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Revisão 1º ano - Alice + Intertextualidades

Total questions: 81

Worksheet time: 2hrs 14mins

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1.

Na última cena do livro de “Alice do País das Maravilhas”, ocorre um julgamento em que os personagens discutem sobro o roubo das tortas da Rainha. A partir disso, assinale a alternativa que interpreta corretamente a relação entre a sociedade brasileira do Séc XXI e o trecho a seguir: “Silêncio!” e leu de seu bloco: “Regra Quarenta e Dois. Todas as pessoas com mais de um quilômetro e meio de altura devem se retirar do tribunal.”

a)

A hierarquia da Escola em relação aos alunos, em que os professores tem o poder de controlar e influenciar as ações e opiniões dos estudantes.

b)

A imposição da Igreja Católica , em que os líderes impõem suas ideias e costumes, a fim de que todos os seu seguidores sigam sem questionamentos.

c)

A imposição da sociedade sobre os cidadãos, no livro representada através da figura da Rainha, a qual cria ordens e impõe barreiras e limites aos seu súditos.

d)

A uma metáfora que se relaciona com a atual política brasileira, na qual os presidentes criam leis que beneficiem os próprios e o seu partido, assim prejudicando a comunidade.

2.

Trecho I

"Na sociedade do cansaço, estamos sempre correndo atrás do próximo objetivo, da próxima conquista, sem nunca nos satisfazermos verdadeiramente."

Trecho II

"É, é isso", respondeu o Chapeleiro com um suspiro,"é sempre hora do chá, e nós não temos tempo de lavar as coisas entre um chá e outro."

"Então vocês ficam rodando em volta da mesa, não é?", disse Alice.

"Exatamente", disse o Chapeleiro, "à medida que as coisas vão ficando sujas."

"Mas o que acontece quando vocês chegam ao início outra vez?", Alice aventurou-se a perguntar.

"Eu proponho que mudemos de assunto", a Lebre de Março interrompeu, bocejando.[..]

No livro Alice no País das Maravilhas, um dos episódios em que são mostrados ao leitor é a Hora do chá, com o Chapeleiro Maluco. De acordo com seus conhecimentos sobre o conceito sociológico de Sociedade do Cansaço, assinale a opção que o relaciona corretamente ao episódio do chá.

a)

O episódio de Alice constrói uma crítica baseada na concepção de uma sociedade que está imersa irracionalmente em seu próprio sistema.

b)

A figura da rainha pode ser entendida no cotidiano como a figura de um presidente com comportamentos autoritários que legisla e executa as regras.

c)

Ambos inferem críticas ao modelo socialista, que se baseia em uma rotina de trabalho exaustiva.

d)

O ciclo do chá pode ser considerado uma metáfora para o capitalismo somente no sistema econômico do século XIX e XX.

3.

No Capítulo 5 de "Alice no País das Maravilhas", o encontro de Alice com a Lagarta Azul contribui para:

a)

Desenvolver o tema da curiosidade.

b)

Explorar a natureza da realidade.

c)

Ilustrar a importância da amizade.

d)

Promover a aceitação das diferenças.

4.

"Começou a lembrar de outras crianças que conhecia que ficariam bem como porcos e estava justamente pensando "se ao menos soubéssemos como fazer essa transformação...""

O trecho extraído do capítulo 6 "Porco e Pimenta" da obra "Alicie no país das maravilhas" é análogo ao seguinte ditado popular:

a)

"Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura"

b)

"Filho de peixe, peixinho é"

c)

"Pimenta nos olhos dos outros é refresco"

d)

"Cada macaco no seu galho"

5.

No primeiro capítulo de "Alice no País das Maravilhas" de Lewis Carroll, Alice segue

o Coelho Branco e entra em sua toca, iniciando sua aventura. Considerando o

contexto vitoriano e as possíveis interpretações simbólicas, qual das alternativas

abaixo melhor representa a motivação de Alice e o simbolismo desse evento, com

base no trecho: "O que adianta um livro sem figuras nem diálogos?" ?

a)

O ato de seguir o Coelho Branco simboliza a busca de Alice por independência e

igualdade, desafiando as expectativas sociais da era vitoriana, como evidenciado quando

"ela correu atrás dele" (cap. 1), mostrando um espírito de rebeldia contra as normas

estabelecidas.

b)

A entrada de Alice na toca do coelho representa a transição da infância para a vida

adulta, conforme indicado quando ela "começou a pensar que ela bem podia seguir o

coelho" (cap. 1), sugerindo a aceitação das responsabilidades e normas sociais vitorianas.

c)

A decisão de Alice de seguir o Coelho Branco reflete a influência do imperialismo

britânico, pois "nunca antes tinha visto um coelho com um colete e um relógio de bolso"

(cap. 1), destacando o desejo de explorar e conquistar novos territórios.

d)

A curiosidade de Alice, ao decidir seguir o Coelho Branco, simboliza uma crítica ao

sistema educacional vitoriano, onde "o que adianta um livro sem figuras nem diálogos?",

ressaltando a necessidade de uma abordagem mais imaginativa e exploratória.

6.

Durante o desenvolvimento da história “Alice no país das maravilhas”, Lewis Carroll descreve as seguintes cenas presenciadas pela protagonista:

“Cinco e Sete nada disseram, mas olharam para Dois. Esse começou em voz baixa: “Ora, o caso é o seguinte, Senhorita, esta roseira devia ser vermelha, mas plantamos uma branca por engano, e se a Rainha descobrir, vamos todos perder a cabeça. Por isso, Senhorita, estamos fazendo o possível, antes de ela chegar, para...” Nesse momento, Cinco, que olhava ansiosamente para o jardim, gritou: “A Rainha! A Rainha!”, e os três jardineiros se atiraram instantaneamente no chão, achatados de cabeça para baixo.”

“Como é que eu vou saber?”, disse Alice, surpresa com a sua própria coragem. “Não é da minha conta.” A Rainha ficou vermelha de fúria e, depois de fitá-la por um momento como um animal selvagem, começou a gritar: “Cortem a cabeça dela! Cortem...”

Com base nos recortes dispostos acima, assinale a alternativa que contém o ideal melhor correlacionado com a forma de governo que a Rainha de Copas apresenta na obra literária.

a)

“Deus protege todos os governos legítimos, qualquer que seja a forma em que estão estabelecidos: quem tentar derrubá-los não é apenas um inimigo público, mas também um inimigo de Deus.” – Jacques Bossuet

b)

"Os homens têm menos escrúpulos em ofender quem se faz amar do que quem se faz temer, pois o amor é mantido por vínculos de gratidão que se rompem quando deixam de ser necessários, já que os homens são egoístas; mas o temor é mantido pelo medo do castigo, que nunca falha." - Nicolau Maquiavel

c)

“Qualquer governo é melhor que a ausência de governo. O despotismo, por pior que seja, é preferível ao mal maior da anarquia, da violência civil generalizada e do medo permanente da morte violenta.” – Thomas Hobbes

d)

   “Cada um de nós põe em comum sua pessoa e todo o seu poder sob a direção suprema da vontade geral, e recebemos, enquanto corpo, cada membro como parte indivisível do todo. [...] um corpo moral e coletivo, composto de tantos membros quantos são os votos da assembleia” - Jean-Jacques Rousseau

7.

O Absolutismo é um sistema político que ficou caracterizado pela

concentração de poder nas mãos dos monarcas e foi marcado pelo autoritarismo

político da Rainha Vitória, em 1837 durante a época da Era Vitoriana. Alice no País

das Maravilhas, romance dirigido por Lewis Caroll, contradiz o pensamento

monárquico em um non sense no qual o abuso de poder é um impulsionador

importante na história. Nessa perspectiva, qual dos trechos abaixo condiz com os

valores apresentados na obra?

a)

A busca por justiça e equidade, representada pela determinação de descobrir

quem roubou as tortas

b)

A representação da hierarquia social e do abuso de poder, exemplificado pela

autoridade injusta da Rainha de Copas

c)

A metáfora da corrupção política, refletida na trama de quem é culpado pelo

roubo das tortas.

d)

A luta contra a opressão e a tirania, evidenciada pela rebelião dos personagens

contra as decisões arbitrárias da Rainha de Copas

8.

De acordo com o trecho retirado do livro “Alice no País das Maravilhas”: “Primeiro, ele demarcou a pista de corrida circular (“o formato não importa”, explicou), depois posicionou todos espalhados pela pista. A largada não foi oficialmente declarada com o tradicional “um, dois, três e já”; puseram-se a correr de qualquer jeito, paravam quando bem entendiam, sem que ninguém soubesse ao certo quando a corrida chegara ao fim. No entanto, após aproximadamente meia hora, quando estavam já bem secos, o Dodô anunciou o término da corrida e todos se reuniram ao seu redor, perguntando, ofegantes: "Quem venceu?””

qual a analogia que nos traz sobre a vida nos dias atuais?

a)

o trecho trás ideias de meritocracia pois o personagem que mais se esforçou será claramente o que merece ganhar a corrida

b)

a analogia que esse trecho nos traz é de que todos saem do mesmo lugar e mesmo que em caminhos diferentes chegam na mesma linha de chegada: a morte

c)

a analogia proposta no trecho é que todos possuem um mesmo ponto de partida, porém ao longo do caminho cada um chega no seu próprio ponto de chegada ideal, mesmo não possuindo o mesmo percurso

d)

o texto faz a analogia que todos possuem ponto de partida diferentes, porém chegadas iguais

9.

Leia o trecho retirado do livro “Alice no País das Maravilhas” e responda.

“ "O que é uma corrida de comitê?", perguntou Alice.

Não que ela quisesse mesmo saber, mas o Dodo fizera uma pausa como se pensasse que alguém deveria falar, e ninguém parecia inclinado a dizer nada.

"Bem", disse o Dodo, "a melhor maneira de explicar isso é fazendo." (…)

Primeiro ele delimitou a pista de corridas como um tipo de circulo (a forma exata não importa, ele dissera) e então todo o destacamento foi distribuído pela pista, aqui e ali. Não houve o tradicional "Um, dois, três e já!" mas todos começavam a correr quando queriam e paravam quando queriam, daí não era fácil saber quando a corrida terminava. Entretanto, quando eles já estavam correndo há mais ou menos meia-hora, e já estavam quase secos, o Dodo repentinamente gritou: "A corrida está acabada" “

Ao longo do livro, a protagonista Alice concorda em participar de diversas atividades propostas por outros personagens, muitas vezes sem compreender o motivo. O que essa característica revela sobre sua personalidade?

a)

A curiosidade insaciável de Alice, que a leva a explorar o desconhecido sem temor.

b)

A resiliência de Alice, que a permite se adaptar rapidamente a circunstâncias incomuns.

c)

A conformidade e passividade de Alice, que a fazem aceitar qualquer situação sem questionar.

d)

A teimosia de Alice, que a faz insistir em participar de atividades ilógicas.

10.

"Puxa, puxa! Como está tudo tão estranho hoje! E ontem as coisas estavam tão normais! O que será que mudou à noite? Deixe-me ver: eu era a mesma quando acordei de manhã? Tenho a impressão de ter me sentido um pouco diferente. Mas se eu não sou a mesma, a próxima questão é "Quem sou eu" Ah! esta é a grande confusão" E Alice começou a pensar em todas as crianças que ela conhecia e que tinham a mesma idade dela, para ver se tinha se transformado em alguma delas."

A partir do trecho de "Alice no país das maravilhas" escolha a alternativa que defina, corretamente, a situação de Alice e que apresente os fatores que desencadearam o contexto ali apresentado.

a)

O trecho acima remete uma crise de identidade vivenciada pela personagem Alice, a qual sentia muita tristeza ao ponto de afogar-se em suas próprias lágrimas, devido ao fato de ter encolhido após se abanar com o leque do coelho.

b)

O trecho apresenta uma crise de identidade da personagem, que após chegar ao país das maravilhas sente-se estranha em relação às novas experiências, como ter crescido demais a ponto de bater a cabeça no teto da sala onde estava e chorar até que suas lágrimas alagassem o lugar.

c)

O rato questiona a personagem Alice sobre sua identidade, o que a faz entrar em uma crise existencial e um choro profundo, a ponto de que a mesma conseguisse se afogar em suas próprias lágrimas.

d)

A situação representada no texto faz alusão ao momento em que Alice chora de raiva após a rainha ter ordenado que a cabeça da duquesa, sua melhor amiga, fosse cortada.

11.

Leia atentamente os textos a seguir e responda à questão proposta:

Texto 1:

“(…) Mais uma vez o Leirão demorou um minuto ou dois para responder e então disse: "Era um poço de melado."

"Isso não existe!", Alice estava ficando muito brava, mas o Chapeleiro e a Lebre de Março começaram a fazer psiu e o Leirão com um ar amuado observou: "Se você não consegue se comportar civilizadamente, é melhor que acabe a história por conta própria."

"Não, por favor, continue!", disse Alice humildemente.

"Eu não vou mais interromper. É muito provável que existe mesmo um poço assim."

Texto 2:

“(…) Ela continuou crescendo e crescendo, e logo precisou ajoelhar-se no chão. Em outro minuto não havia nem mesmo um quarto para isso, e ela tentou deitar-se com um cotovelo contra a porta e o outro braço sobre a cabeça! Alice continuava a crescer e, como último recurso, ela colocou um braço para fora da janela e um pé para dentro da chaminé, dizendo para si mesma:

"Agora eu não posso fazer mais nada, o que quer que seja que aconteça. O que vai ser de mim?"

Compare os dois textos e analise como o ambiente em que Alice se encontra no Texto II se assemelha ao conflito vivido por ela em seu diálogo com o Leirão no Texto I.

a)

O texto I e II se assemelham pois o impedimento do crescimento de Alice, representado de forma literal na casa, mostra a repressão que a menina sofreu por parte de Leirão.

b)

O texto I e II se assemelham, pois Alice comprova não se comportar civilizadamente ao crescer daquela forma dentro da casa.

c)

O Texto I e II se assemelham, pois Alice estava vivendo um conflito de sentimentos de restrição, desejos pessoais e normas sociais com a sua irmã.

d)

O Texto I e II se assemelham, pois ambos os conflitos vividos por Alice representam a luta dos grupos oprimidos na sociedade por alcançar liberdade de expressão e opinião.

12.

exto 1:

"Você não pode imaginar como eu estou feliz em vê-la novamente, minha queridinha", disse a Duquesa, tocando afetuosamente o braço de Alice, passando a caminhar junto com ela.

Alice ficou feliz por encontrá-la de bom humor, e pensou consigo mesma que talvez fosse a pimenta que a deixava tão selvagem como quando as duas se conheceram na cozinha.

"Quando eu for uma Duquesa", ela disse para si mesma (não em um tom muito esperançoso), "não vou usar pimenta em minha cozinha de jeito nenhum. Sopa cai muito bem sem isso talvez seja a pimenta que deixe as pessoas mal-humoradas"

Texto 2:

“No dia 10 de junho, enquanto conversava com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro mandou uma mulher que o questionava sobre o número de brasileiros mortos pela pandemia de covid-19 "cobrar do seu governador".

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2020/11/11/pais-de-maricas-9-frases-de-bolsonaro-sobre-pandemia-que-matou-162-mil-pessoas-no-brasil.amp.htm

No texto 1, trecho de “Alice no país das maravilhas”, a jovem Alice analisa e conclui que o ambiente caótico em que ela vivencia na cozinha é gerado pela pimenta que pesa o ar, entretanto a duquesa, figura superior a Alice culpa a confusão no bebê que chora compulsivamente. Relacione a passagem do livro com o trecho da notícia e assinale a alternativa correta.

a)

A duquesa e o ex-presidente Bolsonaro nessa comparação representam figuras de poder que não compreendem o contexto penoso em que estão inseridos e os culpados de suas respectivas situações.

b)

A pimenta e o governador são figuras que interagem com o contexto penoso de cada ocasião e são os culpados de suas respectivas situações, essa responsabilidade foi transferidas para um terceiro elemento das narrativas.

c)

O Presidente e a Alice são as vítimas de suas respectivas consequências, como o número de mortes da pandemia e do choro do bebê, como também do ambiente onde estão inseridos.

d)

A Alice representa as inúmeras mortes que ocorreram no período da pandemia, porque tal como a pandemia Alice instalou o caos no país das Maravilhas quando a jovem descobriu o local.

13.

"Alice no País das Maravilhas” narra a história da pequena Alice depois que caiu

a)

Numa toca de ratos

b)

Numa toca de coelhos.

c)

No buraco de um formigueiro

14.

Qual dos personagens abaixo não faz parte do conto?

a)

o Coelho Branco

b)

o Gato de Cheshire.

c)

o vendedor de livros.

d)

a Lebre de Março.

15.

O que Alice comeu e que a fez ficar pequenininha?

a)

Um pedaço de cogumelo

b)

um biscoito

c)

uma maça

d)

um pedaço de bolo

16.

Qual o nome do anfitrião da Festa do Chá?

a)

Gato risonho

b)

Chapeleiro Maluco

c)

Rainha de copas

d)

Alice

17.

O que a Rainha de Copas ordenou que as cartas fizessem com Alice?

a)

Que cortassem sua mão

b)

Que cortassem seu cabelo

c)

Que cortassem sua cabeça

d)

Que levassem ela de volta para casa

18.

Ele tem poderes misteriosos e vive se teletransportando para outros lugares. Fala em enigmas, tem um sorriso permanente no rosto e gosta de mover as partes de seu corpo em posições estranhas

a)

O Mestre Gato

b)

O Chapeleiro Maluco

c)

Coelho Branco

d)

Lagarto

19.

Quantos dias de atraso o Coelho Branco diz que seu relógio tem?

a)

2 dias

b)

3 dias

c)

4 dias

d)

10 dias

20.

A temática do livro é toda inspirada em um jogo de cartas, apresentando um exército formado por um baralho. Quem comanda o exército?

a)

Rainha das copas

b)

Duquesa

c)

Rato

d)

Alice

21.

Alice quer ir ao jardim, mas a porta é muito pequena. Pouco depois, ela encontra uma garrafa cheia de líquido e que tem um rótulo onde está escrito "Beba-me", e um bolo com uma etiqueta onde se lê "Coma-me". O que ela descobre ao provar a bebida e o bolo?

a)

Alice prova os dois e descobre que um deles faz com que ela perca a memória e o outro a faz crescer.

b)

Alice prova os dois e descobre que um deles faz com que ela diminua de tamanho e o outro a faz crescer.

c)

Alice prova os dois e descobre que um deles faz com que ela diminua de tamanho e o outro a faz dormir.

22.

Onde Alice estava onde ficou grande de mais para passar por uma porta?

a)

Na casa do rato do campo.

b)

Na casa da Duquesa

c)

Na casa do Chapeleiro maluco.

d)

Na casa do coelho

23.

O Grifo arrasta Alice para assistir ao julgamento do Valete de Copas. O Valete de Copas estava sendo acusado de quê?

a)

De roubar as tortas da Rainha

b)

De roubar as tortas da Alice

c)

De roubar a coroa da Rainha

24.

Alice estava sentada sob a sombra de uma árvore, ao lado de sua irmã lendo um livro quando de repente apareceu:

a)

uma abóbora

b)

um príncipe

c)

uma fada

d)

um coelho

25.

Assinale a frase que indica a fala do gato risonho.

a)

- Humm! Mas pra onde deseja ir?

b)

- Coma do cogumelo, mas só do lado direito, senão você diminui.

c)

- Hãaa!!!Nossa!É tarde, é tarde, é tarde muito tarde!

d)

- Que deseja menina?


26.

Com quem Alice tomou chá?

a)

Com o gato risonho

b)

Lebre de Março e Chapeleiro

c)

Com o bichinho azul

d)

Rainha

27.

Intertextualidade é a ________ estabelecida entre textos.

a)

Igualdade

b)

Diferença

c)

Relação

28.

O tipo de intertextualidade na qual um texto reproduz o que foi dito por outro, mas utilizando palavras diferentes é a

a)

Paródia

b)

Paráfrase

29.

Quando um texto se baseia em outro, geralmente célebre, para produzir algum tipo de humor de maneira irônica ou lúdica, com ou sem intenção de promover uma crítica, chamamos isso de...

a)

Paródia

b)

Paráfrase

30.

A intertextualidade é...

a)

a cópia de um texto em outro

b)

somente o uso de filmes em propagandas

c)

a relação entre textos se relacionam

d)

quando dois textos não têm relação entre si

31.

Qual a intertextualidade presente na tira acima?

a)

A personagem Mônica da Turma da Mônica

b)

O espelho do conto " A Branca de Neve"

c)

O fato de o espelho falar e isso não acontecer de verdade

d)

A resposta do espelho, já que eles estão em uma tira

32.

A (a)   é uma obra literária, musical, teatral, etc., que, com intenção humorística ou satírica, imita outra obra, outro gênero ou estilo conhecido.

33.

Marque todas as alternativas que podem ser exemplos de paródias:

a)

filme

b)

poema

c)

tirinha

d)

peça teatral

34.

Essa propaganda é uma paródia de:

a)

Um filme

b)

Uma música

c)

Um quadro

d)

Um poema

35.

Texto I

Peixinho sem água, floresta sem mata

É o planeta assim sem você

Rios poluídos, indústria do inimigo

É o planeta assim sem você

http://mataatlantica-pangea.blogspot.com. br/2009/10/parodia-meio-ambiente_02.html

Texto II

Avião sem asa

Fogueira sem brasa

Sou eu assim, sem você

Futebol sem bola

Piu-Piu sem Frajola

Sou eu assim, sem você

(Claudinho e Buchecha)


Os textos I e II apresentam intertextualidade, que, para Julia Kristeva, é um conjunto de enunciados, tomados de outros textos, que se cruzam e se relacionam. Dessa forma, pode-se dizer que o tipo de intertextualidade do texto I em relação ao texto II é

a)

paráfrase, porque apesar das mudanças das palavras no texto I, a ideia do texto II é confirmada pelo novo texto.

b)

epígrafe, pois o texto I recorre a trecho do texto II para introduzir o seu texto.

c)

citação, porque há transcrição de um trecho do texto II ao longo do texto I.

d)

alusão, porque faz referência, de modo implícito, ao texto II para servir de termo de comparação.

e)

paródia, pois a voz do texto II é retomada no texto I para transformar seu sentido, levando a uma reflexão crítica.

36.

No texto, empregam-se, de modo mais evidente, dois recursos de intertextualidade: um, o próprio autor o torna explícito; o outro encontra-se em um dos trechos citados abaixo. Indique-o.

a)

“Você é um horror!”

b)

“Ilusão sua: amanhã, de ressaca, vai olhar no espelho e ver o alcoólatra machista de sempre.”

c)

“E você, bêbado.”

d)

“Perco a piada, mas não perco a ferroada!”

e)

“Vai repetir o porre até perder os amigos, o emprego, a família e o autorrespeito.”

37.

Dieta Já!

O que pode acontecer quando você começa a folhear uma revista O Cruzeiro bem antiga?

Minhas tias eram todas gordinhas. Minhas vizinhas, as mais novas e as mais velhinhas. Os homens também eram todos barrigudinhos, meus tios e meus vizinhos. Comia-se muito brigadeiro, muito cajuzinho, muito canudinho. No Mercado Central, comia-se muito torresminho, muito salgadinho, bebia-se muita cervejinha. Tudo isso sem a menor dor na consciência. Só fui me tocar que havia regime quando Caetano cantou pela primeira vez na televisão “…bota o café com Suita/eu tomo!”

Foi então que fui procurar saber o que era Suita, e me disseram que era um adoçante que não deixava ninguém engordar. No país em que fritava-se tudo com banha de porco e a margarina tinha o nome de Saúde, de repente, decretaram guerra ao açúcar e a tudo que era imoral e engordava. Da rabada ao biscoitinho. Da feijoada ao pãozinho.

Folhear revista velha dá nisso. Essa semana estava aqui mergulhado em meio a um milhão de revistas, quando caiu na minha mão uma O Cruzeiro lá dos tempos de Getúlio Vargas. Uma reportagem de página inteira cujo título era a seguinte pergunta: “Você quer engordar?” Levei um susto. Parei, olhei, comecei a ler. Era uma matéria dizendo que muitas mulheres, devido à vida agitada daqueles tempos modernos que estavam começando a ter, não conseguiam engordar. Sim, todas já queriam ser cheinhas, bonitas, gostosas e poderosas. Enfim, a reportagem de O Cruzeiro deixava bem claro: Chega de ser magrela e feia!

Como nessas reportagens de hoje, sempre acompanhadas de dicas, aquela revista O Cruzeiro de David Nasser e do Amigo da Onça também dava dicas para você ir engordando aos poucos, sem estresse e sem fazer muito esforço. Acompanhe comigo as dicas do “Programa para engordar, a ser seguido durante as férias” que estavam ali naquela página em preto e branco daquela que era a maior revista semanal do país. Vamos lá!

07h00 – Levante cedo para ter fome à hora do café. Faça exercícios respiratórios, tome um banho frio e faça alguns servicinhos da casa.

08h30 – Café bem farto, depois um divã (costura ou leitura) até as 11 horas.

11h00 – Saída, passeio a passos lentos.

12h00 – Meia hora de relaxação muscular antes de almoçar.

12h30 – Almoço leve. Mastigue bem, cuidadosamente, não leia, não ouça rádio.

13h30 – Sesta, repouso até as 17 horas.

17h00 – Duas horas de exercícios fortes ou de esporte (tênis, natação, caminhada).

19h00 – Meia hora de relaxação antes do jantar.

19h30 – Fantar farto. Em seguida, um pequeno passeio A hora de dormir, haja o que houver, não deve passar das 21 horas.

21h00 – Dormir.

Confesso que li, reli e não consegui entender direito esse regime para engordar, receita da revista O Cruzeiro. É nisso que dá ficar folheando revista velha numa tarde de segundafeira em pleno dois mil e quatorze. (30/01/2014)

Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br/cultura/dieta-ja-3791.html>. Acesso em: 12 mar. 2014.


O título do texto promove uma intertextualidade com um importante movimento da história brasileira. Que estratégia é utilizada para essa promoção e qual ideia é comum nos eventos relacionados intertextualmente?

a)

Paronomásia – convite à apreciação dos acontecimentos repetitivos.

b)

Citação – referência às oposições autorizadas.

c)

Trocadilho – apelo à mudança urgente.

d)

Perífrase – alusão às similaridades entre regimes de governo.

e)

Sinonímia – convocação à reflexão sobre saúde individual e coletiva.

38.

Texto I

IDEOLOGIA: EU QUERO UMA PRA VOTAR!

Rafael Sirangelo Belmonte de Abreu.

1 A cada dois anos, a sociedade brasileira depara com um grande dilema: o voto. Os movimentos que começam a 2 tomar forma no seio da política partidária dão conta de que neste ano a inglória tarefa de escolher um representante não 3 será diferente daquilo que tem sido nas últimas eleições. Uma verdadeira salada de siglas agrupa-se de forma aleatória, 4 criando coligações não convencionais que aproximam históricos desafetos ou opõem tradicionais aliados. As eleições deste 5 ano, em razão do ambiente regional em que se realizam, aprofundam esse esdrúxulo quadro.

6 Volta e meia, surgem partidos novos, “nem de direita nem de esquerda”, que, ao invés de trazerem alento à 7 sociedade, apenas escancaram a falta de ideologia, a ausência do confronto de ideias, enfim, o abismo representativo que 8 nos assola. Juntam-se todos à turma dos “em cima do muro”, aliás, dos “em cima de cargos”, pois o muro, que se saiba, caiu 9 ainda na década de 80. Nem de longe se vislumbram tomadas de posição sobre temas críticos, como o tamanho do Estado, 10 por exemplo. Enfim, qual a medida de liberdade que queremos para a nossa vida?

11 […].

Texto 2 - A IMAGEM DA QUESTÃO


A intertextualidade é um elemento constituinte e constitutivo do processo de escrita/leitura e estabelece relação entre dois ou mais textos. Portanto, podemos afirmar que há intertextualidade entre os textos 1 e 2.


A frase do texto que exemplifica a intertextualidade com a charge é:

a)

Os movimentos que começam a tomar forma no seio da política partidária dão conta de que neste ano a inglória tarefa de escolher um representante não será diferente daquilo que tem sido nas últimas eleições. (Refs.1 a 3)

b)

Nem de longe se vislumbram tomadas de posição sobre temas críticos, como o tamanho do Estado, por exemplo. (Refs.9 e 10)

c)

A cada dois anos, a sociedade brasileira depara com um grande dilema: o voto. (Ref.1)

d)

Enfim, qual a medida de liberdade que queremos para a nossa vida? (Ref.10)

e)

Volta e meia, surgem partidos novos, “nem de direita nem de esquerda”, que, ao invés de trazerem alento à sociedade, apenas escancaram a falta de ideologia, a ausência do confronto de ideias, enfim, o abismo representativo que nos assola. (Refs.6 a 8)

39.

Com base no texto original que possibilita o recurso da intertextualidade presente na tirinha da personagem Matilda, analise as afirmações a seguir quanto ao gênero:

I. Apresenta narrativa linear e curta, tanto em extensão quanto no tempo em que se passa.

II. Envolve poucas personagens e as que existem se movimentam em torno de uma única ação.

III. Utiliza ações que se passam em torno de um só espaço, constituem um só eixo temático e um só conflito.

IV. Traz linguagem é simples e direta, não se utiliza de muitas figuras de linguagem ou de expressões com pluralidade de sentidos.

V. Defende um ponto de vista diferente do que a maioria percebe.

É correto apenas o que se afirma em:

a)

I e II

b)

II, IV e V

c)

I, II, III, V

d)

I, III, V

e)

IV e V

40.

Mais de 25 séculos após Heráclito de Éfeso dizer que

Não se toma banho duas vezes no mesmo rio,


Raul Seixas declarou

Prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

Eu prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

(Metamorfose ambulante – Raul Seixas)


E Lulu Santos comparou a vida a uma onda:

Nada do que foi será

De novo do jeito que já foi um dia

Tudo passa

Tudo sempre passará

A vida vem em ondas

Como um mar

Num indo e vindo infinito

Tudo que se vê não é

Igual ao que a gente

Viu há um segundo

Tudo muda o tempo todo

No mundo

(Como Uma Onda – Lulu Santos / Nelson Motta)


A intertextualidade evidente entre o pensamento de Heráclito e as letras das músicas de Raul Seixas e Lulu Santos se realiza por:

a)

Pastiche

b)

Paráfrase

c)

Alusão

d)

Citação

e)

Paródia

41.

Operários, 1933, óleo sobre tela, 150x205 cm, (P122), Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo

Desiguais na fisionomia, na cor e na raça, o que lhes assegura identidade peculiar, são iguais enquanto frente de trabalho. Num dos cantos, as chaminés das indústrias se alçam verticalmente. No mais, em todo o quadro, rostos colados, um ao lado do outro, em pirâmide que tende a se prolongar infinitamente, como mercadoria que se acumula, pelo quadro afora.

(Nádia Gotlib. Tarsila do Amaral, a modernista.)

O texto aponta no quadro de Tarsila do Amaral um tema que também se encontra nos versos transcritos em:

a)

“Pensem nas meninas/ Cegas inexatas/ Pensem nas mulheres/ Rotas alteradas.” (Vinícius de Moraes)

b)

“Somos muitos severinos/ iguais em tudo e na sina:/ a de abrandar estas pedras/ suando-se muito em cima.” (João Cabral de Melo Neto)

c)

“O funcionário público não cabe no poema/ com seu salário de fome/ sua vida fechada em arquivos.” (Ferreira Gullar)

d)

“Não sou nada./ Nunca serei nada./ Não posso querer ser nada./À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.” (Fernando Pessoa)

e)

“Os inocentes do Leblon/ Não viram o navio entrar (...)/ Os inocentes, definitivamente inocentes/ tudo ignoravam,/ mas a areia é quente, e há um óleo suave que eles passam pelas costas, e aquecem.” (Carlos Drummond de Andrade)

42.

Sobre os tipos de intertextualidade estão corretas as seguintes proposições:

I. A paródia não pode ser considerada como um tipo de intertextualidade por se tratar de uma releitura cômica, geralmente envolvida por um caráter humorístico e irônico que altera o sentido original, criando, assim, um novo.

II. O termo “paráfrase” vem do grego (paraphrasis) e significa a “reprodução de uma sentença”. Diferente da paródia, ela faz referência a um ou mais textos sem que a ideia original seja alterada.

III. Muitas vezes, a paródia e a paráfrase são consideradas termos sinônimos, no entanto, cada uma apresenta sua singularidade. Ambas são recursos utilizados na literatura, artes, música, cinema, escultura, entre outros.

IV. O termo “epígrafe” vem do grego “epi = posição superior”; “graphé = escrita”. Esse tipo de intertextualidade ocorre quando um autor recorre a algum trecho de um texto já existente para introduzir o seu texto. É um trecho introdutório para outro que venha a ser produzido.

V. Na citação, o texto original é retomado, de forma que seu sentido passa a ser alterado. Normalmente, a paródia apresenta um tom crítico, muitas vezes, marcado por ironia.


Marque a alternativa que contém as proposições corretas.

a)

I e III

b)

II, III e IV

c)

I e V

d)

III, IV e V

e)

Apenas IV está correta.

43.

TEXTO A

Canção do exílio

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas tem mais flores,

Nossos bosques tem mais vida,

Nossa vida mais amores.

[...]

Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar - sozinho, a noite -

Mais prazer eu encontro la;

Minha terra tem palmeiras

Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,

Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu'inda aviste as palmeiras

Onde canta o Sabiá.

DIAS, G. Poesia e prosa completas. Rio de Janeiro: Aguilar, 1998.


TEXTO B

Canto de regresso à Pátria

Minha terra tem palmares

Onde gorjeia o mar

Os passarinhos daqui

Não cantam como os de lá

Minha terra tem mais rosas

E quase tem mais amores

Minha terra tem mais ouro

Minha terra tem mais terra

Ouro terra amor e rosas

Eu quero tudo de lá

Não permita

Deus que eu morra

Sem que volte para lá

Não permita Deus que eu morra

Sem que volte pra São Paulo

Sem que eu veja a rua 15

E o progresso de São Paulo.

ANDRADE, O. Cadernos de poesia do aluno Oswald. São Paulo: Círculo do Livro. s/d.


Os textos A e B, escritos em contextos históricos e culturais diversos, enfocam o mesmo motivo poético: a paisagem brasileira entrevista a distância. Analisando-os, conclui-se que:

a)

o ufanismo, atitude de quem se orgulha excessivamente do país em que nasceu, é o tom de que se revestem os dois textos.

b)

a exaltação da natureza é a principal característica do texto B, que valoriza a paisagem tropical realçada no texto A.

c)

o texto B aborda o tema da nação, como o texto A, mas sem perder a visão crítica da realidade brasileira.

d)

o texto B, em oposição ao texto A, revela distanciamento geográfico do poeta em relação à pátria.

e)

ambos os textos apresentam ironicamente a paisagem brasileira.

44.

Certa vez, eu jogava uma partida de sinuca, e só havia a bola sete na mesa. De modo que a mastiguei lentamente saboreando-lhe os bocados com prazer. Refiro-me à refeição que havia pedido ao garçom. Dei-lhe duas tacadas na cara. Estou me referindo à bola. Em seguida, sai montando nela e a égua, de que estou falando agora, chegou calmamente à fazenda de minha mãe. Fui encontrá-la morta na mesa, meu irmão comia-lhe uma perna com prazer e ofereceu-me um pedaço: “Obrigado”, disse eu, “já comi galinha no almoço”.

Logo em seguida, chegou minha mulher e deu-me na cara. Um beijo, digo. Dei-lhe um abraço. Fazia calor. Daí a pouco minha camisa estava inteiramente molhada. Refiro-me a que estava na corda secando, quando começou a chover. Minha sogra apareceu para apanhar a camisa.

Não tive remédio senão esmagá-la com o pé. Estou falando da barata que ia trepando na cadeira. Malaquias, meu primo, vivia com uma velha de oitenta anos. A velha era sua avó, esclareço.

Malaquias tinha dezoito filhos, mas nunca se casou. Isto é, nunca se casou com uma mulher que durasse mais de um ano. Agora, sentado à nossa frente, Malaquias fura o coração com uma faca. Depois corta as pernas e o sangue do porco enche a bacia.

Nos bons tempos passeávamos juntos. Eu tinha um carro. Malaquias tinha uma namorada. Um dia rolou a ribanceira. Me refiro a Malaquias. Entrou pela pretoria adentro arrebentando porta e parou resfolegante junto do juiz pálido de susto. Me refiro ao carro. E a Malaquias.


FERNANDES, M. Trinta anos de mim mesmo. São Paulo: Abril Cultural, 1973.


Nesse texto, o autor reorienta o leitor no processo de leitura, usando como recurso expressões como “refiro me/me refiro”, “estou me referindo”, “de que estou falando agora”, “digo”, “estou falando da”, “esclareço”, “isto é”. Todas elas são expressões linguísticas introdutoras de paráfrases, que servem para

a)

confirmar.

b)

contradizer.

c)

destacar.

d)

retificar.

e)

sintetizar.

45.

Sobre o conceito de intertextualidade, podemos afirmar (marque todas opções corretas):

a)

Introdução de novos elementos no texto. Pode-se também retomar esses elementos para introduzir novos referentes.

b)

Pode ocorrer de maneira implícita ou explícita.

c)

Elemento constituinte do processo de escrita e leitura. Trata-se das relações dialógicas estabelecidas entre dois ou mais textos.

46.

Desiguais na fisionomia, na cor e na raça, o que lhes assegura identidade peculiar, são iguais enquanto frente de trabalho. Num dos cantos, as chaminés das indústrias se alçam verticalmente. No mais, em todo o quadro, rostos colados, um ao lado do outro, em pirâmide que tende a se prolongar infinitamente, como mercadoria que se acumula, pelo quadro afora.

(Nádia Gotlib. Tarsila do Amaral, a modernista.)

O texto aponta no quadro de Tarsila do Amaral um tema que também se encontra nos versos transcritos em:

a)

“Pensem nas meninas/ Cegas inexatas/ Pensem nas mulheres/ Rotas alteradas.” (Vinícius de Moraes)

b)

“Somos muitos severinos/ iguais em tudo e na sina:/ a de abrandar estas pedras/ suando-se muito em cima.” (João Cabral de Melo Neto)

c)

“Não sou nada./ Nunca serei nada./ Não posso querer ser nada./À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.” (Fernando Pessoa)

47.

O gordo é o novo fumante

Nunca houve tanta gente acima do peso – nem tanto preconceito contra gordos.

De um lado, o que há por trás é uma positiva discussão sobre saúde. Por outro, algo de podre: o nascimento de uma nova eugenia.

(Adaptado de: Super Interessante. Editora Abril. 306.ed. jul. 2012. p.21.)

Em relação ao texto, considere as afirmativas a seguir (marque todas as opções corretas):

a)

O código não verbal, principalmente no que se refere ao segundo desenho, revela o discurso preconceituoso e, consequentemente, um aspecto ideológico.

b)

O sentido de proibição é captado por meio da intertextualidade estabelecida entre os códigos não verbais a qual, por sua vez, revela aspectos ligados ao gênero do humor.

c)

O conteúdo expresso na placa revela que, futuramente, indivíduos obesos sofrerão ainda mais discriminação social.

48.

A imagem representa:

a)

Uma intertextualidade

b)

Uma paródia

49.

Sobre a intertextualidade explícita, podemos afirmar que:

a)

Ocorre de maneira velada, sem a citação expressa do texto-fonte, cabendo ao leitor reativar informações em sua memória para perceber a intertextualidade.

b)

Ocorre, apenas, nos textos poéticos, não sendo admitida em outros gêneros, como o gênero anúncio publicitário.

c)

Ocorre a citação da fonte do intertexto, podendo ser encontrada nas citações, nos resumos, resenhas e traduções, além de estar presente também em diversos anúncios publicitários.

50.

Sobre a intertextualidade estão corretas, exceto:

a)

A intertextualidade, tema estudado pela Linguística Textual, é um elemento recorrente na escrita de textos. Mesmo quando não temos a intenção de utilizá-la, realizamo-na inconscientemente, resgatando modelos e parâmetros estabelecidos nos chamados textos fontes.

b)

São dois os tipos de intertextualidade: implícita e explícita. Na intertextualidade implícita, não há citação expressa do texto fonte, fazendo com que o leitor busque na memória os sentidos do texto; já na intertextualidade explícita, ocorre a citação da fonte do intertexto.

c)

A intertextualidade não interfere na construção de sentidos do texto. Trata-se apenas de um recurso estilístico utilizado para deixá-lo mais interessante.

d)

Podemos dizer que a intertextualidade é a influência de um texto sobre outro. Todo texto, em maior ou menor grau, é um intertexto, pois durante o processo de escrita acontecem relações dialógicas entre os textos que escrevemos e os textos que acessamos ao longo da vida.

51.

Intertextualidade é um termo cunhado por Julia Kristeva (2005), que, ao tecer considerações a respeito da teoria dialógica de Bakhtin, elaborou e firmou tal conceito indicando que “todo texto se constrói como mosaico de citações, todo texto é absorção sucinta, o conceito pode ser definido, então, como diálogo entre textos, o que remete diretamente ao dialogismo” (KRISTEVA, 2005, p. 68).

Essa afirmação é

a)

Verdadeira

b)

Falsa

52.

A percepção da intertextualidade entre os textos se dá por meio de elementos:

a)

Somente linguísticos

b)

Somente por não linguísticos

c)

Pelos elementos linguísticos e não linguísticos,

53.

Intertextualidade é o nome dado à relação que se estabelece entre dois textos, quando um texto já criado exerce influência na criação de um novo texto.

Diversos autores utilizam textos já existentes e reconhecidos, chamados de textos fontes, para servir de base às suas novas criações. Essa afirmação é

a)

Verdadeira

b)

Falsa

54.

É possível afirmar que a intertextualidade colabora com a coerência textual? Esse fato é importante porque dá margem a que se façam interconexões para a construção de sentido do texto?

a)

Sim

b)

Não

55.

Nos gêneros que predominam as sequências textuais narrativa, tem por objetivo:

a)

Expor informações

b)

Narrar fatos reais ou fictícios

c)

Fazer com o que interlocutor tome uma atitude.

56.

Nos gêneros discursivos que predominam as sequências textuais injuntivas, predominam os verbos no modo

a)

Indicativo

b)

Subjuntivo

c)

Imperativo

57.

Para que serve a intertextualidade?

a)

Fofocas sobre o autor.

b)

Estabelecer relações entre textos diferentes.

c)

Não tem utilidade na interpretação de texto.

d)

Esconder detalhes do texto.

58.

Como se caracteriza a metalinguagem?

a)

Trata da história do autor.

b)

É um texto que fala do seu próprio formato.

c)

Trata do contexto social em que foi escrito o texto.

d)

Trata do público para o qual o texto se dirige.

59.

O objetivo do texto é:

a)

Mostrar a importância do livro.

b)

Divulgar uma feria de livros.

c)

Explicar como são feitos os livros.

d)

Indicar locais onde se vendem livros.

60.

O humor desse texto está no fato de o menino:

a)

querer gastar dinheiro para impressionar a menina.

b)

não se lembrar do aniversário da menina.

c)

levar a menina a uma loja em que tudo era barato.

d)

escolher uma lojinha com poucas opções.

61.

A integração de imagens e palavras contribui para a formação de novos sentidos do texto. A atitude de Romeu em relação a Dalila revela:

a)

compaixão

b)

companheirismo

c)

insensibilidade

d)

revolta

62.

São elementos retirados de textos de estudo úteis para o autor desenvolver seus pontos de vista na escrita. Estamos falando de

a)

citação

b)

referência

c)

referencial teórico

d)

delimitação do tema

63.

Ao transcrever trechos das obras de referencial teórico copiando do texto é preciso colocar esse trecho entre

a)

colchetes

b)

parênteses

c)

aspas

d)

hífen

64.

São sínteses que reproduzem fielmente as ideias do autor estudado parafraseadas por quem está elaborando o texto científico

a)

citação direta com menos de 3 linhas

b)

citação direta com 3 linhas

c)

citação direta

d)

citação indireta

65.

Qual expressão representa citado por:

a)

Et al

b)

Apud

c)

In

d)

Adaptado por

66.

As citações diretas, no texto, de até três linhas, devem estar contidas entre aspas duplas.

a)

Verdadeiro

b)

Falso

67.

Esta é uma citação:


Salanova, Hontangas e Peiró (1996 apud GONDIM e SILVA, 2004) definem a motivação como sendo uma ação endereçada a objetivos, sendo autorregulada, biológica ou cognitivamente, persistente no tempo e ativada por um conjunto de necessidades, emoções, valores, metas e expectativas.

a)

Citação indireta

b)

Citação direta longa

c)

Citação de citação

d)

Direta curta

68.

Considerando que trata-se de uma citação direta. Qual o erro na citação?


Conforme Nogueira (2012) “o desempenho dos alunos na disciplina não foi afetado pelo estilo de aprendizagem”.

a)

Faltou o número da página

b)

Deveria ser aspas simples

c)

O sobrenome deveria ser em maiúsculo

d)

Faltou apud

69.

Sobre citação direta com mais de três linhas, analise e responda:

a)

Recuo de 4 cm esquerda, tamanho da letra menor que a do texto, espaçamento 1,5

b)

Recuo de 3 cm esquerda, tamanho da letra 11, espaçamento simples

c)

Recuo de 3 cm esquerda, tamanho da letra 10, espaçamento simples

d)

Recuo de 4 cm esquerda, tamanho da letra menor que a do texto, espaçamento simples

70.

Marque a alternativa que julgar correta:


“Apesar das aparências, a desconstrução do logocentrismo não é uma psicanálise da filosofia [...]”______.

a)

(DERRIDA, 1967, p. 293)

b)

Derrida (1967)

c)

Derrida (1967, p. 293)

d)

DERRIDA (1967, p. 293)

71.

Analise a imagem e julgue a alternativa correta sobre as apresentações para citações diretas:

a)

Verdadeiro

b)

Falso

72.

A citação que é mencionada no nosso texto, sem que tenhamos tido acesso ao texto original chama-se:

a)

citação direta

b)

citação da citação

c)

citação indireta

d)

citação direta e indireta

73.

Quais são os tipos de citações ?

a)

Direta, Indireta e Citação da Citação

b)

Direta e Indireta

c)

Citação

d)

Livros, Site, Artigos

74.

Parodiar significa:

a)

Inspirar-se em um texto, sem acrescentar novas informações, cuja a característica principal seja o humor.

b)

Recriar um texto, mudando as palavras, mas acrescentando novas ideias.

c)

Recriar de um texto mantendo fidelidade às suas ideias originais.

d)

Inspirar-se em um texto para, com base em seu modelo ou assunto, criar um novo texto cuja principal característica seja o humor.

75.

Leia os dois textos a seguir e marque a alternativa correta:

TEXTO 01

Ô, sol
Vê se não esquece
E me ilumina
Preciso de você aqui

Ô, sol
Vê se enriquece
A minha melanina
Só você me faz sorrir

E quando você vem
Tudo fica bem mais tranquilo
Ô, tranquilo

Que assim seja, amém
O seu brilho é o meu abrigo
Meu abrigo

E toda vez que você sai
O mundo se distrai
Quem ficar, ficou
Quem foi, vai, vai

TEXTO 02

Ó só, vê se não esquece

e pega a minha dica.

Do uso dos porquês, aqui Ó só, ]

são de 4 espécies

e vou te indicar

É fácil decorar assim...

O primeiro separa bem “POR QUE”

É o de pergunta, pergunta

O segundo é final de frase S

eparado com acento.

E quando “PORQUE” junto vai

Cuida não se distrai

Ele é de resposta Junta e vai vai...

Quando “O PORQUÊ” junto vai

Cuida não se distrai

Substantivou com

Acento vai vai vai

E artigo vai vai vai

a)

Os textos acima são exemplos de dois textos expositivos diferentes.

b)

Os textos acima mostram o exemplo de uma paráfrase. O texto 01 é uma paráfrase do texto 02.

c)

Os textos acima mostram um exemplo de uma paródia. O texto 02 é uma paródia do texto 01.

d)

Os textos acima não possuem relação um com o outro.

76.

Qual é a principal diferença entre uma paródia e uma paráfrase?

a)

Uma paródia mantém a ideia original do texto, enquanto uma paráfrase altera o conteúdo.

b)

Uma paródia altera o conteúdo com humor, enquanto uma paráfrase mantém a ideia original.

c)

Ambas mantêm a ideia original, mas a paródia é mais longa.

d)

Ambas alteram o conteúdo, mas a paráfrase é mais curta.

77.

Qual das alternativas abaixo melhor descreve o uso de paródias na literatura?

a)

Paródias são usadas para criticar ou satirizar o texto original.

b)

Paródias são usadas para explicar o texto original de forma mais clara.

c)

Paródias são usadas para manter a fidelidade ao texto original.

d)

Paródias são usadas para traduzir o texto original para outro idioma.

78.

1. Pedro Bandeira é um escritor brasileiro que se dedicou ao gênero infantojuvenil. Em seus livros, encontramos histórias de aventuras e até mesmo uma paródia dos contos de fadas, como em O fantástico mistério de Feiurinha.

2. O escritor brasileiro Pedro Bandeira é autor de diversos livros infantojuvenis, nos quais criou narrativas de aventura. Ele também fez paródia dos contos de fada: é o caso da obra O fantástico mistério de Feiurinha.

Os textos mostram um exemplo de:

a)

Paródia

b)

Paráfrase

c)

Conto maravilhoso

d)

Reportagem.

79.

Marque a única alternativa correta sobre o paráfrase.

a)
  • Propõe uma interpretação de uma obra já existente e, em geral, consagrada.

b)
  • Pode romper abertamente com a temática do texto original ou fazer isso de modo sutil.

c)
  • Substitui as palavras por outras sem que haja perda de sentido, não adicionando novas informações ao texto original.

d)
  • Apresenta humor e/ou ironia como recursos expressivos.

e)
  • Quando é literária, normalmente, mantém a intertextualidade temática empregando a crítica e/ou a oposição de ideias em relação ao texto original.

80.

Marque a afirmação correta sobre a paráfrase.

a)

Quando parafraseamos um texto, devemos manter sempre sua ideia original, sem omitir nenhuma parte do que o autor propôs. Já o resumo tem a mesma proposta: a de sintetizar as ideias de um texto, destacando apenas aquelas que julgamos essenciais para o entendimento do todo. 

b)

Quando resumimos um texto, devemos manter sempre sua ideia original, sem omitir nenhuma parte do que o autor propôs. Já quando parafraseamos tem outra proposta: a de sintetizar as ideias de um texto, destacando apenas aquelas que julgamos essenciais para o entendimento do todo. 

c)

Quando parafraseamos um texto, devemos manter sempre sua ideia original, sem omitir nenhuma parte do que o autor propôs. Já o resumo tem outra proposta: a de sintetizar as ideias de um texto, destacando apenas aquelas que julgamos essenciais para o entendimento do todo. 

d)

Quando parafraseamos um texto, devemos manter sempre sua ideia original, sem omitir nenhuma parte do que o autor propôs e a de sintetizar as ideias de um texto, destacando apenas aquelas que julgamos essenciais para o entendimento do todo. 

81.

Frase 01: Ter conhecimento oferece grande capacidade de ação.

Frase 02: A prática leva à perfeição.

O exemplo acima é uma:

a)

Paródia

b)

Poema

c)

Prafrase

d)

Paráfrase