WorksheetsACERTA BRASIL - APERFEIÇOAMENTO
Total questions: 12
Worksheet time: 6mins
Esqueça os 10 mil passos por dia: para o coração, basta caminhar bem menos
Tudo bem que aquela meta de 10 mil passos por dia para ser saudável não surgiu de um estudo feito como manda o figurino da ciência: foi apenas a sacada de marketing de empresários japoneses para propagandear o primeiro pedômetro de que se tem notícia, aquele velho contador de passos, aproveitando o clima dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964. Mas os “10 mil” colaram. Viraram um número mágico.
Justamente porque todo mundo encasquetou com ele, vira e volta aparece um trabalho para checar se é isso mesmo, se precisamos andar tanto ou se deveríamos caminhar ainda mais. E, de uns tempos para cá, de vez em quando grupos de pesquisadores juntam alguns desses estudos para comparar seus resultados, fazendo a tal da metanálise.
Nessa ideia fixa de tentar cravar quantos passos deveríamos dar diariamente para afastar problemas de saúde, os tais 10 mil já viraram 8 mil. Depois, 6 mil. Ainda neste ano, um pessoal da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, falou em 4 mil e... Bem, agora, equipes de dez universidades de cinco países — Holanda, Espanha, Finlândia, Estados Unidos e Inglaterra — garantem que, se você der 2.517 passinhos, já terá reduzido significativamente o risco de morrer por todas as causas. E, caso se anime a caminhar uns 200 passos a mais — precisamente, se der 2.735 boas passadas — já estará conquistando benefícios para o coração. [...]
O estudo que baixou (ainda mais) a meta
Os cientistas que assinam esse artigo recente compararam o que diziam 12 estudos sobre a quantidade ideal de passos por dia. Juntos, eles somavam mais de 111 mil participantes.
Além de chegarem àquelas 2,5 mil a 2,7 mil passadas diárias, que seriam o mínimo para alguém diminuir o risco de morrer e ter problemas cardiovasculares, eles também buscaram saber qual seria o “número ótimo”, isto é, o número que traria o melhor resultado, mas a partir do qual já não se veria tanta diferença entre continuar caminhando ou parar. A conclusão foi de que, para evitar morte por todas as causas, o maior benefício é alcançado quando a pessoa dá 8.763 passos. Já para prevenir doença cardiovascular seriam 7.126. [...]
O ritmo, sim, importa
A análise conclui, no entanto, que a cadência das passadas é um detalhe importante. “Ela é um fator independente, por assim dizer, ao se analisar a diminuição de riscos para saúde”, destaca o doutor Eduardo Lima.
Em bom português: é claro que é bom bater a meta de 2,5 mil passos ao longo do dia, andando até a sala ao lado no escritório, indo à cozinha para pegar um copo de água e fazendo compras no shopping, por exemplo. Mas, para a saúde, parece ser muito melhor quando você dá 2,5 mil passos intencionalmente, no mesmo ritmo, querendo se exercitar e acelerando.
[...]
OLIVEIRA, Lúcia Helena de. Esqueça os 10 mil passos por dia: para o coração, basta caminhar bem menos. VivaBem UOL, [S. l.], 2 nov. 2023. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/ lucia-helena/2023/11/02/esqueca-os-10-mil-passos-por-dia-para-o-coracao-basta-caminhar-bem-menos.htm. Acesso em: 10 nov. 2023.
Segundo o texto, qual foi a origem da meta de 10 mil passos por dia?
Um estudo científico rigoroso
Uma recomendação da Organização Mundial da Saúde
Uma estratégia de marketing de empresários japoneses
Uma tradição dos Jogos Olímpicos de Tóquio
Esqueça os 10 mil passos por dia: para o coração, basta caminhar bem menos
Tudo bem que aquela meta de 10 mil passos por dia para ser saudável não surgiu de um estudo feito como manda o figurino da ciência: foi apenas a sacada de marketing de empresários japoneses para propagandear o primeiro pedômetro de que se tem notícia, aquele velho contador de passos, aproveitando o clima dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964. Mas os “10 mil” colaram. Viraram um número mágico.
Justamente porque todo mundo encasquetou com ele, vira e volta aparece um trabalho para checar se é isso mesmo, se precisamos andar tanto ou se deveríamos caminhar ainda mais. E, de uns tempos para cá, de vez em quando grupos de pesquisadores juntam alguns desses estudos para comparar seus resultados, fazendo a tal da metanálise.
Nessa ideia fixa de tentar cravar quantos passos deveríamos dar diariamente para afastar problemas de saúde, os tais 10 mil já viraram 8 mil. Depois, 6 mil. Ainda neste ano, um pessoal da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, falou em 4 mil e... Bem, agora, equipes de dez universidades de cinco países — Holanda, Espanha, Finlândia, Estados Unidos e Inglaterra — garantem que, se você der 2.517 passinhos, já terá reduzido significativamente o risco de morrer por todas as causas. E, caso se anime a caminhar uns 200 passos a mais — precisamente, se der 2.735 boas passadas — já estará conquistando benefícios para o coração. [...]
O estudo que baixou (ainda mais) a meta
Os cientistas que assinam esse artigo recente compararam o que diziam 12 estudos sobre a quantidade ideal de passos por dia. Juntos, eles somavam mais de 111 mil participantes.
Além de chegarem àquelas 2,5 mil a 2,7 mil passadas diárias, que seriam o mínimo para alguém diminuir o risco de morrer e ter problemas cardiovasculares, eles também buscaram saber qual seria o “número ótimo”, isto é, o número que traria o melhor resultado, mas a partir do qual já não se veria tanta diferença entre continuar caminhando ou parar. A conclusão foi de que, para evitar morte por todas as causas, o maior benefício é alcançado quando a pessoa dá 8.763 passos. Já para prevenir doença cardiovascular seriam 7.126. [...]
O ritmo, sim, importa
A análise conclui, no entanto, que a cadência das passadas é um detalhe importante. “Ela é um fator independente, por assim dizer, ao se analisar a diminuição de riscos para saúde”, destaca o doutor Eduardo Lima.
Em bom português: é claro que é bom bater a meta de 2,5 mil passos ao longo do dia, andando até a sala ao lado no escritório, indo à cozinha para pegar um copo de água e fazendo compras no shopping, por exemplo. Mas, para a saúde, parece ser muito melhor quando você dá 2,5 mil passos intencionalmente, no mesmo ritmo, querendo se exercitar e acelerando.
[...]
OLIVEIRA, Lúcia Helena de. Esqueça os 10 mil passos por dia: para o coração, basta caminhar bem menos. VivaBem UOL, [S. l.], 2 nov. 2023. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/ lucia-helena/2023/11/02/esqueca-os-10-mil-passos-por-dia-para-o-coracao-basta-caminhar-bem-menos.htm. Acesso em: 10 nov. 2023.
De acordo com o texto, quantos passos diários são suficientes para começar a conquistar benefícios para o coração?
2.517 passos
5.000 passos
10.000 passos
15.000 passos
Esqueça os 10 mil passos por dia: para o coração, basta caminhar bem menos
Tudo bem que aquela meta de 10 mil passos por dia para ser saudável não surgiu de um estudo feito como manda o figurino da ciência: foi apenas a sacada de marketing de empresários japoneses para propagandear o primeiro pedômetro de que se tem notícia, aquele velho contador de passos, aproveitando o clima dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964. Mas os “10 mil” colaram. Viraram um número mágico.
Justamente porque todo mundo encasquetou com ele, vira e volta aparece um trabalho para checar se é isso mesmo, se precisamos andar tanto ou se deveríamos caminhar ainda mais. E, de uns tempos para cá, de vez em quando grupos de pesquisadores juntam alguns desses estudos para comparar seus resultados, fazendo a tal da metanálise.
Nessa ideia fixa de tentar cravar quantos passos deveríamos dar diariamente para afastar problemas de saúde, os tais 10 mil já viraram 8 mil. Depois, 6 mil. Ainda neste ano, um pessoal da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, falou em 4 mil e... Bem, agora, equipes de dez universidades de cinco países — Holanda, Espanha, Finlândia, Estados Unidos e Inglaterra — garantem que, se você der 2.517 passinhos, já terá reduzido significativamente o risco de morrer por todas as causas. E, caso se anime a caminhar uns 200 passos a mais — precisamente, se der 2.735 boas passadas — já estará conquistando benefícios para o coração. [...]
O estudo que baixou (ainda mais) a meta
Os cientistas que assinam esse artigo recente compararam o que diziam 12 estudos sobre a quantidade ideal de passos por dia. Juntos, eles somavam mais de 111 mil participantes.
Além de chegarem àquelas 2,5 mil a 2,7 mil passadas diárias, que seriam o mínimo para alguém diminuir o risco de morrer e ter problemas cardiovasculares, eles também buscaram saber qual seria o “número ótimo”, isto é, o número que traria o melhor resultado, mas a partir do qual já não se veria tanta diferença entre continuar caminhando ou parar. A conclusão foi de que, para evitar morte por todas as causas, o maior benefício é alcançado quando a pessoa dá 8.763 passos. Já para prevenir doença cardiovascular seriam 7.126. [...]
O ritmo, sim, importa
A análise conclui, no entanto, que a cadência das passadas é um detalhe importante. “Ela é um fator independente, por assim dizer, ao se analisar a diminuição de riscos para saúde”, destaca o doutor Eduardo Lima.
Em bom português: é claro que é bom bater a meta de 2,5 mil passos ao longo do dia, andando até a sala ao lado no escritório, indo à cozinha para pegar um copo de água e fazendo compras no shopping, por exemplo. Mas, para a saúde, parece ser muito melhor quando você dá 2,5 mil passos intencionalmente, no mesmo ritmo, querendo se exercitar e acelerando.
[...]
OLIVEIRA, Lúcia Helena de. Esqueça os 10 mil passos por dia: para o coração, basta caminhar bem menos. VivaBem UOL, [S. l.], 2 nov. 2023. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/ lucia-helena/2023/11/02/esqueca-os-10-mil-passos-por-dia-para-o-coracao-basta-caminhar-bem-menos.htm. Acesso em: 10 nov. 2023.
Segundo os estudos citados no texto, qual é o número de passos diários que traria o melhor resultado para evitar morte por todas as causas?
2.517 passos
6.000 passos
8.763 passos
10.000 passos
Esqueça os 10 mil passos por dia: para o coração, basta caminhar bem menos
Tudo bem que aquela meta de 10 mil passos por dia para ser saudável não surgiu de um estudo feito como manda o figurino da ciência: foi apenas a sacada de marketing de empresários japoneses para propagandear o primeiro pedômetro de que se tem notícia, aquele velho contador de passos, aproveitando o clima dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964. Mas os “10 mil” colaram. Viraram um número mágico.
Justamente porque todo mundo encasquetou com ele, vira e volta aparece um trabalho para checar se é isso mesmo, se precisamos andar tanto ou se deveríamos caminhar ainda mais. E, de uns tempos para cá, de vez em quando grupos de pesquisadores juntam alguns desses estudos para comparar seus resultados, fazendo a tal da metanálise.
Nessa ideia fixa de tentar cravar quantos passos deveríamos dar diariamente para afastar problemas de saúde, os tais 10 mil já viraram 8 mil. Depois, 6 mil. Ainda neste ano, um pessoal da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, falou em 4 mil e... Bem, agora, equipes de dez universidades de cinco países — Holanda, Espanha, Finlândia, Estados Unidos e Inglaterra — garantem que, se você der 2.517 passinhos, já terá reduzido significativamente o risco de morrer por todas as causas. E, caso se anime a caminhar uns 200 passos a mais — precisamente, se der 2.735 boas passadas — já estará conquistando benefícios para o coração. [...]
O estudo que baixou (ainda mais) a meta
Os cientistas que assinam esse artigo recente compararam o que diziam 12 estudos sobre a quantidade ideal de passos por dia. Juntos, eles somavam mais de 111 mil participantes.
Além de chegarem àquelas 2,5 mil a 2,7 mil passadas diárias, que seriam o mínimo para alguém diminuir o risco de morrer e ter problemas cardiovasculares, eles também buscaram saber qual seria o “número ótimo”, isto é, o número que traria o melhor resultado, mas a partir do qual já não se veria tanta diferença entre continuar caminhando ou parar. A conclusão foi de que, para evitar morte por todas as causas, o maior benefício é alcançado quando a pessoa dá 8.763 passos. Já para prevenir doença cardiovascular seriam 7.126. [...]
O ritmo, sim, importa
A análise conclui, no entanto, que a cadência das passadas é um detalhe importante. “Ela é um fator independente, por assim dizer, ao se analisar a diminuição de riscos para saúde”, destaca o doutor Eduardo Lima.
Em bom português: é claro que é bom bater a meta de 2,5 mil passos ao longo do dia, andando até a sala ao lado no escritório, indo à cozinha para pegar um copo de água e fazendo compras no shopping, por exemplo. Mas, para a saúde, parece ser muito melhor quando você dá 2,5 mil passos intencionalmente, no mesmo ritmo, querendo se exercitar e acelerando.
[...]
OLIVEIRA, Lúcia Helena de. Esqueça os 10 mil passos por dia: para o coração, basta caminhar bem menos. VivaBem UOL, [S. l.], 2 nov. 2023. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/ lucia-helena/2023/11/02/esqueca-os-10-mil-passos-por-dia-para-o-coracao-basta-caminhar-bem-menos.htm. Acesso em: 10 nov. 2023.
Segundo o texto, qual é o principal argumento utilizado para questionar a meta tradicional de 10 mil passos por dia?
A) A referência a 12 estudos recentes, que envolveram mais de 111 mil participantes e sugerem que o número seria de 8 763 passos.
B) A afirmação de que a ideia de dar 10 mil passos para garantir saúde fosse uma estratégia de marketing.
C) A informação de que a cadência das passadas é um detalhe importante e de que é mais benéfico atingir 10 mil passos para obter resultados significativos na saúde.
D) A evolução das pesquisas e do próprio ser humano, que desenvolve novas necessidades e, consequentemente, diminui a necessidade de 10 mil passadas
E) A incapacidade de medir efetivamente a quantidade de passadas pelo pedômetro durante os Jogos Olímpicos de Tóquio.
Ode ao burguês
Eu insulto o burgês! O burguês-níquel,
o burguês-burguês!
A digestão bem feita de São Paulo!
O homem-curva! O homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
Eu insulto as aristocracias cautelosas!
os barões lampiões! Os condes Joões! Os duques zurros!
Que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangues de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os “Printemps” com as unhas!
Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o êxtase fará sempre Sol!
Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais!
Morte ao burguês-mensal!
Ao burguês-cinema! Ao burguês-tílburi!
Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano!
“– Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
– Um colar… – Conto e quinhentos!!!
Mas nós morremos de fome!”
Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! Oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Fu! Fora o bom burguês!…
ANDRADE, Mário de. Poesias completas. São Paulo: Martins, 1955. p. 44-45
Complete o verso do poema: Eu insulto o ______! O burguês-níquel, o burguês-burguês!
burguês
poeta
operário
soldado
Ode ao burguês
Eu insulto o burgês! O burguês-níquel,
o burguês-burguês!
A digestão bem feita de São Paulo!
O homem-curva! O homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
Eu insulto as aristocracias cautelosas!
os barões lampiões! Os condes Joões! Os duques zurros!
Que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangues de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os “Printemps” com as unhas!
Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o êxtase fará sempre Sol!
Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais!
Morte ao burguês-mensal!
Ao burguês-cinema! Ao burguês-tílburi!
Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano!
“– Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
– Um colar… – Conto e quinhentos!!!
Mas nós morremos de fome!”
Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! Oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Fu! Fora o bom burguês!…
ANDRADE, Mário de. Poesias completas. São Paulo: Martins, 1955. p. 44-45
Complete o verso do poema: O homem que sendo francês, brasileiro, italiano, é sempre um cauteloso ______!
pouco-a-pouco
apressado
alegre
triste
Ode ao burguês
Eu insulto o burgês! O burguês-níquel,
o burguês-burguês!
A digestão bem feita de São Paulo!
O homem-curva! O homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
Eu insulto as aristocracias cautelosas!
os barões lampiões! Os condes Joões! Os duques zurros!
Que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangues de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os “Printemps” com as unhas!
Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o êxtase fará sempre Sol!
Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais!
Morte ao burguês-mensal!
Ao burguês-cinema! Ao burguês-tílburi!
Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano!
“– Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
– Um colar… – Conto e quinhentos!!!
Mas nós morremos de fome!”
Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! Oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Fu! Fora o bom burguês!…
ANDRADE, Mário de. Poesias completas. São Paulo: Martins, 1955. p. 44-45
Complete o verso do poema: Morte às ______ cerebrais!
adiposidades
sinapses
memórias
ideias
Leia o poema abaixo: Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia! Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados! Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos, sempiternamente as mesmices convencionais! De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia! Dois a dois! Primeira posição! Marcha! Todos para a Central do meu rancor inebriante! Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio! Morte ao burguês de giolhos, cheirando religião e que não crê em Deus! Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico! Ódio fundamento, sem perdão! Fora! Fu! Fora o bom burguês!...
O poeta critica a burguesia por sua excessiva devoção à religião, destacando a falta de fé e a hipocrisia desse grupo social.
Na obra, a crítica à burguesia é centrada na questão da educação, evidenciando a superficialidade cultural e a falta de aprofundamento intelectual desse estrato social.
O poema satiriza a burguesia por meio de elementos gastronômicos, destacando o repúdio do poeta aos hábitos alimentares dessa classe.
O autor aborda a avareza e a ganância da burguesia, criticando a busca incessante por acumulação de riquezas.
A crítica principal do poema concentra-se na conformidade e na falta de questionamento por parte da burguesia em relação às normas e às tradições estabelecidas.
Estudo feito por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz sobre adolescentes recrutados pelo tráfico de drogas nas favelas cariocas expõe as bases sociais dessas quadrilhas, contribuindo para explicar as dificuldades que o Estado enfrenta no combate ao crime organizado. O tráfico oferece aos jovens de escolaridade precária (nenhum dos entrevistados havia completado o ensino fundamental) um plano de carreira bem estruturado, com salários que variam de R 400,00aR 12.000 mensais. Para uma base de comparação, convém notar que, segundo dados do IBGE de 2001, 59% da população brasileira com mais de dez anos que declara ter uma atividade remunerada ganha, no máximo, o 'piso salarial' oferecido pelo crime. Dos traficantes ouvidos pela pesquisa, 25% recebiam mais de R 2.000mensais;jaˊnapopulac\ca~obrasileiraessataxana~oultrapassa6 15 mensais por aluno matriculado), são por si só incapazes de impedir que o narcotráfico continue aliciando crianças provenientes de estratos de baixa renda: tais políticas aliviam um pouco o orçamento familiar e incentivam os pais a manterem os filhos estudando, o que de modo algum impossibilita a opção pela delinquência. No mesmo sentido, os programas voltados aos jovens vulneráveis ao crime organizado (circo-escola, oficinas de cultura, escolinhas de futebol) são importantes, mas não resolvem o problema. A única maneira de reduzir a atração exercida pelo tráfico é a repressão, que aumenta os riscos para os que escolhem esse caminho. Os rendimentos pagos aos adolescentes provam isso: eles são elevados precisamente porque a possibilidade de ser preso não é desprezível. É preciso que o Executivo federal e os estaduais desmontem as organizações paralelas erguidas pelas quadrilhas, para que a certeza de punição elimine o fascínio dos salários do crime.
uma denúncia de quadrilhas que se organizam em torno do narcotráfico
a constatação de que o narcotráfico restringe-se aos centros urbanos.
A carreira do crime
Estudo feito por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz sobre adolescentes recrutados pelo tráfico de drogas nas favelas cariocas expõe as bases sociais dessas quadrilhas, contribuindo para explicar as dificuldades que o Estado enfrenta no combate ao crime organizado.
O tráfico oferece aos jovens de escolaridade precária (nenhum dos entrevistados havia completado o ensino fundamental) um plano de carreira bem estruturado, com salários que variam de R$ 400,00 a R$ 12.000 mensais. Para uma base de comparação, convém notar que, segundo dados do IBGE de 2001, 59% da população brasileira com mais de dez anos que declara ter uma atividade remunerada ganha, no máximo, o ‘piso salarial’ oferecido pelo crime. Dos traficantes ouvidos pela pesquisa, 25% recebiam mais de R$ 2.000 mensais; já na população brasileira essa taxa não ultrapassa 6%.
Tais rendimentos mostram que as políticas sociais compensatórias, como o Bolsa-Escola (que paga R$ 15 mensais por aluno matriculado), são por si só incapazes de impedir que o narcotráfico continue aliciando crianças provenientes de estratos de baixa renda: tais políticas aliviam um pouco o orçamento familiar e incentivam os pais a manterem os filhos estudando, o que de modo algum impossibilita a opção pela delinquência. No mesmo sentido, os programas voltados aos jovens vulneráveis ao crime organizado (circo-escola, oficinas de cultura, escolinhas de futebol) são importantes, mas não resolvem o problema.
A única maneira de reduzir a atração exercida pelo tráfico é a repressão, que aumenta os riscos para os que escolhem esse caminho. Os rendimentos pagos aos adolescentes provam isso: eles são elevados precisamente porque a possibilidade de ser preso não é desprezível. É preciso que o Executivo federal e os estaduais desmontem as organizações paralelas erguidas pelas quadrilhas, para que a certeza de punição elimine o fascínio dos salários do crime.
Editorial. Folha de S. Paulo, 15 jan. 2003
O texto de fato argumenta que a única maneira de reduzir a atração pelo tráfico é a repressão e essa ideia está presente no seguinte trecho: “A única maneira de reduzir a atração exercida pelo tráfico é a repressão, que aumenta os riscos para os que escolhem esse caminho”.
a informação de que as políticas sociais compensatórias eliminarão a atividade criminosa a longo prazo.
o convencimento do leitor de que para haver a superação do problema do narcotráfico é preciso aumentar a ação policial.
uma exposição numérica realizada com o fim de mostrar que o negócio do narcotráfico é vantajoso e sem riscos.
19-11-1959
Eu a conheci da primeira vez em que estive aqui. Parece-me que é esquizofrênica, caso crônico, doente há mais de vinte anos — não estou bem certa. Foi transferida para a Colônia Juliano Moreira e nunca mais a vi. [...] À tarde, quando ia lá, pedia-lhe para cantar a ária da Bohème, “Valsa da Musetta”. Dona Georgiana, recortada no meio do pátio, cantava — e era de doer o coração. As dementes, descalças e rasgadas, paravam em surpresa, rindo bonito em silêncio, os rostos transformados. Outras, sentadas no chão úmido, avançavam as faces inundadas de presença — elas que eram tão distantes. Os rostos fulgiam por instantes, irisados e indestrutíveis. Me deixava imóvel, as lágrimas cegando-me. Dona Georgiana cantava: cheia de graça, os olhos azuis sorrindo, aquele passado tão presente, ela que fora, ela que era, se elevando na limpidez das notas, minhas lágrimas descendo caladas, o pátio de mulheres existindo em dor e beleza. A beleza terrífica que Puccini não alcançou: uma mulher descalça, suja, gasta, louca, e as notas saindo-lhe em tragicidade difícil e bela demais — para existir fora de um hospício.
CANÇADO, M. L. Hospício é Deus. Belo Horizonte: Autêntica, 2015.
O diário da autora, como interna de hospital psiquiátrico, configura um registro singular, fundamentado por uma percepção que
atenua a realidade do sofrimento por meio da música.
redimensiona a essência humana tocada pela sensibilidade.
Células-tronco podem curar, mas também têm efeito perigoso
As mesmas células que dão esperança de cura para diversas doenças debilitantes estão por trás de um dos piores inimigos do organismo: o câncer. Três estudos diferentes publicados hoje nas revistas científicas Nature e Science indicam que as células-tronco, aquelas com capacidade de autorrenovação indefinida, podem se tornar malignas, originando cópias doentes incessantemente mesmo depois de o paciente ser submetido à quimio ou radioterapia. De acordo com os cientistas que fizeram as pesquisas, a esperança é de que, a partir da descoberta, novos tratamentos que evitem o ressurgimento do tumor sejam desenvolvidos.
[…]
A chamada hipótese das células-tronco adultas tem sido debatida há pelo menos 20 anos na oncologia, mas, até agora, não havia sido comprovada em modelos vivos, apenas nas lâminas dos laboratórios. Os novos experimentos, contudo, foram realizados em ratos, nos quais o tumor cresceu naturalmente, permitindo que os cientistas acompanhassem seu desenvolvimento desde o estágio inicial.
Os cânceres investigados foram carcinoma de pele esquamoso, glioblastoma de cérebro e adenoma intestinal. Em todos os casos, os pesquisadores constataram a presença de células-tronco adultas que, em um processo semelhante ao das sadias, se autorrenovam gerando a cada ciclo de divisão, uma idêntica a ela, com o mesmo potencial de se renovar indefinidamente. No caso, porém, a estrutura gera, sem cessar, células doentes, que vão contribuir para o crescimento do tumor, mesmo quando ele é eliminado pelos tratamentos tradicionais.
Em pessoas saudáveis, as células-tronco adultas se dividem incessantemente e podem se transformar em qualquer tipo de estrutura daquele tecido. No processo de divisão, elas dão origem a uma célula com propriedades idênticas, originando uma rede interminável de produção celular. Ainda não se sabe quando e por que isso ocorre, mas no caso do câncer, em algum momento essas células-tronco começam a se multiplicar, provavelmente devido a mutações genéticas, fazendo crescer um tumor. “Independentemente da origem dessa célula, ela tem propriedades idênticas às das células-tronco adultas normais. O que as difere do tecido sadio é a falta de mecanismos que regula a divisão. Então, elas se renovam em uma quantidade muito maior do que deveriam”, explica Brenton Thomas Tan, patologista da Universidade de Stanford que não participou de nenhum dos três estudos publicados hoje.
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OLIVETO, Paloma. Células-tronco podem curar, mas também têm efeito perigoso. Estado de Minas, Belo Horizonte, 2 ago. 2012. Disponível em: https://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2012/08/02/interna_ tecnologia,309558/celulas-tronco-podem-curar-mas-tambem-tem-efeito-perigoso.shtml. Acesso em: 18 out. 2023.
Considerando o texto, é possível afirmar que
os especialistas sabem como funciona cada processo da divisão celular, que, inclusive, podem causar câncer.
os processos de divisão celular não tem relação direta com o câncer.
a clonagem é uma espécie de divisão celular controlada, que impede o surgimento de diversos tipos de câncer.
não se sabe ao certo como funciona os problemas de divisão celular que geram certos tipos de câncer.
os especialistas conseguem identificar problemas de divisão celular apenas em laboratório.
