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Avaliação RECUPERAÇÃO Prova Paraná

Total questions: 30

Worksheet time: 15mins

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1.

Leia o texto para responder as perguntas de 01 a 04:

O perigo do cancelamento (de Cristina Navalon)

Na Grécia Antiga, Platão afirmava que “o ápice da educação é a tolerância”, uma ideia que permaneceu através dos séculos. No entanto, os tempos modernos, especialmente com a ascensão das redes sociais e da cultura digital, nos confrontam com uma realidade desafiadora. O que deveria ser um espaço de intercâmbio de ideias e saberes muitas vezes se transforma em um campo de batalha, onde a compreensão é substituída pela intolerância e pelo cancelamento.

A internet, longe de ser apenas uma ferramenta de conexão global, se tornou palco para manifestações de ódio e preconceito. O fenômeno do cancelamento, definido como a prática de hostilizar alguém publicamente por suas opiniões ou comportamentos considerados inadequados, tem ganhado relevância alarmante. Nesse contexto, cancelar alguém não apenas é visto como uma demonstração de superioridade moral, mas também como uma forma de punição. A grande questão que fica é: como cuidar da saúde mental diante dessa perspectiva?

As consequências práticas da rejeição virtual podem ser devastadoras. O cancelamento pode levar à perda de oportunidades profissionais, sociais e pessoais. A vítima dessa situação costuma enfrentar boicotes em sua carreira, é marginalizada em seu círculo social e sofre até mesmo ameaças à sua segurança, de forma física e emocional. É incumbido aquela pessoa um status de “criminoso social”.

O impacto psicológico dessa rejeição social costuma ser profundo e duradouro, deixando cicatrizes emocionais que desafiam a autoestima e o bem-estar de cada um. É crucial buscar apoio psicológico para lidar com os desafios impostos por essa experiência. Participar de terapias individuais e ter práticas de autocuidado auxiliam no desenvolvimento de uma resiliência emocional, e cuidar da mente nesse processo é fundamental.

É preciso lembrar que todos nós cometemos erros, e podemos aprender e crescer com eles. A cultura do cancelamento não define valia ou o valor intrínseco de uma pessoa. Pelo contrário, mostra que nós podemos ser bem piores do que aquela atitude que reprovamos.

Cultivar a empatia e o perdão, tanto conosco quanto para os outros, é o passo fundamental para abandonarmos de vez essa indústria do ódio, e recuperarmos o lado humano da sociedade.

Questão 1 – Compreensão global

No texto, a autora alerta para o chamado “cancelamento”. O principal risco apontado por ela é:

a)

a) fortalecer a liberdade de expressão dos usuários.

b)

b) estimular o debate respeitoso de ideias divergentes.

c)

c) transformar a internet em um espaço de punição e exclusão.

d)

d) valorizar a diversidade de opiniões na sociedade.

2.

Questão 2 – Intenção do autor

A intenção de Cristina Navalon, ao escrever o texto, é:



a)

a) ensinar estratégias para evitar críticas nas redes sociais.

b)

b) informar sobre os benefícios do cancelamento para a sociedade.

c)

c) alertar sobre os perigos da cultura do cancelamento e seus efeitos.

d)

d) destacar a importância das redes sociais na formação da juventude.

3.

Questão 3 – Inferência

Pode-se inferir do texto que o “cancelamento”:

a)

a) é sempre uma forma justa de corrigir comportamentos.

b)

b) promove a escuta atenta e o diálogo entre grupos sociais.

c)

c) pode gerar linchamentos virtuais, sem espaço para reflexão.

d)


d) assegura que todos sejam tratados de forma equilibrada.

4.

Questão 4 – Linguagem e efeito de sentido

No texto, o uso de palavras como “perigo” e “linchamento” reforça a ideia de:

a)

a) neutralidade e objetividade do discurso.

b)

b) valorização positiva do cancelamento.

c)

c) exagero intencional para ridicularizar o tema.

d)

d) gravidade da situação e alerta ao leitor.

5.

Texto:

João estava tão distraído que colocou o despertador na geladeira e a geladeira na tomada do quarto. Quando acordou, reclamou que o café da manhã estava frio… e o quarto mais elétrico do que nunca!

Questão 5:

Qual elemento do texto revela o humor presente na situação?

a)

a) O fato de João ter acordado cedo.

b)

b) A inversão inesperada de objetos e situações do cotidiano.

c)

c) A descrição detalhada do café da manhã.

d)

d) O ambiente do quarto de João ser confortável.

6.

A Borboleta Azul

Havia um viúvo que morava com suas duas filhas curiosas e inteligentes.

As meninas sempre faziam muitas perguntas. Algumas ele sabia responder, outras não.

Como pretendia oferecer a elas a melhor educação, mandou as meninas passarem férias com um sábio que morava no alto de uma colina.

O sábio sempre respondia todas as perguntas sem hesitar. Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta que ele não saberia responder. Então, uma delas apareceu com uma linda borboleta azul que usaria para pregar uma peça no sábio.

  • - O que você vai fazer? - perguntou a irmã .

  • - Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta. Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la. E, assim, qualquer resposta que o sábio nos der estará errada!

  • As duas meninas foram, então, ao encontro do sábio, que estava meditando.

  • - Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio, ela está viva ou morta?

  • Calmamente o sábio sorriu e repondeu:

  • - Depende de você... ela está em suas mãos.

Questão 6:

No trecho: “Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la”, a forma verbal disser indica:

a)

a) afirmação

b)

b) hipótese

c)

c) negação

d)

d) certeza

7.

Questão 7:

No final da história, o sábio responde: “Depende de você… ela está em suas mãos.” Essa resposta revela que:

a)

a) o sábio não sabia se a borboleta estava viva ou morta.

b)

b) a decisão sobre a vida da borboleta está nas mãos das meninas.

c)

c) a borboleta sempre estaria morta, independentemente do que fizessem.

d)

d) o sábio decidiu esconder a verdade sobre a borboleta.

8.

Questão 8:

No trecho: “As meninas foram, então, ao encontro do sábio, que estava meditando.”

O tempo verbal usado em “foram” indica que a ação:

a)

a) acontece no presente e continua acontecendo.

b)

b) aconteceu no passado e foi concluída.

c)

c) acontecerá no futuro próximo.

d)

d) é uma hipótese ou possibilidade.

9.

Questão 9:

Frase: “As meninas foram, então, ao encontro do sábio, que estava meditando.”

Além disso, a frase revela que:

a)

a) as meninas ainda estavam indecisas sobre como agir.

b)

b) as meninas decidiram enfrentar o sábio com a borboleta azul.

c)

c) o sábio havia se preparado para a pergunta das meninas.

d)

d) a história está sendo narrada no presente

10.

Hoje eu acordei sem pressa
Deixei a janela aberta
Vi a vida tão repleta de amanhecer

Hoje eu pude ver de perto
Que um coração aberto
Torna tudo mais fácil de acontecer

Respirar

Eu abro as asas e preparo a alma pra respirar, pra respirar
Eu abro as asas e preparo a alma pra respirar, pra respirar

Hoje eu me joguei das nuvens
Tirei o pó e a ferrugem
Vi que o sol brilha mais claro se a gente 'tá bem

Voos podem ser mais altos
Frases podem ser mais belas
Hoje eu vou gritar mais forte a sorte que a gente tem
De ser feliz sem ser refém

(Sandy; compositores: Daniel Lopes/Lucas Lima/Sandy)

Questão 10 – Interpretação de versos

Nos versos: “Eu abro as asas e preparo a alma pra respirar, pra respirar”, observa-se:

a)

a) exigência de fugir da realidade.

b)

b) sensação de leveza e liberdade.

c)

c) desejo de uma vida mais simples e sem desafios.

d)

d) reconhecimento de capacidade de alcançar objetivos maiores.

11.

Questão 11 – Inferência sobre o eu lírico

No verso: “Voos podem ser mais altos”, infere-se que o eu lírico:

a)

a) pensa ter alcançado o auge de suas capacidades.

b)

b) está satisfeito por ter superado seus obstáculos.

c)

c) anseia por uma vida mais simples.

d)

d) reconhece que é capaz de alcançar objetivos maiores.

12.

Questão 12 – Presença de opinião

No verso: “Torna tudo mais fácil de acontecer”, há presença de:

a)

a) afirmação de fato.

b)

b) opinião do eu lírico sobre a vida.

c)

c) negação de uma realidade.

d)

d) descrição objetiva do ambiente.

13.

Questão 13

Educação e Saúde Mental na Escola

A professora Henriette Tognetti Penha Morato destaca que a escola deve promover aprendizagem significativa, respeitando o ritmo de cada aluno e estimulando a participação ativa e o desenvolvimento socioemocional.

O psiquiatra Cristiano Nabuco reforça a importância da saúde mental para o aprendizado, afirmando que o bem-estar emocional é essencial para que o estudante se concentre, aprenda e se desenvolva plenamente.

Juntos, ambos apontam que educação e cuidado emocional devem caminhar lado a lado, garantindo um ambiente escolar saudável, inclusivo e estimulante.

De acordo com Henriette Tognetti, qual é o papel mais importante da escola no desenvolvimento do aluno?

a)

a) Garantir que todos aprendam apenas conteúdos teóricos.

b)

b) Promover aprendizado significativo, respeitando diferenças individuais e estimulando competências socioemocionais.

c)

c) Avaliar exclusivamente pelo desempenho em provas padronizadas.

d)

d) Manter a disciplina acima de qualquer aprendizado.

14.

Questão 14

. Segundo Cristiano Nabuco, como a saúde mental influencia o aprendizado dos estudantes?

a)

a) Ela não tem impacto, pois aprendizado depende apenas de esforço.

b)

b) A saúde mental garante que o aluno consiga se concentrar, participar e se desenvolver plenamente.

c)

c) Ela substitui a necessidade de metodologias pedagógicas eficazes.

d)

d) Serve apenas para identificar problemas graves, sem relação com o dia a dia escolar.

15.

Questão 15

Como as ideias da professora Henriette Tognetti Penha Morato e do psiquiatra Cristiano Nabuco se complementam no contexto escolar?

a)

a) Henriette defende foco no conteúdo e Nabuco acredita que emoções não influenciam no aprendizado.

b)

b) Ambos mostram que é preciso integrar metodologias ativas e cuidados com a saúde mental para favorecer o desenvolvimento integral do aluno.

c)

c) Henriette acredita que a escola deve ser rígida, enquanto Nabuco sugere eliminar regras para preservar emoções.

d)

d) As ideias são opostas, pois Henriette fala apenas de ensino e Nabuco apenas de saúde.

16.

Texto: A Borboleta

Uma borboleta muito jovem sonhava em atravessar o jardim inteiro, mas os ventos fortes e as flores altas pareciam impedir seu caminho. Mesmo assim, ela porfia, insistindo dia após dia, batendo suas asas com coragem e paciência. Pouco a pouco, conseguiu superar todos os obstáculos e, ao final, descansou em uma flor iluminada pelo sol, sentindo-se orgulhosa de sua conquista.


Sugestão de atividade:

Questão 16: No contexto do texto, a palavra “porfia” indica:

a)

a) Medo de enfrentar dificuldades.

b)

b) Preguiça ou desinteresse por desafios.

c)


c) Sorte que ajuda a alcançar objetivos sem esforço.

d)

d) Persistência e esforço contínuo diante dos obstáculos.

17.

Texto adaptado de Beleza Total, de Carlos Andrade:

"Gertrudes tinha uma beleza que não se limitava ao rosto; seu encanto estava no olhar, na postura e no modo como se relacionava com os outros. Cada gesto revelava harmonia e simplicidade, despertando admiração e respeito em todos ao seu redor. Era impossível não notar a forma delicada com que caminhava, ou a atenção que dedicava a pequenas gentilezas, transformando ações simples em demonstrações de elegância natural."

Questão 17:

O trecho enfatiza principalmente que a beleza de Gertrudes é:

a)

a) Apenas física, centrada nos traços do rosto.

b)

b) Interior e exterior, refletida em gestos, postura e atitudes.

c)

c) Relacionada ao modo de se vestir e à aparência.

d)

d) Simbólica, ligada a objetos e lugares ao seu redor.

18.

Questão 18:

O autor utiliza quais recursos para valorizar a personagem?

a)

a) Descrições de atitudes, gestos e interação com outros

b)

b) Comparações com objetos preciosos e riqueza material

c)

c) Narração de viagens e aventuras de Gertrudes

d)

d) Uso de discursos diretos da personagem sobre sua aparência

19.

Questão 19

O trecho destaca a beleza de Gertrudes como algo:

a)

a) Comum e facilmente percebida por qualquer pessoa que a encontrasse.

b)

b) Exclusivamente física, destacando seu rosto e corpo.

c)

c) Reservada e especial, comparada a um tesouro guardado a sete chaves.

d)

d) Superficial, ligada apenas ao que ela possuía ou mostrava ao público.

20.

Questão 20:

A frase “salão fechado a 7 chaves” é um exemplo de:

a)

a) Metáfora, comparando sua beleza a um tesouro guardado.

b)

b) Hipérbole, exagerando a beleza de Gertrudes.

c)

c) Ironia, criticando sua vaidade.

d)

d) Personificação, atribuindo ação de trancar a um salão.

21.

Questão 21:
No livro Eu, Robô, qual é o principal dilema que surge quando um robô precisa seguir as Três Leis da Robótica?

a)

A) Escolher entre obedecer a ordens humanas conflitantes.

b)

B) Decidir se deve aprender novas habilidades sozinho.

c)

C) Competir com outros robôs por tarefas mais difíceis.

d)

D) Manter segredo sobre informações confidenciais.

22.

Questão 22:
Qual é a função da robopsicologia no universo de Eu, Robô?

a)

A) Criar novos modelos de robôs.

b)

B) Ensinar robôs a se protegerem.

c)

C) Entender e resolver conflitos entre robôs e humanos.

d)

D) Programar robôs para realizar tarefas domésticas.

23.

Questão 23:
No conto “Robbie”, por que a menina Gloria adora o robô?

a)

a) Porque ele é seu amigo e a protege.

b)

b) Porque ele ajuda nas tarefas da casa.

c)

c) Porque ele ensina matemática avançada.

d)

d) Porque ele realiza experiências científicas.

24.

Pergunta:
No conto “Razão” de Eu, Robô, o robô QT-1 (Cutie) decide que os humanos não têm autoridade sobre ele nem sobre a Estação Espacial. Ele segue apenas sua própria lógica baseada na crença de um “Ser Superior”.

Questão 24:

Qual dilema ético isso representa e como isso se relaciona com as Três Leis da Robótica?



a)

A) O robô desobedece a humanos, mostrando que a Primeira Lei não é absoluta quando sua interpretação lógica entra em conflito com ordens humanas.

b)

B) O robô demonstra que sempre deve priorizar sua própria sobrevivência acima dos humanos, violando a Primeira Lei.

c)



C) O robô prova que as Três Leis não têm efeito, pois ele não consegue entender conceitos humanos.

d)

D) O robô age de forma ética ao ignorar humanos, pois eles não dão ordens claras.

25.


Questão 25: metalinguagem

Qual das situações abaixo é um exemplo de metalinguagem?

a)

A) Um poema descrevendo a beleza de um pôr do sol.

b)

B) Um conto em que o narrador comenta sobre a dificuldade de escrever o próprio conto.

c)

C) Um jornal relatando um acidente de trânsito.

d)

D) Uma carta contando sobre a rotina de um dia comum.

26.

Questão 26:

No verso “É triste viver na alegria e feliz na dor”, qual recurso de linguagem está sendo usado?

a)

A) Metáfora

b)

B) Antítese

c)

C) Hipérbole

d)


D) Personificação

27.

Questão 27:

Em poesia, a antítese é frequentemente usada para:

a)

A) Criar ritmo e musicalidade apenas.

b)

B) Contar uma história de forma cronológica.

c)

C) Destacar contraste entre ideias ou sentimentos.

d)

D) Repetir palavras sem sentido.

28.


O paradoxo é uma figura de linguagem que apresenta uma ideia aparentemente contraditória, mas que revela uma verdade ou reflexão profunda.

Questão 28:

Qual das alternativas abaixo é um exemplo de paradoxo?

a)

A) “Menos é mais.”

b)

B) “O sol brilha no céu.”

c)

C) “Ele correu muito rápido para não se atrasar.”

d)

D) “A água molha tudo que toca.”

29.

O soneto é um poema estruturado em 14 versos, divididos geralmente em dois quartetos e dois tercetos.

Questão 29: Qual das alternativas abaixo descreve corretamente o papel dos tercetos em um soneto?

a)

A) Introduzir a ideia principal do poema logo no início.

b)

B) Repetir exatamente o que foi dito nos quartetos.

c)

C) Apresentar a “virada” do poema, trazendo contraste, reflexão ou solução.

d)

D) Terminar o poema com rimas livres sem relação com os quartetos.

30.

Questão 30:

Em um texto dissertativo-argumentativo, a tese é a ideia central que o autor defende, enquanto os argumentos são utilizados para sustentá-la. Qual das alternativas abaixo demonstra corretamente essa relação?

a)

A) Apresentar uma opinião sem justificativa, deixando o leitor concluir por conta própria.

b)

B) Definir a tese e fornecer fatos, exemplos ou dados que a comprovem.

c)

C) Escrever apenas fatos desconectados da opinião do autor.

d)


D) Repetir a tese várias vezes sem acrescentar informações novas.