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3 Série

Total questions: 11

Worksheet time: 29mins

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1.

Questão 10 – Sobre a ética e a política, considere o texto a seguir: “A verdade é filha legítima da justiça, porque a justiça dá a cada um o que é seu. E isto é o que faz e o que diz a verdade, ao contrário da mentira. A mentira, ou vos tira o que tendes, ou vos dá o que não tendes; ou vos rouba, ou vos condena.” (Pe. Antônio Vieira, Sermão da Quinta dominga de Quaresma)

Sobre esse assunto, é CORRETO afirmar que:

a)

a) a vida moral e a vida do poder prescindem de virtudes para sua condução

b)

b) a ética na esfera pública deve ilegitimar a verdade para a garantia na esfera privada de uma vida virtuosa

c)

c) a moralidade pública e a moralidade privada são categorias basilares para o encaminhamento da justiça no âmbito do poder

d)

d) a justiça dá a cada um o que é seu. Então, a verdade, sendo filha da justiça, dela tira o que tem e lhe dá o que não tem

e)

e) a dimensão autêntica da vida moral se resume a um ato de justiça e de verdade, deixando à margem a continuidade do agir moral

2.

Questão 2 –  O sujeito ético-moral é somente aquele que preencher os seguintes requisitos:

a)

a) ser consciente de si, mas não precisa reconhecer a existência dos outros como sujeitos éticos iguais a si.

b)

b) saber o que faz, conhecer as causas e os fins de sua ação, o significado de suas intenções e de suas atitudes e a essência dos valores morais.

c)

c) não precisa controlar interiormente seus impulsos, suas inclinações e suas paixões, deixando-as fluir livremente

d)

d) dizer o que as coisas são, como são e por que são. Enunciar, pois, juízos de fato

e)

e) ser responsável, mas não precisa reconhecer-se como autor da sua própria ação nem avaliar os efeitos e as consequências dela sobre si e sobre os outros

3.

Questão 3 - Os homens, diz antigo ditado grego, atormentam-se com a ideia que têm das coisas e não com as coisas em si. Seria grande passo, em alívio da nossa miserável condição, se se provasse que isso é uma verdade absoluta. Pois se o mal só tem acesso em nós porque julgamos que o seja, parece que estaria em nosso poder não o levarmos a sério ou o colocarmos a nosso serviço. Por que atribuir à doença, à indigência, ao desprezo um gosto ácido e mau se o podemos modificar? Pois o destino apenas suscita o incidente; a nós é que cabe determinar a qualidade de seus efeitos. (Michel de Montaigne. Ensaios, 2000. Adaptado.)

De acordo com o filósofo, a diferença entre o bem e o mal

a)

a) representa uma oposição de natureza metafísica, que não está sujeita a relativismos existenciais.   

b)

b) relaciona-se com uma esfera sagrada cujo conhecimento é autorizado somente a sacerdotes religiosos.    

c)

c) resulta da queda humana de um estado original de bem-aventurança e harmonia geral do Universo.    

d)

d) depende do conhecimento do mundo como realidade em si mesma, independente dos julgamentos humanos.    

e)

e) depende sobretudo da qualidade valorativa estabelecida por cada indivíduo diante de sua vida.  

4.

Questão 4 sobre Existencialismo

Em O Existencialismo é um humanismo, Jean-Paul Sartre coloca que o ser humano não é passível de uma definição, e que, dentro desta perspectiva, nada lhe pode ser, a priori, proibido. Sobre a perspectiva sartreana da liberdade, é correto dizer:

a)

a) A liberdade e a responsabilidade estão intrinsecamente unidas, uma vez que nada do que o homem faz pode ser responsabilidade do destino ou de algum ser superior;

b)

b) O homem age sempre no desespero existencial, portanto, nada do que faz é responsabilidade sua.

c)

c) O existencialismo, ateu por natureza, é uma teoria aética, uma vez que segundo ela, não é possível proibir nada;

d)

d) A responsabilidade do homem está restrita à sua responsabilidade individual, não podendo influenciar efetivamente sobre o mal-estar da sociedade;

e)

e) Sartre acredita que a existência precede a essência, caracterizando-se assim como um autor que atribui a Deus a essência do homem, mas ao homem a responsabilidade sobre sua escolha.

5.

Questão 5 dos exercícios sobre Materialismo -  Leia com atenção o texto a seguir. “Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha, e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado”.

MARX, Karl. O Dezoito Brumário de Louis Bonaparte. São Paulo: Centauro, 2006.

Baseado no texto, assinale a afirmação verdadeira.

a)

a) A história não é construída pelos homens porque ela é predefinida pelo destino.

b)

b) A história permite perceber que a realidade depende unicamente das escolhas dos homens.

c)

c) A história é feita pelos homens dentro de condicionamentos herdados do passado.

d)

d) A história não é feita pelo passado, e sim pelas circunstâncias das escolhas.

e)

Materialismo histórico e político.

6.

Questão 6   

Embora não seja algo preciso e rigoroso, há uma tradição que concebe duas correntes filosóficas opostas a percorrerem os séculos, consagradas simbolicamente pelas duas figuras centrais, Platão e Aristóteles, presentes no célebre quadro de Rafael, A escola de Atenas. São elas:

a)

a) o tomismo, desenvolvido na Idade Média, pela Igreja católica, e o criticismo, surgido na Antiguidade, e que teve apogeu no século XIX.

b)

b) o ceticismo, que diz que não há conhecimento seguro sobre o empírico, e o empirismo, que se fundamenta na experiência para a produção de conhecimentos científicos.

c)

c) o empirismo, caracterizado pela ideia de que a razão é a fonte do conhecimento verdadeiro, e o racionalismo, que defende o uso de métodos racionais para se atingir um conhecimento seguro.

d)

d) o racionalismo, que concebe o sujeito como fonte do conhecimento, e o empirismo, que entende que a origem do conhecimento está nos sentidos.

e)

e) o platonismo, que concebe a existência de um mundo ideal, e o aristotelismo, que entende que a natureza é a origem da verdade.

7.

Questão 7 – Alguns dos desejos são naturais e necessários; outros, naturais e não necessários; outros, nem naturais nem necessários, mas nascidos de vã opinião. Os desejos que não nos trazem dor se não satisfeitos não são necessários, mas o seu impulso pode ser facilmente desfeito, quando é difícil obter sua satisfação ou parecem geradores de dano.

EPICURO DE SAMOS. “Doutrinas principais”. In: SANSON, V. F. Textos de filosofia. Rio de Janeiro: Eduff, 1974

No fragmento da obra filosófica de Epicuro, o homem tem como fim

a)

a) alcançar o prazer moderado e a felicidade.

b)

b) valorizar os deveres e as obrigações sociais.

c)

c) aceitar o sofrimento e o rigorismo da vida com resignação.

d)

d) refletir sobre os valores e as normas dadas pela divindade.

e)

e) defender a indiferença e a impossibilidade de se atingir o saber.

8.

Questão 8 – Posto que as qualidades que impressionam nossos sentidos estão nas próprias coisas, é claro que as ideias produzidas na mente entram pelos sentidos. O entendimento não tem o poder de inventar ou formar uma única ideia simples na mente que não tenha sido recebida pelos sentidos. Gostaria que alguém tentasse imaginar um gosto que jamais impressionou seu paladar, ou tentasse formar a ideia de um aroma que nunca cheirou. Quando puder fazer isso, concluirei também que um cego tem ideias das cores, e um surdo, noções reais dos diversos sons.

(John Locke. Ensaio acerca do entendimento humano, 1991. Adaptado.)

De acordo com o filósofo, todo conhecimento origina-se

a)

a) da reminiscência de ideias originalmente transcendentes.

b)

b) da combinação de ideias metafísicas e empíricas.

c)

c) de categorias a priori existentes na mente humana

d)

d) da experiência com os objetos reais e empíricos.

e)

e) de uma relação dialética do espírito humano com o mundo.

9.

Questão 9 - Vemos que toda cidade é uma espécie de comunidade, e toda comunidade se forma com vistas a algum bem, pois todas as ações de todos os homens são praticadas com vistas ao que lhe parece um bem; se todas as comunidades visam algum bem, é evidente que a mais importante de todas elas e que inclui todas as outras tem mais que todas este objetivo e visa ao mais importante de todos os bens.

ARISTÓTELES. Política. Brasília: UnB, 1988.

No fragmento, Aristóteles promove uma reflexão que associa dois elementos essenciais à discussão sobre a vida em comunidade, a saber:

a)

a) Ética e política, pois conduzem à eudaimonia.

b)

b) Retórica e linguagem, pois cuidam dos discursos na ágora.

c)

c) Metafísica e ontologia, pois tratam da filosofia primeira.

d)

d) Democracia e sociedade, pois se referem a relações sociais.

e)

e) Geração e corrupção, pois abarcam o campo da physis.

10.

Questão 10 -  “O bem do indivíduo é da mesma natureza que o bem da Cidade, mas este é mais belo e mais divino porque se amplia da dimensão do privado para a dimensão do social, para a qual o homem grego era particularmente sensível, porquanto concebia o indivíduo em função da Cidade e não a Cidade em função do indivíduo”.

REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia – v. 1. 3.ed. São Paulo: Paulus, 2003, p. 221.

Em Aristóteles, a primazia da Cidade, apresentada no excerto, reflete-se na ideia de ser humano como animal político. Nesse sentido, Aristóteles entende como sendo cidadãos

a)

a) todos os que vivem em uma cidade, o que inclui homens e mulheres, escravos e livres, nativos e estrangeiros.

b)

b) apenas os homens livres, residentes na Cidade, e colonos que habitam a região rural.

c)

c) todos os indivíduos nascidos na Cidade, homens e mulheres, aos quais se facultava o direito de escolher os seus governantes, legisladores e juízes.

d)

d) os que participam da administração da coisa pública, ou seja, que fazem parte das assembleias que legislam, governam e administram a justiça na cidade.

e)

e) homens e mulheres, detentores de riqueza suficiente para pagar os impostos necessários à manutenção da administração da coisa pública, o que inclui os que

governam, os que legislam e os que administram a justiça.

11.

Questão 11 –  Se, pois, para as coisas que fazemos existe um fim que desejamos por ele mesmo e tudo o mais é desejado no interesse desse fim; evidentemente tal fim será o bem, ou antes, o sumo bem. Mas não terá o conhecimento grande influência sobre essa vida? Se assim é, esforcemo-nos por determinar, ainda que em linhas gerais apenas, o que seja ele e de qual das ciências ou faculdades constitui o objeto. Ninguém duvidará de que o seu estudo pertença à arte mais prestigiosa e que mais verdadeiramente se pode chamar a arte mestra. Ora, a política mostra ser dessa natureza, pois é ela que determina quais as ciências que devem ser estudadas num Estado, quais são as que cada cidadão deve aprender, e até que ponto; e vemos que até as faculdades tidas em maior apreço, como a estratégia, a economia e a retórica, estão sujeitas a ela. Ora, como a política utiliza as demais ciências e, por outro lado, legisla sobre o que devemos e o que não devemos fazer, a finalidade dessa ciência deve abranger as duas outras, de modo que essa finalidade será o bem humano.

ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco. In: Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991 (adaptado)

Para Aristóteles, a relação entre o sumo bem e a organização da pólis pressupõe que

a)

a) O bem dos indivíduos consiste em cada um perseguir seus interesses.

b)

b) O sumo bem é dado pela fé de que os deuses são os portadores da verdade.

c)

c) A política é a ciência que precede todas as demais na organização da cidade.

d)

d) A educação visa formar a consciência de cada pessoa para agir corretamente.

e)

e) A democracia protege as atividades políticas necessárias para o bem comum.