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WorksheetsSaeb 6
Total questions: 29
Worksheet time: 1hrs 13mins
A charge critica uma prática do garimpo ilegal ao mostrar o descarte de mercúrio na água. O humor irônico decorre de:
A valorização do trabalho dos garimpeiros em relação à natureza.
O contraste entre o discurso de preservação ambiental e a realidade do garimpo.
A denúncia de que a contaminação atinge justamente comunidades que dependem da água
A ideia de que o mercúrio não traz prejuízos graves à saúde humana.
Na charge, a fala de Donald Trump sobre “imigrantes ilegais” é respondida por indígenas. O efeito humorístico se constrói a partir de:
Uma contradição histórica, já que os indígenas são os habitantes originais da terra.
A defesa explícita do presidente americano em favor das comunidades indígenas.
A concordância entre os indígenas e o político representado.
A ausência de crítica social e política no diálogo retratado.
O humor da tirinha está relacionado a um recurso de linguagem que consiste em:
A inversão entre fala e ação: o personagem afirma não haver perseguição, mas corre atrás da mulher.
A explicitação de um tratamento médico que resolve o problema da paciente.
A representação fiel de uma consulta clínica, sem ironia.
A crítica social ao comportamento dos casais modernos.
A tirinha explora o humor por meio de:
Uma situação trágica que reforça a violência verbal no cotidiano.
A frustração da personagem diante da ausência de resposta ao seu ataque verbal
A crítica à cordialidade exagerada em situações de conflito.
O elogio ao equilíbrio emocional da interlocutora.
Na charge, o uso da palavra “nota” adquire sentidos diferentes em cada contexto. O efeito de humor é produzido por:
Uma comparação literal entre avaliação escolar e cobrança religiosa.
Um jogo de palavras que contrasta o valor pedagógico da escola e o valor monetário da igreja.
Uma crítica à educação como espaço de corrupção.
Uma defesa da igualdade de tratamento entre religião e educação.
A crítica presente na charge refere-se a:
A valorização do trabalho da mulher durante todo o ano.
O contraste entre as condições desiguais vividas pelas mulheres e a superficialidade da homenagem no “Dia da Mulher”.
A conquista plena de direitos sociais pelas mulheres ao longo da história.
O elogio às políticas públicas voltadas ao combate ao assédio.
O humor da tirinha de Renato Canini surge de:
A ingenuidade da criança em não perceber a importância da ave.
A crítica implícita ao desmatamento, que destrói o ambiente e tira o motivo do canto do pássaro.
A representação fiel de um ritual indígena.
A explicação científica sobre o comportamento do uirapuru.
O efeito humorístico central é
o exagero feminista, ridicularizando a política sem base real.
a ironia equiparando criminosos comuns a políticos corruptos, via paralelismo lexical ("ladrões/deputados").
as poses relaxadas, contrastando com o tema tenso.
o jornal como acessório cômico irrelevante.
O humor da tirinha decorre de:
A relação de amizade entre Cebolinha e Mônica.
O jogo metalinguístico: o personagem interfere no próprio desenho e provoca a reação física da Mônica
A valorização da habilidade artística de Cebolinha.
a) A revolta da personagem Mônic
A fala do personagem revela um tipo de ironia dramática, pois:
O público percebe a impossibilidade prática de aprender inglês até o momento da entrevista, enquanto o personagem acredita no contrário
A fila de desemprego é grande, sugerindo oportunidades acessíveis para todos.
O domínio da língua portuguesa é mais valorizado que o inglês no mercado.
O humor decorre da alta habilidade de aprender inglês rapidamente do personagem
Texto base:
No poema Navio Negreiro, de Castro Alves, o locutor dirige-se ao mar com tom de indignação:
"Ó mar, por que não apagas / Com o teu manto de azul / Este sinal de vergonha / Que o céu não pode apagar?"
A personificação do mar como entidade capaz de intervir, aliada ao imperativo “por que não apagas”, reflete uma denúncia veemente contra a escravidão.
O efeito de sentido gerado pela marca linguística do imperativo (“por que não apagas”) evidencia o locutor como
um observador neutro, descrevendo paisagens marítimas sem envolvimento emocional.
um abolicionista indignado, dirigindo-se ao mar como cúmplice passivo na tragédia da escravidão
um marinheiro experiente, questionando fenômenos naturais de forma técnica.
um poeta romântico, idealizando o oceano como refúgio poético distante da realidade.
Manuel Bandeira, “O Bicho”
Texto base:
Em O Bicho, Manuel Bandeira apresenta uma cena cotidiana carregada de simbolismo social:
"Um dia, um dia, / Um dia eu perco a paciência / Eu bato com o bicho na parede / E o bicho faz tump / Contra a parede".
A repetição de “um dia” cria expectativa de ruptura, enquanto a onomatopeia “tump” sugere explosão de frustração.
O recurso morfossintático da repetição anafórica (“um dia”) produz o efeito de
uma enumeração harmônica, celebrando a rotina doméstica com leveza humorística.
uma acumulação de frustração reprimida, culminando em explosão simbólica contra a pobreza opressora
uma lista poética, evocando memórias nostálgicas sem conflito interno.
um ritmo musical, parodiando cantigas infantis para fins lúdicos.
Chico Buarque, “Construção”
Texto base:
Na canção Construção, Chico Buarque repete a estrutura paralelística:
"Amou daquela vez como se fosse o último / Beijou sua mulher como se fosse a única / E cada filho seu como se fosse o pródigo / E atravessou a rua com seu passo tímido".
O recurso intensifica a iminência da morte do trabalhador comum.
A marca linguística do condicional hipotético (“como se fosse”) revela o interlocutor como
um ouvinte passivo, recebendo conselhos práticos sobre relacionamentos familiares.
a sociedade anônima, confrontada com a fragilidade humana ante a morte iminente do trabalhador
uma entidade divina, julgando ações morais com imparcialidade.
o eu-lírico isolado, introspectivo em dilemas pessoais sem dimensão coletiva.
Carlos Drummond de Andrade, “A Máquina do Mundo”
Texto base:
No poema A Máquina do Mundo, Drummond recorda:
"Eu tinha dezessete anos e já via / Que o mundo mais lindo é a máquina do mundo".
A aliteração em “m” cria um efeito sonoro marcante, contrastando juventude e desilusão posterior.
O efeito de sentido da aliteração sonora (“m”) decorre de
uma musicalidade suave, evocando harmonia cósmica sem tensões ideológicas.
uma sonoridade mecânica, ironizando a “beleza” industrial como ilusão juvenil ante a alienação moderna
uma cadência ritmada, celebrando a adolescência com otimismo ingênuo.
um eco fonético, simbolizando memórias auditivas puras e sentimentais.
Tom Jobim, “Águas de Março”
Texto base:
Na canção Águas de Março, Tom Jobim enumera:
"É pau, é pedra, é o fim do caminho / É um resto de toco, é um pouco sozinho".
A enumeração asindética cataloga fragmentos da existência em tom confessional.
A ausência de conjunções na enumeração gera o efeito de
uma lista exaustiva, organizando o caos da vida com precisão racional.
uma fragmentação caótica, evidenciando o locutor como sujeito em crise de finitude
uma progressão linear, narrando estações do ano com serenidade poética.
um acúmulo afirmativo, exaltando a resiliência humana sem melancolia.
Chico Buarque, “Apesar de Você”
Texto base:
Na canção Apesar de Você, Chico Buarque escreve:
"Apesar de você / Apesar de toda a minha dor / Eu vou fazer você / Se importar de mim".
A repetição cria oposição, e o futuro projeta esperança contra o regime opressor.
O recurso sintático da preposição concessiva (“apesar de”) produz o sentido de
uma concessão irônica, celebrando o amor romântico como vitória inevitável.
uma oposição dialética, marcando o locutor como resistente à opressão ditatorial, interlocutor como regime opressor
uma harmonia relacional, suavizando conflitos conjugais com perdão.
uma enumeração afetiva, listando obstáculos sentimentais com ternura
Carlos Drummond de Andrade, “Quadrilha”
Texto base:
Em Quadrilha, Drummond inicia:
"João gostava de Maria / Que gostava de José / Que gostava de Mariana / Que gostava de João".
O encadeamento constrói um ciclo amoroso frustrado, ironizando relações sociais.
A repetição do relativo “que” evidencia o locutor como
um narrador onisciente, descrevendo tramas românticas sem crítica
um observador irônico da sociedade, expondo o interlocutor coletivo à futilidade relacional burguesa
um confidente sentimental, aconselhando casais em dilemas pessoais.
um poeta folclórico, recriando lendas amorosas com encanto mágico.
Chico Buarque, “Sinal Fechado”
Texto base:
Na canção Sinal Fechado, lê-se:
"Quando eu for menor / Vou botar meu pai na linha / Vou ensinar como é bom ser homem / Vou ensinar como é bom ser mulher".
A inversão temporal subverte a lógica da autoridade paterna.
O efeito de sentido da inversão temporal decorre de
uma fantasia infantil, projetando harmonia futura com inocência.
uma crítica geracional, com o locutor adulto regressando para confrontar o interlocutor patriarcal com igualdade de gêneros
uma progressão cronológica, narrando amadurecimento com otimismo.
um delírio poético, explorando o tempo cíclico sem crítica.
Carlos Drummond de Andrade, “No Meio do Caminho”
Texto base:
O poema repete 24 vezes: “No meio do caminho tinha uma pedra”. A repetição obsessiva é lida como metáfora para burocracia ou estagnação.
O recurso ortográfico da repetição exaustiva gera o efeito de
uma hipérbole rítmica, celebrando persistência natural.
uma obsessão sintática, marcando o locutor como frustrado perante o interlocutor (leitor) ante a banalidade existencial
uma cadência musical, evocando trilhas sentimentais.
uma enumeração variada, listando obstáculos criativamente.
oão Bosco e Aldir Blanc, “O Bêbado e a Equilibrista”
Texto base:
No refrão da canção lê-se:
"Por isso / Gente é melhor / Viver em paz / Com amor / E a gente vem e a gente vai".
A elipse pronominal e a coordenação simples criam tom coletivo de reconciliação.
A marca linguística da elipse (“a gente vem”) revela o interlocutor como
um indivíduo isolado, recebendo lições morais.
o eu romântico, introspectivo em jornadas solitárias.
um artista circense, metaforizado em equilíbrio.
a nação dividida, chamada pelo locutor coletivo à reconciliação pós-ditadura via solidariedade afetiva
Na resenha de um filme brasileiro recente sobre corrupção política, o autor apresenta a seguinte tese: "O longa-metragem expõe a podridão sistêmica do poder, mas falha em propor saídas viáveis". Para sustentar essa ideia, o texto descreve cenas de corredores burocráticos onde personagens trocam subornos sem punição, contrastando com um final otimista que parece artificial. O crítico argumenta que essa resolução superficial enfraquece a denúncia inicial, deixando o espectador sem reflexões práticas.
A relação entre a tese e os argumentos evidencia
uma defesa incondicional da narrativa fílmica, ignorando falhas para exaltar o tema.
uma rejeição total, usando argumentos periféricos para desqualificar o todo.
uma promoção comercial, priorizando aspectos positivos sem análise profunda.
uma crítica equilibrada, onde os exemplos de impunidade sustentam a "podridão", mas o final "forçado" questiona a viabilidade.
Em uma resenha de livro publicada em revista acadêmica, o texto analisa "O Capital no Século XXI", de Thomas Piketty, com a tese central: "A obra de Thomas Piketty diagnostica com precisão o abismo econômico, servindo como bússola para reformas urgentes". Os argumentos incluem dados históricos sobre a concentração de riqueza desde o século XIX e projeções futuras que apontam para desigualdades crescentes, apresentados como evidências irrefutáveis. O resenhista destaca a relevância do livro para debates contemporâneos.
A finalidade principal da resenha, ao relacionar tese e argumentos, é
entreter o leitor com anedotas biográficas do autor, desviando do conteúdo analítico.
polemizar contra o capitalismo, exagerando argumentos para fins ideológicos.
resumir o enredo, focando em spoilers sem conexão com a tese.
orientar o público acadêmico, usando dados como suporte para validar a tese reformista.
Duas resenhas abordam o romance distópico "1984", de George Orwell, em contextos distintos. A primeira, publicada em um jornal em 1984 durante a ditadura militar brasileira, interpreta o livro como um "alerta eterno contra a vigilância opressora", com foco na repressão estatal. A segunda, escrita em um blog em 2024 após a pandemia, destaca "o isolamento digital como ameaça atual", conectando a obra à manipulação em redes sociais. Ambas tratam da perda de privacidade, mas com enfoques diferentes.
Ao comparar os textos, reconhece-se que a diferença no tratamento da informação decorre
de preferências estilísticas isoladas, sem influência contextual.
de erros factuais na segunda resenha, ignorando o cerne original.
de uma progressão linear, onde a resenha recente corrige a anterior.
das condições de produção e recepção, adaptando o alerta opressivo à vigilância estatal (1984) versus cibernética (2024)
Na resenha de uma exposição de arte sobre racismo no Brasil, o crítico apresenta a tese: "As obras de Abdias do Nascimento revelam o Brasil pluriétnico, mas o curador subestima o impacto político". Os argumentos analisam painéis com símbolos afro-brasileiros, como tambores e máscaras, que celebram a diversidade cultural, mas criticam a ausência de debates interativos que contextualizassem a luta antirracista. O texto sugere que essa omissão enfraquece a potência política da mostra.
A sustentação da tese pelos argumentos se baseia em
uma descrição superficial das cores, desconectada da crítica curatorial.
elogios genéricos ao artista, diluindo a tese em bajulação.
uma análise semiótica dos símbolos, que reforça o "plurietnicismo" enquanto expõe a omissão política como fraqueza.
comparações irrelevantes com outras exposições estrangeiras.
Resenhando um documentário sobre mudanças climáticas exibido em festivais internacionais, o texto postula: "O filme choca com imagens apocalípticas, mas peca ao culpar apenas o indivíduo, ignorando corporações". Os argumentos destacam depoimentos emocionais de ativistas mostrando geleiras derretendo, contrastando com a ausência de entrevistas com CEOs de indústrias poluentes. O crítico sugere que essa lacuna limita a análise sistêmica do problema.
A finalidade da resenha, via tese e argumentos, é
promover o filme como entretenimento visual, minimizando debates éticos.
estimular reflexão crítica, com argumentos expondo lacunas para uma visão sistêmica mais ampla.
listar prêmios, focando em sucessos comerciais.
estimular reflexão crítica, com argumentos expondo lacunas para uma visão sistêmica mais ampla.
Comparando resenhas de "1984", de George Orwell: uma jornalística de 1949, escrita logo após a Segunda Guerra Mundial, vê "totalitarismo como espelho do stalinismo", com ênfase na propaganda estatal. Outra, publicada em um blog em 2023 durante a era das fake news, interpreta "manipulação da verdade como rede social distópica", conectando o livro à desinformação digital. Ambas exploram o controle da informação, mas com perspectivas distintas.
O tratamento diferenciado do tema da verdade absoluta resulta de
variações linguísticas aleatórias, sem relação com o período.
uma evolução interpretativa, onde a recente supera a anterior em profundidade.
preferências subjetivas do resenhista, ignorando o texto original.
condições de recepção, adaptando o totalitarismo ao medo bélico (1949) versus digital (2023)
Na resenha de um álbum musical de Caetano Veloso sobre o exílio durante a ditadura, a tese afirma: "As canções de Caetano Veloso capturam o desterro emocional da ditadura, com harmonias que transcendem a dor". Os argumentos dissecam letras como "Você não me ensinou a te esquecer", interpretando-as como expressões de resiliência diante da separação forçada. O resenhista destaca como a música transforma o sofrimento em arte coletiva.
A conexão tese-argumentos demonstra
uma apreciação estética pura, evitando contextos políticos incômodos.
uma crítica destrutiva, usando exemplos para desmontar o artista.
uma defesa interpretativa, onde letras exemplificam o "desterro" como ponte para catarse coletiva
um resumo cronológico das faixas, sem análise temática.
Uma resenha acadêmica de "O Capital", de Karl Marx, publicada no século XIX, enfatiza "exploração como lei histórica", com foco na análise teórica da mais-valia. Uma resenha popular de 2020, escrita durante uma crise econômica global, foca "desigualdade como urgência cotidiana", aplicando os conceitos a layoffs e precarização. Ambas abordam o trabalho alienado, mas com enfoques variados.
Ao comparar, identifica-se que a variação no enfoque deve-se
a diferenças de gênero textual, com a acadêmica sendo mais superficial.
de uma tradução imprecisa na resenha recente.
às condições de produção, historicizando a lei (séc. XIX) versus aplicando à crise atual (2020)
de intenções comerciais, priorizando acessibilidade sobre rigor.
Resenhando uma montagem contemporânea da peça "Casa de Bonecas", de Henrik Ibsen, a tese é: "A montagem atualiza Ibsen com fúria contemporânea, mas dilui o individualismo em coletivismo forçado". Os argumentos citam cenas de monólogo de Nora, que expressam sua revolta pessoal, contrastando com um coro grupal que impõe uma leitura coletiva ao final. O crítico questiona se essa adaptação respeita a essência original.
Os argumentos sustentam a tese ao
exaltar inovações cênicas, contradizendo a crítica à diluição.
descrever cenários, ignorando dinâmicas dramáticas.
listar atores, focando em performances isoladas.
contrastar o monólogo (individual) com o coro (coletivo), expondo a tensão entre original e adaptação
