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WorksheetsQuestões SAEB Português D14.
Total questions: 10
Worksheet time: 12mins
Q1. (vírgula de enumeração vs explicativa)
Frase A: Os alunos que estudam, passam no vestibular.
Frase B: Os alunos, que estudam, passam no vestibular.
Qual o efeito de sentido da vírgula na frase B?
a) Todos os alunos estudam e passam.
b) Somente alguns alunos estudam e passam.
c) Nenhum aluno estuda, mas passa.
d) O uso da vírgula não altera o sentido.
Q2. (aspas – ironia vs citação)
Frase: Ele disse que era um “gênio” em matemática.
O uso das aspas nesse contexto indica:
a) Ênfase positiva, reforçando que ele é gênio.
b) Ironia, sugerindo o contrário do que é dito.
c) Citação fiel, sem mudança de sentido.
d) Indiferença em relação ao conteúdo.
Q3. (travessão – mudança de foco)
Frase: Maria – a aluna mais dedicada da turma – foi escolhida como representante.
O travessão tem a função de:
d) Marcar discurso direto.
b) Substituir vírgula sem alterar nada.
c) Criar suspense, sem trazer informação adicional.
d) Isolar uma informação acessória, destacando uma característica.
Q4. Observe as frases abaixo. Arraste o efeito de sentido correto para cada uma delas:
1. Os professores que se dedicam, conseguem bons resultados. (a)
2. Os professores, que se dedicam, conseguem bons resultados. (b)
Texto para interpretação
Durante a preparação para o vestibular, alguns alunos perceberam que não basta apenas decorar fórmulas ou revisar conteúdos específicos. O segredo, muitas vezes, está na leitura atenta dos enunciados. Um professor contou certa vez: “Um aluno me disse: Não quero desistir, nunca!” A turma riu, porque havia, naquela frase, uma força de vontade evidente. O ponto de exclamação não apenas encerrava a oração; ele mostrava intensidade, convicção.
Por outro lado, outro estudante, em um momento de cansaço, comentou: “Não, quero desistir.” A pausa da vírgula transformou completamente o sentido. De uma afirmação corajosa, passamos a uma confissão de desânimo. Pequenos sinais, grandes diferenças. É como se a vírgula, discreta, tivesse o poder de inverter o espírito de toda a frase.
Essa experiência serviu para lembrar que a pontuação não é detalhe: é parte fundamental do significado de qualquer texto, seja literário, jornalístico ou até mesmo um enunciado matemático.
Q5. O efeito de sentido das vírgulas e do ponto de exclamação é essencial para compreender o diálogo. Qual alternativa explica melhor essa diferença?
A) Em ambas as falas, a vírgula não altera o sentido da negativa.
b) Na segunda fala, a vírgula indica dúvida sobre a decisão.
c) Na primeira fala, a vírgula marca uma pausa e o ponto de exclamação reforça a determinação do aluno.
d) O ponto de exclamação apenas substitui o ponto final, sem intensidade.
Q6. (ponto de exclamação – efeito de intensidade)
Compare:
Ele passou na prova.
Ele passou na prova!
O ponto de exclamação sugere:
a) Intensidade ou emoção na fala.
b) Questionamento sobre a aprovação.
c) Ironia negativa em relação ao resultado.
d) Ausência de certeza sobre a prova.
Q7. (parênteses – comentário explicativo)
Frase: A prova terá três etapas (todas eliminatórias).
O que os parênteses acrescentam ao texto?
a) Um exemplo que contradiz o enunciado.
b) Uma informação explicativa que detalha as etapas.
c) Uma pausa dramática, sem acrescentar conteúdo.
d) Uma ironia em relação às etapas.
Q8. (vírgula deslocando sentido)
Frase A: Não, quero ir.
Frase B: Não quero ir.
Qual é a diferença de sentido?
a) Em B, o “não” funciona como ironia.
b) Em A e B, ambas indicam recusa.
c) Em A, há recusa inicial seguida de afirmação de desejo.
d) Em A, o “não” é apenas uma pausa.
A CHUVA
Arnaldo Antunes
A chuva derrubou as pontes. A chuva transbordou os rios. A chuva molhou os transeuntes. A chuva encharcou as praças. A chuva enferrujou as máquinas. A chuva enfureceu as marés. A chuva e seu cheiro de terra. A chuva com sua cabeleira. A chuva esburacou as pedras. A chuva alagou a favela. A chuva de canivetes. A chuva enxugou a sede. A chuva anoiteceu de tarde. A chuva e seu brilho prateado. A chuva de retas paralelas sobre a terra curva. A chuva destroçou os guarda-chuvas. A chuva durou muitos dias. A chuva apagou o incêndio. A chuva caiu. A chuva derramou-se. A chuva murmurou meu nome. A chuva ligou o para-brisa. A chuva acendeu os faróis. A chuva tocou a sirene. A chuva com a sua crina. A chuva encheu a piscina. A chuva com as gotas grossas. A chuva de pingos pretos. A chuva açoitando as plantas. A chuva senhora da lama. A chuva sem pena. A chuva apenas. A chuva empenou os móveis. A chuva amarelou os livros. A chuva corroeu as cercas. A chuva e seu baque seco. A chuva e seu ruído de vidro. A chuva inchou o brejo. A chuva pingou pelo teto. A chuva multiplicando insetos. A chuva sobre os varais. A chuva derrubando raios. A chuva acabou a luz. A chuva molhou os cigarros. A chuva mijou no telhado. A chuva regou o gramado. A chuva arrepiou os poros. A chuva fez muitas poças. A chuva secou ao sol.
Q9. No texto, todas as frases iniciam com a expressão "a chuva." Esse recurso foi utilizado pelo autor para
a) sugerir a força da chuva
b) mostrar o ritmo brando da chuva
c) reproduzir com clareza o barulho da chuva.
d) criar uma ideia de que a chuva acalma os sentidos.
Q10. Na construção do “Poema da Necessidade”, a repetição sugere
A) rotina.
B) atenção.
C) inquietação.
D) necessidade.
