wayground logo

Free Printable Worksheets

NEW

Font size

S
M
L
XL
Worksheets

Recuperação SAEB 3º

Total questions: 15

Worksheet time: 8mins

Name
Class
Date
1.

Ontem às 14 horas, toda gente começou a discar, e está discando até agora. É o prazer da cidade: retirar o fone do gancho; ouvir o ruído de chamada; discar um-zero-um-quinze; e indagar que fita levam hoje no cinema; ou perguntar a um amigo se sabe jogar golfinho; ou a uma amiga, se ela não sabe que vestido vermelho dá dor de cabeça. Trotes afetuosos, sem malícia. Em síntese, Belo Horizonte diverte-se com o telefone automático, achando a coisa mais engraçada do mundo escutar a voz que veio sozinha, sem que ninguém ligasse. Há um contentamento infantil nas pessoas que inauguraram ontem oficialmente o seu telefone particular, discando para todas as pessoas conhecidas, consultando nervosamente o catálogo, pedindo informações à Companhia.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Alô, quem fala? Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br. Acesso em: 7 jun. 2023.

Segundo o texto, o “prazer da cidade” é

a)

revelar seu aspecto infantil.

b)

manter o telefone fora do gancho.

c)

frequentar assiduamente o cinema.

d)

encontrar justificativas para utilizar o telefone.

e)

procurar estar informado sobre diversos assuntos.

2.

No texto, a fala do rapaz e sua aparência mantêm uma relação de

complementação.

a)

complementação.

b)

contradição.

c)

equivalência.

d)

harmonia.

e)

reciprocidade.

3.

Entre os bens culturais que um povo possui, a língua que ele fala é, talvez, o mais importante e, sem dúvida, o primeiro com o qual seus cidadãos entram em contato. No meu caso particular, isto é tanto mais verdadeiro na medida em que, sendo escritor, a língua portuguesa é meu instrumento de trabalho [...]. Vem daí o amor profundo, a paixão irreprimível, a relação de carne e sangue que me liga à língua portuguesa [...]. Pode-se imaginar, então, como fico preocupado ao ver a língua portuguesa desfigurada, como está acontecendo. Sei perfeitamente [...] que um idioma é uma coisa viva e pulsante. Não queremos isolar o português, que, como acontece com qualquer outra língua, se enriquece com as palavras e expressões das outras. Mas elas devem ser adaptadas à forma e ao espírito do idioma que as acolhe. Somente assim é que deixam de ser mostrengos que nos desfiguram e se transformam em incorporações que nos enriquecem. Cito um caso, para exemplificar: no país onde se joga o melhor futebol do mundo, traduziram, e bem, a palavra inglesa “goal” por “gol”. Mas estão escrevendo seu plural de maneira ao mesmo tempo horrorosa e errada, “gols” (e não “gôis”, como é exigido ao mesmo tempo pelo bom gosto, pelo espírito e pela forma da nossa língua). Isto num setor em que, para substituir os vocábulos estrangeiros, se adotaram palavras tão boas quanto “zaga”, “escanteio”, “impedimento” etc.

SUASSUNA, Ariano. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 16 jul. 2023.

Ao mencionar o processo de incorporação da palavra “goal”, do inglês ao português, o escritor brasileiro Ariano Suassuna defende que

a)

vocábulos estrangeiros sejam sempre impedidos de compor outra língua.

b)

transformações impostas por palavras estrangeiras a uma língua ao longo do tempo não a desfigurem.

c)

regras gramaticais do português sejam sempre desrespeitadas quando aplicadas a termos estrangeiros.

d)

palavras estrangeiras sejam sempre traduzidas para termos já existentes na língua à qual são incorporadas.

4.

Leia o texto.

“Eles são a família que escolhemos”, diz o ditado popular. E é isso mesmo: além da família, os amigos são as pessoas com quem vamos estabelecer vínculos mais significativos e duradouros durante a vida.

Sim, ter amigos é fundamental para viver uma vida mais saudável e até mais longa — e há inúmeros estudos a respeito disso. Por exemplo, uma revisão de 148 estudos feita nos EUA mostrou que pessoas com amizades sólidas tinham 50% mais chances de sobrevivência. Mais que isso: os autores concluíram que os efeitos da falta de amigos são comparáveis aos problemas provocados pela obesidade, pelo abuso de álcool e pelo consumo de 15 cigarros por dia.

Seja no trabalho, na escola ou na vida, fazer conexões é algo tipicamente humano — como seres sociais que somos, precisamos dessa interação para nos sentirmos validados e acolhidos. “Eles são a nossa biografia viva, são testemunhas do que vivemos”, diz a psicóloga Natália Tavares Pavani Araújo. Ao longo da vida, no entanto, é comum que os caminhos sigam por rotas diferentes e muitas amizades fiquem no passado.

Disponível em: www.uol.com.br. Acesso em: 4 abr. 2020 (adaptado).

Segundo a tese apresentada no texto, “ter amigos é fundamental” porque

a)

temos mais possibilidades de viver melhor.

b)

guardamos boas lembranças deles.

c)

sofremos dos mesmos problemas.

d)

gostamos de escolher os amigos.

e)

exigimos ser amados por eles.

5.

Precisamos dar voz ao autismo

No fim de 2007, a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu todo dia 2 de abril como o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Essa data foi criada com o intuito de aumentar os esforços globais e promover, assim, uma maior compreensão sobre a condição neurológica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) inclui diversas síndromes marcadas por perturbações do desenvolvimento neurológico com três características fundamentais, que podem manifestar-se em conjunto ou isoladamente. São elas: dificuldade de comunicação por deficiência no domínio da linguagem e no uso da imaginação para lidar com jogos simbólicos, dificuldade de socialização e padrão de comportamento restritivo e repetitivo.

[...]

Pessoas com transtorno do espectro autista são muitas vezes sujeitas ao estigma e à discriminação, incluindo menores oportunidades de acesso à saúde, educação e de se engajarem e participarem de suas comunidades.

[...]

Indivíduos com TEA precisam de serviços de saúde acessíveis para as necessidades gerais de cuidados de saúde assim como o resto da população, incluindo promoção e prevenção da saúde e tratamento de doenças agudas e crônicas. No entanto, têm taxas mais altas de necessidades de saúde negligenciadas em comparação com a população em geral. Elas também são mais vulneráveis durante emergências humanitárias. Um obstáculo frequente é o conhecimento insuficiente sobre o transtorno do espectro autista e as ideias equivocadas que partem dos profissionais de saúde. Precisamos da conscientização e inclusão. O autismo tem se tornado cada vez mais comum. Precisamos dar voz ao autismo.

CARVALHO, Bárbara. Disponível em: www.jornalopcao.com.br. Acesso em: 12 set. 2020. [Fragmento adaptado]

A autora do artigo revela uma opinião no trecho:

a)

“Precisamos da conscientização e inclusão. [...] Precisamos dar voz ao autismo”.

b)

“O Transtorno do Espectro Autista (TEA) inclui diversas síndromes marcadas por perturbações do desenvolvimento neurológico [...]”.

c)

“No fim de 2007, a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu todo dia 2 de abril como o Dia Mundial da Conscientização do Autismo”.

d)

“Indivíduos com TEA precisam de serviços de saúde acessíveis para as necessidades gerais de cuidados de saúde assim como o resto da população [...]”.

e)

“Essa data foi criada com o intuito de aumentar os esforços globais e promover, assim, uma maior compreensão sobre a condição neurológica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.”

6.

Fazendo o advogado do diabo, a mobilidade urbana de uma metrópole não é uma questão fácil de se resolver. [...] Lembra dos patinetes? Um dia você acorda prefeito e tem que lidar com uma nova categoria de veículo que não é nem bicicleta, nem moto, nem carro. Isso em uma cidade que já vive em constante conflito só com esses elementos. [...] O problema de mobilidade urbana é crônico e não se resolveu até o momento porque todos querem iniciar seus planos do zero. Querem implantar os seus modelos e não dão sequência nos projetos que se iniciaram na gestão anterior. E não existe solução de quatro ou oito anos para um problema que está aí desde pelo menos 1911.

Disponível em: https://autoesporte.globo.com. Acesso em: 27 ago. 2024.

No artigo, o autor opina que a situação do trânsito na cidade de São Paulo

a)

deve ser repensada à luz de modelos do século passado.

b)

exige modelos inovadores que ofereçam alternativas.

c)

se resolverá com a limitação de certas categorias de veículos.

d)

requer continuidade e constância nos projetos de reforma.

7.

Barata à vista

A barata é a mais lídima das aquisições democráticas do mundo. Quase toda a casa a possui. Aos pobres lhes cabe melhor quinhão desses insetos, muito embora o Sr. Guinle não possa se queixar pois o Copacabana também as tem apesar de todo o DDT. Pertencendo à família das BLATÍDEAS, muito conhecida nos buracos de rodapés, canto de estantes, fundos de arquivos e de gavetas, as baratas têm hábitos próprios interessantíssimos com os quais me familiarizei nos meus longos anos de pertinaz contato com arcanos e alfarrábios.

Para se lidar com baratas há quem acredite em inseticidas e baraticidas. Como em tudo mais, acredito em psicologia. Para se aplicar a psicologia é preciso um certo método e uma vasta disciplina. Vejamos. [...].

FERNANDES, Millôr. Lições de um ignorante. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2012.

BLATÍDEAS está com todas as letras maiúsculas para

a)

apresentar os hábitos das baratas.

b)

enfatizar o nome científico da família das baratas.

c)

enfatizar o medo de baratas.

d)

mostrar os lugares que as baratas são encontradas.

e)

mostrar como exterminar as baratas.

8.

Mais uma doença se espalha no Brasil: a esporotricose, micose causada por fungos do gênero Sporothrix que entram no organismo por meio de feridas na pele. Análises genéticas indicam uma epidemia em andamento no Brasil, causada principalmente pelo fungo S. brasiliensis. Já se registrou transmissão de animal para animal e de animal para humano. Das 72 amostras de várias espécies de Sporothrix examinadas, coletadas de 2013 a 2022, 55 eram de esporotricose humana e 17 animal, principalmente em gatos, os principais transmissores; 67 eram do Brasil, três dos Estados Unidos e duas da Colômbia. Em outro estudo, um grupo das universidades federais Rural de Pernambuco (UFRPE) e de São Paulo (Unifesp) identificou 1.176 casos de esporotricose em gatos nos municípios pernambucanos de Jaboatão dos Guararapes, Olinda e do Recife entre 2016 e 2021.

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br. Acesso em: 26 ago. 2024.

Do ponto de vista dos elementos que o constituem, o texto apresenta

a)

diferentes formas em que a doença aparece de acordo com a região.

b)

diferentes formas de trabalho no âmbito da pesquisa universitária.

c)

informações a respeito do número de contaminados por uma doença.

d)

conclusões de estudos sobre a disseminação de uma doença.

9.

A velhinha contrabandista

Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. [...]

Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:

— Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?

A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:

— É areia!

[...] Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.

Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com moamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.

Diz que foi aí que o fiscal se chateou:

— Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com quarenta anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.

— Mas no saco só tem areia! – insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:

— Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?

— O senhor promete que não “espáia”? – quis saber a velhinha.

— Juro – respondeu o fiscal.

— É lambreta.

Disponível em: www.itatiaia.com.br. Acesso em: 10 set. 2020.

A crônica é um gênero textual que aborda assuntos cotidianos de maneira leve e humorística. Nessa crônica, o efeito de humor decorre

a)

da atitude do fiscal da alfândega, que não cumpriu com seu dever ao deixar a velhinha contrabandista ir embora.

b)


do desfecho narrativo, já que o enredo desvia a atenção do leitor, o qual é surpreendido no final.

c)

do vocabulário usado pela velhinha, já que este destoa do que é usado pelo fiscal da alfândega.

d)


da caracterização da personagem principal, que, por ser idosa, surpreende pela realização de atos ilícitos.

e)

da atitude da velhinha, que contrabandeia areia, enquanto o esperado seria um contrabando de moambas.

10.

Leia o texto.

Ensino domiciliar

“Hoje, muitos pais que optam por esse tipo de aprendizado são denunciados e condenados judicialmente a matricular seus filhos na escola”, explica Pedro Hollanda¹.

Para Luiza Christov², além de gerar um alto custo aos cofres públicos, o ensino domiciliar vai impulsionar o surgimento de grupos despreparados de estudos. “Na prática, isso vai fazer com que surjam diversas escolas fora do controle do currículo.”

“Há circunstâncias em que a educação em casa pode oferecer um caminho de aprendizado mais apropriado para os alunos para os quais ambientes mais tradicionais podem ser limitantes”, finaliza Nigel Winnard³.

Disponível em: https://revistacrescer.globo.com. Acesso em: 6 abr. 2020 (adaptado).

Glossário

¹ secretário adjunto da Secretaria Nacional da Família.

² educadora.

³ educador.

Sobre a educação domiciliar, as opiniões expressadas no texto são

a)

semelhantes.

b)

equivocadas.

c)

discrepantes.

d)

indiferentes.

e)

preconceituosas.

11.

Leia o texto.

[...] Sim, mas seria possível dormir sossegadamente no meio daquele barulho que trespassava os ouvidos? Bem, ele não tinha dormido sossegadamente; no entanto, aparentemente, se assim era, ainda devia ter sentido mais o barulho. [...]

KAFKA, Franz. A Metamorfose. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 6 abr. 2020.

No texto, as conjunções “mas”, “no entanto” e “se” estabelecem, respectivamente, relações de:

a)

adição – adição – proporção

b)

oposição – oposição – condição

c)

adição – condição – finalidade

d)

comparação – tempo – causa

e)

oposição – conclusão – condição

12.

Leia o texto.

Saraus na periferia:

resgate da cultura popular

A quarta e última mesa de debate da 4ª Feira do Livro do CDC Tide Setubal com o tema Espaço, Tempo e Pluralidades: a Poética Socioambiental reuniu o poeta Binho (idealizador do Sarau do Binho), o escritor Ferréz (fundador da 1DASUL), o poeta e escritor Gilberto Braz (ex-integrante do Movimento Popular de Arte) e do poeta Sérgio Vaz (idealizador da Cooperifa). A mediação foi realizada pela poetisa Bianca Costa. Na abertura, destaque para a história de cada um na relação com a literatura e a poesia e os desafios de trabalhar essa linguagem na periferia de São Paulo.

Outro exemplo concreto é o Sarau da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia), idealizado pelo poeta Sérgio Vaz e realizado há oito anos na zona sul de São Paulo, mais especificamente no Bar do Zé Batidão, na Chácara Santana. “A minha relação com a poesia vem da infância, porque o meu pai, apesar de simples, adorava ler e me influenciou”, contou Sérgio Vaz. “Assim, a literatura foi me encontrando. E, hoje, ser poeta é uma forma de dizer que trabalho sem trabalhar”, ele brincou com a plateia. “Esse movimento da Cooperifa começou em 2001, e estamos aí até hoje”.

FUNDAÇÃO TIDE SETÚBAL. Saraus na periferia: resgate da cultura popular. Disponível em: https://fundacaotidesetubal.org.br. Acesso em: 9 set. 2020 (adaptado).

Analise a variedade linguística presente nos trechos “Assim, a literatura foi me encontrando” e “Esse movimento da Cooperifa começou em 2001, e estamos aí até hoje”. Eles se destinam a um falante que tem como característica o uso da linguagem

a)

coloquial.

b)

jornalística.

c)

poética.

d)

técnica.

e)

formal.

13.

— Ah, Maria de Lourdes, se liga! Não estou nem aí para você e para suas amigas. Quero é dançar e ser feliz, você está me atrapalhando.

— A festa é para gente da minha idade, não para velho.

— Velho? E onde é que você está vendo velho aqui? [...]

[...] Amanhã no colégio vai todo mundo comentar o mico que a mãe da Malu pagou na festa.

— E você liga para o que as pessoas comentam? Fala sério, Maria de Lourdes!

Tenha personalidade. Você tinha de se orgulhar por ter uma mãe moderna, empolgada, animada, divertida, cheia de ginga. Eu sou um espetáculo, isso sim.

E sou a melhor mãe do mundo! Sou uma mãe do balacobaco!

— Do balacobaco foi horrível, eu sei. Isso é do tempo da onça. Ops! Do tempo da minha avó, digamos assim.

REBOUÇAS, Talita. Fala sério, mãe! Rio de Janeiro: Rocco, 2009, p. 29-30.

O comentário da mãe sobre o uso da palavra “balacobaco”, ao final do texto, indica o(a)

a)

paródia de expressões consideradas antigas.

b)

uso de expressões já em desuso, indicando sua idade.

c)

recusa às expressões utilizadas pelos jovens.

d)

tentativa de aproximar-se do vocabulário da filha.

e)

desconhecimento sobre as expressões da moda.

14.

Pessoas esticadas na grama passando protetor solar, crianças se lambuzando com sorvete, cachorros trotando de lá para cá. Isso é, também, uma Feira do Livro — como ficou claro durante esse feriado de Corpus Christi em São Paulo. Os dias, ensolarados sem trégua, cooperaram para que o evento [...], enfim, mostrasse a que veio. Era como se fosse a primeira vez em que ele se realizou plenamente, ou ao menos a primeira vez que os paulistanos se apropriaram dele como comunidade [...]. A lotação impressionou ao longo dos cinco dias, com uma presença massiva de leitores desde o começo da manhã [...]. A Feira tem tudo para entrar com os dois pés no calendário paulistano [...]. E a demanda por esse tipo de evento grita de todo lado. Das editoras, que têm suas vendas arejadas numa nova época do ano, dos leitores, que querem estar perto de quem os inspira, e da cidade, que bem que merece mais convites singelos assim para se acomodar, sentar e abrir um livro.

PORTO, Walter. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 15 jun. 2023.

Em seu texto, o repórter Walter Porto defende a ideia de que a Feira do Livro de São Paulo

a)

formará uma nova geração de leitores.

b)

deverá firmar-se como evento importante no calendário da cidade.

c)

resolverá o problema das editoras com a vendagem de livros.

d)

deverá firmar-se como evento importante no calendário da cidade.

e)

dependerá de condições climáticas e administrativas para sobreviver.

15.

Indígenas criam enciclopédia de plantas medicinais para novas gerações

A morte de um importante líder dos Matsés, indígenas que vivem na Amazônia, entre o Peru e o Brasil, foi o sinal de alerta para um problema que, infelizmente, faz parte da história de várias tribos: o desaparecimento de todo o conhecimento que as populações das florestas produziram ao longo de milênios.

O xamã morreu sem passar os seus ensinamentos aos mais novos. Para impedir que informações preciosas se perdessem no tempo, o grupo indígena, com auxílio da ONG Acaté, criou uma das primeiras enciclopédias no mundo que consolida o conhecimento dos xamãs da tribo para mantê-lo vivos às próximas gerações.

A Enciclopédia Matsés de Medicina Tradicional reúne mais de 500 páginas que falam sobre doenças, procedimentos e plantas da floresta amazônica que fazem parte da cultura da tribo desde sempre.

A partir dos relatos orais de um grupo de cinco xamãs, jovens matsés passaram a escrever práticas, fotografar as plantas e consolidar e categorizar o conhecimento tradicional, tudo em sua língua tradicional para coibir a biopirataria ou a exploração por parte de terceiros.

Disponível em: https://portal.aprendiz.uol.com.br. Acesso em: 20 abr. 2020.

A iniciativa de criar uma enciclopédia sobre plantas medicinais busca solucionar um problema relacionado ao(à)

a)
preservação da cultura ocidental
b)


registro do conhecimento indígena em fontes permanentes.

c)
aumento da biopirataria
d)
desinteresse dos jovens pela medicina
e)
desenvolvimento de novas tecnologias médicas