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WorksheetsQuiz sobre Diagnósticos e Condutas Médicas
Total questions: 18
Worksheet time: 12mins
Mulher de 28 anos procura atendimento por epigastralgia e sensação de empachamento após refeições há 4 meses. Refere que os sintomas pioram nos dias em que está mais ansiosa. Nega perda ponderal, vômitos persistentes, sangramento digestivo, febre ou uso de AINES. Relata sono irregular e preocupação constante com problemas familiares. O exame físico é normal. Qual a conduta INICIAL mais apropriada?
Solicitar EDA imediata devido ao tempo de sintomas e à possibilidade de neoplasia oculta.
Iniciar IBP por 8 semanas e solicitar pesquisa de H. pylori apenas se houver piora clínica.
Explicar ao paciente o provável caráter benigno do quadro, orientar medidas dietéticas e comportamentais e considerar início de procinético, por tratar-se de dispepsia funcional.
Tratar empiricamente como DRGE com IBP em dose dupla por 12 semanas.
Iniciar tratamento erradicador de H. pylori baseado apenas no quadro clínico.
Homem de 48 anos, fumante, relata dor epigástrica há 3 meses, com alívio após alimentação e episódios de despertar noturno por dor. Relata melhora com magnésia, mas recidiva ao suspender. Nega perda de peso ou vômitos. Histórico familiar negativo para câncer gástrico. Qual o próximo passo mais adequado?
Prescrever antiácidos e orientar retorno apenas se houver piora.
Solicitar EDA imediatamente devido ao risco aumentado de câncer pela idade.
Solicitar teste para H. pylori e tratar conforme resultado, iniciando IBP por 4 semanas.
Solicitar ultrassonografia de abdome superior para avaliar colecistopatia.
Iniciar antidepressivo tricíclico para controle de dor funcional.
Homem de 67 anos, ex-tabagista, hipertenso, apresenta há 6 meses epigastralgia progressiva, perda de 8 kg, anorexia e aversão a carnes. Refere cansaço aos mínimos esforços. Ao exame, encontra-se pálido e emagrecido. Sem icterícia, sem massas palpáveis. Qual a conduta correta?
Suspeitar neoplasia gástrica e solicitar EDA com urgência.
Tratar empiricamente com IBP por 8 semanas antes de investigar.
Solicitar teste respiratório para H. pylori e tratar caso positivo.
Solicitar colonoscopia, pois perda de peso sugere neoplasia colorretal.
Solicitar ultrassom de abdome e aguardar resultado antes de qualquer outro exame.
Mulher de 35 anos, obesa, com hipercolesterolemia, refere episódios recorrentes de dor epigástrica intensa irradiada para ombro direito, acompanhada de vômitos, sempre após refeições gordurosas. Não melhora com antiácidos. Os episódios duram 2 a 3 dias. Exame físico entre as crises é normal. Qual o diagnóstico MAIS provável?
Dispepsia funcional — síndrome do desconforto pós-prandial.
Doença do refluxo gastroesofágico.
Colecistopatia litiásica sintomática.
Pancreatite crônica.
Dispepsia ulcerosa.
Homem de 52 anos, tabagista, hipertenso e com história familiar de DAC precoce, refere crises de dor epigástrica de curta duração, desencadeadas por refeições pesadas e também por esforço físico. Relata que o “remédio para o fígado” não melhora o quadro. Nega vômitos ou perda de peso. Exame físico sem alterações. Qual deve ser a prioridade diagnóstica?
Solicitar EDA para afastar úlcera péptica.
Diagnosticar dispepsia funcional e iniciar IBP.
Investigar DAC, já que dor relacionada a esforço sugere isquemia.
Solicitar USG para avaliar colecistite litiásica.
Homem de 48 anos, etilista de longa data (6 doses de destilados/dia), apresenta melena há 24 horas, sem vômitos. No exame, está descorado (2+/4+), PA 110×80 mmHg, pulso 88 bpm. Toque retal com sangue vivo. EDA mostra varizes de esôfago com sinais de sangramento ativo. Qual fator do quadro abaixo indica MAIOR risco de mortalidade e pior prognóstico imediato?
História de tabagismo.
Melena sem hematêmese.
Etiologia varicosa do sangramento.
Coagulograma normal.
Pulso abaixo de 90 bpm.
Homem de 65 anos, hipertenso e diabético, procura atendimento por hematêmese volumosa iniciada há 1 hora. Refere episódios de epigastralgia há meses, com piora recente. No exame inicial: pulso 120 bpm, PA 90×60 mmHg, extremidades frias, sudorese intensa e confusão mental. Qual a classificação MAIS provável da hemorragia e abordagem inicial imediata?
Hemorragia leve; iniciar IBP e agendar EDA eletiva.
Hemorragia moderada; iniciar reposição volêmica lenta e observar evolução.
Hemorragia grave com choque hipovolêmico; reposição volêmica rápida e preparo para EDA urgente.
Hemorragia baixa; solicitar colonoscopia urgente.
Hemorragia grave; iniciar vasoconstritor esplâncnico, sem necessidade de EDA.
Homem de 59 anos apresenta diarreia, muco nas fezes, dor em FID e perda de 4 kg em 3 meses. Mãe com câncer colorretal. Exame físico sem sinais de choque. Colonoscopia revela lesão em cólon direito compatível com neoplasia. Qual o mecanismo que melhor explica um sangramento digestivo baixo nessa topografia?
Ruptura de artéria penetrante de divertículo.
Vasos submucosos venosos dilatados e frágeis (angiodisplasia).
Inflamação isquêmica da mucosa.
Ulceração neoplásica com sangramento oculto ou intermitente.
Hiperemia retal por doença perianal.
Homem de 60 anos com melena há 3 meses, anemia severa (Hb 7 g/dL) e endoscopia + colonoscopia normais. TC mostra massa em jejuno proximal, posteriormente confirmada como GIST após laparotomia. Sobre a apresentação clínica desse caso, é CORRETO afirmar:
O tumor provavelmente causou hematoquezia, pois é sangramento típico do intestino delgado.
Lesões do intestino delgado podem causar melena quando o trânsito é lento, apesar de estarem abaixo do ângulo de Treitz.
A tomografia raramente identifica tumores de delgado, sendo a cápsula endoscópica o primeiro exame indicado.
O sangramento do jejuno geralmente causa hematêmese.
A anemia grave exclui sangramento crônico e sugere ruptura arterial aguda.
Mulher de 54 anos, previamente hígida, apresenta sangramento vivo ao evacuar, dor anal intensa e fezes endurecidas nos últimos dias. Toque retal difícil por dor, sem sangue aderido ao dedo em grande quantidade. Não há sinais sistêmicos. Qual o diagnóstico MAIS provável?
Hemorragia digestiva alta maciça.
Hemorroidas internas graus II–III.
Fissura anal com sangramento discreto.
Angiodisplasia de cólon direito.
Colite isquêmica.
Homem de 32 anos apresenta dor lombar intensa há 6 horas, descrita como cólica que irradia para flanco, fossa ilíaca e região inguinal. Encontra-se inquieto
Homem de 32 anos apresenta dor lombar intensa há 6 horas, descrita como cólica que irradia para flanco, fossa ilíaca e região inguinal. Encontra-se inquieto, nauseado e sudoreico. Nega febre. Ao exame, dor intensa ao ângulo costovertebral, sem defesa abdominal. Qual o diagnóstico MAIS provável?
Pielonefrite aguda.
Dor muscular paravertebral.
Cólica nefrética por obstrução ureteral.
Prostatite aguda.
Glomerulonefrite aguda.
Mulher de 27 anos apresenta febre alta, calafrios, náuseas, vômitos e dor lombar direita há 2 dias. Relata disúria e urgência urinária. Ao exame: TA 100×60 mmHg, FC 110 bpm, dor intensa à palpação do flanco direito e sinal de Giordano positivo. Qual o diagnóstico MAIS provável?
Cistite não complicada.
Pielonefrite aguda.
Litíase renal não complicada.
Dor lombar mecânica.
Prostatite aguda.
Homem de 68 anos, com esvaziamento vesical difícil há anos, apresenta piora nas últimas horas, com incapacidade de urinar, dor suprapúbica intensa e abaulamento palpável em região infraumbilical. Ao exame: massa redonda, tensa e dolorosa à palpação. Qual a conduta e diagnóstico mais adequados?
É anúria por insuficiência renal; solicitar creatinina antes de qualquer procedimento.
Disfunção renal aguda por necrose tubular; iniciar hidratação vigorosa.
Retenção urinária aguda; realizar cateterização vesical.
Dor abdominal inespecífica; solicitar USG antes de qualquer intervenção.
Hidronefrose bilateral; iniciar antibioticoterapia.
Homem de 24 anos apresenta dor intensa no testículo direito há 2 dias, febre baixa e disúria. Ao exame: testículo doloroso, aumentado de volume, epidídimo espessado e reflexo cremastérico presente. Qual o diagnóstico MAIS provável?
Torção testicular.
Orquite traumática.
Epididimite aguda.
Hidrocele aguda.
Herniação inguinal encarcerada.
Homem de 70 anos relata diminuição progressiva da força do jato urinário, hesitação, sensação de esvaziamento incompleto e gotejamento terminal. Ao toque retal, próstata aumentada, simétrica, lisa, elástica e com formato arredondado, sem nódulos. Qual o diagnóstico MAIS provável?
Câncer de próstata avançado.
Hiperplasia benigna da próstata.
Prostatite crônica.
Estenose uretral traumática.
Neoplasia de bexiga.
Homem de 74 anos, ex-etilista e tabagista pesado, apresenta disfagia progressiva há 4 meses. Inicialmente para sólidos, agora também para líquidos. Refere perda de 10 kg, anorexia e episódios de regurgitação de alimentos não digeridos. Nega tosse imediata após deglutição. Qual o diagnóstico MAIS provável?
Acalasia idiopática
Espasmo esofágico difuso
Carcinoma de esôfago
Esofagite eosinofílica
Divertículo de Zenker
Mulher de 62 anos, com anemia ferropriva crônica, glossite atrófica e queilite angular, relata disfagia intermitente para sólidos, localizada em região cervical. Ao exame, pele seca e unhas frágeis. Qual diagnóstico deve ser considerado em primeiro lugar?
Acalasia
Anel de Schatzki
Síndrome de Plummer–Vinson
Espasmo difuso do esôfago
DRGE erosiva
