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Texto Dissertativo-Argumentativo

Total questions: 20

Worksheet time: 10mins

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1.

PELO FIM DAS GAMBIARRAS

    Fazer gambiarras já virou até meme nas redes sociais. Um fiozinho puxado aqui, uma extensãozinha ali, uma emenda meio ao Deus dará e pronto! Alguém metido a MacGyver consegue criar um ar-condicionado improvisado usando um ventilador e uma caixa cheia de gelo. Esse tipo de aparato é um prato cheio para os usuários da web, que costumam decretar: “agora o brasileiro vai ser estudado pela Nasa!”.

    Mas, na prática, a melhor coisa a fazer é rir dessas invencionices e no mesmo instante esquecer que elas existem. Porque são justamente esses improvisos feitos dentro de casa que podem comprometer parte ou até a totalidade do sistema elétrico e hidráulico da residência. Em outras palavras, uma gambiarra feita para economizar alguns trocados pode se transformar num prejuízo de milhares de reais.

    O pior é que algumas delas são praticadas com muito mais frequência do que se imagina. Ou vai dizer que você não tem nenhuma tomada em casa com um ou mais ‘T’s conectados? Quem faz isso costuma desconhecer o risco de sobrecarga que a união de equipamentos num mesmo terminal elétrico pode provocar.

    Outro hábito bastante comum é o de deixar fios e extensões simplesmente soltos, formando aqueles emaranhados geralmente atrás do móvel da TV e do computador. Um pequeno desgaste em um dos cabos, em contato com outro, pode ser suficiente para queimar os equipamentos ou até mesmo provocar um incêndio.

    Atire a primeira pedra quem também nunca usou um aparelho com o fio esticado, quase no limite do necessário. Os aventureiros que se arriscam a fazer isso provavelmente não sabem que o mau contato pode “fritar” a ponta da tomada, levando, assim, igualmente a um risco de incêndio. Como se pode ver, as gambiarras estão presentes em quase todas as casas. E é aí que mora o maior problema.

    Todas essas situações mostram o quanto nos expomos diariamente a situações perigosas, dentro das nossas próprias casas. São medidas que podem colocar em risco não apenas nossos bens, mas, principalmente, a estrutura do imóvel e nossas próprias vidas. 

    O mais adequado é fugir sempre dos improvisos e recorrer a soluções seguras, que obedeçam às normas de segurança. Além disso, é essencial dispor de um projeto bem elaborado para a rede elétrica, que leve em conta as características do imóvel e a sua funcionalidade. Quem pode oferecer isso é um engenheiro especializado, que considera diversos fatores para tornar os pontos bem distribuídos, sem afetar outros sistemas que também passam por trás da parede. Essas escolhas interferem diretamente na qualidade da residência, assegurando também mais segurança aos moradores.

    Precisamos também desmitificar a ideia de que gambiarra é algo genuíno do brasileiro, e que o tal jeitinho, se é que existe, não funciona na construção civil. Quanto maior o nível de exigência da obra, que deve ser de excelência, menor será o risco de problemas no futuro. E isso, definitivamente, não tem preço.

Publicado em 18/01/2023 às 06:00.
João Borges – Engenheiro eletricista, gestor de projetos e sócio da Projelet
Fonte: https://www.hojeemdia.com.br/
Acesso por Tudo Sala de Aula em 08/03/2023

 

1. O autor do texto “Pelo fim das gambiarras” é João Borges, um engenheiro eletricista. Ele também já foi repórter e comentarista de economia da Globo News. Observando essas características do autor, é possível concluir

a)

a) que sua formação em engenharia elétrica não possibilita autoridade no assunto, já que qualquer pessoa poderia escrever esse texto.

b)

b) que a sua formação permite oferecer autoridade no assunto, com isso, seus eleitores ficam menos resistentes para ler seu artigo.

c)

c) que a credibilidade das informações é garantida apenas pelo site Hoje em Dia, assim, o autor do texto fica livre de possíveis críticas.

d)

d) que um bom texto não depende da autoridade do autor sobre o assunto, já que os leitores não observam isso, e sim, se o texto está coerente.

2.

2. Para defender seu ponto de vista, o autor usou o argumento que uma gambiarra feita para economizar alguns trocados pode se transformar num prejuízo de milhares de reais. Nesse caso, para construir essa argumentação, o autor empregou um argumento
            

a)

a) histórico.

b)

  b) de causa

c)

c) de autoridade.    

d)

d) de exemplificação.      

3.

3. Assinale o trecho abaixo onde a palavra grifada indica circunstância temporal.

a)

a) “O mais adequado é fugir sempre dos improvisos…”

b)

b) “… mostram o quanto nos expomos diariamente…”

c)

c) “…ou até mesmo provocar um incêndio.”

d)

d) “… pode ser suficiente para queimar os equipamentos…”

4.

4. Em “que costumam decretar:” os dois pontos servem para indicar
                 

a)

a) uma expressão polêmica.     

b)

b) uma opinião do autor.

c)

  c) um acontecimento verídico.

d)

d) um discurso direto.

5.

5. Assinale a alternativa onde mostra um trecho com emprego da linguagem informal.

a)

a) “… mesmo instante esquecer que elas existem.”

b)

b) “E é aí que mora o maior problema.”  

c)

   c) “… estão presentes em quase todas as casas.”

d)

   d) “E isso, definitivamente, não tem preço.”

6.

6. No trecho: “… é algo genuíno do brasileiro…”, a palavra grifada poderia ser substituída, sem prejuízo no significado da frase, por

a)

a) simples.

b)

b) ingênuo.

c)

c) próprio.  

d)

d) exato.

7.

7. Indique a alternativa onde a palavra do parêntese está corretamente indicando o sentido da expressão grifada.

a)

a) “… parte ou até a totalidade…” (Alternância)     

b)

b) “… que também passam…” (Lugar)      

c)

  c) “… fatores para tornar os pontos…” (Causa)

d)

   d) “Mas, na prática, a melhor coisa…) (Adição)

8.

8. Sobre o texto dissertativo, é correto afirmar que:

a)

a) Trata-se de um tipo de texto que descreve com palavras o que se viu e se observou. Tipo textual desprovido de ação, em que o ser, o objeto ou o ambiente são mais importantes. Valorização do substantivo e do adjetivo, que ocupam lugar de destaque na frase.

b)

b) Tem como principal objetivo contar uma história, seja ela real ou fictícia e até mesmo mesclando dados reais e imaginários. Apresenta uma evolução de acontecimentos, ainda que sem linearidade ou relação com o tempo real.

c)

c) Tipo de texto que indica para o leitor os procedimentos a serem realizados. Nesse tipo de texto, as frases, geralmente, estão no modo imperativo.

d)

d) Tipo de redação escrita em prosa sobre determinado tema, sobre o qual deverão ser apresentados argumentos, provas e exemplos a fim de que se chegue a uma conclusão para os fatos abordados.

9.

9. São características da dissertação:

 

a)

a) Os eventos são organizados cronologicamente, com uma estrutura que privilegia os verbos no pretérito perfeito e predicados de ação relativos a eventos que se referem à primeira ou à terceira pessoa. Presença de enunciados que sugerem ação e novos estados

b)

b) Defesa de uma tese através da organização de dados, fatos, ideias e argumentos em torno de um ponto de vista definido sobre o assunto em questão. Nela, deve haver uma conclusão, e não apenas exposição de argumentos favoráveis ou contrários sobre determinada ideia..

c)

c) Predominância de caracterizações objetivas (físicas, concretas) e subjetivas (dependem do ponto de vista de quem as descreve) e uso de adjetivos. Os tipos de verbos mais comuns na estrutura do texto são os verbos de ligação.

d)

d) Tipo textual marcado por uma linguagem simples e objetiva, sendo que um dos recursos linguísticos marcantes desse tipo de texto é a utilização dos verbos no imperativo, típicos de uma atitude coercitiva.

10.

Leia o texto e responda às questões:

      Há qualquer coisa de especial nisso de botar a cara na janela em crônica de jornal ‒ eu não fazia isso há muitos anos, enquanto me escondia em poesia e ficção. Crônica algumas vezes também é feita, intencionalmente, para provocar. Além do mais, em certos dias mesmo o escritor mais escolado não está lá grande coisa. Tem os que mostram sua cara escrevendo para reclamar: moderna demais, antiquada demais.

      Alguns discorrem sobre o assunto, e é gostoso compartilhar ideias. Há os textos que parecem passar despercebidos, outros rendem um montão de recados: “Você escreveu exatamente o que eu sinto”, “Isso é exatamente o que falo com meus pacientes”, “É isso que digo para meus pais”, “Comentei com minha namorada”. Os estímulos são valiosos pra quem nesses tempos andava meio assim: é como me botarem no colo ‒ também eu preciso. 

      Na verdade, nunca fui tão posta no colo por leitores como na janela do jornal. De modo que está sendo ótima, essa brincadeira séria, com alguns textos que iam acabar neste livro, outros espalhados por aí. Porque eu levo a sério ser sério…  mesmo quando parece que estou brincando: essa é uma das maravilhas de  escrever.  Como escrevi há muitos anos e continua sendo a minha verdade: palavras são meu jeito mais secreto de calar.

                                                                    LUFT, L. Pensar é transgredir. Rio de janeiro: Record, 2004.

 

10. Os textos fazem uso constante de recurso que permitem a articulação entre suas partes. Quanto à construção do fragmento, o elemento:

a)

a)  “essa” recupera a informação anterior “janela do jornal”.

b)

b)  “alguns” antecipa a informação “É isso que digo para meus pais”.

c)

c)  “isso” remete a “escondia em poesia e ficção”.

d)

d)  “nisso” introduz o fragmento “botar a cara na janela em crônica de  jornal”.

11.

Leia o texto e responda à questão:   

   O Flamengo começou a partida no ataque, enquanto o Botafogo procurava fazer uma forte marcação no meiocampo e tentar lançamentos para Victor Simões, isolado entre os zagueiros rubro-negros.  Mesmo com mais posse de bola, o time dirigido por Cuca tinha grande dificuldade de chegar à área alvinegra por causa do bloqueio montado pelo Botafogo na frente da sua área. No entanto, na primeira chance rubro-negra, saiu o gol. 

      Após cruzamento da direita de Ibson, a zaga alvinegra rebateu a bola de cabeça para o meio da área. Kléberson apareceu na jogada e cabeceou por cima do goleiro Renan.  Ronaldo Angelim apareceu nas costas da defesa e empurrou para o fundo da rede quase que em cima da linha: Flamengo 1 a 0.                  Disponível em: http://momentodofutebol.blogspot.com (adaptado).

 

11. O texto, que narra uma parte do jogo final do Campeonato Carioca de futebol, realizado em 2009, contém vários conectivos, sendo que

a)

a)  “mesmo” traz ideia de concessão, já que “com mais posse de bola”, ter dificuldade não é algo naturalmente esperado.

b)

b)  “no entanto” tem significado de tempo, porque ordena os fatos observados no jogo em ordem cronológica de ocorrência.

c)

c)  “após” é conectivo de causa, já que apresenta o motivo de a zaga alvinegra ter rebatido a bola de cabeça.

d)

d)  “por causa de” indica consequência, porque as tentativas de ataque do Flamengo motivaram o Botafogo a fazer um bloqueio.

12.

Leia o texto.

Cultivar um estilo de vida saudável é extremamente importante para diminuir o risco de infarto, mas também de problemas como morte súbita e derrame. Significa que manter uma alimentação saudável e praticar atividade física regularmente já reduz, por si só, as chances de desenvolver vários problemas. Além disso, é importante para o controle da pressão arterial, dos níveis de colesterol e de glicose no sangue.  Também ajuda a diminuir o estresse e aumentar a capacidade física, fatores que, somados, reduzem as chances de infarto. Exercitar-se, nesses casos, com acompanhamento médico e moderação, é altamente recomendável. ATALIA, M. Nossa vida. Época. 23 mar. 2009.

 

12. As ideias veiculadas no texto se organizam estabelecendo relações que atuam na construção do sentido. A esse respeito, identifica-se, no fragmento, que:

a)

a)  o termo “como”, em “como morte súbita e derrame”, introduz uma generalização.

b)

b)  o conectivo “mas também” inicia oração que exprime ideia de contraste.

c)

c)  a expressão “Além disso” marca uma sequenciação de ideias.

d)

d)  o termo “fatores” retoma coesivamente “níveis de colesterol e de glicose no sangue”.

13.

Leia o texto e responda:

No dia 21 de setembro de 2015, Sérgio Rodrigues, crítico literário, comentou que apontar no título do filme Que horas ela volta? um erro de português “revela visão curta sobre como a língua funciona”. E justifica:

“O título do filme, tirado da fala de um personagem, está em registro coloquial. Que ano você nasceu? Que série você estuda? e frases do gênero são familiares a todos os brasileiros, mesmo com alto grau de escolaridade. Será preciso reafirmar a esta altura do século 21 que obras de arte têm liberdade para transgressões muito maiores? Pretender que uma obra de ficção tenha o mesmo grau de formalidade de um editorial de jornal ou relatório de firma revela um jeito autoritário de compreender o funcionamento não só da língua, mas da arte também.”   (Adaptado do blog Melhor Dizendo.Post completo disponível em   http://www.melhordizendo.com/a-que-horas-elavolta-em-que-ano-estamos-mesmo/. Acessado em 08/06/2016.)

 

13. Entre os excertos de estudiosos da linguagem reproduzidos a seguir, assinale aquele que corrobora os comentários do post.

a)

a) Numa sociedade estruturada de maneira complexa a linguagem de um dado grupo social reflete-o tão bem como suas outras formas de comportamento. (Mattoso Câmara Jr., 1975, p. 10.)

b)

b) A linguagem exigida, especialmente nas aulas de língua portuguesa, corresponde a um modelo próprio das classes dominantes e das categorias sociais a elas vinculadas. (Camacho, 1985, p. 4.)

c)

c) Aquele que aprendeu a refletir sobre a linguagem é capaz de compreender uma gramática – que nada mais é do que o resultado de uma (longa) reflexão sobre a língua. (Geraldi, 1996, p. 64.)

d)

d) Não existe nenhuma justificativa ética, política, pedagógica ou científica para continuar condenando como erros os usos linguísticos que estão firmados no português brasileiro. (Bagno, 2007, p. 161.)

14.

14.  Quando falamos dos parágrafos de desenvolvimento de um texto dissertativo-argumentativo, qual alternativa corresponde melhor para descrevê-los?

a)

a) São os parágrafos em que o autor exprime seus sentimentos em relação aos problemas sociais que o afetam pessoalmente.

b)

b) São os parágrafos em que o autor descreve seus argumentos persuasivos utilizando recursos como citação, comprovação ou raciocínio lógico.

c)

c) São partes do texto marcadas pelo diálogo entre protagonista e antagonista com o propósito de desenvolvimento dos personagens.

d)

d) São as partes em que o autor aponta a proposta de intervenção do problema abordado no texto.

15.

15. Sobre os tipos de argumento em um texto argumentativo, qual alternativa apresenta um erro conceitual?

a)

a) O argumento de autoridade utiliza fontes reconhecidas e especialistas para revisar a tese.

b)

b) O argumento por exemplificação utiliza situações concretas e fatos para ilustrar uma ideia.

c)

c) O argumento emocional é baseado exclusivamente em sentimentos, sem necessidade de fatos ou lógica.

d)

d) O argumento lógico utiliza raciocínio coerente e encadeado para explicação da posição defendida.

16.

16.  Analise a frase abaixo: “A votação da lei pela Câmara foi postergada indefinidamente por que o presidente da casa, que não compareceu na última sessão, teve que realizar uma viagem urgente.”

A frase está:

a)

a) Correta.

b)

b) Errada.

O artigo que precede o substantivo trâmite está com o gênero inadequado.

c)

c) Errada.

Há um aposto que não está separado por vírgulas.

d)

d) Errada.

A forma correta para ser aplicada na frase é “porque” (junto e sem acento) já que se trata de uma explicação.

17.

17.  Qual das alternativas apresenta um exemplo de argumento de autoridade?

a)

a) “Segundo um estudo publicado pela Universidade de Harvard, 80% das pessoas preferem produtos sustentáveis.”

b)

b) “Eu acredito que a tecnologia é essencial para a educação, pois sempre uso computadores para estudar.”

c)

c) “Muitas pessoas dizem que o exercício físico melhora a saúde.”

d)

d) “Se não tomarmos cuidado, o mundo pode entrar em colapso por causa da poluição.”

18.

18.  Qual é a diferença entre um texto dissertativo-expositivo e um texto dissertativo-argumentativo?

a)

a) O dissertativo-argumentativo apresenta apenas fatos concretos, enquanto o dissertativo-expositivo contém opiniões do autor.

b)

b) O dissertativo-expositivo informa sobre um tema sem tomar partido, enquanto o dissertativo-argumentativo defende um ponto de vista.

c)

c) O dissertativo-expositivo usa linguagem subjetiva, enquanto o dissertativo-argumentativo utiliza figuras de linguagem para persuadir.

d)

d) Não há diferença significativa entre os dois tipos de texto, pois ambos expõem informações de forma neutra.

19.

19. Em um texto argumentativo, a contra-argumentação tem a função de:

a)

a) Introduzir novos temas não relacionados para ampliar o debate.

b)

b) Reforçar os argumentos apresentados sem considerar pontos de vista contrários.

c)

c) Ignorar pontos de vista divergentes para não enfraquecer a argumentação.

d)

d) Expor possíveis objeções à tese defendida e apresentar refutações para fortalecê-la.

20.

 Analise a seguir um exemplo de uma introdução e responda às questões propostas.

 

Leia o texto e responda à questão:    

  O educador e filósofo brasileiro Paulo Freire afirmava que “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Analisando o pensamento e relacionando-o à realidade da educação no Brasil, percebe-se a necessidade de um olhar mais atento para o aprimoramento do sistema de ensino, considerando sua importância para a promoção de uma sociedade mais crítica e reflexiva, que, consequentemente, tende a ser mais justa, igualitária e humanizada.

                                                                                                                                    https://blog.imaginie.com.br/

 

20. O autor do texto utilizou uma contextualização para introduzir seu tema. O tipo de contextualização empregado foi

 

a)

a) citação.

b)

b) apresentação de dados.      

c)

c) exemplificação.    

d)

d) histórica.