WorksheetsLeitura de Causos - Interpretação de Textos
Total questions: 20
Worksheet time: 10mins
O Causo do Vira-lata Filósofo
Na pequena cidade de Santa Luzia, vivia um vira-lata chamado Teodoro. Mas Teodoro não era um cão comum. Ele passava o dia sentado em frente à biblioteca municipal, observando as pessoas. Ninguém sabia de onde ele tinha vindo. Certa tarde, um professor de filosofia se sentou ao seu lado e começou a ler um livro. O cão, para a surpresa de todos, inclinou a cabeça, como se estivesse compreendendo cada palavra. O professor, intrigado, começou a ler em voz alta. O cão, então, latiu uma vez, como se concordasse, e deitou a cabeça nas patas, pensativo. A partir desse dia, Teodoro se tornou o "vira-lata filósofo" da cidade, o cão que entendia mais de vida que muitos humanos.
Qual era o segredo de Teodoro, o vira-lata, para ser considerado "filósofo" pelos moradores da cidade?
A Pescaria do Silêncio
Seu Sebastião era conhecido em todo o vilarejo do Rio Doce como o pescador mais sortudo. Mas o seu segredo não era a isca, nem a vara, e sim o silêncio. Ele passava horas à beira do rio, sem falar, sem se mexer, apenas observando. Um dia, um jovem pescador, ansioso para descobrir o segredo, se aproximou e perguntou: "Seu Sebastião, qual o truque?". O velho, sem desviar o olhar da água, apenas apontou para o céu. O jovem olhou, viu um pássaro voando e ficou confuso. No dia seguinte, o velho o chamou. "O segredo não é o que você procura, mas o que o rio te dá. Apenas ouça o silêncio, e o peixe virá até você". O jovem entendeu que a paciência era a verdadeira virtude.
Segundo Seu Sebastião, qual era o verdadeiro segredo da pescaria?
O Relógio Mágico
Na casa de Dona Gertrudes, havia um relógio antigo de pêndulo que, segundo a lenda, media não as horas, mas as memórias. Cada tic-tac era uma lembrança boa. Quando o relógio parava, era sinal de que a casa estava sem alegria. Um dia, o relógio parou. Dona Gertrudes, já idosa, ficou triste. Seus netos, preocupados, tentaram de tudo para consertar. Um deles, um menino pequeno, pegou um biscoito recém-assado e colocou no prato da avó, que sorriu. No mesmo instante, o relógio voltou a funcionar, tic-tac, tic-tac. A partir desse dia, todos na casa entenderam que a verdadeira magia do relógio não estava na sua engrenagem, mas nas pequenas alegrias que eles criavam juntos.
O que fez o relógio de Dona Gertrudes voltar a funcionar?
A Lenda da Árvore Falante
No meio de uma mata fechada, existia uma árvore imensa e antiga. Diziam que ela falava, mas só para aqueles que sabiam ouvir. Um lenhador, cético, chegou com seu machado, pronto para derrubá-la. Ele levantou o machado, mas antes de golpear, ouviu um sussurro suave. "Você derrubará não apenas uma árvore, mas a história de todas as criaturas que viveram sob a minha sombra". O lenhador parou, confuso. Ele se sentou no chão e começou a ouvir. Ouviu o som das asas de um beija-flor, o canto dos grilos, o farfalhar das folhas. Ele entendeu que a árvore não falava com palavras, mas com a vida que a cercava. Ele guardou seu machado e se tornou o guardião daquela floresta.
O que a "voz" da árvore ensinou ao lenhador?
A Carroça Sem Cavalo
Seu Zé das Couves tinha uma carroça velha que ele usava para vender seus vegetais na feira. A carroça era tão gasta que todos o provocavam, dizendo que ela andava sozinha. Um dia, o cavalo que puxava a carroça adoeceu. Desesperado, Seu Zé decidiu empurrar a carroça sozinho. Era pesado, mas ele não desistiu. Ao ver a cena, as pessoas da cidade se comoveram. Um vizinho trouxe um balde de água, outro ajudou a empurrar. Em pouco tempo, a carroça era cercada por uma multidão de pessoas que se revezavam para ajudar a levá-la até a feira. A carroça de Seu Zé, que andava sozinha, na verdade, andava com a força da solidariedade.
O que fez a carroça de Seu Zé das Couves chegar à feira?
O Gato que Via Cores
Havia um gato preto chamado Sombra que vivia em uma casa onde a família só via o mundo em tons de cinza. A avó, a mãe, o pai, todos achavam que a vida era monótona e sem brilho. Mas Sombra via cores. Ele via o vermelho das flores no jardim, o azul do céu em um dia de sol e o verde das folhas que caíam no outono. Um dia, a neta mais nova da família, que era a única que brincava com o gato, o seguiu até o jardim. Sombra sentou-se ao lado de uma flor. A menina, ao olhar para a flor, por um breve momento, viu a cor vermelha. Ela correu para casa, e a partir daquele dia, a família, através do olhar da menina, começou a ver o mundo de outra forma.
Como a família cinzenta pôde começar a ver o mundo de outra forma?
A Ponte de Pedras
Em um vilarejo, existia uma ponte de pedras muito antiga. Diziam que cada pedra representava um segredo guardado por um morador. Se um segredo fosse revelado, a pedra cairia. Um dia, a ponte começou a desabar. Todos se perguntavam qual segredo estava sendo revelado. Um a um, os moradores foram se confessando: "Eu roubei o bolo da festa", "Eu contei uma fofoca"... Conforme os segredos eram revelados, a ponte se reconstruía, como que por mágica. E assim, eles entenderam que a ponte não caía por causa dos segredos, mas por causa do peso de guardá-los.
Por que a ponte de pedras começou a desabar?
O Caçador de Estrelas Cadentes
Seu Pedro era um caçador de estrelas cadentes. Não com uma espingarda, mas com a paciência. Ele passava as noites na beira do rio, com um pote de vidro na mão. As crianças riam dele, mas Seu Pedro não se importava. Ele dizia que as estrelas cadentes não são para se fazer pedidos, mas para se capturar. Um dia, um menino curioso perguntou: "O que o senhor faz com as estrelas?". Seu Pedro sorriu e abriu o pote, que parecia vazio. "Elas estão aqui, dentro de mim. O brilho delas me lembra que as coisas mais bonitas não são para se possuir, mas para se contemplar".
O que Seu Pedro fazia com as estrelas cadentes que ele "capturava"?
O Velho e o Vento
Um velho sábio vivia no alto de uma montanha. Ele era conhecido por conversar com o vento. As pessoas subiam a montanha e perguntavam: "O que o vento te diz?". Ele respondia: "O vento me conta histórias. Me conta sobre os campos de flores, sobre os rios que ele beija, sobre as folhas que ele carrega. Ele não fala, ele canta. E sua música é a história do mundo". As pessoas achavam que ele era louco. Mas quando voltavam para suas casas, prestavam atenção no vento e, pela primeira vez, ouviam mais do que apenas um som.
Como o velho sábio ouvia o vento?
O Sapateiro de Sonhos
Em uma vila, havia um sapateiro chamado Joaquim. Ele não consertava apenas sapatos; ele consertava sonhos. Quando alguém levava um sapato velho e gasto, Joaquim não o jogava fora. Ele costurava, polia e, ao final, o sapato parecia novo. As pessoas, ao calçá-lo, sentiam um novo ânimo. Um dia, um jovem, desiludido, levou seus sapatos. "Não há mais esperança", ele disse. Joaquim sorriu, pegou o sapato, costurou o que estava rasgado e, com uma linha colorida, bordou uma flor. Ao calçar o sapato, o jovem sentiu que a esperança voltava a florescer. E ele entendeu que, às vezes, um pequeno gesto é o suficiente para reacender a esperança.
O que o sapateiro Joaquim fazia para "consertar os sonhos" das pessoas?
A professora de história
A professora de História do 6º A, a Dona Hilda, é muito misteriosa. Ela anda sempre com um colar de dente de alho e uma pulseira de olho grego. Quando um aluno pergunta o que significa, ela não responde. Mas a Lúcia e o Mateus, curiosos, descobriram que a Dona Hilda não gosta de se aproximar dos alunos novos. E um dia, eles descobriram a razão: a professora foi mordida por um vampiro e se transformou em uma criatura da noite. Ela só pode se alimentar da energia dos alunos.
Qual é o segredo da professora de História, Dona Hilda?
Ela é uma bruxa que se alimenta da energia dos alunos.
Ela é um fantasma que assombra os alunos.
Ela é uma pessoa que não gosta de se aproximar dos alunos novos.
O reflexo no espelho
No banheiro da escola, há um espelho em que, se você olhar por muito tempo, pode ver o reflexo de um aluno que já estudou ali, mas que desapareceu há muitos anos. Dizem que ele morreu de causas estranhas e ninguém o encontrou. O Rodrigo resolveu testar. Ele olhou no espelho e nada aconteceu. Ele ia saindo quando viu, no canto do espelho, um reflexo diferente do dele, um menino com um sorriso estranho e os olhos vazios. Quando ele se virou, não tinha ninguém. O reflexo ainda estava lá.
O que o Rodrigo viu no espelho do banheiro?
Rodrigo viu o reflexo de um menino com um sorriso estranho.
O fantasma do inspetor
Dizem que o antigo inspetor da escola, que tinha um andar meio estranho, morreu no último andar do prédio, no corredor que dá para a sala dos professores. Ninguém entra nesse corredor depois das seis da tarde. Mas o Pedro, por causa de uma aposta, resolveu ir até lá. Ele ouviu passos, passos que se arrastavam, e quando olhou para trás, viu a sombra do inspetor passando por ele, mas sem fazer barulho. Ele correu para a saída, e a porta se fechou sozinha.
O que o Pedro ouviu no corredor do antigo inspetor?
Um grito agudo de um rinoceronte.
Um sussurro chamando Pedro
O som de passos que se arrastavam.
O livro da biblioteca
Na antiga biblioteca da escola, havia um livro que ninguém podia pegar. O livro, de capa preta e sem título, era proibido para todos os alunos. Um dia, a Laura, curiosa, pegou o livro e o escondeu na mochila. Naquela noite, ela ouviu a porta do seu quarto se abrindo sozinha e uma sombra passando pela parede. O livro que ela havia pegado abriu, e as páginas estavam em branco. E então, ela ouviu um sussurro: "O livro se alimenta de quem o lê".
O que acontece com as pessoas que leem o livro da biblioteca?
As páginas do livro se apagam e ficam em branco.
O livro se alimenta da pessoa que o lê.
A pessoa que o lê ouve sussurros e a porta se fecha sozinha.
Uma fumaça roxa assombra a casa da pessoa.
O fantasma do banheiro
A Sofia, do 6º P, jurava que havia um fantasma no banheiro da escola. Toda vez que ela entrava, a torneira abria sozinha e o sabonete voava do suporte. Um dia, o professor de Ciências resolveu o mistério: a torneira estava com defeito, e o "sabonete voador" era só o vento forte que vinha da janela, empurrando o sabonete leve. Sofia, aliviada, só queria saber como ia explicar para os amigos que ela tinha medo de uma torneira.
Qual foi a verdadeira causa do "fantasma" que Sofia viu?
A torneira estava assombrada e o sabonete era de um fantasma.
A Sofia estava brincando e inventou a história para os amigos.
O professor de Ciências estava pregando uma peça na Sofia.
A torneira estava com defeito, e o vento fazia o sabonete se mover.
O Controle Rebelde
O Gabriel estava numa fase crucial do seu jogo favorito, prestes a derrotar o chefão final. Ele suava frio, concentrado, quando de repente o controle do videogame começou a ter vida própria! O personagem dele corria para a parede, pulava sem motivo, e atirava para o chão. Gabriel, desesperado, balançava o controle, gritava, mas nada adiantava. Mal sabia ele que o seu irmão mais novo, o Pedrinho, tinha trocado as pilhas e colocado pilhas fracas, que faziam o controle funcionar de forma maluca. Quando Pedrinho confessou, Gabriel não sabia se ria ou se jogava o irmão pela janela (de brincadeira, claro!).
Qual foi a verdadeira razão para o controle do Gabriel começar a funcionar de forma maluca?
As pilhas estavam fracas.
A Redação que Virou Pizza
A professora pediu uma redação sobre o futuro da robótica, e o prazo era uma semana. O Francisco, que adora deixar tudo para a última hora, passou a semana inteira jogando videogame, assistindo a séries e inventando desculpas para a família. Na noite antes da entrega, ele sentou para escrever. Deu 10 horas, 11 horas, meia-noite... o sono chegou. Para se manter acordado, ele pediu uma pizza gigante. Ele acabou dormindo na frente do computador, com a cara numa fatia de calabresa. No dia seguinte, ele chegou na escola e a professora perguntou pela redação. Francisco, com a cara de sono e a mancha de gordura na camisa, só conseguiu dizer: "Professora, a redação... ela virou pizza".
Por que o Lucas não conseguiu terminar a redação no prazo?
O tema sobre robótica era muito difícil para ele.
Ele estava doente e não conseguiu se concentrar.
Ele procrastinou, deixando para fazer a tarefa na última noite.
O computador dele quebrou enquanto ele escrevia.
A Prova que Virou Selfie
O Zeca tinha um vício: não conseguia ficar longe do celular. Durante a prova de Matemática, a professora, Dona Helena, avisou que não queria ver nenhum aparelho na mesa. Mas o Zeca, que jurava que era um gênio da discrição, escondeu o celular embaixo da prova para continuar conversando com os amigos. Na metade da prova, a professora se aproximou e perguntou: "Zeca, por que você está sorrindo tanto para a prova?". Ele, sem perceber, estava com a câmera frontal ligada e tirando uma selfie com o rosto colado no papel, em vez de responder às questões. A foto, com ele fazendo "cara de pato" e a prova de Matemática ao fundo, foi parar direto na mesa da diretora.
Qual foi a ação inusitada que o Zeca, sem perceber, fez durante a prova?
Ele gravou um vídeo com os colegas.
Ele tirou uma foto da prova para mandar para os amigos.
Ele ligou a lanterna do celular para ver a prova.
Ele tirou uma selfie com a câmera frontal do celular.
A Palavra Perdida
Dona Lúcia, a professora de História, tinha uma letra que parecia um rabisco. O Dudu, que sentava no fundo da sala, vivia com dificuldade para entender o que estava no quadro. Um dia, ela escreveu a palavra "medieval" bem grande. O Dudu, na correria para copiar, olhou para a palavra e jurou que estava escrito "melão". Ele chegou em casa e, todo animado, disse para a mãe: "Mãe, a gente vai estudar a Idade do Melão na escola!". No dia da prova, ele escreveu tudo sobre a fruta, e a professora, sem entender nada, chamou-o na frente e perguntou: "Dudu, o que a Idade do Melão tem a ver com a Idade Média?". Foi só aí que ele percebeu a sua gafe.
O que o Dudu copiou de forma errada por causa da letra da professora?
Ele copiou "Idade Média" em vez de "Idade Antiga".
Ele copiou "morango" em vez de "história".
Ele copiou "melão" em vez de "medieval".
Ele copiou "melão" em vez de "lição".
O Chute do Goleiro Voador
O João, que se achava o melhor goleiro da escola, resolveu mostrar as suas habilidades na aula de Educação Física. O professor pediu para ele chutar a bola o mais forte que conseguisse. O João se concentrou, pegou distância e, com toda a força, chutou a bola. O que ele não esperava era que a sua chuteira se soltasse e voasse junto com a bola, indo parar no telhado do prédio. A bola, sem a companhia da chuteira, foi direto para o rosto do professor, que usava óculos, e o pobre homem ficou com a lente do óculos quebrada e o nariz torto. Foi um gol de placa, mas para a confusão.
O que aconteceu de inesperado quando o João chutou a bola?
Ele chutou a bola tão forte que ela furou.
A chuteira dele se soltou e foi parar no telhado.
A bola voou para o rosto de um colega.
O professor ficou irritado com a falta de cuidado de João.
