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WorksheetsQuizziz Avaliativo / Questões Simulado 3 e Livro Acerta Brasil
Total questions: 30
Worksheet time: 2hrs 57mins
10 anos de “hashtag”: a ferramenta que mobiliza a internet A “hashtag”, ícone das redes sociais, celebrou em 2017 seus primeiros 10 anos de uso no acompanhamento dos grandes eventos mundiais com um efeito de mobilização e expressão de emoção e humor. A palavra-chave precedida pelo símbolo do jogo da velha foi popularizada pelo Twitter antes de ser incorporada por outras redes sociais. A invenção foi de Chris Messina, designer americano especialista em redes sociais. Em 23 de agosto de 2007, o usuário intensivo do Twitter propôs em um tuíte usar o jogo da velha para reagrupar mensagens sobre um mesmo assunto. Ele lançou, então, a primeira “hashtag” #barcamp sobre oficinas participativas dedicadas à inovação na web. O compartilhamento das palavras-chaves — que já são citadas 125 milhões de vezes por dia no mundo — já serviu de trampolim para mobilizações em massa. Alguns slogans que tiveram grande efeito mobilizador foram o #BlackLivesMatter (Vidas negras importam), após a morte de vários cidadãos americanos negros pela polícia, e #OccupyWallStreet (Ocupem Wall Street), referente ao movimento que acampou no coração de Manhattan para denunciar os abusos do capitalismo. AFP. Disponível em: http://exame.abril.com.br. Acesso em: 24 ago. 2017 (adaptado)
Ao descrever a história e os exemplos de utilização da hashtag, o texto evidencia que:
a incorporação desse recurso expressivo pela sociedade o flexibilizou e o potencializou
a incorporação desse recurso expressivo pela sociedade impossibilita a manutenção de seu uso original.
a incorporação pela sociedade caracterizou esse recurso expressivo de forma definitiva.
esse recurso expressivo se tornou o principal meio de mobilização social pela internet.
esse recurso expressivo precisou de uma década para ganhar notabilidade social.
Uma tuiteratura? As novidades sobre o Twitter já não cabem em 140 toques. Informações vindas dos EUA dão conta de que a marca de 100 milhões de adeptos acaba de ser alcançada e que a biblioteca do Congresso, um dos principais templos da palavra impressa, vai guardar em seu arquivo todos os tweets, ou seja, as mensagens do microblog. No Brasil o fenômeno não chega a tanto, mas já somos o segundo país com o maior número de tuiteiros. Também aqui o Twitter está sendo aceito em territórios antes exclusivos do papel. A própria Academia Brasileira de Letras abriu um concurso de microcontos para textos com apenas 140 caracteres. Também se fala das possibilidades literárias desse meio que se caracteriza pela concisão. Já há até um neologismo, “tuiteratura”, para indicar os “enunciados telegráficos com criações originais, citações ou resumos de obras impressas”. Por ora, pergunto como se estivesse tuitando: querer fazer literatura com palavras de menos não é pretensão demais? VENTURA, Z. O Globo, 17 abr. 2010 (adaptado). As novas tecnologias estão presentes na sociedade moderna, transformando a comunicação por meio de inovadoras linguagens. O texto de Zuenir Ventura mostra que o Twitter tem sido acessado por um número cada vez maior de internautas e já se insere até na literatura. Neste contexto de inovações linguísticas, a linguagem do Twitter apresenta como característica relevante
a concisão relativa ao texto ao adotar como regra o uso de uma quantidade predefinida de toques
a frequência de neologismos criados com a finalidade de tornar a mensagem mais popular.
o uso de expressões exclusivas da nova forma literária para substituir palavras usuais do português
o emprego de palavras pouco usuais no dia a dia para reafirmar a originalidade e o espírito crítico dos usuários desse tipo de rede social.
o uso de palavras e expressões próprias da mídia eletrônica para restringir a participação de usuários.
Qual das seguintes alternativas melhor descreve o gênero textual crônica?
A crônica se concentra na apreensão pessoal do cotidiano, proporcionando uma visão única e subjetiva do mundo.
A crônica adota uma perspectiva política e social, explorando questões profundas da literatura marginal e da periferia.
A crônica é conhecida pela manifestação livre e subjetiva do eu lírico e por não ter foco em questões cotidianas.
A crônica apresenta a múltipla perspectiva da vida humana e social, sem ênfase na visão pessoal do autor.
A crônica é estruturada de forma semelhante ao romance, com uma trama complexa e personagens bem desenvolvidos.
Leia o fragmento de crônica a seguir para responder às questões de 7 a 9. De quem são os meninos de rua? Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora. Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão. [...] COLASANTI, Marina. Quem são os meninos de rua? In: COLASANTI, Marina. A casa das palavras. São Paulo: Ática, 2002. (Para gostar de ler).
Esse fragmento de crônica aborda principalmente o preconceito relacionado
ao gênero.
à orientação sexual.
à idade.
à aparência física
à classe social.
No trecho “Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço”, a ordem dos constituintes da sentença cria um efeito específico. Qual é esse efeito?
Ênfase no sujeito da ação.
Ênfase no objeto da ação.
Ênfase no local da ação.
Ênfase no tempo da ação
Ênfase na fala do menino.
Na oração “a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua”, o trecho em destaque expressa:
o sujeito que sofre a ação verbal.
o objeto da ação verbal.
o agente que pratica a ação verbal.
o lugar onde se passa a ação verbal
a ação verbal narrada.
Leia a crônica a seguir para responder às questões de 11 a 13. No meio do caminho RIO DE JANEIRO - O homem ia andando e encontrou uma pedra no meio do caminho. Milhões de homens encontram uma pedra no caminho e dela se esquecem. Um poeta, que talvez nunca tenha encontrado pedra nenhuma, que fatalmente esqueceu muitas coisas, esqueceu caminhos que andou e pedras que não encontrou, fez um poema dizendo que nunca esqueceria a pedra encontrada no meio do caminho. Se a rosa é uma rosa, a pedra deveria ser uma pedra, mas nem sempre é. No meu primeiro dia de escola, da qual seria expulso por não saber falar o mínimo que se espera de uma criança, minha tia e madrinha, que nós chamávamos de Doneta, mas tinha outro nome do qual me esqueci, levou-me pela mão em silêncio, e em silêncio ia eu, sem saber o que representava o primeiro dia de escola. Quando percebi o que seria aquilo – misturar-me a meninos estranhos e ferozes, ficar longe de casa e da mão da minha tia e madrinha –, entrei a espernear, aos berros – aos quais mais tarde renunciaria por inúteis. Foi então que a tia e madrinha definiu a situação, dizendo com sabedoria: “São os abrolhos, meu filho”. Sim, os abrolhos começaram e até hoje não acabaram. Não sei bem o que é um abrolho, mas deve ser uma pedra no caminho da gente. A diferença mais substancial é que bastou uma pedra no caminho para que um poeta dela não se esquecesse. Não sendo poeta, não me lembro de ter topado com pedra nenhuma no meio do caminho. Mas, em matéria de abrolhos, sou douto. Mesmo não sabendo em que consiste um abrolho. Como disse acima, tiraram-me daquele abrolho inicial porque não sabia falar. Aprendi a escrever mal e porcamente, e os abrolhos vieram em legião. Faço força para esquecê-los, mas volta e meia penso que seria melhor encontrar uma pedra no meio do caminho. Dela certamente me esqueceria. CONY, Carlos Heitor. No meio do caminho. Folha de S.Paulo, São Paulo, 5 maio 2002. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0505200205.htm.
O autor do texto descreve sua experiência na escola como um conjunto de “abrolhos”. Essa descrição faz uma analogia ao desafio de se adaptar a um novo ambiente e superar obstáculos. Com base nisso, qual das seguintes afirmações melhor reflete a abordagem do autor em relação à experiência que teve?
O autor compara a pedra no caminho com sua experiência na escola para enfatizar a singularidade de seu próprio desafio pessoal.
O autor usa a palavra “abrolhos” para descrever desafios comuns ao se adaptar a novas situações e destacar a universalidade da experiência.
O autor utiliza a história da pedra no caminho como uma metáfora para descrever sua dificuldade de expressão verbal na escola.
O autor argumenta que, mesmo não sendo um poeta, se lembraria de uma pedra no caminho se a encontrasse.
O autor compara sua experiência na escola a uma pedra no caminho para demonstrar que superar desafios pode ser uma fonte de inspiração poética.
Qual das alternativas apresenta um elemento composicional característico do gênero crônica presente no texto lido?
Narrador em terceira pessoa
Estrutura linear e cronológica dos eventos.
Linguagem objetiva e formal.
Reflexões pessoais e subjetivas do autor.
Uso predominante de diálogos.
A charge dialoga com uma parte do enigma da Esfinge de Tebas, criatura mitológica grega: “Decifra-me, ou devoro-te”. Assinale a alternativa que contenha o nome que pode ser dado ao diálogo entre a charge e o enigma.
Ambiguidade
Coesão
Desfecho
Intertextualidade
Transitividade
As anedotas são narrativas, reais ou inventadas, estruturadas com a finalidade de provocar o riso. O recurso expressivo que configura esse texto como uma anedota é o(a)
uso repetitivo da negação.
grafia do termo “Oropas”.
ambiguidade do verbo “ir”.
ironia das duas perguntas.
emprego de palavras coloquiais.
Rosa de Hiroxima
A Pensem nas crianças
Mudas telepáticas Pensem nas meninas
Cegas inexatas
5 Pensem nas mulheres Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
10 Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
15 A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
Dentre os recursos expressivos presentes no poema, podem-se apontar a sinestesia e a aliteração, respectivamente, nos versos
2 e 17.
1 e 5.
8 e 15.
9 e 18
14 e 3.
Pra onde vai essa estrada? — Sô Augusto, pra onde vai essa estrada? O senhor Augusto: — Eu moro aqui há 30 anos, ela nunca foi pra parte nenhuma, não. — Sô Augusto, eu estou dizendo se a gente for andando aonde a gente vai? O senhor Augusto: — Vai sair até nas Oropas, se o mar der vau. Vocabulário Vau: Lugar do rio ou outra porção de água onde esta é pouco funda e, por isso, pode ser transposta a pé ou a cavalo. MAGALHÃES, L. L. A.; MACHADO, R. H. A. (Org.). Perdizes, suas histórias, sua gente, seu folclore. Perdizes: Prefeitura Municipal, 2005.
As anedotas são narrativas, reais ou inventadas, estruturadas com a finalidade de provocar o riso. O recurso expressivo que configura esse texto como uma anedota é o(a):
uso repetitivo da negação.
grafia do termo “Oropas”.
ambiguidade do verbo “ir”.
ironia das duas perguntas.
emprego de palavras coloquiais
Assinale a alternativa que apresenta o principal efeito de sentido das figuras de som em um texto literário.
Tornar o texto mais visual e descritivo.
Transmitir informações objetivas de forma direta.
Contribuir para a sonoridade, o ritmo e a expressividade do texto
Gerar ambiguidade e confundir a compreensão do leitor.
Aumentar o número de palavras no texto, para torná-lo mais rico.
Leia o seguinte trecho de resumo de trabalho acadêmico para responder a questão a seguir:
A tradição oral pode ser considerada como a base da transmissão do conhecimento de uma geração para a outra dentro das comunidades indígenas. Foi através das narrativas orais que os povos nativos mantiveram seus laços coesos e suas estórias em constante movimento. O objetivo da oratória indígena era transmitir as lendas, os mitos e as canções das comunidades, fazendo com que os aspectos culturais e identitários dos grupos fossem compartilhados e preservados ao longo do tempo. Contudo, as narrativas orais não eram moldadas para serem lidas, mas antes compartilhadas por meio de performances de contação de estórias. Ou seja, a literatura das sociedades ameríndias era uma literatura de caráter oral, idealizada e difundida pelos mecanismos da tradição oral. [...] SARAIVA, Eduardo de Souza. A literatura dos povos indígenas canadenses e a construção do conhecimento através da lenda e da tradição oral. in.: Garrafa. Vol. 18. n. 52, Abril-Junho, 2020.1. p. 225-246.
A partir das informações do texto, é possível afirmar que a tradição oral:
é uma forma obsoleta de preservação literária que não tem relevância no mundo moderno.
permite que as histórias e os mitos indígenas sejam compartilhados e preservados, mantendo viva a cultura e a identidade desses povos.
é exclusiva de alguns povos indígenas e não desempenha um papel significativo na transmissão de histórias e conhecimentos.
é usada apenas para fins cerimoniais e não tem relação com a literatura indígena.
é uma prática literária restrita aos povos indígenas do continente americano e não é relevante em outras partes do mundo.
Leia o seguinte trecho de resumo de trabalho acadêmico para responder a questão a seguir:
A tradição oral pode ser considerada como a base da transmissão do conhecimento de uma geração para a outra dentro das comunidades indígenas. Foi através das narrativas orais que os povos nativos mantiveram seus laços coesos e suas estórias em constante movimento. O objetivo da oratória indígena era transmitir as lendas, os mitos e as canções das comunidades, fazendo com que os aspectos culturais e identitários dos grupos fossem compartilhados e preservados ao longo do tempo. Contudo, as narrativas orais não eram moldadas para serem lidas, mas antes compartilhadas por meio de performances de contação de estórias. Ou seja, a literatura das sociedades ameríndias era uma literatura de caráter oral, idealizada e difundida pelos mecanismos da tradição oral. [...] SARAIVA, Eduardo de Souza. A literatura dos povos indígenas canadenses e a construção do conhecimento através da lenda e da tradição oral. in.: Garrafa. Vol. 18. n. 52, Abril-Junho, 2020.1. p. 225-246.
A partir das informações do texto, é possível afirmar que a tradição oral:
é uma forma obsoleta de preservação literária que não tem relevância no mundo moderno.
permite que as histórias e os mitos indígenas sejam compartilhados e preservados, mantendo viva a cultura e a identidade desses povos.
é exclusiva de alguns povos indígenas e não desempenha um papel significativo na transmissão de histórias e conhecimentos.
é usada apenas para fins cerimoniais e não tem relação com a literatura indígena.
é uma prática literária restrita aos povos indígenas do continente americano e não é relevante em outras partes do mundo.
Ainda segundo o texto, o mito é uma narrativa simbólica:
registrada na modalidade escrita, perdendo a relevância da performance oralizada.
registrada na modalidade escrita, mas sem perder a relevância da performance oral.
desenvolvida na modalidade escrita, perdendo relevância quando oralizada.
desenvolvida na modalidade escrita, mas sem perder relevância quando oralizada.
desenvolvida em qualquer modalidade (oral ou escrita) desde que siga a tradição.
O pavão maravilhoso Leitores eu vou narrar Um romance valoroso Onde se vê a bravura De um rapaz corajoso Que triunfou no mistério Do Pavão Maravilhoso Ninguém pense qu’essa história Que agora eu vou contar É O Pavão Misterioso Que no norte é popular Seu enredo diferente Todo mundo vai gostar Existia na Suécia Um barão muito valente Conhecido por Antéro Sobrinho do rei Clemente Tinha esse um filho único Por nome José Vicente [...] CAVALCANTE, Rodolfo Coelho. O pavão maravilhoso. São Paulo: Prelúdio, 1958. p. 3.
Nos seguintes versos do cordel “O pavão misterioso”, “Existia na Suécia / Um barão muito valente”, que elemento da composição das narrativas tradicionais fica evidente também no texto poético?
A precisão do tempo passado.
A imprecisão do tempo passado.
A precisão do tempo presente.
A imprecisão do tempo presente
A imprecisão do tempo futuro.
Leia o texto a seguir e responda à questão. Nosso Destino: veja sinopse, elenco e trailer de novo dorama da Netflix [...] Lee Hong-jo é uma profissional dedicada, que tenta se entregar ao máximo às tarefas do dia a dia. Mas a sua vida é tediosa, sem muitas emoções ou acontecimentos especiais. As coisas começam a mudar quando ela toma posse de um livro misterioso de mais de 300 anos. Assim, o seu destino se cruza com o de Jang Shin-yu, um advogado sério e frio. Inicialmente, a jovem pretende usar o livro para conquistar sua paixão não correspondida. Porém, o personagem [interpretado pelo cantor, ator e modelo] Rowoon sofre de uma doença desconhecida, que piora constantemente – parte de uma maldição de sua família – e a resposta para todos os seus problemas, incluindo a sua cura, está justamente no livro encontrado por Hong-jo. Enquanto os dois tentam correr contra o tempo para salvar o advogado, eles acabam se envolvendo em uma história de amor. [...] SILVEIRA, Luísa. Nosso Destino: veja sinopse, elenco e trailer de novo dorama da Netflix. Techtudo, 24 ago. 2023. Disponível em: https://www.techtudo.com.br/guia/2023/08/nosso-destino-veja-sinopse-elenco-etrailer-de-novo-dorama-da-netflix-streaming.ghtml. Acesso em: 26 set. 2023.
Esse texto traz características próprias de um resumo. Por quê?
É possível ver nitidamente que o texto não se limita a simplesmente narrar os elementos que compõem o enredo da série, pois ele também traz críticas quanto a seu sentido.
O texto usa paráfrase para situar o leitor na história da série sem, contudo, traçar uma linha de raciocínio sobre seu enredo.
O texto é descritivo, não tece nenhuma opinião nem se prende a juízo de valor.
O texto recorre a citações que reforçam a opinião do autor acerca dos personagens envolvidos na trama.
O texto revela valores importantes para a cultura sul-coreana, o que faz com que o leitor consiga emitir opiniões elaboradas acerca da série.
Leia a seguir a descrição de um gênero textual. Gênero argumentativo cujo objetivo é expressar o ponto de vista de seu autor. Em textos desse gênero, escreve-se uma crítica sobre algum objeto ou produto cultural, em geral relacionando-o a assuntos relevantes para o contexto atual. A argumentação usada nesses gêneros pode ser percebida pela tomada de posição de seu autor ao apresentar suas opiniões e tentar convencer o leitor a acreditar nelas.
O gênero textual descrito é
o conto.
o resumo.
o romance.
a resenha.
a crônica.
Muitos canais de vídeo fazem o que chamamos de resenha crítica. Em geral, os vídeos falam de um filme que viralizou e analisam detalhadamente o enredo, os personagens e a mensagem transmitida. O autor expressa sua opinião sobre a qualidade da produção e explica por que a recomenda ou não ao espectador. Com base nessa premissa, assinale a alternativa mais adequada às proposições apresentadas.
A resenha crítica é uma forma de divulgação de um filme, mas não influencia a experiência do espectador.
A resenha crítica é uma forma de conhecer a opinião de outras pessoas sobre um filme, o que pode ajudar o espectador a decidir se vale a pena assistir a ele.
A resenha crítica é uma forma de obter spoilers sobre um filme, mas não interfere na experiência do espectador.
A resenha crítica é uma forma de promover um filme, mas não oferece informações relevantes para o espectador.
A resenha crítica é uma forma de entretenimento, mas não tem relação com a qualidade do filme
As resenhas de filme fazem uso de recursos linguísticos que acabam por caracterizar esse gênero. Qual dos recursos a seguir não faz parte de uma resenha crítica?
Paráfrase
Citação
Argumentação
Impessoalidade
Descrição
“[...] A quantidade de criaturas e rostos diferentes presentes em cada cena demonstra o nível da animação do estúdio. É assustador perceber que em uma cena da casa de banhos a gente consegue contar mais de 30 criaturas diferentes. A trilha sonora também é muito sutil. Compõe de maneira magistral as cenas da animação.”
Nele podemos encontrar uma forma de crítica comum nas resenhas. Segundo especialistas, a que mais comumente se repete. Trata-se de uma crítica
Elogiosa
Construtiva
Negativa
objetiva.
Neutra
Um ponto importante que podemos enfatizar no gênero resenha é que
a resenha é um texto diminuto que nem sempre vem acompanhado de uma argumentação.
na resenha nunca se leem as impressões do autor em relação ao objeto.
ter características como descrição e análise implica textos sempre curtos.
as resenhas são textos muito valorizados nas mídias comerciais, pois servem de parâmetro inicial para se conhecerem os temas ou objetos nelas analisados.
não necessariamente cabe ao autor se expressar de forma ética e honesta ao elaborar a resenha de uma obra ou um objeto.
Diversos aspectos da vida em sociedade têm sido impactados pelas tecnologias, interferindo em decisões políticas, sociais, ambientais, econômicas e culturais. Com base nesse contexto, analise a situação a seguir. Um dos principais aplicativos de exibição de vídeos permite que pessoas compartilhem temas de sua preferência. Para tornar os resultados mais precisos, o aplicativo recolhe informações de localização do usuário e o tempo de atividade no aplicativo. O objetivo desse aplicativo é entreter seus usuários. No entanto, algumas pessoas têm questionado os impactos sociais dessa tecnologia. Com base no texto e nos seus conhecimentos sobre os impactos das tecnologias, qual das alternativas a seguir apresenta uma possível interferência social desse aplicativo?
Aumento da solidariedade entre as pessoas que compartilham suas rotas.
Redução do número de veículos nas ruas, contribuindo para a diminuição do trânsito.
Uso inadequado dos dados de navegação, por exemplo para traçar o perfil do usuário sem que este dê consentimento.
Melhoria da qualidade de vida das pessoas que utilizam o aplicativo, pois elas economizam tempo e dinheiro.
Aumento da interação entre as pessoas que compartilham suas rotas, promovendo novas amizades e parcerias.
A imagem da negra e do negro em produtos de beleza e a estética do racismo Resumo: Este artigo tem por finalidade discutir a representação da população negra, especialmente da mulher negra, em imagens de produtos de beleza presentes em comércios do nordeste goiano. Evidencia-se que a presença de estereótipos negativos nessas imagens dissemina um imaginário racista apresentado sob a forma de uma estética racista que camufla a exclusão e normaliza a inferiorização sofrida pelos(as) negros(as) na sociedade brasileira. A análise do material imagético aponta a desvalorização estética do negro, especialmente da mulher negra, e a idealização da beleza e do branqueamento a serem alcançados por meio do uso dos produtos apresentados. O discurso midiático-publicitário dos produtos de beleza rememora e legitima a prática de uma ética racista construída e atuante no cotidiano. Frente a essa discussão, sugere-se que o trabalho antirracismo, feito nos diversos espaços sociais, considere o uso de estratégias para uma “descolonização estética” que empodere os sujeitos negros por meio de sua valorização estética e protagonismo na construção de uma ética da diversidade. Palavras-chave: Estética, racismo, mídia, educação, diversidade. SANT’ANA, J. A imagem da negra e do negro em produtos de beleza e a estética do racismo. Dossiê: trabalho e educação básica. Margens Interdisciplinar. Versão digital. Abaetetuba, n. 16, jun. 2017 (adaptado).]
O cumprimento da função referencial da linguagem é uma marca característica do gênero resumo de artigo acadêmico. Na estrutura desse texto, essa função é estabelecida pela:
impessoalidade, na organização da objetividade das informações, como em “Este artigo tem por finalidade” e “Evidencia-se”.
seleção lexical, no desenvolvimento sequencial do texto, como em “imaginário racista” e “estética do negro”.
metaforização, relativa à construção dos sentidos figurados, como nas expressões “descolonização estética” e “discurso midiático-publicitário”.
nominalização, produzida por meio de processos derivacionais na formação de palavras, como “inferiorização” e “desvalorização”
adjetivação, organizada para criar uma terminologia antirracista, como em “ética da diversidade” e “descolonização estética”
(Enem) A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. A vida ao redor é a pseudorrealidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto – e raro – de crítica e público. Disponível em: www.odevoradordelivros.com. Acesso em: 24 jun. 2014.
Os gêneros textuais podem ser caracterizados, dentre outros fatores, por seus objetivos. Esse fragmento é um(a):
reportagem, pois busca convencer o interlocutor da tese defendida ao longo do texto.
resumo, pois promove o contato rápido do leitor com uma informação desconhecida.
sinopse, pois sintetiza as informações relevantes de uma obra de modo impessoal.
instrução, pois ensina algo por meio de explicações sobre uma obra específica.
resenha, pois apresenta uma produção intelectual de forma crítica.
Uma noite em 67, de Renato Terra e Ricardo Calil. Editora Planeta, 296 páginas. Mas foi uma noite, aquela noite de sábado 21 de outubro de 1967, que parou o nosso país. Parou pra ver a finalíssima do III Festival da Record, quando um jovem de 24 anos chamado Eduardo Lobo, o Edu Lobo, saiu carregado do Teatro Paramount em São Paulo depois de ganhar o prêmio máximo do festival com Ponteio, que cantou acompanhado da charmosa e iniciante Marília Medalha. Foi naquela noite que Chico Buarque entoou sua Roda viva ao lado do MPB-4 de Magro, o arranjador. Que Caetano Veloso brilhou cantando Alegria, alegria com a plateia ao som das guitarras dos Beat Boys, que Gilberto Gil apresentou a tropicalista Domingo no parque com os Mutantes. Aquela noite que acabou virando filme, em 2010, nas mãos de Renato Terra e Ricardo Calil, agora virou livro. O livro que está sendo lançado agora é a história daquela noite, ampliada e em estado que no jargão jornalístico chamamos de matéria bruta. Quem viu o filme vai se deliciar com as histórias – e algumas fofocas – que cada um tem para contar, agora sem os cortes necessários que um filme exige. E quem não viu o filme tem diante de si um livro de histórias, pensando bem, de História. VILLAS, A. Disponível em: www.cartacapital.com.br. Acesso em: 18 jun. 2014 (adaptado). Considerando os elementos constitutivos dos gêneros textuais circulantes na sociedade, nesse fragmento de resenha predominam:
caracterizações de personalidades do contexto musical brasileiro dos anos 1960.
questões polêmicas direcionadas à produção musical brasileira nos anos 1960.
relatos de experiências de artistas sobre os festivais de música de 1967.
explicações sobre o quadro cultural do Brasil durante a década de 1960.
opiniões a respeito de uma obra sobre a cena musical de 1967.
(Enem) João/Zero (Wagner Moura) é um cientista genial, mas infeliz porque há 20 anos atrás foi humilhado publicamente durante uma festa e perdeu Helena (Alinne Moraes), uma antiga e eterna paixão. Certo dia, uma experiência com um de seus inventos permite que ele faça uma viagem no tempo, retornando para aquela época e podendo interferir no seu destino. Mas, quando ele retorna, descobre que sua vida mudou totalmente e agora precisa encontrar um jeito de mudar essa história, nem que para isso tenha que voltar novamente ao passado. Será que ele conseguirá acertar as coisas? Disponível em: http://adorocinema.com. Acesso em: 4 out. 2011. Alternativa E. Alternativa E. 21 Qual aspecto da organização gramatical atualiza os eventos apresentados na resenha, contribuindo para despertar o interesse do leitor pelo filme?
O emprego do verbo haver, em vez de ter, em “há 20 anos atrás foi humilhado”.
A descrição dos fatos com verbos no presente do indicativo, como “retorna” e “descobre”.
A repetição do emprego da conjunção “mas” para contrapor ideias.
A finalização do texto com a frase de efeito “Será que ele conseguirá acertar as coisas?”.
O uso do pronome de terceira pessoa “ele” ao longo do texto para fazer referência ao protagonista “João/Zero”.
(Fundação Carlos Chagas) Os resumos podem ser divididos em dois grupos: os que apresentam um julgamento sobre o documento original e os que não apresentam julgamento. Os resumos do primeiro grupo apoiam-se na análise, como é o caso do resumo crítico e da resenha, enquanto os do segundo grupo focam na compreensão, caso dos resumos informativo e indicativo. A afirmativa acima está:
correta; os resumos do primeiro grupo incluem também a sinopse e o sumário e os do segundo grupo incluem ainda a recensão e o comentário.
correta; os resumos do primeiro grupo servem ao trabalho acadêmico e os do segundo grupo servem para indicar a importância da obra para a sua área.
correta; os dois grupos representam o conteúdo do documento original, diferindo quanto à sua função, tipos e características.
incorreta; os resumos informativo e indicativo fazem parte do primeiro grupo e o resumo crítico e a resenha incluem-se no segundo grupo.
incorreta; os resumos não devem conter julgamento, mas apresentar, de maneira concisa, os pontos relevantes de um documento
Ser cronista Sei que não sou, mas tenho meditado ligeiramente no assunto. Crônica é um relato? É uma conversa? É um resumo de um estado de espírito? Não sei, pois antes de começar a escrever para o Jornal do Brasil, eu só tinha escrito romances e contos. E também sem perceber, à medida que escrevia para aqui, ia me tornando pessoal demais, correndo o risco de em breve publicar minha vida passada e presente, o que não pretendo. Outra coisa notei: basta eu saber que estou escrevendo para o jornal, isto é, para algo aberto facilmente por todo o mundo, e não para um livro, que só é aberto por quem realmente quer, para que, sem mesmo sentir, o modo de escrever se transforme. Não é que me desagrade mudar, pelo contrário. Mas queria que fossem mudanças mais profundas e interiores que não viessem a se refletir no escrever. Mas mudar só porque isso é uma coluna ou uma crônica? Ser mais leve só porque o leitor assim o quer? Divertir? Fazer passar uns minutos de leitura? E outra coisa: nos meus livros quero profundamente a comunicação profunda comigo e com o leitor. Aqui no Jornal apenas falo com o leitor e agrada-me que ele fique agradado. Vou dizer a verdade: não estou contente. LISPECTOR, C. In: A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999
No texto, ao refletir sobre a atividade de cronista, a autora questiona características do gênero crônica, como:
relação distanciada entre os interlocutores.
articulação de vários núcleos narrativos.
brevidade no tratamento da temática.
descrição minuciosa dos personagens.
público leitor exclusivo.
