões militares, os conflitos intraoligárquicos, os motins populares, a guerra civil, o atentado político contra a vida de um presidente da República. No interior dessas lutas se forjou a

transformação do Estado Imperial em Estado Republicano, do Império Unitário em República Federativa, do parlamentarismo em presidencialismo, do bipartidarismo organizado nacionalmente em um sistema de partidos únicos estaduais. Forjou-se um novo pacto entre as elites e um novo papel para as forças armadas.

Wilma Peres Costa. A espada de Dâmocles. São Paulo: Hucitec, 1996. p. 16.

a) Identifique e caracterize um episódio conflituoso próprio dos primeiros anos da República no Brasil.

a)
A Revolta da Armada (1893-1894) foi um conflito entre a Marinha e o governo de Floriano Peixoto.
b)
A Guerra do Paraguai (1864-1870) foi um conflito entre Brasil e Paraguai.
c)
A Revolta dos Malês (1835) foi uma insurreição de escravizados em Salvador.
d)
A Revolução de 1930 foi um movimento que resultou na ascensão de Getúlio Vargas.
16.

(Fuvest-SP) Leia o excerto a seguir.

A República não foi uma transformação pacífica. Bem ao contrário. Para além da surpresa provocada pelo golpe de Estado de 15 de novembro, seguiu-se uma década de conflitos e violências de toda ordem, na qual se sucederam as dissensões militares, os conflitos intraoligárquicos, os motins populares, a guerra civil, o atentado político contra a vida de um presidente da República. No interior dessas lutas se forjou a transformação do Estado Imperial em Estado Republicano, do Império Unitário em República Federativa, do parlamentarismo em presidencialismo, do bipartidarismo organizado nacionalmente em um sistema de partidos únicos estaduais. Forjou-se um novo pacto entre as elites e um novo papel para as forças armadas.

Wilma Peres Costa. A espada de Dâmocles. São Paulo: Hucitec, 1996. p. 16.

b) (Fuvest-SP) Leia o excerto a seguir.

A República não foi uma transformação pacífica. Bem ao contrário. Para além da surpresa provocada pelo golpe de Estado de 15 de novembro, seguiu-se uma década de conflitos e violências de toda ordem, na qual se sucederam as dissensões militares, os conflitos intraoligárquicos, os motins populares, a guerra civil, o atentado político contra a vida de um presidente da República. No interior dessas lutas se forjou a

transformação do Estado Imperial em Estado Republicano, do Império Unitário em República Federativa, do parlamentarismo em presidencialismo, do bipartidarismo organizado nacionalmente em um sistema de partidos únicos estaduais. Forjou-se um novo pacto entre as elites e um novo papel para as forças armadas.

Wilma Peres Costa. A espada de Dâmocles. São Paulo: Hucitec, 1996. p. 16.

a) Identifique e caracterize um episódio conflituoso próprio dos primeiros anos da República no Brasil.

a)
A Revolta dos Malês (1835) foi um levante de escravizados em Salvador.
b)
A Revolta da Armada (1893-1894) foi um conflito armado entre a Marinha e o governo de Floriano Peixoto.
c)
A Revolução de 1930 foi um movimento pacífico que instaurou a República.
d)
A Guerra do Paraguai (1864-1870) foi um conflito entre Brasil e Paraguai.
17.

(Enem) Leia o excerto a seguir.

O período entre o final do século XIX e o início do século XX foi de intenso fluxo migratório em todo o mundo; no entanto, muitos países passaram a restringir a entrada de imigrantes japoneses, justificando que estes concorriam com a mão de obra local e prejudicariam o mercado de trabalho. Na verdade, havia um grande preconceito racial contra os orientais nessa época. Na imprensa, nos meios políticos e nos locais onde se debatia a opinião pública, houve um intenso debate acerca da imigração oriental. Influenciados pela campanha antinipônica e pelas ideias racistas que circulavam no mundo, muitos cafeicultores, políticos e intelectuais brasileiros enxergavam os orientais como “racialmente inferiores” e preferiam trazer trabalhadores brancos e europeus, a fim de “branquear” a população mestiça brasileira. Esse retrospecto contraria o mito do Brasil republicano como um “paraíso inter-racial”.

Biblioteca Virtual do Governo do Estado de São Paulo: www.bv.sp.gov.br.Adaptado.

Entre os principais líderes brasileiros, a introdução do imigrante japonês estava longe de ser uma unanimidade. Segundo o texto, essa controvérsia tem origem na(no)

a)

intenso fluxo migratório de europeus para a América do Norte.

b)

ausência de motivos que justificassem a restrição à

imigração japonesa.

c)

medo de que a miscigenação com os japoneses comprometesse o

mercado de trabalho brasileiro.

d)

preconceito racial contra os orientais e na preferência

por imigrantes brancos e europeus, que possibilitariam o

branqueamento da população mestiça.

e)

ideia de que o Brasil, por ser um país republicano, valorizava a

miscigenação entre mestiços e japoneses.

18.

(Fuvest-SP) Leia o excerto a seguir.

A destruição de Canudos se deveu menos ao antirrepublicanismo do Conselheiro do que a fatores como a atuação da Igreja contra o catolicismo pouco ortodoxo dos beatos e as pressões dos proprietários de terras contra Canudos, cuja expansão trazia escassez de mão de obra e rompia o equilíbriopolítico da região.

Roberto Ventura, Euclides da Cunha. Esboço biográfico. Adaptado.

a) Identifique e explique os fatores que, segundo o texto, motivaram acampanha de Canudos, entre 1896 e 1897.

a)
Conflitos entre diferentes grupos religiosos na região
b)
As pressões dos proprietários de terras e a atuação da Igreja contra o catolicismo dos beatos.
c)
Intervenção do governo federal em Canudos
d)
Apoio da população local ao Conselheiro
19.

Fuvest-SP) Leia o excerto a seguir.

A destruição de Canudos se deveu menos ao antirrepublicanismo do Conselheiro do que a fatores como a atuação da Igreja contra o catolicismo pouco ortodoxo dos beatos e as pressões dos proprietários de terras contra Canudos, cuja expansão trazia escassez de mão de obra e rompia o equilíbriopolítico da região.

Roberto Ventura, Euclides da Cunha. Esboço biográfico. Adaptado

) Relacione o episódio de Canudos ao panorama político e social da Primeira República.

a)
A destruição de Canudos foi causada apenas pelo antirrepublicanismo do Conselheiro.
b)
A destruição de Canudos foi resultado de conflitos sociais e políticos, envolvendo a Igreja e proprietários de terras, mais do que o antirrepublicanismo do Conselheiro.
c)
A Igreja apoiou a expansão de Canudos e não teve papel na sua destruição.
d)
Os proprietários de terras eram favoráveis à presença de Canudos na região.
20.

(Enem) Leia o excerto a seguir.

Chamando o repórter de “cidadão”, em 1904, o preto acapoeirado justificava a revolta: era para “não andarem dizendo que o povo é carneiro. De vez em quando é bom a negrada mostrar que sabe morrer como homem!”. Para ele, a vacinação em si não era importante – embora não admitisse de modo algum deixar os homens da higiene meter o tal ferro em suas virilhas. O mais importante era “mostrar ao governo que ele

não põe o pé no pescoço do povo”.

CARVALHO, José Murilo de. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

Adaptado.

A referida Revolta, ocorrida na cidade do Rio de Janeiro no início da República, caracterizou-se por ser uma

a)

agitação incentivada pelos médicos.

b)

atitude de resistência dos populares.

c)

estratégia elaborada pelos operários

d)

tática de sobrevivência dos imigrantes.

e)

ação de insurgência dos comerciantes.

21.

(UFC-CE) Leia, com atenção, os versos da composição “O Mestre-sala dos mares”, de Aldir Blanc e João Bosco e depois responda ao que

se pede.

Há muito tempo,

nas águas da Guanabara,

o dragão do mar reapareceu,

na figura de um bravo marinheiro

a quem a história não esqueceu.

Conhecido como Almirante Negro,

A Tinha a dignidade de um mestre-sala. [...]

Rubras cascatas

Jorravam das costas dos negros

Entre cantos e chibatas,

Inundando o coração

do pessoal do porão

que, a exemplo do marinheiro,

gritava: não!

a) Identifique o movimento ao qual a composição acima se refere.

a)

Revolta da vacina

b)

Revolta da Chibata

c)

Revolta dos Confederados

d)
Movimento republicano
22.

Explique as motivações que desencadearam a Revolta da Chibata

a)
A revolta foi motivada pela busca de melhores armamentos e tecnologia naval.
b)
Os marinheiros queriam mais tempo de lazer e férias prolongadas.
c)
A Revolta da Chibata foi causada pela insatisfação com a alimentação a bordo.
d)
As motivações que desencadearam a Revolta da Chibata incluem as péssimas condições de vida dos marinheiros, a brutalidade das punições e a busca por direitos e reconhecimento.
23.

(Enem) Leia o excerto a seguir.

No aluir das paredes, no ruir das pedras, no esfacelardo barro, havia um longo gemido. Era o gemido soturno elamentoso do Passado, do Atraso, do Opróbrio. A cidade colonial, imunda, retrógrada, emperrada nas velhas tradições, estava soluçando no soluçar daqueles apodrecidos materiais que desabavam. Mas o hino claro das picaretas abafava esse projeto impotente. Com que alegria cantavam elas – as picaretas regeneradoras! E como as almas dos que ali estavam compreendiam o que elas diziam, no clamor incessante e rítmico, celebrando a vitória da higiene, do bom gosto e da arte.

BILAC, Olavo. Crônica (1904). Apud SEVCENKO, Nicolau. Literatura como missão: tensões sociais e criação cultural na Primeira República. São Paulo: Brasiliense, 1995.

De acordo com o texto, a “picareta regeneradora” do alvorecer do séculoXX significava a

a)

erradicação dos símbolos monárquicos.

b)

restauração das edificações seculares.

c)

interrupção da especulação imobiliária.

d)

reconstrução das moradias populares.

e)

reestruturação do espaço urbano.

24.

. (Ufes) Leia o excerto a seguir.

O movimento operário no Brasil iniciou-se em fins do século XIX e tinha como principal objetivo colocar um fim à exploração capitalista e construir uma nova sociedade. Na década de 10 do século seguinte, viveu anos de fortalecimento, quando as principais cidades brasileiras foram sacudidas por greves, sendo uma das mais importantes a de 1917, em São Paulo, em que 70 mil trabalhadores cruzaram os braços, exigindo melhores condições de trabalho e aumentos salariais. Os anos 20, apesar de alguns avanços em termos de legislação social, foram difíceis para o movimento operário, que foi obrigado a enfrentar grandes desafios, entre os quais o recrudescimento da repressão por parte do governo. Apesar disso, não se pode deixar de reconhecer que foi nessa década que o movimento operário brasileiro ganhou maior legitimidade entre os próprios trabalhadores e a sociedade mais ampla, transformando-se em um ator político que iria atuar com maior desenvoltura nas décadas seguintes.

Tendo como referência o excerto, é correto afirmar que:

a)

a classe operária assumiu a liderança de articulação sindical nacional, e sua principal conquista obtida pela greve de 1917 foi a criação do Ministério do Trabalho, cujo objetivo era enfrentar a questão social dos baixos

b)

salários.

os operários imigrantes tiveram participação expressiva na organização política do país e na criação de jornais, defendendo princípios oligárquicos e ifundindo ideais vinculados ao totalitarismo, sobretudo o nazismo e o comunismo.

c)

o movimento operário no Brasil, nas primeiras décadas do século XX, recebeu forte influência do anarquismo e doanarcossindicalismo, que fomentaram a criação, em 1932, do Partido Comunista Brasileiro, ligado à III Internacional

d)

a proibição do trabalho infantil até os 12 anos e a fixação de jornada de trabalho diária de oito horas agitavam as principais bandeiras da

classe operária, no início da organização sindical no Brasil

e)

o sindicalismo brasileiro surgiu no ABC paulista, por meio da

organização de greves nas grandes ontadoras de automóveis e da superação das diretorias sindicais pelegas, apesar da grande resistência imposta pelos governos da Primeira República.