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WorksheetsQuiz de português- texto científico
Total questions: 13
Worksheet time: 37mins
Qual é a principal finalidade do texto de divulgação científica?
Criticar teorias científicas
Entreter o público
Popularizar a ciência
Vender produtos científicos
Qual característica NÃO é comum em textos de divulgação científica?
Linguagem clara e objetiva
Presença de termos técnicos
Verbos na terceira pessoa
Uso de gírias e expressões populares
Quem geralmente escreve textos de divulgação científica?
Políticos
Estudantes de graduação
Pesquisadores e especialistas
Jornalistas
Qual é um dos suportes mais utilizados para a divulgação de textos científicos?
Cartazes publicitários
Rádio
Revistas e jornais científicos
Redes sociais
Qual é a importância dos textos de divulgação científica para a sociedade?
Promover produtos comerciais
Divulgar conhecimentos de forma acessível
Entreter o público
Criticar teorias científicas
O SONO NO MUNDO MODERNO
Ansiedade, estresse e angústia são alguns dos sintomas ligados a noites mal dormidas. Cientistas demonstram que o contexto sociocultural, a tecnologia e o estilo de vida atuais contribuem significativamente para que ocorram distúrbios do sono, os quais prejudicam o desempenho mental, a segurança e a saúde das pessoas. Recentemente, um artigo da Nature and Science of Sleep (Natureza e Ciência do Sono, março de 2012) sobre “os impactos do estilo de vida e desenvolvimentos da tecnologia sobre o sono” trouxe uma revisão bastante interessante sobre os fatores ambientais e comportamentais que interferem no padrão de sono, duração e qualidade, além das consequências reportadas pela ciência nos últimos anos e possíveis tratamentos para as desordens do sono.
Vários problemas são causados por escalas de serviço que alternam os turnos durante dia e noite, por exemplo. Turnos da noite acarretam menor tempo dormido durante o dia subsequente, sonolência que pode durar até vários dias após a noite de trabalho. A escala acaba tornando também o trabalhador propenso a dormir em serviço, principalmente durante as horas que antecedem a manhã. Pesquisas mostram ainda que as escalas flexíveis de trabalho (como em horários noturnos, aos finais de semana ou aqueles em que o trabalhador é chamado por telefone, a qualquer momento do dia) acarretam em piores saúde mental, qualidade de sono e bem-estar pessoal que as escalas tradicionais.
Em crianças, adolescentes e adultos, outro fator ambiental que tem contribuído para a ocorrência de distúrbios do sono é a exposição às mídias eletrônicas. A presença de dispositivos midiáticos (televisão ou computador) no quarto de crianças e adolescentes demonstrou que os mesmos vão dormir mais tarde e o tempo de sono fica reduzido. Estudos com adultos mostram que, para as mulheres, o tempo aumentado de navegação na internet, e o aumento das ligações telefônicas e mensagens SMS, para os homens, são fatores que aumentam os riscos de desenvolvimento dos distúrbios do sono.
Processos fisiológicos e comportamentais, de estudo das ciências como a biologia e medicina, estão intimamente ligados com o sono. A liberação de hormônios, os ciclos de dormir/acordar e o desenvolvimento de atividades mentais (desempenho) oscilam naturalmente com o ciclo diário, e são controlados pelo “relógio biológico”, localizado no hipotálamo. Sob as condições normais, todos estes processos são controlados pelo ciclo ambiental (claro e escuro) e estão com ele sincronizados.
Tendo em vista estes aspectos do mundo moderno, as influências deles sobre o sono e, então, deste sobre a vida das pessoas, saúde, trabalho e bem-estar, é importante que as empresas atentem para os fatores que afetam a vida dos trabalhadores e até mesmo para o que eles alteram no cotidiano destas empresas, com relação ao sono (risco de acidentes, aumento dos gastos e diminuição do desempenho são alguns exemplos). Quem sabe permitir horários de descanso? Estudos mostraram que cochilos de 20 a 40 minutos são o suficiente para aumentar atenção e desempenho, durante a noite.
Finalmente, atingir a quantidade ideal de sono, em um ambiente escuro e quieto, evitar também o consumo de bebidas alcoólicas e cafeína, são condições essenciais para evitar a insônia e distúrbios do sono consequentes dela.
Renato Augusto Corrêa dos Santos, Jornal Biosferas
O texto que você leu é um texto de divulgação científica. Isso se justifica por sua finalidade ser:
apresentar um tema de interesse público visando explicá-lo à luz da ciência.
narrar um acontecimento científico para comprovar uma opinião ao leitor.
mostrar dados científicos e históricos sobre os efeitos do sono prolongado no Brasil.d) relatar fatos e acontecimentos atuais de interesse e importância para a comunidade.
relatar fatos e acontecimentos atuais de interesse e importância para a comunidade.
No trecho: “Sob as condições normais, todos estes processos são controlados pelo ciclo ambiental (claro e escuro) e estão com ele sincronizados.”, o uso dos parênteses tem a finalidade de:
realizar indicações cênicas.
mostrar uma citação do autor.
explicar a expressão anterior.
marcar uma opinião do narrador.
No trecho: “televisão ou computador” a palavra grifada estabelece ideia de:
oposição.
explicação.
alternância.
adição.
Qual das opções abaixo não é um gênero de divulgação científica?
Relatório.
Artigo científico.
Texto didático.
Receita culinária.
Qual linguagem NÃO DEVE ser empregada em textos de divulgação científica?
Clara.
Informal.
Objetiva.
Precisa.
Por que os artigos científicos são de difícil entendimento para o público geral?
São publicados em revistas de divulgação científica
São escritos em linguagem acessível para todos
Apresentam termos técnicos e conceitos complexos
São divulgados em jornais de grande circulação
A poluição sonora em Curitiba!
Parque da Ciência
Por Rafael Vitorino de Oliveira
O aumento populacional nos grandes centros urbanos acarreta também o aumento do barulho, seja na região central ou periférica da cidade. A poluição sonora é tanta que impede atividades diárias das pessoas, como trabalhar, conversar e se concentrar no que estão fazendo.
De acordo com o físico especialista em acústica Geraldo Cavalcante, a capital paranaense não é tão barulhenta quanto São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, porém, a cidade cresceu muito e junto a esse crescimento houve um aumento nos níveis de ruído.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) indica que nos centros urbanos o nível deve ser de 70 dB,com tolerância até 80 dB. Nas áreas comerciais da capital, a média é de 70 a 78 dB e, na presença de veículos de carga, esse ruído varia entre 80 a 85 dB.
Mesmo no período noturno, onde o ruído diminui durante o nosso sono, ele pode causar alterações no cotidiano. Por exemplo, níveis sonoros de até 55 dB podem modificar a estrutura do nosso sono, causando prejuízo na realização de tarefas diárias.
Cantrell (1974) mostrou que descargas sonoras de 85 dB sobre 70 dB de fundo, nos períodos diurnos em forma de pulsos durante somente 3% do tempo, e só 50dB de fundo no período noturno, desencadearam, durante os 40 dias do experimento, aumento do colesterol de 25% e do cortisol plasmático de 68%. Os pacientes eram jovens saudáveis de 20 anos, portanto os menos susceptíveis aos efeitos nocivos.
Nossos veículos automotores são os principais responsáveis pelo barulho nos centros urbanos. Algumas medidas já foram tomadas, como inspeção veicular e desvio do tráfego pesado dos centros, mas ainda temos motocicletas, academias, obras em geral, bares. Portanto, não trata-se de um problema simples, prejudicial à saúde humana e que muitas vezes passa despercebido no nosso dia a dia.
Nossos veículos automotores são os principais responsáveis pelo barulho nos centros urbanos. Algumas medidas já foram tomadas, como inspeção veicular e desvio do tráfego pesado dos centros, mas ainda temos motocicletas, academias, obras em geral, bares. Portanto, não trata-se de um problema simples, prejudicial à saúde humana e que muitas vezes passa despercebido no nosso dia a dia.
CURIOSIDADES
Nível de ruído provocado (aproximadamente – em decibéis)
Torneira gotejando (20 db)
Música baixa (40 db)
Conversa tranquila (40-50 db)
Restaurante com movimento (70 db)
Secador de cabelo (90 db)
Caminhão (100 db)
Britadeira (110 db)
Buzina de automóvel (110 db)
Turbina de avião (130 db)
Show musical, próximo as caixas de som (acima de 130 db)
Tiro de arma de fogo próximo (140 db).
Qual é a principal fonte de poluição sonora nos centros urbanos, segundo o texto?
Veículos automotores
Academias
Bares
Obras em geral
Qual é o nível de ruído recomendado pela OMS para centros urbanos?
70 dB
80 dB
90 dB
60 dB
Qual é o efeito de níveis sonoros de até 55 dB durante o sono?
Modificam a estrutura do sono
Causam insônia
Aumentam a concentração
Melhoram a qualidade do sono
Qual cidade é mencionada como menos barulhenta que São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte?
Curitiba
Porto Alegre
Salvador
Brasília
Qual foi o aumento do colesterol observado no experimento de Cantrell (1974)?
25%
50%
68%
40%
Qual é o nível de ruído de um secador de cabelo, conforme o texto?
90 dB
70 dB
110 dB
130 dB
Quais medidas foram mencionadas para reduzir a poluição sonora nos centros urbanos?
Inspeção veicular e desvio do tráfego pesado
Proibição de motocicletas
Fechamento de academias
Redução de obras em geral
DO FOCINHO AO CÉREBRO
Lá vai o gato, escapando pelo portão para dar uma voltinha na rua. Vai longe, saltando muros e telhados. Mas, curiosamente, não se perde: sempre volta para casa. Enquanto isso, o cachorro, treinado pela polícia, trabalha no aeroporto. Ele consegue farejar substâncias ilegais, mesmo quando estão bem embaladas e escondidas nas bagagens. Esses animais têm sim um superolfato! E o que explica isso?
O superolfato dos cães e gatos é realmente impressionante. Permite, por exemplo, que reconheçam seus tutores mesmo quando perdem a visão e a audição. Nós, humanos, passamos longe dessa sensibilidade olfatória. Mas, como pode? Se o cérebro dos humanos é tão desenvolvido, como cães e gatos são capazes de perceber mais odores do que nós?
Para entender como o sistema olfatório – o sistema sensorial capaz de perceber os diferentes cheiros (ou odores) – se organiza, precisamos viajar do focinho ao cérebro! Topa?
Bons de faro
A nossa viagem começa pelo nariz – também conhecido como focinho nos demais mamíferos. Dentro dele há muitas células para detecção de odores. Mas onde elas ficam? Vamos com calma… Você certamente já reparou que, na parte interna do nosso nariz, há pelinhos. Eles têm a função de filtrar a poeira e tentar reter os germes quando respiramos, mas não têm papel algum na percepção de odores. Seguindo pela cavidade nasal, mais acima, está o epitélio olfatório. É nele que estão as células olfatórias, as responsáveis pela detecção de odores.
Cães e gatos não têm pelinhos dentro do nariz como os humanos, mas têm células olfatórias em quantidade muito maior do que as nossas. Podemos imaginar essas células como as cerdas de uma escova de dente. Bem na pontinha delas, ficam os receptores de odores, que são ativados pelas diferentes substâncias químicas dissolvidas no ar.
Cada um dos receptores de odores está preparado para reconhecer uma molécula química específica (é como brincar de lego: a peça tem que encaixar certinho na outra!). Quando isso acontece, uma mensagem é enviada para o cérebro para que seja interpretada. É lá, em regiões específicas, que a percepção do odor acontece. Sim, é no cérebro que se distingue entre o cheiro do tutor, de um alimento ou do caminho de volta para casa, não no nariz!
Superolfato
Nós, humanos, temos aproximadamente 6 milhões de células olfatórias. Já os gatos têm algo entre 40 e 80 milhões, enquanto os cães ganham a disputa, apresentando de 120 a 300 milhões de células olfatórias!
Os gatos têm habilidade de detecção de odores superior a dos humanos.
Fotos Freepik
Nariz especial
Algumas raças de cães têm o nariz, digamos, diferenciado. Os ossos são organizados de tal maneira que o ar inspirado atinge diferentes regiões nas narinas. É como um túnel onde, numa determinada parte, o teto e o chão ficam mais próximos. Neste trecho, o ar passa bem devagarinho, permanecendo mais tempo em contato com os receptores olfatórios. Assim, eles são estimulados por um período maior de tempo, aumentando a capacidade de reconhecimento de diferentes odores durante o farejamento.
A habilidade de farejar de algumas raças de cães é tão incrível que os torna aptos a trabalhar lado a lado com humanos. É que, como são cães com esse diferencial natural para o farejamento, eles podem ser treinados para encontrar substâncias ilegais, explosivos, resgatar pessoas e até mesmo detectar se uma pessoa tem câncer, através do cheiro da urina dela! Viu só como parecem ser mesmo os melhores amigos do homem?
Já os gatos não parecem ter uma habilidade de detecção de odores tão eficiente como a de algumas raças de cães, mas, sem dúvida, é superior à nossa! Gatos têm a cavidade nasal alongada, o que também facilita que o ar fique mais tempo em contato com as células olfatórias. Além disso, têm uma habilidade muito curiosa de controlar os músculos do nariz, direcionando o ar para áreas específicas, o que colabora para o farejamento aguçado desses animais.
A habilidade de farejar de algumas raças de cães é tão incrível que os torna aptos a trabalhar lado a lado com humanos.
Cães treinados são capazes de farejar substâncias químicas liberadas pelo corpo humano, através da pele e das glândulas de suor.
Instintivamente
Está sentido cheiro de mais curiosidades no faro de cães e gatos? Pois tem mesmo! Esses animais apresentam uma estrutura chamada órgão vomeronasal, capaz de reconhecer feromônios. Você já ouviu falar nisso?
Feromônios são substâncias químicas liberadas pelo corpo que têm um papel muito importante na comunicação entre indivíduos da mesma espécie e, em alguns casos, com outras também. Eles podem transmitir diversas informações sobre o animal, como seu estado emocional, se está na fase de acasalamento ou se está marcando território, bem como refletir a capacidade de identificação de indivíduos familiares ou estranhos.
O mais incrível é que os feromônios desencadeiam uma resposta emocional inconsciente, que não depende de qualquer aprendizagem prévia. É instintivo: o animal sente o cheiro e sabe como reagir! Isso acontece porque os neurônios do órgão vomeronasal se conectam diretamente a uma parte do cérebro chamada sistema límbico, que é responsável pelas emoções e pelo processamento de estímulos relacionados ao prazer, medo e outros aspectos emocionais.
Meu humano favorito
Será que a percepção de odores explica quando o gato ou o cachorro tem preferência por uma pessoa da família? A resposta é… sim! O corpo de cada um de nós também libera substâncias químicas através da pele e das glândulas de suor. E é curioso que cada pessoa vai liberar uma composição específica, como se fosse a sua identidade em forma de cheiro. Cães e gatos conseguem detectar com facilidade isso, e assim associam cada combinação de “cheiros” a determinada pessoa. Por isso reconhecem todas pessoas da família, especialmente aquela por quem têm preferência.
Além disso, quando interagimos com os animais, seja fazendo um carinho ou uma brincadeira, eles conseguem perceber a mudança no cheiro, e isso representa uma diversão, um momento de afetividade e até mesmo de recompensas.
Parece que, para cães e gatos, um cheirinho pode valer mais do que mil palavras!
Bruna Carneiro
Bruna Oliveira
Priscilla Bomfim
Núcleo de Pesquisa, Ensino, Divulgação e Extensão em Neurociências
Universidade Federal Fluminense
Qual é a principal habilidade olfativa dos cães mencionada no texto?
Detectar substâncias ilegais
Encontrar alimentos
Identificar cores
Ouvir sons agudos
Quantas células olfatórias os humanos possuem aproximadamente?
6 milhões
40 milhões
80 milhões
300 milhões
O que são feromônios?
Substâncias químicas liberadas pelo corpo para comunicação
Células olfatórias no nariz
Receptores de odores no cérebro
Partículas de poeira no ar
Qual parte do cérebro está associada à resposta emocional desencadeada por feromônios?
Sistema límbico
Córtex cerebral
Hipotálamo
Cerebelo
Por que algumas raças de cães têm um olfato mais apurado?
Devido à organização dos ossos do nariz
Por terem mais pelinhos no nariz
Porque têm menos células olfatórias
Devido ao tamanho do cérebro
Como os gatos conseguem direcionar o ar para áreas específicas do nariz?
Controlando os músculos do nariz
Através de pelinhos no nariz
Com a ajuda do órgão vomeronasal
Usando o sistema límbico
O que permite que cães e gatos reconheçam seus tutores mesmo sem visão ou audição?
Superolfato
Memória visual
Comunicação verbal
Tamanho do cérebro
