WorksheetsVanguardas Europeias e Influências na Literatura Brasileira
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As Vanguardias Europeias (Cubismo, Futurismo, Expressionismo, Dadaísmo e Surrealismo) exerceram profunda influência sobre a arte e a literatura do século XX. No Brasil, o movimento que se valeu dessas propostas de ruptura estética para buscar uma arte genuinamente nacional foi o(a):
Parnasianismo.
Simbolismo.
Pré-Modernismo.
Modernismo.
Concretismo.
Leia o trecho a seguir, extraído do “Manifesto Futurista” (1909), de Filippo Tommaso Marinetti: "Nós afirmamos que a magnificência do mundo enriqueceu-se de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com seu cofre enfeitado com tubos grossos, semelhantes a serpentes de hálito explosivo... um automóvel rugidor, que parece correr sobre a metralha, é mais bonito que a Vitória de Samotrácia." O trecho expressa uma das principais características do Futurismo, que é a:
Valorização do passado clássico e da harmonia formal.
Busca por uma arte baseada na introspecção e no subjetivismo onírico.
Exaltação da tecnologia, da máquina, da velocidade e da violência, rompendo com o passado.
Decomposição da realidade em formas geométricas e na multiplicidade de pontos de vista.
Crítica ao capitalismo e foco nas questões sociais do operariado.
O Surrealismo, movimento liderado por André Breton, propunha a libertação do potencial criativo da mente, dando grande valor a:
Razão, à lógica e à representação fiel da realidade.
Ordem, à disciplina e aos valores burgueses.
Expressão do inconsciente, do sonho e da loucura, utilizando técnicas como o automatismo psíquico.
Exaltação da máquina e à destruição dos museus.
Retomada dos ideais renascentistas de beleza e proporção.
O Dadaísmo, surgido em plena Primeira Guerra Mundial, notabilizou-se pelo seu caráter radicalmente:
Nacionalista e tradicionalista.
Formalista e purista, buscando a beleza geométrica.
Antirracional, niilista e anárquico, questionando o conceito de arte e a própria civilização.
Utilitário e funcional, voltado para a arquitetura.
Místico e religioso.
A primeira fase do Modernismo brasileiro (1922-1930), também chamada de Fase Heroica, teve como principal objetivo:
O retorno às formas poéticas tradicionais, como o soneto, e a busca por temas exóticos.
A crítica social de cunho realista e a valorização do regionalismo.
A idealização da figura do índio e a defesa de um nacionalismo ufanista.
A destruição do academicismo, a "descasamento" da linguagem e a busca por uma identidade e uma língua genuinamente brasileiras.
A valorização da cultura europeia e a negação total das raízes brasileiras.
O período de 1945 a 1960 é frequentemente denominado Terceira Fase do Modernismo ou Geração de 45. Esta fase surgiu como uma reação ao que se considerava o "excesso de liberdade" das fases anteriores.
Qual é a característica mais marcante da Geração de 45, que a distingue das fases anteriores e que aponta para um novo caminho estético?
O aprofundamento do romance regionalista com forte crítica ao coronelismo e à seca nordestina.
A manutenção da espontaneidade da linguagem falada, priorizando a sintaxe popular em detrimento da norma culta.
A valorização do rigor formal e da disciplina estética, com o retorno a formas poéticas mais estruturadas e o surgimento de experimentações intelectuais.
O abandono total de qualquer influência das vanguardas europeias, buscando uma arte puramente nacional e isolada.
O foco exclusivo na literatura engajada e na denúncia política como tema central de toda a sua produção.
A Semana de Arte Moderna de 1922 foi um evento divisor de águas na cultura brasileira. Embora não tenha sido a fundação do Modernismo, ela se consolidou como um marco por:
a) Defender o retorno à estética neoclássica em oposição às inovações europeias.
b) Apresentar exclusivamente obras literárias de caráter regionalista.
c) Ser o primeiro evento a valorizar unicamente a pintura acadêmica no Brasil.
d) Manifestar publicamente e de forma ruidosa a necessidade de renovação estética, apresentando propostas das vanguardas e chocando o público conservador.
e) Lançar o movimento do Concretismo no país.
O Expressionismo, uma das vanguardas que influenciou o Modernismo, especialmente nas artes plásticas, diferencia-se de movimentos como o Impressionismo por:
Priorizar a representação objetiva e lógica da realidade exterior, focando na captação da luz e da cor do momento.
Utilizar a técnica da colagem e do ready-made para criticar o conceito tradicional de obra de arte.
Deformar a realidade para expressar sentimentos e emoções interiores, muitas vezes ligados à dor, angústia e solidão.
Exaltar a máquina, a velocidade e a cultura urbana, rejeitando qualquer elemento figurativo.
Buscar a representação do inconsciente e dos sonhos por meio do automatismo psíquico.
A Semana de Arte Moderna, em 1922, ocorreu em um contexto histórico e cultural específico no Brasil. Qual das alternativas abaixo apresenta a principal motivação sociocultural para a eclosão do movimento modernista?
O período de grande estabilidade política e o domínio do pensamento positivista no país.
A busca por uma arte que imitasse rigorosamente os cânones artísticos do Renascimento e do Classicismo.
A necessidade de romper com a dependência cultural europeia (principalmente o Parnasianismo e o Simbolismo), buscando uma identidade nacional autêntica e moderna.
A ausência de qualquer influência internacional na arte brasileira da época.
A valorização da cultura rural e a negação da industrialização e do progresso técnico.
10. Leia o trecho a seguir, extraído do "Prefácio Interessantíssimo" de Pauliceia Desvairada (1922), de Mário de Andrade:
"Para a minha emoção, as palavras não nascem no dicionário, mas na boca, nos gestos, nas ruas, na alma de quem as fala. O verso é livre (ou não), mas a língua é minha. O Brasil, na língua, tem um idioma só seu, que só ele compreende. Eu escrevo brasileiro."
A proposta modernista expressa no texto, uma das principais bandeiras da Primeira Fase do Modernismo (1922-1930), consistia em:
Criticar a ausência de um idioma nacional unificado, defendendo a volta ao português lusitano erudito e formal.
Adotar o verso livre como única forma poética aceitável, negando totalmente o uso de qualquer estrutura tradicional.
Valorizar a gramática normativa e o vocabulário culto, combatendo as expressões populares e o vocabulário regional.
Promover a língua brasileira falada e coloquial (o "brasileiro") como base para uma literatura autêntica, rompendo com o purismo acadêmico português.
Propor a criação de uma linguagem universal, desligada de qualquer referência geográfica ou cultural.
