Worksheets3º Ano- Resolução de Questões
Total questions: 20
Worksheet time: 10mins
O artista gráfico polonês Pawla Kuczynskiego nasceu em 1976 e recebeu diversos prêmios por suas ilustrações. Nessa obra, ao abordar o trabalho infantil, Kuczynskiego usa sua arte para
difundir a origem de marcantes diferenças sociais.
estabelecer uma postura proativa da sociedade.
provocar a reflexão sobre essa realidade.
propor alternativas para solucionar esse problema.
retratar como a questão é enfrentada em vários países do mundo.
No final do século XIX, as Grandes Sociedades carnavalescas alcançaram ampla popularidade entre os foliões cariocas. Tais sociedades cultivavam um pretensioso objetivo em relação à comemoração carnavalesca em si mesma: com seus desfiles de carros enfeitados pelas principais ruas da cidade, pretendiam abolir o entrudo (brincadeira que consistia em jogar água nos foliões) e outras práticas difundidas entre a população desde os tempos coloniais, substituindo-os por formas de diversão que consideravam mais civilizadas, inspiradas nos carnavais de Veneza. Contudo, ninguém parecia disposto a abrir mão de suas diversões para assistir ao carnaval das sociedades. O entrudo, na visão dos seus animados praticantes, poderia coexistir perfeitamente com os desfiles. Manifestações culturais como o carnaval também têm sua própria história, sendo constantemente reinventadas ao longo do tempo. A atuação das Grandes Sociedades, descrita no texto, mostra que o carnaval representava um momento em que as
a) distinções sociais eram deixadas de lado em nome da celebração.
b) aspirações cosmopolitas da elite impediam a realização da festa fora dos clubes.
c) liberdades individuais eram extintas pelas regras das autoridades públicas.
d) tradições populares se transformavam em matéria de disputas sociais.
e) perseguições policiais tinham caráter xenófobo por repudiarem tradições estrangeiras.
No dia 1º de julho de 2012, a cidade do Rio de Janeiro tornou-se a primeira do mundo a receber título da Unesco de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural. A candidatura, apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi aprovada durante a 36ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial. O presidente do Iphan explicou que "a paisagem carioca é a imagem mais explícita do que podemos chamar de civilização brasileira, com sua originalidade, desafios, contradições e possibilidades". A partir de agora, os locais da cidade valorizados com o título da Unesco serão alvo de ações integradas visando a preservação da sua paisagem cultural.
presença do corpo artístico local.
imagem internacional da metrópole.
herança de prédios da ex-capital do país.
diversidade de culturas presentes na cidade.
relação sociedade-natureza de caráter singular.
(Enem) Torna-se claro que quem descobriu a África no Brasil, muito antes dos europeus, foram os próprios africanos trazidos como escravos. E esta descoberta não se restringia apenas ao reino linguístico, estendia-se também a outras áreas culturais, inclusive a da religião. Há razões para pensar que os africanos, quando misturados e transportados ao Brasil, não demoraram em perceber a existência entre si de elos culturais mais profundos. Com base no texto, ao favorecer o contato de indivíduos de diferentes partes da África, a experiência da escravidão no Brasil tornou possível a
formação de uma identidade cultural afro-brasileira.
superação de aspectos culturais africanos por antigas tradições europeias.
reprodução de conflitos entre grupos étnicos africanos.
manutenção das características culturais específicas de cada etnia.
resistência à incorporação de elementos culturais indígenas.
(Enem) Em um engenho sois imitadores de Cristo crucificado porque padeceis em um modo muito semelhante o que o mesmo Senhor padeceu na sua cruz e em toda a sua paixão. A sua cruz foi composta de dois madeiros, e a vossa em um engenho é de três. Também ali não faltaram as canas, porque duas vezes entraram na Paixão: uma vez servindo para o cetro de escárnio, e outra vez para a esponja em que lhe deram o fel. A Paixão de Cristo parte foi de noite sem dormir, parte foi de dia sem descansar, e tais são as vossas noites e os vossos dias. Cristo despido, e vós despidos; Cristo sem comer, e vós famintos; Cristo em tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. Os ferros, as prisões, os açoites, as chagas, os nomes afrontosos, de tudo isto se compõe a vossa imitação, que, se for acompanhada de paciência, também terá merecimento de martírio.
a) a atividade dos comerciantes de açúcar nos portos brasileiros.
b) a função dos mestres de açúcar durante a safra de cana.
c) o sofrimento dos jesuítas na conversão dos ameríndios.
d) o papel dos senhores na administração dos engenhos.
e) o trabalho dos escravos na produção de açúcar.
O que o projeto governamental tem em vista é poupar à Nação o prejuízo irreparável do perecimento e da evasão do que há de mais precioso no seu patrimônio. Grande parte das obras de arte até mais valiosas e dos bens de maior interesse histórico, de que a civilização brasileira era depositária, têm desaparecido ou se arruinado irremediavelmente. As obras de arte típicas e as relíquias da história de cada país não constituem o seu patrimônio privado, e sim um patrimônio comum de todos os povos. A criação no Brasil do Serviço do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (SPHAN), em 1937, foi orientada por ideias como as descritas no texto, que visavam a submeter a memória e o patrimônio nacional ao controle dos órgãos públicos, de acordo com a tendência autoritária do Estado Novo.
transferir para a iniciativa privada a responsabilidade de preservação do patrimônio nacional, por meio de leis de incentivo fiscal.
definir os fatos e personagens históricos a serem cultuados pela sociedade brasileira, de acordo com o interesse público.
resguardar da destruição as obras representativas da cultura nacional, por meio de políticas públicas preservacionistas.
determinar as responsabilidades pela destruição do patrimônio nacional, de acordo com a legislação brasileira.
A análise da tabela permite identificar um intervalo de tempo no qual uma alteração na proporção de eleitores inscritos resultou de uma luta histórica de setores da sociedade brasileira. O intervalo de tempo e a conquista estão associados, respectivamente, em:
1940-1950 – direito de voto para os ex-escravos.
1950-1960 – fim do voto secreto.
1960-1970 – direito de voto para as mulheres.
1970-1980 – fim do voto obrigatório.
1980-1996 – direito de voto para os analfabetos.
Que aspecto histórico da escravidão no Brasil do séc. XIX pode ser identificado a partir da análise do vestuário do casal retratado acima?
O uso de trajes simples indica a rápida incorporação dos ex-escravos ao mundo do trabalho urbano.
A presença de acessórios como chapéu e sombrinha aponta para a manutenção de elementos culturais de origem africana.
O uso de sapatos é um importante elemento de diferenciação social entre negros libertos ou em melhores condições na ordem escravocrata.
A utilização do paletó e do vestido demonstra a tentativa de assimilação de um estilo europeu como forma de distinção em relação aos brasileiros.
A adoção de roupas próprias para o trabalho doméstico tinha como finalidade demarcar as fronteiras da exclusão social naquele contexto.
Negro, filho de escrava e fidalgo português, o baiano Luiz Gama fez da lei e das letras suas armas na luta pela liberdade. Foi vendido ilegalmente como escravo pelo seu pai para cobrir dívidas de jogo. Sabendo ler e escrever, aos 18 anos de idade conseguiu provas de que havia nascido livre. Autodidata, advogado sem diploma, fez do direito o seu ofício e transformou-se, em pouco tempo, em proeminente advogado da causa abolicionista. A conquista da liberdade pelos afro-brasileiros na segunda metade do século XIX foi resultado de importantes lutas sociais condicionadas historicamente. A biografia de Luiz Gama exemplifica
impossibilidade de ascensão social do negro forro em uma sociedade escravocrata, mesmo sendo alfabetizado.
extrema dificuldade de projeção dos intelectuais negros nesse contexto e a utilização do Direito como canal de luta pela liberdade.
rigidez de uma sociedade, assentada na escravidão, que inviabilizava os mecanismos de ascensão social.
possibilidade de ascensão social, viabilizada pelo apoio das elites dominantes, a um mestiço filho de pai português.
troca de favores entre um representante negro e a elite agrária escravista que outorgara o direito advocatício ao mesmo.
O artigo 402 do Código penal Brasileiro de 1890 dizia: Fazer nas ruas e praças públicas exercícios de agilidade e destreza corporal, conhecidos pela denominação de capoeiragem: andar em correrias, com armas ou instrumentos capazes de produzir uma lesão corporal, provocando tumulto ou desordens. Pena: Prisão de dois a seis meses. O artigo do primeiro Código Penal Republicano naturaliza medidas socialmente excludentes. Nesse contexto, tal regulamento expressava
a) a manutenção de parte da legislação do Império com vistas ao controle da criminalidade urbana.
b) a defesa do retorno do cativeiro e escravidão pelos primeiros governos do período republicano.
c) o caráter disciplinador de uma sociedade industrializada, desejosa de um equilíbrio entre progresso e civilização.
d) a criminalização de práticas culturais e a persistência de valores que vinculavam certos grupos ao passado de escravidão.
e) o poder do regime escravista, que mantinha os negros como categoria social inferior, discriminada e segregada.
A homofobia é a rejeição e menosprezo à orientação sexual do outro e, muitas vezes, expressa-se sob a forma de comportamentos violentos. Os textos indicam que as condenações públicas, perseguições e assassinatos de homossexuais no país estão associadas
à baixa representatividade política de grupos organizados que defendem os direitos de cidadania dos homossexuais.
à falência da democracia no país, que torna impeditiva a divulgação de estatísticas relacionadas à violência contra homossexuais.
à Constituição de 1988, que exclui do tecido social os homossexuais, além de impedi-los de exercer seus direitos políticos.
a um passado histórico marcado pela demonização do corpo e por formas recorrentes de tabus e intolerância.
a uma política eugênica desenvolvida pelo Estado, justificada a partir dos posicionamentos de correntes filosófico-científicas.
A imagem retrata uma cena da vida cotidiana dos escravos urbanos no início do século XIX. Lembrando que as atividades desempenhadas por esses trabalhadores eram diversas, os escravos de aluguel representados na pintura:
vendiam a produção da lavoura cafeeira para os moradores das cidades.
trabalhavam nas casas de seus senhores e acompanhavam as donzelas na rua.
realizavam trabalhos temporários em troca de pagamento para os seus senhores.
eram autônomos, sendo contratados por outros senhores para realizarem atividades comerciais.
aguardavam a sua própria venda após desembarcarem no porto.
A política foi, inicialmente, a arte de impedir de pessoas de se ocuparem do que lhes diz respeito. Posteriormente, passou a ser a arte de compelir as pessoas a decidirem sobre aquilo de que nada entendem. Nessa definição, o autor entende que a história da política está dividida em dois momentos principais: um primeiro, marcado pelo autoritarismo excludente, e um segundo, caracterizado por uma democracia incompleta. Considerando o texto, qual é o elemento comum a esses dois momentos da história política?
A distribuição equilibrada do poder.
O impedimento da participação popular.
O controle das decisões por uma minoria.
A valorização das opiniões mais competentes.
A sistematização dos processos decisórios.
Para Caio Prado Jr., a formação brasileira se completaria no momento em que fosse superada a nossa herança de inorganidade social – o oposto da interligação com objetivos internos trazida da colônia. Este momento alto estaria, ou esteve, no futuro. Se passarmos a Sérgio Buarque de Holanda, encontraremos algo análogo. O país será moderno e estará formado quando superar a sua herança portuguesa, rural e autoritária, quando então teríamos um país democrático. Também aqui o ponto de chegada está mais adiante, na dependência das decisões do presente. Celso Furtado, por seu turno, dirá que a nação não se completa enquanto as alavancas do comando, principalmente do econômico, não passarem para dentro do país. Como para os outros dois, a conclusão do processo encontra-se no futuro, que agora parece remoto.
o Brasil já superou sua herança colonial e se tornou um país democrático.
a formação do Brasil depende de decisões presentes e futuras.
o país se completou com a independência política.
a modernização do Brasil independe de fatores econômicos.
o Brasil já atingiu todos os objetivos internos necessários para sua formação.
A política implica o envolvimento da comunidade cívica na definição do interesse público. Vale dizer, portanto, que o cenário original da política, no lugar de uma relação vertical e intransponível entre soberanos e súditos na qual a força e a capacidade de impor o medo exercem papel fundamental, sustenta-se em um experimento horizontal. Igualdade política, acesso pleno ao uso da palavra e ausência de medo constituem as suas cláusulas pétreas. A organização da sociedade no espaço é um processo histórico-geográfico, articulado ao desenvolvimento das técnicas, à utilização dos recursos naturais e à produção de objetos industrializados. Política é, portanto, uma organização dinâmica e complexa, possível apenas pela existência de determinados conjuntos de leis e regras, que regulam a vida em sociedade. Nesse contexto, a participação coletiva é
necessária para que prevaleça a autonomia social.
imprescindível para uma sociedade livre de conflitos.
decisiva para tornar a cidade atraente para os investimentos.
indispensável para a construção de uma imagem de cidade ideal.
indissociável dos avanços técnicos que proporcionam aumento na oferta de empregos.
O Marquês de Pombal, ministro do rei Dom José I, considerava os jesuítas como inimigos, também porque, no Brasil, eles catequizavam os índios em aldeamentos autônomos, empregado a assim chamada língua geral. Em 1755, Dom José I aboliu a escravidão do índio no Brasil, o que modificou os aldeamentos e enfraqueceu os jesuítas. Em 1863, Abraham Lincoln, o presidente dos Estados Unidos, aboliu a escravidão em todas as regiões do Sul daquele país que ainda estavam militarmente rebeladas contra a União em decorrência da Guerra de Secessão. Com esse ato, ele enfraqueceu a causa do Sul, de base agrária, favorável à manutenção da escravidão. A abolição final da escravatura ocorreu em 1865, nos Estados Unidos, e em 1888 no Brasil. Nos dois casos de abolição de escravatura, observam-se motivações semelhantes.
razões estratégicas de chefes de Estado interessados em prejudicar adversários, para afirmar sua atuação política.
fatores culturais comuns aos jesuítas e aos rebeldes do Sul, contrários ao estabelecimento de um governo central.
cumprimento de promessas humanitárias de liberdade e igualdade feitas pelos citados chefes de Estado.
eliminação do uso de línguas diferentes do idioma oficial reconhecido pelo Estado.
resistência à influência da religião católica, comum aos jesuítas e aos rebeldes do sul.
A formação dos Estados foi certamente distinta na Europa, na América Latina, na África e na Ásia. Os Estados atuais, em especial na América Latina — onde as instituições das populações locais existentes à época da conquista ou foram eliminadas, como no caso do México e do Peru, ou eram frágeis, como no caso do Brasil —, são o resultado, em geral, da evolução do transplante de instituições europeias, feito pelas metrópoles para suas colônias. Na África, as colônias tiveram fronteiras arbitrariamente traçadas, separando etnias, idiomas e tradições, que, mais tarde, sobreviveram ao processo de descolonização, dando razão para conflitos que, muitas vezes, têm sua verdadeira origem em disputas pela exploração de recursos naturais. Na Ásia, a colonização europeia se fez de forma mais indireta e encontrou sistemas políticos e administrativos mais sofisticados, aos quais se superpôs. Hoje, aqueles foram marcos referenciais de organização, ou pelo menos seu espírito, sobreviveram nas organizações políticas do estado asiático. Relacionando as informações ao contexto histórico e geográfico por elas evocado, assinale a opção correta acerca do processo de formação socioeconômica dos continentes mencionados no texto.
Devido à falta de recursos naturais a serem explorados no Brasil, conflitos étnicos e culturais como os ocorridos na África estiveram ausentes no período da independência e formação do Estado brasileiro.
A maior distinção entre os processos histórico formativos dos continentes citados é a que se estabelece entre colonizador e colonizado, ou seja, entre a Europa e os demais.
À época das conquistas, a América Latina, a África e a Ásia tinham sistemas políticos e administrativos autônomos e independentes entre si.
Os povos do Xingu falavam uma mesma língua, tal como nas cidades-estado da Grécia.
As cidades do Xingu dedicavam-se à arte e à filosofia tal como na Grécia.
Na década de 30 do século XIX, Tocqueville escreveu que a opinião pública norte-americana é dura com a falta de moral, pois esta prejudica a harmonia doméstica e o sucesso dos negócios. O que se pode inferir sobre a visão de Tocqueville em relação aos norte-americanos de seu tempo?
a) buscavam o êxito, descurando as virtudes cívicas.
b) tinham na vida moral uma garantia de enriquecimento rápido.
c) valorizavam um conceito de honra dissociado do comportamento ético.
d) relacionavam a conduta moral dos indivíduos com o progresso econômico.
e) acreditavam que o comportamento casto perturbava a harmonia doméstica.
A escravidão em terras americanas, desde o início da colonização europeia no século XVI até o século XIX, apresenta diferentes aspectos, pois além da escravização dos nativos, sobretudo no Brasil, a escravidão africana, que se tornara predominante, apresentava particularidades em razão das demandas específicas e aspectos culturais de cada região. Assim como a própria escravidão, sua abolição também teve diferentes motivações que podiam ser humanitárias, religiosas, econômicas e políticas. A questão analisa dois momentos de abolição da escravidão, motivada por interesses políticos.
A) A escravidão teve diferentes motivações para sua abolição, incluindo interesses políticos.
B) A escravidão foi abolida apenas por motivos religiosos.
C) A escravidão não apresentou particularidades regionais.
D) A abolição foi motivada exclusivamente por razões econômicas.
E) A escravidão africana não foi predominante no Brasil.
O movimento estudantil iniciado na França em maio de 1968, influenciou uma grande mobilização de jovens, intelectuais e artistas no ocidente que afrontava os valores tradicionais da cultura burguesa, dando origem à chamada 'contracultura' e à idealização da 'sociedade alternativa' contribuindo significativamente para mobilizações em torno de temas como o pacifismo, o ambientalismo, direitos das minorias e a equidade de gêneros. Qual alternativa está correta?
O movimento estudantil de 1968 não influenciou mobilizações sociais.
O movimento estudantil reforçou valores tradicionais.
O movimento estudantil não teve impacto fora da França.
O movimento estudantil não contribuiu para temas sociais.
O movimento estudantil contribuiu para mobilizações em torno de temas sociais e culturais.
