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WorksheetsIntrodução à metafísica
Total questions: 23
Worksheet time: 46mins
Quais são os quatro modos de disser o ser segundo Aristóteles? Segundo o Livro Θ (IX), capítulo 10 da Metafísica, qual é o modo mais próprio de se dizer o ser?
O ser se diz segundo presentidade constante; ousia; essência; e o que é por acidente. Dentre eles, o modo mais próprio de se dizer o ser é segundo a ousia.
O ser se diz segundo as ousia; dynamis e energeia; presentidade constante; e o que é por acidente. Dentre eles, o modo mais próprio de se dizer o ser é segundo a dynamis e energeia.
O ser se diz segundo as substância; dynamis e energeia; presentidade constante; e o que é por acidente. Dentre eles, o modo mais próprio de se dizer o ser é segundo a ousia.
O ser se diz segundo as categorias; dynamis e energeia; verdade e falsidade; e o que é por acidente. Dentre eles, o modo mais próprio de se dizer o ser é segundo a verdade e falsidade.
Nenhuma das alternativas.
Segundo o Livro Δ (V), capítulo 8 da Metafísica de Aristóteles, a ousia (entidade/substância) se deixa dizer de quatro modos, a saber:
1) Substância: o que não se predica de um sujeito, mas que as demais coisas se predicam desta; 2) Causa imanente do ser em todas aquelas coisas que não se predicam de um sujeito; por exemplo, a alma para o animal; 3) Partes imanentes que se destruídas, destrói-se o todo e 4) Presentidade constante enquanto a definição unitária de ousia que atravessa todas as outras definições.
1) Substância: o que não se predica de um sujeito, mas que as demais coisas se predicam desta; 2) Causa imanente do ser em todas aquelas coisas que não se predicam de um sujeito; por exemplo, a alma para o animal; 3) Partes imanentes que se destruídas, destrói-se o todo e 4) A essência, cujo enunciado é uma definição.
1) Presentidade constante: o que não se predica de um sujeito, mas que as demais coisas se predicam desta; 2) Essência: causa imanente do ser em todas aquelas coisas que não se predicam de um sujeito; por exemplo, a alma para o animal; 3) Partes imanentes que se destruídas, destrói-se parte da substância e 4) A essência, cujo enunciado é uma definição.
1) Substância: o que se predica de um sujeito, mas que as demais coisas não se predicam desta; 2) Causa imanente do ser em todas aquelas coisas que não se predicam de um sujeito; por exemplo, a alma para o animal; 3) Partes imanentes que se destruídas, destrói-se parte da substância e 4) A presentidade constante, cujo enunciado é uma definição.
Segundo a Física de Aristóteles, é certo dizer que:
Que no vir a ser é preciso que algo esteja subjacente aos contrários e que os contrários sejam dois. Mas de outro modo, não é necessário que os contrários sejam dois, pois um dos contrários poderá ser suficiente para efetuar a mudança, por sua presença e ausência.
O aspecto fundamental do movimento é a mudança.
Os princípios dos entes naturais envolvidos no vir a ser deixam-se dizer a partir da presença (parousia) e ausência (apousia).
Que o vir a ser é a passagem da dynamis à energeia.
Todas as alternativas estão corretas.
Qual é o objetivo central das "Meditações Metafísicas", de Descartes, e que abre a investigação da primeira meditação?
demonstrar a impossibilidade de uma metafísica científica
estabelecer algo firme e constante nas ciências
demonstrar que o conhecimento só é possível pelos sentidos
estabelecer pelo argumento da dúvida que o ceticismo é o único fim para o pensamento
nenhuma das anteriores
Para que Descartes possa desfazer-se de todas as opiniões que até então aceitara em sua crença e começar tudo de novo desde os fundamentos é necessário que ele estabeleça um método pelo qual tais crenças podem ser colocadas em xeque. Em que consiste tal método?
Em provar a existência de Deus e assim ratificar suas crenças.
No estabelecimento da dúvida hiperbólica pela qual deve-se tomar como apenas duvidoso o que é falso e como potencialmente enganador o que alguma vez já me enganou.
No estabelecimento da dúvida hiperbólica pela qual deve-se tomar como falso o que é meramente duvidoso e como sempre enganador o que alguma vez já me enganou.
Em examinar cada opinião em particular, provando uma a uma que todas são falsas.
Nenhuma das anteriores.
Qual é objetivo central da primeira meditação?
Destruir em geral todas as antigas opiniões, mostrando através da dúvida metódica as coisas que se podem colocar em dúvida.
Provar a existência de Deus e que ele não pode ser enganador.
Provar que não podemos duvidar dos sentidos.
Demonstrar que não podemos duvidar das certezas matemáticas por serem elas tautológicas.
Nenhuma das anteriores.
Descartes expõe o processo da dúvida em três momentos que corresponde a três argumentos. Tais argumentos estendem e radicalizam a dúvida e seguem uma ordem de de abrangência acerca das coisas que se podem colocar em dúvida. Quais são tais argumentos em sua ordem?
Argumento dos sentidos; argumento dos sonhos; argumentos do Deus enganador/gênio maligno.
Argumento dos sentidos; argumentos dos loucos; argumento dos sonhos; argumentos do Deus enganador/gênio maligno.
Argumento do Deus enganador; argumento do gênio maligno; argumento do sonho.
Argumento do sonho; argumento do Deus enganador; argumento do gênio maligno.
Nenhuma das anteriores.
Qual argumento permite a Descartes duvidar das “certezas” matemáticas?
Argumento dos sentidos.
Argumento dos loucos.
Argumento do Deus enganador / gênio maligno.
Argumento do sonho
Todas as alternativas estão corretas.
Qual é objetivo central da segunda meditação?
O estabelecimento de um ponto fixo pelo qual se possa dar início à ordem das meditações. Tal ponto fixo deve subsistir à duvida e consiste em reconhecer que é absolutamente impossível ao espírito que ele mesmo não exista. A partir de tal ponto, a segunda meditação irá iniciar o processo de conquista das primeiras certezas.
Provar a existência de Deus e que ele não pode ser enganador, pois sendo esta a primeira certeza na ordem das meditações é que Descartes poderá provar algo de constante nas ciências.
Demonstrar pelo exemplo da cera que que só podemos conhecer pela imaginação que nossa mente faz de tal objeto, já que a cera pode mudar e alterar nossas percepções sensoriais sobre ela.
Demonstrar a existência do cogito como consequência das percepções sensíveis claras e distintas.
Quais são as primeiras certezas conquistadas na segunda meditação?
1) Deus exite; 2) não é enganador; e 3) portanto, sou.
1) Que os corpos materiais claros e distintos são mais fáceis de conhecer do que os enigmas profundos da alma; 2) que penso; e 3) que eu existo.
1) Que nada subsiste a dúvida, inclusive a minha existência; 2) que posso duvidar; e 3) que Deus não me engana sobre a res extensa.
1) Sou, existo; 2) sou uma coisa que pensa; e 3) não há nada que me seja mais fácil de conhecer do que meu espírito.
Nenhuma das anteriores
Segundo Descartes, em sua segunda meditação, o que é uma coisa que pensa?
É uma substância infinita, eterna, imutável, independente, onisciente, onipotente.
É uma res extensa.
É uma coisa que duvida, que concebe, que afirma, que nega, que quer, que não quer, que imagina também e que sente.
É a máxima realidade objetiva.
Nenhuma das anteriores
Qual é o objetivo do “exemplo da cera” nas Meditações?
Demonstrar que só concebemos os corpos pela faculdade da imaginação que está em nós, e não pelo entendimento nem pelos sentidos, e que não os conhecemos pelo fato de os vermos, ou de os tocarmos, mas somente pelo fato de os concebermos pela imaginação.
Demonstrar que só concebemos os corpos pela faculdade de entender que está em nós, e não pela imaginação nem pelos sentidos, e que não os conhecemos pelo fato de os vermos, ou de os tocarmos, mas somente pelo fato de os concebermos pelo pensamento.
Demonstrar que só concebemos os corpos pela faculdade dos sentidos que está em nós, e não pela imaginação nem pelo entendimento, e que conhecemos apenas pelo fato de os vermos, ou de os tocarmos, mas não pelo fato de os concebermos pelo pensamento.
Demonstrar que só concebemos os corpos pela faculdade dos sentidos e do entendimento que está em nós, e não pela imaginação, e que conhecemos não só pelo fato de os vermos, ou de os tocarmos, mas também pelo fato de os concebermos pelo pensamento.
Segundo Descartes, quais são os gêneros possíveis de todos os pensamentos e em quais desses gêneros há propriamente verdade ou erro?
Os gêneros do pensamento são as “ideias” e os “conteúdos nos quais uma ação do espírito se acrescenta às ideias”, podendo ser elas vontades/afecções e juízos. Dentre tais gêneros, somente nas “ideias” pode haver propriamente erro.
Os gêneros do pensamento são as “ideias” e os “conteúdos nos quais uma ação do espírito se acrescenta às ideias”, podendo ser elas vontades/afecções e juízos. Dentre tais gêneros, somente no “juízo” pode haver propriamente erro.
Os gêneros do pensamento são as “ideias”, “vontades/afecções” e “juízos”. Dentre tais gêneros, somente nossas “vontades” podem ser enganosas.
Os gêneros do pensamento são as “ideias” e “imaginações” e “juízos”. Dentre tais gêneros, somente na “imaginação” pode haver propriamente erro.
Em que consiste a causalidade cartesiana?
Em admitir que deve haver menos realidade na causa eficiente e total do que em seu efeito; pois o efeito como acréscimo dado a uma causa deve ter mais realidade objetiva.
Em admitir que deve haver pelo menos tanta realidade na causa eficiente e total quanto em seu efeito; pois, de onde o efeito pode tirar sua realidade senão de sua causa? E como esta causa poderia comunicá-la a ele se não a tivesse em si mesma?
Em admitir que deve haver sempre a mesma quantidade de realidade na causa eficiente e total que em seu efeito; pois uma causa só pode ser causa de algo da mesma natureza.
Em admitir que a relação de causalidade nunca pode oferecer nenhuma certeza, sendo ela produto do hábito.
Quais destes argumentos apresenta uma prova da existência de Deus em Descartes?
Dado o princípio de causalidade cartesiana em que deve haver pelo menos tanta realidade na causa eficiente e total quanto em seu efeito, segue-se que eu não poderia ser a causa da ideia de uma substância infinita, sendo eu finito, se ela não tivesse sido posta em mim por alguma substância que fosse verdadeiramente infinita.
Descartes defende que a prova da existência de Deus é um passo de fé e enquanto tal só pode estar fundada nas crenças pessoais.
Descartes propõe inicialmente uma prova da existência de Deus para depois refutá-la como exemplo do uso inadequado da razão.
Dado o princípio de causalidade cartesiana em que deve haver menos realidade na causa eficiente e total que em seu efeito, segue-se que eu mesmo poderia ser o criador da ideia de uma substância infinita. Tal argumento demonstra que a existência de Deus é apenas um artifício do pensamento.
Qual é a pergunta inaugural (que dá o ponta pé inicial na investigação) da Crítica da Razão Pura?
O que é o conhecimento?
É possível conhecer tudo?
É possível a metafísica enquanto ciência?
É possível conhecer Deus?
Para Kant, a ciência fundamenta-se e progride verdadeiramente segundo que tipo de proposições?
Segundo juízos sintéticos a posteriori
Segundo juízos analíticos
Segundo juízos sintéticos a priori
Segundo opiniões.
Nenhuma das alternativas.
O que são juízos sintéticos a priori?
São enunciados em que o predicado B pertence ao sujeito A, de modo que a ligação entre eles é pensada por identidade.
São enunciados em que o predicado B não pertence ao sujeito A, mas a relação entre eles se estabelece por meio do testemunho da experiência.
São enunciados em que, embora o predicado B pertença ao sujeito A, a ligação entre eles só pode ser estabelecida pelo testemunho da experiência.
São enunciados em que o predicado B não pertence ao sujeito A, mas estão ligados de modo universal e necessário, ou seja, sua relação não se fundamenta na experiência.
De acordo com a Introdução de Ser e Tempo, quais são as duas tarefas em jogo na elaboração da pergunta pelo sentido do ser?
Um exame exclusivo da cotidianidade e a destruição da história da ontologia.
Uma fundamentação da ciência e uma antropologia filosófica.
Uma antropologia filosófica e uma fundamentação da ciência.
A analítica existencial do Dasein e a destruição da história da ontologia.
De acordo com o §4 de Ser e Tempo, que nome Heidegger atribui ao “próprio ser com o qual o Dasein pode se comportar dessa ou daquela maneira e com o qual ele sempre se comporta de alguma maneira”?
Presença
Existência
Historicidade
Transcendência
Nenhuma das anteriores.
De acordo com "Ser e Tempo", de Heidegger, qual é o “ponto de partida do qual o Dasein sempre compreende e interpreta implicitamente o ser”?
Existência
Morte
Tempo
Nada
Nenhuma das anteriores
De acordo com "Ser e Tempo", de Heidegger, em que consiste uma ontologia fundamental?
Trata de uma visualização prévia do conjunto da estrutura ontológica do Dasein, a fim de liberar o horizonte para a mais originária das interpretações do ser: a temporalidade enquanto sentido do ser do Dasein.
Trata de uma antropologia filosófica rigorosa e completa do Dasein.
Trata de delinear as categorias evidentes do Dasein.
Trata de uma definição existenciária que pretende fazer transparente o conjunto de propriedades e características categoriais e pessoais do Dasein.
Segundo "Ser e Tempo", a fenomenologia é:
Um método que constitui a própria via de acesso e o modo de verificação para se determinar o que deve constituir o tema da ontologia.
Um método descritivo que se pretende enquanto uma demonstração dos entes em suas propriedades.
Uma corrente filosófica real.
Uma escola filosófica estritamente obediente às pesquisas estabelecidas por E. Husserl.
