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REVISÃO SAESE - CONCEIÇÃO (CEPMCS) - LÍNGUA PORTUGUESA

Total questions: 26

Worksheet time: 1hrs 18mins

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Class
Date
1.

D1 - Localizar informações explícitas em um texto. (Complexidade Baixa)


(SAEPE). Leia o texto abaixo.

Sopão nas ruas

Doar comida nas ruas da cidade não é legal. A Vigilância Sanitária não permite a distribuição de alimentos nas vias públicas sem um laudo. Portanto, as pessoas não podem fazer isso, ainda que de maneira voluntária.

Também precisam entender que essa forma de voluntarismo prejudica as ONGs conveniadas com a prefeitura, que oferecem serviços de alimentação em locais adequados, limpos e seguros, assim como o trabalho dos 125 agentes de proteção social que circulam todos os dias pela cidade tentando convencer, sempre de maneira respeitosa, os que moram nas ruas a fazer uso dos 37 albergues e 9 abrigos que existem hoje na capital, funcionando 24 horas e atendendo mais de 8 mil pessoas. A distribuição de comida incentiva a permanência das pessoas nas ruas, comprometendo em muito o acolhimento, a proteção e a reinserção social e familiar desses cidadãos mais vulneráveis.

O polêmico gesto resulta, ainda, em centenas de reclamações de moradores e comerciantes acerca da sujeira espalhada nas calçadas da cidade, contribuindo para a proliferação de ratos, com restos de alimentos, pratos e copos descartáveis e garrafas de pet usadas. As organizações sociais que querem realmente ajudar devem nos procurar para que possamos, juntos, organizar uma distribuição de alimentos dentro de equipamentos próprios, de forma digna e humana. A Associação Evangélica Brasileira ou a ONG Rede Rua, por exemplo, mantêm o restaurante Porto Seguro, na América, e o Penaforte Mendes, na Bela Vista, que servem refeições gratuitas aos moradores de ruas.

Por que não doar alimentos a esses locais? Vamos trabalhar em rede, com sinergia e em parceria?

<http://www.florianopesaro.com.br/imprensa/230506JornaldaTarde.jpg>. Acesso em: 4 mar. 2012


De acordo com esse texto, a doação de comida nas ruas é ilegal porque

a)

contribui para a proliferação de ratos nas ruas.

b)

é necessário ter um laudo da Vigilância Sanitária.

c)

gera reclamações de comerciantes e moradores.

d)

incentiva as pessoas a continuarem morando nas ruas.

e)

prejudica as ONGs que servem alimentos adequados.

2.

D1 - Localizar informações explícitas em um texto. (Complexidade Baixa)


(MAISIDEB). Leia o texto abaixo e responda.

Rondó do Capitão

Bão balalão,

Senhor capitão.

Tirai este peso

Do meu coração.

Não é de tristeza,

Não é de aflição:

É só de esperança,

Senhor capitão!

A leve esperança,

A aérea esperança…

Aérea, pois não!

Peso mais pesado

Não existe não.

Ah, livrai-me dele,

Senhor capitão!

https://peregrinacultural.wordpress.com/2012/11/19/rondo-do-capitao-poesia-de-manuel-bandeira/


Leia novamente o terceiro verso. O peso que deverá ser tirado é o da

a)

aflição.

b)

desalento.

c)

esperança.

d)

nostalgia.

e)

tristeza.

3.

D6 - Identificar o tema de um texto. (Complexidade Baixa)


Leia o texto abaixo.


Nesse texto, o humor está presente

a)

na decepção do personagem.

b)

na fala dos peixes.

c)

na volta para a pescaria.

d)

no adiamento da pescaria.

e)

no resultado da pescaria.

4.

D6 - Identificar o tema de um texto. (Complexidade Baixa)

(SAEPE). Leia o texto abaixo e responda.

Carnaval

O carnaval nos seus folguedos tem muito de pagão, mas seu nome não desmente as origens cristãs, associado que está à lei da abstinência da carne. Que carnaval está ligado à carne, qualquer leigo pode ouvir ou ver na palavra. Mas, e abstinência? Vamos à história.

Por muito tempo interpretou-se a palavra como Carne, vale!, ou seja, Carne, adeus! ou Adeus, carne! Seria a definição da festa como a despedida da carne às vésperas da quaresma, tempo em que se impunha a abstinência da carne... Interpretação visivelmente fantasiosa, onde carne é impossível como vocativo.

Hoje, os etimologistas mais acreditados concordam em apontar a origem italiana do vocábulo. Carnevale, de carne-vale, alteração de I: carne levare. Levare significando “deixar, pôr de lado, suspender, suprimir.” Referência clara à abstinência quaresmal que se seguia aos festejos carnavalescos.

LUFT, Celso Pedro. O romance das palavras. São Paulo: Ática, 1996. p. 43.

O assunto desse texto é

a)

origem do carnaval.

b)

origem do carnaval na Itália.

c)

origem do nome carnaval.

d)

referência à abstinência quaresmal.

e)

referência aos festejos carnavalescos.

5.

D17 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações. (Complexidade Baixa)


(3ª P.D – SEDUC-GO). Leia o texto abaixo e responda.

Coisas do mundo

A juventude é realmente uma fase encantadora. Descobrir o mundo, experimentar, buscar novos horizontes, desvendar os mistérios da vida... Enfim, a primeira vez a gente nunca esquece! Seja lá qual for a novidade, é absolutamente inebriante esse momento da descoberta.

As coisas que acontecem na adolescência ficam impressas na memória, na pele, na alma e, geralmente, nos remetem às melhores coisas do mundo.

PAULA, Maria. Crônica da revista. In: REVISTA DO

CORREIO. 2 mai. 2010, p, 37. Fragmento.


No trecho “os mistérios da vida...”, as reticências indicam uma

a)

comparação da vida com os mistérios.

b)

definição do comportamento dos jovens.

c)

definição dos encantos da vida.

d)

referência aos mistérios da vida.

e)

sugestão de continuidade da vida

6.

D17 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações. (Complexidade Baixa)

Leia o texto a seguir. No quinto quadrinho, as notas musicais são usadas com a intenção de

a)

criticar o comportamento do homem.

b)

expor a alegria do homem.

c)

mostrar que o homem está cantando.

d)

revelar a intenção do homem ao cantar.

7.

D12 -  Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros. (Complexidade Baixa)

(SAEPE). Leia o texto abaixo.

A genética da esquizofrenia 

O maior estudo já feito sobre a esquizofrenia comprova o forte componente genético da doença: um terço de suas causas seriam resultado do efeito acumulativo de 30 mil mutações. O trabalho revelou também que erros numa misteriosa região do DNA humano aumentam de 15% a 25% os riscos de uma pessoa ter esquizofrenia. Tais revelações fazem parte da pesquisa feita por um grupo internacional, que gerou três estudos dependentes, publicados na revista “Nature”. A complexidade do problema, dizem os cientistas, torna muito difícil o desenvolvimento de testes de diagnóstico, mas as descobertas abrem caminho para novos tratamentos.

O Globo. 2 jun. 2009. 


A finalidade desse texto é

a)

classificar.

b)

conceituar.

c)

convencer.

d)

informar.

e)

sugerir.

8.

D12 -  Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros. (Complexidade Baixa)


Nesse texto, a intenção do menino era

a)

criar um idioma próprio.

b)

dificultar a comunicação com o pai.

c)

fazer com que o pai fale gírias.

d)

impressionar o pai com sua descoberta.

e)

inventar novas palavras.

9.

D7 -  Identificar a tese de um texto. (Complexidade Média – Nível 1)

QUESTÃO 09 -(SAEMS). Leia o texto abaixo.

AIDS pode ter vindo dos tigres.

Cientistas da Universidade de Rochester, nos EUA, encontraram fragmentos de um vírus chamado FIV, que destrói o sistema imunológico dos gatos, no código genético do vírus da AIDS. Por isso, eles acreditam que o vírus tenha surgido em tigres pré-históricos, passado para os macacos e sofrido mutações até virar o HIV.

Superinteressante, mar. 2010, p. 21.

A tese defendida pelos cientistas da Universidade de Rochester nos EUA é que:

a)

os gatos possuem um vírus chamado FIV que provoca mutações genéticas.

b)

os macacos herdaram o vírus HIV e depois desenvolveram o vírus da AIDS.

c)

os tigres pré-históricos podem ter sido portadores do vírus que deu origem à AIDS.

d)

o vírus FIV sofreu mutações até se transformar em fragmentos da AIDS.

e)

o vírus da AIDS surgiu através de gatos pesquisados nos EUA.

10.

D7 -  Identificar a tese de um texto. (Complexidade Média – Nível 1)

Leia o texto abaixo.

O teatro da etiqueta

No século XV, quando se instalavam os Estados nacionais e a monarquia absoluta na Europa, não havia sequer garfos e colheres nas mesas de refeição: cada comensal trazia sua faca para cortar um naco da carne – e, em caso de briga, para cortar o vizinho. Nessa Europa bárbara, que começava a sair da Idade Média, em que nem os nobres sabiam escrever, o poder do rei devia se afirmar de todas as maneiras aos olhos de seus súditos como uma espécie de teatro. Nesse contexto surge a etiqueta, marcando momento a momento o espetáculo da realeza: só para servir o vinho ao monarca havia um ritual que durava até dez minutos. Quando Luís XV, que reinou na França de 1715 a 1774, passou a usar lenço não como simples peça de vestuário, mas para limpar o nariz, ninguém mais na corte de Versalhes ousou assoar-se com os dedos, como era costume. Mas todas essas regras, embora servissem para diferenciar a nobreza dos demais, não tinham a petulância que a etiqueta adquiriu depois. Os nobres usavam as boas maneiras com naturalidade, para marcar uma diferença política que já existia. E representavam esse teatro da mesma forma para todos. Depois da Revolução Francesa, as pessoas começam a aprender etiqueta para ascender socialmente. Daí por que ela passou a ser usada de forma desigual – só na hora de lidar com os poderosos.

Revista Superinteressante, junho 1988, nº 6 ano 2.

Nesse texto, o autor defende a tese de que

a)

a etiqueta mudou, mas continua associada aos interesses do poder.

b)

a etiqueta sempre foi um teatro apresentado pela realeza.

c)

a etiqueta tinha uma finalidade democrática antigamente.

d)

as classes sociais se utilizam da etiqueta desde o século XV.

e)

as pessoas evoluíram a etiqueta para descomplicá-la.

11.

D10 -  Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. (Complexidade Média – Nível 2)


(SPAECE). Leia o texto abaixo.

O galo que logrou a raposa


Um velho galo matreiro, percebendo a aproximação da raposa, empoleirou-se numa árvore. A raposa, desapontada, murmurou consigo: “Deixe estar, seu malandro, que já te curo!... E em voz alta:

— Amigo, venho contar uma grande novidade: acabou-se a guerra entre os animais.

Lobo e cordeiro, gavião e pinto, onça e veado, raposa e galinhas, todos os bichos andam agora aos beijos, como namorados. Desça desse poleiro e venha receber o meu abraço de paz e amor.

— Muito bem! — exclama o galo. Não imagina como tal notícia me alegra! Que beleza vai ficar o mundo, limpo de guerras, crueldades e traições! Vou já descer para abraçar a amiga raposa, mas... como lá vêm vindo três cachorros, acho bom esperá-los, para que também eles tomem parte na confraternização.

Ao ouvir falar em cachorro, Dona Raposa não quis saber de histórias, e tratou de pôr-se ao fresco, dizendo:

— Infelizmente, amigo Có-có-ri-có, tenho pressa e não posso esperar pelos amigos cães. Fica para outra vez a festa, sim? Até logo.

E raspou-se.

Contra esperteza, esperteza e meia.

LOBATO, Monteiro. Fábulas. 19 ed. São Paulo. Brasiliense, s. d. p. 47


Esse texto é narrado

a)

pelo galo.

b)

pela raposa.

c)

pelo cachorro

d)

por alguém que testemunha os fatos narrados.

e)

por alguém que está fora dos fatos narrados.

12.

D10 -  Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. (Complexidade Média – Nível 2)

Leia o texto a seguir e responda.

Cascas de barbatimão


Eu ia para Araxá, isto foi em 1936, ia fazer uma reportagem para um jornal de Belo Horizonte.

O trem parou numa estação, ficou parado muito tempo, ninguém sabia por quê.

Saltei para andar um pouco lá fora. Fazia um mormaço chato. Vi uma porção de cascas de árvores. 

Perguntei o que era aquilo, e me responderam que eram cascas de barbatimão que estavam ali para secar. Voltei para meu assento no trem e ainda esperei parado algum tempo. A certa altura peguei um lápis e escrevi no meu caderno: “Cascas de barbatimão secando ao sol.”

Perguntei a algumas pessoas para que serviam aquelas cascas. Umas não sabiam; outras disseram que era para curtir couro, e ainda outras explicaram que elas davam uma tinta avermelhada muito boa.

Como repórter, sempre tomei notas rápidas, mas nunca formulei uma frase assim para abrir a matéria - “cascas de barbatimão secando ao sol.” Não me lembro nunca de ter aproveitado esta frase. Ela não tem nada de especial, não é de Euclides da Cunha, meu Deus, nem de Machado de Assis; podia ser mais facilmente do primeiro Afonso Arinos, aquele do buriti. Ela me surgiu ali, naquela estaçãozinha da Oeste de Minas, não sei se era Divinópolis ou Formiga.

Um dia, quando eu for chamado a dar testemunho sobre a minha jornada na face da terra, que poderei afirmar sobre os homens e as coisas do meu tempo? Talvez me ocorra apenas isto, no meio

de tantas fatigadas lembranças: “cascas de barbatimão secando ao sol.”

  (Rubem Braga. Recado de primavera. Rio de Janeiro: Record, 7.ed, 1998, p.175)

Considere os três primeiros parágrafos do texto. É correto afirmar que o elemento que desencadeia o desenvolvimento da história está

a)

na necessidade de esclarecer os leitores de um jornal, com informações exatas a respeito de um fato qualquer.

b)

na parada do trem por um tempo além do previsto, numa das estações do percurso feito regularmente.

c)

no desconhecimento dos demais viajantes sobre as propriedades oferecidas pelas cascas de certas árvores.

d)

na falta de informações precisas dos responsáveis, a respeito de problemas ocorridos durante uma viagem.

13.

D9 -  Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto. (Complexidade Média – Nível 3)


(PROEB). Leia o texto abaixo.

Não basta a chuva? Raios!

O local mais seguro para se abrigar durante uma tempestade com raios é dentro de um veículo de transporte fechado, como um carro ou um ônibus. Mesmo que o raio caia diretamente sobre o veículo, a corrente elétrica não consegue penetrar em seu interior.

 Ela fica circulando pela lataria até se dissipar. Trata-se do efeito conhecido como “gaiola de Faraday”, descoberto pelo físico inglês Michael Faraday, no século XIX: os campos elétricos são nulos no interior de objetos eletrificados. Os aviões também são muito seguros, lembra o professor Junior: “Cada um desses grandes jatos comerciais [...] é atingido, em média, por três raios por ano. Não acontece absolutamente nada com quem está dentro [...]” Mas é bom fazer um alerta: ficar perto de um carro ou de um pequeno avião, só que do lado de fora, durante uma tempestade é perigosíssimo. Como eles têm grande massa de material metálico, que conduz eletricidade, atraem raios – que podem afetar quem estiver nas redondezas.

 A situação em que alguém está mais suscetível a ser atingido por um raio é um campo aberto. Quando uma pessoa está num terreno vasto e descampado, torna-se o alvo perfeito para raios, por ser o ponto mais alto das imediações. Sempre que se começa a ouvir o som dos relâmpagos [...], o melhor é procurar um abrigo em um carro ou em uma construção. [...]

 Tomar medidas como essas não configura nenhum exagero, em especial no Brasil, onde caem 57 milhões de raios por ano – número mais alto que o de qualquer outro país.

Veja. 10 fev. 2010. Fragmento.


Leia o texto abaixo e responda. A ideia principal desse texto refere-se

a)

à análise dos campos elétricos no interior de objetos.

b)

à descoberta do físico inglês Michael Faraday.

c)

aos estudos sobre a causa dos raios no Brasil.

d)

à incidência maior de raios no Brasil.

e)

às medidas de segurança para evitar ser atingido por raios.

14.

D9 -  Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto. (Complexidade Média – Nível 3)


(SAEPE). Leia o texto abaixo e responda.

A crise do Euro

 A indisciplina fiscal e o descontrole das contas públicas em países da zona do euro, em particular na Grécia, arrastaram o bloco para uma crise financeira sem precedentes. Após a revelação de que os gregos maquiavam seu nível de endividamento, títulos soberanos de diversos países da zona do euro foram rebaixados pelas agências de risco, e a moeda comum caiu ao nível mais baixo em quatro anos. Para tirar a Grécia do buraco, União Europeia e FMI impõem um duro e impopular plano de austeridade, a que condicionam o socorro financeiro.

Disponível em: <http://veja.abril.com.br/tema/crise-do-euro>. Acesso em: 6 fev. 2012.


A informação principal do Texto é

a)

a imposição de um rigoroso plano para salvar os países da crise financeira.

b)

a moeda comum dos países europeus teve nível mais baixo em quatro anos.

c)

as agências de risco rebaixaram o título de alguns países da zona do euro.

d)

o descontrole financeiro dos países da zona do euro teve influência na crise.

e)

os gregos revelaram seu real nível de endividamento.

15.

D2 - Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto. (Complexidade Média – Nível 4)


(SPAECE). Leia o texto abaixo.

Vida

Quando era criança pura,

Moleque, danado e travesso.

Tudo que tocava levava

Ao mundo da fantasia.

Mas logo me tornei adolescente.

A confusão permeava minha mente.

Por mais que tentasse a magia,

Estavam fechadas as portas da fantasia.


Tempo passou, tornei-me adulto.

Sempre à procura do lado oculto.

Mas as viagens malucas

Continuavam presas à magia.

Logo chegou a velhice,

Aquela que tudo esclarece.

Que cochichou bem baixinho:

       Sabedoria, só para quem a merece.

BELO, João. Disponível em: <www.mundojovem.com.br> - p.9, nº 384 - Março/2008


No verso 'Que cochichou bem baixinho', a expressão destacada refere-se a

a)

adolescente.

b)

adulto.

c)

criança.

d)

sabedoria.

e)

velhice.

16.

D2 - Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto. (Complexidade Média – Nível 4)

(SPAECE). Leia o texto abaixo.

Atento Rapazote

 

“Eram os primeiros anos do século passado, e aquele agente dos correios, recémchegado de Maceió, foi recebido na cidade com admiração que misturava espanto e reverência, pois, de acordo com os comentários que logo correram, tratava-se de pessoa de vasto conhecimento, homem de muitas letras, um sábio. Por ser tudo isso, certamente, não foi hostilizado por seu jeito esquisito de se vestir e pela aparência amalucada que lhe davam os cabelos compridos sempre em desalinho. (...)

A figura estranha trazia, também, idéias que iam muito além dos morros em redor da cidade. As discussões na casa do Pão-sem-miolo despertavam interesse cada vez maior entre a rapaziada, a maioria estudantes de um colégio recém-fundado em

Viçosa, o Internato Alagoano. Muitos não chegavam a compreender as explanações do mestre, mas insistiam, iam em frente, tomavam conhecimento de Coelho Neto, Aluísio Azevedo, depois Zola, Victor Hugo. (...)

Um dos mais atentos ouvintes de Mario Venâncio era um rapazote de 12 anos chamado Graciliano Ramos.”

(Em, Audálio Dantas, O Chão de Graciliano. Tempo d’Imagem, 2007. In: Revista: Discutindo Literatura – Ano 3, nº 18. p. 36.


O 'Atento Rapazote' de que fala o título desse texto é

a)

Aluísio Azevedo.

b)

Coelho Neto.

c)

Graciliano Ramos.

d)

Mário Venâncio.

e)

Victor Hugo.

17.

D15 – Estabelecer relações lógico-discursívos presentes no texto marcadas por conjuntos, advérbios, etc.. (Complexidade Média – Nível 5)


Leia o texto abaixo e, a seguir, responda.

A regra geral básica da conversação é: fala um de cada vez. Pois, na medida em que nem todos falam ao mesmo tempo (em geral um espera o outro concluir) e um só não fala o tempo todo (os falantes se alternam), é sugestivo imaginar a distribuição de turnos entre os falantes como um fator disciplinador da atividade conversacional.

Luiz Antônio Marcuschi

No trecho do texto 'pois, na medida em que nem todos falam ao mesmo tempo...', a expressão destacada da ideia de

a)

causa

b)

concessão

c)

tempo

d)

condição

e)

conformidade

18.

D15 – Estabelecer relações lógico-discursívos presentes no texto marcadas por conjuntos, advérbios, etc.. (Complexidade Média – Nível 5)


(3ª P.D – SEDUC-GO). Leia o texto abaixo e responda.

Entrelinhas

Os quinze anos de Carol

Carol é uma menina do Rio de Janeiro, tem 15 anos e problemas típicos de sua idade. O livro relata as dúvidas e descobertas da garota sobre sexo, amor, menstruação, amizade e muitas outras coisas, além do drama que ela sofre por nunca ter namorado ninguém.

Da E RGB: (0xx21) 2628-7148. Preço médio: R$ 15,50.


A expressão “além do”, que aparece em “... além do drama que ela sofre por nunca ter namorado ninguém.” introduz uma informação

a)

nova.

b)

contraditória.

c)

errada.

d)

negativa.

e)

inútil.

19.

D11 -  Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto. (Complexidade Média – Nível 6)

(3ª P.D – SEDUC-GO). Leia o texto abaixo e responda.

Luciana

Ouvindo rumor na porta da frente e os passos conhecidos de tio Severino, Luciana entregou a Maria Julia as bonecas de pano, ergueu-se estouvada, saiu do corredor, entrou na sala, parou indecisa, esperando que a chamassem. Ninguém reparou nela. Papai e mamãe, no sofá, embebiam-se na palavra lenta e fanhosa de tio Severino, homem considerável, senhor da poltrona. Luciana adivinha a consideração: os donos da casa escutavam, moviam a cabeça e aprovavam: na cozinha, resmungando, arreliando-se, a criada preparava café. Às vezes na família repetia-se uma frase que tinha peso de lei.

— Foi tio Severino quem disse.

— Ah!

E não se acrescentava mais nada. Luciana quis aproximar-se das pessoas grandes, mas lembrou-se do que lhe tinha acontecido na véspera. Mergulhou numa longa meditação. Andara com mamãe pela cidade, percorrera diversas ruas, satisfeita. Num lugar feio e escorregadio, onde a água da chuva empoçava, resistira, acuara, exigindo que pusessem ali paralelepípedos. Agarrada por um braço, intimada a continuar o passeio, tivera um acesso de desespero, um choro convulso, e caíra no chão, sentara-se na lama, esperneando e berrando. Em casa, antes de tirar-lhe a camisa suja, mamãe lhe infligira três palmadas enérgicas. Por quê? Luciana passara o dia tentando reconciliar-se com o ser poderoso que lhe magoara as nádegas. Agora, na presença da visita, essa criatura forte não anunciava perigo.

    RAMOS, Graciliano. Luciana In: Contos. 4ª serie literária.(Org. Maria Silvia Gonçalves). São Paulo:

Nacional,1979. p.17-21. Fragmento.


Nesse texto, Luciana entrega as bonecas a Maria Júlia porque

a)

o pai não percebera sua presença.

b)

o tio Severino havia chegado.

c)

a mãe lhe infligia umas palmadas.

d)

a mãe conversava com visitas.

e)

a amiga não tinha brinquedos.

20.

D11 -  Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto. (Complexidade Média – Nível 6)


Leia o texto abaixo. 

O Quiromante

Há muitos anos atrás, havia um rapaz cigano que, nas horas vagas, ficava lendo as linhas das mãos das pessoas.

O pai dele, que era muito austero no que dizia respeito à tradição cigana de somente as mulheres lerem as mãos, dizia sempre para ele não fazer isso, que não era ofício de homem, que fosse fazer tachos, tocar música, comerciar cavalos.

E o jovem cigano teimava em ser quiromante. Até que um dia ele foi ler a sorte de uma pessoa e, quando ela se virou de frente, ele viu, assustado, que ela não tinha mãos.

A partir daí, abandonou a quiromancia.

PEREIRA, Cristina da Costa. Lendas e histórias ciganas. Rio de Janeiro: Imago, 1991.

O trecho “A partir daí, abandonou a quiromancia” (último parágrafo) apresenta, com relação ao que foi dito no parágrafo anterior, o sentido de

a)

comparação

b)

condição

c)

consequência

d)

finalidade

e)

oposição

21.

D5 - Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso  (propagandas, quadrinhos, foto etc.) (Complexidade Média – Nível 7)

Leia o texto abaixo.

A resposta dada pela menina no segundo quadrinho indica que ela está

a)

contrariada.

b)

convicta.

c)

decepcionada.

d)

indiferente.

e)

perplexa.

22.

D5 - Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso  (propagandas, quadrinhos, foto etc.) (Complexidade Média – Nível 7)

Leia o texto abaixo.

Nesse texto, o menino deseja

a)

encontrar alguém para brincar.

b)

ficar escondido dos pais.

c)

passear pela neve.

d)

provocar uma briga.

e)

vencer seu medo.

23.

D3 -  Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. (Complexidade Média – Nível 8)


Leia o texto abaixo e responda

Vertigem

O ano 2000 chegou sem confirmar as profecias cibernéticas dos livros e filmes de ficção científica, mas com uma boa dose de futurismo em tempo real: aos nossos olhos, pululam inovações e conquistas tecnológicas que não conseguimos entender em toda a dimensão. Se voltássemos brevíssimos cinco anos, encontraríamos um mundo sem muitos dos conhecimentos e máquinas hoje em dia integrados ao cotidiano: celulares, clonagem, transplante de neurônios, DVDs (tornando obsoletos os tão recentes videocassetes), aparelhos de fax – uma revolução há dez anos – assumindo ares de sucata.

Dentre todos esses avanços – impensáveis mesmo para os homens que construíram as primeiras espaçonaves ou explicaram a relatividade do universo –, a Internet é o que o maior impacto vem e continuará causando.

Nenhuma descoberta do homem se expandiu com tanta velocidade quanto a chamada Rede – ela é inevitável, e nada que conhecemos pode, em curto prazo, abalar a sua soberania. [...]

Educação. São Paulo, ano 26, nº 226, fev. 2000.


No trecho '... assumindo ares de sucata.', no final do primeiro parágrafo, a expressão destacada indica que as tecnologias são

a)

avançadas.

b)

defeituosas.

c)

integradas.

d)

ultrapassadas.

e)

velocíssimas.

24.

D3 -  Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. (Complexidade Média – Nível 8)

(PAEBES). Leia o texto abaixo e responda.

Minha viagem


      Cada um no seu quadrado.

  Tenho quatro filhos. De vez em quando penso comigo: não parecem nem um pouco com a mãe. João, Gregório, Bárbara e Theodora têm estilos bem diferentes e cresceram com a minha maneira de lidar com eles, não só respeitando, mas valorizando isso.

Gregório nasceu sabendo tudo, leu sozinho, argumentava sobre qualquer assunto como um palestrante desde criancinha, mas nunca gostou de sair de casa. Os amigos iam e vinham e ele ficava aqui, recebendo. Era muito tímido quando pequeno, segurava a barra da minha saia, tinha pavor de monstros e palhaços e roía muito as unhas. Meu pai, que é psicanalista, um dia aconselhou:

– Matricula agorinha no teatro e no futebol, tem que botar um fio terra nesse menino.

BYINGTON, Olívia. In: O Globo. 31 jan. 2010, p. 46.


Nesse texto, a expressão 'fio terra' tem o sentido de

a)

advertência.

b)

afeto.

c)

conselho.

d)

estímulo.

e)

respeito.

25.

D4 – Inferir uma informação implícita em um texto. (Complexidade Média – Nível 9)

QUESTÃO 25 - (PROEB). Leia o texto abaixo.

CONFIDÊNCIA DO ITABIRANO

Alguns anos vivi em Itabira.

Principalmente nasci em Itabira.

Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.

Noventa por cento de ferro nas calçadas.

Oitenta por cento de ferro nas almas.

E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.

A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,

vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.

E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança itabirana.

De Itabira trouxe prendas que ora te ofereço:

este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;

este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;

este orgulho, esta cabeça baixa...

Tive ouro, tive gado, tive fazendas.

Hoje sou funcionário público.

Itabira é apenas uma fotografia na parede.

Mas como dói!

ANDRADE, Carlos Drummond. Reunião. 10. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980.

Na última estrofe desse poema, o autor exprime

a)

desconfiança.

b)

generosidade.

c)

indiferença.

d)

orgulho.

e)

saudosismo.

26.

D4 – Inferir uma informação implícita em um texto. (Complexidade Média – Nível 9)


 Leia o texto, abaixo e responda. 


Tudo vai melhorar!


Numa feira de agropecuária, um fazendeiro do Mato Grosso do Sul encontrou-se com um fazendeiro do estado do Tocantins.

O Fazendeiro do Mato Grosso do Sul perguntou:

– Cumpadre! Se o senhor não se importa deu perguntar, qual é o tamanho da sua fazenda?

O Fazendeiro do Tocantins respondeu:

– Óia, cumpadre! Acho que deve di dar uns quatrocentos hectare, é piquinina! E a sua?

Como o fazendeiro do Mato Grosso do Sul era do tipo meio arrogante e cheio de mania de grandeza, ele foi logo esnobando o outro fazendeiro dizendo:

– Cumpadre! O senhor sabe que eu nunca me interessei de contá, eu só sei que eu saio de manhã bem cedinho e quando é meio dia eu ainda nem cheguei na metade da propriedade.

– Eu sei cumpadre!...Eu sei! No começo eu também andava de carroça...Squenta não!...

Guenta firme cumpadre! Tenho certeza que tudo vai melhorar!


Edilson Rodrigues Silva


Disponível em: <http://recantodacronica.blogspot.com/2011/01/tudo-vai-melhorar-cronicas-pequenas-e.html> Acesso em: 10 mar. 2011.


Ao final desse texto, compreende-se que o título tem um caráter

a)

agressivo

b)

depreciativo

c)

irônico

d)

rancoroso