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ENEM - CÓDIGOS E LINGUAGENS - ARTE

ENEM - CÓDIGOS E LINGUAGENS - ARTE

Assessment

Presentation

Arts

12th Grade

Hard

Created by

Janaina Romão

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FREE Resource

14 Slides • 51 Questions

1

ENEM - ARTE CÓDIGOS E LINGUAGENS

Professora Janaina Romão

Slide image

2

Multiple Choice

(2010)


É muito raro que um novo modo de comunicação ou de expressão suplante completamente os anteriores. Fala- se menos desde que a escrita foi inventada? Claro que não. Contudo, a função da palavra viva mudou, uma parte de suas missões nas culturas puramente orais tendo sido preenchida pela escrita: transmissão dos conhecimentos e das narrativas, estabelecimento de contratos, realização dos principais atos rituais ou sociais etc. Novos estilos de conhecimento (o conhecimento “teórico”, por exemplo) e novos gêneros (o código de leis, o romance etc.) surgiram. A escrita não fez com que a o sistema da comunicação e da memória social.

A fotografia substituiu a pintura? Não, ainda há pintores ativos. As pessoas continuam, mais do que nunca, a visitar museus, exposições e galerias, compram as obras dos artistas para pendurá-las em casa. Em contrapartida, é verdade que os pintores, os desenhistas, os gravadores, os escultores não são mais – como foram até o século XIX – os únicos produtores de imagens.

LÉVY, P.

Cibercultura

. São Paulo: Ed. 34, 1999 (fragmento).


A substituição pura e simples do antigo pelo novo ou do natural pelo técnico tem sido motivo de preocupação de muita gente. O texto encaminha uma discussão em torno desse temor ao

1

considerar as relações entre o conhecimento teórico e o conhecimento empírico e acrescenta que novos gêneros textuais surgiram com o progresso.

2

observar que a língua escrita não é uma transcrição fiel da língua oral e explica que as palavras antigas devem ser utilizadas para preservar a tradição.

3

perguntar sobre a razão das pessoas visitarem museus, exposições, etc., e reafirma que os fotógrafos são os únicos responsáveis pela produção de obras de arte.

4

reconhecer que as pessoas temem que o avanço dos meios de comunicação, inclusive on-line, substitua o homem e leve alguns profissionais ao esquecimento.

5

revelar o receio das pessoas em experimentar novos meios de comunicação, com medo de sentirem retrógradas.

3

Multiple Choice

(2015)


Na exposição “A Artista Está Presente”, no MoMA, em Nova Iorque, a performer Marina Abramovic fez uma retrospectiva de sua carreira. No meio desta, protagonizou uma performance marcante. Em 2010, de 14 de março a 31 de maio, seis dias por semana, num total de 736 horas, ela repetia a mesma postura. Sentada numa sala, recebia os visitantes, um a um, e trocava com cada um deles um longo olhar sem palavras. Ao redor, o público assistia a essas cenas recorrentes.


ZANIN, L. Marina Abramovic, ou a força do olhar. Disponível em: http://blogs.estadao.com.br. Acesso em: 4 nov. 2013.


O texto apresenta uma obra da artista Marina Abramovic, cuja performance se alinha a tendências contemporâneas e se caracteriza pela

1

inovação de uma proposta de arte relacional que adentra um museu.

2

abordagem educacional estabelecida na relação da artista com o público.

3

redistribuição do espaço do museu, que integra diversas linguagens artísticas.

4

negociação colaborativa de sentidos entre a artista e a pessoa com quem interage.

5

aproximação entre artista e público, o que rompe com a elitização dessa forma de arte.

4

Multiple Choice

(2016)


O hip hop tem sua filosofia própria, com valores construídos pela condição das experiências vividas nas periferias de muitas cidades. Colocando-se como um contraponto à miséria, às drogas, ao crime e à violência, o hip hop busca interpretar a realidade social. Seu objetivo é justamente encontrar saídas e fornecer uma alternativa à população excluída.


SOUZA, J.; FIALHO, V. M.; ARALDI, J. Hip hop: da rua para a escola. Porto Alegre: Sulina, 2008.


As autoras abordam no texto um movimento cultural que também tem características reconhecidas

1

nos traços e formas que representam personagens de olhos desproporcionalmente maiores e expressivos, conhecidos como mangá.

2

nas formas de se vestir e de cortar os cabelos com objetivos contestadores à ordem social, próprios do movimento punk.

3

nas frases e dizeres de qualquer espécie, rabiscados sobre fachadas de edifícios, que marcam a pichação.

4

nos movimentos leves e sincronizados com os pés que deslocam o dançarino, denominado moonwalk.

5

nas declamações rápidas e ritmadas de um texto, com alturas aproximadas, características do rap.

5

Multiple Choice

Question image

(2016)


A origem da obra de arte (2002) é uma instalação seminal na obra de Marilá Dardot. Apresentada originalmente em sua primeira exposição individual, no Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte, a obra constitui um convite para a interação do espectador, instigado a compor palavras e sentenças e a distribuí-las pelo campo. Cada letra tem o feitio de um vaso de cerâmica (ou será o contrário?) e, à disposição do espectador, encontram-se utensílios de plantio, terra e sementes. Para abrigar a obra e servir de ponto de partida para a criação dos textos, foi construído um pequeno galpão, evocando uma estufa ou um ateliê de jardinagem. As 1500 letras-vaso foram produzidas pela cerâmica que funciona no Instituto Inhotim, em Minas Gerais, num processo que durou vários meses e contou com a participação de dezenas de mulheres das comunidades do entorno. Plantar palavras, semear ideias é o que nos propõe o trabalho. No contexto de Inhotim, onde natureza e arte dialogam de maneira privilegiada, esta proposição se torna, de certa maneira, mais perto da possibilidade.


Disponível em: www.inhotim.org.br. Acesso em: 22 maio 2013 (adaptado).


A função da obra de arte como possibilidade de experimentação e de construção pode ser constatada no trabalho de Marilá Dardot porque

1

o projeto artístico acontece ao ar livre.

2

o observador da obra atua como seu criador.

3

a obra integra-se ao espaço artístico e botânico.

4

as letras-vaso são utilizadas para o plantio de mudas.

5

as mulheres da comunidade participam na confecção das peças.

6

"A arte existe porque a vida não basta."




Ferreira Gullar

7

Multiple Choice

(2016)


O Google Art é uma ferramenta on-line que permite a visitação virtual dos mais importantes museus do mundo e a visualização de suas obras de arte. Por meio da tecnologia Street View e de um veículo exclusivamente desenvolvido para o projeto, fotografou-se em 360 graus o interior de lugares como o MoMA, de Nova York, o Museu Van Gogh, em Amsterdã, e a National Gallery, de Londres. O resultado é que se pode andar pelas galerias assim como se passeia pelas ruas com o Street View. Além disso, cada museu escolheu uma única obra de arte de seu acervo para ser fotografada com câmeras de altíssima resolução, ou gigapixel. As imagens contêm cerca de sete bilhões de pixels, o que significa que é mais de mil vezes mais detalhada do que uma foto de câmera digital comum. Além disso, todas as obras vêm acompanhadas de metadados de proveniência, tais como títulos originais, artistas, datas de criação, dimensões e a quais coleções já pertenceram. Os usuários também podem criar suas próprias coleções e compartilhá-las pela web.


Disponível em: http://oglobo.globo.com. Acesso em: 3 out. 2013 (adaptado).


As tecnologias da computação possibilitam um novo olhar sobre as obras de arte. A prática permite que usuários

1

guiem virtualmente um veiculo especial através dos melhores museus do mundo.

2

reproduzam as novas obras de arte expostas em museus espalhados pelo mundo.

3

criem novas obras de arte em 360 graus, consultem seus metadados e os compartilhem na internet.

4

visitem o interior e as obras de arte de todos os museus do mundo em 3D e em altíssima resolução.

5

visualizem algumas obras de arte em altíssima resolução e, simultaneamente, obtenham informações sobre suas origens e composição.

8

Multiple Choice

Question image

(2016)


TEXTO I


BACON, F. Três estudos para um autorretrato. Óleo sobre tela, 37,5 x 31,8 cm (cada), 1974.

Disponível em: www.metmuseum.org. Acesso em: 30 maio 2016.


TEXTO II


Tenho um rosto lacerado por rugas secas e profundas, sulcos na pele. Não é um rosto desfeito, como acontece com pessoas de traços delicados, o contorno é o mesmo mas a matéria foi destruída. Tenho um rosto destruído.


DURAS, M. O amante. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.


Na imagem e no texto do romance de Marguerite Duras, os dois autorretratos apontam para o modo de representação da subjetividade moderna. Na pintura e na literatura modernas, o rosto humano deforma-se, destrói-se ou fragmenta-se em razão

1

da adesão à estética do grotesco, herdada do romantismo europeu, que trouxe novas possibilidades de representação.

2

das catástrofes que assolaram o século XX e da descoberta de uma realidade psíquica pela psicanálise.

3

da opção em demonstrarem oposição aos limites estéticos da revolução permanente trazida pela arte moderna.

4

do posicionamento do artista do século XX contra a negação do passado, que se torna prática dominante na sociedade burguesa.

5

da intenção de garantir uma forma de criar obras de arte independentes da matéria presente em sua história pessoal.

9

Multiple Choice

Question image

(2017)


A obra de Rubem Valentim apresenta emblemas que, baseando-se em signos de religiões afro-brasileiras, se transformam em produção artística. A obra Emblema 78 relaciona-se com o Modernismo em virtude da

1

simplificação de formas da paisagem brasileira.

2

valorização de símbolos do processo de urbanização.

3

fusão de elementos da cultura brasileira com a arte europeia.

4

alusão aos símbolos cívicos presentes na bandeira nacional.

5

composição simétrica de elementos relativos à miscigenação racial.

10

Multiple Choice

Question image

(2017)


A instalação Dengo transformou a sala do MAM-SP em um ambiente singular, explorando como principal característica artística a

1

participação do público na interação lúdica com a obra.

2

distribuição de obstáculos no espaço da exposição.

3

representação simbólica de objetos oníricos.

4

interpretação subjetiva da lei da gravidade.

5

valorização de técnicas de artesanato.

11

"Temos a arte para não morrer da verdade."



Friedrich Nietzsche

12

Multiple Choice

Question image

(2018)


ROSA, R. Grande sertão: veredas: adaptação da obra de João Guimarães Rosa.

São Paulo: Globo, 2014 (adaptado).


A imagem integra uma adaptação em quadrinhos da obra Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa. Na representação gráfica, a inter-relação de diferentes linguagens caracteriza-se por

1

romper com a linearidade das ações da narrativa literária.

2

ilustrar de modo fidedigno passagens representativas da história.

3

articular a tensão do romance à desproporcionalidade das formas.

4

potencializar a dramaticidade do episódio com recursos das artes visuais.

5

desconstruir a diagramação do texto literário pelo desequilíbrio da composição.

13

Multiple Choice

Question image

(2008)


Na obra Entrudo, de Jean-Baptiste Debret (1768-1848), apresentada acima,

1

registram-se cenas da vida íntima dos senhores de engenho e suas relações com os escravos.

2

identifica-se a presença de traços marcantes do movimento artístico denominado Cubismo.

3

identificam-se, nas fisionomias, sentimentos de angústia e inquietações que revelam as relações conflituosas entre senhores e escravos.

4

observa-se a composição harmoniosa e destacam-se as imagens que representam figuras humanas.

5

constata-se que o artista utilizava a técnica do óleo sobre tela, com pinceladas breves e manchas, sem delinear as figuras ou as fisionomias.

14

Multiple Choice

(2008)


Os melhores críticos da cultura brasileira trataram-na sempre no plural, isto é, enfatizando a coexistência no Brasil de diversas culturas. Arthur Ramos distingue as culturas não europeias (indígenas, negras) das europeias (portuguesa, italiana, alemã etc.), e Darcy Ribeiro fala de diversos Brasis: crioulo, caboclo, sertanejo, caipira e de Brasis sulinos, a cada um deles correspondendo uma cultura específica.


MORAIS, F. O Brasil na visão do artista: o país e sua cultura.

São Paulo: Sudameris, 2003.

1
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15

Multiple Choice

Question image

(2010)


Em busca de maior naturalismo em suas obras e fundamentando-se em novo conceito estético, Monet, Degas, Renoir e outros artistas passaram a explorar novas formas de composição artística, que resultaram no estilo denominado Impressionismo. Observadores atentos da natureza, esses artistas passaram a

1

retratar, em suas obras, as cores que idealizavam de acordo com o reflexo da luz solar nos objetos.

2

usar mais a cor preta, fazendo contornos nítidos, que melhor definiam as imagens e as cores do objeto representado.

3

retratar paisagens em diferentes horas do dia, recriando, em suas telas, as imagens por eles idealizadas.

4

usar pinceladas rápidas de cores puras e dissociadas diretamente na tela, sem misturá-las antes na paleta.

5

usar as sombras em tons de cinza e preto e com efeitos esfumaçados, tal como eram realizadas no Renascimento.

16

"Falar é uma necessidade, escutar é uma arte."


Johann Goethe


17

Multiple Choice

(2010)


“Todas as manhãs quando acordo, experimento um prazer supremo: o de ser Salvador Dalí.”


NÉRET, G.

Salvador Dalí.

Taschen, 1996.


Assim escreveu o pintor dos “relógios moles” e das “girafas em chamas” em 1931. Esse artista excêntrico deu apoio ao general Franco durante a Guerra Civil Espanhola e, por esse motivo, foi afastado do movimento surrealista por seu líder, André Breton. Dessa forma, Dalí criou seu próprio estilo, baseado na interpretação dos sonhos e nos estudos de Sigmund Freud, denominado “método de interpretação paranoico”. Esse método era constituído por textos visuais que demonstram imagens

1

do fantástico, impregnado de civismo pelo governo espanhol, em que a busca pela emoção e pela dramaticidade desenvolveram um estilo incomparável.

2

do onírico, que misturava sonho com realidade e inconsciente como um universo único ou pessoal.

3

da linha inflexível da razão, dando vazão a uma forma de produção despojada no traço, na temática e nas formas vinculadas ao real.

4

do reflexo que, apesar do termo "paranoico", possui sobriedade e elegância advindas de uma técnica de cores discretas e desenhos precisos.

5

da expressão e intensidade entre o consciente e a liberdade, declarando o amor pela forma de conduzir o enredo histórico dos personagens retratados.

18

Multiple Choice

(2010)


Na busca constante pela sua evolução, o ser humano vem alternando a sua maneira de pensar, de sentir e de criar. Nas últimas décadas do século XVIII e no início do século XIX, os artistas criaram obras em que predominam o equilíbrio e a simetria de formas e cores, imprimindo um estilo caracterizado pela imagem da respeitabilidade, da sobriedade, do concreto e do civismo. Esses artistas misturaram o passado ao presente, retratando os personagens da nobreza e da burguesia, além de cenas míticas e histórias cheias de vigor.


RAZOUK, J. J. (Org.).

Histórias reais e belas nas telas.

Posigraf: 2003.


Atualmente, os artistas apropriam-se de desenhos, charges, grafismo e até de ilustrações de livros para compor obras em que se misturam personagens de diferentes épocas, como na seguinte imagem:

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19

Multiple Choice

Question image

(2011)


Utilizadas desde a Antiguidade, as colunas, elementos verticais de sustentação, foram sofrendo modificações e incorporando novos materiais com ampliação de possibilidades. Ainda que as clássicas colunas gregas sejam retomadas, notáveis inovações são percebidas, por exemplo, nas obras de Oscar Niemeyer, arquiteto brasileiro nascido no Rio de Janeiro em 1907. No desenho de Niemeyer, das colunas do Palácio da Alvorada, observa-se

1

a presença de um capitel muito simples, reforçando a sustentação.

2

o traçado simples de amplas linhas curvas opostas, resultando em formas marcantes.

3

a disposição simétrica das curvas, conferindo saliência e distorção à base.

4

a oposição de curvas em concreto, configurando certo peso e rebuscamento.

5

o excesso de linhas curvas, levando a um exagero na ornamentação.

20

Multiple Choice

Question image

(2011)


O grafite contemporâneo, considerado em alguns momentos como uma arte marginal, tem sido comparado às pinturas murais de várias épocas e às escritas pré-históricas. Observando as imagens apresentadas, é possível reconhecer elementos comuns entre os tipos de pinturas murais, tais como

1

a preferência por tintas naturais, em razão de seu efeito estético.

2

a inovação na técnica de pintura, rompendo com modelos estabelecidos.

3

o registro do pensamento e das crenças das sociedades em várias épocas.

4

a repetição dos temas e a restrição de uso pelas classes dominantes.

5

o uso exclusivista da arte para atender aos interesses da elite.

21

"A arte começa onde a imitação acaba."



Oscar Wilde

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Multiple Choice

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(2011)


PICASSO, P. Guernica. Óleo sobre tela. 349 X 777 cm. Museu Reina Sofia, Espanha, 1937.

Disponível em: http://www.fddreis.files.wordpress.com. Acesso em: 26 jul. 2010.


O pintor espanhol Pablo Picasso (1881-1973), um dos mais valorizados no mundo artístico, tanto em termos financeiros quanto históricos, criou a obra Guernica em protesto ao ataque aéreo à pequena cidade basca de mesmo nome. A obra, feita para integrar o Salão Internacional de Artes Plásticas de Paris, percorreu toda a Europa, chegando aos EUA e instalando-se no MoMA, de onde sairia apenas em 1981. Essa obra cubista apresenta elementos plásticos identificados pelo

1

painel ideográfico, monocromático, que enfoca várias dimensões de um evento, renunciando à realidade, colocando-se em plano frontal ao espectador.

2

horror da guerra de forma fotográfica, com o uso da perspectiva clássica, envolvendo o espectador nesse exemplo brutal de crueldade do ser humano.

3

uso das formas geométricas no mesmo plano, sem emoção e expressão, despreocupado com o volume, a perspectiva e a sensação escultórica.

4

esfacelamento dos objetos abordados na mesma narrativa, minimizando a dor humana a serviço da objetividade, observada pelo uso do claro-escuro.

5

uso de vários ícones que representam personagens fragmentados bidimensionalmente, de forma fotográfica livre de sentimentalismo.

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Multiple Choice

Question image

(2012)


Picasso, P. Les Demoiselles d’Avignon. Nova York, 1907.

ARGAN, G. C. Arte moderna: do Iluminismo aos movimentos contemporâneos.

São Paulo: Companhia das Letras, 1992.


O quadro Les Demoiselles d’Avignon (1907), de Pablo Picasso, representa o rompimento com a estética clássica e a revolução da arte no início do século XX. Essa nova tendência se caracteriza pela

1

pintura de modelos em planos irregulares.

2

mulher como temática central da obra.

3

cena representada por vários modelos.

4

oposição entre tons claros e escuros.

5

nudez explorada como objeto de arte.

24

Multiple Choice

Question image

(2016)


PICASSO, P. Les desmoiselles d’Avignon. Óleo sobre tela, 243,9 x 233,7 cm. Museu de Arte Moderna,

Nova Iorque, 1907. Disponível em: www.moma.org. Acesso em: 13 set. 2012.


A obra Les desmoiselles d’Avignon, do pintor espanhol Pablo Picasso, é um dos marcos iniciais do movimento cubista. Essa obra filia-se também ao Primitivismo, uma vez que sua composição recorre à manifestação cultural de um determinado grupo étnico, que se caracteriza por

1

produção de máscaras ritualísticas africanas.

2

rituais de fertilidade das comunidades celtas.

3

festas profanas dos povos mediterrâneos.

4

culto à nudez de populações aborígenes.

5

danças ciganas do sul da Espanha.

25

Multiple Choice

Question image

(2015)


Máscara senufo, Mati. Madeira e fibra vegetal. Acervo do MAE/USP.


As formas plásticas nas produções africanas conduziram artistas modernos do início do século XX, como Pablo Picasso, a algumas proposições artísticas denominadas vanguardas.


A máscara remete à

1

preservação da proporção.

2

idealização do movimento.

3

estruturação assimétrica.

4

sintetização das formas.

5

valorização estética.

26

"A arte é a mentira que nos permite conhecer a verdade."



Pablo Picasso

27

Multiple Choice

Question image

(2011)


Nessa estranha dignidade e nesse abandono, o objeto foi exaltado de maneira ilimitada e ganhou um significado que se pode considerar mágico. Daí sua “vida inquietante e absurda”. Tornou-se ídolo e, ao mesmo tempo, objeto de zombaria. Sua realidade intrínseca foi anulada.


JAFFÉ, A. O simbolismo nas artes plásticas. In: JUNG, C.G. (org.). O homem e os seus símbolos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.


A relação observada entre a imagem e o texto apresentados permite o entendimento da intenção de um artista contemporâneo. Neste caso, a obra apresenta características

1

funcionais e de sofisticação decorativa.

2

futuristas e do abstrato geométrico.

3

futuristas e do abstrato geométrico.

4

abstracionistas e de releitura do objeto.

5

figurativas e de representação do cotidiano.

28

Multiple Choice

Question image

(2012)


BARDI, P. M. Em torno da escultura no Brasil. São Paulo: Banco Sudameris Brasil, 1989.


Com contornos assimétricos, riqueza de detalhes nas vestes e nas feições, a escultura barroca no Brasil tem forte influência do rococó europeu e está representada aqui por um dos profetas do pátio do Santuário do Bom Jesus de Matosinho, em Congonhas (MG), esculpido em pedra-sabão por Aleijadinho. Profundamente religiosa, sua obra revela

1

liberdade, representando a vida de mineiros à procura da salvação.

2

credibilidade, atendendo a encomendas dos nobres de Minas Gerais.

3

simplicidade, demonstrando compromisso com a contemplação do divino.

4

personalidade, modelando uma imagem sacra com feições populares.

5

singularidade, esculpindo personalidades do reinado nas obras divinas.

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Multiple Choice

(2013)


Secretaria de Cultura

EDITAL

NOTIFICAÇÃO – Síntese da resolução publicada no Diário Oficial da Cidade, 29/07/2011 – página 41 – 511.a Reunião Ordinária, em 21/06/2011.

Resolução n.o 08/2011 – TOMBAMENTO dos imóveis da Rua Augusta. n.o 349 e n.o 353, esquina com a Rua Marquês de Paranaquá, n.o 315. n.o 327 e n.o 329 (Setor 010, Quadra 026, Lotes 0016-2 e 00170-0), bairro da Consolação. Subprefeitura da Sé, conforme o processo administrativo n.o 1991-0.005.365-1.

Folha de S. Paulo, 5 ago. 2011 (adaptado).


Um leitor interessado nas decisões governamentais escreve uma carta para o jornal que publicou o edital, concordando com a resolução sintetizada no Edital da Secretaria de Cultura. Uma frase adequada para expressar sua concordância é:

1

Que sábia iniciativa! Os prédios em péssimo estado de conservação devem ser derrubados.

2

Até que enfim! Os edifícios localizados nesse trecho descaracterizam o conjunto arquitetônico da Rua Augusta.

3

Parabéns! O poder público precisa mostrar sua força como guardião das tradições dos moradores locais.

4

Justa decisão! O governo dá mais um passo rumo à eliminação do problema da falta de moradias populares.

5

Congratulações! O patrimônio histórico da cidade merece todo empenho para ser preservado.

30

Multiple Choice

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(2013)


GRUPO ESCOLAR DE PALMEIRAS. Redações de Maria Anna de Biase e J. B. Pereira sobre a Bandeira Nacional. Palmeiras (SP), 18 nov. 1911. Acervo APESP. Coleção DAESP. C10279. Disponível em: www.arquivoestado.sp.gov.br. Acesso em: 15 maio.


O documento foi retirado de uma exposição on-line de manuscritos do estado de São Paulo do início do século XX. Quanto à relevância social para o leitor da atualidade, o texto

1

funciona como veículo de transmissão de valores patrióticos próprios do período em que foi escrito.

2

cumpre uma função instrucional de ensinar regras de comportamento em eventos cívicos.

3

deixa subentendida a ideia de que o brasileiro preserva as riquezas naturais do país.

4

argumenta em favor da construção de uma nação com igualdade de direitos.

5

apresenta uma metodologia de ensino restrita a uma determinada época.

31

"A lei suprema da arte é a representação do belo."



Leonardo da Vinci

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Multiple Choice

Question image

(2013)


A contemporaneidade identificada na performance / instalação do artista mineiro Paulo Nazareth reside principalmente na forma como ele

1

resgata conhecidas referências do modernismo mineiro.

2

utiliza técnicas e suportes tradicionais na construção das formas.

3

articula questões de identidade, território e códigos de linguagens.

4

imita o papel das celebridades no mundo contemporâneo.

5

camufla o aspecto plástico e a composição visual de sua montagem.

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Multiple Choice

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(2014)


CLARK, L. Bicho de bolso. Placas de metal, 1966.


O objeto escultórico produzido por Lygia Clark, representante do Neoconcretismo, exemplifica o início de uma vertente importante na arte contemporânea, que amplia as funções da arte. Tendo como referência a obra Bicho de bolso, identifica-se essa vertente pelo(a)

1

participação efetiva do espectador na obra, o que determina a proximidade entre arte e vida.

2

percepção do uso de objetos cotidianos para a confecção da obra de arte, aproximando arte e realidade.

3

reconhecimento do uso de técnicas artesanais na arte, o que determina a consolidação de valores culturais.

4

reflexão sobre a captação artística de imagens com meios óticos, revelando o desenvolvimento de uma linguagem própria.

5

entendimento sobre o uso de métodos de produção em série para a confecção da obra de arte, o que atualiza as linguagens artísticas.

34

Multiple Choice

Question image

(2013)


TEXTO I

Andaram na praia, quando saímos, oito ou dez deles; e daí a pouco começaram a vir mais. E parece-me que viriam, este dia, à praia, quatrocentos ou quatrocentos e cinquenta. Alguns deles traziam arcos e flechas, que todos trocaram por carapuças ou por qualquer coisa que lhes davam. […] Andavam todos tão bem-dispostos, tão bem feitos e galantes com suas tinturas que muito agradavam.

CASTRO, S. A carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre: L&PM, 1996 (fragmento).


Pertencentes ao patrimônio cultural brasileiro, a carta de Pero Vaz de Caminha e a obra de Portinari retratam a chegada dos portugueses ao Brasil. Da leitura dos textos, constata-se que

1

a carta de Pero Vaz de Caminha representa uma das primeiras manifestações artísticas dos portugueses em terras brasileiras e preocupa-se apenas com a estética literária.

2

a tela de Portinari retrata indígenas nus com corpos pintados, cuja grande significação é a afirmação da arte acadêmica brasileira e a contestação de uma linguagem moderna.

3

a carta, como testemunho histórico-político, mostra o olhar do colonizador sobre a gente da terra, e a pintura destaca, em primeiro plano, a inquietação dos nativos.

4

as duas produções, embora usem linguagens diferentes — verbal e não verbal —, cumprem a mesma função social e artística.

5

a pintura e a carta de Caminha são manifestações de grupos étnicos diferentes, produzidas em um mesmo momento histórico, retratando a colonização.

35

Multiple Choice

Question image

(2013)


KUCZYNSKIEGO, P. Ilustração, 2008. Disponível em: http://capu.pl. Acesso em 3 ago. 2012. (Foto: Reprodução)

O artista gráfico polonês Pawla Kuczynskiego nasceu em 1976 e recebeu diversos prêmios por suas ilustrações.


Nessa obra, ao abordar o trabalho infantil, Kuczynskiego usa sua arte para

1

difundir a origem de marcantes diferenças sociais.

2

estabelecer uma postura proativa da sociedade.

3

provocar a reflexão sobre essa realidade.

4

propor alternativas para solucionar esse problema.

5

retratar como a questão é enfrentada em vários países do mundo.

36

"A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação."



Fernando Pessoa

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Multiple Choice

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TEXTO II

Lucian Freud é, como ele próprio gosta de relembrar às pessoas, um biólogo. Mais propriamente, tem querido registrar verdades muito específicas sobre como é tomar posse deste determinado corpo nesta situação particular, neste específico espaço de tempo.

SMEE, S. Freud. Köln: Taschen, 2010.


Considerando a intencionalidade do artista, mencionada no Texto II, e a ruptura da arte no século XX com o parâmetro acadêmico, a obra apresentada trata do(a)

1

exaltação da figura masculina.

2

descrição precisa e idealizada da forma.

3

arranjo simétrico e proporcional dos elementos.

4

representação do padrão do belo contemporâneo.

5

fidelidade à forma realista isenta do ideal de perfeição.

38

Multiple Choice

Question image

O Surrealismo configurou-se como uma das vanguardas artísticas europeias do início do século XX. René Magritte, pintor belga, apresenta elementos dessa vanguarda em suas produções.


Um traço do Surrealismo presente nessa pintura é o(a):

1

justaposição de elementos díspares, observada na imagem do homem no espelho.

2

crítica ao passadismo, exposta na dupla imagem do homem olhando sempre para frente.

3

construção de perspectiva, apresentada na sobreposição de planos visuais.

4

processo de automatismo, indicado na repetição da imagem do homem.

5

procedimento de colagem, identificado no reflexo do livro no espelho.

39

Multiple Choice

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(2016)


TOZZI, C. Colcha de retalhos. Mosaico figurativo. Estação de Metrô Sé. Disponível em: www.arteforadomuseu.com.br. Acesso em 8 mar. 2013.


Colcha de retalhos representa a essência do mural e convida o público a

1

apreciar a estética do cotidiano.

2

interagir com os elementos da composição.

3

refletir sobre elementos do inconsciente do artista.

4

reconhecer a estética clássica das formas.

5

contemplar a obra por meio da movimentação física.

40

Multiple Choice

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(2016)


A técnica da décollage, utilizada pelo artista Mimmo Rotella em sua obra Marilyn, é um procedimento artístico representativo da década de 1960 por

1

visar a conservação das representações e dos registros visuais.

2

basear-se na reciclagem de material gráfico, contribuindo para a sustentabilidade.

3

encobrir o passado, abrindo caminho para novas formas plásticas, pela releitura.

4

fazer conviver campos de expressão diferentes e integrar novos significados.

5

abolir o trabalho manual do artista na confecção das imagens recontextualizadas.

41

"A arte é uma flor nascida no caminho da nossa vida, e que se desenvolve para suavizá-la."



Arthur Schopenhauer

42

Multiple Choice

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(2017)


TEXTO II


No verão de 1954, o artista Robert Rauschenberg (n.1925) criou o termo combine para se referir a suas novas obras que possuíam aspectos tanto da pintura como da escultura.

Em 1958, Cama foi selecionada para ser incluída em uma exposição de jovens artistas americanos e italianos no Festival dos dois Mundos em Spoleto, na Itália. Os responsáveis pelo festival, entretanto, se recusaram a expor a obra e a removeram para um depósito.

Embora o mundo da arte debatesse a inovação de se pendurar uma cama numa parede, Rauschenberg considerava sua obra “um dos quadros mais acolhedores que já pintei, mas sempre tive medo de que alguém quisesse se enfiar nela”.

DEMPSEY, A. Estilos, escolas e movimentos: guia enciclopédico da arte moderna.

São Paulo: Cosac e Naify, 2003.


A obra de Rauschenberg chocou o público na época em que foi feita, e recebeu forte influência de um movimento artístico que se caracterizava pela

1

dissolução das tonalidades e dos contornos, revelando uma produção rápida.

2

exploração insólita de elementos do cotidiano, dialogando com os ready-mades.

3

repetição exaustiva de elementos visuais, levando à simplificação máxima da composição.

4

incorporação das transformações tecnológicas, valorizando o dinamismo da vida moderna.

5

geometrização das formas, diluindo os detalhes sem se preocupar com a fidelidade ao real.

43

Multiple Choice

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(2017)


TEXTO II

Speto

Paulo César Silva, mais conhecido como Speto, é um grafiteiro paulista envolvido com o skate e a música. O fortalecimento de sua arte ocorreu, em 1999, pela oportunidade de ver de perto as referências que trazia há tempos, ao passar por diversas cidades do Norte do Brasil em uma turnê com a banda O Rappa

Revista Zupi, n. 19, 2010


O grafite do artista paulista Speto, exposto no Museu Afro Brasil, revela elementos da cultura brasileira reconhecidos

1

na influência da expressão abstrata.

2

na representação de lendas nacionais.

3

na inspiração das composições musicais.

4

nos traços marcados pela xilogravura nordestina.

5

nos usos característicos de grafismos dos skates.

44

Multiple Choice

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(2018)


As duas imagens são produções que têm a cerâmica como matéria-prima. A obra Estrutura vertical dupla se distingue da urna funerária marajoara ao

1

evidenciar a simetria na disposição das peças.

2

materializar a técnica sem função utilitária.

3

abandonar a regularidade na composição.

4

anular possibilidades de leituras afetivas.

5

integrar o suporte em sua constituição.

45

Multiple Choice

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(2018)


ALMEIDA, H. Dentro de mim, 2000. Fotografia p/b. 132 cm x 88 cm. Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.

TEXTO II

A body art põe o corpo tão em evidência e o submete a experimentações tão variadas, que sua influência estende-se aos dias de hoje. Se na arte atual as possibilidades de investigação do corpo parecem ilimitadas – pode-se escolher entre representar, apresentar, ou ainda apenas evocar o corpo – isso ocorre graças ao legado dos artistas pioneiros.

SILVA, P R. Corpo na arte, body art, body modification: fronteiras. II Encontro de História da Arte: IFCH-Unicamp, 2006 (adaptado).


Nos textos, a concepção de body art está relacionada à intenção de

1

estabelecer limites entre o corpo e a composição.

2

fazer do corpo um suporte privilegiado de expressão.

3

discutir políticas e ideologias sobre o corpo como arte.

4

compreender a autonomia do corpo no contexto da obra.

5

destacar o corpo do artista em contato com o expectador.

46

"Milhares de pessoas cultivam a música; poucas porém têm a revelação dessa grande arte."



Ludwig van Beethoven

47

Multiple Choice

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(2018)


TEXTO I

Também chamados impressões ou imagens fotogramáticas […], os fotogramas são, numa definição genérica, imagens realizadas sem a utilização da câmera fotográfica, por contato direto de um objeto ou material com uma superfície fotossensível exposta a uma fonte de luz. Essa técnica, que nasceu junto com a fotografia e serviu de modelo a muitas discussões sobre a ontologia da imagem fotográfica, foi profundamente transformada pelos artistas da vanguarda, nas primeiras décadas do século XX. Representou mesmo, ao lado das colagens, fotomontagens e outros procedimentos técnicos, a incorporação definitiva da fotografa à arte moderna e seu distanciamento da representação figurativa.

COLUCCI, M. B. Impressões fotogramáticas e vanguardas: as experiências de Man Ray. Studium, n. 2, 2000.

TEXTO II


Disponível em: www.moma.org. Acesso em: 18 abr. 2018 (adaptado)


No fotograma de Man Ray, o “distanciamento da representação figurativa” a que se refere o Texto I manifesta-se na

1

ressignificação do jogo de luz e sombra, nos moldes surrealistas.

2

imposição do acaso sobre a técnica, como crítica à arte realista.

3

composição experimental, fragmentada e de contornos difusos.

4

abstração radical, voltada para a própria linguagem fotográfica.

5

imitação de formas humanas, com base em diferentes objetos.

48

Multiple Choice

(2013)


Própria dos festejos juninos, a quadrilha nasceu como dança aristocrática. oriunda dos salões franceses, depois difundida por toda a Europa. No Brasil, foi introduzida como dança de salão e, por sua vez, apropriada e adaptada pelo gosto popular. Para sua ocorrência, é importante a presença de um mestre “marcante” ou “marcador”, pois é quem determina as figurações diversas que os dançadores desenvolvem. Observa-se a constância das seguintes marcações: “Tour”, “En avant”, “Chez des dames”, “Chez des cheveliê”, “Cestinha de flor”, “Balancê”, “Caminho da roça”, “Olha a chuva”, “Garranchê”, “Passeio”, “Coroa de flores”, “Coroa de espinhos” etc.

No Rio de Janeiro, em contexto urbano, apresenta transformações: surgem novas figurações, o francês aportuguesado inexiste, o uso de gravações substitui a música ao vivo, além do aspecto de competição, que sustenta os festivais de quadrilha, promovidos por órgãos de turismo.

CASCUDO. L.C. Dicionário do folclore brasileiro. Rio de Janeiro: Melhoramentos. 1976.

As diversas formas de dança são demonstrações da diversidade cultural do nosso país. Entre elas, a quadrilha é considerada uma dança folclórica por

1

possuir como característica principal os atributos divinos e religiosos e, por isso, identificar uma nação ou região.

2

abordar as tradições e costumes de determinados povo ou regiões distintas de uma mesma nação.

3

apresentar cunho artístico e técnicas apuradas, sendo também, considerada dança-espetáculo.

4

necessitar de vestuário específico para a sua prática, o qual define seu país de origem.

5

acontecer em salões e festas e ser influenciada por diversos gêneros musicais.

49

Multiple Choice

(2013)


Querô

DELEGADO — Então desce ele. Vê o que arrancam desse sacana.

SARARÁ — Só que tem um porém. Ele é menor.

DELEGADO — Então vai com jeito. Depois a gente entrega pro juiz.

(Luz apaga no delegado e acende no repórter, que se dirige ao público.)

REPÓRTER — E o Querô foi espremido, empilhado, esmagado de corpo e alma num cubículo imundo, com outros meninos. Meninos todos espremidos, empilhados, esmagados de corpo e alma, alucinados pelos seus desesperos, cegados por muitas aflições. Muitos meninos, com seus desesperos e seus ódios, empilhados, espremidos, esmagados de corpo e alma no imundo cubículo do reformatório. E foi lá que o Querô cresceu.

MARCOS, P. Melhor teatro. São Paulo: Global, 2003 (fragmento).


No discurso do repórter, a repetição causa um efeito de sentido de intensificação, construindo a ideia de

1

opressão física e moral, que gera rancor nos meninos.

2

repressão policial e social, que gera apatia nos meninos.

3

polêmica judicial e midiática, que gera confusão entre os meninos.

4

concepção educacional e carcerária, que gera comoção nos meninos.

5

informação crítica e jornalística, que gera indignação entre os meninos.

50

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(2014)


FABIANA, arrepelando-se de raiva — Hum! Ora, eis aí está para que se casou meu filho, e trouxe a mulher para minha casa. É isto constantemente. Não sabe o senhor meu filho que quem casa quer casa…. Já não posso, não posso, não posso! (Batendo com o pé). Um dia arrebento, e então veremos!


PENA, M. Quem casa quer casa. www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 7 dez. 2012.


As rubricas em itálico, como as trazidas no trecho de Martins Pena, em uma atuação teatral, constituem

1

necessidade, porque as encenações precisam ser fiéis às diretrizes do autor.

2

possibilidade, porque o texto pode ser mudado, assim como outros elementos.

3

preciosismo, porque são irrelevantes para o texto ou para a encenação.

4

exigência, porque elas determinam as características do texto teatral.

5

imposição, porque elas anulam a autonomia do diretor.

51

"A música é o tipo de arte mais perfeita: nunca revela o seu último segredo."



Oscar Wilde

52

Multiple Choice

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(2016)


Espetáculo Romeu e Julieta, Grupo Galpão.


GUTO MUNIZ. Disponível em: www.focoincena.com.br. Acesso em: 30 maio 2016.


A principal razão pela qual se infere que o espetáculo retratado na fotografia é uma manifestação do teatro de rua é o fato de

1

dispensar o edifício teatral para a sua realização.

2

utilizar figurinos com adereços cômicos.

3

empregar elementos circenses na atuação.

4

excluir o uso de cenário na ambientação.

5

negar o uso de iluminação artificial.

53

Multiple Choice

(2016)


Lições de motim

DONA COTINHA – É claro! Só gosta de solidão quem nasceu pra ser solitário. Só o solitário gosta de solidão. Quem vive só e não gosta da solidão não é um solitário, é só um desacompanhado. (A reflexão escorrega lá pro fundo da alma.) Solidão é vocação, besta de quem pensa que é sina. Por isso, tem de ser valorizada. E não é qualquer um que pode ser solitário, não. Ah, mas não é mesmo! É preciso ter competência pra isso. (De súbito, pedagógica, volta-se para o homem.) É como poesia, sabe, moço? Tem de ser recitada em voz alta, que é pra gente sentir o gosto. (FAZ UMA PAUSA.) Você gosta de poesia? (O HOMEM TORNA A SE DEBATER. A VELHA INTERROMPE O DISCURSO E VOLTA A LHE DAR AS COSTAS, COMO SEMPRE, IMPASSÍVEL. O HOMEM, MAIS UMA VEZ, CANSADO, DESISTE.) Bem, como eu ia dizendo, pra viver bem com a solidão temos de ser proprietários dela e não inquilinos, me entende? Quem é inquilino da solidão não passa de um abandonado. É isso aí.

ZORZETTI, H. Lições de motim. Goiânia: Kelps, 2010 (adaptado).


Nesse trecho, o que caracteriza Lições de motim como texto teatral?

1

O tom melancólico presente na cena.

2

As perguntas retóricas da personagem.

3

A interferência do narrador no desfecho da cena.

4

O uso de rubricas para construir a ação dramática.

5

As analogias sobre a solidão feitas pela personagem.

54

Multiple Choice

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(2018)


O grupo O Teatro Mágico apresenta composições autorais que têm referências estéticas do rock, do pop e da música folclórica brasileira. A originalidade dos seus shows tem relação com a ópera europeia do século XIX a partir da

1

disposição cênica dos artistas no espaço teatral.

2

integração de diversas linguagens artísticas.

3

sobreposição entre música e texto literário.

4

manutenção de um diálogo com o público.

5

adoção de um enredo como fio condutor.

55

"A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível."



Leonardo da Vinci

56

Multiple Choice

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(2009)


A música pode ser definida como a combinação de sons ao longo do tempo. Cada produto final oriundo da infinidade de combinações possíveis será diferente, dependendo da escolha das notas, de suas durações, dos instrumentos utilizados, do estilo de música, da nacionalidade do compositor e do período em que as obras foram compostas.


Das figuras que apresentam grupos musicais em ação, pode-se concluir que o(os) grupo(s) mostrado(s) na(s) figura(s)

1

1 executa um gênero característico da música brasileira, conhecido como chorinho.

2

2 executa um gênero característico da música clássica, cujo compositor mais conhecido é Tom Jobim.

3

3 executa um gênero característico da música europeia, que tem como representantes Beethoven e Mozart.

4

4 executa um tipo de música caracterizada pelos instrumentos acústicos, cuja intensidade e nível de ruído permanecem na faixa dos 30 aos 40 decibéis.

5

1 a 4 apresentam um produto final bastante semelhante, uma vez que as possibilidades de combinações sonoras ao longo do tempo são limitadas.

57

Multiple Choice

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(2012)


A capa do LP Os Mutantes, de 1968, ilustra o movimento da contracultura. O desafio à tradição nessa criação musical é caracterizado por

1

letras e melodias com características amargas e depressivas.

2

arranjos baseados em ritmos e melodias nordestinos.

3

sonoridades experimentais e confluência de elementos populares e eruditos.

4

temas que refletem situações domésticas ligadas à tradição popular.

5

ritmos contidos e reservados em oposição aos modelos estrangeiros.

58

Multiple Choice

(2014)


Por onde houve colonização portuguesa, a música popular se desenvolveu basicamente com o mesmo instrumental. Podemos ver cavaquinho e violão atuarem juntos aqui, em Cabo Verde, em Jacarta, na Indonésia, ou em Goa. O caráter nostálgico, sentimental, é outro ponto comum da música das colônias portuguesas em todo o mundo. O kronjong, a música típica de Jacarta, é uma espécie de lundu mais lento, tocado comumente com flauta, cavaquinho e violão. Em Goa não é muito diferente.

De acordo com o texto de Henrique Cazes, grande parte da música popular desenvolvida nos países colonizados por Portugal compartilham um instrumental, destacando-se o cavaquinho e o violão. No Brasil, são exemplos de música popular que empregam esses mesmos instrumentos:

1

Maracatu e ciranda.

2

Carimbó e baião.

3

Choro e samba.

4

Chula e siriri.

5

Xote e frevo.

59

Multiple Choice

(2014)


No Brasil, a origem do funk e do hip-hop remonta aos anos 1970, quando da proliferação dos chamados “bailes black” nas periferias dos grandes centros urbanos. Embalados pela black music americana, milhares de jovens encontravam nos bailes de final de semana uma alternativa de lazer antes inexistente. Em cidades como o Rio de Janeiro ou São Paulo, formavam-se equipes de som que promoviam bailes onde foi se disseminando um estilo que buscava a valorização da cultura negra, tanto na música como nas roupas e nos penteados. No Rio de Janeiro ficou conhecido como “Black Rio”. A indústria fonográfica descobriu o filão e, lançando discos de “equipe” com as músicas de sucesso nos bailes, difundia a moda pelo restante do país.


DAYRELL, J. A música entra em cena: o rap e o funk na socialização da juventude.Belo Horizonte: UFMG, 2005.


A presença da cultura hip-hop no Brasil caracteriza-se como uma forma de

1

lazer gerada pela diversidade de práticas artísticas nas periferias urbanas.

2

entretenimento inventada pela indústria fonográfica nacional.

3

subversão de sua proposta original já nos primeiros bailes.

4

afirmação de identidade dos jovens que a praticam.

5

reprodução da cultura musical norte-americana.

60

"A arte é a autoexpressão lutando para ser absoluta."


Fernando Pessoa


61

Multiple Choice

(2014)


Era um dos meus primeiros dias na sala de música. A fim de descobrirmos o que deveríamos estar fazendo ali, propus à classe um problema. Inocentemente perguntei: — O que é música?

Passamos dois dias inteiros tateando em busca de uma definição. Descobrimos que tínhamos de rejeitar todas as definições costumeiras porque elas não eram suficientemente abrangentes.

O simples fato é que, à medida que a crescente margem a que chamamos de vanguarda continua suas explorações pelas fronteiras do som, qualquer definição se torna difícil. Quando John Cage abre a porta da sala de concerto e encoraja os ruídos da rua a atravessar suas composições, ele ventila a arte da música com conceitos novos e aparentemente sem forma.

SCHAFER, R. M. O ouvido pensante. São Paulo: Unesp, 1991 (adaptado)


A frase “Quando John Cage abre a porta da sala de concerto e encoraja os ruídos da rua a atravessar suas composições”, na proposta de Schafer de formular uma nova conceituação de música, representa a

1

acessibilidade à sala de concerto como metáfora, num momento em que a arte deixou de ser elitizada.

2

abertura da sala de concerto, que permitiu que a música fosse ouvida do lado de fora do teatro.

3

postura inversa à música moderna, que desejava se enquadrar em uma concepção conformista.

4

intenção do compositor de que os sons extramusicais sejam parte integrante da música.

5

necessidade do artista contemporâneo de atrair maior público para o teatro.

62

Multiple Choice

(2015)


O rap, palavra formada pelas iniciais de rhythm and poetry (ritmo e poesia), junto com as linguagens da dança (o break dancing) e das artes plásticas (o grafite), seria difundido, para além dos guetos, com o nome de cultura hip hop. O break dancing surge como uma dança de rua. O grafite nasce de assinaturas inscritas pelos jovens com sprays nos muros, trens e estações de metrô de Nova York. As linguagens do rap, do break dancing e do grafite se tornaram os pilares da cultura hip hop.


DAYRELL, J. A música entra em cena: o rap e o funk na socialização da juventude. Belo Horizonte: UFMG, 2005 (adaptado).


Entre as manifestações da cultura hip hop apontadas no texto, o break se caracteriza como um tipo de dança que representa aspectos contemporâneos por meio de movimentos

1

retilíneos, como crítica aos indivíduos alienados.

2

improvisados, como expressão da dinâmica da vida urbana.

3

suaves, como sinônimo da rotina dos espaços públicos.

4

ritmados pela sola dos sapatos, como símbolo de protesto.

5

cadenciados, como contestação às rápidas mudanças culturais.

63

Multiple Choice

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(2016)


A existência dos homens criadores modernos é muito mais condensada e mais complicada do que a das pessoas dos séculos precedentes. A coisa representada, por imagem, fica menos fixa, o objeto em si mesmo se expõe menos do que antes. Uma paisagem rasgada por um automóvel, ou por um trem, perde em valor descritivo, mas ganha em valor sintético. O homem moderno registra cem vezes mais impressões do que o artista do século XVIII.


LEGÉR, F. Funções da pintura. São Paulo: Nobel, 1989.


A vanguarda europeia, evidenciada pela obra e pelo texto, expressa os ideais e a estética do

1

Cubismo, que questionava o uso da perspectiva por meio da fragmentação geométrica.

2

Expressionismo alemão, que criticava a arte acadêmica, usando a deformação das figuras.

3

Dadaísmo, que rejeitava a instituição artística, propondo a antiarte.

4

Futurismo, que propunha uma nova estética, baseada nos valores da vida moderna.

5

Neoplasticismo, que buscava o equilíbrio plástico, com utilização da direção horizontal e vertical.

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(2017)


TEXTO II

Na sua produção, Goeldi buscou refletir seu caminho pessoal e político, sua melancolia e paixão sobre os intensos aspectos mais latentes em sua obra, como: cidades, peixes, urubus, caveiras, abandono, solidão, drama e medo.

ZULIETTI, L. F. Goeldi: da melancolia ao inevitável. Revista de Arte, Mídia e Política. Acesso em: 24 abr. 2017 (adaptado).


O gravador Oswaldo Goeldi recebeu influências de um movimento artístico europeu do início do século XX, que apresenta as características reveladas nos traços da obra de

1
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"Os espelhos são usados para ver o rosto; a arte para ver a alma."



George Bernard Shaw

ENEM - ARTE CÓDIGOS E LINGUAGENS

Professora Janaina Romão

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