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Monitoria Fisiologia - Função Muscular

Monitoria Fisiologia - Função Muscular

Assessment

Presentation

Education

University

Hard

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Pietro Correa

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FREE Resource

11 Slides • 7 Questions

1

Monitoria de Fisiologia
Função Muscular

Pietro Correa - TV

2

Multiple Choice

Botox® é um produto comercial que consiste da toxina botulínica que age bloqueando a função nervosa. É utilizado no tratamento de pessoas que sofrem de contrações anormais dos músculos, como também no tratamento cosmetológico dos sinais de envelhecimento facial. Esta neurotoxina age:

1

Bloqueando a liberação de acetilcolina nas terminações nervosas dos músculos.

2

Impedindo que o músculo receba a mensagem do cérebro para se contrair.

3

Inibindo a enzima acetilcolinesterase, que destrói a acetilcolina.

4

Não há absorção de neurotransmissores pelos neurônios, o que impede a contração muscular.

3

• A toxina botulínica age na junção neuromuscular, impedindo a liberação de acetilcolina nas terminações pré-sinápticas dos neurônios motores.
• Essa neurotoxina cliva proteínas essenciais para a exocitose das vesículas sinápticas, como a SNAP-25, impedindo que a acetilcolina seja liberada na fenda sináptica.

• Sem acetilcolina, os receptores nicotínicos da membrana muscular não são ativados, impedindo a despolarização da fibra muscular e, consequentemente, bloqueando a contração muscular.
• Isso explica o uso do Botox tanto para fins terapêuticos (como no tratamento de espasmos musculares) quanto estéticos (relaxando músculos faciais para reduzir rugas).

media

4

Multiple Choice

A todo momento, existem vários músculos esqueléticos contraindo e relaxando, e isso permite que executem suas funções.

Para que uma fibra muscular humana se contraia, é necessário que:

1

Haja liberação de adrenalina na placa motora, ocorra a polarização celular e a consequente contração da fibra.

2

Obedeça à “lei do tudo ou nada”, ou seja, a fibra muscular responda de forma inversamente proporcional ao estímulo nervoso.

3

Haja liberação de acetilcolina na sinapse neuromuscular, com formação de um potencial de ação que desencadeia a contração da fibra.

4

Ocorra a fermentação láctica no sarcoplasma, e o ácido lático produzido estimule o potencial de ação, desencadeando a contração da fibra.

5

• Para que uma fibra muscular esquelética se contraia, é necessário que ocorra a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular.
• A acetilcolina se liga aos receptores nicotínicos da membrana da fibra muscular.
• Isso desencadeia a abertura de canais iônicos, permitindo a entrada de sódio (Na⁺).
• O influxo de Na⁺ gera um potencial de ação, que se propaga pelo sarcolema e túbulos T.
• O sinal ativa o retículo sarcoplasmático, levando à liberação de íons cálcio (Ca²⁺).
• O cálcio se liga à troponina, permitindo a interação entre actina e miosina.
• Essa interação resulta na contração da fibra muscular.

media

6

Multiple Choice

Quais íons são liberados em grande quantidade durante o potencial de ação que despolariza a membrana muscular por meio do retículo sarcoplasmático?

1

sódio.

2

potássio.

3

cálcio.

4

fosfato.

7

• O potencial de ação gerado na junção neuromuscular leva à despolarização da membrana da fibra muscular.
• Esse sinal elétrico se propaga pelo sarcolema e túbulos T, ativando canais no retículo sarcoplasmático.
• Como consequência, ocorre a liberação de íons cálcio (Ca²⁺) no citoplasma da célula muscular.


→ O cálcio (Ca²⁺) é essencial para a contração muscular, pois:

  • Liga-se à troponina, deslocando a tropomiosina e expondo os sítios de ligação na actina.

  • Permite a formação das pontes cruzadas entre actina e miosina, possibilitando a contração.
    • Após o estímulo, o cálcio é reabsorvido pelo retículo sarcoplasmático, promovendo o relaxamento muscular.

8

Multiple Choice

A contração muscular envolve múltiplas proteínas especializadas e gasto energético.

Qual das seguintes afirmações melhor resume a contração muscular?

1

A troponina desliza ao longo da miosina utilizando energia do ATP.

2

A miosina desliza durante a contração, a partir do movimento da cabeça que se fixa ao sítio de ligação.

3

A tropomiosina tem um papel fundamental na contração pois quebra o ATP para ser utilizado como fonte energética.

4

Os íons cálcio se ligam aos receptores da tropomiosina, causando a contração muscular.

9

• Durante a contração muscular, a miosina desliza ao longo da actina, realizando o movimento a partir da cabeça da miosina, que se liga ao sítio de ligação da actina.
• Esse processo ocorre por meio do ciclo de pontes cruzadas, no qual a cabeça da miosina se fixa, realiza um movimento de alavanca e depois se desprende, utilizando energia do ATP.
• A troponina, ao se ligar ao cálcio (Ca²⁺), promove a movimentação da tropomiosina, expondo os sítios de ligação da actina para a miosina.
• Assim, a interação entre actina e miosina gera a contração muscular.

media
media

10

Multiple Choice

Um homem procurou a assistência médica para compreender qual seria a implicação fisiológica da prática de esportes de alta intensidade e de baixa duração, como o HIIT (sigla do inglês: High Intensity Interval Trainning). O clínico comentou que tais exercícios, quando não são adequados ao tipo de fibra muscular esquelética, podem acarretar desconfortos musculares e até lesões.

Qual o tipo e as características de fibra muscular esquelética mais adequados ao esporte que o homem deseja praticar?

1

Seria as do tipo I, pois ocorre maior produção de lactato, que está diretamente relacionado à fadiga muscular.

2

Seria as do tipo I, ocorre maior oxidação aeróbica, que aumenta o limiar à fadiga muscular.

3

Seria as do tipo II, que são glicolíticas e de contração rápida.

4

Seria as do tipo II, que são oxidativas e glicolíticas, além de serem de contração lenta.

11

Tipos de Fibras Musculares

• Fibras do tipo I (oxidativas/lentas) → Contração lenta, resistência à fadiga, metabolismo aeróbico.
• Fibras do tipo II (glicolíticas/rápidas) → Contração rápida, geram mais força, fadigam rapidamente.


• Exercícios como HIIT exigem movimentos explosivos e curtos → Dependem de fibras do tipo II.
• Essas fibras utilizam principalmente a glicólise anaeróbica para produção rápida de ATP.
• São essenciais para força, velocidade e potência, mas se fadigam rapidamente devido ao acúmulo de lactato.

media

12

Paciente: T.A.F., 29 anos, masculino.
Queixa principal: Episódios de fraqueza muscular súbita e progressiva.

História da moléstia atual:
T.A.F., personal trainer, começou a sentir fraqueza muscular intermitente há um mês, piorando após exercícios físicos e refeições ricas em carboidratos. Há três dias, acordou com fraqueza intensa nos membros inferiores, impedindo-o de se levantar da cama sem apoio. Relata que a sensação melhora após algumas horas de repouso.

Exame físico:

  • Força muscular reduzida nos membros inferiores (2/5), preservada nos superiores.

  • Reflexos diminuídos.

  • Sensibilidade preservada.

Exames laboratoriais: Sódio: 140 mEq/L (VN: 135-145) - Potássio: 2,3 mEq/L (VN: 3,5-5,0) - Cálcio: 9,2 mg/dL (VN: 8,5-10,5)  - Glicose: 98 mg/dL (VN: 70-110)

13

Multiple Choice

Qual o mecanismo fisiológico por trás dos sintomas da paciente T.A.F?

1

Hipocalemia, reduzindo a excitabilidade neuronal e causando fraqueza muscular.

2

Hipocalcemia, aumentando a excitabilidade neuronal e resultando em espasmos musculares.

3

Bloqueio da liberação de acetilcolina, inibindo a contração muscular.

4

Excesso de lactato no músculo, causando fadiga extrema.

14

Justificativa fisiológica:

  • A contração muscular depende da entrada de sódio (Na⁺) e da liberação de cálcio (Ca²⁺) pelo retículo sarcoplasmático.

  • A hipocalemia hiperpolariza a membrana muscular, tornando a fibra menos responsiva a estímulos nervosos.

  • Sem um potencial de ação adequado, a contração muscular é prejudicada, levando à fraqueza.

  • Reflexos reduzidos indicam falha na transmissão neuromuscular, sem envolvimento sensitivo.

15

Paciente: L.M.R., 34 anos, feminino.
Queixa principal: Rigidez muscular progressiva e espasmos involuntários.

História da moléstia atual:
Professora de piano refere episódios de rigidez muscular, inicialmente nas mãos e pés, agora acometendo também a região cervical e torácica. Os espasmos tornam-se mais frequentes ao tentar relaxar. Relata formigamento perioral e sensação de aperto torácico.

Exame físico:

  • Tônus muscular aumentado.

  • Reflexos osteotendíneos hiperativos (+++/4).

  • Sinal de Chvostek e Sinal de Trousseau positivos.

16

Multiple Choice

Qual o mecanismo fisiológico subjacente à fraqueza muscular do paciente T.A.F?

1

Excesso de cálcio no citoplasma da fibra muscular, causando contrações involuntárias.

2

Hiperpolarização da membrana muscular devido à hipocalemia, dificultando o potencial de ação.

3

Deficiência de acetilcolina na junção neuromuscular, impedindo a contração muscular.

4

Aumento da glicólise anaeróbica, resultando em fadiga muscular precoce.

17

Justificativa fisiológica:

  • O cálcio regula a excitabilidade neuronal.

  • Níveis baixos de cálcio reduzem o limiar de ativação dos neurônios motores, tornando-os hiperexcitáveis.

  • Isso leva a contrações involuntárias, espasmos musculares e hiperreflexia.

  • O sinal de Chvostek (contração do masseter) e o sinal de Trousseau (espasmo carpopedal) são indicativos clássicos de hipocalcemia.

18

  • Sinal de Chvostek (contração do masseter): Percussão do nervo facial, adiante do pavilhão auditivo. Quando há hipocalcemia, aparece contração da musculatura da face e do lábio superior no lado em que se fez a percussão. O sinal de Chvostek ocorre em 10% da população normal.

  •  Sinal de Trousseau: Ou espasmo carpopodal, pode ser provocado ao se manter o manguito do aparelho de pressão insuflado, por 3 min, 20 mm de mercúrio acima da pressão sistólica do paciente. Nos casos de hipocalcemia, ocorrem flexão do punho, extensão das articulações interfalangianas e adução do polegar, configurando o que se costuma chamar de "mão de parteiro"


-> São indicativos clássicos de hipocalemia e possuem importância no diagnóstico do hipoparatireoidismo.

media

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Função Muscular

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