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Aula 04 - Protagonismo dos povos indígenas

Aula 04 - Protagonismo dos povos indígenas

Assessment

Presentation

Philosophy

11th Grade

Medium

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Prof. LUIS ROSA

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FREE Resource

21 Slides • 13 Questions

1

media

Protagonismo dos povos indígenas

e afrodescendentes

Filosofia

3obimestre – Aula 4
Ensino Médio

2

media


Protagonismo e cidadania dos
povos indígenas e das
populações afrodescendentes.


Identificar e analisar o
protagonismo dos povos indígenas
e das populações
afrodescendentes no Brasil,
inclusive, na produção do
pensamento filosófico.

3

​(EM13CHS601) Identificar e analisar as demandas e os protagonismos políticos, sociais e culturais dos povos indígenas e das populações afrodescendentes (incluindo quilombolas) no Brasil contemporâneo considerando a história das Américas e o contexto de exclusão e inclusão precária desses grupos na ordem social e econômica atual, promovendo ações para a redução das desigualdades étnico-raciais no país.

4

Fill in the Blank

Qual o tema da aula?

5

media

O quadro a seguir apresenta a proporção da população por raça ou cor, por autodeclaração, nos
anos de 1991, 2000, 2010 e 2022. No ano de 1991, 51,6% autodeclaravam-se branca;
5,0% autodeclaravam-se preta e 42,5% autodeclaravam-se parda. Nesse gráfico, podemos ver
que, em 2022, aumentou o número de autodeclarados pretos e pardos. Segundo essa
informação, 43,5% autodeclararam-se branca; 10,2% autodeclararam-se preta e 45,3%
autodeclararam-se parda.

Na sua opinião, esse aumento é uma tendência? Qual é a sua hipótese?

IDENTIFIQUE E

LOCALIZE

5 MINUTOS

6

media

O Brasil, em 1500, era habitado por, aproximadamente, 1.700 povos indígenas com uma
população estimada em cinco milhões de pessoas. Atualmente, após o processo de
dominação, segregação, desapropriação e atentados contra a vida e a cultura, sobreviveram,
aproximadamente, 235 povos indígenas que, por meio de suas lideranças, vêm lutando pelo
direito de viver conforme a sua cultura.

Protagonismo de povos indígenas

Dentre as diversas lideranças indígenas, destacamos o cacique Raoni Metuktire, líder de etnia
Kayapó; Davi Kopenawa, do povo Yanomami; Jacir de Souza, liderança indígena Macuxi;
Daniel Munduruku, do povo Munduruku; Myrian Krexu, da etnia Guarani Mbyá; Sonia
Guajajara, do povo Guajajara/Tentehar e ministra dos povos indígenas do Brasil; e Ailton
Krenak, do povo Krenak.

7

media

Ailton Krenak, na sua obra, apresenta
uma série de questionamentos sobre as
ações do homem “civilizado”. Segundo ele
o homem “civilizado” ignora o complexo
vivo que é a natureza e a explora
ilimitadamente como se fosse somente
um recurso. O líder indígena indaga,
ainda, a maneira pela qual o “civilizado”
estabelece um conceito de humanidade,
ignorando as diferentes formas de ser e
estar no mundo. Por esse conceito
classifica diferentes povos para impor o
seu modelo de civilização. Desse modelo
imposto sucede outros, que estabelecem
padrões de produção e divulgação do
conhecimento, assim como um ideal de
vida e felicidade que desconsidera a
pluralidade e a diversidade humana.

Ailton Krenak, 2010

8

media

Espalham quase que o mesmo modelo de progresso que somos incentivados
a entender como bem-estar no mundo todo. Os grandes centros, as
grandes metrópoles do mundo são uma reprodução uns dos outros [...]
Enquanto isso, a humanidade vai sendo descolada de uma maneira
tão absoluta desse organismo que é a terra. Os únicos núcleos que
ainda consideram que precisam ficar agarrados nessa terra são aqueles que
ficaram meio esquecidos pelas bordas do planeta, nas margens dos rios, nas
beiras dos oceanos, na África, na Ásia ou na América Latina. São caiçaras,
índios, quilombolas, aborígenes [...] A ideia de nós, os humanos, nos
descolarmos da terra, vivendo numa abstração civilizatória, é absurda. Ela
suprime a diversidade, nega a pluralidade das formas de vida, de existência e
de hábitos. Oferece o mesmo cardápio, o mesmo figurino e, se possível, a
mesma língua para todo mundo.”

KRENAK, 2019, p. 11-12.

9

media

A afirmação acima apresenta uma percepção do líder indígena acerca de um absurdo.
O que é um absurdo, segundo o autor?

Leia a seguinte afirmação do líder e filósofo indígena Ailton Krenak:

A ideia de nós, os humanos, nos descolarmos da terra, vivendo numa abstração
civilizatória, é absurda. Ela suprime a diversidade, nega a pluralidade das formas
de vida, de existência e de hábitos. Oferece o mesmo cardápio, o mesmo figurino
e, se possível, a mesma língua para todo mundo.”

KRENAK, 2019, p. 11-12.

LEITURA

INDEPENDENTE E

RESPONSÁVEL
5 MINUTOS

10

media

O autor adverte sobre a forma incoerente de vida que nós civilizados temos adotado.
Ele chama essa forma incoerente de vida de “abstração civilizatória”, um modelo que
isola e exclui a diversidade e a pluralidade e, dessa forma, não interage com a
realidade a partir da consideração de diferentes condições de vida. A abstração
civilizatória é incoerente, pois se orienta para uma imposição de um modelo
civilizatório que ignora e contraria a pluralidade humana, bem como as diferentes
formas de estar no mundo e interagir com ele. Ela busca e tende à padronização,
mesmo que isso seja antinatural. Essa condição antinatural é, para o autor, um
absurdo.

Correção

11

media

O protagonismo negro pode ser reconhecido tanto pelas lideranças negras quanto por todos
os que lutaram para ter o direito de viver e contar a sua história a partir da sua realidade, em
diferentes contextos. Isso porque, durante muitos séculos, os negros vêm sendo impedidos,
principalmente por causa do racismo, de atuar como protagonistas das suas vidas.

Protagonismo das populações afrodescendentes

No contexto do continente americano, destacamos algumas lideranças, entre várias, como: nos
Estados Unidos, Malcolm X (1925 - 1965), Martin Luther King (1929 - 1968), Angela Davis (1944);
no Uruguai, Virgínia Brindis de Salas (1908 - 1958); no México, Gaspar Yanga (1545 -1618); no
Brasil, Zumbi dos Palmares (1655 - 1695), Luiz Gama (1830 -1882), Abdias Nascimento (1914 -
2011), Sueli Carneiro (1950), Djamila Ribeiro (1980).

12

media

Para a filósofa Djamila Ribeiro, é
fundamental estabelecer as diferenças
entre as experiências e as demandas
de pessoas brancas e negras, o que
exige um olhar mais atento para as
especificidades de demandas. Mulheres
brancas e mulheres negras,
por exemplo, apesar de partilharem a
luta feminista, não podem esquecer de
considerar as diferenças existentes em
suas formas de existir no mundo,
tampouco as suas experiências, os
seus obstáculos e as suas demandas.
Na obra Pequeno manual antirracista, a
filósofa Djamila Ribeiro expõe o sistema
racial, suas formas de manutenção na
sociedade, assim como os modos de
combatê-lo.

Djamila Ribeiro, 2016

13

media

O racismo é uma problemática branca, provoca Grada Kilomba. Até serem
homogeneizados pelo processo colonial, os povos negros existiam como etnias, culturas e
idiomas diversos — isso até serem tratados como ‘o negro’.
Tal categoria foi criada em um processo de discriminação, que visava ao tratamento de
seres humanos como mercadoria. Portanto, o racismo foi inventado pela branquitude, que
como criadora deve se responsabilizar por ele. Para além de se entender como
privilegiado, o branco deve ter atitudes antirracistas. Não se trata de se sentir culpado por
ser branco: a questão é se responsabilizar. Diferente da culpa, que leva à inércia, a
responsabilidade leva à ação. Dessa forma, se o primeiro passo é desnaturalizar o
olhar condicionado pelo racismo, o segundo é criar espaços, sobretudo em lugares que
pessoas negras não costumam acessar.”

RIBEIRO, 2019, p. 18.

14

media

Um levantamento feito pelo Centro de Estudos das Relações de
Trabalho e Desigualdades (Ceert), de 2019, apontou, por exemplo,
que os negros representam 1% dos advogados de grandes
escritórios. Na ocasião, a instituição avaliou, em parceria com a
Aliança Jurídica pela Equidade Racial, nove bancas de São Paulo.
Esse dado, se comparado com a porcentagem de negros na
sociedade (aproximadamente 55%, de acordo com o IBGE),
evidencia um problema: ou os escritórios contratam menos negros
ou as disparidades sociais — que afetam a população negra com
maior intensidade — acabam fazendo com que grande parte deles
fique no meio do caminho.”

Leia os excertos a seguir e, depois, explique em que medida eles se
relacionam.

Fonte: Thiago Angelo, 2020.

Dessa forma, se o
primeiro passo é
desnaturalizar o olhar
condicionado pelo
racismo, o segundo é
criar espaços, sobretudo
em lugares que pessoas
negras não
costumam acessar.”


Fonte: Djamila Ribeiro, 2019.

LEITURA

INDEPENDENTE E

RESPONSÁVEL
6 MINUTOS

15

media

Resposta aberta. No entanto, temos alguns pontos de destaque. O excerto creditado a
Thiago Ângelo apresenta a informação de que, em 2019, apenas 1% dos advogados de
grandes escritórios é negro. Nesse mesmo excerto, são apresentadas duas hipóteses,
e ambas revelam facetas do racismo na nossa sociedade.
O excerto creditado a Djamila Ribeiro alerta para a necessidade de inclusão da
população negra em espaços que foram vetados historicamente para essa população.
A partir dessa contextualização, podemos considerar que os excertos
se complementam na medida em que o primeiro relata a escassa presença de
advogados negros nos grandes escritórios e o segundo aponta para a necessidade de
se criar espaços, sobretudo em lugares que pessoas negras não costumam acessar,
como forma de enfrentamento do racismo.

Correção

16

media

Observe com atenção a informação disponível na imagem
do gráfico, reflita e responda às questões propostas.

1. Com base na informação
disponibilizada pelo TSE, como
podemos caracterizar a
representação política
brasileira?

2. É possível observar
mudanças entre os anos de
2014 e 2022? Essas mudanças
são significativas?

3. Na sua opinião, uma baixa
representação política pode
afetar o protagonismo de
grupos da população?
Explique.

6 MINUTOS

IDENTIFIQUE E

LOCALIZE

17

media


Protagonismo e cidadania dos
povos indígenas e das
populações afrodescendentes.


Identificar e analisar o
protagonismo dos povos indígenas
e das populações
afrodescendentes no Brasil,
inclusive, na produção do
pensamento filosófico.

18

media

1.

No contexto da representação política, grupos identificados como brancos têm
uma representatividade superior, em números, aos demais grupos identificados
como pretos, pardos, amarelos e indígenas.

2.

Segundo a informação disponível no gráfico, houve o aumento da
representatividade de pardos, pretos, amarelos e indígenas. Contudo, esse
aumento ainda é muito baixo em termos de representatividade.

3.

Resposta aberta a depender da compreensão dos estudantes. Contudo, vale
destacar que os representantes nas Câmaras Municipais, Estaduais e Federais
podem apresentar propostas e reivindicar políticas públicas para diferentes áreas
de interesse da população. Ou seja, o protagonismo político pode representar
mudanças nas condições de vida e oportunidades para a população
representada. A baixa representatividade pode significar desvantagens na
orientação de políticas públicas.

Correção

19

media

A partir do vídeo, com o seu colega, reflita
sobre o afrofuturismo e as diferentes
possibilidades para o protagonismo negro
em diferentes histórias.
Criem uma personagem negra em um
contexto de futuro. Pensem na sua trajetória
de vida, nos ambientes que frequenta,
seus conflitos existenciais, entre outros
aspectos capazes de dar complexidade à
sua personagem.
Não se esqueçam de caracterizar o momento
futurista. Nesse futuro, haverá uma inversão
na representação política? Haverá
compreensão das diferentes culturas e a sua
valorização? Ou a “abstração civilizatória”
será perpetuada e instaurada
definitivamente?

Link para vídeo

UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais (TV). Afrofuturismo.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=WIOY9_jxMcU&t=1s.
Acesso em: 4 maio 2024.

VIREM E

CONVERSEM
10 MINUTOS

20

Multiple Choice

Quem é o líder Ailton Krenak?

1
Ailton Krenak é um líder indígena e ativista ambiental brasileiro.
2
Ailton Krenak é um escritor de ficção científica.
3
Ailton Krenak é um político da Europa.
4
Ailton Krenak é um famoso cantor brasileiro.

21

Multiple Choice

Qauis são as principais ideis defendidas pelo indígena Ailton Krenak?

1

A defesa dos direitos indígenas, a preservação da natureza e a crítica ao consumismo moderno.

2
Krenak propõe a exclusão dos indígenas da sociedade moderna.
3
Ele é a favor do aumento do consumo de recursos naturais.
4
Ailton Krenak defende a urbanização das terras indígenas.

22

Multiple Choice

Qual é a principal luta de Ailton Krenak?

1

Promoção da tecnologia

2

Defesa da sustentabilidade da natureza

3

Expansão agrícola

4

Desenvolvimento urbano

23

Multiple Choice

Qual foi a contribuição de Ailton Krenak na Assembleia Constituinte?

1

Defesa dos direitos indígenas

2

Desenvolvimento de infraestrutura

3

Criação de novas leis ambientais

4

Promoção da educação

24

Multiple Choice

Qual é a principal crítica de Krenak em relação às políticas públicas?

1

Precariedade na atenção à saúde e inclusão social dos indígenas

2

Falta de investimentos em tecnologia

3

Desenvolvimento urbano descontrolado

4

Expansão da agricultura

25

Multiple Choice

Qual foi o impacto da globalização segundo Krenak?

1

Unificação das culturas

2

Desaparecimento das minorias

3

Aumento da desigualdade econômica

4

Radicalização das identidades

26

Multiple Choice

Qual é a importância de Ailton Krenak na sociedade?

1

Defesa dos direitos e visibilidade dos povos indígenas

2

Desenvolvimento de novas tecnologias

3

Promoção do turismo

4

Expansão da agricultura

27

Multiple Choice

Qual foi a repercussão da ocupação do plenário do Congresso pelos indígenas em 2013?

1

Desenvolveu novas tecnologias

2

Reduziu a participação política dos indígenas

3

Promoveu a expansão agrícola

4

Aumentou a visibilidade das comunidades indígenas

28

Multiple Choice

Qual é a visão de Krenak sobre a igualdade entre os seres da natureza?

1

A tecnologia é mais importante que a natureza

2

A natureza deve ser explorada para o desenvolvimento

3

Os humanos são superiores aos outros seres

4

Todos os seres da natureza são iguais e interconectados

29

media

O autor adverte sobre a forma incoerente de vida que nós civilizados temos adotado.
Ele chama essa forma incoerente de vida de “abstração civilizatória”, um modelo que
isola e exclui a diversidade e a pluralidade e, dessa forma, não interage com a
realidade a partir da consideração de diferentes condições de vida. A abstração
civilizatória é incoerente, pois se orienta para uma imposição de um modelo
civilizatório que ignora e contraria a pluralidade humana, bem como as diferentes
formas de estar no mundo e interagir com ele. Ela busca e tende à padronização,
mesmo que isso seja antinatural. Essa condição antinatural é, para o autor, um
absurdo.

Correção

30

media

1.

No contexto da representação política, grupos identificados como brancos têm
uma representatividade superior, em números, aos demais grupos identificados
como pretos, pardos, amarelos e indígenas.

2.

Segundo a informação disponível no gráfico, houve o aumento da
representatividade de pardos, pretos, amarelos e indígenas. Contudo, esse
aumento ainda é muito baixo em termos de representatividade.

3.

Resposta aberta a depender da compreensão dos estudantes. Contudo, vale
destacar que os representantes nas Câmaras Municipais, Estaduais e Federais
podem apresentar propostas e reivindicar políticas públicas para diferentes áreas
de interesse da população. Ou seja, o protagonismo político pode representar
mudanças nas condições de vida e oportunidades para a população
representada. A baixa representatividade pode significar desvantagens na
orientação de políticas públicas.

Correção

31

32

Fill in the Blank

Qual é o tema do vídeo?

33

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