Worksheetsteste- revisão de conteúdos do 2° tri - Sociologia
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Imagine um grupo de jovens de Paranavaí que trabalha em uma grande indústria de suco de laranja da região. Eles passam o dia todo operando máquinas modernas, mas não participam das decisões da empresa e o produto final, vendido para o mundo todo, gera um lucro imenso do qual eles recebem apenas uma pequena fração como salário. Essa diferença entre a riqueza que o trabalho deles gera e o salário que efetivamente recebem é um ponto central da crítica de Karl Marx. De acordo com a teoria marxista, essa situação evidencia o conceito de:
Dominação Carismática, pois os donos da fábrica convencem os trabalhadores por meio de seu grande carisma pessoal.
Anomia Social, porque a ausência de normas claras na indústria deixa os trabalhadores sem rumo.
Mais-valia, que representa a apropriação, pelo dono do capital, do valor excedente produzido pelo trabalhador e não pago em seu salário.
Solidariedade Orgânica, já que a especialização de cada trabalhador na linha de produção cria um laço de interdependência entre eles.
Fato Social, pois a forma de organização do trabalho se impõe a todos os funcionários da indústria como uma força exterior.
Lucas conseguiu seu primeiro emprego em uma rede de fast-food no centro de Paranavaí. Sua função é única e repetitiva: fritar batatas por oito horas seguidas. Ele não sabe qual lanche sua batata irá compor, não conhece os clientes e nem participa do planejamento do restaurante. Ao final do dia, sente que seu esforço é apenas uma pequena peça em uma máquina gigante e desconhecida, sentindo-se desconectado do resultado de seu próprio trabalho. A sensação de Lucas, de estranhamento e falta de sentido em relação ao seu trabalho, é um exemplo clássico do que Karl Marx definiu como:
Consciência de classe, pois ele começa a perceber sua posição como trabalhador explorado.
Alienação, processo no qual o trabalhador perde o controle e a conexão com o produto de seu esforço e com o processo produtivo.
Luta de classes, uma vez que ele está em conflito direto e organizado com os donos da rede de fast-food.
Mobilidade social, porque o emprego, mesmo repetitivo, representa uma chance de ascender economicamente.
Ideologia, pois ele foi convencido por um discurso de que aquele trabalho é o único possível para ele.
Ao assistir ao noticiário local de Paranavaí, um estudante de sociologia percebe que as leis municipais sobre o uso do solo urbano, as programações culturais oferecidas pela prefeitura e até mesmo as campanhas publicitárias de grandes empresas parecem, de forma sutil, favorecer e validar o estilo de vida e os interesses dos grupos economicamente mais poderosos da cidade, tratando essa realidade como algo natural e bom para todos. Para Karl Marx, o conjunto de leis, da cultura e das ideias que sustentam e legitimam a ordem social e econômica dominante é chamado de:
Infraestrutura, que corresponde à base material e às relações de produção da sociedade.
Tipo Ideal, que é um modelo conceitual para entender a realidade, mas não a realidade em si.
Superestrutura, que é o conjunto de instituições e ideias (jurídicas, políticas, culturais) que se ergue sobre a base econômica para mantê-la.
Na teoria de Karl Marx, essa base produtiva e material, que condiciona todo o desenvolvimento social, político e intelectual, é a:
Consciência coletiva.
Ação social racional.
Superestrutura ideológica.
Jaula de aço da burocracia.
Infraestrutura econômica.
Discursos como este, que segundo Karl Marx mascaram as desigualdades reais e justificam a ordem social como se ela fosse baseada apenas no mérito individual, são uma expressão do conceito de:
Ideologia, pois funcionam como um conjunto de ideias que distorcem a realidade para servir aos interesses da classe dominante.
Solidariedade Mecânica, uma vez que a fala busca reforçar os laços de semelhança entre todos.
Materialismo Histórico, por ser uma análise profunda das condições materiais da cidade.
Anomia, já que a fala revela uma confusão sobre as regras sociais de sucesso.
Luta de classes, pois a discussão no grupo é, em si, um confronto direto entre burguesia e proletariado.
Considerando a definição antropológica de cultura como um conjunto de conhecimentos, crenças, artes, leis, moral, costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo homem, qual afirmação abaixo seria INCORRETA?
A cultura é aprendida e compartilhada socialmente, não nascendo com o indivíduo.
Expressões culturais, como a música ou a culinária, são dinâmicas e se transformam com o tempo.
Certos grupos humanos, por seu avançado desenvolvimento tecnológico, são os únicos capazes de produzir cultura de verdade.
Não existe uma hierarquia entre 'alta' e 'baixa' cultura, mas sim, diferentes manifestações culturais.
A cultura inclui tanto elementos materiais (
Um documentário sobre o Paraná mostra o conhecimento que comunidades caiçaras do litoral possuem sobre as fases da lua para a pesca. Esse saber, transmitido por gerações, garante o sustento e a identidade do grupo. No entanto, um biólogo marinho da cidade, ao assistir, comenta que 'esse conhecimento é apenas crendice popular' e que 'somente os dados científicos de seus equipamentos são confiáveis'. A atitude do biólogo, ao julgar o conhecimento caiçara a partir de seus próprios valores e de sua ciência como o único critério de verdade, é um exemplo claro de:
Relativismo Cultural, pois ele busca entender a lógica interna da cultura caiçara.
Alteridade, porque ele reconhece o caiçara como um 'outro' legítimo e diferente.
Etnocentrismo, ao colocar sua própria cultura (científica, urbana) como superior e como a medida para julgar as demais.
Assimilação Cultural, pois ele está tentando forçar os caiçaras a adotarem seus métodos.
Sincretismo Cultural, já que ele propõe uma mistura entre o conhecimento científico e o tradicional.
Ao entrar no colégio, todos os alunos de Paranavaí sabem que precisam usar o uniforme. Não há um guarda em cada porta verificando, mas a maioria cumpre a regra. Aqueles que não o fazem podem ser advertidos pela direção ou até mesmo se sentirem 'deslocados' entre os colegas. A regra 'usar o uniforme' existe antes mesmo de os alunos atuais chegarem à escola e continuará a existir depois que eles saírem. Para Émile Durkheim, a regra do uniforme escolar é um exemplo de fato social. Qual característica do fato social é mais evidente na pressão que os alunos sentem para se adequar, mesmo que não concordem?
Generalidade, pois a regra se aplica a um grande número de alunos.
Ação Afetiva, porque os alunos usam o uniforme por carinho à escola.
Coercitividade, pois existe uma força social (explícita ou implícita) que pressiona o indivíduo a se conformar, sob pena de sanção.
Exterioridade, pois a regra existe fora da consciência individual de cada aluno.
Individualidade, pois cada aluno decide de forma autônoma se quer ou não usar o uniforme.
Uma família de agricultores de um distrito próximo a Paranavaí vive de forma muito unida. Todos compartilham dos mesmos valores religiosos, participam dos mesmos mutirões para a colheita e se ofendem com as mesmas coisas. A coesão do grupo é tão forte que a fofoca e o controle social são intensos, e todos se sentem parte de um mesmo 'corpo' comunitário. Esse forte sentimento de pertencimento baseado na semelhança entre os membros e em uma consciência coletiva intensa é o que Durkheim chamou de:
Solidariedade Orgânica.
Anomia Social.
Solidariedade Mecânica.
Ação Social Racional.
Processo de Burocratização.
Ana saiu de Paranavaí para fazer faculdade de Design em uma capital. Lá, ela percebeu que, para conseguir montar seu projeto, precisava do marceneiro que, por sua vez, dependia do motorista do caminhão que trazia a madeira, que dependia do engenheiro florestal. Embora muito diferentes, com crenças e estilos de vida distintos, todos estavam conectados por uma complexa rede de dependência mútua.
Essa coesão social, baseada na diferenciação e na interdependência funcional entre os indivíduos, é a principal característica do que Durkheim conceitua como:
Solidariedade Mecânica, que se baseia na semelhança de funções e crenças entre os indivíduos
Consciência Coletiva forte, que anula as diferenças individuais em prol do grupo.
Solidariedade Orgânica, típica de sociedades complexas e com alta divisão do trabalho social.
Direito Repressivo, que busca punir exemplarmente quem viola as tradições.
Suicídio Altruísta, no qual o indivíduo se sacrifica pelo bem do grupo social.
A família, a escola, o Estado e a Igreja são exemplos de instituições sociais. Em Paranavaí, um jovem é socializado primeiramente por sua família, que lhe ensina a língua, os primeiros valores e as regras básicas de convivência. Depois, na escola, ele aprende outras normas, conhecimentos técnicos e a interagir com um grupo maior de pessoas.
Segundo a perspectiva de Émile Durkheim, qual é a função primordial das instituições sociais no processo de socialização?
Limitar a liberdade individual, impedindo que os jovens desenvolvam suas próprias personalidades e críticas.
Servir como um instrumento da classe dominante para manter o controle sobre os trabalhadores, segundo a visão marxista.
Ser um espaço para a livre expressão de emoções e afetos, sem nenhuma regra ou constrangimento.
Moldar o indivíduo conforme os padrões e as regras da sociedade, garantindo a coesão e a continuidade da vida social.
Promover a competição entre os indivíduos para selecionar os mais aptos a liderar a sociedade.
O processo de socialização, fundamental para a constituição do ser social, ocorre ao longo de toda a vida. A socialização que acontece na infância, principalmente no âmbito familiar, onde aprendemos as bases da nossa cultura, é considerada por sociólogos como Peter Berger e Thomas Luckmann como socialização primária.
Pensando na sua própria trajetória em Paranavaí, qual das situações abaixo melhor exemplifica a socialização secundária?
Aprender com seus pais a dizer "por favor" e "obrigado".
Ser batizado na igreja que sua família frequenta desde que você nasceu.
Comemorar o Natal todos os anos com os mesmos rituais que seus avós ensinaram.
Ouvir as histórias que seus pais contam sobre a infância deles.
Ingressar em um time de futebol da cidade e ter que aprender as regras específicas do esporte, a disciplina do treinador e a conviver com os novos colegas de equipe
A Constituição Brasileira é um documento que existe independentemente de nós. Nenhum cidadão, sozinho, pode mudá-la. Suas leis se aplicam a todos que vivem no Brasil, incluindo os moradores de Paranavaí, e quem as desobedece está sujeito a punições. Ou seja, ela é externa, geral e coercitiva.
A Constituição, com essas características, materializa perfeitamente o conceito de:
Superestrutura de Karl Marx.
Mais-valia de Karl Marx.
Fato Social de Émile Durkheim.
Ação Social Afetiva de Max Weber
Tipo Ideal de Max Weber
Um jovem de Paranavaí decide se voluntariar para ajudar em uma campanha de arrecadação de alimentos. Ele não vai ganhar dinheiro, nem reconhecimento público e nem espera uma recompensa divina. Ele faz isso simplesmente porque acredita firmemente no valor da solidariedade e que ajudar o próximo é a coisa certa a se fazer, um princípio ético que guia sua conduta.
A atitude deste jovem, segundo a tipologia da ação social de Max Weber, é um exemplo predominante de:
Ação Social Racional referente a valores, orientada por uma convicção ou um princípio (ético, religioso, político), independentemente do resultado prático.
Ação Social Racional referente a fins, pois ele calculou os melhores meios para atingir um objetivo prático.
Ação Social Tradicional, porque ele está apenas repetindo um costume de sua família ou comunidade.
Ação Social Afetiva, guiada por um impulso emocional momentâneo de pena ou alegria.
Ação Burocrática, por estar seguindo um regulamento formal da campanha de arrecadação.
Um sociólogo quer estudar o "estudante do ensino médio de Paranavaí". Ele sabe que cada aluno é diferente. Então, ele cria um modelo, exagerando certas características: super conectado nas redes sociais, preocupado com o vestibular, engajado em grupos de amigos e fã de tereré. Ele não espera encontrar um aluno que seja exatamente assim, mas usa esse modelo como uma régua para comparar e analisar os estudantes reais que entrevista.
Essa ferramenta metodológica, que consiste na criação de um modelo conceitual puro para analisar a realidade, foi desenvolvida por Max Weber e é chamada de:
Anomia.
Consciência Coletiva.
Ação social racional interpretativa.
Fato Social tradicional
Tipo Ideal.
