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Jogos e brincadeiras de lutas, aplicações na escola.

Jogos e brincadeiras de lutas, aplicações na escola.

Assessment

Presentation

Physical Ed

9th - 12th Grade

Practice Problem

Hard

Created by

Petruz Bettuz

Used 4+ times

FREE Resource

21 Slides • 0 Questions

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Jogos e brincadeiras de Lutas. 

Aplicação na escola.

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​INTRODUÇÃO 

As lutas ou artes marciais são utilizadas na escola de duas formas: A partir de projetos extracurriculares, em que há um especialista da área e que se assemelha às características de academias (com vestimenta, local de prática e com graduação dos alunos), que chamamos de “lutas na escola”; ou dentro do currículo de educação física escolar, em que o professor não tem formação específica de uma modalidade de luta. Neste segundo caso não há graduação de alunos e o objetivo é proporcionar a vivência da manifestação cultural com adaptações ao ambiente escolar. Para essa segunda forma chamamos de “lutas da escola”. 

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Essa apresentação destaca três classificações para criação de jogos e brincadeiras de lutas. Vale ressaltar que não são os únicos, mas foram selecionados pela fácil compreensão e possível implantação. 

Sobre “lutas da escola”, conforme os fundamentos técnicos e táticos, de forma com que os jogos e brincadeiras possam ser aplicados com as devidas adaptações, tem-se, conforme Oliveira (2009), os seguintes conceitos: 

JOGOS E BRINCADEIRAS DE LUTAS 

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​Ato de tocar o oponente com chutes, socos, joelhadas, entre outros; 

​​Traumatizantes

Ato de derrubar o oponente, normalmente de costas no solo;

Projeções

As diversas formas de se amortecer o impacto e proteger o corpo quando se sofre um desequilíbrio ou projeção de tal maneira que não haja trauma físico maior; 

Quedas

​Os ataques ou contra-ataques nos quais busca-se a quebra do desequilíbrio do oponente tirando seu apoio do solo (pés, pernas ou mãos). 

Desequilibrantes

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Os fundamentos aplicados com saltos ou quedas de difícil aplicação e com demonstração de audácia e perícia; 

Acrobáticos

Os fundamentos de técnicas de domínio, normalmente de no solo prendendo o oponente;

Imobilização

São fundamentos que vão além da imobilização, mas que sugerem desistência do oponente, normalmente com técnicas de restrição articular e estrangulamentos;

Finalizações

As simulações em que se tenta levar vantagem na aplicação das técnicas tentando ludibriar o oponente ameaçando um golpe ou deslocamento e em seguida realizando outro golpe com maior efetividade; 

Fintas

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As defesas que são feitas com os braços, mãos e pernas contra os fundamentos traumatizantes, desequilibrantes ou de projeção;

​​Bloqueios

As mudanças de trajetória que se realiza com o corpo na tentativa de se desviar dos fundamentos traumatizantes, desequilibrantes ou de projeção;

Esquivas

Este fundamento se trata das diversas formas de se permanecer parado aguardando o ataque do colega, ou antes, de realizar o seu, bem como as formas de se deslocar em lutas; 

Posturas, Posicionamentos ou Bases

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GOMES (2008), se inspirando da pedagogia do esporte aplicada aos esportes coletivos e tendo como pano de fundo a busca de princípios condicionais da luta, sendo: contato proposital; fusão ataque e defesa (dual); imprevisibilidade; oponente como alvo; e regras, aponta 3 categorias, sendo: 

JOGOS E BRINCADEIRAS DE LUTAS 

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Relacionadas as lutas com as lutas que mantém um contato contínuo (agarrado no oponente), a qual seu objetivo é dominar, excluir, projetar e, algumas vezes, finalizar (causar a desistência do oponente) que pode ser visualizada predominantemente nas modalidades jiujitsu, judô, aikido; sumô; luta olímpica entre outras. ​

​​Elementos de curta distância

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Relacionadas as lutas com característica de toque no oponente, em que pode ser atingido pontos específicos do corpo, com a meta de marcar pontos – como no taekwondo, alguns estilos de kung fu e no caratê tradicional – ou com toques contundentes com máxima força, buscando a finalização do oponente com um nocaute – como o boxe, muay thai e o caratê de contato. 

​​Elementos de média distância

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Modalidades que aqueles que envolvem o uso algum material ou implemento, de modo geral, armas, como espadas, sabre, florete – na esgrima, shinai – no kendô, espadas, bastões ou outros materiais – no kung fu entre outras modalidades.



 

Vale reforçar que, uma única modalidade pode apresentar características nas 3 categorias. 

Elementos de longa distância

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Gomes (2008) ainda apresenta um item na classificação chamado FORMA, que são variantes de utilização técnica uma modalidade de combate que pode ser denominada: em japonês katas, em chinês katis e em coreano pounce, que são sequências técnicas pré-estabelecidas simulando um combate, que na maioria das vezes ocorre com um oponente imaginário ou com o oponente (parceiro) fazendo o papel de quem recebe as técnicas de forma combinada e pré-coreografada. 

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As duas formas anteriormente citadas podem agregar nas variabilidades de atividades dentro das aulas de lutas, em que os alunos exploram outras valências complementares em relação as lutas. 


Dessa forma, vale trazer uma classificação de FERREIRA (2008) que classifica os jogos de lutas caracterizando de maneira diferente ao se referir as modalidades ou não, sendo: grandes lutas para as modalidades; pequenas lutas para os jogos e brincadeiras de luta. 


Especificamente para as pequenas lutas, o autor criou uma classificação combinando as características de ocorrência de contato e confronto (brincadeiras de lutas diretas; brincadeiras de lutas indiretas; brincadeiras de lutas livres). 

JOGOS E BRINCADEIRAS DE LUTAS 

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Brincadeiras de luta em que o contato corporal e o confronto com o outro permanecem durante toda a atividade. Exemplos: jogos de exclusão (como um sumo adaptado), empurrar e puxar para domínio de espaço, ou mesmo, projeções e quedas a partir de jogos de desequilíbrio. 

Brincadeiras de Lutas Diretas

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Brincadeiras de luta em que o contato corporal com o outro é breve ou inexistente, porém, ainda ocorre o confronto. Exemplos: roubar o rabo ou o pregador do oponente, cabo de guerra.

Brincadeiras de Lutas Indiretas

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Brincadeiras de luta em que os movimentos são realizados sem característica de confronto, porém pode ou não existir o contato com um parceiro. Exemplos: realizar golpes traumatizantes (socos e chutes) em aparadores bexigas, realização das formas ou kata (podendo ser livres e elaborados pelos próprios alunos), ou mesmo as brincadeiras com o princípio de cooperação em que os parceiros aprendem, ou seja, a realização de técnicas ou princípios de projeção e o parceiro realiza a queda em diferentes intensidades de resistência as ações. 

Brincadeiras de Lutas Livres

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CONSIDERAÇÕES 

Observando essas classificações, é necessário destacar que não existe uma verdade absoluta no que se refere ao enquadramento da classificação, mas vale a reflexão entre as similaridades e diferença dessas 3 classificações apontadas, e se pode perceber que de alguma forma elas se complementam.

A primeira de FERREIRA (2008) foca nos fundamentos técnicos e táticos, que por si só podem direcionar os jogos e o ensino para o desdobramento das modalidades de luta.

Já para GOMES (2008), em que se evidencia os princípios condicionais de um combate, tendo grande aplicabilidade nas modalidades esportivas de combate, percebe-se também que vários dos fundamentos que aparecem na primeira classificação explicada são unificados na condição de contato e imposição de implementos em um combate.

E por fim, a terceira classificação de FERREIRA (2008) foca nas brincadeiras e elucida situações estratégicas além do contato entre os lutadores, mas na utilização de situações de confronto ou não, de maneira a diversificar o processo pedagógico de ensino transitando entre jogos competitivos e cooperativos. 

INFORMAÇÕES SOBRE O AUTOR - FÁBIO RODRIGO FERREIRA GOMES 

[1] Doutorado em Biodinâmica do Movimento Humano pela Escola de Educação Física e Esportes da Universidade de São Paulo (EEFE-USP). ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8414-3209. CURRÍCULO LATTES:  http://lattes.cnpq.br/6162015721163492. 

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Exemplo de jogos:

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​​http://www.educacaofisica.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=413

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Exemplo de jogos:

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​​http://www.educacaofisica.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=413

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Exemplo de jogos:

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​​http://www.educacaofisica.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=413

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Exemplo de jogos:

​http://www.educacaofisica.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=413

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REFERÊNCIAS 

BRASIL.   Parâmetros   Curriculares   Nacionais:   Educação   Física.   Brasília:   Secretaria   de   Educação Fundamental, MEC/SEF, 1998 

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Educação é a Base. Brasília, MEC/CONSED/UNDIME, 2017. 

COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino da educação física. São Paulo: Cortez Editora. 1992. 

FERREIRA E.E.R. Apostila didática de lutas. Piracicaba: Unimep, 2008. 

GOMES, Mariana Simões Pimentel. Procedimentos pedagógicos para o ensino das lutas: contextos e possibilidades. Education. Universidade Estadual de Campinas, 2008. 

OLIVEIRA, A.L. Jogos/ brincadeiras de lutas: as culturas corporais na formação de professores de educação física. In: COLÓQUIO DE PESQUISA QUALITATIVA EM MOTRICIDADE HUMANA: as lutas no contexto da motricidade, 4.; SIMPÓSIO SOBRE O ENSINO DE GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA: 15 anos do Curso de Educação Física da UFSCar, 3.; SHOTO WORKSHOP, 5., 2009, São Carlos. Anais… São Carlos: UFSCar, 2009. p.148-171. CD ROM. 

Jogos e brincadeiras de Lutas. 

Aplicação na escola.

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