
Romantismo, Naturalismo e Concretismo
Authored by DENISE SANTUCCI
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1.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
5 mins • 1 pt
Leia um trecho do poema “O Navio Negreiro” de Castro Alves para responder as questões de 1 a 3.
Senhor Deus dos desgraçados
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Com a esponja de tuas ondas
De teu manto este borrão?...
Astros! Noites! Tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!
Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são? Se a estrela se cala,
Se a onda à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!...
São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos...
Hoje míseros escravos.
Sem luz, sem ar, sem razão...
Vocabulário: turba: multidão; algoz: carrasco; mosqueado: pintado
1. As perguntas feitas na 1ª e na 2ª estrofes revelam
dúvida.
perplexidade.
hesitação.
negatividade.
alegria.
2.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
5 mins • 1 pt
Leia um trecho do poema “O Navio Negreiro” de Castro Alves para responder as questões de 1 a 3.
Senhor Deus dos desgraçados
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Com a esponja de tuas ondas
De teu manto este borrão?...
Astros! Noites! Tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!
Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são? Se a estrela se cala,
Se a onda à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!...
São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos...
Hoje míseros escravos.
Sem luz, sem ar, sem razão...
Vocabulário: turba: multidão; algoz: carrasco; mosqueado: pintado
De acordo com o texto, assinale a alternativa que não confirma característica da poesia de Castro Alves
inquietação decorrente de problemas sociais como a escravidão.
sentimento humanitário diante de desigualdades sociais.
aproveitamento de imagens bíblicas e religiosas.
mistura de revolta e apelo ao leitor.
tendência à autocompaixão do poeta, a ter pena de si mesmo.
3.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
2 mins • 1 pt
Leia um trecho do poema “O Navio Negreiro” de Castro Alves para responder as questões de 1 a 3.
Senhor Deus dos desgraçados
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Com a esponja de tuas ondas
De teu manto este borrão?...
Astros! Noites! Tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!
Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são? Se a estrela se cala,
Se a onda à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!...
São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos...
Hoje míseros escravos.
Sem luz, sem ar, sem razão...
Vocabulário: turba: multidão; algoz: carrasco; mosqueado: pintado
A eloquência (arte de falar bem), frequente em Castro Alves, se revela neste poema pela presença de
imagens campestres.
exclamações, interrogações e reticências.
imagens amorosas.
imagens campestres e temática social.
imagens amorosas e temática social.
4.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
5 mins • 1 pt
Leia outro trecho de “O Navio Negreiro” para responder as questões 4 e 5.
Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d’amplidão!
Hoje...o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...
Ontem plena liberdade,
A vontade por poder...
Hoje... com a maldade,
Nem são livres pra morrer...
Prende-os a mesma corrente
- Férrea, lúgubre serpente –
Nas roscas da escravidão.
E assim roubados à morte,
Dança a lúgubre corte
Ao som do açoite... Irrisão!...
Vocabulário: lúgubre: triste; irrisão: zombaria, tirar sarro.
4. Considere as seguintes afirmações:
I. O texto é um exemplo de poesia carregada de dramaticidade, própria de um poeta-condor, que mostra conhecer bem as lições do mestre Victor Hugo.
II. Trata-se de um poema típico da terceira fase romântica, o Condoreirismo, voltado para multidões numerosas, em que se destacam a preocupação social e o tom hiperbólico.
III. É possível reconhecer nesse fragmento um longo poema de teor abolicionista.
Estão corretas:
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
I, II e III.
5.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
5 mins • 1 pt
Leia outro trecho de “O Navio Negreiro” para responder as questões 4 e 5.
Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d’amplidão!
Hoje...o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...
Ontem plena liberdade,
A vontade por poder...
Hoje... com a maldade,
Nem são livres pra morrer...
Prende-os a mesma corrente
- Férrea, lúgubre serpente –
Nas roscas da escravidão.
E assim roubados à morte,
Dança a lúgubre corte
Ao som do açoite... Irrisão!...
Vocabulário: lúgubre: triste; irrisão: zombaria, tirar sarro.
Nesse fragmento do poema
os versos são decassílabos.
o poeta aborda o problema da escravidão segundo um jogo de intensas oposiçoes, comparando ontem e hoje.
os animais evocados no texto – leão, jaguar e serpente – não tem sentido metafórico.
o texto revela um misto de emoção e conformismo diante da escravidão.
os versos são construídos em redondilha maior, ou seja, com sete sílabas poéticas.
6.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
5 mins • 1 pt
(UFV-MG) Leia o texto abaixo, retirado de O Cortiço, e faça o que se pede.
Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas. Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada, sete horas de chumbo O rumor crescia, condensando-se; o zunzum de todos os dias acentuava-se; já se não destacavam vozes dispersas, mas um só ruído compacto que enchia todo o cortiço. Começavam a fazer compras na venda; ensarilhavam-se discussões e rezingas; ouviam-se gargalhadas e pragas; já se não falava, gritava-se. Sentia-se naquela fermentação sanguínea, naquela gula viçosa de plantas rasteiras que mergulham os pés vigorosos na lama preta e nutriente da vida, o prazer animal de existir, a triunfante satisfação de respirar sobre a terra.
AZEVEDO, Aluísio. O cortiço. 15. ed. São Paulo: Ática, 1984. p. 28-29.
Assinale a alternativa que não corresponde a uma possível leitura do fragmento citado:
No texto, o narrador enfatiza a força do coletivo. Todo o cortiço é apresentado como um personagem que, aos poucos, acorda como uma colmeia humana.
O texto apresenta um dinamismo descritivo, ao enfatizar os elementos visuais, olfativos e auditivos.
O discurso naturalista de Aluísio Azevedo enfatiza nos personagens de O Cortiço o aspecto animalesco, “rasteiro” do ser humano, mas também a sua vitalidade e energia naturais, vindas do prazer de existir.
Através da descrição do despertar do cortiço, o narrador apresenta o mundo interior de cada personagem, suas personalidades, procurando criar correspondências entre o mundo físico e o metafísico.
Observa-se, no discurso de Aluísio Azevedo, pela constante utilização de metáforas e sinestesias (palavras ligadas aos sentidos: olfato, visão, paladar, tato, audição), uma preocupação em apresentar elementos descritivos que comprovem a sua tese determinista.
7.
MULTIPLE CHOICE QUESTION
5 mins • 1 pt
(UNIFESP) A questão a seguir baseia-se no seguinte fragmento do romance O cortiço (1890), de Aluísio Azevedo (1857-1913).
O cortiço
Fechou-se um entra-e-sai de marimbondos defronte daquelas cem casinhas ameaçadas pelo fogo. Homens e mulheres corriam de cá para lá com os tarecos ao ombro, numa balbúrdia de doidos. O pátio e a rua enchiam-se agora de camas velhas e colchões espocados. Ninguém se conhecia naquela zumba de gritos sem nexo, e choro de crianças esmagadas, e pragas arrancadas pela dor e pelo desespero. Da casa do Barão saíam clamores apopléticos; ouviam-se os guinchos de Zulmira que se espolinhava com um ataque. E começou a aparecer água. Quem a trouxe? Ninguém sabia dizê-lo; mas viam-se baldes e baldes que se despejavam sobre as chamas. Os sinos da vizinhança começaram a badalar. E tudo era um clamor. A Bruxa surgiu à janela da sua casa, como à boca de uma fornalha acesa. Estava horrível; nunca fora tão bruxa. O seu moreno trigueiro, de cabocla velha, reluzia que nem metal em brasa; a sua crina preta, desgrenhada, escorrida e abundante como as das éguas selvagens, dava-lhe um caráter fantástico de fúria saída do inferno. E ela ria-se, ébria de satisfação, sem sentir as queimaduras e as feridas, vitoriosa no meio daquela orgia de fogo, com que ultimamente vivia a sonhar em segredo a sua alma extravagante de maluca.
Ia atirar-se cá para fora, quando se ouviu estalar o madeiramento da casa incendiada, que abateu rapidamente, sepultando a louca num montão de brasas. (Aluísio Azevedo. O cortiço)
O caráter naturalista nessa obra de Aluísio Azevedo oferece, de maneira figurada, um retrato de nosso país, no final do século XIX. Põe em evidência a competição dos mais fortes, entre si, e estes, esmagando as camadas de baixo, compostas de brancos pobres, mestiços e escravos africanos. No ambiente de degradação de um cortiço, o autor expõe um quadro tenso de misérias materiais e humanas. No fragmento, há várias outras características do Naturalismo. Aponte a alternativa em que as duas características apresentadas são corretas:
Exploração do comportamento anormal e dos instintos baixos; enfoque da vida e dos fatos sociais contemporâneos (da mesma época) ao escritor.
Visão subjetivista dada pelo foco narrativo; tensão conflitiva entre o ser humano e o meio ambiente.
Preferência pelos temas do passado, propiciando uma visão objetiva dos fatos; crítica aos valores burgueses e predileção pelos mais pobres.
A onisciência do narrador imprime-lhe o papel de criador, e se confunde com a ideia de Deus; utilização de preciosismos vocabulares (alto vocabulário), para enfatizar o distanciamento entre a enunciação e os fatos enunciados.
Exploração de um tema em que o ser humano é humilhado pelo mais forte; predominância de elementos anticientíficos, para ajustar a narração ao ambiente degradante dos personagens.
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