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WorksheetsRevisão - Autos de Farsas de Gil Vicente
Total questions: 22
Worksheet time: 23mins
O marido ideal para Inês deve
ter educação e finura, saber tanger viola, ainda que seja pobre.
possuir as qualidades de um homem da corte e ser rico.
possuir bens e ser um bom cavaleiro.
ser pobre, mas honrado.
O homem que a jovem pretende e aceita para marido
é galego, chama-se Brás da Mata e foi-lhe apresentado por duas amigas.
foi-lhe apresentado por dois judeus casamenteiros e chama-se Brás da Mata.
foi encontrado pelos judeus casamenteiros e é o escudeiro Brás da Mata.
é o fidalgo e músico de nome Brás da Mata.
Gil Vicente aproveitou a situação de prestígio que alcançara na corte para:
viajar numa nau para a Índia.
colocar os seus filhos em posições de poder.
ganhar dinheiro.
criticar os vícios da nobreza e da corte.
A sátira vicentina apresenta aspetos medievais, nomeadamente no que refere:
à forma e a certos temas (religiosidade, por exemplo).
à inovação.
ao público-alvo a que se dirigia.
nenhuma das anteriores.
Além de personagens individuais, Gil Vicente também ridicularizava:
defeitos humanos generalizados.
a si próprio.
os deputados da Assembleia da República.
as qualidades humanas.
Por que rejeita Inês o 1.º candidato apresentado por Lianor Vaz?
Apesar de rico, Pero Marques é um camponês simplório e desajeitado.
Pero Marques não está verdadeiramente apaixonado por Inês.
Pero Marques é um homem refinado, porém de más condições financeiras.
Segundo Inês Pereira, qual é o homem ideal?
Discreto, bem falante, que saiba cantar e tocar viola.
Nobre, rico e bem parecido.
Modesto, trabalhador e de boas intenções.
A peça teatral O velho da horta é considerada :
um auto
uma farsa
uma comédia
Em O velho da horta, a ação se inicia quando:
a Moça vai à horta do Velho buscar hortaliças, e este se apaixona perdidamente por ela
O Velho vai à casa da moça vender suas hortaliças, e este se apaixona perdidamente por ela
Quando o velho vê a moça passar próxima a sua horta do Velho e este se apaixonada perdidamente pela moça
Em O velho da horta, uma alcoviteira promete ao Velho a posse da jovem amada e, com isso, vai extorquindo todo seu dinheiro.Qual é o nome da alcoviteira?
Senhora Gil
Preta Gil
Branca Gil
Em O velho da horta, o que acontece com o velho no final da história?
Vive feliz ao lado da menina, após abandonar a antiga esposa e as quatro filhas
e reduzido à pobreza, pois gastara tudo o que tinha em um abela festa de casamento com a menina , deixando ao desamparo suas quatro filhas.
é reduzido à pobreza, pois gastara tudo o que tinha, deixando ao desamparo suas quatro filhas, reconhece o seu engano e se arrepende.
Em O velho da horta, o acontece com a alcoviteira quando o velho descobre-se sendo enganado por ela?
é açoitada
é presa
é escomungada pelo sacerdote da igreja local.
QUAL DIFERENÇA ENTRE AUTOS E FARSAS?
AUTOS- envolvem religiosidade e FARSAS- crítica social e satíricas
AUTOS : faz crítica social e FARSAS peças que envolvem a religiosidade.
AUTOS: temas de guerra e FARSAS : peças que envolvem crítica social.
AUTOS: envolvem temas nobreza e FARSAS: envolvem a religiosidade.
TEXTO
Vai-se Pero Marques e diz Inês Pereira:
INÊS PEREIRA
Pessoa conheço eu
que levara outro caminho...
Casai lá com um vilãozinho
mais covarde que um judeu!
Se fora outro homem agora
e me topara a tal hora,
estando assi às escuras,
falara-me mil doçuras,
ainda que mais não fora...
Vem a Mãe e diz:
MÃE
Pero Marques foi-se já?
INÊS PEREIRA
Para que ele aqui?
MÃE
Não te agrada ele a ti?
INÊS PEREIRA
Vá-se muitieramá!1
Que sempre disse e direi:
Mãe, eu me não casarei
Senão com homem discreto,2
E assi vo-lo prometo;
ou antes o leixarei.
Que seja homem malfeito,
feio, pobre, sem feição;
como tiver discrição
não lhe quero mais proveito.
E saiba tanger viola,
E como eu pão e cebola,
Sequer uma cantiguinha!
Discreto feito em farinha,
Porque isto me degola.3
MÃE
Sempre tu hás-de bailar,
e sempre ele há-de tanger?
Se não tiveres que comer,
O tanger te há-de fartar?
INÊS PEREIRA
“Cada louco com sua teima.”
Com uma borda de boleima4
e uma vez de água fria,
não quero mais cada dia.
MÃE
Como às vezes isso queima!
E que é desses escudeiros?
INÊS PEREIRA
Eu falei ontem ali
que passaram por aqui
os judeus casamenteiros,
e hão de vir logo aqui.
1 - Mandar alguém para o inferno.
2 - Pessoa com aparência educada.
3 - Aquilo que apraz, satisfaz.
4 - Fatia de pão.
VICENTE, GIL. Farsa de Inês Pereira. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2006.p.68-70.
Em relação ao fragmento de cena transcrito e à obra como um todo em que o diálogo está inserido, é correto afirmar:
I. Na primeira fala de Inês fica evidente a sua fragilidade de caráter e seu comportamento inadequado em relação aos padrões vigentes da época, configurando-se a base do gênero “farsa”.
II. O diálogo apresentado entre mãe e filha tem como tema o casamento de Inês e sua exigência na escolha do noivo, o qual deverá possuir um caráter inquestionável.
III. Inês revela-se indignada com a falta de discrição de Pero Marques, preferindo a fidalguia de Brás da Mata, com quem se casa e vivem felizes por um longo período até sua morte.
IV. A obra vicentina tem duplo propósito: divertir o povo com um enredo cheio de situações hilariantes, ao tempo que revela as mazelas de uma sociedade contaminada pela proveniente ascensão da burguesia, em virtude das expansões marítimas e o comércio com o Oriente.
V. Dentre as características marcantes da obra de Gil Vicente, destaca-se a sua capacidade de apresentar as personagens por meio da linguagem delas e pela representação das suas atividades profissionais, eximindo, assim, quando possível, dá-lhes nomes.
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
I e III.
II e IV.
II e V.
I, IV e V.
Leia com atenção a seguinte fala do personagem central de O Velho da Horta, de Gil Vicente. Ele se dirige à Branca Gil.
“O caso é: Sobre meus dias,
em tempo contra razão,
veio amor sobre tenção,
e fez de mim outro Mancias*
tão penado
que de muito namorado
creio que me culpareis
porque tomei tal cuidado;
e do velho destampado
zombareis.”
*trovador ibérico extremamente apaixonado
Pelo que se depreende da leitura, o receio do velho, relativamente à opinião de Branca Gil sobre si próprio, demonstra que tanto na Idade Média, como hoje, não é comum se aceitar em nossa cultura:
o namoro entre pessoas de idades muito diferentes.
a prática do adultério.
o relacionamento entre judeus e não judeus.
o empréstimo de dinheiro a juros.
a paixão descontrolada.
“... Ama:
Mas agora como estais?
Foi-se à Índia meu marido
e depois homem nascido
não veio onde vós cuidais;
e por via de Constança,
que se não fosse a lembrança...
Sobre o excerto acima, que deve ser entendido com o conjunto do Auto da Índia, verifique as assertivas e marque a alternativa correta:
I – Trata-se, prioritariamente, de uma exaltação da elite portuguesa, a partir do reconhecimento da descoberta do caminho marítimo para as Índias por Vasco da Gama, herói-síntese da peça teatral;
II – Revela uma opinião destoante à voz dominante lusitana, pois nela Gil Vicente critica, dentre outras, as conseqüências trágicas da empresa das navegações;
III – Valores como o da fidelidade são discutidos a partir do comportamento de certas personagens da peça que são avessos a ele.
IV – Apesar de toda a discussão ética que proporciona, o texto, tal qual uma peça judicial, julga e absolve a ama no auto moral em que se transforma o texto de Gil Vicente.
I e IV;
II e IV.
II e III.
I e III.
Farsa de Inês Pereira, escrita por Gil Vicente.
Andar! Pero Marques seja!
Quero tomar por esposo
quem se tenha por ditoso
de cada vez que me veja.
Meu desejo eu retempero:
asno que me leve quero,
não cavalo valentão:
antes lebre que leão,
antes lavrador que Nero.
Sobre a Farsa de Inês Pereira, é correto afirmar que é um texto de natureza
satírica, pertencente ao Humanismo português, em que se ridiculariza a ascensão social de Inês Pereira por meio de um casamento de conveniências.
didático-moralizante, do Barroco português, no qual as contradições humanas entre a vida terrena e a espiritual são apresentadas a partir dos casamentos
complicados de Inês Pereira.
religiosa, pertencente ao Renascimento português, no qual se delineia o papel moralizante, com vistas à transformação do homem, a partir das situações embaraçosas vividas por Inês Pereira.
cômica, pertencente ao Humanismo português, no qual Gil Vicente, de forma sutil e irônica, critica a sociedade mercantil emergente, que prioriza os valores essencialmente materialistas.
O fragmento de texto, abaixo transcrito, foi retirado da farsa do Velho da Horta, de Gil Vicente. Leia-o com atenção.
Entra a MOÇA na horta e diz o VELHO: Senhora, benza-vos Deus,
MOÇA: Deus vos mantenha, senhor. [...]
VELHO: Que buscais vós cá, donzela, senhora, meu coração?
MOÇA: Vinha ao vosso hortelão, por cheiros para a panela.
VELHO: E a isso vinde vós, meu paraíso. Minha senhora, e não a aí?
MOÇA: Vistes vós! Segundo isso, nenhum velho não tem siso natural.
VELHO: Ó meus olhinhos garridos, mina rosa, meu arminho!
MOÇA: Onde é vosso ratinho? Não tem os cheiros colhidos?
VELHO: Tão depressa vinde vós, minha condensa, meu amor, meu coração!
MOÇA: Jesus! Jesus! Que coisa é essa? E que prática tão avessa da razão!
VELHO: Falai, falai doutra maneira! Mandai-me dar a hortaliça. Grão fogo de amor me atiça, ó minha alma verdadeira!
MOÇA: E essa tosse? Amores de sobreposse serão os da vossa idade; o tempo vos tirou a posse.
VELHO: Mas amo que se moço fosse com a metade. [..]
MOÇA: Que prazer! Quem vos isso ouvir dizer cuidará que estais vivo, ou que estai para viver!
VELHO: Vivo não no quero ser, mas cativo! [...]
MOÇA Que galante! Que rosa! Que diamante! Que preciosa perla fina!
VELHO: Oh fortuna triunfante! Quem meteu um velho amante com menina! [...]
MOÇA: Ora, dá-lhe lá favores! Velhice, como te enganas!
VELHO: Essas palavras ufanas acendem mais os amores.
MOÇA: Bom homem, estais às escuras! Não vos vedes como estais?
VELHO: Vós me cegais com tristuras, mas vejo as desaventuras que me dais.
MOÇA: Não vedes que sois já morto e andais contra a natura? [...]
VICENTE, Gil. O Velho da Horta. 16.ed. São Paulo : Brasiliense, 1985.
Levando-se em conta que o tema central da farsa de Gil Vicente é o amor de um Velho por uma Moça, é verdadeiro afirmar o seguinte:
No diálogo com a Moça, o Velho mostra-se tímido e embaraçado.
As palavras do Velho apaixonado não atraem a Moça, que se revela realista e ajuizada.
Ao ouvir as propostas desrespeitosas do Velho, a Moça, ofendida, ameaça ir chamar seu noivo.
A Moça deixa-se seduzir, aceita os galanteios do Velho e esquece que tinha vindo ali apenas para comprar hortaliças.
Leia o discurso abaixo, proferido pela Alcoviteira, uma das personagens da peça O Velho da Horta.
Mas ante senhor agora
na velhice anda o amor
o de idade d’amador
de ventura se enamora.
E na corte
nenhum mancebo de sorte
nam ama como soía
tudo vai em zombaria
nunca morrem desta morte
nenhum dia.
Gil Vicente – O Velho da Horta p. 159
Vocabulário
amador: que tem amor a alguma pessoa; amante.
mancebo: aquele que está na juventude; moço.
soía: costumava.
Esse discurso tem por objetivo
elevar os sentimentos do Velho, declarando ser ele a ocupar o lugar de verdadeiro amador, como nenhum outro jovem poderia ser.
ludibriar o Velho, fazendo-o acreditar na autenticidade e na legitimidade dos sentimentos dele por Mocinha.
enganar o Velho por meio de feitiçaria, daí a referência à morte, vocábulo este próprio da semântica pagã.
sinalizar a desgraça à qual o Velho será levado quando da entrega de toda sua fortuna a Branca Gil.
Leia o trecho a seguir, retirado de Auto da Índia de Gil Vicente, e responda à questão.
Trecho:
"O Marido regressa revoltado com tudo o que viu e experienciou durante a viagem marítima em que participou. Conta as guerras em que se envolveu e os perigos por que passou."
Questão:
Com base no trecho de Auto da Índia, é correto afirmar que:
Gil Vicente exalta as viagens marítimas, retratando-as como uma grande aventura que traz recompensas e glórias para os marinheiros.
O autor critica os riscos e os sacrifícios das viagens de descobrimento, destacando a falta de recompensas significativas para aqueles que se sacrificam.
O "Marido" na peça é retratado como alguém que se arrepende de participar das viagens de descobrimento, mas que ainda assim vê valor nas conquistas militares e econômicas.
Gil Vicente sugere que as viagens marítimas trouxeram prosperidade para todos, mostrando os marinheiros como os verdadeiros heróis da nação.
Leia o trecho abaixo, retirado de Auto da Alma de Gil Vicente, e responda à questão.
Santo Agostinho - "Vós, senhora convidada,
nesta ceia soberana,
celestial, haveis mister
ser apartada e transportada
de toda a cousa mundana,
terreal. Cerrai os olhos corporais,
deitai ferros aos danados apetitos,
caminheiros infernais;
pois buscais os caminhos bem guiados
dos contritos."
Questão:
Com base no contexto de Auto da Alma, é correto afirmar que:
A peça representa a jornada da alma como uma busca pela redenção, onde ela deve se afastar dos prazeres mundanos para alcançar a salvação espiritual.
Gil Vicente exalta a vida terrena e critica a religiosidade, sugerindo que os prazeres materiais são mais importantes que a espiritualidade.
A obra questiona a moral cristã, sugerindo que a alma deve buscar o prazer e o conforto das coisas terrenas, em detrimento das virtudes espirituais.
A figura de Santo Agostinho na peça representa a oposição entre o bem e o mal, com ênfase na vida material e na busca pela riqueza terrena.
Leia o trecho abaixo, retirado de Auto da Alma de Gil Vicente, e responda à questão.
Trecho:
"Alma — Oh! como me vejo caída em pecado,
vítima de meus próprios desejos!
Eis que vejo o mal que fiz, em meus enganos
mas, ó Senhor, tem de mim piedade!"
Com base no trecho de Auto da Alma, é correto afirmar que:
A Alma reconhece sua pureza e inocência, mas se vê pressionada a aceitar a culpa de um pecado que não cometeu.
A Alma se arrepende de suas ações, mostrando-se consciente de seus erros e buscando o perdão de Deus.
O trecho reflete a indiferença da Alma diante de seus pecados, que não sente necessidade de redenção ou arrependimento.
A Alma, ao contrário do que sugere o trecho, assume a culpa por algo que não entende, rejeitando a necessidade de perdão divino.
