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Filosofia Moderna - Racionalismo, Empirismo, Iluminismo e Ética

Total questions: 8

Worksheet time: 15mins

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1.

(PUC 2016) “Stuart Mill acrescenta à ideia de tolerância religiosa a importância do pluralismo, da liberdade de opinião e crença, baseado na independência do indivíduo. A liberdade compreende a “liberdade de pensamento e de sentimento, absoluta independência de opinião e de sentimento em todos os assuntos, práticos ou especulativos, científicos, morais ou teológicos”. Desse modo, Stuart Mill defende a tolerância a partir de um princípio bastante simples de que a autoproteção constitui a única finalidade pela qual se garante à humanidade individual ou coletivamente, interferir na liberdade de ação de qualquer um. O único propósito de se exercer legitimamente o poder sobre qualquer membro de uma comunidade civilizada, contra sua vontade, é evitar danos aos demais. Na parte que diz respeito apenas a si mesmo, sua independência é, de direito, absoluta.”

Para tratar da concepção de liberdade, Nadja Hermann retoma Stuart Mill para afirmar que

a)

o livre arbítrio só não leva em conta a tolerância religiosa para exercer com legitimidade a liberdade dos indivíduos

b)

a liberdade de opinião e crença baseia-se em ideais cujo maior propósito é exercer legitimamente o poder sobre qualquer membro de uma comunidade civilizada, contra sua vontade

c)

a autonomia e a independência do indivíduo implicam renúncia a assuntos de ordem prática ou especulativa e até mesmo assuntos de natureza científica, moral ou teológica

d)

a liberdade abrange ampla e total autonomia tanto de opinião como de sentimento em assuntos das mais diversas ordens

2.

(ENEM 2019) TEXTO I

Os segredos da natureza se revelam mais sob a tortura dos experimentos do que no seu curso natural.

BACON, F. Novum Organum, 1620. In: HADOT, P. O véu de fais: ensaio sobre a história da ideia de natureza. São Paulo: Loyola, 2006.

TEXTO II

O ser humano, totalmente desintegrado do todo, não percebe mais as relações de equilíbrio da natureza. Age de forma totalmente desarmônica sobre o ambiente, causando grandes desequilíbrios ambientais.

GUIMARÃES, M. A dimensão ambiental na educação. Campinas: Papirus, 1995.

Os textos indicam uma relação da sociedade diante da natureza caracterizada pela

a)

objetificação do espaço físico

b)

retomada do modelo criacionista

c)

recuperação do legado ancestral

d)

infalibilidade do método científico

e)

formação da cosmovisão holística

3.

(UFU 2020) René Descartes (1596–1650) pode ser considerado o pai da filosofia moderna, pois, em vários aspectos, permitiu uma visão crítica da filosofia medieval, especialmente no que se referia à possibilidade do conhecimento da natureza. Seu livro O discurso do método é um marco para esse ponto de virada filosófica e coloca, em destaque, a importância da dúvida metódica para a investigação científica.

Nesse sentido, essa dúvida cartesiana implicava

a)

exercitar o método, obter e aceitar apenas ideias claras e distintas

b)

duvidar de tudo, exceto das verdades da fé cristã já estabelecidas

c)

aceitar os conceitos da filosofia tomista como verdades absolutas

d)

só aceitar como indubitáveis as certezas que vierem dos sentidos

4.

(ENEM 2021) “De um lado, ancorados pela prática médica europeia, por outro, pela terapêutica indígena, com seu amplo uso da flora nativa, os jesuítas foram os reais iniciadores do exercício de uma medicina híbrida que se tomou marca do Brasil colonial. Alguns religiosos vinham de Portugal já versados nas artes de curar, mas a maioria aprendeu na prática diária as funções que deveriam ser atribuídas a um físico, cirurgião, barbeiro ou boticário.”

Conforme o texto, o que caracteriza a construção da prática medicinal descrita é a

a)

adoção de rituais místicos

b)

rejeição dos dogmas cristãos

c)

superação da tradição popular

d)

imposição da farmacologia nativa

e)

conjugação de saberes empíricos

5.

(ENEM 2024) “A regra de ouro, popularmente conhecida pelo provérbio “Trate os outros como gostaria de ser tratado”, é um dos princípios morais mais onipresentes. A noção subjacente, que apela para o senso ético mais básico, se expressa de uma forma ou de outra em praticamente todas as tradições religiosas, e poucos filósofos morais deixaram de invocar a regra ou pelo menos de tecer comentários a respeito da relação com seus próprios princípios.”

O princípio ético apresentado no texto, como elemento estruturante da vida em sociedade, se traduz pela seguinte formulação teórica:

a)

Doutrina teleológica

b)

Imperativo categórico

c)

Pensamento utilitarista

d)

Secularização inautêntica

e)

Raciocínio consequencialista

6.

(ENEM 2013) Até hoje admitia-se que nosso conhecimento se devia regular pelos objetos; porém, todas as tentativas para descobrir, mediante conceitos, algo que ampliasse nosso conhecimento, malogravam-se com esse pressuposto. Tentemos, pois, uma vez, experimentar se não se resolverão melhor as tarefas da metafísica, admitindo que os objetos se deveriam regular pelo nosso conhecimento.

KANT, I. Crítica da razão pura. Lisboa: Calouste-Gulbenkian, 1994 (adaptado)

O trecho em questão é uma referência ao que ficou conhecido como revolução copernicana na filosofia.

Nele, confrontam-se duas posições filosóficas que

a)

assumem pontos de vista opostos acerca da natureza do conhecimento

b)

defendem que o conhecimento é impossível, restando-nos somente o ceticismo

c)

revelam a relação de interdependência entre os dados da experiência e a reflexão filosófica

d)

apostam, no que diz respeito às tarefas da filosofia, na primazia das ideias em relação aos objetos

e)

refutam-se mutuamente quanto à natureza do nosso conhecimento e são ambas recusadas por Kant

7.

(ENEM 2013) Para que não haja abuso, é preciso organizar as coisas de maneira que o poder seja contido pelo poder. Tudo estaria perdido se o mesmo homem ou o mesmo corpo dos principais, ou dos nobres, ou do povo, exercesse esses três poderes: o de fazer leis, o de executar as resoluções públicas e o de julgar os crimes ou as divergências dos indivíduos. Assim, criam-se os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, atuando de forma independente para a efetivação da liberdade, sendo que esta não existe se uma mesma pessoa ou grupo exercer os referidos poderes concomitantemente.

MONTESQUIEU, B. Do espírito das leis. São Paulo: Abril Cultural, 1979 (adaptado)

 

A divisão e a independência entre os poderes são condições necessárias para que possa haver liberdade em um Estado.

 

Isso pode ocorrer apenas sob um modelo político em que haja

a)

exercício de tutela sobre atividades jurídicas e políticas

b)

consagração do poder político pela autoridade religiosa

c)

concentração do poder nas mãos de elites técnico-científicas

d)

estabelecimento de limites aos atores públicos e às instituições do governo

e)

reunião das funções de legislar, julgar e executar nas mãos de um governante eleito

8.

(UECE 2025) Não sei que injusta condição é a deste elemento grosseiro em que vivemos, que as mesmas igualdades do céu, em chegando à terra, logo se desiguala. Chove o céu com aquela igualdade distributiva que vemos; mas em a água chegando à terra, os montes ficam enxutos e os vales afogando-se; os montes escoam o peso da água de si, e toda a força da corrente desce a alagar os vales.”

VIEIRA, Antônio. Sermão de Santo Antônio, IV. In: Obras escolhidas de Padre Antônio Vieira, vol. X: Sermões, I. Lisboa: Livraria Sá da Costa, 1954.

 

No texto acima, o Padre Antônio Vieira antecipa uma concepção de Jean-Jacques Rousseau sobre a relação entre estado de natureza e vida social. Essa concepção sustenta que

a)

a desigualdade entre os homens decorre do direito divino

b)

a diferença natural dos homens cria as desigualdades

c)

os homens transformam a igualdade natural em desigualdade

d)

as condições geográficas em que se vive criam as desigualdades